Aumento no número de casos · 19/05/2022 - 11h36

Surto de dengue e chikungunya deixa hospitais lotados em Teresina


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Notícia da Manhã - No mês de abril a fundação Municipal de Saúde de Teresina, definiu uma reorganização da rede hospitalar para atender a alta demanda de pacientes com viroses como dengue e chikungunya. A seria evitar a superlotação nos hospitais.

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"Eu comecei sentir primeiro um calafrio, dor nas articulações, pareceu umas manchas, caroço, muita dor e febre que não passava, tomava dipirona, toma paracetamol para baixar, mas conseguia baixar",

Esses sintomas descritos por Paulo, infelizmente tem feito parte da realidade de muitos Piauienses. Ele foi diagnosticado com chicungunha, doença que junto com a dengue e a zika estão lotando os hospitais em Teresina, e com sistema de saúde sobrecarregado a população reclama da dificuldade de atendimento.

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Armando Evangelista disse não ter sido atendido ao buscar a unidade de pronto atendimento do bairro Promorar, Zona Sul de Teresina, na noite da última terça-feira (17/05), ela relatou que chegou às 6h da manhã e saiu as 11h da noite e não foi atendido, disse tambem que havia muitas senhoras e crianças passando mal. Informou ainda que todo dia tem lotação no hospital.

Os números da Secetaria Estadual de Saúde confirma esta realidade, o aumento no Piauí nas primeiras 19 semanas de 2022, foi de qause  800% comparado ao mesmo período do ano passado, chikungunya assusta ainda mais, o aumento foi de 5.000 %.

Para quem está doente, o desconforto da espera se torna angustiante. Domingas desde a última segunda-feira buscar atendimento para o filho Arthur de 15 anos que se queixa de febre e dores no corpo.

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"Sexta-feira ele começou a ter febre, eu trouxe ele na segunda-feira, no mesmo dia ele já tava vomitando, me pediram um exame, deu plaqueta baixa e vim novamnete para o hospital", disse.

Na tentativa de diminuir a sobrecarga neste sistema, a Secretaria Estadual de Saúde apela para com conscientização da população.

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"Nós queremos novamente enfatizar para toda a população, temos que continuar fazendo nosso trabalho, e o nosso trabalho é limpeza dos locais domésticos, onde lá é que realmente se encontra os criadores", disse Herlon Guimarães.

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O secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, anunciou nesta terça- feira (17/05) o lançamento do ICMS Saúde, um programa que consistirá na transferência de recursos para investimentos na saúde dos municípios. A ação levará em conta o cálculo do Índice Municipal de Qualidade da Saúde (IMQS). O anúncio foi feito durante o Seminário Estadual de Estratégias de Fortalecimento do SUS/Piauí, promovido pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Piauí. 

Segundo o secretário, os novos critérios vão considerar a qualidade do serviço oferecido, sendo um modelo de Gestão Pública por resultado, em que o repasse da maior parte é feito para quem apresenta melhor desempenho. “A população piauiense é quem mais ganha com essas alterações, pois os gestores municipais são incentivados a se esforçarem mais para melhorar os seus resultados”, lembra Neris Júnior. 

Para efeito de cálculo será levado em conta o desempenho relativo de quatro grupo de ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) do Programa Previne Brasil.  As ações avaliadas são as seguintes: Índice de Saúde da Mulher: proporção de mulheres com a realização dos procedimentos de cuidados com a saúde; Índice de cobertura vacinal: proporção de cobertura vacinal de poliomielite inativada e pentavalente (criança < 1 ano); Índice de controle de população hipertensa: proporção de pessoas com hipertensão arterial sistêmica com pressão arterial aferida pelas equipes de AP, pelo menos uma vez no semestre e Índice de controle de diabetes: proporção de pessoas com diabetes, que são consultadas pelas equipes de APS.   

“O recurso relativo ao IMQS deverá ser destinado a garantir a ampliação e a melhoria da qualidade do acesso aos serviços de saúde para a população do estado do Piauí, através da estruturação e organização as ações e serviços ofertados pela APS a partir das necessidades e evidências levantadas pelos municípios”, explica o secretário. 

