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Realizou a melhor campanha - 21/09/2016 às 14h19

Paralimpíadas: 98% dos medalhistas receberam bolsa atleta do governo

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O Brasil realizou a melhor campanha em Paralímpiadas da história, na Rio 2016, apesar de não ter atingindo a meta de chegar entre os cinco primeiros em ouros do quadro de medalhas. Foram 72 medalhas conquistadas por 103 atletas em esportes coletivos e individuais.

Para chegar a essa meta, o país investiu mais de R$ 99 milhões em 5.191 bolsas para atletas com deficiência, do esporte escolar até a alto rendimento, segundo informações do Ministério do Esporte. O governo federal afirma que o programa de incentivo é o maior do gênero no mundo. O programa se mostra fundamental para a performance do país nos Jogos.

Da delegação total de 289 brasileiros na Rio 2016, 262 (ou 90,65%) tiveram patrocínio de bolsas atletas durante o último ciclo paralímpico, entre 2012 e 2016. Dos 103 medalhistas brasileiros, 101 receberam bolsas do governo durante esse período. Apenas dois medalhistas do futebol de cinco, Maurício Tchope, o Dumbo e Felipe Sabino não receberam a bolsa no período. O nadador Ruan de Souza, bronze no Rio, apesar de não receber bolsa em 2016, foi contemplado pelo programa de 2012 a 2014.

Para o judoca veterano Antônio Tenório, prata no Rio e vencedor de outras cinco medalhas paralímpicas, “o Brasil tem que continuar investindo nesses atletas e confiando na grande potência do paradesporto. Se parar de investir, nosso rendimento vai cair". O craque Ricardinho, do futebol de 5 e tricampeão olímpico, disse que “de 2013 para cá, tivemos aumento nos recursos para o esporte paralímpico, e as modalidades evoluíram. Temos que melhorar, pois as outras seleções estão evoluindo e não queremos ficar para trás. Esperamos que o próximo ciclo continue neste crescendo”.

Em comparação, nos Jogos Olímpicos do Rio, 358 (76,9%) dos 465 atletas participantes receberam bolsa atleta. Dos 49 atletas que conquistaram 19 medalhas, 20 homens (40,8% do total), dois do vôlei e 18 do futebol, não receberam apoio do programa bolsa atleta. O futebol masculino é a única modalidade que não é apta a receber o apoio do programa.

Segundo informações do Ministério do Esporte, a bolsa atleta é o único patrocínio de 96% dos atletas olímpicos e paralímpicos. Desde 2005, quando o programa foi criado, foram investidos mais de R$ 600 milhões em 43 mil bolsas. O ministro Leonardo Picciani informou, após os Jogos, a continuidade do projeto de bolsas e que o orçamento para preparação de atletas será ampliado de R$ 505 milhões para R$ 656 milhões, em 2017.
Outros aportes
O governo ainda realizou convênios de R$ 72 milhões com confederações e com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Além disso, com recursos públicos, foi construído o Centro de Treinamento Paralímpico, inaugurado em São Paulo, em agosto, com o valor de R$ 187 milhões, administrados também pelo CPB.

Fonte: Agência Brasil

Jogos Paraolímpicos Rio 2016 - 17/09/2016 às 19h08

Atleta iraniano morre após acidente em prova de ciclismo de estrada

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O atleta iraniano Bahman Golbarnezhad morreu hoje (17) após um grave acidente durante a prova de ciclismo de estrada C4-5 dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016, disputada esta manhã no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A morte do atleta foi confirmada pelo Comitê Paralímpico do Irã. Bahman Golbarnezhad receberá uma homenagem na Vila dos Atletas.

O iraniano caiu com sua bicicleta em um dos trechos do percurso. Ele chegou a receber atendimento de emergência no local do acidente e foi levado para um hospital.

Em nota, o Comitê Paralímpico Internacional informou que Golbarnezhad, de 48 anos, caiu por volta das 10h40 na Estrada de Grumari, em um trecho montanhoso da corrida. O atleta recebeu tratamento no local e, durante a remoção para o hospital, sofreu uma parada cardíaca. Segundo o comunicado, ele foi levado para o Hospital Unimed da Barra da Tijuca, onde ele morreu logo após sua chegada.

