Crises políticas do país · 22/09/2017 às 12h57 | Última atualização em 22/09/2017 às 16h50

Situação econômica do Piauí e crise política fazem Wellington Dias andar no fio da navalha


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Governador Wellington Dias
  Governador Wellington Dias Reprodução Facebook

As crises políticas que um país atravessa, afetam sua economia e ninguém é sabedor dos seus desfechos. O Brasil se arrasta a longo tempo nesta situação. Ela já foi até motivo para a deposição de uma presidenta honesta. Diziam que era tirar Dilma Rousseff num dia e, no outro, a economia iria melhorar. O que os fatos mostram, é que a situação econômica do país está cada dia pior. Para ficar num exemplo, em julho houve uma queda de 0,8% do setor de serviços frente ao mês anterior – dados do IBGE. Os serviços representam praticamente 70% do PIB brasileiro e, portanto, seu efeito negativo, em tese,  é quase quatro vezes maior que o  efeito positivo da elevação em 0,8% do setor industrial. Os números anuais ainda são muito negativos. Devem melhorar, mas nada que indique um resultado ao final do ano muito diferente de zero. É uma ducha de água fria nos que, precipitadamente, agitam as bandeirinhas da retomada, confundindo sinais positivos com tendências sólidas.

É neste contexto que está o Piauí. O Estado atravessa momento delicado. O Fundo de Participação do Estado oscila muito, crescendo em alguns meses e, caindo, noutros, e oscila porque é fruto do ambiente em que o país está inserido.

Wellington Dias à frente do governo do Piauí tem o desafio de atravessar essa crise com os menores percalços possíveis na economia local. Por conta disso o governo tem se movimentado. Há contingenciamento de despesas, contratos foram e estão sendo revistos e a Secretaria de Fazenda está em busca de novas receitas permanentes e/ou extraordinárias.

Cumprindo regras fiscais para receber operações de crédito, o governo tem conseguido dinheiro novo através de empréstimos. Estes recursos, no entanto, são destinados, exclusivamente, para a conclusão de obras já em andamento ou outras a se iniciar. Não podem ser usados nas Despesas Correntes do Estado.

De qualquer forma, como o Estado vinha disponibilizando alguns milhões de suas receitas para não haver paralização das obras, isto agora é uma sobra que reforçará o pagamento do custeio da máquina pública e a folha de pessoal (despesas correntes). Mas ainda é pouco.  

Tanto que o governo tem anunciado a paralização de algumas obras em virtude de ter chegado ao limite de despesas. Segundo o governador Wellington Dias o Estado vai precisar de R$ 180 milhões para que não atrase a folha de pagamentos dos servidores estaduais.

A situação política do governador Wellington Dias é extremamente delicada. Pela primeira vez governa o Piauí sendo oposição ao Governo Federal. Mesmo assim precisa estabelecer um bom diálogo com Brasília já que até em tempos de vacas gordas o Piauí depende do governo central. Em suas bases do Partido dos Trabalhadores, Wellington Dias vê a militância chamar governistas de Brasília de golpistas. Mas é com esses cidadãos que Wellington Dias conta para que as finanças do Estado não se degringolem. Com a habilidade política que trouxe do berço e a aprimorou ao longo da caminhada pública, Wellington Dias segue caminhando no fio da navalha. 

Encerrada a discussão · 20/09/2017 às 19h24 | Última atualização em 20/09/2017 às 19h27

Em reunião do Conselho de Saúde, Secretário diz não à proposta da prefeitura de transferir leitos


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O Conselho Estadual de Saúde esteve reunido na manhã de hoje onde por mais uma vez foi discutida a proposta de concentração de UTI neonatal na maternidade Evangelina Rosa, proposição esta que partiu da prefeitura de Teresina. Veja matéria do 180graus

Por sorte, na oportunidade, o Secretário Estadual de Saúde, Florentino Neto, disse estar encerrada a discussão e que não aceitaria a transferência de leitos.

Menos mal. Mas essa discussão estendeu-se por demais.

A prefeitura de Teresina é a responsável pela saúde na cidade (assim está na Lei) e deve assumir isso.

 Secretário Estadual de Saúde, Florentino Neto
  Secretário Estadual de Saúde, Florentino Neto

Levar leitos de UTI da Wall Ferraz, para a maternidade estadual, era se desobrigar e jogar nas costas do Estado uma responsabilidade que não é dele.

A saúde de Teresina esta municipalizada faz muitos anos. Isso significa que o município recebe um total de recursos federais para dar conta de todo o serviço de saúde da cidade.

Um dos princípios do SUS (que a prefeitura deveria seguir) é o da descentralização dos serviços. Ou seja, onde o povo está, os serviços de saúde também estarão. Pela prefeitura de Teresina o recém-nascido que precisar de uma UTI (esteja onde ele estiver) terá que se deslocar até a maternidade Evangelina Rosa. Ou seja, a prefeitura mandou o princípio da descentralização às favas.

A cidade precisa da maternidade Evangelina Rosa. Precisa das maternidades do Dirceu e Wall Ferraz e a cidade precisa de outras maternidades em outros bairros periféricos.

Se Teresina tivesse municipalizado suas ações agora. Se Firmino Filho e Silvio Mendes fossem gestores de primeira vez, poder-se-ia até admitir tal barbeiragem administrativa. Mas aqui não houve barbeiragem, houve esperteza.

Melhor teriam feito os dois gestores se tivessem denunciado em voz alta o usurpador da presidência, Michel Temer, que reduziu investimentos em saúde. O papel do eleito pelo povo, não é apenas administrar, é também denunciar as mazelas políticas que existem. E, no Brasil de hoje, mazela maior que Temer não existe.

O Brasil de hoje · 19/09/2017 às 18h35 | Última atualização em 20/09/2017 às 13h55

Exército quer intervir, falam da cura gay, a DITADURA alastra-se, mas Lula lidera as pesquisas


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Amigos, inicialmente, gostaria de justificar minha ausência nos últimos dias.

A última postagem havia sido na sexta, dia 22 de setembro.

É que poucas horas após a postagem, já nos primeiros momentos do dia 23, perdi um irmão.

Somos uma família grande de 12 filhos. Este time só havia perdido uma titular e, no sábado, mais este outro. Agora somos 10 e a saudade de quem partiu. Mas vamos aos acontecimentos.

Exército quer intervir, falam da cura gay, a DITADURA alastra-se, mas Lula lidera as pesquisas

Minha última postagem chamava a atenção para o fato de termos saído do golpe para uma ditadura. E, justificava isso exemplificando com alguns fatos que ocorrem no nosso dia a dia.

Pois bem, não coincidentemente, logo após a postagem, o general Hamilton Mourão, do Exército Brasileiro anuncia que os militares estão atentos e podem intervir no cenário político.

Uma aberração!

Que faz este senhor que não vai cumprir com suas obrigações constitucionais?

Cadê as autoridades brasileiras que se calaram diante de tal infâmia. A exceção foi Gleisi Hoffmann, que na qualidade de presidenta do PT, fez os devidos protestos contra a fala do general anti-democrático.

É a história repetindo seus capítulos tal qual acontecera no fim dos anos 50, início dos anos 60, culminando com a DITADURA de 1964. Vamos apenas lembrar alguns fatos. Havia a imprensa da época que aliás é a mesma de hoje (Organizações Globo/Folha/Estadão) criando o clima do “mar de lama”. Na política havia aqueles que reverberavam a pauta midiática. Antes, Carlos Lacerda, agora, Aécio Neves. Havia a “família” que caminhava com Deus pela Liberdade, antes. Hoje, há inúmeros defensores dos bons costumes familiares. Nas duas oportunidades sempre desrespeitando o segundo mandamento de Deus. Naqueles idos OAB e STF comungaram com os militares; hoje, da mesma forma, com os golpistas.

Para sedimentar mais ainda os caminhos da DITADURA, os ataques a atividades culturais e de comportamento aceleram-se numa rapidez enorme. Quem for artista plástico que se cuide. O Comando de Caça a Artes Plásticas (CCAP substituindo o Comando de Caça aos Comunistas-CCC) está em plena atividade. Culminando, esta semana a Justiça do Distrito Federal decidiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar homossexuais como doentes abrindo espaço para a famigerada “cura gay” - uma obsessão da direita religiosa.

É ou não, atraso do atraso? Espaço fértil para ideias DITATORIAIS.

È o Brasil dando passos rápidos rumo ao passado.

Mas para desespero dos DITADORES, a pesquisa CNT/MDA, divulgada hoje, mostra que Lula lidera as intenções de voto em todos os cenários avaliados. A intenção de voto estimulada em Lula varia, nos três cenários, entre 32% e 32,7% para o primeiro turno. No segundo turno, a intenção de voto estimulada fica entre 39,8% e 42,8%.

No levantamento que aponta a intenção de voto espontânea, Lula fica à frente dos demais nomes com 20,2% no primeiro turno. O segundo colocado é Jair Bolsonaro, com 10,9%.

A DITADURA não terá caminho fácil para consolidar-se.

O Brasil de hoje · 15/09/2017 às 19h59 | Última atualização em 15/09/2017 às 20h01

O golpe já aconteceu, o que temos hoje é DITADURA


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Aí veio o mensalão do PT, na Justiça, era a AP 470.

O Partido foi exposto, execrado dia e noite, figuras eminentes como José Genuíno e José Dirceu foram presas e condenadas.

Um turbilhão.

Algumas poucas vozes se levantaram em defesa e solidariedade aos petistas que foram condenados “sem provas mas com a permissão da literatura jurídica” e a tal Teoria do Domínio do Fato.

Essas poucas vozes alertavam: “os olhos fechados para os absurdos desta ‘Justiça’, vão nos sair muito caro. O problema não é José Dirceu, o problema não é José Genuíno. O problema não é nem mesmo o PT. A questão é a DEMOCRACIA.”

Mas não adiantaram os alertas.

Depois da AP 470, veio o petróleo; na Justiça,  Lava Jato.

Em torno dela, o discurso do combate à corrupção, tudo envelopado de um moralismo de araque.

De novo algumas poucas vozes a alertar que em nome do combate à corrupção os interesses estritamente nacionais estavam sendo entregues.

Mas enfrentar um discurso inteligentemente acertado entre mídia, elite, casta de servidores e interesses estrangeiros, é tarefa hercúlea.

Tudo bem que José Genuíno foi indultado, José Dirceu continua preso (e altivo), o PT não morreu e a figura de Lula, muito mais popular ainda

Mas o Brasil vai de mal a pior.

O desemprego causado pelo Lavo Jato bate recordes.

Investimentos em políticas públicas são cortados, direitos dos trabalhadores erradicados.

