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Eleição 2018 - 25/04/2017 às 18h12

Nunca na história deste país, vimos uma eleição como vamos ver a de 2018

A edição de hoje do Jornal O Dia, traz uma matéria onde o deputado estadual Edson Ferreira, do PSD, reivindica a vaga de senador na chapa encabeçada por Wellington Dias em 2018 para seu partido, que os “bastidores” dizem, indicaria o deputado federal Júlio Cesar.

Segundo o jornal, o deputado diz ser ilógico o PT buscar outra vaga na chapa majoritária além da reeleição de Wellington Dias. “A lógica é que se acomode o maior número de partidos na chapa majoritária. É racional imaginar e pensar que cada um dos grandes partidos fiquem com uma vaga. Se não tem espaço para todos, imagine o PT ficar com duas vagas. Isso é ilógico”

Toda vez que alguém cogita a possibilidade da senadora Regina Sousa não concorrer à reeleição a militância do PT fica ouriçada. Desta vez, do mesmo modo. Nas redes sociais dos petistas o conteúdo da matéria repercutiu muito. E mal.

Mas este blogueiro pensa que as coisas serão diferentes.

A eleição para governo em 2018 será casada com a eleição presidencial (salvo alterações no calendário eleitoral). E, em sendo assim, nunca na história deste país, vimos uma eleição como vamos ver a de 2018.

Lula, candidato natural do PT à presidência – salvo um segundo golpe seguindo palavras do governador Wellington Dias – não será o Lulinha paz e amor de outrora.

No seminário de ontem em Brasília ele deixou isto claro. Por exemplo, ele prometeu regulamentar o mercado da mídia se for eleito presidente da República, coisa que até então não havia admitido. Ainda no campo da comunicação Lula também disse que, se voltar à presidência, não vai almoçar com os Marinho, da TV Globo, nem falar com a revista Veja.

E admitiu que um futuro governo seu tem que reconhecer o erros cometidos anteriormente e fazer mais e melhor.

A eleição presidencial é a que vai dar o tom das demais. E as mudanças em Lula começarão a serem vistas pela tipo de alianças que fará.

É esperar para ver.

Ex-pefelistas que botem a barba de molho.

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Seminário em Brasília - 24/04/2017 às 22h28

Wellington Dias: “deste episódio todo, temos uma lição: não pode ter um segundo golpe no país"

O Partido dos Trabalhadores e a Fundação Perseu Abramo realizaram hoje, em Brasília, o seminário “Estratégias para a Economia Brasileira”

Durante todo o dia acadêmicos, intelectuais e lideranças do PT discutiram alternativas econômicas para o Brasil.

O encerramento do evento contou com a presença do ex-presidente Lula. Na mesa de encerramento também estava o governador do Piauí, Wellington Dias.

Em sua fala Wellington Dias enfatizou a necessidade do Estado servir às pessoas que mais precisam. O investimento em educação, segundo o piauiense, é um garantidor de crescimento econômico para o país.

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E ai ele usou o Piauí como exemplo. “Daqui até o final do ano vamos garantir algo inédito no Piauí. Com uma rede presencial e o uso de moderna tecnologia, vamos garantir que 100% dos municípios do Piauí tenham o ciclo completo do ensino. Do ensino infantil à pós graduação” - disse o governador.

Mais diretamente voltado à economia, Wellington Dias disse que na qualidade de governador do Piauí um desafio que se apresenta está na seguinte pergunta: Como é que num mundo globalizado um pequeno pode ter oportunidade?

E apontou como saída a organização das forças de trabalho através de cooperativas, associações, que aglutinadas numa Central que os represente, possa ser integrado à economia geral ganhando na produção e na agregação de valor. Wellington citou a Casa Apis de Mel do Piauí, como exemplo.

Por fim, disse que o momento do Seminário mostrava-se importante porque “o povo tá cansado do lenga, lenga, do corta, corta, corta, E já percebe cada vez mais que há neste instante um projeto no Brasil: proteger o especulador, proteger o financista. E nós queremos um governo que pense no povo.”

Ainda em sua finalização, Wellington Dias chamou a atenção dos presentes: “deste episódio todo, temos uma lição: não pode ter um segundo golpe no país. E qual seria o segundo golpe? È, no tapetão, impedir a candidatura de Lula a presidente do Brasil!”

