Exclusivo para entregadores · 27/06/2022 - 07h46

IFood lança moto elétrica que reduz até 70% dos custos em manutenção


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Com o objetivo de atingir a meta de operar com, pelo menos, metade das entregas de deliveries utilizando modais sustentáveis e não poluentes, o iFood lança a primeira moto elétrica exclusiva para entregadores do mundo. O modal, desenvolvido em parceria com a montadora brasileira Voltz, chega para somar às estratégias da foodtech de ser neutra na emissão de carbono, até 2025. As informações são do Metrópoles.

    Divulgação/iFood

O modelo EVS Work iFood está disponível, por enquanto, apenas na capital paulista. A moto elétrica recarregável tem autonomia de 180 km rodando com duas baterias removíveis, o que permite uma ampla circulação pelos bairros de São Paulo. A velocidade máxima é de 85 km/h, pensando na segurança dos entregadores parceiros.

Silencioso, o veículo tem atrativos como a redução nos custos com combustível e manutenção, considerando que o veículo não tem óleo, filtro, vela e não precisa de gasolina, a economia para o entregador pode chegar a 70% quando comparado a uma moto convencional.

A moto elétrica do iFood também conta com um aplicativo exclusivo que permite acompanhar a carga e o desempenho da bateria, conferir o número de ciclos feitos, além de um dispositivo de segurança que, quando acionado no modo anti-roubo, trava os pneus.

Redução de CO2

A EVS Work iFood foi pensada para atender às necessidades de quem faz as entregas por delivery e precisa rodar muito nos centros urbanos, porém de uma forma mais sustentável, evitando a emissão de gás carbônico na atmosfera. Assim como as bicicletas elétricas, a iniciativa busca estimular, cada vez mais, o uso de modais limpos nas grandes cidades.

“Em março de 2021, lançamos o iFood Regenera, compromisso público que envolve diversas ações sustentáveis ao meio ambiente. Com o projeto, buscamos atingir, até 2025, 50% de entregas com modais limpos, além de neutralizar antecipadamente a emissão de CO2 das entregas – que já ocorre desde julho de 2021. A moto elétrica, em especial, foi uma iniciativa que une o nosso compromisso de incentivar modais não poluentes e encontrar soluções inovadoras de logística”, aponta o gerente de sustentabilidade do iFood, Alexandre Lima.

A expectativa da foodtech é de colocar em circulação 10 mil motos elétricas até o fim de 2022. Com isso, a empresa avança na meta de zerar a emissão de CO2 nas suas operações. Estima-se que a circulação desse modal dentro do delivery pode evitar a emissão de até 30 mil toneladas de gás carbônico em um ano.

Desde o lançamento oficial, em 31 de maio, a Voltz vendeu 250 EVS Work iFood e 70 já estão em circulação na cidade de São Paulo. Atualmente, o modelo está disponível somente para compra, porém a empresa estuda a possibilidade de implementar um plano de aluguel, seguindo o exemplo das bicicletas elétricas.

Crédito de carbono também está nos planos de evolução no projeto de moto elétrica do iFood. A companhia está testando um formato de milhas sustentáveis através de uma plataforma que rastreia quanto o entregador circulou com modal limpo, a quilometragem gera retorno financeiro, retirado em dinheiro e aumentando os ganhos dos entregadores.

Facilidade na compra

Com o intuito de deixar o modal acessível aos entregadores, o iFood firmou parcerias que permitem a venda da moto elétrica a um preço abaixo do mercado. Os interessados podem adquirir a EVS Work iFood, no primeiro lote, pelo valor de R$ 9.999,90. Para facilitar o pagamento, o Banco BV está oferecendo uma linha de financiamento diferenciada, além de um subsídio de R$ 2 mil para as primeiras 300 motos adquiridas pela instituição.

De acordo com a foodtech, o custo reduzido só foi possível devido ao modelo de baterias compartilhadas. Nesse formato, a moto elétrica é vendida sem a bateria fixa e com um plano de assinatura de bateria compartilhada que varia conforme a quilometragem rodada no mês. O usuário terá acesso a pontos de troca rápida de recarga disponibilizados em dezenas de estações, localizadas em postos da rede Ipiranga, na capital paulista.

No entanto, também será possível recarregar a bateria em casa, pois a moto vem com um carregador que pode ser utilizado em qualquer tomada. O tempo até a carga total é de aproximadamente 5 horas.

Para adquirir a EVS Work iFood é preciso estar ativo na base do iFood há pelo menos 3 meses, ter feito no mínimo de 1.767 rotas e recebido uma boa avaliação dos clientes — acima de 92,6% de likes. A moto tem garantia de dois anos.

Bateria compartilhada

O sistema de compartilhamento de baterias das motos elétricas do iFood funciona com plano de assinatura que varia de R$ 129 (para quem roda até 2 mil km) a R$ 319 (para quilometragem e trocas ilimitadas) por mês. A troca das baterias ocorre nas estações disponíveis nos postos parceiros da rede Ipiranga. O entregador deixa as baterias descarregadas e pega outra com a carga total.

Para atender toda a demanda e dar mais comodidade aos usuários, serão instaladas 100 estações de troca rápida de bateria nos bairros da Lapa, República, Consolação, Pinheiros, Jardins, Paulista, Aclimação, Paulista, Moema, Itaim Bibi, entre outros.

No momento, o serviço está sendo oferecido apenas na rede Ipiranga. Porém, a ideia é expandir o atendimento também para HUBs do iFood e em restaurantes parceiros. De acordo com Alexandre Lima, a foodtech está estudando a ampliação do projeto para outras capitais do país.

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Foco na inclusão social · 21/06/2022 - 17h39 | Última atualização em 21/06/2022 - 18h05

Google vai distribuir 500 mil bolsas para formação de jovens


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O Google anunciou que vai distribuir 500 mil bolsas de estudo para formação de jovens em áreas de atuação muito solicitados pelo mercado de trabalho até 2026. Segundo a empresa, as bolsas serão voltadas para formação de profissionais de suporte na área de Tecnologia da Informação (TI), análise de dados, gerenciamento de projetos e design UX - experiência do usuário. As informações são do SBT News.

    Fernando Frazão/Agência Brasil

Além disso, o Google pretende destinar cerca de duas mil dessas bolsas para pessoas que se declaram transexuais. Está medida pretende favorecer a inclusão social deste grupo no mercado de trabalho. Jovens que não estão estudando também poderão concorrer a estás vaga. Todos os cursos estão na plataforma de educação da Coursera, que reúne mais de 800 horas de aulas, considerando todos os títulos com certificação, para preparar os estudantes para o mercado de trabalho.

Empregabilidade Trans

Para o Google, o Brasil aprendeu muito com a inserção de pessoas trans na mídia e na cultura por conta do respeito que o país adotou com relação ao uso de pronomes e o direito de uso destes. Ainda segundo a empresa, é estimado que 90% da população transexual do país viva do mercado informal como única possibilidade de renda e que+ Metade dos LGBTs não se assume no trabalho por medo de preconceito.

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O japonês que gastou 2 milhões de ienes (equivalente a R$ 75,9 mil) para realizar o sonho de "se transformar em um cachorro" vem documentando o uso da fantasia hiper-realista em seu canal do YouTube e, entre os conteúdos, vem relatando as dificuldades de adaptação à "vida animal" para questão bem simples em sua "forma humana".

Entre os problemas mais engraçados, destacados na plataforma, "Toco", como é conhecido o artista, mostra, na prática, o trabalho que tem para subir no sofá de casa.

Nas imagens, é possível ver o homem vestido de cachorro passando pouco mais de um minuto se mexendo para tentar subir no pequeno sofá, até, finalmente, conseguir. O vídeo foi visto quase 10 mil vezes em poucos dias de publicação.

Os seguidores interagem com Toco por meio dos comentários e, enquanto há quem diga que o homem-cão precisa de um sofá maior, outros tentam dar dicas das melhores formas de fazer uso do móvel e subir sem problemas no móvel.

Apaixonado por cães, Toco decidiu se transformar em um animal da raça collie com uma encomendou uma fantasia personalizada da Zeppet Workshop, famoso estúdio japonês de arte e modelagem.

O traje de collie para Toco levou pelo menos 40 dias para ficar pronto e custou o equivalente a R$ 75 mil.

A roupa apresenta um nível fora do comum de detalhes realistas e pele sintética para aumentar ainda mais a semelhança com o cão. Além disso, as características físicas dessa raça, como as tonalidades fortes de sua pelagem e sua estrutura, ajudam a camuflar completamente o corpo humano que veste a fantasia, o que permite a Toco convencer as pessoas ao redor de que a criatura é realmente um animal.

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Tenha mais segurança · 27/05/2022 - 09h01

Fez um Pix errado? Saiba como recuperar o dinheiro


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Desde o lançamento do Pix em outubro de 2020 pelo Banco Central, fazer transferências bancárias ficou mais fácil, além de gratuito. No entanto, é preciso atenção na hora de preencher os dados para não fazer um Pix errado. 

Foi o que aconteceu com Camila de Oliveira Moura de Brasília, durante uma viagem à praia. Ela se interessou por um chapéu que estava à venda, mas quando fez o pagamento via Pix, percebeu que algo estava errado.

“O chapéu era R$ 35 e eu fiz um Pix de R$ 535, porque eu estava conversando, distraída. No momento seguinte, quando eu fui atualizar o aplicativo no banco para ver se tinha descontado os R$ 35, eu vi que tinha descontado e ainda tirado [a mais], porque não tinha o valor todo. Minha conta ficou no vermelho. Na hora, eu fiquei um pouco desesperada. Mas deu certo. Ela devolveu a diferença e no final deu tudo certo.”

O CEO da Morais Advogados Afonso Morais, especialista em fraudes digitais e recuperação de crédito, explica que para recuperar o valor de um Pix errado é preciso entrar em contato com a pessoa que recebeu o valor indevidamente.

“Em primeiro lugar, deve-se tentar fazer a devolução de forma amigável. Entre em contato com o banco para ele identificar o recebedor e solicitar a imediata devolução do valor. Em ocorrendo a recusa da devolução imediata, deverá o pagador do Pix procurar uma delegacia e fazer o boletim de ocorrência e em seguida entrar com ação no juizado especial para a devolução do valor recebido indevidamente.”