Uma presidenta honesta e legitimamente eleita foi desposta por uma ‘Assembléia  de bandidos’.

Mas as sombras, criadas a partir do discurso inteligentemente acertado entre mídia, elite, casta de servidores e interesses estrangeiros se estende por outras paragens.

Recentemente, houve o fechamento da exposição  Queermuseu no Santander.

Em Campo no Mato Grosso, a polícia apreende quadro por "apologia ao crime".

Os ataques à liberdade de expressão estão se aprofundando no Brasil.  Tem juiz proibindo certas reportagens ( o 180graus é vítima disso). Tem juiz que diz que não se pode escrever uma palavra, (‘helicoca’).

Como diz o professor Luis Felipe Miguel, “as trevas que se espalham pelo Brasil estão com feições cada vez mais nitidamente fascistas. Tribunais de exceção, repressão política extremada, violência permanente contra a classe trabalhadora, censura, patrulha moral: todas as peças estão sendo colocadas no tabuleiro. A criminalização de qualquer forma de contestação, de qualquer estímulo ao pensamento questionador, está no horizonte deles.”

O golpe já aconteceu, ele se deu aos poucos, teve um ápice em 2016 e se concretizou. Hoje, na verdade vivemos numa DITADURA!

Partidos de esquerda juntos · 13/09/2017 às 19h18 | Última atualização em 13/09/2017 às 21h29

O fato mais importante do dia: esquerda lança manifesto e afirma "O Brasil não está à venda!",


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Hoje, foi um dia daqueles, na vida brasileira e do Piauí.

Aqui pelas paragens locais, as ações desencadeadas na região que se convencionou chamar de MATOPIBA, são questionadas por entidades populares. Uma caravana internacional tem percorrido a área piauiense do MATOPIBA  e denunciado internacionalmente Fundos de Pensão e o Estado Brasileiro por violações de direitos humanos na região. Veja mais detalhes nesta matéria do pensarpiaui.com.

Outro destaque do dia diz respeito ao serviço de maternidade em Teresina. A prefeitura esta com a proposta de reorganização dos serviços na capital. De acordo com o plano, as maternidades municipais serão retaguardas da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), que será a responsável por toda a alta complexidade materno-infantil em Teresina. O 180graus abordou o tema aqui e aqui.

Uma decisão da Procuradoria Geral da República, hoje, disse respeito direto ao Piauí. Rodrigo Janot, procurador-geral, reafirmou a competência do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, para dar seguimento ao processo que apura denuncia de irregularidades na licitação para subconcessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento em Teresina. A famosa subconcessão da Agespisa. Os detalhes, novamente no 180graus, aqui.

No Brasil, dois julgamentos ganharam a atenção da mídia. Em Brasília, por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram para rejeitar a arguição de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feita pela defesa do presidente Michel Temer. O detalhes, em matéria do Brasil 247.

E em Curitiba, o ex-presidente Lula prestou, mais um depoimento ao juiz Sérgio Moro. Desta vez, a oitiva foi sobre o processo em que o petista é acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht. Lula, novamente, não se  intimidou e foi para cima de Moro questionando a “imparcialidade” do juiz. Veja o trabalho do PortalFórum.

Mas arrisco a dizer que a ação política mais importante deste 13 de setembro ocorreu a partir dos partidos de esquerda do Brasil. PT, PSol, PCdoB, PDT e Rede lançaram manifesto contra a venda das riquezas nacionais. O manifesto diz que o Brasil enfrenta um dos maiores desafios de sua história: impedir a venda a preços irrisórios de suas empresas públicas e riquezas nacionais.

É muito bom quando se vê toda a esquerda refletindo com unidade. Veja o manifesto:

 

Jornalistas do Piauí · 12/09/2017 às 18h07 | Última atualização em 12/09/2017 às 18h24

Sindicato dos Jornalistas faz X Encontro com tema "A importância do jornalismo para a democracia"


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Começa na próxima sexta-feira,  o X Encontro Estadual de Jornalistas do Piauí.

O evento terá como eixo central o tema “A importância do jornalismo para a democracia”

É uma promoção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piaui.

O Encontro vai acontecer no Auditório Jornalista Deoclécio Dantas, do SENAC.

Confira a programação

Dia 15/09/2017

19 horas - Abertura

Palavra do presidente do SINDJOR/PI – Jose Olímpio Leite de Castro

Homenagem a personalidades que contribuíram / contribuem para o engrandecimento da imprensa piauiense

20 horas - Lançamento da 4ª edição do livro “História da Imprensa do Piauí” de Celso Pinheiro Filho, com apresentação do jornalista e acadêmico da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares

20h30 - Lançamento do Caderno de Comunicação enfocando o jornalista José Araújo Mesquita, fundador do SINDJOR/PI

Dia 16/09/2017

8 horas - Palestra “Comunicação e Democracia”  

Jornalista Ana Claudia Mielke / Coordenadora do Inervozes

9 horas - Palestra “Jornalismo Político na visão de Carlos Castelo Branco”

Jornalista e Professora Daiane Rufino

Lançamento do livro “Carlos Castelo Branco, o comentarista paradigmático da imprensa brasileira” da jornalista e professora Daiane Rufino com apresentação de Fenelon Castelo Branco

10 horas - Palestra “Importância do Jornalismo para a Democracia”

Jornalista Beth Costa – secretária geral da Federação Internacional de Jornalistas

14 horas - Palestra “O jornalismo contra-cultural de Torquato Neto”

Professor Doutor Fabio Leonardo Castelo Branco

A seguir, apresentação de filme com depoimentos sobre Torquato Neto

15 horas - Palestra “ Democratização da Comunicação”

Jornalista Renata Mielli, coordenadora geral do FNDC

16 horas - Palestra “ O papel da mídia na questão da adoção”

Radialista e deputado estadual Gessivaldo Isaias

17 horas - Palestra “ Perspectivas do Jornalismo Brasileiro diante da revolução digital e da reforma trabalhista”

Reporter Domingos Meireles, presidente da ABI

Essa semana a crise hídrica do Piauí e o transporte de agua em carros pipa ganharam destaque na imprensa local. Há denúncias de cobranças de R$ 400,00 por um carro pipa para abastecer localidades piauienses.

Mas hoje chega uma notícia alvissareira.

Na manhã desta segunda feira em cerimônia com mais de 500 pessoas, uma experiência da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) foi premiada como política para o futuro e como experiência exitosa de combate à desertificação. A experiência brasileira ficou com o segundo lugar mundial.

A informação é de Naidison Quintella, da coordenação nacional da ASA. O anuncio do prêmio Política para o Futuro (Future Policy Award), ocorreu em Ordos, na China, na manhã de hoje.

A premiação reconheceu a política pública Programa Cisternas, como uma das mais eficazes medidas mundiais para se combater a desertificação do solo e suas graves consequências sociais.

O prêmio, considerado o "Oscar internacional para as melhores políticas", homenageia leis e práticas que combatem com sucesso a desertificação e a degradação da terra e é concedido pelo World Future Council (WFC), em cooperação com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). Além do Brasil, iniciativas da Etiópia e China também estão entre as laureadas.

Para Naidison, a premiação de hoje, “significa que a ASA não pode abrir mão de seu projeto de convivência com o Semiárido, não pode abrir mão de trabalhar com os mais pobres, não pode abrir mão de construir com os agricultores e agricultoras, com os marginalizados, a convivência com o Semiárido. É isso que trago hoje no meu coração. É isso que aquela multidão que nos aplaudiu nos diz que nossa ação é digna de nota, nos diz que nossa ação é bonita, nos diz que nossa ação é boa e que nós devemos continuar a luta.”

A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) foi pioneira no uso de cisternas no sertão nordestino.

Rede formada por mais de três mil organizações como sindicatos rurais, associações de agricultores, cooperativas e ONG´s, a ASA está presente nos 10 estados que compõem o semiárido brasileiro, pondo em prática o projeto político da convivência com o semiárido.

As ações da ASA estão pautadas, principalmente, na cultura do estoque de água, alimentos, sementes, animais e todos os elementos necessários à vida na região, sendo a construção de cisternas o carro-chefe da sua atuação.

Porém, essas ações ainda eram isoladas e com um contingente pequeno diante da necessidade, porque sem a força do Estado, não se consegue replicar e dar escala a essas políticas.

“Foi isso que a gente começou a fazer. Transformamos o programa de cisternas em uma política pública e com isso passamos a replicar essa tecnologia e dar escala, a ponto de praticamente universalizar o acesso às cisternas”, disse Tereza Campello - ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do governo Dilma Rousseff, em recente caravana realizada pelo ex-presidente Lula.

Ao todo, nos 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores esteve na Presidência da República, foram entregues 1,2 milhão de cisternas em todo País, sendo 1,1 milhão no Nordeste.

Governo Temer ameaça políticas de convivência

Os retrocessos ao povo brasileiro, desde o golpe que derrubou a presidenta Dilma, também são sentidos nas ações de convivência do semiárido. Felizmente, a política de cisternas não foi tão fortemente atingida, pois os governos do PT conseguiram entregar cisternas a praticamente todas as famílias que precisavam.

Além disso, as cisternas duram 30 anos sem precisar serem repostas. Porém, outras políticas que permitiam a convivência do sertanejo com a seca sentiram os retrocessos impostos pelo governo usurpador de Michel Temer.

Como é o caso Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), criado por Lula em 2003 para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiarpor meio da comercialização e aquisição direta de produtos de agricultores familiares.

“O PAA, que era um programa muito importante principalmente no Nordeste, praticamente acabou. A gente chegou a investir em torno de R$ 800 milhões por ano, esse ano não vai chegar a R$ 50 milhões”, conta a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do governo eleito.

Segundo ela, além das cisternas, as principais ações de convivência com o semiárido eram implantadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), extinto por Temer logo no primeiro mês que assumiu a Presidência.

 

Política brasileira · 10/09/2017 às 11h07 | Última atualização em 10/09/2017 às 15h58

Teoria da Conspiração – quem quiser que não acredite, para mim os EUA estão por trás de tudo


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Antes do golpe de 1964 acontecer, alguns analistas advertiam sobre interesses americanos nos destinos do Brasil. Eram tratado com desdém, chamados de malucos. Com o passar dos tempos, a história mostrou quem tinha razão.

Vivemos em 2016 um novo golpe no país. Novamente alguns analistas mostram a interferência direta dos EUA na política brasileira, mas como em 1964 eles não são levados a sério.

Eu acredito neles!

E reproduzo hoje dois artigos nesta linha. Um de Ricardo Cappelli que é Secretário Chefe da Representação Institucional do Governo do Maranhão no DF, e outro do jornalista Florestan Fernandes

Cuidado com as nuvens! É preciso entender momento crítico da guerra em curso no Brasil

Por Ricardo Cappelli

Por que Janot apostou sua carreira numa absurda “imunidade total” para um gângster como Joesley?