O Índice Municipal de Qualidade da Saúde é calculado pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí com base em informações fornecidas pela Secretaria de Estado da Saúde. “Para esclarecer melhor os gestores vamos estar com equipes in loco, nos territórios de saúde. Tratando sobre o tema e, também, sobre os indicadores que serão avaliados para que seja feito o cálculo da transferência”, disse o gestor. 

Para melhorar os índices, a Sesapi orienta os gestores que mantenham atualizado os indicadores das ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) do Programa Previne Brasil para que os dados reflitam a realidade das ações já realizadas pelo município.

“É muito importante, que o município possa ampliar as ações da Atenção Primária à Saúde (APS) do Programa Previne Brasil e assim melhorar os índices do programa. E estamos trabalhando junto com a governadora Regina Sousa e a Sefaz para estas ações junto aos municípios”, lembra Neris Júnior. 

Seminário Estadual Estratégias de Fortalecimento do SUS/Piauí

O Seminário Estadual Estratégias de Fortalecimento do SUS/Piauí  está sendo uma oportunidade de discutir estratégias de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nas redes municipais de Saúde do Piauí. 

Para o gestor, está junto com os secretários municipais de Saúde discutindo o fortalecimento da rede pública de saúde e de suma necessidade, para conhecer a realidade da saúde no Piauí. “Quero parabenizar a diretoria do Cosems, por este evento, pois toda oportunidade de estarmos tratando sobre o SUS e buscando fortalecer nossos serviços de saúde, devem ser enaltecidas”, disse Neris Júnior. 

O Seminário foi uma oportunidade para gestores e técnicos das Secretarias Municipais de Saúde avaliarem, aprofundarem seus conhecimentos e traçarem metas referentes à Atenção Básica e à Média e Alta Complexidades dos serviços de saúde realizados nos municípios piauienses. “Quero coloca a Sesapi a disposição de todos os secretários municipais de Saúde. E mais uma vez eu digo sempre estamos de portas abertas para buscarmos este fortalecimento do SUS”, disse o secretário.

Na oportunidade, Neris Júnior também parabenizou os municípios pelo trabalho de vacinação contra a Covid-19, que colocou o Piauí entre os estados que mais vacinaram contra o vírus no Brasil. “Eu tenho muito orgulho em dizer que o Piauí foi um dos estados mais bem sucedidos em suas ações de enfrentamento à pandemia e hoje é um dos que mais vacinam no país e isso se deve ao trabalho também de nossos gestores municipais da Saúde, que trabalharam junto com a Sesapi para que as vacinas pudessem chegar aos braços dos piauienses”, lembra. 

O gestor também falou sobre os repasses que o estado fez através do Cofinanciamento da Saúde. Somente em 2022 os municípios já receberam mais de 30 milhões da Secretaria de Estado da Saúde. “Os valores referentes ao mês de abril foram creditados nas contas dos municípios no dia 04 de maio, e o acordo era até o dia 10 de cada mês”, informou o secretário Neris Júnior.

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Fonte: SESAPI
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Números assustadores · 18/05/2022 - 17h43

Piauí apresenta aumento de 745% nos casos de dengue


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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) liberou, na manhã desta quarta-feira (18/05), mais um boletim epidemiológico de dengue no Piauí, em 2022. Segundo dados do boletim, em sua 19ª semana epidemiológica, o Piauí registrou um aumento de 745,6% nos casos de dengue e um crescimento de 5.112,9% nos casos de chikungunya. Segundo os dados, o Estado não registra óbitos por chikungunya desde 2018.

Ainda segundo dados do informe epidemiológico, em 2022, 187 municípios registraram 9.242 casos prováveis de dengue, ao passo que no mesmo período de 2021 foram 1.093 notificações realizadas por 75 municípios. O boletim apresenta ainda que no sistema estão confirmados três óbitos no Estado, todos do município de Teresina.

    Ascom

O secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, fala que o aumento dos casos vem sendo acompanhado e que as equipes técnicas da Sesapi estão dando todo o apoio aos municípios. “Esse perfil de aumento de casos em relação ao mesmo período do ano passado vem se repetindo a cada semana. E nossa equipe vem trabalhando junto aos municípios, dando apoio técnico, reforçando as medidas necessárias e enviando o serviço de fumacê para o enfrentamento à dengue e a chikungunya em nosso Estado”, destacou o secretário.