Não devolver o dinheiro que recebeu indevidamente implica em penalidades previstas no artigo 169 do Código Penal. A pena pode variar de pagamento de multa até detenção de um mês a um ano.

“Temos um caso na Jurisprudência de uma emissora de televisão que fez um Pix errado de R$ 338 mil; tentou a devolução amigável e o recebedor disse que não ia devolver porque tinha comprado um imóvel. A TV entrou com uma ação e recebeu o seu dinheiro de volta”, exemplifica Afonso.

Já para quem recebeu o valor indevido, Afonso recomenda devolver o dinheiro imediatamente, seja para a pessoa que fez a transferência ou para o banco que fez a remessa do valor. Segundo o especialista, é dever do recebedor comunicar e fazer a restituição imediatamente, de acordo com o preceito civil do artigo 876: “todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir”.

Cuidados ao fazer um Pix

O especializado em fraudes digitais recomenda alguns cuidados básicos na hora de fazer um pagamento pelo Pix:

“Fazer a digitação com calma, com estivesse preenchendo um cheque. Nunca em local público. Digitar com atenção a chave do Pix, principalmente quando for uma chave aleatória. Após digitar e colocar o valor, verifique com calma o nome do beneficiário e somente depois coloque a senha.”

Mais segurança

No final do ano passado, o Banco Central lançou duas ferramentas para aumentar a segurança das transações pelo Pix: o Bloqueio Cautelar e o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O Bloqueio Cautelar é ativado quando a própria instituição bancária que detém a conta do recebedor suspeita da situação de fraude. Com isso, no ato do crédito na conta, a instituição faz um bloqueio preventivo do recurso por até 72 horas.

Afonso Morais recomenda que ao perceber que fez um Pix errado, o pagador entre imediatamente em contato com o banco para haver este bloqueio.

“No momento seguinte que fez o Pix errado, entre em contato com o banco emissor do Pix, no prazo 30 minutos durante o dia, e à noite durante uma hora, e solicite o bloqueio cautelar. Assim o valor não será transferido nas próximas 72 horas e, se comprovado o erro, será estornado.”

Já o MED é usado nos casos de fundada suspeita de fraude, identificadas pelas próprias instituições ou quando o usuário faz um Pix, mas em seguida se dá conta de que foi vítima de um golpe. Nestes casos, é preciso registrar um boletim de ocorrência e avisar a instituição pelo canal de atendimento.

O banco da vítima vai usar a infraestrutura do Pix para notificar a instituição que está recebendo a transferência, para que os recursos sejam bloqueados. Após o bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisarem o caso e terem certeza de que se trata de uma fraude. Se for comprovada, a instituição de destino da operação devolve o dinheiro para o banco do pagador, que deve efetuar o devido crédito na conta do cliente.



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Fonte: Brasil 61
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    Divulgação/Niantic

A Niantic, desenvolvedora do game Pokémon Go, está lançando um serviço de localização para aplicativos de realidade aumentada. O Visual Positioning System (VPS) busca ancorar experiências de RA em locais físicos. As informações são do Tecmundo.

Além disso, a empresa também demonstrou o Campfire, uma rede social de localização definida como "o metaverso da vida real".

O objetivo do VPS é construir um mapa 3D do mundo, fazendo com que os usuários possam acessar certas localidades e desbloquear experiências virtuais. Para iniciar esse projeto, a Niantic afirmou ter utilizado escaneamentos de "pedaços" do mundo real feitos por desenvolvedores, pesquisadores e jogadores. No total, foram mais de 20.000 locais ativados por VPS em todo o mundo.

Quanto ao Campfire, a rede social visa oferecer um mapa de amigos próximos da sua localização. "Um lugar onde os jogadores podem descobrir outros jogadores em sua área local, enviar mensagens uns aos outros e compartilhar conteúdo, organizar seus próprios eventos e encontros", disse a empresa em comunicado.

 

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    Reprodução Twitter

A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, vai levar ao espaço dois satélites brasileiros. O lançamento está marcado para esta quarta-feira (25/05), às 15h25, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. A Força Aérea Brasileira (FAB) acompanhará o evento de Brasília. As informações são do R7.

Os satélites possuem dimensões de 1 m³ e pesam 100 kg cada. São cinco painéis solares com 3.000 W de potência. Os equipamentos foram batizados de Carcará I e Carcará II.

De acordo com a empresa norte-americana, os satélites-radar de sensoriamento remoto (SRR), que serão lançados por meio do foguete Falcon 9, são de baixa órbita, uma especialidade da SpaceX, e terão capacidade de visualização entre as nuvens, predominantes na Amazônia ocidental na maior parte do tempo.

Os satélites têm maior facilidade para identificar metais com precisão, o que poderá colaborar com a fiscalização de garimpos ilegais. Como as imagens captadas não são processadas em tempo real, os equipamentos serão usados para definir estratégias de inteligência.

O projeto, chamado de Lessonia, consiste na aquisição de uma constelação de satélites de órbita baixa. De emprego dual, visam atender às necessidades operacionais das Forças Armadas, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, bem como de agências governamentais.

O sistema de imageamento do projeto utiliza um sensor ativo de detecção capaz de gerar imagens de altíssima resolução, que podem ser obtidas a qualquer hora do dia ou da noite, independentemente das condições meteorológicas, uma vez que o sinal emitido atravessa as nuvens. Dessa forma é possível realizar o monitoramento continuado de áreas de interesse do Brasil, segundo a FAB.

As imagens captadas serão utilizadas em apoio ao combate ao tráfico de drogas e à mineração ilegal, atualização de produtos cartográficos, determinação da navegabilidade dos rios, visualização de queimadas, monitoramento de desastres naturais, vigilância da Zona Econômica Exclusiva e apoio às operações de vigilância e controle das fronteiras.

"Buscando cumprir plenamente o programa estratégico de sistemas espaciais, no futuro, também está prevista a implantação de um conjunto de satélites, de fabricação nacional, para obtenção de imagens óticas. Ele complementará a capacidade do Ministério da Defesa de imagear o território nacional, atendendo, assim, a todas as demandas", diz a força.

Musk e Bolsonaro

Recentemente, o dono da SpaceX se reuniu com o presidente da República, Jair Bolsonaro. Em encontro realizado na última sexta-feira (20) em um hotel de luxo no interior de São Paulo, Bolsonaro chamou Musk de "mito da liberdade" e disse que o anúncio da compra do Twitter pelo bilionário, suspensa de forma temporária, é um "sopro de esperança".

"O mais importante da presença dele [Elon Musk] é algo que é imaterial. Hoje em dia, poderíamos chamá-lo de mito da liberdade. É aquilo que nos fará falta para qualquer coisa que porventura possamos pensar no futuro", disse o presidente.

"E um exemplo disso, que ele nos deu há poucos dias, quando se anunciou a compra do Twitter, para nós aqui foi como um sopro de esperança", continuou. “O mundo todo passa por pessoas que têm a vontade de roubar a liberdade de todos nós, e a liberdade é a semente do futuro."

Na ocasião, o empresário, que é o homem mais rico do mundo, anunciou que pretende usar seus satélites para conectar 19 mil escolas na Amazônia e monitorar o meio ambiente na região. "Superanimado por estar no Brasil para o lançamento do Starlink para 19.000 escolas desconectadas em áreas rurais e monitoramento ambiental da Amazônia", escreveu Musk nas redes sociais.

A Starlink é uma empresa de tecnologia via satélite de alta velocidade da SpaceX, uma de suas companhias, e possui mais de 2.000 satélites lançados, cobrindo quase todo o planeta.

A vinda de Musk ao Brasil foi costurada por Fábio Faria, ministro das Comunicações. No fim do ano passado, ambos se encontraram para discutir eventual parceria entre a SpaceX e o governo brasileiro para conectar escolas em áreas rurais e fortalecer a proteção da Amazônia.

 

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Novidade para todas as versões · 24/05/2022 - 09h44

WhatsApp está desenvolvendo aba de reações detalhada para álbuns


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Nesta segunda-feira (23/05), o WABetaInfo revelou que a Meta está desenvolvendo uma pequena melhoria para o recém-chegado sistema de reações do WhatsApp. A fonte, especializada em notícias do mensageiro, detalha que o recurso exibirá as reações individuais para cada item nos álbuns de imagens enviados garantindo maior clareza nas conversas. As informações são do Tecmundo.

Embora a novidade tenha sido divulgada através de uma versão para iOS do WhatsApp, é importante ressaltar que solução também chegará para as demais versões do mensageiro, no Android, Web/Desktop e Windows.

Disponibilidade

Até o momento, ainda não há previsão de lançamento para a melhoria no sistema de reações do WhatsApp. No entanto, assim como no desenvolvimento do recurso original, é provável que a novidade não deva demorar para ser implementada no mensageiro.

O sistema de reações chegou ao WhatsApp no começo do mês de maio. A novidade foi distribuída gradativamente para os usuários do aplicativo em todas as plataformas e agora já pode ser usada em tanto em celulares quanto em computadores.

Além da visualização aprimorada para álbuns, o WhatsApp também já trabalha em outras melhorias para a função. Uma das novidades que deve chegar futuramente é o suporte para mais emojis na seleção de reações.

 

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Estar atento às necessidades ambientais é uma das frentes do programa iFood Regenera. Além da redução dos resíduos plásticos, a foodtech tem aliado esforços para minimizar os impactos em relação ao agravamento do efeito estufa. Desde julho de 2021, a empresa se tornou neutra na emissão de CO2 dentro das operações de delivery. Ou seja, quando o pedido chega ao cliente, o gás emitido durante o trajeto já foi compensado. As informações são do Metrópoles.

Normalmente, o processo é inverso. As empresas esperam fechar o balanço do ano para compensar no ano seguinte. Com o pensamento mais à frente, a foodtech desenvolveu um inventário que calcula as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) antecipadamente. Dessa forma, o iFood estima com mais precisão quanto de CO2 é emitido em cada entrega antes mesmo do pedido ser feito.

Para neutralizar a emissão do gás carbônico, o iFood atua em três frentes: compra de créditos de carbono, plantio de mudas de árvore para reflorestamento e incentivo de modais limpos como bicicleta convencional e elétrica, moto elétrica, patinete, drone e robô. A meta é ter 50% dos pedidos entregues em modais não poluentes até 2025.