O fato da JBS ser a segunda anunciante da Globo é mera coincidência?

Por que Janot, seguindo a linha revelada pelo áudio de um criminoso cheirando cocaína, agiu na tentativa de desmoralizar o Supremo?

Se iria entregar os áudios sob sigilo ao STF, por que antecipar detalhes contra o Supremo em coletiva à imprensa?

Medo de Raquel Dodge apurar que seu ex-braço direito, que foi trabalhar para JBS, envolveu a PGR numa “trapalhada-conspiração” contra o Estado Brasileiro a serviço de interesses espúrios?

Por que no dia seguinte a sua maior derrota Janot, em sintonia com a Globo, apresenta uma covarde denúncia contra Dilma e Lula?

A PF descobriu as malas de dinheiro de Geddel somente ontem? Meras coincidências??

E a capa CANALHA do Globo associando de forma subliminar as malas de Geddel à Lula e Dilma?

E porque Gilmar chamou Janot de delinquente???

E por que o Estadão em editorial pede a cabeça de Janot?

E o dinheiro supostamente recebido pela mulher de Moro de um doleiro enrolado até o pescoço?

O simulacro de combate à corrupção por supostos arautos da moralidade esconde um jogo muito mais profundo e pesado que venho denunciando há tempos. O objetivo é a desconstrução da nação, a falência de nossas instituições e de nossa soberania para que os “Abutres” assumam a direção. Recentemente, o renomado, experiente e equilibrado ex-chanceler Celso Amorim afirmou: “Quem quiser, que acredite em coincidências. Eu só acredito em teoria da conspiração!”

Quem assistiu a coletiva do atual PGR na segunda feira viu ali um homem desequilibrado emocionalmente e acuado. Mais tarde, ele mesmo afirmou “agir por medo de decepcionar”. Janot apostou tudo numa aventura com um quadrilheiro de quinta. Com um áudio pego por uma colega de MP revelando a farsa, ficou encurralado. Tem Raquel Dodge no seu “cangote”. Circulam boatos que Marcelo Miller não teria agido sozinho e que Raquel seria implacável na apuração. Acuado, o que fez Janot? Tratou de mexer no xadrez lançando uma inaceitável suspeição sobre o STF a partir do áudio de um quadrilheiro protegido por ele. A reação foi imediata, com Gilmar chamando Janot de “delinquente”. Em risco na PGR e rompido com o STF, o que faz Janot? O de sempre, tiro diversionista na esquerda com apoio da Globo. “Me salvem pelo amor de Deus”, e tome denúncia contra Lula e Dilma. Quer mais nuvem de fumaça? Surge uma mala de 50 milhões de reais de um corrupto famoso e conhecido. Nada mal, fumaça a vontade para desviar o foco do atual PGR. Descoberta só ontem? Haja coincidência.

A “Aliança do Coliseu”, formada pela Globo com setores antinacionais da burocracia estatal, tem no centro a liquidação da política e do Estado Brasileiro. Querem um país de joelhos, governado por uma tecnocracia financeira submissa a interesses internacionais sem qualquer possibilidade de reação, resistência ou mediação pela política. Teoria louca da conspiração??? Adivinhem quem era o encarregado no MPF Brasileiro pelos acordos de cooperação com o MP dos EUA??? Acertou quem disse MARCELO MILLER. Coincidências? Estou com Celso Amorim. Se trata de defender Temer? Óbvio que não. É inegável que Temer sai fortalecido do episódio, e já começou a mover tropas. O editorial do Estadão pedindo a cabeça de Janot é movimento explícito do Planalto.

Enquanto vociferava absurdos como um bufão, Joesley foi explícito: “A Odebrecht matou o legislativo. Nós vamos acabar com o executivo e com o judiciário.” Logo depois é defendido pela Globo e recebe imunidade total de Janot. Coincidências? Estou com Celso Amorim.

A hora é de defender a política e o Estado Brasileiro. Exigir que Joesley e sua quadrilha paguem por todos os seus crimes. Desnudar a farsa comandada pela Aliança do Coliseu contra o Estado Nacional. Exigir apuração rigorosa das relações do doleiro com a família Moro. Exigir apuração rigorosa e independente de tudo que ocorreu na PGR sob a tutela de Marcelo Miller. Que acordos foram firmados com os EUA? Que informações repassadas?? A “Aliança piscou”. A hora é de, mesmo com alianças táticas que pareçam esdrúxulas, avançar sobre o inimigo real do momento. Quem quer prender Lula? A Aliança ou Temer? Geddel e a nova denúncia contra Lula são apenas fumaça. Não podemos errar ou nos dispersar no alvo. Abriram um flanco. Não é hora de desperdiçar munição. Está em jogo o futuro da Política, da Nação e do Estado Brasileiro.

 

Ligando os pontos

Por Florestan Fernandes

Em 2007 a Petrobras descobre campos enormes de petróleo em águas ultra-profundas do nosso litoral. Uma reserva de mais de 80 bilhões de barris de petróleo. Um ano depois, em janeiro de 2008 foram roubados 4 laptops e 2 HDS com informações sigilosas da bacia de Santos. Dados de 30 anos de pesquisas da Petrobras no valor estimado de 2 bilhões de dólares. Em 30 de outubro de 2009, o WikiLeaks uma organização transnacional com sede na Suécia publica em sua página informações “vazadas” de governos e empresas assuntos estratégicos de interesse público. No documento, o nome do juiz Sérgio Moro é citado como participante de uma conferência promovida pelo programa Bridges Project (“Projeto Pontes”), vinculado ao Departamento de Estado Norte-Americano, cujo objetivo era “consolidar o treinamento bilateral [entre Estados Unidos e Brasil] para aplicação da lei”.Em 2013, uma semana após notícias de que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff foi espionada pela CIA, o ex-consultor da agência de inteligência americana Edward Snowden indicou que os EUA espionavam também a Petrobras. Em junho de 2013 a “Operação Lava Jato” tem início com o monitoramento das conversas de doleiros no Paraná. Em março de 2014 é deflagrada a primeira fase ofensiva da operação que iria derrubar a presidente da República, paralisar a Petrobras, a economia do país e, sucatear os estaleiros responsáveis pela construção de plataformas e as fabricas de sondas de perfuração. Tudo com a cobertura massificante dos nossos meios de comunicação.Lá se vão 4 anos de uma lavagem que levou para o ralo, milhões de empregos, milhares de empresas públicas e privadas e quase todos os avanços sociais e econômicos. O "novo" velho governo já extingui uma reserva ambiental em território de quase quatro milhões de hectares para atividades privadas de mineração. Anunciou a venda da gigante de energia elétrica Eletrobras, da Casa da Moeda e pasmem, vai oferecer ao mercado em leilões que pretende realizar a partir de 2018 campos de óleo e gás da Petrobrás. Ao todo, 21 áreas, com descobertas de petróleo e gás serão liberadas para petroleiras internacionais. Parte destes poços estão localizados nas três bacias produtoras mais nobres da empresa brasileira - Campos, Santos e Espírito Santo. Nesta quarta-feira 6, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou em seu depoimento ao juiz Sergio Moro que a descoberta do pré-sal fez mal para o Brasil. Como o pre sal, responsável por mais da metade da produção brasileira poderia fazer mal ao país? A afirmação é um claro sinal de submissão aos interesses estratégicos das forças que patrocinam a venda da empresa brasileira. Para que o Brasil permaneça de joelhos é necessário agora impedir a chegada ao poder de grupos desenvolvimentistas comprometidos com a defesa das nossas riquezas. Por isso a eleição de 2018 é incerta e temerosa. Como disse está semana o ex-ministro Bresser Pereira: "O Brasil está se condenando a ser uma economia de propriedade dos países ricos. E nós seremos todos empregados".

Brasil 2018 · 08/09/2017 às 18h33 | Última atualização em 09/09/2017 às 12h20

Pressão, pressão e mais pressão - quem não resistir que sinta o explodir da panela


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Esta prevista eleição para governador de estado ano que vem.

Mas como se desenrolará esta eleição aqui no Piauí? (se eleição houver)

Wellington Dias é candidato pelo PT – seu Partido político.

Havendo também eleições presidenciais, Lula ou outro petista receberão o apoio de Wellington Dias.

Mas por todo os seus, até agora 3 governos, Wellington Dias tem lançado mão da estratégia de governar no Piauí com quem a nível nacional passa rasteira no PT para ficar com uma expressão mais amena.

O governo do Piauí está ocupado em boa parte por quem traiu Dilma e da sustentação a uma coisa horrorosa que se chama governo Temer.

Embora Wellington Dias, como Lula, consiga falar direto com o povo, sem intermediários, mesmo assim, como que por precaução, ele sempre buscou a tal da governabilidade que em momentos eleitorais é muito mais útil que na administração do estado.

Lula é um fenômeno de popularidade. Sua recente caravana pelo Nordeste é mais uma prova disso. Mas Lula não será presidente da República. O “establishment” assim já decidiu. E é bom os petistas não se auto enganar.

Não foi dado um golpe em 2016 para que a rapadura voltasse ao dono em 2018. Lula será preso e/ou condenado, se houver a eleição do ano que vem.

A Rede Globo, os bancos, parte do empresariado, a elite do pais e os EUA não querem Lula.

Hoje o PT governa o Piauí, Minas Gerais, Acre, Ceará e Bahia. Penso que Wellington Dias, Fernando Pimentel, Tião Viana, Camilo Santana e Rui Costa tem muita responsabilidade sobre os ombros. E esta responsabilidade não diz respeito ao bem administrar seus estados e sociedades. Diz respeito ao agir político. Ao exercer a política com a grandeza que ela exige.

É preciso que eles, com a autoridade que têm, conversem com o povo. Deixem claro os objetivos do golpe e a eminente possibilidade dele se perdurar por muito mais tempo que 2018. Mas além da conversa é preciso algumas ações concretas.

A Rede Globo é um dos principais agentes do golpe. Uma ação concreta seria que estes governadores não dessem mais entrevistas às afiliadas da Globo. Nem eles, nem seus secretários e cortassem as verbas de publicidade.

Quando da eleição de 2018 (havendo eleição) que as alianças se deem através de programas políticos (que reflitam a situação nacional e estadual) estabelecidos no papel, assinados por aqueles que querem se aliançar. Alianças só de caráter eleitoral não são mais suportáveis.

É preciso que Wellington Dias e seus colegas governadores falem e falem muito da necessidade do controle externo do judiciário. Que acionem suas bancadas para o debate do tema.