“Essa é uma notícia muito triste. Os pensamentos e as condolências de todo o movimento paralímpico estão com a família, os amigos e os colegas da delegação iraniana de Bahman assim como com o Comitê Paralímpico do Irã. A família paralímpica está unida em luto por essa terrível tragédia que coloca uma sombra sobre os ótimos Jogos Paralímpicos aqui no Rio”, disse, em nota, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven.

O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, também afirmou que é uma notícia muito triste para o esporte e para o movimento paralímpico. “Nossos corações e preces estão com a família e colegas de Bahman e com todo o povo do Irã”, disse.

A bandeira iraniana está hasteada a meio mastro na Vila Paralímpica. A bandeira paralímpica também ficará a meio mastro na Vila e no Riocentro amanhã (18), quando o Irã disputará a medalha de ouro com a Bósnia e Herzegovina no vôlei sentado masculino. Durante a cerimônia de encerramento, será feito um minuto de silêncio.

As investigações sobre o acidente já foram iniciadas. Esta havia sido a segunda competição de Golbarnezhad nos Jogos Paralímpicos do Rio. Na quarta-feira (14), ele participou da classificação para prova de ciclismo de estrada C4-5. Ele também participou da Paralimpíada de Londres, em 2012.

Fonte: Veja

Dezenas de recordes - 17/09/2016 às 13h54

Atletas paralímpicos rejeitam rótulo de super-humanos e de exemplos de superação

Desde o início da Paralimpíada, dezenas de recordes foram quebrados e o público pôde ver performances incríveis em quadras, pistas e piscinas. Ainda na cerimônia de abertura dos Jogos, no dia 7, o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, fez um discurso em exaltação aos atletas. Empolgado, Nuzman utilizou os adjetivos “super-humanos” e “heróis” referindo-se àqueles que competiriam a partir do dia seguinte. Ainda que bem-intencionado, o elogio de Nuzman não encontra respaldo nos próprios atletas, que rejeitam rótulos e querem ser vistos como esportistas de alto rendimento.

Os atletas do paradesporto têm uma rotina puxada, com horas diárias de treinos, musculação e fisioterapia, e buscam sempre o limite da sua performance. Essa performance foi vista no Rio nos últimos dias, com várias quebras de recordes mundiais e paralímpicos na natação e no atletismo, por exemplo. Durante toda a Paralimpíada, que chegou à reta final, esse desempenho foi traduzido por parte da mídia e da sociedade como um exemplo de superação de pessoas que vencem diariamente os obstáculos da deficiência física ou mental.

“Nossas dificuldades a gente já superou no passado. Hoje, estamos acostumados com a nossa lesão, adaptados. Nós somos atletas de alto rendimento”, diz Guilherme Camargo, atleta da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas.

Guilherme sofreu um acidente de carro em 2007 e ficou tetraplégico. Mas isso não é mais um obstáculo para ele. O desafio de agora é vencer as grandes seleções do mundo na modalidade, como da Austrália, Canadá e Estados Unidos. “A gente quer que o esporte paralímpico seja visto como esporte de alto rendimento, é o que a gente mais deseja. A gente trabalha para isso, treina tanto quanto os atletas olímpicos”, diz.

André Brasil, um dos grandes nomes da natação brasileira, acredita que a realização dos Jogos Paralímpicos no Brasil seja um momento de oportunidade para mostrar que os competidores de paralimpíadas e olimpíadas são atletas e querem ser vistos como tal. “Muitas vezes a gente costuma dizer que somos atletas, que nossa vida não é diferente da vida de nenhum outro atleta, seja ele de qualquer modalidade esportiva”, destaca o nadador.

“Qual é a diferença que as pessoas colocam e o medo de se falar sobre a pessoa com deficiência ou o deficiente? É um momento especial que a gente vive no nosso país, de transformação cultural, um momento no qual as pessoas querem entender mais sobre qualquer modalidade adaptada. É a hora que a gente tem para quebrar um pouco disso”, completa André. Na opinião dele, é o momento de mudar a forma como as pessoas encaram as pessoas com deficiência.

