Cirurgias, melhorias e serviços -

Veja os principais destaques na saúde do estado desta terça-feira (12/09)

Veja os principais destaques na saúde do estado desta terça-feira (12/09), apurados pelo 180graus:

UTI do Hospital Regional de Campo Maior possibilita novas cirurgias

O Hospital Regional de Campo Maior, gerenciado pela Santa Casa de Chavantes, passou a contar com uma Unidade de Terapia Intensiva em maio deste ano. São dez leitos adultos usados para estabilização dos pacientes em pós-operatório ou com quadros graves.

Foto: AsCom

“Graças à UTI, agora podemos realizar cirurgias mais complexas que precisavam desse tipo de retaguarda, como a de fratura do fêmur, neurológica e cardíaca. Além disso, temos uma equipe adequada para atendimento e estabilização dos pacientes com quadros mais graves”, destaca a gestora do Hospital Regional de Campo Maior, Nádia Costa.

Na UTI também são atendidos casos de pacientes com quadro de sepse, acidente vascular encefálico, insuficiência renal aguda e crônica e insuficiência respiratória aguda. Antes da unidade entrar em funcionamento, os pacientes do município de Campo Maior e região dos Carnaubais eram transferidos para atendimento em Teresina.

A UTI da unidade hospitalar conta com equipamentos de última geração para atendimento a pacientes em estado grave, como monitor, ventilador mecânico, bombas de infusão, camas elétricas, capnografia, medicação de pressão arterial invasiva, Raio X móvel, ventilador de transporte, carrinhos, além de aparelhos de hemodiálise com atendimento 24 horas.

Heda em Parnaíba impulsiona qualidade dos procedimentos médicos com novos equipamentos

O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), referência em atendimento médico na região de Parnaíba, registrou um aumento de 80% no número de novos equipamentos, o que contribuiu significativamente para a melhoria dos procedimentos e da eficiência na gestão interna da instituição. 

Esse avanço é resultado de uma colaboração estratégica entre a Organização Social Isac e a Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (Sesapi).

Foto: AsCom

Procedimentos executados com maior precisão e rapidez

O hospital ganhou novos aparelhos de diagnóstico por imagem, além monitores de pacientes e equipamentos de suporte à vida, trazendo benefícios imediatos para os pacientes e profissionais de saúde que atuam no HEDA. 

"Os procedimentos médicos agora são executados com maior precisão e rapidez, permitindo um diagnóstico mais eficaz e um tratamento mais assertivo", afirma o superintendente de média e alta complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo.

Fortalecimento do sistema de saúde regional

Além disso, a gestão do hospital implantou melhorias como sistemas de informação mais modernos e a disponibilidade de computadores atualizados em todas as áreas, desde o atendimento ao paciente até a administração de recursos.

"O aumento no número de equipamentos e computadores não apenas aprimora a qualidade dos procedimentos médicos, mas também fortalece o sistema de saúde regional como um todo, refletindo o compromisso em proporcionar um atendimento de qualidade à população", disse o diretor-geral do Heda, Marcelo Veloso.

Hemopi realiza cadastro de doadores de medula óssea em 4 municípios

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) volta ao interior do Piauí em busca de novos doadores voluntários de medula óssea. Nos dias 14 e 15 de setembro, o Hemopi vai estar nas cidades de Barras, Esperantina, Cabeceiras e Boa Hora. O terceiro sábado de setembro, que esse ano será no dia 16, é comemorado o Dia Mundial do Doador Voluntário de Medula Óssea.

Foto: AsCom

O transplante é, em algumas situações, a única ou principal chance de cura para pacientes com doenças como a leucemia, por exemplo. No Brasil, estima-se que as chances de compatibilidade sejam de 1 para 100 mil, por isso o cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea – Redome é tão importante.

“Estamos em busca de novos doadores e com fenótipos que possam aumentar a diversidade dos cadastros no Redome. Quanto mais diverso for o banco de doadores voluntários, mais chances os pacientes que estão na fila de espera por um transplante tem de encontrar um doador compatível”, explica o supervisor do Redome, Vinício Marques.