É preciso que Wellington Dias e seus colegas se insurjam quanto a “jogatina” existente hoje no Brasil que através de uma perversa política econômica que privilegia os juros retiram recursos do povo para garantir a obesidade do sistema financeiro.

Mas a tarefa não esta apenas nos ombros dos governadores. Os movimentos popular e sindical precisam sair da apatia e da luta corporativa e fazer política. Mobilização popular é a palavra chave. Pressão, pressão e mais pressão. E quem não resistir que sinta o explodir da panela.

Agitação no mundo político · 07/09/2017 às 14h00 | Última atualização em 07/09/2017 às 14h18

Bombas políticas sacodem o Brasil e o Piauí na semana da Independência brasileira


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A semana da Independência do Brasil está repleta de fatos políticos tão ou mais importantes que o próprio ato que se comemora no dia de hoje.

O maior líder político do país terminou no dia 5 uma vitoriosa e popular caravana pelo Nordeste brasileiro. Mas, quando Lula aparece bem do ponto de vista do povo, pode esperar que de seus adversários vem chumbo grosso.

E, desta vez, o roteiro se repetiu.

A Procuradoria Geral da República fez duas denúncias contra o ex-presidente e para aumentar a munição dos anti-petistas ainda teve a “deduração” premiada de Antônio Palocci. Detido a mais de um ano e estabelecendo um "pacto de sangue" com a Lava Jato, Palocci esqueceu que só é Palocci por conta do PT e de Lula, e sem nenhuma prova, incriminou Lula numa tentativa declarada de obter vantagens quanto a sua futura liberdade. Resultado: horas e mais horas de “jornalismo” da Globo sobre a tríade Lula/Dilma/PT.

Mas os acontecimentos políticos não ficaram apenas na órbita de Lula.

Um escândalo muito maior veio exatamente de Curitiba – a central da Lava Jato e local de atuação do juiz Sergio Moro. A advogada Rosângela Moro, mulher do juiz da Lava Jato, teria recebido dinheiro do escritório do também advogado Rodrigo Tacla Duran, apontado como operador de propina da construtora Odebrecht. A mídia brasileira que sobrevive de repasses governamentais e da publicidade do sistema financeiro e do agronegócio, nada falou a respeito – é óbvio. Mas a imprensa alternativa observou que o nome de Rosângela, juntamente com o escritório do advogado Carlos Zucolotto Júnior, aparece em um relatório da Receita Federal entre os advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Duran.

É a corrupção rondando um juiz federal e o silencio ensurdecedor da mídia e das instituições brasileiras. A grande mídia só tem espaço para a incriminação de Lula/Dilma/PT. Mas a semana reservava outras surpresas

A Polícia Federal encontrou as impressões digitais do baiano peemedebista Geddel Vieira Lima, num apartamento de Salvador onde na terça-feira foram encontrados R$ 51 milhões em espécie – distribuídos em malas e caixas. As impressões digitais reforçam as suspeitas de ligação do ex-ministro com o dinheiro, comprovando que ele esteve no imóvel onde a quantia milionária estava guardada. Para a Polícia Federal, o apartamento onde foram encontradas impressões digitais de Geddel, era um local de armazenagem de dinheiro em espécie. A quantia foi localizada em uma ação de busca e apreensão na Operação Tesouro Perdido, um desdobramento da Operação Cui Bono, sobre investigações de fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal. Mesmo com a apreensão de enorme volume de dinheiro e as ligações com Geddel, o político baiano continua em sua casa e ninguém o importunou.

 

Outra bomba política da semana foram as conversas gravadas dos delatores da JBS,  Joesley Batista e Ricardo Saud, entregues à PGR. As gravações revelam que os próprios procuradores da República devem satisfação à sociedade brasileira por um comportamento na Operação nada republicano. Quando surgiram as primeiras gravações de Joesley Batista, com a conversa com Temer ele dizia que tinha um procurador “no bolso”. Rodrigo Janot pediu a prisão do procurador Ângelo Goulart, contra o qual nada se apurou até agora. O procurador “no bolso” era outro: Marcelo Miller, braço direito do próprio Janot. Os áudios dos diálogos entre Joesley e seu operador Ricardo Saud são instigantes. Joesley diz que a orientação de Janot seria por “pressão neles (os próprios dirigentes da JBS) para eles entregarem tudo, mas não mexe com eles. Dá pânico neles, mas não mexe com eles”.

Janot poderia ter antecipado sua saída da PGR renunciando ao cargo após esta revelação. Mas preferiu jogar para a plateia, no caso jogar para a mídia – denunciou Lula/Dilma/PT e ganhou os holofotes.

E o Piauí não ficou de fora desta incrível semana. Na realidade o que os delatores da JBS queriam era revelar provas que incriminassem o senador piauiense Ciro Nogueira que segundo eles teria recebido 500 mil reais para trabalhar pelo fim da Lava Jato. Os Batistas se atrapalharam e trocaram o áudio que tinham intenção de enviar à PGR. Não foi o do Ciro, foi o que incriminou Marcelo Miller e por tabela Rodrigo Janot.

Lula no Piaui · 05/09/2017 às 17h30 | Última atualização em 05/09/2017 às 17h54

Piauí dá um "banho de povo" em Lula


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Ontem reproduzi aqui um artigo do jornalista Paulo Moreira Leite porque achei interessante divulgar mais, um trabalho da midia nacional sobre o governo do Piaui. Hoje, faço nova reproduçao. Desta vez da jornalista paiuiense Samia Meneses que escreve para o pensarpiaui. Com sensibilidade impar ela registrou passagens de Lula pelo Piaui. Vale a pena conferir:

Piauí dá um "banho de povo" em Lula

Lula encanta. Escuta, olhando no olho, cada depoimento dado. Olha para a platéia atento, buscando entender os sussurros dados. Diplomou-se na arte de bem ouvir. E quando não podia falar durante a passagem da Caravana Lula pelo Brasil no Piauí, pela voz comprometida por problema na garganta, era gentilmente substituído pelo governador Wellington Dias, que exerce semelhante fascínio no público.

"Minha voz está igual carro quebrado pegando no tranco", disse em Picos para uma multidão que o guardava desde as 6h da manhã. É nessa linguagem simples que o povo se identifica. Lula fala e o povo entende. Entende e se emociona. E é incontável, no palco e na plateia, a quantidade de pessoas que enchem os olhos de lágrimas ouvindo Lula falar da fome. "Só entende a fome que já passou por ela. Fome e uma coisa que não pode esperar", observa ele em Altos, contando que só conheceu pão quando tinha sete anos e tomava café preto numa cuia cheia de farinha para deixar o "bucho cheinho". Lula tornou a fome o tema principal do seu primeiro governo e 12 anos depois recebeu da ONU o reconhecimento de política mais eficiente de combate à fome no mundo e retirou o Brasil do mapa da fome e da miséria.

Para Lula, a elite brasileira nunca tratou o povo pobre com respeito. "A elite não via o povo pobre como uma pessoa que tem alma, coração, cabeça, pensamento.O povo pobre era visto como número estatístico", declarou. "Quando eu era jovem, a gente sabia que filho de pobre não podia fazer faculdade. Então a gente sonhava com ensino básico e curso técnico. Na cabeça da elite que governou esse país por 500 anos, pobre não nasceu pra estudar. Nasceu pra trabalhar", relembrou. "Mas nós mudamos a cara da universidade. Daqui a pouco vamos mudar a cara dos consultórios médicos, de dentistas, escritórios de engenheiros. E nós não tiramos nada de ninguém. Apenas colocamos o filho do mais pobre para disputar vaga com os mais ricos", emendou.

Ao falar para a juventude em Teresina, reconhece que talvez não compreenda a realidade da juventude do século XXI, mas deixa dois recados que não podem ser esquecidos: "a desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta" e "toda vez que você acharem que nenhum político presta, ainda assim vocês não podem desanimar e têm que tomar a decisão. O político honesto que queremos pode estar dentro de cada um de vocês", ressaltou, chamado a juventude a se preocupar com a história do Brasil. Mais a frente acrescenta: "Sem luta não há razão de viver. Mais vale a amargura de uma derrota do que a vergonha de não ter participado da luta".

A professora Neile Soares veio de Buriti dos Montes até Altos para ver, nas palavras dela, o "sempre-sempre presidente da República'. "E só vou sair daqui hoje quando tirar uma foto com ele", avisa. Seu pedido é uma ordem. A foto com o presidente foi feita logo após o fim da solenidade.

Lula desce do palco e vai percorrendo o gradeado em abraço e beijos. Muitas fotos, lágrimas, todos querem tocar nele. "Lula é um mito brasileiro", resume Fernando Meneses, do Partido dos Trabalhadores. "É um banho de povo no Lula. Um banho de Lula no povo", poetiza a senadora Regina Sousa (PT-PI). "Uma esperança com confiança", define o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Governo do Piaui · 04/09/2017 às 16h28 | Última atualização em 04/09/2017 às 16h32

Enquanto o país afunda, o Piauí resiste, aponta Wellington Dias


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Paulo Moreira Leite e jornalista. Estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo mas não concluiu o curso. Trabalha como jornalista desde os dezessete anos e já atuou em vários dos principais periódicos brasileiros, entre os quais Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo, além de ter sido diretor de redação do Diário de São Paulo, repórter especial de O Estado de S. Paulo e correspondente em Washington da Gazeta Mercantil.

Também trabalhou por 17 anos na revista Veja, como redator-chefe e correspondente em Paris. Foi diretor de redação da revista Época e, por oito meses, foi vice-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Atuou também no iG e retornou à Época em 2008, onde foi repórter especial e publicou a coluna eletrônica Vamos combinar. Em janeiro de 2013, assumiu a direção da revista IstoÉ em Brasília, cargo que deixou em agosto de 2014. Em agosto de 2014, assumiu a direção editorial do jornal digital Brasil 247, em Brasília, e assina uma coluna sobre política e cultura, em parceria com aquele jornal.
Na TV Brasil, Paulo Moreira Leite apresenta o talk show Espaço Público.

Paulo Moreira Leite tem acompanhado a Caravana Lula pelo Brasil. Na pasagem da caravana pelo Piaui, em duas oportunidades (Picos e Teresina) estive com ele. O jornalista tambem aproveitou para conversar sobre o estado com o governador Wellington Dias e produziu o texto a seguir, ja disponiblizado pelo Brasil 247:

Enquanto o país afunda, o Piauí resiste

“Estamos numa boa situação mas o Piauí não é uma ilha”, afirma o governador Wellington Dias, do PT, em entrevista exclusiva ao 247, no primeiro dia Caravana de Lula no Estado. Enquanto o Brasil de Temer-Meirelles afunda em depressão econômica e derrocada social, o Piauí consegue manter a economia relativamente aquecida, alimentar obras de infraestrutura e proteger a qualidade de áreas essenciais do serviço público, a começar pela educação. “Mas isso não é para sempre. Se a política econômica do pais não mudar, a crise vai explodir aqui”, adverte o governador.

