Com salários baixos · 05/08/2019 - 17h52 | Última atualização em 05/08/2019 - 17h53

Pessoas mais pobres têm maior risco cardiovascular, afirma pesquisa


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Quanto você ganha e o local em que você mora podem ser fatores de risco para problemas cardiovasculares. A descoberta foi feita em um recente estudo feito pela American College of Cardiology Foundation (EUA) e publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC). De acordo com os cientistas, salários baixos e criminalidade alta podem ser preponderantes para o desenvolvimento de doenças relacionadas ao coração. As informações são do Metrópoles.

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O estresse e as inflamações arteriais causadas pela falta de dinheiro e pela violência seriam os principais vilões das pessoas com nível socioeconômico mais baixo. A partir de exames de imagens, os pesquisadores estudaram a ativação do centro do estresse no cérebro, na região da amígdala e a captação de FDG (fluordeoxiglicose) na parede arterial como marcador de inflamação. Eles perceberam que, quanto menor o nível socioeconômico, maior o estresse e maior a ativação da amígdala, causando mais inflamações vasculares e maiores taxas de eventos cardiovasculares.

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O resultado é importante porque comprova que indivíduos com maior estresse, como pessoas com baixo nível socioeconômico e que vivem em áreas de criminalidade ou próximas (critério usado no estudo), têm maior risco de inflamação vascular, que é a causa de complicações cardiológicas como aterosclerose e infarto.

Os números de doenças relacionadas ao coração são graves no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30% das mortes no país são devido a doenças cardiovasculares. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima uma morte a cada 90 segundos. Mais de três quartos das mortes por doenças cardiovasculares ocorrem em países de baixa e média renda, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ainda de acordo com a OMS, as doenças cardiovasculares são uma questão de desenvolvimento em países de baixa e média renda porque, diferentemente das pessoas que vivem em países de alta renda, “pessoas de países de baixa e média renda muitas vezes não têm o benefício dos programas integrados de atenção primária para a detecção e tratamento precoce dos indivíduos expostos aos fatores de risco”.

A falta de acesso à serviços de saúde faz com que os diagnósticos sejam feitos tardiamente, dificultando o tratamento e ocasionando mais mortes entre a população de menor renda. Para prevenir doenças cardiovasculares, a OMS recomenda evitar comportamentos de risco, como fumar, não praticar exercícios físico, ingerir álcool em excesso e consumir alimentos não saudáveis.


Fonte: Metrópoles

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