A senadora Regina Sousa também esteve presente ao Seminário. Ao final ela comentou o evento: “O seminário marca a volta do PT aos grandes temas. O Partido estava muito voltado pra si, internamente, e discutia pouco a conjuntura nacional e internacional. O Seminário mostrou que há um pensamento no Partido de mudanças profundas, inclusive num programa de governo de uma possível candidatura de Lula , principalmente, contrapondo-se ao que o governo está fazendo. Estamos apresentando um programa emergencial para tirar o Brasil da crise. Agora, a recomendação é que a gente faça este debate. Que esta discussão também não seja interna ao Partido, que ela saia para a população” - comentou a Senadora.

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Lula x Globo é a guerra - 23/04/2017 às 12h04

Ou o Brasil acaba com a ditadura da Globo, ou a Globo acaba com o Brasil

A realidade no Brasil de hoje é que a ditadura está de volta. Recentemente tivemos uma num regime militar. A do momento tem outra característica: é jurídica-midiática através da Rede Globo e da Lava Jato (setores da PF, judiciário e STF).

Globo e Lava Jato estão a serviço de interesses estrangeiros e mandaram o Estado Democrático de Direito às favas, acabando estrategicamente com o sistema político. São os sem-voto que hoje deliberam sobre a política e os destinos do país, num contexto de flagrante ilegitimidade e desordem institucional.

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A Globo - o maior conglomerado de mídia do País, fundada por Roberto Marinho e levada adiante pelos filhos - contribuiu para o suicídio de Getúlio Vargas, derrubou João Goulart e deu apoio aos 21 anos de ditadura militar. Não bastasse, foi artífice de um segundo golpe, a farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Com o golpista Temer à frente da República, a Globo impõe ao país uma agenda ultraliberal de retirada de direitos e de entrega do patrimônio nacional. Mas a Globo não está satisfeita ela quer mais. Quer destruir o personagem que simboliza qualquer retorno a políticas que caminhem na direção da distribuição de renda e do estado como indutor do desenvolvimento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não bastasse as últimas edições do Jornal Nacional, onde Lula é personagem central com a emissora ocultando roubos verdadeiros feitos por Michel Temer, sua camarilha e os tucanos Serra, Aécio e Alckimim, no jornal impresso, O Globo, de ontem a família Marinho expressa todo seu ódio e posição política quanto Lula. A Globo deixa claro que fará de tudo para impedir a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas eleitorais, ao poder. Ao final desta postagem reproduzo o editorial de O Globo.

Mas, e agora, o que fazer?

Nas postagem mais recente do blog eu dizia que “É preciso mais que a greve de 28 de abril, que prejuízos daremos aos parlamentares usurpadores?”

Na postagem, feita na sexta-feira 21, há um trecho onde afirmo “A democracia no Brasil não será restaurada apenas pela via institucional. Aliás o cenário de 2018 é sombrio, talvez nem haja eleições. O cenário de ruptura da democracia exige reações fora da institucionalidade. O economista Márcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pensa assim. Para ele, "Não tem saída institucional e nem tradicional. Os que deram o golpe não entregarão pela via democrática. A democracia no Brasil é uma exceção, a regra é o autoritarismo. Em mais de 500 anos de história, temos 50 de democracia".

Disto isto e voltando ao caso Globo é preciso tomada de posição por setores da sociedade. O Piauí é um estado governado pelo PT – partido que junto com Lula sofre perseguição implacável da Globo.

Uma medida a ser adotada seria não dar entrevista à afiliada da Globo no Piauí – a TV Rádio Clube. Os membros do Governo e as lideranças do PT deviam deixar claro para a sociedade que a negativa em dar entrevistas à Globo era por seus viés ditatorial.

O PT não governa só o Piauí, tem também o Ceará, o Acre, Minas Gerais, Bahia, enfim… onde houver PT não se tem entrevista dada à Globo. Esse é apenas um primeiro passo e uma primeira ação. Mas outras precisam ser adotadas.

Em 1994, Leonel Brizola, inusitadamente, conseguiu um direito de resposta na Globo. Reproduzo aqui para mostrar que é preciso resistir e usar de todas as formas possíveis para livrar o Brasil deste mal.