Basta um número para se compreender a relação direta entre a economia do Piauí e o desempenho do governo federal: de cada 1 real que o Estado injeta na economia, 50 centavos têm origem em recursos partilhados com a União.

Numa conjuntura onde a tesoura é o principal instrumento de trabalho da equipe econômica de Brasília, o desempenho do Estado surpreende. Num país onde a economia começou a esfriar já no governo Dilma e encontra-se em depressão depois de 2016, o curso natural das águas federais levaria a paralisia e ao empobrecimento. Mas o Piauí resiste.

O Estado cresceu 3,7% no penúltimo trimestre, 3% no último. O desemprego está muito alto, 9%, mas não atingiu os 12% da escala nacional. Calcula-se que os cortes do governo federal implicaram na eliminação direta de 70 000 empregos, sem falar numa porção incalculável de postos indiretos. De acordo com cálculos oficiais, as perdas foram compensadas com margem positiva por novos investimentos, em particular do agronegócio, fruticultura, comércio e energia eólica.

Para o governador, essa reação na contracorrente da tendência nacional se explica por um dado peculiar do Estado, onde a presença do pequeno empresário é muito maior do que em outras regiões do país: das 171 328 empresas ativas no Piauí, 94% se definem como microempresas. “Às vezes a realidade confirma ideias que pareciam só existir no plano da teoria”, diz. “A resistência do Piauí se deve, em grande medida, a coragem dos pequenos empresários, que demonstram ter menos medo do risco do que os grandes e médios. Eles não desistem de seu negócio com facilidade, não se aposentam nem mudam de ramo no primeiro susto. Isso ajuda a entender o comportamento da nossa economia, onde o pequeno empresário tem um peso tão importante e até se mostra mais solidário com o destino de seus empregados”.

O Piauí é um Estado onde os pequenos agricultores são uma força real e ouvida em palácio. Ao levar Lula para vistar uma cooperativa de produtores de mel, como mostra a foto acima, Washington prestava tributo a Casa Apis, uma articulação de cinco cooperativas presente em 40 municípios, agrupando 1200 famílias.Em 2016, eles produziram 970 toneladas de mel, com um faturamento superior a R$ 10 milhões.

No esforço para mobilizar esta fatia do empresariado, Wellington criou 23 câmaras setoriais que debatem medidas de estímulo a áreas que envolvem um cardápio variado de interesses. Desde um artesanato rico e tradicional, opções de culinária com vários graus de sofisticação, sem falar em iniciativas para recuperar plantios perdidos pela seca. Sob inspiração direta de uma Câmara Setorial, 42 produtores de alho começam a recuperar uma cultura que fez a fortuna de várias gerações de piauienses, até que foi devastada por um vírus que se instalou em sua célula e ali permaneceu por décadas. “Graças a um trabalho nos laboratórios da Embrapa (Empresas Brasileira de Agropecuária), a praga foi eliminada,” afirma o agrônomo José Airton de Carvalho Dantas, membro da Comissão. “Agora se pode pensar num investimento acessível, que poderá beneficiar milhares de famílias”.

Filha de uma empregada doméstica que antes da chegada das cisternas e demais programas de apoio a agricultura familiar chegou a participar de saques para enfrentar a seca e alimentar os filhos, Maria Kazé, do Movimento dos Pequenos Agricultores, é interlocutora para negociações importantes junto ao governo. Mostrou sua oratória poderosa no comício que marcou a chegada da caravana de Lula ao Piauí.

Atividade que levou R$ 12 bilhões ao Estado, a energia eólica reúne interesses de grandes investidores que trouxeram R$ 12 bilhões ao Estado e pequenos agricultores do semi-árido. Eles alugam por R$ 1 mil por mês cada área onde são instalados cada torre com eletrogeradores. As hélices chegaram a paisagem do Piauí que, hoje, abriga 9 entre entre as 10 mais produtivas do país. As realizações não se limitam a isso, porem.

O número de cidades interligadas por asfalto saltou de 66 para 218. Os pontos de luz eram 6600. Chegaram a 1,3 milhão. Enquanto os investimentos no Ensino Técnico têm sido reduzidos no país inteiro pelo governo federal, no Piauí eles foram ampliados. A rede de ensino técnico já atinge todos os 224 municípios. O número de municípios com instituições de ensino superior era de 80. Saltou para 180 e deve chegar aos 224 em 2018. Num teste complicado para toda administração, os reajustes regulamentares do professorado, previstos por lei federal, têm sido pagos na íntegra, para todas as faixas salariais, ainda que em alguns casos o reajuste tenha sido parcelado.

“Não faltou nada,” afirma a professora Fátima Rocha, 54 anos, que na manhã de sábonado foi as ruas de Picos para defender a herança de Lula e aproveitou para reconhecer méritos no governador. “Ganhamos 13% num ano e 7% no seguinte. Ao contrário do que tem ocorrido em estados muito mais ricos, nenhum salário do funcionalismo atrasou”, disse ela, a poucos metros de um palanque no qual o próprio Lula faria elogios rasgados a Wellington. Disse que os cidadãos do Piauí deveriam se considerar pessoas de sorte por contar com uma autoridade como ele à frente do Estado. Em tom bem humorado, disse em palanque que Wellington é capaz de denunciar o governo “golpista” na porta do Planalto e depois sentar-se no gabinete de Michel Temer para pedir apoio a projetos necessários de governo.

Fátima diz que “ele é o Lula do Piauí. Sabe quando é a hora de brigar e quando é hora de dialogar.”

Falando sobre o estado geral do Estado a professora evita um tom de ufanismo. Mas se diverte cum uma lembrança: “estamos numa fase tão boa que até a miss Brasil é do Piauí,” diz, bem humorada.

Dirigente histórico de um partido que fez do combate a reforma da previdência uma questão de honra, Wellington lembra o efeito perverso que o simples anuncio de um projeto de mudanças no sistema de aposentadoria provocou nas contas do Estado. ”Tivemos uma corrida de funcionários para se aposentar de qualquer maneira, temendo perdas e prejuízos”, diz. Pelas contas do governo, antes de Michel Temer anunciar a reforma da Previdência, o Estado do Piauí tinha 52 000 funcionários ativos e 28 000 aposentados. Agora, são 39 000 ativos e 41 aposentados. A diferença se refere aqueles que 13 000 que mudaram de lugar e correram para se aposentar. “Pela primeira vez na história, o número de aposentados ultrapassou o de ativos”, diz, antecipando problemas que terá pela frente.

Wellington Dias está convencido que o governo Temer “tem razão em preocupar-se com o déficit nas contas do governo. A situação está muito ruim mesmo. O problema é saber o que pretende fazer com isso. Se resolvesse investir na produção e na retomada do crescimento, daria um novo ânimo ao país. Mas, se resolver cortar os gastos e reduzir os investimentos, será um desastre”, acrescenta, deixando claro o que não tem a menor esperança de que o governo venha fazer a opção adequada.

 

 

 

 

Lula no Piauí · 03/09/2017 às 17h38 | Última atualização em 03/09/2017 às 17h40

Lula e o povo brasileiro: um caso de amor!


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Lula está no Piauí. Amanhã vai para o Maranhão onde encerrará sua caravana pelo Nordeste. Ela iniciou dia 17 de agosto na Bahia. De lá para cá, Lula tem arrebatado multidões e corações.

Lula fala sobre tudo. Fala sobre emprego, moradia, educação, saúde, investimentos, fala sobre valorização da pessoa humana, da necessidade de se combater o preconceito; aqui no Nordeste, da importância de se aprender a conviver com a seca.

Lula, fala sobre política, o que fez e o que poderá vir a fazer.

Lula é duro em suas falas, mas não tão duro como antigamente. O “Lulinha paz e amor” o incorporou e ele gostou disso. Lula fala de amor ao próximo. Lula fala de felicidade e alegria.

E o povo?

O povo retribui com um amor ainda muito maior.

Por toda a caravana são incontáveis as manifestações de carinho da população para com Lula. Inscrições em camisetas e/ou faixas, abraços acalorados, beijos, selfs, gestos. As formas são as mais variadas possíveis, mas o expresso, é o amor.

Uma atividade com o Lula é um banho de amor.

Este amor, é pelo homem de carne e osso que nasceu em Pernambuco, se fez adulto e metalúrgico em São Paulo. Mostrou-se filho grato e marido amoroso e, por fim, presidente da República.

Mas este amor é principalmente pelo que Lula significa na luta de classes deste país.

Lula veio do povo, é do povo, e esta, para o povo. E o povo se sente representado em Lula.

Por isso a enorme troca de carinho e sentimentos nos eventos de Lula.

Lula pode demorar para se apresentar, pode ser no sol, pode ser dia ou noite.

Quando Lula chega os corações (dele e do povo) se aceleram. A vibração energética chega a ser quase visível. E o amor acontece.

Isso não quer dizer que o caminho político que Lula vai trilhar em 2018 já esteja coberto por um tapete vermelho para que ele desfile. Pelo contrário.

Havendo mesmo as eleições previstas para o ano que vem, Lula vai enfrentar talvez uma batalha muito mais dura que a de 1989 quando foi derrotado por Collor de Melo com sucessivos casuísmos políticos.

Depois das bem sucedidas administrações do PT no governo federal com a valorização e inclusão dos mais pobres, houve um recrudecimento social e os grupos contrários a Lula/PT estão mais fortes e organizados. E eles criaram e disseminaram o ódio que alguns hoje nutrem por Lula e o PT.

Para ganhar as eleições de 2018, Lula terá que reeditar uma Carta ao Povo Brasileiro com o fez em 2002. Naquela ocasião, na dita carta, Lula comprometeu-se a honrar os contratos existentes, numa mensagem clara ao mercado.

Na Carta de 2018, Lula terá novamente que emitir sinais de como se relacionará com este campo da sociedade (o tal mercado), mas terá que ter outro elemento: seu compromisso com os movimentos sociais, com o pensamento da esquerda brasileira.

É um contrato estabelecendo acordos com os dois lados da sociedade, o sinal que Lula dará para o restabelecimento da harmonia brasileira. O ingrediente necessário para tornar isso possível Lula já traz consigo e tem reciprocidade do povo brasileiro: amor no coração!

 

Fotos: Ricardo Stuckert


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Lula fez hoje seu segundo dia de visita ao Piauí.

