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Muita história para contar - 14/04/2014 às 06h53

Ex-BBB Vanessa conta que já provou todos os tipos de drogas e muito mais!

Ativista transferiu todo sentimento de ternura que conseguiu preservar para os animais

Galaxy
Kangaço
ARTE CONSTRUÇÕES

Dona de uma bolada de R$ 1,5 milhão, a vencedora do “Big Brother Brasil 14”, Vanessa Mesquita, de 28 anos, quase não sobreviveu para conquistar o tão disputado prêmio. Não fosse a intuição da mãe, a professora de Matemática Solange Mesquita, de 49, a história da nova milionária poderia ter sido bem diferente.

Após escapar dos tiros que mataram seu pai quando ela tinha apenas 9 anos, e experimentar drogas como cocaína e êxtase, a ativista transferiu todo sentimento de ternura que conseguiu preservar para os animais. Paixão que adquiriu com ele e que a ajudou a ganhar o reality. Sem intenções de casar ou ter filhos, a modelo quer dedicar a vida aos seus melhores amigos.

— Meu pai gostava muito de bicho. Se visse cachorro na rua, pegava. Ele me deu um galo, o Zé, que morreu de velhice. Tinha também uma galinha, que fugiu, e um coelho. Quando meu pai morreu, aos 30 anos, minha mãe deu os nossos cachorros e fiquei doente — lembra a loura.

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O pai de Vanessa, Edmilson Mesquita, era considerado o maior traficante de Pirituba (zona oeste de São Paulo) e viciado em drogas. Mas, mesmo separado da mãe de Vanessa, desde quando ela tinha 7 anos, ele não deixava de dar atenção à filha.

— Era um péssimo marido, mas um pai como ninguém — frisa Solange.

Daquela época, a ex-sister guarda a lembrança de um dos mais tristes dias de sua vida.
— Meu pai foi assassinado num assalto, mas tinha uns rolos também. Era para eu estar junto. Foi bem violento. Ele ia me pegar em casa, mas minha mãe não deixou, ficava implicando de eu sair com ele. Meu pai era da pá virada. Conseguiu ter muito dinheiro e perder. Num dia tinha tudo, no outro nada. Essa é a vida desse tipo de gente. Mas ele era muito carinhoso comigo — lembra Vanessa, que tatuou uma estrela no pescoço em homenagem ao pai.

Sozinha com a mãe, que casou novamente dez anos depois, não demorou muito para a paulista externar o que teve de suportar desde cedo. Aos 15 anos, começou a ouvir rock’n’roll, pintou o cabelo de azul e se encheu de piercings. Ainda na adolescência, conheceu drogas pesadas ao som da primeira banda que passou a admirar, os californianos do Red Hot Chilli Peppers, conhecidos pelos problemas com entorpecentes.

— Já experimentei tudo quanto é tipo de droga: maconha, êxtase, cocaína... A maconha nem me deu onda. Senti sono e fome. E foi só uma vez — pontua a roqueira, sob os olhos atentos da mãe: — Sempre contei absolutamente tudo para ela. É minha melhor amiga.
Talvez por ter visto a filha única passar por tantos percalços, a professora nunca se assustou com o comportamento de Vanessa, nem mesmo quando a jovem, então com 23 anos, contou “ter feito tudo” com meninas.

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— Não tive nenhum problema. Só não ficava levando namoradas para casa. Não ia ficar desrespeitando ninguém na família. Para a minha avó, não é normal — explica a modelo, que não quer, no entanto, virar ícone da bandeira gay: — Para mim é normal. Quero levantar bandeira a favor dos animais, pela questão dos maus-tratos. Os melhores amigos da minha mãe são gays, meu tio também é.

Mas, se a loura optou por não levantar voz pela causa homossexual, deixa claro um desejo de renovação:

— Tem que ter beijo gay nas novelas. As pessoas se identificam muito com os personagens. Eles têm que representar a vida real. Minha mãe até me chamava de Valdirene (personagem de Tatá Werneck em “Amor à vida”), porque sou atrapalhada. Não tem que proibir. As pessoas têm que abrir a mente e parar de olhar para o lado. Torço muito pela felicidade alheia. Gente feliz não me enche o saco!