Novo Santo Antônio; Antônio Almeida; Patos do Piauí; Simplício Mendes e Tanque do Piauí são os cinco municípios com maior incidência de dengue nesta 19ª semana epidemiológica. Em relação aos casos de chikungunya, o boletim apresenta que Simplício Mendes; Alagoinha do Piauí; São Julião; Monsenhor Hipólito; Alegrete do Piauí; Jaicós; Campo Grande do Piauí e Patos do Piauí como os municípios que apresentaram maior incidência nos casos da doença.

Ocimar Alencar, supervisor de entomologia da Sesapi, destaca que, além das medidas dos gestores municipais e estaduais, a participação da população é essencial para a diminuição dos casos.

“A cada semana estamos repetindo esse ponto, mas a verdade é que ele é essencial para que o enfrentamento à dengue seja mais efetivo. Estamos em um período de sazonalidade do vírus, no qual um aumento dos casos já era esperado, no entanto o nível registrado nos traz preocupações tanto para a dengue como a chikungunya”, diz Ocimar.

O supervisor  ainda destacou que “a literatura e nossos levantamentos mostram que 80% dos criadouros do mosquito estão presentes em ambiente domiciliar. Por isso é essencial que a população ajude o poder público limpando suas casas e evitando que surjam novos ambientes propícios para o desenvolvimento do mosquito”.

Ainda buscando mais formas de ampliar o apoio aos municípios piauienses no enfrentamento à dengue e à Chikungunya e na redução de casos pelo Piauí, as equipes do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) vem realizando reuniões e capacitações voltadas para ajustar a questão do registro de dados e melhores medidas de enfrentamento em cada região.

“Nossa equipe está visitando os municípios e falando com os representantes deles e dos municípios próximos. Esta semana a previsão é trabalhar junto a Piripiri, Campo Maior e Parnaíba, mantendo esse contato direto. E, dessa forma, traçando as melhores estratégias para o perfil epidemiológico de cada região, pontuou Amélia Costa, coordenadora do Cievs e do setor de epidemiologia da Sesapi.

A Sesapi também enviou aos municípios nota técnica sobre os pontos que cada município deve adotar para solicitar o carro fumacê. “Nós avaliamos o perfil epidemiológico daquele município para verificar a necessidade do uso ou não, do fumacê naquele local. Essa medida nos ajuda a verificar o andamento do enfrentamento em todo o Estado, além de assegurar o uso correto do produto químico utilizado na eliminação dos mosquitos”, explicou Ocimar Alencar.
Até o momento o Estado enviou carro fumacê para dar apoio a 40 municípios piauienses.

 

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Fonte: Governo do Piauí
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Prioriza internados e grávidas · 18/05/2022 - 11h30

Lacen continua com estoque reduzido de testes para diagnóstico da dengue


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Notícia da Manhã - No final do mês de abril a ecretaria de Estado da Saude do Piauí (Sesapi), emitiu um comunicado as unidades saúde orientando que só serão realizados testes para detectar a dengue em pacientes que estivessem hospitalizados com sintomas graves, gestantes ou então em casos de óbitos supostamente causados pela doença.

Em entrevista, o superintendente de atenção à saúde da Sesapi, Herlon Guimarães falou sobre a previsão de normalidade sobre esta situação.

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"Não existe nenhuma mudança em relação à orientação, permanecemos com a nota técnica ainda válida, fizemos a orientação a todos os nossos municípios, seguimos fazendo avaliação de casos graves, de gestantes, pois isso é muito importante. Nós temos também que observar a presença do Zika vírus e lembrar de 2015 dos casos de microcefalia, seguimos fazendo também avaliação de óbtos.

"É importante a gente trazer uma transparência para toda a população, o exame é sim muito importante para que nós possamos identificar a dengue, a zika e a chikungunya, mas eu queria dizer para população que não é por falta do exame que ela não vai ter um atendimento de qualidade nas unidades de saúde, os nossos profissionais médicos eles estão aptos a identificar e avaliar clinicamente.  A clínica ela é soberana, mas existe o aparato de todos os outros exames, como de sangue e hemograma. Temos também os marcadores de transaminases, todos esses exames eles orientam a conduta certa que o médico deve tomar.

