Mulheres relataram aumento · 18/08/2021 - 16h38

Vacina contra Covid-19 pode aumentar os seios? Entenda!


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Com a vacinação avançada em alguns países e no Brasil, várias questões foram levantadas sobre os efeitos colaterais do imunizante. Das reações mais leves às mais graves, relatos de uma possível consequência da vacinação chamaram a atenção em todo o mundo. As informações são do R7

Uma usuária do TikTok postou um vídeo em que  relata ter passado a usar sutiãs maiores, após tomar a vacina contra a Covid-19. Várias mulheres se identificaram com o fenômeno. Tanto, que o vídeo atingiu quase dois milhões de visualizações.

Foi a jovem britânica Elle Marshall que divulgou a mudança em sua numeração de sutiã, depois de tomar a vacina. Elle conta que teve que usar sutiãs com bojo dois números acima do que usava antes. E atribuiu isto à vacina da Pfizer.

O MonitoR7 consultou o Dr. Edward Carillho, ginecologista de uma clínica paulistana, que explicou melhor o que acontece. Primeiro, toda mulher sofre uma variação cíclica de sensação de volume mamário durante o ciclo menstrual. Soma-se a isso a reação imunológica que toda vacina causa no corpo humano. Não apenas a de Covid-19, nem somente a da Pfizer. Ocorre um processo inflamatório enquanto o organismo monta suas defesas, instigado pela vacinação. Então, toda vez que  é detectada uma infecção, o sistema linfático é acionado, produzindo células de defesa. 

Ao tomar a vacina, as células de defesa de Elle foram acionadas, causando o aumento dos gânglios linfáticos, também conhecido como íngua. As axilas têm muitos destes gânglios linfáticos. Isso faz com que a mama seja projetada para frente, dando a sensação de estar maior.

Entretanto, o fenômeno não ocorre com todas as mulheres. “Cerca de 10% das mulheres que receberam a vacina têm gânglios linfáticos inchados nas axilas.", disse Steinar Madsen, especialista da Agência Norueguesa de Medicamentos. Na Noruega foi registrado outro caso de uma "tiktoker" que ficou famosa pelo mesmo motivo .

Os especialistas alertam ainda que mesmo nas poucas mulheres em que o fenômeno acontece, ele é temporário. E, o mais importante, não traz nenhum risco à saúde.

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