Exame simples · 22/07/2020 - 15h20

Exame pode descobrir câncer 4 anos antes de sintomas e salvar


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Um novo exame de sangue não invasivo permite detectar ao menos cinco tipos de câncer em pessoas assimtomáticas até quatro anos antes do diagnóstico feito por métodos tradicionais, de acordo com estudo feito em parceria por pesquisadores chineses e americanos, que foi publicado na revista científica Nature nesta terça-feira (21). As informações são de R7.

O teste, chamado PanSeer, identifica cânceres de estômago, esôfago, colorretal, pulmão e fígado a partir da detecção do DNA de tumores no plasma. Ele foi capaz de fazer isso em 95% das amostras de indivíduos que eram assintomáticos quando foi feita a primeira coleta, em 2007, e só foram diagnosticadas com câncer entre um a quatro anos depois.

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Além disso, foi possível detectar o câncer com precisão em 88% das amostras de 113 pacientes que já eram diagnosticados na época da coleta e reconhecer 95% dos casos que realmente não tinham o tumor. Mais de 120.000 pessoas doaram sangue por um período de 10 anos, até 2017.

O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo - a primeira são doenças cardiovasculares - e causou 9,6 milhões de mortes em 2018, segundo dados da OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde).

A detecção precoce é importante porque a sobrevivência de pacientes com câncer aumenta significativamente quando a doença é identificada nos estágios iniciais, pois o tumor pode ser removido cirurgicamente ou tratado com medicamentos apropriados. 

No entanto, os pesquisadores destacam que o exame de sangue não permite prever se alguém vai desenvolver câncer, mas sim para identificar aqueles que já possuem um tumor, ainda estão assintomáticos e não foram diagnosticados pelas análises convencionais.

"O objetivo final seria realizar exames de sangue como esse em consultas de rotina anuais", disse Kun Zhang, um dos pesquisadores envolvidos no estudo e autores e professor do Departamento de Bioengenharia da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos.

"Mas o foco imediato é testar pessoas com maior risco, com base no histórico familiar, idade ou outros fatores de risco conhecidos", completou.


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