Então uma sintomatologia que é característica destas arboviroses, com certeza toda a equipe médica ela vai ter é um aparato de outros exames, exames esses que vão ajudar na conduta no segmento dos casos.", disse.

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Uma mulher de 71 anos de idade, que não teve seu nome revelado, natural de Pio IX, faleceu no último domingo (15/05) no Hospital Regional Justino Luz, em Picos com suspeita de dengue grave. As informações são do RiachaoNet.

De acordo com informações da Assessoria do Hospital Regional, a paciente havia dado entrada no sábado (14/05) com quadro de hemorragia. Vindo a falecer ao ser transferida para a sala de cuidados críticos.

Uma amostra de sangue da paciente foi coletada e encaminhado ao LACEN (Laboratório Central do Piauí), em Teresina para proceder com a análise.

Ainda segundo a Assessoria do Hospital, há atualmente 16 pacientes internados confirmados para dengue e chikungunya.

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MATEUS VARGAS
BRASÍLIA, DF
(FOLHAPRESS)

O Ministério da Saúde decidiu ampliar o sigilo de seus estoques. O governo argumenta que os dados podem ser usados pela indústria para especular preços nas vendas ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Com isso, a pasta comandada pelo ministro Marcelo Queiroga vai manter escondidas as informações sobre produtos vencidos. Em setembro de 2021, a Folha mostrou que a Saúde guardava R$ 243 milhões em medicamentos, vacinas, testes e outros itens sem validade.

O sigilo de todo o estoque cairia no próximo ano, mas o general da reserva Ridauto Fernandes, diretor de Logística da Saúde, assinou novo termo de classificação da informação no dia 20 de abril.

Com isso, não há mais uma data para todo o estoque ser revelado. As informações serão protegidas por dois anos a partir de quando forem produzidas.
O sigilo também alcança dados sobre o volume de produtos que saiu do estoque.

O governo federal tem recebido críticas por impor sigilo sobre informações sensíveis à gestão de Jair Bolsonaro (PL), como a lista de autoridades que acessam o Palácio do Planalto.

O termo assinado pelo general determina esconder "informações do banco de dados (estoque de Insumos Estratégicos de Saúde e dados sobre a sua movimentação)".

O dado sobre o estoque da Saúde foi enquadrado como "reservado" no documento e a justificativa completa para isso também está sob sigilo.
Fernandes disse à reportagem que uma das ideias é evitar que a indústria use os dados sobre o estoque para cobrar mais caro.

"Se a pessoa que vai me vender sabe que estou desesperado para comprar, por exemplo, porque está acabando o produto, o preço vai lá na nuvem", disse o general da reserva.

"Na hora em que negocio preços, uma informação de estoque vale ouro", afirmou.
No termo de classificação, a Saúde cita trechos de artigo da Lei de Acesso à Informação (12.527/2011) sobre dados "imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado" para justificar o sigilo.

Os pontos citados afirmam que os dados sobre estoque podem pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população; oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do país; e pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares.
Fernandes disse que informar o valor total do estoque vencido da Saúde também poderia acabar municiando a indústria.

"Vai conseguir fazer a 'conta de menos' do estoque total. Um gerente de banco não diz quanto tem na agência dele", disse o diretor de Logística.
Ele não informou qual o valor atual do volume vencido e guardado na Saúde.

Disse apenas que a pasta trabalha com órgãos de controle para "evitar esse tipo de coisa". "Hoje nosso estoque é significativamente menor do que no ano passado", disse, sem apresentar a cifra.

Os estoques da Saúde estão sob sigilo desde 2018. O período inicial era de 5 anos. Em 2023, todo o volume seria revelado.
Fernandes disse que a nova dinâmica, de impor dois anos de sigilo a partir da produção do dado, é mais adequada à legislação.

O Ministério da Saúde usou esse novo termo de classificação em 11 de abril para rejeitar um pedido feito pelo jornal Folha de S.Paulo via LAI (Lei de Acesso à Informação) sobre o estoque total vencido da pasta.