Pela manhã esteve na cidade de Picos.

Lá, visitou a Casa Apis e, no sol do meio dia picoense, falou para milhares de pessoas.

Antes de Lula falar, alguns presentes ao palco discursaram, como foi o caso do governador Wellington Dias, dos deputados federais Assis Carvalho e Rejane Dias e da senadora Regina Sousa.

O anfitrião do dia era Walmir Lima, prefeito do PT da cidade de Picos.

O prefeito picoense comparou Lula a pessoas de expressão no mundo.

Primeiro falou do título de Rei. Lembrou que Luiz Gonzaga (Rei do Baião), Pelé (Rei do Futebol) e Roberto Carlos (Rei da Música) foram assim considerados pelo povo por conta de dons pessoais.

Mas o prefeito disse que só um homem recebeu o título de Rei por reconhecimento do trabalho que fazia aos mais pobres. E, que este, fora julgado, preso e morto na cruz.

O prefeito Walmir disse que havia visto camisetas com a inscrição: “Luis Inácio Lula da Silva – Rei do Brasil”

E que Lula fazia jus a este título pelo seu trabalho social ao longo de toda a vida.

Walmir, relativizou os momentos em que Lula expressou raivas em suas falas: “também Jesus foi bravo com os vendilhões do templo, chicoteando-os”.

Walmir Lima, prefeito de Picos, é também padre e encerrou seu discurso rezando o pai nosso com os milhares de presentes.

A caravana de Lula seguiu rumo a Teresina parando em Ipiranga, Inhuma, Barro Duro, Monsenhor Gil e Demerval Lobão por conta de populares que aguardavam na beira da BR para saudar e abraçar Lula.

No vídeo a seguir a passagem de Lula por Picos e a integra da fala do Padre Walmir entre os minutos 21:20 e 27:50


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Por que Lula carrega multidões por onda passa?

Por que a popularidade de Lula prevalece mesmo com a forte campanha de criminalização de desenvolvida pela mídia e setores da burguesia brasileira?

Porque Lula e o povo falam a mesma língua. Têm o mesmo cheiro e cor.

Porque Lula e povo são a mesma classe social.

Hoje em Marcolândia tivemos um exemplo claro disso, através de uma das oradoras do ato na Usina Eólica daquela cidade.

Era Maria Cazé, Presidente do Movimento de Pequenos Agricultores

Ela chegou sobre o palco, rompendo os que estavam à frente.

De camiseta branca, calça jeans, com uma bolsa passada transversalmente sobre seu peito, de chapéu de vaqueiro na cabeça; com uma mão segurava o microfone e, com a outra, uma bandeira vermelha do Movimento.

Deu bom dia a todos com vós firme e convicção, chamando o Governador do Piauí de “nosso eterno indiozinho”.

Ao se dirigir ao presidente Lula, Cazé externou sentimento: “eu, como este povo que esta aqui, nós te amamos muito!”

E muitas pessoas estavam no ato que o presidente Lula realizou em Marcolândia. O sol da cidade esquentava a todos, mas o vento serrano do Araripe amenizava o calor.

Cazé falou do amor pelo presidente justificando o sentimento pelo reconhecimento das ações empreendidas pelo governo Lula. Maria Cazé revelou como são hoje os sertanejos, “Nós hoje somos muito bem servidos de alegria, vida boa, de dignidade, Lula você nos ajudou a sair da tapera”.

Ela enumerou diversos programas sociais criados por Lula que ajudaram na melhoria da qualidade de vida do povo nordestino como o Minha Casa, Minha Vida, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Luz para Todos e outros.

Depois de entoar a palavra de ordem “Lula, guerreiro, do povo brasileiro”, ela ofertou a Lula o chapéu de couro que trazia na cabeça. Disse que atendia um pedido de um vaqueiro de Santa Cruz do Piauí, Chico Boi, que pedira para ela entregar ao presidente Lula aquele chapéu.

O vaqueiro queria ofertar algo a alguém que nunca vira mas admirava e respeitava, nada tinha para ofertar, então, vai o chapéu de uso próprio.

Para a oferta chegar às mãos de Lula, Chico Boi, apelou para um dos milhões de ativistas sociais que dão vida e sustentação ao que hoje é o PT e diversos outros movimentos de resistência – Maria Cazé.

E Lula? O que faz?

Ouve a tudo com atenção, recebe o chapéu, coloca-o na cabeça e da ordens ao palco: deixem Chico Boi subir para que o presidente o abrace.

E assim caminham Lula e o povo brasileiro.

Lula pelo Brasil · 31/08/2017 às 12h14 | Última atualização em 31/08/2017 às 13h53

Lula vem ao Piauí ficar perto do povo e mobiliza cidades


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No interior do Piauí, o aparelho de som da Caravana da Cidadania, em 1994, quebrou. Em meio a uma feira de uma pequena cidade do interior, Lula subiu no caminhão e falou no “gogó”. Em poucos minutos, uma multidão reuniu-se em torno dele. A recordação é da senadora Regina Sousa (PT-PI), que esteve presente na Caravana da Cidadania, em 1994.

Agora, o ex-presidente se prepara para mais uma viagem ao Piauí que o receberá dias 1 e 2 de setembro, nas cidades de Marcolândia, Picos, Altos e Teresina como parte do projeto Lula pelo Brasil.

“O Lula tem um poder mobilizador muito grande. Ele tem uma capacidade muito grande de elaboração e fala de um jeito que o povo entende”, afirma a senadora.

O deputado Assis Carvalho, presidente do PT no Estado, lembra que ao percorrer o Brasil, em 1994, Lula fez um diálogo com os brasileiros, sobretudo os mais pobres, para elaborar um projeto sensível para o país. “Por isso que nasceu o Brasil sem Miséria, o Fome Zero, o Brasil Sem Fronteiras, o Farmácia Popular. Porque ele foi lá no sertão ver o sofrimento das pessoas”, afirmou. Carvalho lembra que a maior parte dos candidatos elabora seus projetos dentro dos seus gabinetes, sem “por o pé na lama”.

“E agora Lula bem mais experiente vai olhar tudo aquilo que implantou e perguntar: qual o passo seguinte?”, afirmou. “A gente não tem que fazer projeto com “achômetro”, mas vendo a realidade com nossos próprios olhos”, disse.

Para a senadora, foi com as caravanas das décadas de 1980 e 1990 que Lula tornou-se a liderança que é hoje. “Quando o ônibus passava por cidades pequenas, a população ficava sabendo e ia toda para a beira da estrada. Era uma confusão”, relembra. Para ela, a caravana será importante para mobilizar as pessoas nessa conjuntura difícil que o Brasil vive hoje.

Piauí
O deputado e a senadora contam que o Estado se transformou nos governos de Lula e Dilma e do governador Wellington Dias (PT-PI). “Se tirar o que Lula e Dilma fizeram fica um deserto. O Piauí era um patinho feio, último colocado em desenvolvimento, já subiu 2 posições graças ao que foi feito por Dilma e Lula”, afirmou.

A senadora destaca as políticas sociais e obras de infraestrutura, como estradas e pontes. “Foi dada uma cara nova ao Estado”, diz.

Além disso, os governos petistas possibilitaram o desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva que permitiu o desenvolvimento regional do Estado. “A cadeia do mel, a cadeia do caju, a capinocultura (criação de cabras). E isso deu renda para as pessoas, mesmo aquelas que moram em um local longínquo e de situação de seca”, afirma.

“É com isso que o Estado tem se desenvolvido, é o primeiro na exportação do mel e a cadeia do caju tem dado uma renda muito forte para os pequenos produtores. Todos anos tem crescimento bem acima do nacional”, conta. Carvalho afirma que, com auxílio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, foi construída a Casa Apis (Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido Brasileiro) para auxiliar e organizar os pequenos produtores de mel – Lula deve visitar em sua passagem por Picos.

Segundo Carvalho, Lula vai inaugurar uma obra que de energia eólica em Aba de Serra, no sertão, que é uma referência para o Brasil e para o Mundo. “Hoje, o Piauí, sem derrubar uma árvore, está construindo energia limpa, vai tá produzindo mais energia que Belo Monte”, afirma. Em parceria com o BNDES e com o setor privado, Lula também investiu em energia fotovoltaica.

Cortes de verba
Segundo os parlamentares, o Estado tem sofrido com o corte de verbas do governo Temer. A senadora explica que um empréstimo da Caixa para o Estado, previsto no orçamento, está emperrado. “Estamos esperando um financiamento para sair na Caixa, não tem nenhum empecilho, só falta assinar”, conta ela. Mas, na visão da parlamentar, o governo golpista está propositalmente travando o aval.

“O Orçamento foi feito a partir desse empréstimo. É uma forma de governar não republicana”, afirma ela.

Segundo Carvalho, o Estado também perde com as transferências voluntárias, e com a redução das compras diretas. “Esse governo cortou na Bahia, no Piauí e no Ceará, coincidentemente os três governados pelo PT. Não é um governo republicano, ele governa como se fosse a sua quitanda”, diz.

Lula pelo Brasil
A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Nordeste, entre agosto e setembro, é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.

O projeto Lula Pelo Brasil é uma iniciativa do PT com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira, no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos do PT e o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que vem sendo operado pelo governo golpista nos últimos dois anos.

Por Clara Roman, da Agência PT de Notícias


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No blog do Oscar de Barros · 29/08/2017 às 12h05 | Última atualização em 29/08/2017 às 12h06

Tomar café e pedir 'Fora Temer' é um programa turístico de Belo Horizonte


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Estou em Belo Horizonte para assistir a defesa de dissertação de meu filho, Tarcísio Augusto.

Aqui na capital mineira fui atender a um de “meus vícios” – tomar um cafezinho.

O local? Um tradicional ponto de Belo Horizonte – o Café e Tabacaria Kahlúa.

É um ambiente acolhedor que oferta requintados sanduíches, quitutes mineiros; salgados finos e croissants; cervejas especiais; charutos e cigarrilhas; além, é claro, de um café saboroso. Tudo de altíssima qualidade.

Para lá vão pessoas que querem saborear a bebida, conversar, tocar uma música, ou até mesmo ficar navegando na internet entre um café e outro.

O dono do estabelecimento é o mineiro Ruimar Oliveira que atende os clientes com muita educação e com aulas sobre café se o cliente desejar.

O Café Kahlúa e Ruimar ficaram nacionalmente conhecidos a partir de 2016. Quase toda a imprensa brasileira noticiou o fato de Ruimar adotar uma palavra de ordem política nas comandas da empresa.

“Fora Temer” está lá escrito. Se o cliente desejar acessar o "wi fi" da casa terá que também digitar a senha “Fora Temer”.

