Sofreu atraso · 14/01/2022 - 16h02

Questões logísticas atrasaram envio de vacinas a estados, diz ministério


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A entrega de vacinas pediátricas contra Covid-19 aos estados sofreu atraso em relação ao cronograma original divulgado pelo Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, a mudança ocorreu por questões logísticas envolvendo alterações de voos e o processo de liberação dos imunizantes, que exige a análise pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde). As informações são do R7

Em nota, o ministério informou que normalmente o processo de entrega leva de 5 a 9 dias e que todas as doses serão encaminhadas e chegarão aos seus destinos em menos de 48 horas após a chegada ao Centro de Distribuição, em Guarulhos.

“A distribuição começou na madrugada desta sexta-feira (14) e as vacinas estão a caminho dos estados. Mudanças pontuais na logística dos voos não vão afetar o início da vacinação pediátrica, que dependem ainda do controle de qualidade dos órgãos competentes.”

O diretor do DLOG (Departamento de Logística em Saúde), Ridauto Lucio Fernandes, disse que 12 dos 26 voos sofreram alterações. “De ontem para hoje os voos foram sendo alterados, cancelados, trocados pelas empresas. Tivemos 12 voos originalmente previstos que não puderam ter as cargas embarcadas ou simplesmente não partiram.”

O caso mais problemático relatado pelo diretor foi o do Piauí. Segundo ele, o voo foi cancelado porque a tripulação que seguiria com a aeronave foi diagnosticada com Covid-19.

Procurada pelo R7, a Latam, responsável pelo transporte aéreo de todo o lote de vacinas pediátricas recebidas nesta quinta (13), não confirmou se houve alteração no voo para Teresina, capital do Piauí, por casos de Covid entre a tripulação. “As mudanças foram em decorrência do recebimento das cargas pela Latam”, respondeu a companhia.

O atraso médio estimado nos outros voos alterados foi de cerca de cinco horas. “O último estado receberia com 36 horas após chegar no Brasil, e estamos trabalhando com 42 horas. A intenção é que tenhamos todas as vacinas entregues hoje”, declarou Fernandes.

"As questões logísticas em alguns momentos dificultam que as entregas possam ser feitas com a instantaneidade que se espera. Existe uma expectativa muito grande de que uma vez que a vacina chegue em território nacional, minutos depois já possa ser aplicada no braço do brasileiro. Não é bem assim que funciona". 

Mesmo com os atrasos, o diretor frisou que o país reduziu os prazos de repasse das vacinas aos estados ao longo dos meses. Ele disse isso se dava por "uma série de fatores técnicos impeditivos como, por exemplo, o controle de temperatura".

Segundo Fernandes, essas questões foram alinhadas ao longo do tempo, por isso a própria Pfizer passou a fazer o controle de temperatura. “Ela tem que entregar as vacinas tendo garantido que, em todo trajeto, a temperatura dessa vacina não ultrapassou a faixa prevista.”

Anteriormente a Anvisa exigia a retenção de todo o lote, quando havia divergência de informação. Agora, isso acontece somente com a caixa que sofreu alteração. “Isso tudo foi azeitando, permitindo que o processo fosse ficando cada vez mais ágil”, disse o diretor. Ele afirmou que o período para repassar os insumos aos estados foi reduzido para questão de horas.

A própria avaliação das vacinas tem se tornado mais célere, disse Fernandes. "O INCQS tem conseguido fazer a análise em prazos cada vez mais curtos, com dois dias, às vezes com um. Este lote que chegou ontem já temos a informação que nas próximas horas teremos um resultado dessa análise oficialmente passados ao ministério.”

A aprovação do instituto é obrigatória para atestar se o princípio ativo está presente e se a vacina condiz com a aprovada pela Anvisa.

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