Os dados sobre esses produtos são facilmente obtidos em sistemas internos do Ministério da Saúde, usado apenas por servidores autorizados.
O principal centro de armazenamento da Saúde fica em Guarulhos (SP).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a Saúde guardava nesse centro 3,7 milhões de itens sem validade em 2021. O dado foi obtido a partir de relatórios internos da pasta.

A lista de produtos vencidos incluía, por exemplo, 820 mil canetas de insulina, compradas por R$ 10 milhões e suficientes para 235 mil pacientes com diabetes durante um mês.

O governo Bolsonaro também perdeu frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B (quase 6 milhões de doses), varicela, entre outras doenças.

A lista revelada pela Folha de S.Paulo ainda apontava produtos vencidos que poderiam servir a pacientes do SUS com hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, a transplantados e pessoas com problemas renais, entre outras situações.

Os produtos vencidos precisam ser incinerados, segundo as regras sanitárias no Brasil. A Saúde também tem despesas neste processo, feito por empresa privada.

Em alguns casos, como de falha do produto ou quando ele é fornecido com validade curta, o governo consegue repor o estoque vencido por acordos contratuais com as fabricantes.

Esta operação, porém, pode atrasar os tratamentos. Além disso, há situações de prejuízo aos cofres públicos e aos pacientes.

No caso das canetas de insulina, os dados de 2021 indicavam que a Saúde não entregou cerca de 20% da compra de estreia deste produto no SUS, feita em 2018.

O diretor de Logística da Saúde disse à reportagem que a pasta está elaborando uma portaria com orientações de como evitar a perda de produtos pelo fim da validade.

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Novas opções terapêuticas · 17/05/2022 - 08h27

ANS inclui opções de quimioterapia oral em seu rol de procedimentos


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    Instituto nacional do câncer

A inclusão de três opções de quimioterapia oral no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) traz benefícios em termos de sobrevida aos pacientes e permite a prescrição, pelo médico, para aqueles pacientes que têm seguro saúde, avaliou nesta segunda-feira (16/05) a oncologista  Andreia Melo, do Grupo Oncoclínicas, também chefe da Divisão de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Publicada no último dia 6, no Diário Oficial da União, a decisão contemplou as substâncias trifluridina + cloridrato de tipiracila, para câncer colorretal e gástrico metastático; Brigatinibe, para câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, positivo para quinase de linfoma anaplásico (ALK); e Venetoclax, combinado com obinutuzumabe, para pacientes adultos com leucemia linfocítica crônica (LLC) em primeira linha de tratamento.

Segundo o Inca, a estimativa é que em cada ano do triênio 2020-2022, o Brasil tenha em torno de 41 mil novos casos de câncer colorretal, 21 mil casos de câncer gástrico e 30 mil de câncer de pulmão, além de 11 mil casos novos de leucemia, dos quais a leucemia linfoide crônica responderá por cerca de um quarto. No total, o Inca estima o aparecimento de 650 mil casos novos de câncer no país a cada ano do triênio.

Por isso, na avaliação da oncologista, é grande o significado que as incorporações de tratamento podem trazer aos pacientes.

“Elas trazem novas opções terapêuticas. São novas linhas de tratamento para pacientes com essas neoplasias (colorretal e gástrico) no cenário metastático. No caso do câncer de pulmão, você tem a seleção por um biomarcador e tem uma resposta objetiva muito boa com o uso do tratamento e ganho de sobrevida”.

A cobertura obrigatória dessas três novas opções de quimioterapia oral pelos planos de saúde é fundamental para que o oncologista faça, na sua prática clínica, o que há de melhor na literatura, em termos de padrão de tratamento.

“Priorizar essas opções de tratamento oral na cobertura dos pacientes com essas neoplasias é fundamental. É isso que acontece com o Rol da ANS”, indicou a oncologista.

Cânceres

Câncer colorretal é o nome dado ao tipo de tumor que atinge a região do intestino grosso (cólon), reto (final do intestino, antes do ânus) e o ânus. Apenas em 2019, a doença provocou mais de 20 mil mortes no país. Esse é, segundo o Inca, o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com um risco estimado de cerca de 19 casos novos a cada 100 mil pessoas. O câncer colorretal metastático é o estágio avançado da doença. O tratamento deve ser contínuo, visando prolongar a sobrevida, diminuir sintomas relacionados ao tumor, postergar a progressão da doença e manter a qualidade de vida. Mesmo considerando que a doença esteja em um estágio mais avançado, os pacientes ainda podem receber tratamento.

