Pesticidas e diabetes -

Alimentação nem sempre saudável

São diversos os fatores que se relacionam ao diabetes na vida adulta, destacando-se geralmente as dietas ricas em gorduras e açucares, muitas vezes associados ao sedentarismo, o que cria uma condição propícia para o desenvolvimento da resistência à insulina produzida pelo organismo, o que dificulta a absorção da glicose pelas células, mantendo níveis elevados de açúcar na circulação sanguínea.

Um dos primeiros aconselhamentos as pessoas que apresentam intolerância a glicose, ou seja, que mantém valores entre 110 e 125 mg/dL, mesmo após oito horas em jejum, é a adoção de medidas ditas não farmacológicas, que seriam: o consumo de alimentos mais saudáveis e a adoção de atividades físicas regulares.

Porém, mesmo alimentos saudáveis, como peixes e vegetais, podem ocultar um vilão pouco conhecido: pesticidas e outros compostos químicos que persistem por anos no solo e no organismo de animais.

Dados divulgados na semana passada no encontro da Associação Europeia para o Estudo de Diabetes, em Estocolmo, após a análise de 21 pesquisas que estudaram a relação entre os pesticidas e o diabetes em mais de 66 mil indivíduos de diversos países, apontaram que pesticidas e outros compostos químicos que persistem por anos no solo e no organismo de animais e podem aumentar as chances de desenvolvimento de todos os tipos da síndrome metabólica em 61%.

Embora os artigos analisados não expliquem o mecanismo que pode ligar os pesticidas à doença, existem diversos trabalhos experimentais, com animais e em testes in vitro, que também mostram que os pesticidas podem estimular a resistência à insulina, o que levaria neste estudos, ao desenvolvimento do diabetes tipo 2, com um aumento de incidência de até 64%.

Fonte: Correio Braziliense

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