“Estamos promovendo soluções transformadoras que revertam os impactos socioambientais típicos de uma operação de delivery. Queremos devolver para o meio ambiente mais do que consumimos dele.”

Gustavo Vitti, vice-presidente de Pessoas e Soluções Sustentáveis do iFood

Em 2021, as compras de crédito de carbono para neutralizar as entregas de delivery pelo iFood foram direcionadas a projetos de preservação da Amazônia. Neste ano, a empresa investiu em projetos de incentivo à energia renovável.

Ações no aplicativo 

Com o objetivo de envolver e conscientizar os clientes em relação à compensação de CO2, o iFood tem sinalizado dentro do aplicativo as ações que compõem essa frente. No momento em que o pedido é feito na plataforma, o iFood informa ao consumidor que aquela entrega já foi compensada. Além disso, é possível saber se o entregador está utilizando modais limpos e se o restaurante tem boas práticas em relação ao meio ambiente através do selo de sustentabilidade.

No aplicativo também tem a seção de doação, em que o cliente pode doar uma quantia que será direcionada às ações de plantio de mudas na Mata Atlântica. “Essas ações garantem que o mundo tenha mais florestas e áreas verdes no futuro e, com isso, possamos conter o avanço das mudanças climáticas”, aponta Alexandre Lima, gerente de Sustentabilidade do iFood.

Restauração florestal

De acordo com levantamento do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o Brasil é o 5º país com maior emissão de gás carbônico do mundo, representando 3,2% das emissões globais. Em 2020, foram 2,16 bilhões de toneladas de gases poluentes gerados no território brasileiro. Um crescimento de 9,5% em relação a 2019, quando foi emitido 1,97 bilhão de CO2.

Segundo o estudo, esse é o maior nível de emissão do país desde 2006. Para a SEEG, a alta é impulsionada pelo desmatamento, principalmente, da Amazônia. Com o intuito de ajudar a reverter essa situação, o iFood tem investido em ações de regeneração e restauração florestal, em parceria com a SOS Mata Atlântica.

Em março de 2022, a empresa iniciou o plantio de 30 mil mudas de árvores na área do Instituto Raquel Machado, em Porto Feliz, interior de São Paulo. O local acolhe animais silvestres vítimas de tráfico e maus-tratos. Head de Sustentabilidade do iFood, André Borges explica que a cidade foi escolhida por estar em uma região que historicamente sofre com a falta de água.

“Dessa forma, vamos auxiliar na recuperação da mata das margens dos rios para, assim, melhorar a condição do ciclo hídrico da região”, afirma Borges. A cidade de Marabá Paulista (SP), também recebeu a ação da empresa. No início de maio, foram plantados mais de 20 mil mudas de árvores na região.

Com o plantio de 50 mil mudas nativas da Mata Atlântica, que representa uma área similar a de 20 campos de futebol, a foodtech proporcionará um recurso capaz de retirar até 8.300 toneladas de CO2 da atmosfera em 20 anos — equivalente a 28 milhões de entregas no delivery.

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    Agência Brasil

A startup gaúcha Green Way for Automotive (GWA), localizada em Gravataí (RS), tem uma meta ambiciosa para os próximos oito anos: descontaminar e reciclar 100 mil toneladas de resíduos automotivos e reaproveitar até 95% das partes e peças dos veículos. Ao aliar inovação e cuidado com o meio ambiente, a empresa exemplifica como o conceito de economia circular pode ser aplicado para resolver problemas do cotidiano das grandes cidades, como os milhões de carros sucateados Brasil afora. 

Responsável por coordenar um projeto que buscava novos caminhos para a reciclagem do aço junto a uma grande siderúrgica, Wladi Souza se deparou com a situação dos carros abandonados nos pátios dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) de todo o país. Ele conta que eram centenas de milhares de veículos parados por diversos motivos. O objetivo inicial era entrar em contato com os Detrans para ajudar a diminuir esse passivo. 

“A gente começou a fazer esse trabalho nos Detrans do Brasil inteiro. A gente tinha o problema de carros muito antigos, muito oxidados. A gente conseguiu diminuir um pouco, mas nunca conseguimos baixar o estoque de veículos no Brasil. No fim das contas, o Brasil produz muito carro e recicla muito pouco, eu acredito que nem 10%”, afirma. 

Mesmo assim, ele conta, o passivo de veículos sucateados não diminuía, uma vez que a capacidade de produção da indústria nacional é elevada. Wladi e seu amigo André perceberam também que, antes de acharem uma solução para as peças que compunham os veículos, tinham que resolver um outro problema: o impacto ambiental que os gases e fluidos desses carros abandonados causam ao meio ambiente. Foi aí que nasceu a GWA. 

“A gente foca principalmente em desenvolver soluções para descontaminação ambiental do carro. Os carros precisam passar por um processo de remoção de todos os gases e fluidos para que depois a gente comece a pensar no carro como matéria, como plástico, aço, vidro. A gente desenvolveu uma máquina, que é nossa patente, que é um processo automatizado de remover fluido por computador”, explica.

O segundo passo após a descontaminação são os processos de desmontagem dos veículos, separando as peças e tentando reinseri-las no ciclo produtivo. “A gente começou a comprar alguns carros, descontaminar e fazer desmontagem, visualizando entregar que o plástico, de alguma maneira, volte para a cadeia, que o aço volte pra siderúrgica e, assim, sucessivamente, com todos os materiais, implementando o conceito de economia circular no carro”, detalha. 

Com o sucesso da iniciativa, a Toyota resolveu apoiar a startup gaúcha e, agora, ajuda a GWA a se conectar com parceiros comerciais que tenham condições de receber o plástico, o aço, a borracha, e todos os demais materiais vindos da desmontagem dos veículos para colocá-los na cadeia de produção novamente. 

A ideia da GWA, segundo Wladi, é que o índice de reciclagem chegue a 95% por carro. “São tantos itens numa qualidade produtiva tão alta em termos de produto que não dá pra gente não pensar diferente em como daqui a pouco reaproveitar, reduzir ou tentar criar produtos, pensar diferente o resíduo do carro. É isso que a gente está tentando fazer”, indica. 

Suporte legal

Patrícia Guarnieri, doutora em engenharia de produção pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com pós-doutorado em economia circular na Università di Bologna, Itália, afirma que o Brasil tem muito a fazer quando o assunto é transição para uma economia circular. Segundo a especialista, é preciso que o país tenha uma legislação específica que incentive o setor produtivo e os consumidores a adotarem o modelo gradualmente. 

Ela diz que, embora o país careça de uma legislação voltada para a economia circular, há duas leis que podem ser consideradas um primeiro passo, como a 12.305/2010, que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e a 14.260/2021, que estabelece incentivos à indústria da reciclagem, cria o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) e Fundos de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle).

Ex-catador, o deputado federal Carlos Gomes (Republicanos-RS) diz que uma das formas pela qual o Congresso Nacional pode contribuir com a economia circular é aprovar projetos que incentivem esse modelo de produção e consumo. Segundo o parlamentar, derrubar o veto parcial da Presidência da República ao PL 6545/2019 que estabelece incentivos à reciclagem, vai nessa direção. 

“É um gesto que o Congresso pode dar no sentido de fortalecimento da nossa economia circular e dando vida útil a essas matérias primas que são descartadas oriundas do nosso próprio consumo. Ao invés dessa matéria ir para o lixo ou aterro, gerar doença, problema ambiental, passivo ambiental, esses materiais recicláveis têm que voltar para o processo produtivo industrial gerando emprego, renda, aumentando ainda mais a nossa arrecadação e ‘desimpactando’ o nosso meio ambiente”, avalia. 

Por enquanto, as iniciativas partem mais das empresas e dos consumidores individualmente. Em 2019, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma pesquisa que constatou que 76,5% das empresas do setor adotavam alguma prática de economia circular. Entre as principais práticas citadas pelos empresários, estavam a otimização de processos (56,5%), o uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação de recursos (24,1%).



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Fonte: Brasil 61
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    Arquivo/MS

A partir de agora, os laboratórios farmacêuticos poderão inserir QR Code nas embalagens de medicamentos para a bula digital. 

A versão digital da bula também pode contar com ilustrações, quando houver necessidade. Além disso, há a possibilidade de conversão do texto em áudio ou vídeo, o que garante acessibilidade às pessoas com deficiência e analfabetos. A ideia é que também sejam disponibilizados links para outros documentos explicativos.

A nova redação modifica a Lei 11.903/09. O intuito é expandir e facilitar o acesso à bula, no modelo digital, com informações obrigatórias como composição, utilidade e dosagens, por exemplo. 

Na avaliação do secretário-geral do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Gustavo Pires, a medida deve facilitar a leitura e a compreensão por parte dos usuários. “Para aqueles que têm acesso tanto à internet quanto a um aparelho que se possa utilizar para poder ter acesso a uma bula digital, é mais dinâmico e mais prático. Então, isso pode ser considerado uma vantagem em relação ao formato impresso”, destaca. 

Controle

Pelos termos da legislação, o controle será realizado por meio do sistema de identificação de medicamentos. Para isso serão utilizadas tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. As embalagens dos medicamentos devem contar com o código de barras bidimensional de leitura rápida, que leve ao endereço na internet que dá acesso à bula digital.

A rastreabilidade será de responsabilidade dos laboratórios, que deverão ter sistema próprio que permita a elaboração de mapa de distribuição de medicamentos. 

“Uma preocupação que temos é a descontinuidade do projeto de rastreabilidade, que foi abortado por meio desse projeto de lei aprovado. Com a descontinuidade da rastreabilidade, os riscos de falsificação de medicamentos voltam a aparecer”, ressalta Gustavo Pires.

As bulas digitais precisam ser hospedadas em links autorizados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vale destacar que a inclusão de informações digitais não implicará no fim da apresentação em formato de bula impressa.
 