 

Veja mais outro vídeo de Brizola sobre a Globo (um ensinamento para Lula e o PT)

 

Confira abaixo o tresloucado editorial de O Globo:

Cerco de depoimentos confirma Lula como o chefe
O tamanho do petrolão mostrou que era impossível o então presidente não saber do esquema
No escândalo do mensalão, denunciado em 2005, faltou uma peça, o chefe do esquema. No encaminhamento das denúncias pelo MP contra aquela “organização criminosa”, o ex-ministro José Dirceu parecia caminhar para este patíbulo, em silêncio como disciplinado militante, mas, em julgamento de recurso, a responsabilidade de ser o capo do esquema lhe foi tirada, e o espaço ficou vago. Mas apenas nos autos processuais, porque nunca fez sentido tudo aquilo acontecer sem a aprovação e o acompanhamento de alguém centralizador e vertical como Luiz Inácio Lula da Silva.
O surgimento do petrolão — construído paralelamente ao mensalão, com muitos zeros a mais — foi a estridente evidência de que Lula não podia desconhecer aquilo tudo. A leitura benevolente do mensalão era que desfalques no Banco do Brasil, dados pelo militante Henrique Pizzolato, mancomunado com Marcos Valério, se justificavam pela “causa”. O partido tinha um projeto de poder longevo, para “acabar com a pobreza e a miséria”. Não serve de atenuante na Justiça criminal, mas aliviava a culpa moral de petistas, com injeções de ideologia.
O enredo, porém, não fechava. Dirceu voava em jatinhos particulares, morava em condomínio de alto padrão. E este lado “burguês” do lulopetismo — já detectado por Golbery do Couto e Silva, na década de 70, segundo Emílio Odebrecht — precisava ser custeado.
Ficou, então, tudo misturado: dinheiro surrupiado de estatais aparelhadas por companheiros, e drenado por meio de conhecidas empreiteiras e seus contratos superfaturados, parte para campanhas petistas e de aliados, parte desviada para bolsos privados de comissários. A “causa” continuava presente — era preciso manter uma grande bancada no Congresso, como já conseguira a Arena/PDS na década de 70, para sustentar a ditadura com fachada de democracia representativa. Mas, desta vez, havia Lula de ego nas alturas, chamado de “o cara” por Obama, com o desejo de ter sítio em Atibaia, tríplex no Guarujá, um instituto para ajudar países subdesenvolvidos a superar a pobreza, também uma adega bem abastecida etc.
O efeito da videoteca das delações da Odebrecht e da decisão de Léo Pinheiro, da OAS, construtora do prédio do tríplex, de fazer delação premiada na Lava-Jato, foi desmontar o jogo de espelhos que Lula, advogados e militância manipulada ainda tentam jogar, e continuarão insistindo. Só fé de religioso sectário para continuar a acreditar. Virou, há tempos, questão de dogma.
Lula tem quase nada em seu nome. Usufrui do patrimônio de amigos e compadres, o advogado Roberto Teixeira o principal deles. A quem Lula indicou para a Odebrecht, a fim de idealizar uma fraude contratual com a finalidade de esconder que a empreiteira gastara bem mais que R$ 500 mil, o orçamento inicial, na reforma do sítio de Atibaia, a pedido da ainda primeira-dama Marisa Letícia, segundo delação da empreiteira.
O GLOBO revelou o tríplex do Guarujá em 2010. Veio uma contínua avalanche de desmentidos, alguns arrogantes e agressivos. Mesmo com o vídeo em que Léo Pinheiro mostrava o imóvel ao ainda presidente da República. O casal Luiz Inácio e Marisa pediu obras, devidamente executadas. Depois, foi dito que a OAS era a real proprietária do imóvel.
Na verdade, era mesmo de Lula e família, acaba de confirmar Léo Pinheiro, perante o juiz Sérgio Moro. E também coube à OAS parte da reforma do sítio em Atibaia, executada, em maior proporção, pela Odebrecht. As cozinhas modeladas do sítio e do tríplex do Guarujá foram compradas no mesmo lugar.
Tanto a empreiteira multinacional Odebrecht quanto a OAS, ambas fundadas na Bahia, utilizaram o mesmo sistema contábil: o custo de reformas em imóveis para Lula e outras despesas pessoais dele foram debitadas de propinas arrecadadas em estatais, por meio de contratos superfaturados. Ou seja, dinheiro público também elevando o padrão de vida de Lula, família e outros lulopetistas, por certo.
Os depoimentos que foram divulgados nos últimos dias da Odebrecht e agora de Léo Pinheiro não surpreendem pelos fatos em si, muitos deles já ventilados, mas pela dimensão do esquema, pela riqueza de detalhes sórdidos na forma como os governos Lula e Dilma foram corrompidos e também corromperam. Não há inocentes na história. Seja em nome da “causa” ou da boa vida.
O desnudamento de Lula em carne e osso, em praça pública, com os pecados da baixa política brasileira, parece apenas começar. Afinal, não se pode admitir que tudo o que foi falado até agora por Marcelo, Emílio Odebrecht e seus executivos, sobre o toma lá dá de cá com o presidente e ex-presidente, não tenha sustentação em provas documentais. O mesmo vale para Léo Pinheiro. Empreiteiros não só sabem fazer contas, como são precavidos. Mas os simples testemunhos já são arrasadores.
Outra grave ameaça a Lula é o depoimento de Léo Pinheiro de que o ainda presidente mandou-o eliminar provas de remessas de dinheiro ilegal para João Vaccari, tesoureiro do PT, há algum tempo na carceragem de Curitiba. Será a segunda denúncia de tentativa de obstrução da Justiça, depois da sua participação, segundo Delcídio Amaral, na manobra para calar Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, um dos dutos do desvio de dinheiro da estatal para o lulopetismo e aliados.
Completando o cerco a Lula, há o ex-ministro Antonio Palocci, também preso em Curitiba, e que estaria negociando um acordo de delação premiada. Seria uma espécie de mãe de todas as delações. Ou uma dessas mães. Foi ministro da Fazenda de Lula, homem de confiança do ex-presidente, escalado por ele para tentar gerenciar a imprevisível Dilma Rousseff. Mas as “consultorias” de Palloci o derrubaram.
Importante é que Palocci surge nas delações da Odebrecht como homem-chave no relacionamento financeiro entre a empreiteira e o ex-presidente. Gratos, os Odebrecht abriram um crédito de R$ 40 milhões para Lula, a serem movimentados por meio de Palocci. Assim, seu cacife aumentou bastante como arquivo de preciosas informações. Mas nada garante que as fornecerá, mesmo que esteja sendo insinuado pelo lulopetismo, como forma de salvar o chefe, que o ex-ministro embolsou dinheiro pedido em nome de Lula.
Emerge desta história a constatação de que os projetos de poder e pessoais do PT e de outros partidos esbarraram em instituições que continuam a funcionar por sobre a maior crise econômica do Brasil República, com sérios desdobramentos políticos. Incluindo um impeachment, justificado pelo atropelamento voluntarioso da Lei de Responsabilidade Fiscal, de mesma inspiração ideológica do aparelhamento de estatais e assaltos realizados em associação com empresários privados. A ordem jurídica se fortalece.