O Inca adverte que quase 30% de todos os cânceres colorretais poderiam ser evitados mediante uma dieta saudável, prática de atividades físicas e redução do consumo de bebidas alcoólicas. O instituto, vinculado ao Ministério da Saúde, estima que, em 2030, a despesa do Sistema Único de Saúde (SUS) com pacientes que desenvolverão esse tipo de câncer, em função da exposição a fatores de risco evitáveis, vai ser 88% maior do que o valor gasto registrado em 2018, que alcançou R$ 545 milhões.

Andreia Melo advertiu que o custo da assistência em oncologia tem subido a cada ano, não só pelo aumento do número de casos. “É uma doença que tem ficado mais incidente e tem aumentado a sua mortalidade também. É claro que, junto disso, você caminha com o desenvolvimento de novas opções terapêuticas, novas tecnologias, novas intervenções que, habitualmente, apresentam alto custo”.

Já o câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é o terceiro tipo mais frequente entre homens e o quinto entre mulheres, com um risco estimado de 12,81 casos a cada 100 mil homens e 7,34 para cada 100 mil mulheres. No mundo, foram estimados 684 mil casos novos em homens, sendo o quarto mais frequente entre todos os cânceres. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, responsável por 95% dos casos, sendo a infecção pela bactéria Helicobacter Pylori o principal fator de risco.

Já a leucemia linfocítica crônica (LLC) se caracteriza por um aumento do número de linfócitos, que são um dos principais tipos celulares dos leucócitos, ou glóbulos brancos. Trata-se de uma doença que se desenvolve de forma lenta e afeta, em sua maioria, pessoas com mais de 55 anos. A idade média no momento do diagnóstico é em torno de 70 anos. Extremamente rara em crianças, o risco de uma pessoa desenvolver LLC é de 0,57%, sendo um pouco maior em homens do que em mulheres.

De acordo com o Inca, o câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil e o primeiro em todo o mundo, tanto em incidência quanto em mortalidade. É responsável por cerca de 13% de todos os novos casos de câncer, com incidência mundial de 1,8 milhão de casos novos. Esse tipo de câncer é considerado hoje uma das principais causas de morte evitáveis, porque, em cerca de 85% dos casos, seu aparecimento está diretamente ligado ao consumo de derivados do tabaco. O cigarro constitui o mais importante fator de risco.

Na mesma decisão, a ANS aprovou a incorporação no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da substância Risanquizumabe, para tratamento da psoríase moderada a grave.

 

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Atualização do Conecte SUS · 13/05/2022 - 17h34

Comprovante de vacinação agora pode ser acessado offline


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O Ministério da Saúde disponibilizou o acesso ao Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 de maneira offline. Ou seja, não é mais necessário estar conectado à internet para ter acesso ao documento que, agora, pode ser salvo no smartphone do usuário.

    Tânia Rêgo/Agência Brasil

A mais nova atualização do aplicativo Conecte SUS foi disponibilizada nesta quarta-feira (11/05), oferecendo essa opção. Assim, o usuário pode ter acesso ao comprovante a qualquer momento. A atualização é especialmente útil àqueles que já concluíram o esquema vacinal.

Após a emissão do documento, basta fazer o download (transferir arquivos de um servidor remoto para um computador local) e criar um atalho para acessá-lo. O resultado é um ícone do documento na tela inicial do Android, que pode dar acesso ao certificado sempre que necessário. O uso da atualização no sistema iOS é realizado por meio da Carteira Apple, disponível de forma gratuita no próprio smartphone que utiliza o sistema operacional.

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Fonte: Agência Brasil
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Notícia da Manhã - O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), precisa manter uma média de 150 doações diárias para garantir o atendimento à demanda por sangue nos hospitais públicos e boa parte dos hospitais privados do Piauí.

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As doações ajudam a salvar vidas de pessoas que precisam em estão passando por cirurgias de urgência e emergência.

O estoque está baixo do ideal, e há uma necessidade muito grande, constante e urgente em função da quantidade de cirurgias que são realizadas todos os dias aqui no estado do Piauí.

