Folha de pagamento exorbitante -
Agespisa gasta R$ 152 mil por mês com salário de só 35 funcionários
A audiência pública realizada na Câmara de Teresina para discutir a revisão do reajuste da tarifa de água da capital foi marcada por protestos e denuncia de roubos na direção da empresa. O vereador Gilberto Paixão (PT) denunciou que apenas 35 funcionários de nível superior honeram a folha de pagamento em R$ 152 mensais, que por superam R$ 500 mil.Segundo ele, os funcionários eram terceirizados e de forma ilegal passaram a ser comissionados.
O presidente da Agespisa, Antônio Filho, afirmou que a constatação dos funcionários seguiu a lei. Segundo ele, a medida, ao contrário do que afirma o vereador, reduziu os custos da empresa. "Essas pessoas trabalhavam na ilegalidade. As declarações do vereador são falsas e representam uma tentativa de desmoralizar essa administração. Esses servidores trabalhavam desde 2009 na ilegalidade", comentou.
O vereador Dr. Pessoa convocou a população da capital para realizar uma grande manifestação nas ruas de Teresina contra o aumento de 6,5% na conta de água.Os parlamentares não concordam com o aumento concedido já que não houve uma melhoria no serviço de abastecimento de água de Teresina. Os vereadores questionaram como o reajuste foi autorizado pela ARSETE–Agência Reguladora de Serviço Públicos mesmo o prefeito Firmino Filho (PSDB) afirmando que é contra o aumento.
“Não adianta ir para a televisão afirmar que é contra o aumento. O povo não quer saber disse. A população quer é uma solução. Não adianta só blá-bla-bla. A população de Teresina não aguenta mais pagar uma conta de água tão cara e não ter água nas torneiras”, comentou. Os vereadores pediram esclarecimento porque do aumento.
Antônio Filho afirma que a folha de pagamento, a inadimplência e o valor do insumo justificam o aumento
O presidente da Agespisa, Antônio Filho, descartou a possibilidade de revisão do reajuste apresentado. Segundo ele, o preço dos insumos, folha de pagamento e a inadimplência são os motivos do reajuste. “Insumos com a resina que é uma matéria-prima utilizada no processo de tratamento da água teve aumento de 15%. É todo um tratamento e processo lento e caro. Só com energia R$ 2 milhões só na ETA”, disse.
Os inadimplentes devem à empresa mais de R$ 225 milhões deste valor mais de R$130 milhões são apenas de usuários de Teresina. “Há seis meses existe mais de 27 mil ligações inativas. Fizemos um levantamento e mais da metade delas foram religadas de forma irregular”, comentou.
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Fonte: None