Atualmente, o Brasil possui 5.656.183 doadores cadastrados e 650 pacientes na fila de espera por um transplante. O Piauí tem 97.104 doadores de medula óssea cadastrados no Redome. O cadastro pode ser feito no Hemocentro mais próximo da sua cidade. “No caso do Piauí, o candidato a doador pode se dirigir a uma das quatro unidades do Hemopi: Teresina, Parnaíba, Floriano e Picos.

O candidato precisa apresentar um documento oficial com foto, preencher uma ficha com dados pessoais e coletar uma amostra de sangue para o exame de tipagem HLA. “É através dessa amostra que as informações genéticas são inseridas no Redome e passam a ser cruzadas com as informações dos pacientes que estão na fila de espera”, reforça Vinício Marques.

Para se tornar um doador voluntário de medula óssea é preciso ter entre 18 e 35 anos de idade, sendo que o doador permanece no cadastro até 60 anos e pode realizar a doação até esta idade; Apresentar documento de identificação oficial com foto; Estar em bom estado geral de saúde; Não ter nenhuma doença impeditiva para cadastro e doação de medula óssea. A lista das doenças impeditivas pode ser conferida através do endereço eletrônico https://redome.inca.gov.br/doencas-impeditivas-do-cadastro-e-da-doacao/

O supervisor reforça que o cadastro é apenas o primeiro passo e que a doação efetiva só acontece quando há compatibilidade. “Por isso, reforçamos a importância de se cadastrar como doador. Para os que já são cadastrados, é necessário manter os dados sempre atualizados para que, caso haja compatibilidade, o doador possa ser encontrado de forma rápida e eficaz para dar prosseguimento às outras etapas que podem anteceder o transplante efetivo. O cadastro é uma responsabilidade dos hemocentros de todo o Brasil e o Hemopi pretende com essas campanhas nos municípios cumprir a sua meta anual estabelecida pelo Ministério da Saúde que é de 2.363 novos cadastros”, explica.

Entre 01 de janeiro e 10 de setembro, já foram cadastrados 939 novos doadores de medula óssea no estado. Até dezembro o Hemopi deve percorrer mais cidades do interior do Piauí e continuar com as ações na capital.

O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável pelo financiamento de cerca de 90% dos transplantes no país. Apesar do grande volume de procedimentos de transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera para receber um órgão, seja de doador vivo ou não, ainda é grande.

Sesapi lança Informe Epidemiológico da Hanseníase nesta quarta-feira (13)

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) lançará, nesta quarta-feira (13/09), por meio da Coordenação de Infecções Sexualmente Transmissíveis, o informe epidemiológico sobre Hanseníase. O boletim foi elaborado em parceria com o Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados (CIATEN) e traz dados atualizados sobre situação epidemiológica da doença dentro do estado do Piauí.

Foto: Sesapi

O lançamento vai acontecer a partir das 8h, no Pátio da Sesapi, em alusão a campanha Setembro Roxo, que celebra o Dia Estadual de Conscientização, Prevenção e Combate à Hanseníase no Piauí, em 12 de setembro.

Além da situação epidemiológica, o informe traz ainda uma análise sobre o número de novos casos detectados da doença, e o impacto que o período da pandemia de Covid-19 teve sobre a identificação precoce de novos casos, fator essencial para um tratamento bem-sucedido.

Eliracema Alves, coordenadora do programa de hanseníase da Sesapi, destaca que os dados presentes no informe epidemiológico são importantes, uma vez que mostram a situação real do Piauí ao nível nacional no que diz respeito a hanseníase.

“O informe é uma maneira que nós temos de mostrar para todos como a hanseníase está se comportando dentro do estado, permitindo assim que os órgãos e entidades de saúde possam tomar decisões e traçar estratégias que ajudem na prevenção e combate a doença”, explica Eliracema Alves.

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