Com a retomada das atividades econômicas e também das cirurgias eletivas, aquelas que são agendadas a demanda aumentou.

Saiba quais são os critérios para ser um doador:

Quem pode doar

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Quem não pode doar

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Horário de funcionamento

Em Teresina funciona de segunda a sexta-feira das 7h15 da manhã às 6h da tarde. No sábado fecha um pouco mais cedo, às 5h, só não abre aos domingos, e mesmo nos feriados, o Hemocentro do hemopi no Piauí está em funcionamento.

Já no interior, nas cidades de Parnaíba, Picos e Floriano, funcionam no mesmo horário, das 7h15 da manhã até às 6 horas da tarde, mas somente em dias úteis de segunda a sexta-feira.

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O secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, esteve reunido com a Coordenação de Saúde da Criança e Adolescente, nesta quinta-feira(12), para debater as linhas de cuidados para a prevenção da obesidade.

De acordo com a coordenadora de Nutrição da Secretaria de Estado da Saúde, Norma Sueli, a alimentação dos piauienses foi muito afetada com a pandemia, que aumentou os índices de obesidade no estado. “Nós vinhemos hoje mostrar ao secretário o planejamento das linhas de cuidados para a obesidade, algo que teve um crescimento significativo no Piauí, e uma das consequências da pandemia da Covid-19”, disse a coordenadora.

Para o secretário Neris Júnior, o planejamento nutricional da população piauienses é um debate necessário na agenda da Sesapi, que vai levar a discussão para outras secretarias como a Assistência Social (Sasc) e Educação (Seduc), que são setores essenciais para disseminar esta pauta. “Queremos levar este debate para toda a sociedade, e com isso vamos está buscando as secretarias como Seduc e a Sasc para fazermos um trabalho conjunto para melhorar o perfil de alimentação e nutrição dos piauienses”, ressalta o gestor.

Entre as linhas de cuidados para a prevenção da obesidade está o conhecimento dos panoramas de insegurança alimentar, o fortalecimento das ações juntos aos municípios, capacitações da rede primária e articulação intersetorial com demais órgãos públicos, para levar uma alimentação saudável e adequada à população.

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Tem preocupado autoridades · 11/05/2022 - 10h45

Saiba como proteger seus filhos contra a hepatite misteriosa


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16 casos suspeitos de hepatite misteriosa em crianças estão sendo monitorados pelo Ministério da Saúde. A doença que atinge o público infantil tem preocupado autoridades de saúde em todo o mundo. As informações são do R7.

Por ainda ser um mistério, teorias falsas sobre a doença se espalham pela internet e deixam muitos pais em dúvida. Saiba como proteger os filhos dessa ameaça ainda desconhecida e entenda o que especialistas sabem até o momento.

Confira a reportagem!

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A primeira morte por sarampo em 2022, registrada na última quarta-feira (04/05), em Rondônia, chama atenção para a importância da vacinação contra a doença. A idade e o gênero da vítima não foram divulgados pelos gestores estaduais, por questão de sigilo. O óbito ocorreu em meio à campanha nacional de vacinação contra o sarampo, mobilização que acontece em todo o Brasil, e na esteira de um cenário em que estados e municípios patinam para bater as metas de imunização.

Levantamento recente do projeto VAX*SIM, do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), revela que, em 2021, nenhum estado brasileiro atingiu a meta preconizada pelo Ministério da Saúde, de vacinar 95% das crianças contra o sarampo. Na esfera municipal, apenas 660 municípios - ou cerca de 12% das prefeituras - alcançaram essa taxa, no ano passado.

Segundo o estudo, em 2021, de cada três crianças brasileiras que tomaram a primeira dose do imunizante, uma não voltou para completar o esquema vacinal, de duas doses. 

“Não temos uma causa para a queda da cobertura vacinal, mas [a queda] começou a acontecer em 2016. E tivemos vários surtos significativos no Brasil, em 2018. E, em 2019, [o Brasil] a gente perdeu esse selo de erradicação do sarampo”, remonta a coordenadora do projeto, Patricia Boccolini. 

