Brasileiros consomem mais do dobro da quantidade de sal recomendada
O sal é tão importante na conservação dos alimentos e para o sabor dos mesmos, que já foi utilizado pagamento pelos serviços militares aos romanos, o que deu origem ao termo salário para designar o pagamento a ser recebido por um serviço prestado. Porém, o consumo excessivo de sal é considerado um dos principais fatores de risco para a hipertensão.
Os brasileiros utilizam, em média, 12 gramas de sal diários, mais do dobro da quantidade de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde que é de 5 gramas. As consequências desse hábito se traduz no aumento de hipertensos, onde, um em cada quatro pessoas têm hipertensão, uma doença que está associada a quase metade dos enfartes.
Um acordo feito em 2011, entre o governo e a indústria de alimentos, previa a redução do sódio de 16 classes de alimentos, onde, em uma primeira etapa, ocorreu a redução do sal nas massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Numa segunda etapa, iniciada em outubro de 2011, a redução ocorreu em salgadinhos de milho, batatas fritas, bolos, misturas para bolo, maionese, bolachas e biscoitos.
A última fase, iniciada em novembro de 2013, teve como alvo, a redução de sal em empanados, hambúrguer, linguiças cozida, resfriada e frescal, mortadela, presuntaria, muçarela, requeijão cremoso, salsicha e sopas individuais.
O levantamento feito pelo ministério mostra que 94,5% das 22 empresas produtoras de margarinas, cereais matinais, caldos e temperos prontos cumpriram o acordo de redução do mineral, e isto já representa uma redução de 14 mil toneladas de sal, metade da meta proposta para 2020, que é a redução de 28,5 mil toneladas.
É um avanço, porém, a meta ainda é modesta, considerando que, pelos nossos cálculos, o consumo diário de sal no país chega a 864 mil toneladas ano, quando o ideal deveria ser de 360 mil toneladas.
Fonte: Com informações de Lígia Formenti, do "Estado de São Paulo"