Este blogueiro adora um cafezinho e tomá-lo num ambiente requintado, com produtos de qualidade, com imagens de Che Guevara e comandas pedindo o Fora Temer, é demais.

Tomando um cafezinho com Ruimar ele disse que foi filiado ao PC do B na juventude e que hoje não tem filiação partidária, mas que, explicitamente, adota posições de esquerda. A seguir ele fala como adotou esta idéia, diz que o começo não foi fácil, que agora tudo está acomodado e faz previsões para 2018:

Caravana do Lula · 28/08/2017 às 12h31 | Última atualização em 28/08/2017 às 12h51

Esta semana, Lula chega ao Piauí para mais um momento de amor e carinho com a população local


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Corria o ano de 1989, depois de mais de 20 anos, os brasileiros voltariam a votar para presidente do Brasil.

As candidaturas de Collor, Brizola e Lula lideravam em popularidade. As pesquisas mostravam, dois destes 3, no segundo turno.

Aqui no Piauí, fazíamos a campanha de Lula com muito desprendimento e amor.

Eu tinha um Corcel II azul. Ele vivia cheio de “santinhos”, botons, adesivos e outros artefatos de campanha eleitoral do Lula.

Improvisei uma cartolina e colei no vidro traseiro do carro com os dizeres escritos a mão: “aqui é um comitê ambulante do Lula, se você o apoia e quer material de campanha, fale com o condutor”.

Era assim no improviso que fazíamos a campanha de então. Improviso e empolgação sem igual.

A campanha nacional marcou uma vinda do Lula a Teresina. Seria num dia de semana e ele estaria aqui às 13 horas.

O comitê piauiense não gostou. O horário demasiado quente da cidade atrapalharia a participação do povo. Mas não teve jeito. Tinha que ser no dia e hora determinados. E Lula veio.

A principio Lula discursou na praça Rio Branco, então, saiu em caminhada pelo centro de Teresina, em direção à escadaria da igreja de São Benedito. O sol ardia, Lula transpirava e pingava de suor, mas era seguido por uma quantidade cada vez maior que nem se importava com o escaldante sol. Na escadaria da igreja não havia sistema de som para que Lula falasse, mas a multidão que o seguia era enorme e queria ouvi-lo. Com um pequeno mega fone, Lula improvisou um discurso, aqueles que estavam na sua proximidade repetiam pala por palavra para que a mensagem se expandisse e todos ouvissem.

Lula, foi embora, veio o primeiro turno e ele superou Leonel Brizola disputando e perdendo a eleição para Fernando Collor.

Tempos depois Lula admitiria: foi naquele quente comício de Teresina que ele sentiu estar no segundo das eleições presidenciais.

Agora, em 2017, Lula percorre o nordeste brasileiro falando da perseguição que sofre e ouvindo o povo nordestino. Já passou pela Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A presença do povo nas manifestações de Lula é cada vez maior. Lula fala com empresários, com a juventude, com os velhos, com diferentes religiões e profissões como de vaqueiros e benzedeiras que hoje já não são expressivas economicamente falando. Lula fala com o povo preto do Brasil, com os índios. Diferentemente de outros políticos que usam os acarpetados salões para falar com o PIB, Lula vai às ruas e fala com quem faz o PIB.

Sexta-feira, 1 de setembro Lula estará no Piauí.

Desta vez, iniciará sua passagem nestas terras pela cidade de Marcolândia, depois Picos, Teresina e Altos.

A caravana de Lula pelo nordeste tem gerado emoção. Lula tem falado de suas idéias e ouvido também políticos, representantes do povo e movimentos sociais.

O Piauí tem se mobilizado e a expectativa é de que por onde Lula passar a onda de carinho e amor pelo grande líder vá aumentando como foi no comício de Teresina de 1989.

Espero que ao sair do Piauí, Lula tenha novamente em seu coração, algo vitorioso a lhe dizer. Esta é a tarefa dos piauienses que sempre deram retumbantes vitorias eleitorais a Lula em todas as suas candidaturas.

Veja a seguir um vídeo da caravana de Lula e uma sequencia de fotos de Ricardo Stuckert

Campanha politica · 27/08/2017 às 17h27 | Última atualização em 27/08/2017 às 17h51

Isso pode, Arnaldo? Wilson Martins é outro candidato ao governo que faz campanha de forma assumida


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No jornal O Dia deste final de semana há uma longa entrevista com o ex-governador Wilson Martins.
O presidente do PSB no Piauí canta a música da política oposicionista – a vontade de voltar ao comando do Estado.
Mas há uma parte interessante na entrevista. Nela o jornal pergunta:

“O DIA: Como está a Caravana do 40? Qual seu objetivo?”

E o ex-governador responde:
“Wilson Martins: Ela já começou. Na verdade é o Piauí em Debate, um programa da nossa estratégia de formação política, estendendo a agenda 40. Fizemos três encontros regionais, um em Picos, Campo Maior e Bom Jesus, onde apresentamos resultados daquilo que foi fazer, da filosofia do partido e projetos de futuro. Nós temos as nossas ideias e estamos pegando a ideia de todos. Tem sido positivo. Vamos fazer, em 30 dias, um grande encontro em Parnaíba, depois na região de Floriano.”

Ou seja, como discutimos na postagem “Robert Rios é contra Lula, quer impedir vinda ao Piauí, e nada faz com a Caravana de João Henrique”, no mundo da política, todos estão em permanente campanha. Quando Robert Rios quer impedir a vinda de Lula, ele está fazendo campanha. E quando Wilson Martins organiza a Caravana 40, Piauí em Debate, seja lá qual nome for, também é campanha. Também neste caso a diligencia do deputado, preocupado com as campanhas antecipadas, não foi tão eficaz.

Voltando a entrevista do jornal O Dia e o aspecto que Wilson se refere aos cenários eleitorais no Piauí. O PSB é um amontoado só de problemas, mas Wilson concede a entrevista como se vivesse num mar de rosas.

Num determinado trecho, referindo-se ao PT, ele foi textual “....Em 2012, o Eduardo Campos chamou a todos para mostrar que o PT tinha enveredado pelo caminho dos desvios, da corrupção.....”

Wilson esqueceu de dizer que as tratativas de reaproximação de PT/PSB estão em pleno andamento. E se os dois Partidos voltarem a se coligar? Como ficará a fúria antipetista de Martins? Em sua caravana pelo nordeste brasileiro, Lula, passando em Recife, visitou a família de Eduardo Campos e as tratativas caminham.

Mas se quiser ficar no campo da corrupção podemos indagar, por exemplo, já que Eduardo Campo foi citado, porque Wilson não explica de quem era o jatinho que matou o então candidato a presidente do PSB.

Nas rodas políticas é dada como certa a saída Heráclito Fortes e Atila Lira do partido de Wilson ele admite que os dois podem deixar de ser “socialistas”. Admite, mas garante o nome dos dois como possibilidades de candidaturas majoritárias.

È o jogo político que é jogado. Embora alguns só enxerguem a partida quando a conveniência lhe permite.

Saúde Pública · 25/08/2017 às 09h34 | Última atualização em 25/08/2017 às 11h13

Saúde pública do Piauí e do Brasil perde uma grande profissional e uma militante das causas sociais


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Ela era funcionária do antigo INAMPS, enfermeira.

No final dos anos 80 havia a proposta de extinção do INAMPS e outras estruturas de saúde para o advento do SUS – Sistema Único de Saúde.

Gorete Ferreira não titubeou e defendeu a extinção do seu órgão. Ela não deu corpo ao sentimento de corpo. Ela queria o melhor para a coletividade e, como os fatos posteriormente mostraram, o SUS tornou-se infinitamente melhor para a população.

Noutra frente de atuação, Gorete via a necessidade de que o povo tivesse um partido dos trabalhadores. Militou, militou e, se hoje o PT é assim grande, deve em parte ao suor, pensamento e determinação de Gorete Ferreira.

Não, Gorete não foi da direção. Não foi parlamentar. Gorete foi uma militante do Partido dos Trabalhadores e das causas sociais.

Não éramos próximos. Não éramos amigos de trocar visitas, mas éramos colegas de trabalho e somos irmãos de fé.

Fé no coletivo, na força do povo.

Gorete lutou muito contra um câncer imbatível. Ontem, sucumbiu. Nos deixou.

De Gorete vou guardar para sempre seu esfuziante, contagiante e presente sorriso. Além das outras qualidades, Gorete era um ser humano que sorria. Quem sorri torna o mundo melhor.

A saúde pública hoje está pior, o PT menor, e as causas sociais sem uma guerreira de primeira linha.

Ficam o exemplo e a saudade!

 

Obs: A Secretaria de Saúde emitiu a seguinte nota sobre a morte de Gorete Ferreira:

"Nota de pesar
O Secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto lamenta o falecimento, ocorrido hoje, 24, de Gorete Ferreira da Silva, servidora da FUNASA, cedida à Secretaria de Estado da Saúde.
Em nome de todos que fazem parte da Secretaria, apresenta condolências aos familiares nesta hora de profundo pesar.
Florentino Neto - Secretário de Estado da Saúde

*Maria Gorete Ferreira da Silva*

Enfermeira Sanitarista, servidora efetiva do quadro de pessoal da SESAPI, militou no SUS/Piauí atuando na assistência, na gestão e no ensino, idealizando e coordenando grandes projetos para melhorar a prestação de serviços ao usuário.
Foi pioneira nas discussões para a implantação de redes de atenção à saúde e de outros modelos de gestão e financiamento, como os consórcios intermunicipais, que viabilizaram a execução de diferentes ações com responsabilidades sanitárias compartilhadas dentro dos territórios de saúde.
Gorete Ferreira gerenciou áreas estratégicas da SESAPI, assessorando tecnicamente a gestão estadual na tomada de decisões importantes e apoiando os municípios na efetivação de ações voltadas para o fortalecimento da saúde no âmbito dos municípios, deixando um legado de austeridade e compromisso com a saúde pública do Estado do Piauí."

 


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Professores da rede pública municipal com o apoio de entidades sindicais participaram no final da manhã desta quinta-feira (24/08), de manifestação em frente ao prédio da Prefeitura de Parnaíba em repúdio à ação do prefeito Mão Santa, que no dia 18 de agosto, adentrou a Escola Municipal Francisca Borges dos Reis e chamou educadores de ladrões e vagabundos.

Organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Piauí – Sinte/regional Parnaíba, o movimento contou com a presença de educadores que se vestiram de preto em luto à atitude do gestor municipal. Foram proferidos discursos exigindo respeito a categoria.