 

Crise brasileira - 21/04/2017 às 14h17

É preciso mais que a greve de 28 de abril, que prejuízos daremos aos parlamentares usurpadores?

É preciso mais que a greve de 28 de abril.

O estágio em que se encontra o Brasil é extremamente preocupante e perigoso.

A democracia precisa ser reestabelecida e as instituições têm que voltar à normalidade.

O Congresso brasileiro quase todo teve sua eleição financiada por empreiteiras e outras grandes empresas.

O ex-presidente da Câmara Eduardo Campos foi um dos responsáveis por arrecadar recursos e destiná-los a diversos candidatos pelo Brasil, que após eleito, votaram conforme determinação do agora presidiário Cunha. Informações dão conta que aproximadamente 200 deputados deviam favores à Cunha.

Agora, Temer confessa o golpe dado em Dilma que contrariou Eduardo Cunha.

Mas a mídia brasileira (um clássico caso de concentração econômica) não dá ao escândalo confessado por Temer o destaque devido. Ao contrário, seu personagem preferido é Lula e o triplex e o sítio. Para esses batidos temas são intermináveis minutos de telejornal.

Enquanto um usurpador confessa um golpe de Estado, o Supremo Tribunal Federal decide sobre quem é o campeão brasileiro de 1987. É um escárnio.

A democracia no Brasil não será restaurada apenas pela via institucional. Aliás o cenário de 2018 é sombrio, talvez nem haja eleições.

O cenário de ruptura da democracia exige reações fora da institucionalidade. O economista Márcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pensa assim.

Para ele, "Não tem saída institucional e nem tradicional. Os que deram o golpe não entregarão pela via democrática. A democracia no Brasil é uma exceção, a regra é o autoritarismo. Em mais de 500 anos de história, temos 50 de democracia".

Sendo assim, então, o que fazer?

Pochmann aponta a necessidade de ir além de denunciar e reagir. "Se quisermos uma eleição democrática em 2018, precisamos radicalizar. O que nós vamos impor de prejuízo a eles? Se nós não impusermos prejuízo a eles, nós não avançamos. Não estou defendendo a ruptura democrática, porque ela já houve. [...] Quanto mais você se abaixa, menos você se levanta".

Somente de passeata em passeata são praticamente nulas as chances dos democratas e da esquerda virarem o jogo.