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Fonte: Brasil 61
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EMERSON VICENTE
SÃO PAULO, SP
(FOLHAPRESS)

A realização de uma cirurgia bariátrica no Hospital Vila Santa Catarina, na zona sul, no início deste mês, se transformou em um marco na capital paulista. Foi a primeira a ser realizada por um robô, equipamento que passa a fazer parte da estrutura de alta complexidade desta unidade hospitalar municipal.
O equipamento foi doado pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, que comanda toda a gestão do hospital municipal. O robô está instalado no Centro de Alta Tecnologia de Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas, inaugurado nesta segunda-feira (16) dentro do hospital da zona sul. O custo do aparelho é de aproximadamente R$ 7 milhões.
O objetivo, segundo a gestão, é aplicar a tecnologia robótica em cirurgias oncológicas, como câncer de ovário, intestino, cólon, fígado, pâncreas e reto, e outras especialidades para ampliar os benefícios do método aos pacientes do sistema público de saúde.
"O Santa Catarina é um dos poucos hospitais municipais destinados à alta complexidade como atendimento de oncologia e parto de alto risco. Dentro da especialidade oncológica, o advento do robô se torna algo muito vantajoso para o desfecho de algumas cirurgias que hoje já se conhece e tem evidência científica robusta", diz Sidney Klajner, cirurgião do aparelho digestivo e presidente do Einstein.
A primeira paciente a ser operada pelo robô foi uma mulher de 42 anos, com obesidade grau 2 –quando o IMC está entre 35 e 39,9 (acima de 40 é considerada obesidade grave)– e comorbidades como diabetes e hipertensão.
Klajner manuseou o robô por meio de um console, alterando o caminho do alimento no trato digestório, diminuindo a capacidade de armazenamento e a absorção de calorias. A cirurgia durou uma hora e 20 minutos.
No procedimento, a operação é assistida por robôs a partir de técnica minimamente invasiva, em que as manobras são conduzidas pelo cirurgião e executadas por meio do robô, com controle de movimentos feito por meio de joysticks.
"No robô, o tremor natural da mão é filtrado, a articulação das pinças ocorre até numa forma melhor que a do punho do cirurgião, coisa que na laparoscopia ela só se movimento em duas direções, para o lado ou para cima", explica o cirurgião.
Segundo o médico, a cirurgia com robô não é necessariamente um diminuidor do tempo cirúrgico. O início de uma cirurgia de laparoscopia é mais breve do que colocar o robô em funcionamento para começar. "Talvez, na soma do tempo, ele não traga vantagem com uma rapidez maior. Mas certamente uma sofisticação de movimento e uma minucia na visualização, traz uma eficiência melhor", explica o médico.
"O trauma operatório pode ser bem menor, também o nível de sangramento. A paciente que passou pela bariátrica teve alta no dia seguinte à cirurgia dela. Ficou menos de 48 horas internada."
A relação entre o Einstein e a Prefeitura de São Paulo com o Hospital Vila Santa Catarina funciona em forma de convênio. Os profissionais que lá atuam são contratados pelo Einstein para trabalharem exclusivamente nesse hospital que serve ao SUS.
Para operar o robô, a equipe passou por treinamento na unidade central do hospital privado, no bairro do Morumbi, na zona oeste. No local, existe uma plataforma com 12 robôs, sendo três deles para treinamento. De acordo com Klajner, o Einstein investiu R$ 46 milhões entre 2008 e 2018 na plataforma robótica.
Segundo Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da saúde, a prefeitura "tem investido bastante nesse hospital para ser uma referência de oncologia". "Alta complexidade é para o estado, mas como temos 12,5 milhões de habitantes na cidade e uma grande demanda, é uma parceria que estamos fazendo com o estado para também ajudar nesse atendimento no município."
"A população se beneficia com tratamento de excelência numa área onde talvez seja o grande desafio na humanidade. Um número gigante de pacientes ainda vai desenvolver câncer por causa de longevidade", diz o gestor do Einstein.
Fila de 600 mil pessoas no estado e custo difícil para o SUS No dia 9 deste mês, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) disse que o estado conta com uma fila de aproximadamente 600 mil pessoas a espera de uma cirurgia. O volume cresceu durante a pandemia. Para o cirurgião Sidney Klajner, a identificação precoce do tumor é essencial para combater essa demanda.
"Ao aguardar um atendimento, os pacientes acabam perdendo o que a gente chama de 'golden time', a hora de ouro, onde o tratamento acaba tendo resultados melhores e custo muito menor."
Para a pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Brasília Flávia Tavares Silva Elias, PhD em avaliação de tecnologias e de programas de saúde, o avanço tecnológico é sempre útil, mas é preciso ponderar a viabilidade financeira para que isso possa chegar mais facilidade à sociedade.
"É uma inovação útil, mas tem que pensar no custo e efetividade disso para o setor público. A gente já tem dificuldade de ter a cirurgia de laparoscopia usual no SUS por conta do preço das pinças", diz Flávia.
Além disso, segundo a pesquisadora, tem que haver o aprendizado do cirurgião para o uso de robótica. "Não tem que ver apenas se funciona. Tem que ver o custo, comparado com com algo que já está incorporado."
Flávia também entende que há um atraso na inovação tecnológica no país por causa da falta de investimentos no setor.
"Existe uma discrepância muito grande entre o sistema público e o privado. A politica de ciência e tecnologia no Brasil teve uma perda de recursos incomensurável. Com isso não vejo uma perspectiva de o Brasil ser tão inovador assim. Se fosse, estaria investindo em pesquisas de desenvolvimento do próprio pais."

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A Xiaomi apresentou nesta semana, para o Brasil, o mais novo smartphone da linha premium da marca, o Xiaomi 12. O modelo confirma os rumores e traz um conjunto de câmeras com recursos exclusivos, como a tecnologia ProFocus, e com o processador mais rápido da atualidade, o Snapdragon 8 Gen 1. Com preços sugeridos em R$ 9.499,99, o aparelho chega para bater de frente com o iPhone 13 e o Galaxy S22+. As informações são do Metrópoles.

O novo celular da multinacional chinesa promete fazer fotos de alta qualidade em diversas situações do dia a dia. Com o sistema ProFocus é possível capturar com clareza objetos e pessoas em movimento. Além disso, o dispositivo conta com recurso de vídeo noturno, em que a imagem é aperfeiçoada devido à tecnologia de inteligência artificial.

Para completar, há um conjunto de três câmeras de alta qualidade, sendo a principal grande angular de 50 MP, uma telemacro com 5 MP e uma ultra angular de 13 MP, e campo de visão em 123º.

Veja mais aqui.

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FILIPE ANDRETTA
CURITIBA, PR
(FOLHAPRESS)

O crescimento do mercado de jogos no Brasil tem impulsionado a procura pela adaptação de games para o português. O movimento trouxe para o país empresas especializadas na chamada localização de jogos: a tradução de telas de jogo e manuais, a inserção de legendas, a dublagem de vozes e, em alguns casos, a adaptação para que o game se encaixe na cultura do país alvo.

O português brasileiro foi a quarta língua mais procurada por desenvolvedores de jogos em 2020 para o processo de localização, segundo a Localize Direct, multinacional do setor. O mercado brasileiro atraiu 8,5% da demanda, atrás do alemão (11,8%), do francês (11,1%) e do espanhol (8,6%).

Lançar um jogo em diversas línguas ou contratar a adaptação para um idioma impulsiona a venda em novos mercados, e a América Latina é uma fronteira em expansão.

O continente representa apenas 4% do mercado mundial, que gira cerca de R$ 1 trilhão por ano, mas cresce acima da média global, de acordo com a consultoria Newzoo.

O mercado de games cresceu 10% na América Latina em um ano até abril de 2022, um movimento de cerca de R$ 44 bilhões. É quase o dobro da média global de crescimento, que, no mesmo período, foi de 5,4%.

Até o início da década passada, porém, o custo de tornar os games mais atraentes aos falantes de outro idioma não compensava os benefícios. Segundo o engenheiro de som Rubens Scharlack, 48, oito dos quais na empresa de localização Keywords Brasil, um dos motivos era a pirataria disseminada.

Barreiras antipirataria deram impulso à localização de games A chegada do PlayStation 4 (Sony) e do Xbox One (Microsoft), a partir de 2013, inverteu esse cenário. Os consoles modernos exploram mais os jogos online, e a necessidade de atualizações frequentes por parte do usuário praticamente inviabiliza a pirataria, diz Scharlack.

A distribuição de games se tornou mais rentável e isso aqueceu o interesse pelo serviço de localização e a procura por profissionais da área.
É o caso da Agência Nasamune, empresa paulistana que começou prestando serviços de comunicação no universo gamer e aos poucos foi assumindo trabalhos de localização. A Masamune trabalha atualmente com a localização de um jogo das Tartarugas Ninjas.
A equipe envolvida no processo analisou desenhos e filmes da franquia que já foram dublados, para que a adaptação do game se aproxime das expectativas dos fãs brasileiros, diz o diretor da agência, Renato Almeida, 38.
Quanto mais complexo o jogo, mais cara é a localização. Games com longos roteiros e muitos personagens exigem altos investimentos em dublagem. O serviço é orçado principalmente com base no número de arquivos sonoros que precisam ser adaptados para outras línguas.
Esse é o principal motivo pelo qual o GTA V (Grand Theft Auto V), um dos jogos mais populares do mundo, recebe apenas legendas em outras línguas –a versão original é em inglês. Dublar todos os diálogos seria um investimento sem retorno para o desenvolvedor (Rockstar), afirma Scharlack.
No Brasil, é comum encontrar jogadores que se organizam para pedir a adaptação de games para o português brasileiro. Em janeiro, fãs da franquia The Legend of Zelda pressionaram a Nintendo para que o próximo lançamento (Breath of the Wild, previsto para 2023) seja localizado para o português brasileiro. O assunto ficou entre os mais comentados do Twitter.
"A localização é um serviço de acessibilidade, não é só mais um extra no jogo. A gente sabe da deficiência do nosso mercado educacional em língua estrangeira", diz Almeida.
Brasileira já foi Khamala Khan e Nami; dublagem rende cerca de R$ 4.000 Com o aumento da demanda por localização, cresce a oportunidade para dubladores como Michelle Giudice, 27. Em games, ela dublou Khamala Khan (Marvel's Avengers) e Nami (League of Legends), dentre outras. Na TV, Giudice deu voz brasileira a personagens como Sansa Stark (Game of Thrones), Anne (Anne com E) e Serena (Pokemon).
A artista diz que a dublagem de uma protagonista de jogo precisa de até 12 horas em estúdio, o que rende cerca de R$ 4.000 para o profissional em São Paulo -o dobro do que se paga por dublagens convencionais.
A demanda para localização está crescendo, mas ainda é difícil conseguir mais de uma dublagem de jogo por mês, diz ela.
Em regra, os dubladores são autônomos que recebem pelo serviço prestado, sem vínculo de emprego com os estúdios.
Segundo Giudice, o trabalho com games é mais difícil, porque as referências são escassas. A tradução precisa respeitar características do áudio original, como a intensidade de voz e os pontos de pausa. Mas, muitas vezes, tudo que o dublador tem é um arquivo de som curto, de poucos segundos, sem imagens de apoio.
"Costumo dizer que a localização de jogos também é um jogo para o ator dentro da cabine. O diretor te passa a regra do arquivo e, de acordo com ela, você tem que acertar", diz Giudice. "Dependendo do game, a gente chega a fazer de 400 a 1.000 palavras por hora. E em quanto menos tempo você fizer, melhor é para o negócio."