“Nós não roubamos nada, não somos vagabundas, nós trabalhamos até no sábado mesmo fora do nosso horário de trabalho. Tiramos dinheiro do nosso bolso para realizar atividades dentro da escola, mesmo sendo obrigação de todo o gestor, mas fazemos isso para colaborar com nossa comunidade escolar. Professor tem que ser respeitado e merece ser respeitado”, disse Nadja Araújo, presidente do Sinte/regional Parnaíba.

Nadja Araújo disse que as medidas legais estão sendo tomadas quanto a situação e o sindicato dará todo o apoio aos servidores que passaram pela situação na escola municipal.

Na ocasião também foi falado pela professora Floriza Sales, da direção do Sinte, que a diretora adjunta da escola, Daniela Brito, uma das que sofreu com a agressão do gestor na escola, está sendo achincalhada nas redes sociais por membros que compõe a gestão Mão Santa. Segundo ela, estão invadindo a intimidade da professora com o objetivo de pressioná-la e intimidá-la.

A vereadora de Parnaíba, Fátima Carmino (PT), a única parlamentar que se manifestou em apoio à categoria, enfatizou que, nenhum gestor pode usar do cargo para promover desrespeito. “Um mau exemplo, uma atitude de emponderamento sem ser emponderado. O poder não está com o gestor e sim com o povo”.

De acordo com os professores, outras ações deverão ser organizadas em apoio aos professores das escolas municipais de Parnaíba.

Texto e fotos da jornalista Tacyane Machado

Visita do Lula · 23/08/2017 às 12h38 | Última atualização em 23/08/2017 às 14h34

Robert Rios é contra Lula, quer impedir vinda ao Piauí, e nada faz com a Caravana de João Henrique


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O viés policial de Robert Rios veio à tona ontem.

Tal qual vários outros policiais federais, Rios quer enquadrar Lula.

Lula que já foi vítima de uma condução coercitiva a partir de ordens que arrepiaram a Lei oriundas de Curitiba.

Lula que hoje passa por nova condução coercitiva – desta vez é o povo que exige: “Lula, pare e fale conosco! ”

Robert Rios quer impedir a vinda de Lula ao Piauí.

Ontem, conforme noticiou o 180graus e o Piauíhoje, o deputado, agora no PDT, ingressou com representação no Ministério Público Eleitoral, em ofício endereçado ao procurador-regional eleitoral, Israel Gonçalves Santos Silva, tentando impedir a realização da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Piauí, prevista para o período de 1 a 4 de setembro.

Rios alega que Lula faz campanha eleitoral antecipada.

Além de tentar cercear o direito de Lula de ir e vir, garantido por aquele que já foi o documento mais importante do País – a Constituição, agora, permanentemente vilipendiada – o delegado aposentado usou do sarcasmo para se referir ao título de doutor Honoris Causa que a UFPI concederá a Lula. Disse ele: “Lula precisava realmente de diplomas, do primário, do ginásio e do curso superior, que ele não tem.”
Rios, pensa estar certo e pensa que erradas estão as Universidades que já deram títulos ao Lula e que serão transcritas a seguir:
Universidade Federal de Viçosa
Universidade de Coimbra (Portugal)
Universidade Federal de Pernambuco,
Universidade Federal Rural de Pernambuco,
Universidade de Pernambuco,
Universidade Federal Fluminense,
Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
Universidade Federal da Bahia
Politécnica de Lausanne (Suíça)
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Sciences-Po (Institut d'Etudes Politiques de Paris)
Universidade Federal do ABC
Universidad Nacional de La Matanza
Universidad Metropolitana de la Educación y el Trabajo (Argentina)
Universidade de Salamanca (Espanha)

Nota: Embora outros universidades nacionais e internacionais tenham feito diversos convites para que o então presidente recebesse a honraria, Lula recusou todos os títulos honoris causa enquanto ocupou a cadeira de chefe do estado brasileiro, passando a aceita-los apenas após deixar o cargo

É merecedora de elogios a preocupação do delegado aposentado com a antecipação da campanha eleitoral, da mesma forma é incoerente a conduta do deputado anti-petista.

A Câmara de Teresina, recentemente, votou um título de cidadania ao prefeito de São Paulo, João Dória. O que Dória já fez por Teresina para merecer tal honraria? E o que disse o diligente deputado Robert Rios?

O diretor do SESI, João Henrique de Almeida Sousa, criou um evento denominado “Caravana Piauí em Movimento” que tem por objetivo lança-lo candidato ao governo do Estado e organizar um bloco oposicionista. É campanha eleitoral antecipada na veia. O que diz o preocupado com a legislação, deputado Robert Rios? Nada!

Mas é possível vê-lo em amigáveis e sorridentes fotografias ao lado de João Henrique que com sua Caravana faz aquilo que Robert induz a Lula “total desrespeito à legislação em vigor e ao princípio da igualdade entre os candidatos, que uma vez violado, resultando em afronta à norma, não sendo necessário aguardar o possível registro da candidatura para autorizar a responsabilização do transgressor.”

Acontece que se bater em João Henrique não vai ter audiência.

Quem dá audiência é Lula – provam as imagens de onde o ex-presidente já tem passado.

E quem não é visto (sem audiência), não é lembrado.

Mas para quem quer aparecer há uma recomendação dos mais velhos.

Pendurar uma melancia no pescoço.

Na sua página do facebook, o jornalista Mauro Sampaio resumiu bem a situação:
“ .... Tudo é campanha, meu caro, o político está em permanente campanha. Até quem quer impedir outros de se mobilizarem está fazendo campanha.”

 

Saneamento básico · 21/08/2017 às 18h05 | Última atualização em 21/08/2017 às 18h45

Lançando mão da subconcessão, Francisco Costa trabalha pela universalização da água e esgoto


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Àgua e esgoto para todo o Piauí é um grande desafio.

É uma das políticas públicas mais importantes para a vida do cidadão.

Dá dignidade e traz saúde.

Na implementação desta política pública está o ex-secretário de saúde, Francisco Costa. Hoje, está à frente do Instituto de Águas do Piauí.

Semana passada ele reuniu o Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (PPP) do Estado, para discutir alternativas para levar água de qualidade a diversas regiões piauienses.

Para alcançar a universalização ele propõe investimentos por regiões do Estado e a política da subconcessão - a mesma desenvolvida em Teresina.

Segundo ele, um bloco de investimentos contemplaria a região norte, através dos municípios da Planície Litorânea e Cocais.

Outro bloco de investimentos seria para atender a região do entorno de Teresina, beneficiando também os municípios do território Carnaubais, Entre Rios em especial o Médio Parnaíba e região do Sambito.

Francisco Costa não esqueceu o sul do Estado. Para lá prevê outro bloco de investimentos que contemplará o eixo Floriano – Picos, seguindo até o extremo Sul, onde serão envolvidos os municípios do Coresa.

Francisco Costa diz: “estamos estudando a possibilidade de buscar parcerias que ajudem o Estado nesse momento em que a condição não é propícia para grandes investimentos. Precisamos principalmente de investimentos na área de esgotamento sanitário, que possam melhorar o atendimento nessa área. A ideia é buscarmos, num curto espaço de tempo, trabalhar a universalização de água e esgotamento sanitário."

Segundo Costa o Conselho concordou com a proposta da subconcessão.

É a região sul (Picos, Floriano e municípios do Coresa), onde os estudos estão mais adiantados, ele acredita que até o fim de setembro esta fase já estará concluída.

 

 

 

 

Terça-feira próxima a Câmara Municipal de Teresina deve votar novamente o título de cidadania para João Doria – prefeito de São Paulo.

Nesta semana, o projeto já foi votado e derrotado. Mas isso deixou o prefeito Firmino Filho muito indignado com os vereadores que lhe dão sustentação.

Em pleno aniversário de Teresina, quarta-feira, Firmino deu declarações externando sua contrariedade com o que aconteceu na Câmara Municipal. Nos bastidores cuidou de uma nova articulação e o projeto volta com força na terça, 22.

Com força, mas também provocando revolta nos opositores.

O vereador Deolindo Moura (PT) disse que “é um desrespeito ao legislativo municipal porque já votamos esta matéria e existem tantas outras mais importantes. Votar esta matéria novamente é atender um desejo pessoal do prefeito Firmino Filho. Assim, ele coloca o parlamento de joelhos. “

Também pensa assim seu colega de partido, o vereador Dudu. Segundo ele, “a ação de Firmino em foçar nova votação é o mais triste. O Firmino está dando um ‘pito’ público em sua base de sustentação e humilhando seus vereadores. O Firmino está impondo. Se o título do Dória sair não é pela vontade dos vereadores, é uma imposição do Firmino.”

Dudu diz que não tem nada contra a pessoa de João Doria, nem contra o prefeito de São Paulo e que o respeita por ter conquistado a maior prefeitura do Brasil. Mas ele explica, “a Lei Orgânica de Teresina diz que para ter direito a ser homenageado com este título você tem que ter serviços prestados na cidade. E nem quem propôs o título sabe dizer que serviços João Doria tem em Teresina.”


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O PSDB exibiu ontem seu programa de televisão.

O PSDB pediu desculpas pelos erros cometidos.

Mas no programa de televisão do PSDB não apareceram Tasso Jereissati, Fernando Henrique Cardozo, José Serra, Geraldo Alckimim, João Dória, Aécio Neves, nem Beto Richa.

Tasso Jereissati, Fernando Henrique Cardozo, José Serra, Geraldo Alckimim, João Dória, Aécio Neves e Beto Richa não pediram desculpas.

Quem pediu desculpas foram atores contratados para desempenharem um papel.

Foram 10 minutos de programa e nenhum tucano apareceu – muito menos pediu desculpas.

O mote do programa foi “é hora de pensar o Brasil”.

E, aí, o observador precisa fazer uma perguntinha básica: Que fazia o PSDB, desde a sua fundação em 1988, que não pensou o Brasil e, só se dispõe a isso, agora, aos seus 29 anos?

Durante o programa o PSDB afirmou que não pode ser disseminado o ódio.

Ora, esqueceram de avisar isto a algumas ilustres figuras do Partido, dentre elas o senador Aécio Neves, que após a derrota de 2014, se dedicou a fazer duas coisas:
a) conspirar contra uma presidenta legitimamente eleita até golpeá-la e,
b) disseminar o ódio.

O PSDB errou e continua errando.

Depois de governar o país por 8 anos e privatiza-lo, afunda-lo em dividas, desemprego e perder 4 eleições consecutivas, o Partido agora vem com um novo golpe: a defesa do Parlamentarismo.

O PSDB errou e continua errando.

Os tucanos só estão levantando a bandeira do Parlamentarismo porque nas previsões eleitorais, além de perderem para Lula (já costumeiro), agora, perdem também até para Jair Bolsonaro.

O PSDB errou e não aprendeu.