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Jogo · 11/05/2021 - 15h35

New World mistura combate dinâmico e sandbox ao gênero MMO

Acompanhamos uma das expedições do jogo


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New World é um jogo do Amazon Game Studios que promete entregar a magia de jogar um MMO com os amigos aliada a combate dinâmico, tudo isso situado em um universo que mistura realismo com elementos místicos e com um mundo inteiro para explorar. As informações são do Jovem Nerd.

Único representante dos três projetos anunciados pela empresa durante a TwitchCon 2016 — os outros dois, Breakaway e Crucible, foram cancelados –, o game tem muitos desafios pela frente não apenas na questão de desenvolvimento, mas também para encontrar seu público.

Em uma apresentação hands-off, ou seja, sem teste direto de gameplay, pudemos ver como o jogo está se saindo e também participamos de uma mesa redonda para conhecer o foco atual da equipe de desenvolvimento e entender como New World pretende se diferenciar dos demais sem perder a essência do que o torna um MMO.

Acompanhando a experiência de outras pessoas, foi interessante observar a riqueza de detalhes e o visual do jogo, que pareceu bem bonito em um primeiro contato. Abandonando mecânicas que vemos em World of Warcraft e Final Fantasy XIV, o game aposta em um combate de RPG de ação, além de não ter um sistema de classes tradicional e de apresentar um mundo sandbox para ser explorado por quem se aventurar por ele.

Mike Willette, produtor sênior do game, afirma que este aspecto sandbox é um dos principais diferenciais do título. A ideia é soltar os jogadores no mapa e deixá-los coletando recursos para forjar suas próprias armas e equipamentos através de um sistema de criação robusto. Willette e Scot Lane, diretor do jogo, enfatizaram que o sistema em questão foi retrabalhado ao longo do último ano, após o adiamento.

Já Charles Bradbury, diretor de arte, espera conquistar jogadores com a mistura de mundo real e fantasia vista em New World, primeiro despertando a curiosidade do público e, depois, apresentando a história do game. A princípio, a narrativa será contada majoritariamente dentro do jogo, através de conteúdos no mundo, expedições e mais.

As expedições funcionam como masmorras tradicionais em outros MMORPGs: um desafio instanciado cheio de inimigos fortes e com chefões a serem derrotados. Como já é costume neste gênero, o incentivo para entrar nas expedições é óbvio: itens melhores.

Durante a demonstração pudemos ver a expedição de Amrine, a primeira do jogo. Nela, encontramos fantasmas e zumbis, além de outras criaturas maiores e mais ameaçadoras. Os chefões possuem mecânicas distintas e é preciso prestar atenção para entendê-las, descobrindo assim como derrotá-los. Além das clássicas lutas contra criaturas colossais, as expedições de New World oferecem outros desafios aos jogadores na forma de quebra-cabeças para resolver enquanto avança na masmorra.

Adiado de seu lançamento de 2020, a equipe usou este tempo para aperfeiçoar os estágios mais avançados do jogo, acrescentando conteúdos PvPvE (jogadores lutam entre si ao mesmo tempo em que precisam vencer algum desafio do cenário), a inclusão de mais áreas para explorar após investir horas e horas no game e melhorias na jogabilidade, como a opção de viagem rápida e pesca.

Para isso, o Amazon Game Studios contou com a ajuda dos próprios jogadores, que participaram de um período de prévia do título e puderam compartilhar suas experiências e opiniões sobre ele diretamente com os desenvolvedores.

Depois de dar uma pequena espiada no “novo mundo” prometido por New World, estou curiosa para ver como serão os próximos passos. As ideias estão lá e são boas, mas serão o necessário para cativar um público cada vez mais focado em partidas rápidas e progressão instantânea; ou serão capazes de seduzir os jogadores de MMOs clássicos e tirá-los de seus títulos de coração? Só o tempo dirá.

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