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Disponíveis após eleições · 27/04/2022 - 17h00

Adiamento de comunidades no WhatsApp é decisão global, diz ministro


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O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta quarta-feira (27/04) que a decisão do WhatsApp, de adiar, para depois das eleições, a criação de “comunidades” e outras mudanças no aplicativo de mensagens não sofreu interferência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro reuniram-se com representantes do WhatsApp e da Meta (nome corporativo do Facebook). A reunião foi agendada com o objetivo de elucidar dúvidas sobre possível interferência das autoridades eleitorais brasileiras. Após a reunião, em entrevista à imprensa, Faria contou que as mudanças previstas serão globais e não restritas ao Brasil.

No último dia 14, a empresa anunciou a criação das comunidades, que terão mais pessoas do que os grupos de WhatsApp com 256 usuários. Mas a funcionalidade só estará disponível após as eleições.

Também foram anunciadas mudanças nos grupos já existentes. Uma ferramenta de reações, como a do Facebook, será inserida para que pessoas possam se posicionar sobre as mensagens. Administradores poderão apagar mensagens.
Além disso, será possível compartilhar arquivos com até 2 GB e fazer salas de conversa em áudio com até 32 pessoas.

Lixo eletrônico

De acordo com o ministro, os representantes do aplicativo disseram que a restrição do número de integrantes de comunidades evitam lixo eletrônico similar ao observado em e-mails. “Foi uma decisão global porque eles não querem que o WhatsApp fique como o e-mail, com muitas mensagens que vão para o lixo eletrônico”, disse o ministro.

“Saiu na imprensa que o TSE teria pedido para o WhatsApp não iniciar algumas operações no Brasil antes da eleição. Eles deixaram claro que isso não ocorreu e que as decisões tomadas foram da empresa. É uma decisão do mercado. Então, não tem por que, nem como o Poder Executivo interferir. Somos um governo liberal, a favor do livre mercado”, acrescentou.

Ainda segundo Faria, os representantes explicaram que a decisão por diminui, em caráter global, o reencaminhamento de mensagens tem por objetivo evitar mensagens indesejadas. “Então, nada tem a ver com eleição”, completou.

 

PostMídia (99) 8175-5041

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Os carros elétricos começam a receber mais atenção por parte dos consumidores no mundo, embora ainda estejam distante da realidade da maioria dos brasileiros. Os veículos são mais sustentáveis, silenciosos e eficientes do que os tradicionais. Com a gasolina a quase R$ 8, porém, não é a sustentabilidade que se destaca, e sim a possibilidade de economizar com o combustível. As informações são do Metrópoles.

Mas os chamados carros do futuro são opção viável para o bolso dos brasileiros? É preciso estar atento a algumas coisas antes de embarcar nesta viagem.

Primeiro, é importante ressaltar que o veículo elétrico não é barato. O menos caro, atualmente, um JAC iEV20, é encontrado a partir de R$ 159 mil. Existem modelos que ultrapassam com folga a casa dos R$ 500 mil. Por isso, os veículos que já dominam a Europa e crescem cada vez mais nos Estados Unidos ainda estão longe do topo das vendas no Brasil.

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, janeiro de 2022 foi o melhor janeiro para as vendas de carros elétricos no Brasil. Foram 367 unidades vendidas no período. Hoje, são cerca de 5 mil veículos 100% elétricos em circulação no país. O destaque deste ano é o Volvo XC40 Recharge, com 107 unidades, superando a liderança do Nissan Leaf Tekla (41).

Veja mais aqui.

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Textos publicados em revista · 17/04/2022 - 09h54

CGU recebe até dia 18 de julho trabalhos sobre ciência de dados


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Quase 5 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo. De acordo com o estudo Digital 2022: Global Overview Report, os 4,95 bilhões de usuários representam 62,5% da população mundial, que usa a rede para se entreter, ver notícias e se informar. São pessoas, empresas e órgãos governamentais produzindo informação e disseminando-a na rede. Mas como filtrar e interpretar toda informação que é produzida? Para isso surge a ciência de dados.

No setor governamental esse trabalho aumenta a transparência na administração pública, o controle e a fiscalização social, diz a pesquisadora em Inteligência Artificial do departamento de Ciência de Computação do ICMC/USP, Solange Oliveira Rezende. Segundo ela, há um grande esforço para melhorar a Política de Dados Abertos, para disponibilizar dados abertos governamentais. Para o engenheiro da computação Alex Lopes Pereira, a ciência de dados na administração pública tem grande potencial para melhorar a efetividade da atuação do poder público e a ajudar os brasileiros a tomar melhores decisões.

Para debater esse assunto, a Controladoria Geral da União (CGU) está colhendo trabalhos para o dossiê especial Ciência de Dados na Administração Pública: Desafios e Oportunidades. A chamada fica aberta até 18 de julho.

Serão aceitos artigos científicos, ensaios revisionais ou relatos técnicos em áreas como: ciência de dados e auditoria governamental; ciência de dados e a avaliação de políticas públicas; inovações tecnológicas de gestão pública decorrentes da pandemia e aplicações para governo eletrônico.

De acordo com a editora da revista, Flávia Lemos Xavier, o objetivo da publicação passa por três eixos: indutor em temas do interesse da CGU, conector com a comunidade científica e inovador ao fomentar a aplicação do conhecimento para a prática administrativa. "A revista é parte da gestão estratégica do conhecimento da CGU, com influência em toda a administração pública”, disse.

Os interessados podem obter mais informações pelo site da revista da CGU. 


Fonte: Agência Brasil
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Grupos com mais pessoas · 14/04/2022 - 17h43

Whatsapp anuncia recurso de comunidades com vários usuários


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    Reprodução

O Whatsapp anunciou nesta quinta-feira (14/04) um novo recurso de criação de comunidades. Essa funcionalidade permitirá grupos com mais pessoas do que o limite atual, de 256 usuários da plataforma.

A ferramenta permitirá a criação de comunidades e de grupos desses universos. Administradores terão novos recursos, como envio de mensagens a todas as comunidades e gestão da participação nos grupos.

A funcionalidade será disponibilizada após as eleições. Essa decisão ocorreu após a possibilidade ter enfrentado receio e críticas do potencial para a disseminação de desinformação no pleito deste ano.

Pesquisas mostraram como o Whatsapp foi um canal de difusão de conteúdos falsos nas eleições de 2018. Esse fenômeno gerou preocupações da Justiça Eleitoral naquela disputa.

Uma denúncia de disparo em massa na plataforma ensejou um inquérito no Tribunal Superior Eleitoral, que terminou por não encontrar evidências da prática. Diante da preocupação da Justiça Eleitoral, o Whatsapp informou que não lançaria a nova ferramenta antes do processo eleitoral.

Grupos

Também foram anunciadas mudanças nos grupos já existentes. Uma ferramenta de reações, como no Facebook, será inserida para que pessoas possam se posicionar sobre mensagens. Administradores poderão apagar mensagens.

Além disso, será possível compartilhar arquivos com até 2 GB. Será possível fazer salas de conversa em áudio com até 32 pessoas.

Segundo mensagem institucional no site do Whatsapp, apesar da criação do recurso a comunidades serão “naturalmente privadas”. Por essa razão, a criptografia ponta-a-ponta seguirá sendo assegurada no aplicativo.  

 

PostMídia (99) 8175-5041


Fonte: Agência Brasil
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ISAC GODINHO
BELO HORIZONTE, MG
(FOLHAPRESS)

Com a motivação de levar água potável para quem não tem acesso, a pesquisadora Bárbara Gosziniak Paiva, 29, desenvolveu uma garrafa que purifica água por meio da radiação de luz azul. O objetivo do protótipo é eliminar bactérias, protozoários e outros patógenos presentes na água que fazem mal à saúde humana.

Bárbara é natural de Belo Horizonte, formada em engenharia ambiental e, atualmente, cursa mestrado em engenharia de materiais na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), na região central de Minas Gerais.

"Quando eu fui definir qual seria o meu projeto de mestrado, eu falei com o meu orientador que eu queria fazer algo da área de materiais, mas que também fosse relacionado com a parte ambiental. A partir daí surgiu essa ideia de estudar o efeito da luz azul no tratamento de água", conta a estudante.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, quase 35 milhões de pessoas no Brasil não têm acesso à água tratada. De acordo com o Instituto Trata Brasil, cerca de 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por ano devido a problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água.

O protótipo desenvolvido por Bárbara consiste em uma garrafa que utiliza da radiação de luz azul para eliminar patógenos encontrados na água não tratada. Além disso, há um filtro de membrana para reter partículas que possam estar presentes na fonte de água e um dispositivo responsável por resfriar ou aquecer o líquido no interior da garrafa.

Um diferencial do projeto é que todo o sistema responsável pelo funcionamento da garrafa é movido a energia solar, podendo ser levado para qualquer ambiente, sem dependência de fontes de energia elétrica.

"A garrafa tem várias tecnologias envolvidas, que vêm de diferentes setores da eletrônica. Então, o que a Bárbara fez foi acoplar em um único sistema vários componentes conhecidos para ter utilidade no processo de tornar a água apta a ser ingerida pelo ser humano", afirma Rodrigo Bianchi, professor do departamento de física da UFOP e orientador do projeto.