Falando em interpretação, Vanessa foi constantemente acusada de forçar o relacionamento com Clara dentro do programa, já que as duas só se beijavam em festas e a stripper parecia estar muito mais envolvida:

— Meus ex-casos falavam a mesma coisa. Sempre reclamavam que eu não era carinhosa. Até brincava dizendo que ia fazer terapia. Acho que todo carinho que tenho transfiro para os meus cachorros. Nem gosto de dormir junto. Sou muito chata. Sou o homem da relação.

Se a filha é o feminino ou o masculino na intimidade, para Solange pouco importa.

Considerada uma mãe de mente aberta, que “soltava e puxava, brigava e batia muito”, a professora só acha libertário demais uma terceira opção na vida de Vanessa. Ao sair do reality, Clara, casada há três anos e mãe de um menino, Max, de 1 ano, pediu, em rede nacional, que o companheiro aceitasse a parceira em suas vidas.

— Isso não existe, né? — revolta-se a mãe de Vanessa.

A campeã ri e considera o pedido um gracejo da ex-sister.

— Fora de cogitação. Não tenho interesse. Clarinha falou brincando. Eu nem conheço Fabian. A gente pode conversar, mas não é assim. Somos amigas. Nem parei para pensar sobre nós também. Estou deixando rolar, como no “BBB”. Sem rótulo e sem pressão — pontua Vanessa, que posou com a namorada de confinamento num ensaio sensual, mas sequer pensa em abrir o coração: — Dia desses, um homem me deu um bilhete num restaurante, mas sabe quando você tem preguiça de conhecer alguém? Não me imagino casada ou com filho.

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A mãe de Clara, a administradora Rosângela Duboviski, de 48 anos, também não leva a sério a relação das duas.

— O que rolou foi na casa. Lá dentro é muito lúdico. Depois, cada uma volta para sua realidade. Clara tem uma família e somos muito tradicionais. Ela tem toda a vida de uma pessoa comum e isso fala mais forte. Dizer que vão viver os três juntos não passou de uma brincadeira. Isso não tem a menor possibilidade. Conhecendo Clara, sei que está fora de cogitação. Mas se rolar, paciência. Muitas vezes não concordo com as coisas que ela faz — diz Rosângela, lamentando uma possível falta de vontade de Solange de conhecê-la: —Tentei marcar três vezes e senti que ela não queria me encontrar.

Um dos interessados na história, o empresário francês Fabian Aguilar, de 33 anos, se limita a dizer que deseja toda sorte do mundo para a mulher:

— Quero me dedicar ao Max e deixar Clara ser feliz.

Já a stripper diz que a única certeza que tem é a de querer a parceira sempre ao seu lado.
— Não quero perder Vanessa na minha vida, e também quero o meu marido por perto. Independentemente do que acontecer, quero que os fãs respeitem a minha decisão porque o meu marido vai ser sempre uma pessoa importante, o pai do meu filho — destaca a loura.

As integrantes da torcida Clanessa, que votaram com afinco nos paredões e deram o título à ativista, garantem que atenderão a vontade de suas musas:

— Nossa maior torcida é que elas sejam felizes, mas claro que, como fãs, queremos o casal junto. E a maioria não vê com bons olhos o triângulo amoroso! — diz a criadora da página Clanessa Aguilar Mesquita, no Facebook, Fabyenne Barbosa, de 26 anos.
Ainda sem saber quando receberá o prêmio para, enfim, comprar uma chácara para abrigar e cuidar de animais abandonados e carentes, Vanessa não quer saber de deixar de trabalhar e comemora os convites.

— Ainda mais agora, que os cachês são bem maiores! — celebra a modelo, que espera por propostas para posar nua: — Nunca foi um sonho, mas faria. Provavelmente com Clara. Quero ajudar no cachê dela.

Preparada para mostrar as curvas a loura já está! De volta à dieta sem carne e com muita batata-doce, a ex-sister, sete quilos mais magra do que quando entrou no reality (ela está com 55kg), pensa apenas em ganhar mais 3kg de massa magra, já que está satisfeita com as curvas e o silicone, nos seios:

— Coloquei com 19 anos e com 23. Não tinha nada. Na primeira consulta morri de vergonha. O médico disse que um era maior que o outro. Coloquei logo 320ml e parcelei tudo!

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Fonte: Com informações do EXTRA

Publicado Por: Amanda Nascimento

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