“O esporte é saúde, mas o quão bacana seria promover saúde e educação para uma criança, seja ela com ou sem deficiência, e gerar oportunidade? Vamos fugir um pouco dessas terminologias do politicamente correto, do que é certo, do que é errado. Vamos realmente acreditar no que pode ser feito. A gente tem um país grandioso, temos muita coisa a ser feita. Precisamos fazê-las, mais nada”, afirma o nadador.

"Todos somos super”

Rodrigo Massarutt se tornou um atleta paralímpico de esgrima após sofrer um acidente de trânsito que o deixou paraplégico em 2005. Mas a lesão, na opinião dele, não o torna mais especial ou um exemplo diante das outras pessoas. “Eu nem sei como lidar com isso. Eu nunca esperei ser chamado de super-humano. A gente se considera igual a todo mundo. Só que temos a nossa limitação. O meu acidente foi de moto, fui parar numa cadeira de rodas. No começo eu achava que não tinha sentido a minha vida. Mas você vai vendo que o ser humano é adaptável a tudo”, conta Rodrigo.

Para o esgrimista, o problema dele não é mais grave do que os de outras pessoas. Ele se vê como uma pessoa como qualquer outra, com obstáculos a superar. “Só que vivo em cima de uma cadeira de rodas. Eu sou igual a todo mundo. Acho que todas as pessoas são super-humanas. Não considero que só eu seja. Acho que todo mundo tem dificuldade, acho que todos são super-humanos.”

Fonte: Com informações da Agência Brasil

Provas de corrida - 17/09/2016 às 13h52

Atletismo paralímpico se despede do Engenhão em dia com mais medalhas em disputa

O Estádio Olímpico – mais conhecido como Engenhão – recebe, pela última vez, as provas de corrida, saltos, arremessos e lançamentos do atletismo paralímpico. O sábado (17) terá, ao todo, 25 finais. O programa do atletismo será encerrado neste domingo (18), último dia dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, com as disputas da maratona para as classes T12, T46 e T54. As largadas ocorrem no Forte de Copacabana, com os primeiros competidores partindo às 9h.

O Brasil aparece em cinco finais: no arremesso de peso F57, com Thiago Paulino dos Santos, no lançamento de disco F38, com Shirlene Coelho, nos 1.500m T11, com Renata Bazone, nos 400m T47, com Petrúcio Ferreira, e nos 400m T11, com Daniel Silva e Felipe Gomes. O número pode aumentar se Ana Claudia Silva avançar para a final dos 100m T42. A equipe brasileira de atletismo contabiliza, até o momento, oito medalhas de ouro, 11 pratas e dez bronzes, totalizando 29 pódios.

A China lidera, até o momento, o quadro de medalhas no atletismo: são 24 medalhas de ouro, 19 de prata e 11 de bronze – 54, ao todo. Estados Unidos e Grã-Bretanha estão empatados em número de ouros na modalidade – 15 para cada –, mas os norte-americanos aparecem na frente por terem mais pratas (14 contra seis). O Brasil está em quarto lugar na corrida por medalhas no atletismo. Até agora, 183 recordes mundiais ou paralímpicos foram estabelecidos no Rio de Janeiro.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

Com o tempo de 2h13min46s - 17/09/2016 às 13h51

Lauro Cesar Chaman conquista a prata no ciclismo de estrada C4-5

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O brasileiro Lauro Cesar Chaman conquistou hoje (17) a prata no ciclismo de estrada classe C4-5. Com o tempo de 2h13min46s, Chaman ficou atrás apenas do holandes Daniel Abraham, que completou a prova em 2h13m08s. Na última quarta-feira (14), Chaman ficou com bronze na prova de contrarrelógio, na classe C5 do ciclismo.

Na disputa de hoje, a medalha de bronze ficou com o Italiano Andrea Tarlao. O outro brasileiro na prova, o catarinense Selito Gohr, ficou na 14ª colocação com o tempo de 2h24m25s.

Com a prata de Lauro Cesar Chaman, o Brasil tem agora 62 medalhas na Paralimpíada Rio 2016 e está na oitava colocação no quadro geral. São 12 de ouro, 24 de prata e 24 de bronze.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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