Em 2021, Bárbara inscreveu o seu projeto no concurso Red Bull Basement. A competição buscava encontrar estudantes com propostas inovadoras que usassem a tecnologia para gerar mudanças positivas. Entre os 443 trabalhos inscritos, a proposta dela foi escolhida como a vencedora nacional.

No final de março, a jovem participou da final mundial do evento, realizada em Istambul, na Turquia, com projetos de 44 países. Apesar de não vencer o concurso internacional, Bárbara foi a ganhadora do desafio de "storytelling", no qual participantes precisavam contar as histórias de seus projetos e o desenvolvimento das pesquisas até o momento do evento.

"Foi um evento muito legal, porque unia pessoas de 44 países com um mesmo propósito. Eu tive a oportunidade de conversar com pessoas do mundo inteiro sobre o meu projeto e ouvir sobre os projetos delas também. Foi muito emocionante representar o meu país, não tenho nem como explicar essa sensação", conta a pesquisadora.

De acordo com a estudante, o projeto está em fase de testes. Alguns dos principais desafios para a pesquisa são o alto custo de materiais envolvidos nas análises e a dificuldade de conseguir financiamento para a pesquisa.

"Eu estou buscando agora investimentos e parcerias tanto para realizar mais testes, quanto para começar a produzir as garrafas em larga escala. O meu plano é continuar com o projeto, porque acredito que ele pode ajudar a melhorar a vida de muitas pessoas", diz Bárbara.

Enquanto finaliza as pesquisas para aprimorar a tecnologia e conseguir produzir a garrafa em grande escala, Bárbara já entrou com o pedido de reconhecimento da patente de seu projeto.

Segundo o professor orientador, o reconhecimento de um trabalho como este é muito importante por reforçar o potencial da ciência brasileira, mesmo com a falta de investimentos.

"É muito bom ver os jovens tendo oportunidade para se arriscar, para passar por desafios, para vencerem e também para se frustrarem. Isso mostra que eles são capazes. E sendo capazes, eles se desenvolvem e desenvolvem as comunidades e o nosso país", afirma o professor.

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Informações sobre o ecossistema de inovação da agropecuária brasileira e principais iniciativas em curso no país agora estão reunidas no Agro Hub Brasil. O novo portal, lançado nesta quarta-feira (23/03), traz números de agtechs - startups do setor agropecuário- de hubs de inovação, além de informações sobre parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras de empresas.

“O Agro Hub Brasil vem preencher uma lacuna, pois muito já se sabia do que estava acontecendo no campo referente à transformação digital, mas não havia um espaço que desse a visibilidade da grandeza desse processo. Para o futuro, a ideia é lançar chamadas online para que startups apresentem soluções para os desafios do Agro brasileiro, entre outras evoluções que devem acontecer ainda este ano”, disse o coordenador-geral de Inovação do Ministério da Agricultura, Pecurária e Abastecimento (Mapa), Daniel Trento.

Ainda segundo Trento, o Agro Hub Brasil contribui para uma maior coordenação das ações em curso, sejam elas promovidas pelo ministério ou por outras instituições, além de integrar o compromisso do Mapa de promover e potencializar iniciativas de inovação que fortaleçam a aceleração da transformação digital no campo.

No Agro Hub Brasil, o usuário tem acesso a um calendário com as principais iniciativas do agro que acontecem no país, além de espaço dedicado ao produtor rural que deseja conhecer um pouco mais sobre a agricultura digital. Nesse espaço também estão disponíveis informações sobre conectividade em áreas rurais e aplicativos de celular com soluções para o dia a dia no campo e exemplos de uso das tecnologias digitas na agropecuária, além de explicações sobre linhas de apoio e fomento público e privado para as startups.

Para a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a ferramenta será uma referência para o produtor acompanhar as ações de inovação em andamento no país, servindo, como exemplo, para aproximar os empreendedores do agro da captação de recursos para os projetos. “Vamos incluir nosso produtor rural na efervescência dos ambientes de inovação para que tenhamos mais e mais soluções para os desafios reais do nosso agro”, explicou.

(99) 8175-5041


Fonte: Agência Brasil
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Versão nacional do maior evento tecnológico do mundo, a Campus Party Brasil (CPBSB) começa hoje e vai até o próximo dia 27 em Brasília, no Estádio Mané Garrincha.  Além da capital federal, onde deve reunir cerca de 70 mil visitantes, o evento vai ocorrer em São Paulo, de 16 a 20 de julho deste ano. As informações são da Agência Brasil.

Entre os temas a serem discutidos durante a feira estão internet das coisas, blockchain (empresa de serviços financeiros de criptomoeda), cultura maker (qualquer pessoa consegue construir, consertar ou criar seus próprios objetos) e empreendedorismo. Além disso, haverá arenas de robótica, onde será possível participar de partidas de hóquei de robôs e de drones, com corridas e aulas para quem quiser experimentar.

Considerada um festival de inovação, criatividade, ciências e empreendedorismo, a quarta edição da CPBSB terá cinco dias de tecnologia, palestras, workshops e hackathons (maratona de programação na qual hackers se reúnem). O formato será híbrido, com atividades presenciais no Estádio Nacional Mané Garrincha, além de atividades online.

Na abertura, a feira contará com shows gratuitos do DJ Bashkar e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob regência do maestro Cláudio Cohen. Haverá limitação de pessoas no estádio. 

Além do uso obrigatório de máscara, será necessário ter o passaporte vacinal. Caso contrário, será preciso um teste PCR ou antígeno com 48 horas de antecedência.

Atividades

No espaço gratuito e aberto ao público, os visitantes terão acesso à Campus Play. A área concentra os campeonatos de gamers e conteúdos voltados aos jogos digitais, a Arena de Drones e o Palco Empreendedorismo, parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), onde conferencistas darão informações importantes para quem já empreende ou quem quer empreender.

Na Arena da Campus, espaço pago e fechado aos campuseiros - nome dado aos visitantes - são esperadas cerca de 7 mil pessoas. Elas poderão acompanhar as atividades de quatro palcos distintos, que abordarão temas do universo da tecnologia, programação e entretenimento digital, metaverso e games. 

No camping, são esperadas cerca de 3 mil pessoas, tornando a feira a segunda maior edição da Campus Party do mundo. Ao todo, serão mais de 300 horas de atividades, entre palestras, workshops, hackathons, games, simuladores e outras atrações.

Entre os conferencistas internacionais confirmados está Jordan Soles, vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da Rodeo FX, empresa canadense de efeitos visuais para cinema, televisão e publicidade, famosa por ter sido a criadora de efeitos para a série Game of Thrones.

Um destaque entre os brasileiros é Fabiano de Abreu Agrela, professor, PHD em Neurociências com licenciaturas em biologia e história. Ele vai falar sobre como o mau uso da tecnologia causa prejuízos cognitivos e pode resultar em transtornos, perturbações e doenças.

Segundo Agrela, o problema em si não é a tecnologia, mas a forma como ela é utilizada, seja por meio do uso exagerado das redes sociais, da total imersão do virtual e de outras formas abordadas em vários de seus estudos, publicados em revistas científicas.

A Campus Party contará também com o programa Startup 360º, parceria com o Sebrae, que tem como objetivo possibilitar que startups iniciantes e avançadas exponham seus trabalhos. Outra atividade de destaque é a maratona de negócios, que visa à idealização de novas iniciativas, em formato híbrido.

Além disso, estão abertas as inscrições para o programa Call for Talks, destinado a descobrir novos talentos dentro da rede da Campus Party pelo Brasil. As inscrições podem ser feitas no site oficial da feira.

O programa de voluntários também está confirmado nesta edição. Os participantes ajudarão na dinâmica do evento durante seis horas por dia, dentro dos períodos manhã/tarde e tarde/noite, uma possibilidade de aprendizado para as futuras carreiras. As inscrições estão abertas e podem ser feitas também no site.

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A Campus Party Brasília  (CPBSB) começa nesta quarta-feira (23/03) e vai até 27 de março no Estádio Mané Garrincha. O festival de inovação, criatividade, ciências e empreendedorismo é realizado em parceria com o governo do Distrito Federal e trará ao público palestras sobre internet das coisas, blockchain (empresa de serviços financeiros de criptomoeda), cultura maker (qualquer pessoa consegue construir, consertar ou criar seus próprios objetos) e empreendedorismo. Além disso, haverá arenas de robótica, onde será possível participar de partidas de hóquei de robôs e de drones, com corridas e aulas para quem quiser experimentar. As informações são da Agência Brasil.

A Campus Party Brasil é a versão brasileira do maior evento tecnológico do mundo. Além de Brasília, onde deve reunir cerca de 70 mil visitantes, o evento também vai ocorrer em São Paulo, de 16 a 20 de julho deste ano.

A quarta edição da CPBSB terá cinco dias de tecnologia, palestras, workshops e hackathons (maratona de programação na qual hackers se reúnem). O formato será híbrido, com atividades presenciais no Estádio Nacional Mané Garrincha e atividades online.

Na abertura, a feira contará com shows gratuitos do DJ Bashkar e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, sob regência do maestro Cláudio Cohen. Haverá limitação de pessoas no estádio.

Além do uso obrigatório da máscara, será necessário ter o passaporte vacinal. Caso contrário, será preciso um teste PCR ou antígeno com 48 horas de antecedência.

Atividades

No espaço gratuito e aberto ao público, os visitantes terão acesso à Campus Play. A área concentra os campeonatos de gamers e conteúdos voltados aos jogos digitais, a Arena de Drones e o Palco Empreendedorismo, parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), onde conferencistas darão informações importantes para quem já empreende ou quem quer empreender.

Na Arena da Campus, espaço pago e fechado aos campuseiros, nome dado aos visitantes, são esperadas cerca de 7 mil pessoas. Elas poderão acompanhar as atividades de quatro palcos distintos, que abordarão temas do universo da tecnologia, programação e entretenimento digital, metaverso e games. 

No camping, são esperadas cerca de 3 mil pessoas, tornando a feira a segunda maior edição de Campus Party do mundo. Ao todo, serão mais de 300 horas de atividades, entre palestras, workshops, hackathons, games, simuladores e outras atrações.

Um dos conferencistas internacionais confirmados é Jordan Soles, vice-presidente de Desenvolvimento Tecnológico da Rodeo FX, empresa canadense de efeitos visuais para cinema, televisão e publicidade, famosa por ter sido a criadora de efeitos para a série Game of Thrones.

