Controle populacional -

Mutirão de castração gratuita beneficia 150 animais

No primeiro mutirão de castração gratuita promovida por Mônica Gabriel, protetora conhecida como Mônica Amiga dos Animais, realizado no último domingo (18) na cidade de Sorocaba, foram operados 45 gatos e 105 cachorros. O evento, ocorrido no Posto Tívoli, aconteceu por meio do Instituto Nacional de Proteção Animal e Meio Ambiente Cães e Gatos (Inpamacg), com sede em Cotia, mantido pelo empresário Carlos Ferreira e que disponibiliza o micro-ônibus equipado para as cirurgias, e o voluntariado de sete veterinários chefiados pelo veterinário Ricardo Almeida, de Mairinque.

Participaram do mutirão todos os 150 animais inscritos até o dia 26 de abril. De acordo com o veterinário Ricardo de Almeida, a castração é indicada para o controle populacional, além do que o procedimento, que é bastante simples, torna-se benéfico para a saúde do animal. Como exemplo ele citou que uma cadela, castrada antes do primeiro cio, o que equivale a seis meses de vida, reduz até 95% a possibilidade de desenvolver câncer de mama.

O veterinário também destacou que pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é de que cada dez habitantes tenham um gato ou um cachorro. Em Sorocaba, a recomendação está longe de ser cumprida: num levantamento feito por Almeida, o resultado foi o de cinco animais para cada dez habitantes. Isso no entanto, de acordo com a protetora Mônica Gabriel, é reflexo dos abandonos por parte dos tutores dos animais, bem como a falta de conscientização quanto à posse responsável, que prevê manter os animais dentro da casa, e castrados.

Ainda de acordo com o veterinário, a castração móvel é o modo ideal para se atingir a conscientização sobre a necessidade da castração, considerando que pessoas carentes, mesmo que consigam o procedimento cirúrgico gratuito, não têm condições de transportar os animais para levá-los nas clínicas. Dono de uma clínica em Mairinque, Ricardo de Almeida disse ainda que veterinários de clínicas particulares podem aderir aos mutirões sem medo de perderem clientela: "o movimento na minha clínica triplicou, pois minha participação em mutirões fez com que a clínica ficasse popular".

Os donos dos animais receberam receita prescrevendo medicação para inibir dor e infecções, além das recomendações para manter o animal em repouso (evitar esforços intensos) por pelo menos três dias, sem necessidade de isolá-los, caso hajam outros animais na residência. Nas receitas, os proprietários também tinham um telefone 0800 e o nome de um veterinário de sobreaviso para a semana, em caso de algum problema pós-operatório.

Entre os animais castrados estava a cadela Pulguenta, resgatada há menos de um mês pela promotora de eventos Camila Machado, que tem ainda na casa mais três cães e seis gatos. "A cachorra foi abandonada na rua pela sua dona que se mudou, e estava até com pneumonia, mas agora, apesar de magrinha, já está se recuperando", festejou Camila.

Além dos veterinários voluntários e o ônibus equipado cedido pelo empresário Carlos Ferreira, a protetora Mônica Gabriel e o ativista em prol dos animais Danilo Balas, tiveram também o apoio do proprietário do Posto Tívoli, Aldano Pedro Biazoto Fortevize, que cedeu as dependências também para o mutirão, uma vez que o local é cedido constantemente para eventos de adoção. A protetora também salientou o apoio do jornal Cruzeiro do Sul na divulgação do evento, por meio da coluna Mon Petit.

Fonte: Com Informações do Cruzeiro do Sul

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