A greve geral marcada para o dia 28 deste mês é bem vinda. Mas ainda é pouco.

É preciso testar novas modalidades de enfrentamento.

É preciso tirar deputados e senadores do conforto em que se encontram.

Alvejados por toda sorte de acusações de desvio de dinheiro público, um sem número de parlamentares da base do governo insiste em votar sobre pau e pedra as reformas que liquidam direitos e conquistas sociais.

A questão é clara : esse Congresso não tem legitimidade para impor sacrifícios ao povo.

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Duvido que os deputados passariam o rolo compressor para acelerar a tunga de direitos se o Congresso fosse cercado permanentemente por uma multidão de insatisfeitos com o que se passa ali dentro e com dezenas de milhares de acampados a pressioná-los dia e noite.

Deputados, presidentes não são 'representantes' do povo. Por isso, uma verdadeira democracia deveria ter, ao lado dos Poderes Executivo e Legislativo, a figura da assembleia popular a ratificar leis e apor seu aceite ou sua recusa. O povo deve ter as estruturas institucionais que lhe permitam continuamente se defender de quem procura lhe roubar o poder.

 

Dívida Pública - 20/04/2017 às 20h22

Dívida brasileira consome metade do orçamento e Temer quer que os Estados se sacrifiquem mais ainda

Os deputados aprovaram, na última terça-feira (18), o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17, do Poder Executivo, na forma do substitutivo do deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ) que se propõe a socorrer os estados endividados mas impondo contrapartidas que são exigidas para a suspensão dos pagamentos da dívida com a União por até três anos.

Entre as contrapartidas estão a privatização de empresas, o congelamento de salários, o aumento da contribuição previdenciária e a redução de subsídios tributários.

A proposta beneficiará, em um primeiro momento, estados em situação de calamidade fiscal, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A adesão ao regime dependerá da aprovação de leis estaduais impondo restrições nos gastos.

Aqui no Piauí o governo do Estado já aprovou Lei com algumas destas medidas, entre elas o aumento da contribuição previdenciária. Mas, se isto ocorreu, Wellington Dias fez, ontem, o anúncio de uma ação que vai completamente em desacordo ao que quer o governo federal. O governador do Piauí anunciou que agentes penitenciários, agentes de polícia, delegados, escrivães, peritos criminais e militares terão aumento salarial de 6,29% a partir de maio deste ano. Com isso serão beneficiados cerca de 14 mil servidores públicos, representando um investimento de mais de R$ 4 milhões por mês.

São ações de resistencia às medidas impostas pelos golpistas, como o aumento dado a área de segurança, que se espera de governos do PT.

Minas Gerais, é governado pelo petista Fernando. O Estado tem tem um débito com a União de quase R$ 80 bilhões, e não concorda com as contrapartidas exigidas pelo governo federal para fazer a renegociação. O governador Pimentel já garantiu que não penalizará os servidores nem irá privatizar as empresas do Estado, com destaque para a Cemig.


Ao invés disso, o governo de Minas anunciou recentemente um pacote de medidas cujo objetivo é a dinamização da economia do estado. O pacote está dividido em dois projetos. É a resposta que o governo de Minas dá à política recessiva do governo federal. Um deles trata de facilidades para renegociar dívidas de contribuintes com o estado e o outro cria seis fundos públicos para captar recursos destinados a investimentos em território mineiro.

Dois destes fundos permitirão o uso de ativos do Estado que hoje não rendem nada e não serão privatizados. São quatro mil imóveis, entre os quais a emblemática Cidade Administrativa. O primeiro fundo vai receber aluguéis desses imóveis e o segundo vai manter a propriedade deles em poder do Estado, inclusive a Cidade Administrativa que, segundo o governo, onera Minas. No caso da Cidade Administrativa, a ideia é que ela seja vendida para um desses fundos, com proibição de ser repassada para terceiros, e o Estado continuar ocupando-a com pagamento de aluguel que será gerenciado pelo fundo.

A resistência é importante mas é preciso mais.

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Anualmente o Brasil gasta quase 50% do seu orçamento para pagamento de serviços da dívida. A Constituição Federal determinou que uma auditoria nesta dívida fosse feita. Após 30 anos, nada aconteceu. Se o Brasil não estivesse engordando, o já obeso setor rentista, esta discussão em torno de dívidas estaduais se mostraria sem sentido.

É auditar a dívida federal, pagar só o justo, e destinar os recursos restantes a quem é devido, o contribuinte (mais popularmente conhecido como POVO).

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