Entre os brasileiros está Fabiano de Abreu Agrela, um dos grandes destaques da feira. O professor, PHD em Neurociências com licenciaturas em biologia e história, vai falar sobre como o mau uso da tecnologia causa prejuízos cognitivos e pode resultar em transtornos, perturbações e doenças.

Segundo Agrela, o problema em si não é a tecnologia, mas a forma como ela é utilizada, seja por meio do uso exagerado das redes sociais, da total imersão do virtual e de outras formas abordadas em vários de seus estudos, publicados em revistas científicas.

A Campus Party contará também com o programa Startup 360º, parceria com o Sebrae, que tem como objetivo possibilitar que startups iniciantes e avançadas exponham seus trabalhos. Outra atividade de destaque é a maratona de negócios, que visa à idealização de novos negócios, em formato híbrido.

Além disso, estão abertas as inscrições para o programa Call for Talks, destinado a descobrir novos talentos dentro da rede da Campus Party pelo Brasil. As inscrições podem ser feitas no site oficial da feira.

O programa de voluntários também está confirmado nesta edição. Os participantes ajudarão na dinâmica do evento durante seis horas por dia, dentro dos períodos manhã/tarde e tarde/noite, uma possibilidade de aprendizado para as futuras carreiras. As inscrições estão abertas e podem ser feitas também no site.

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63 mil desaparecidos em 2021 · 17/03/2022 - 11h50

PRF lança Sinal Desaparecidos para ajudar a localizar pessoas


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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou o Sinal Desaparecidos, uma ferramenta para ajudar a encontrar pessoas o mais rápido possível. Após o registro da ocorrência, policiais em um raio de 500 quilômetros do local do desaparecimento são imediatamente comunicados.

Em 2021, o Brasil registrou quase 63 mil pessoas sumidas, mais de 170 casos por dia. Segundo a PRF, as primeiras horas após o desaparecimento são essenciais no processo de localização.

Para utilizar o sistema Sinal Desaparecidos basta acessar o site e preencher os dados do noticiante e da pessoa que se procura, com o nome, telefone e endereço, bem como as informações sobre como ela sumiu.

Como funciona

Quanto mais rápido for feito o registro no sistema da PRF, maiores são as chances de localizar a pessoa que se procura.

O serviço funciona todos os dias da semana, 24 horas por dia. Além do site, a ocorrência também pode ser feita via telefone (191). O registro no site do Sinal Desaparecidos não substitui o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

 

(99) 8175-5041


Fonte: Agência Brasil
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Empresas de alta tecnologia · 14/03/2022 - 07h40

Tecnologia: Brasil quer atrair empresas do Japão e de Singapura


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O programa ScaleUp in Brazil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), recebe inscrições até junho deste ano de empresas do Japão e de Singapura que queiram abrir negócio no país. A ideia é atrair empresas de alta tecnologia que tenham interesse em escalar a venda dos seus produtos ou soluções. De acordo com a agência, as dimensões e potencialidades do mercado consumidor do Brasil são um atrativo para empresários estrangeiros. As informações são da Agência Brasil.

“O objetivo não é que elas venham exportar os seus produtos e serviços aqui para que o mercado brasileiro adquira. O objetivo é que elas realmente venham se instalar aqui”, aponta Helena Bonna Brandão, Coordenadora de Investimentos da ApexBrasil. Ela explica que a busca é por países pequenos que são conhecidos como Startup Nations e que estão ranqueados no Índice de Inovação Global.

Esta é a terceira edição do programa. Segundo a ApexBrasil, a iniciativa já trouxe US$ 9,9 milhões de investimentos de empresas israelenses. Entre elas, está a AgroScout, que presta serviços de monitoramento por drones para produtores e companhias dedicadas à proteção de plantios. O ScaleUp in Brazil é feito em parceria com a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e da Israel Trade & Investment Brazil (IT&I).

Na primeira fase, os selecionados vão ter uma visão ampla do mercado brasileiro, por exemplo, regulação para abrir um negócio, sistema bancário, entre outras informações. O passo seguinte é um ciclo de imersão presencial no Brasil, seguido por um período de ajustes e reestruturações. Todo o processo dura 18 meses e inclui também encontros e rodadas de negociação com possíveis clientes e investidores. Os participantes também recebem consultorias sobre adaptações do produto, serviço ou solução.

“É um programa de aceleração. Uma vez ela instalada aqui no país, ela vai trazer inovação, vai suprir um gap de necessidades da cadeia brasileira de tecnologia. Vai gerar novos empregos, vai trazer novas oportunidades de negócios, vai trazer também geração de renda, recolhimento de impostos para o governo, já que é uma nova empresa. Então ela se torna uma empresa brasileira. Esse é o objetivo do programa”, pontua a coordenadora da ApexBrasil.

Helena destaca que essa ambientação e apoio ao empresário estrangeiro é fundamental. “O Brasil é um mercado, um país, muito grande, com especificidades que não existem em outros países. Por exemplo, o próprio sistema tributário brasileiro, que é bem complexo. Existem tributos municipais, federais, estaduais, tributos aplicados a serviços, a produtos, e isso para um estrangeiro que quer abrir uma empresa aqui no Brasil é muito complicado”, exemplifica.

O primeiro ano do programa funcionou como um piloto com cinco empresas israelenses. A segunda edição foi totalmente online por conta da pandemia de covid-19 e dela participaram dez empresas. Na terceira edição, a ideia é atender 20 empresas. “A gente faz uma seleção bem rigorosa. A empresa realmente tem que ter interesse de internacionalização aqui para o país”, destaca Helena.

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DANIELA ARCANJO
SÃO PAULO, SP
(FOLHAPRESS)

Na tela, uma avó de longos cabelos grisalhos, shorts jeans e andador recebe as duas netas em casa. É uma senhora ranzinza e pouco convencional, que dança É o Tchan na sala, dirige um trailer e leva as crianças para a balada. O vídeo, recheado de efeitos sonoros que lembram programas de televisão vespertinos, tem mais de 1,4 milhão de visualizações no YouTube.

A peça foi feita em uma plataforma de jogos online chamada Roblox, um fenômeno de entretenimento e de mercado. Em 2021, protagonizou uma das maiores estreias na bolsa do ano, quando foi avaliada em US$ 45 bilhões (R$ 225,6 bilhões). Os jogos da empresa fundada por um canadense e um americano são especialmente famosos entre crianças e, de alguma forma, se cruzam com a Petrobras e a PUC-Rio.

Parte da plataforma é feita em Lua, linguagem de programação de maior êxito desenvolvida fora do norte global. Ela foi criada no instituto de computação gráfica Tecgraf, da universidade carioca, pelos pesquisadores Roberto Ierusalimschy, Waldemar Celes e Luiz Henrique de Figueiredo. Sua primeira versão é de 1993.
Na época, eles desenvolviam um programa para a Petrobras traçar perfis de poços de petróleo, o que foi bem-sucedido. "Uma das aplicações foi usada por mais de dez anos", relembra Roberto. Parte do sucesso está relacionada a uma característica: ser de fácil compreensão ao usuário final.

"A ideia é que as pessoas possam resolver sozinhas os seus problemas e não precisem contatar os programadores, pedir a resolução e esperar duas semanas pela resposta", explica o pesquisador.

Em uma comparação, é como se Lua estivesse mais próxima do usuário, enquanto a C, por exemplo, complexa linguagem criada em 1972, estivesse mais próxima do hardware. Mesmo quando colocada ao lado da linguagem Python, conhecida pela simplicidade, Lua se destaca. A brasileira sustenta 21 palavras-chave -aquelas reservadas para formar os comandos no código-, enquanto Python tem 33.

Essas características limitam a sua atuação, mas a tornam a alternativa ideal para quem quer autonomia, objetivo dos pesquisadores. Até hoje, há produtos feitos com a Lua para a Petrobras, mas não só para ela.

Angry Birds, jogo de pássaros contra porcos que foi febre nos celulares no início da década passada, também usa Lua, assim como o famoso jogo de estratégia World of Warcraft. Até mesmo a Nasa já a utilizou.

"Ser leve, portátil e de fácil integração com outras linguagens era desde o início a nossa intenção. Agora, que isso seria exatamente o que o pessoal de jogos precisava foi mirar em uma coisa e acertar em outra. Eles nos descobriram", diz Roberto.

Roblox é um dos exemplos mais famosos atualmente. Segundo dados do balanço da empresa do final do ano passado, foram 45,5 milhões de usuários ativos por dia em 2021 -um aumento de 40% em relação a 2020. Eles passaram 41,4 bilhões de horas na plataforma, o que resultou em uma receita de quase US$ 1,9 bilhão (R$ 9,5 bilhões).

Nicolly Martins Ferreira, 12, é responsável por algumas dessas horas. É dela e de suas primas a autoria do vídeo com mais de um milhão de visualizações descrito no início do texto.

Os jogos do Roblox foram os primeiros mais elaborados com que ela teve contato -antes, passava o tempo com o Pou, bichinho virtual atualizado para a era da internet.

Ainda assim, era pouco complexo para o seu pai. "Quando ela começou a jogar Roblox, eu até brincava: 'Nick, pelo amor de Deus, se você quiser jogar no meu PlayStation 3 ali, você pode jogar'", diz Leonardo em uma chamada de vídeo ao lado da filha. "Eu achava um joguinho muito estranho, quadradinho."

Ele se refere aos desenhos do jogo, que podem ser chamados de rudimentares quando comparados com os realistas gráficos dos atuais games. As árvores são quadradas e, para entrar em um carro, por exemplo, as portas não são abertas -o avatar simplesmente passa pelo que seria a lataria, como um fantasma.
Nicolly, ou Nick, como consta no seu canal no YouTube de 460 mil inscritos, não se importa. "Não pesa tanto e dá para jogar no celular", diz ela, sentada em uma cadeira gamer rosa e vestindo um fone de ouvido da mesma cor, ornado com orelhas de gatinho.

Para ela, o jogo do momento na plataforma é o Brookhaven, que simula a vida de um personagem e é parecido com o The Sims. "Tem de trabalhar, tomar banho, pagar conta", explica ela. "É como se fosse a vida real, se você não trabalha, você não tem dinheiro."

