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No topo! · 29/11/2020 - 12h10 | Última atualização em 29/11/2020 - 12h21

‘Contágio’ | Filme sobre pandemia é mais atual do que há 9 anos

O filme Contágio (2011), de Steven Soderbergh, voltou ao topo como um dos mais vistos na plataforma iTunes


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O Coronavírus é uma preocupação global. Além do home office para muitos, as pessoas têm como uma das distrações assistir a filmes e séries das mais variadas formas. E uma curiosidade ocorreu logo no início do surto, lá quando ninguém imaginava a proporção que tomaria: o filme Contágio (2011), de Steven Soderbergh, voltou ao topo como um dos mais vistos na plataforma iTunes.

Ironicamente, o filme fez sua estreia mundial no Festival de Veneza, na Itália, no dia 3 de setembro de 2011. Nos EUA, o longa estreava seis dias depois. No Brasil, a primeira exibição foi durante o Festival do Rio, em 6 de outubro do mesmo ano, e a estreia em circuito ocorreu no dia 28 do mesmo mês.

Assim como havia feito em Traffic (2000) – filme vencedor de 4 Oscar -, Steven Soderbergh aborda um problema bem real, focando em diferentes subtramas que descortinam novos olhares sobre o tema. Ao invés das drogas ilícitas, o foco é uma pandemia mundial. Soderbergh é um dos cineastas norte-americanos mais prestigiados da história da sétima arte. Oriundo do cinema independente, logo em seu primeiro longa, viu seu nome se tornar sinônimo de sucesso com Sexo, Mentiras e Videotape (1989), saindo com a indicação ao Oscar de melhor roteiro original. Depois disso, recebeu uma honraria dividida apenas com o icônico Michael Curtiz (Casablanca) em toda a história dos prêmios da Academia (datando de 1929); foi indicado como melhor diretor duas vezes no mesmo ano: por Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento e Traffic, ambos de 2000. E o único a vencer por uma das duas (Traffic), já que Curtiz saiu de mãos abanando da dupla indicação por Anjos de Cara Suja e Quatro Filhas, ambos de 1938.

É perturbador assistir a Contágio hoje, no meio do furacão do Coronavírus. É ver de forma premonitória há 9 anos, exatamente o que estamos vivendo hoje. O filme vai até mais longe, e mostra as consequências de uma epidemia difícil de ser contida e reflexo social de uma população assustada e paranoica. Os efeitos negativos que isso causaria.

Na trama, assim como na realidade, o vírus sai da China, e é levado aos EUA através da personagem de Gwyneth Paltrow (vencedora do Oscar por Shakespeare Apaixonado, 1999) – insira sua piada aqui. O papel, aliás, quase ficou nas mãos de outra vencedora do Oscar, Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante, 2002). Contágio é repleto de astros participando das subtramas, muitos não dividindo a cena, mas dando o peso e credibilidade a este drama desesperador. São cinco vencedores do Oscar, além de Paltrow e o diretor Soderbergh, Matt Damon (Gênio Indomável), Kate Winslet (O Leitor) e Marion Cotillard (Piaf); e outros cinco indicados: Laurence Fishburne (Tina), Elliott Gould (Bob, Carol, Ted & Alice), John Hawkes (Inverno da Alma), Jude Law (O Talentoso Ripley e Cold Mountain) e Bryan Cranston (Trumbo).

Por falar em O Talentoso Ripley (1999), Contágio marca a reunião no elenco dos três protagonistas de tal suspense, com Damon, Law e Paltrow, apesar de pouco ou quase nada contracenarem aqui. Não existe um protagonista definido no filme, este é o que podemos chamar de ensemble cast – um elenco onde todos são peças importantes para a construção da narrativa. O personagem de Damon, por exemplo, representa a visão do homem comum que se encontra no meio do turbilhão e serve como nossos olhos perante a um evento desta magnitude. Ele faz o que pode para poupar a vida da filha adolescente, mesmo que esta não compreenda totalmente a dimensão, após ter perdido a esposa e o filho pequeno.


Fonte: Cine POP

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