Nele é possível tirar fotos, guardar itens em uma mochila, jogar em um tablet e dirigir, por exemplo. Também dá para fazer coisas fantásticas, como estourar bombas sem destruir nada e criar uma piscina em segundos, como ela e suas duas primas fizeram no vídeo.

Cada uma das três interpretava e controlava uma personagem enquanto a tela era gravada, com direito a variações no tom de voz (mais infantil para crianças e mais madura para a avó). O jogo é uma atualização das brincadeiras analógicas com bonecos.

A plataforma foi finalizada em Lua para dar liberdade aos usuários que quiserem criar os seus próprios jogos ou manipular os existentes.
"Tem muitas pessoas que usam para fazer uma coisa voar, por exemplo", diz Nicolly. Por enquanto, ela não se aventura nesse universo, mas aprender a Lua está em seus planos para aperfeiçoar a brincadeira.

"O Roblox ensina as crianças a programar", diz Waldemar, um dos criadores da linguagem. Quem entendeu isso foi a startup indiana Byju's Future School, que chegou ao Brasil no meio do ano passado. Ela ensina crianças e adolescentes de 6 a 15 anos a programar com a plataforma de games.

"É muito bom saber que crianças de 10, 11 anos aprendem a programar em Lua. É naquele universo do jogo deles, mas elas aprendem a essência da programação", diz ele.

Além de tornar a linguagem palatável para crianças e iniciantes, a simplicidade da Lua é um trunfo para este mundo em que há pequenos computadores em nossas cortinas, pulsos e geladeiras.
"A gente brinca, mas é real. Ela roda dentro de forno de micro-ondas, TVs, impressoras, teclados. Existem exemplos comerciais de todos esses produtos", diz Roberto.
A Volvo Cars, por exemplo, usou a linguagem durante anos em seu computador de bordo, motivo de orgulho aos criadores. "Não é pesquisa por pesquisa, é pesquisa transformada em um produto tecnológico mundialmente usado", diz Luiz Henrique.
Na internet das coisas, ou iOT, nome dado à tendência de interconexão de objetos cotidianos, a Lua tem competidores -o programador Vinicius Zein, por exemplo, esperava que a linguagem fosse mais rodada em sistemas de baixa capacidade. Ele é especialista em sistemas embarcados e já usou a Lua para programar em um telefone corporativo.
"Eu percebo uma segmentação muito grande nesse mercado. Se fosse para a Lua ocupar esse lugar de protagonista, acho que já deveria ter ocupado", diz Vinicius.
O futuro, porém, pode ser ainda mais promissor.
"Hoje eu vejo Lua sendo muito mais usada em games do que em iOTs. Mas daqui a 10, 15 anos, essas crianças serão profissionais", diz ele. "Talvez isso traga para o mercado um pool de desenvolvedores em Lua muito grande."

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1,4 milhão de visualizações · 05/03/2022 - 11h59

Linguagem de programação brasileira criada para Petrobras é febre mundial


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Na tela, uma avó de longos cabelos grisalhos, shorts jeans e andador recebe as duas netas em casa. É uma senhora ranzinza e pouco convencional, que dança É o Tchan na sala, dirige um trailer e leva as crianças para a balada. O vídeo, recheado de efeitos sonoros que lembram programas de televisão vespertinos, tem mais de 1,4 milhão de visualizações no YouTube.

A peça foi feita em uma plataforma de jogos online chamada Roblox, um fenômeno de entretenimento e de mercado. Em 2021, protagonizou uma das maiores estreias na bolsa do ano, quando foi avaliada em US$ 45 bilhões (R$ 225,6 bilhões). Os jogos da empresa fundada por um canadense e um americano são especialmente famosos entre crianças e, de alguma forma, se cruzam com a Petrobras e a PUC-Rio.

Parte da plataforma é feita em Lua, linguagem de programação de maior êxito desenvolvida fora do norte global. Ela foi criada no instituto de computação gráfica Tecgraf, da universidade carioca, pelos pesquisadores Roberto Ierusalimschy, Waldemar Celes e Luiz Henrique de Figueiredo. Sua primeira versão é de 1993.

Na época, eles desenvolviam um programa para a Petrobras traçar perfis de poços de petróleo, o que foi bem-sucedido. "Uma das aplicações foi usada por mais de dez anos", relembra Roberto. Parte do sucesso está relacionada a uma característica: ser de fácil compreensão ao usuário final.

"A ideia é que as pessoas possam resolver sozinhas os seus problemas e não precisem contatar os programadores, pedir a resolução e esperar duas semanas pela resposta", explica o pesquisador.

Em uma comparação, é como se Lua estivesse mais próxima do usuário, enquanto a C, por exemplo, complexa linguagem criada em 1972, estivesse mais próxima do hardware. Mesmo quando colocada ao lado da linguagem Python, conhecida pela simplicidade, Lua se destaca. A brasileira sustenta 21 palavras-chave -aquelas reservadas para formar os comandos no código-, enquanto Python tem 33.

Essas características limitam a sua atuação, mas a tornam a alternativa ideal para quem quer autonomia, objetivo dos pesquisadores. Até hoje, há produtos feitos com a Lua para a Petrobras, mas não só para ela.

Angry Birds, jogo de pássaros contra porcos que foi febre nos celulares no início da década passada, também usa Lua, assim como o famoso jogo de estratégia World of Warcraft. Até mesmo a Nasa já a utilizou.

"Ser leve, portátil e de fácil integração com outras linguagens era desde o início a nossa intenção. Agora, que isso seria exatamente o que o pessoal de jogos precisava foi mirar em uma coisa e acertar em outra. Eles nos descobriram", diz Roberto.

Roblox é um dos exemplos mais famosos atualmente. Segundo dados do balanço da empresa do final do ano passado, foram 45,5 milhões de usuários ativos por dia em 2021 -um aumento de 40% em relação a 2020. Eles passaram 41,4 bilhões de horas na plataforma, o que resultou em uma receita de quase US$ 1,9 bilhão (R$ 9,5 bilhões).

Nicolly Martins Ferreira, 12, é responsável por algumas dessas horas. É dela e de suas primas a autoria do vídeo com mais de um milhão de visualizações descrito no início do texto.

Os jogos do Roblox foram os primeiros mais elaborados com que ela teve contato -antes, passava o tempo com o Pou, bichinho virtual atualizado para a era da internet.

Ainda assim, era pouco complexo para o seu pai. "Quando ela começou a jogar Roblox, eu até brincava: 'Nick, pelo amor de Deus, se você quiser jogar no meu PlayStation 3 ali, você pode jogar'", diz Leonardo em uma chamada de vídeo ao lado da filha. "Eu achava um joguinho muito estranho, quadradinho."

Ele se refere aos desenhos do jogo, que podem ser chamados de rudimentares quando comparados com os realistas gráficos dos atuais games. As árvores são quadradas e, para entrar em um carro, por exemplo, as portas não são abertas -o avatar simplesmente passa pelo que seria a lataria, como um fantasma.

Nicolly, ou Nick, como consta no seu canal no YouTube de 460 mil inscritos, não se importa. "Não pesa tanto e dá para jogar no celular", diz ela, sentada em uma cadeira gamer rosa e vestindo um fone de ouvido da mesma cor, ornado com orelhas de gatinho.

Para ela, o jogo do momento na plataforma é o Brookhaven, que simula a vida de um personagem e é parecido com o The Sims. "Tem de trabalhar, tomar banho, pagar conta", explica ela. "É como se fosse a vida real, se você não trabalha, você não tem dinheiro."

Nele é possível tirar fotos, guardar itens em uma mochila, jogar em um tablet e dirigir, por exemplo. Também dá para fazer coisas fantásticas, como estourar bombas sem destruir nada e criar uma piscina em segundos, como ela e suas duas primas fizeram no vídeo.

Cada uma das três interpretava e controlava uma personagem enquanto a tela era gravada, com direito a variações no tom de voz (mais infantil para crianças e mais madura para a avó). O jogo é uma atualização das brincadeiras analógicas com bonecos.

A plataforma foi finalizada em Lua para dar liberdade aos usuários que quiserem criar os seus próprios jogos ou manipular os existentes.

"Tem muitas pessoas que usam para fazer uma coisa voar, por exemplo", diz Nicolly. Por enquanto, ela não se aventura nesse universo, mas aprender a Lua está em seus planos para aperfeiçoar a brincadeira.

"O Roblox ensina as crianças a programar", diz Waldemar, um dos criadores da linguagem. Quem entendeu isso foi a startup indiana Byju's Future School, que chegou ao Brasil no meio do ano passado. Ela ensina crianças e adolescentes de 6 a 15 anos a programar com a plataforma de games.

"É muito bom saber que crianças de 10, 11 anos aprendem a programar em Lua. É naquele universo do jogo deles, mas elas aprendem a essência da programação", diz ele.

Além de tornar a linguagem palatável para crianças e iniciantes, a simplicidade da Lua é um trunfo para este mundo em que há pequenos computadores em nossas cortinas, pulsos e geladeiras.

"A gente brinca, mas é real. Ela roda dentro de forno de micro-ondas, TVs, impressoras, teclados. Existem exemplos comerciais de todos esses produtos", diz Roberto.

A Volvo Cars, por exemplo, usou a linguagem durante anos em seu computador de bordo, motivo de orgulho aos criadores. "Não é pesquisa por pesquisa, é pesquisa transformada em um produto tecnológico mundialmente usado", diz Luiz Henrique.

Na internet das coisas, ou iOT, nome dado à tendência de interconexão de objetos cotidianos, a Lua tem competidores -o programador Vinicius Zein, por exemplo, esperava que a linguagem fosse mais rodada em sistemas de baixa capacidade.

Ele é especialista em sistemas embarcados e já usou a Lua para programar em um telefone corporativo.

"Eu percebo uma segmentação muito grande nesse mercado. Se fosse para a Lua ocupar esse lugar de protagonista, acho que já deveria ter ocupado", diz Vinicius.
O futuro, porém, pode ser ainda mais promissor.

"Hoje eu vejo Lua sendo muito mais usada em games do que em iOTs. Mas daqui a 10, 15 anos, essas crianças serão profissionais", diz ele. "Talvez isso traga para o mercado um pool de desenvolvedores em Lua muito grande."

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