Ainda de acordo com o estudo do VAX*SIM, em 2020, o país bateu o recorde de 10 mortes de crianças menores de 5 anos por sarampo. Entre 2018 e 2021, 26 crianças nessa faixa etária morreram pela doença. Segundo o observatório, esses dados são um "retrocesso em um país que entre 2000 e 2017 havia registrado uma morte, no ano de 2013".  

Patricia Boccolini ressalta ainda que a vacinação infantil é uma das ações "mais importantes para prevenir mortes evitáveis de crianças de até 5 anos, com um excelente custo-benefício". 

Falta de informação

A diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cássia Rangel, explica que além da questão do horário de funcionamento dos postos, muitas vezes incompatível com a rotina de pais e responsáveis, a falta de informação sobre a atual situação da doença no país pode ter contribuído para a queda na cobertura vacinal contra o sarampo.
"As principais causas relacionadas a essa queda de cobertura são o sucesso das coberturas de vacinação ao longo dos anos, o que pode causar uma falsa sensação de que não há necessidade de se vacinar. Muitas doenças já foram eliminadas e as pessoas não têm lembrança da ocorrência dessa doença. E também o conhecimento individual sobre a importância dessas vacinas ofertadas gratuitamente pelo SUS, e até mesmo uma baixa percepção de risco dessas doenças que são Imunopreveníveis”, explica a diretora.

Hospitalizações

O número crescente de hospitalizações por sarampo também preocupa. Entre 2018 e 2021, o levantamento aponta que 1.606 crianças foram hospitalizadas com a doença no Brasil. Nos quatro anos anteriores, entre 2014 e 2017, o país havia registrado um total de 137 hospitalizações infantis por sarampo.

Cássia Rangel alerta para a necessidade da imunidade de rebanho, que só é alcançada quando se vacina cerca de 95% do público alvo, e para a importância de a criança completar o esquema vacinal, com as duas doses, já que as complicações podem ser graves.

“As principais complicações de sarampo, as mais comuns, são a otite média, diarreia, pneumonia e a laringotraqueobronquite. Em alguns casos, por causa dessas complicações causadas pelo sarampo, podem levar à hospitalização, especialmente crianças desnutridas e imunocomprometidas”, destaca.

Campanha nacional de vacinação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, notificados até a última terça-feira (03/05), no LocalizaSUS, 1,3 milhão de crianças entre 6 meses a menores de 5 anos tomaram a dose da vacina contra o sarampo. A estratégia de vacinação contra a doença acontece em todo o Brasil ao mesmo tempo em que é realizada a campanha de vacinação contra a influenza, que já aplicou 1 milhão de doses nesse público.

Segundo a pasta, a vacinação pretende “interromper a circulação do sarampo no Brasil”. A segunda etapa começou na última segunda, 2 de maio, e vai até o dia 3 de junho em quase 50 mil pontos de vacinação espalhados por todo o País.
 



 


Fonte: Brasil 61
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Genótipo cosmopolita · 06/05/2022 - 09h14

Cepa da dengue mais disseminada no mundo é encontrada no Brasil


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Pesquisadores detectaram, pela primeira vez, o genótipo cosmopolita do sorotipo 2 do vírus da dengue no Brasil. A linhagem, que é a mais disseminada no mundo e está presente na Ásia, no Oriente Médio e na África, nunca havia sido encontrada no território brasileiro. O genótipo foi identificado em Aparecida de Goiânia (GO).

    Arquivo Agência Brasil

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (05/05) no portal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A detecção do genótipo da dengue foi liderada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás (Lacen-GO) e ocorreu em fevereiro a partir de uma amostra de um caso de dengue do final de novembro do ano passado.

De acordo com a Fiocruz, para os pesquisadores, a chegada dessa cepa ao Brasil preocupa, porque existe a possibilidade de ela se disseminar de forma mais eficiente do que a linhagem asiático-americana, também conhecida como genótipo 3 do sorotipo 2, que atualmente circula no país.

A linhagem, no entanto, de acordo com a equipe, não é a responsável pelo surto de dengue em Goiás e tudo indica que ela foi identificada rapidamente, o que pode ajudar no controle dessa cepa.

Origem

O achado representa o segundo registro oficial desse genótipo nas Américas, após um surto no Peru, em 2019. As análises feitas no Brasil mostram que a linhagem encontrada é semelhante a dois microrganismos isolados durante o surto registrado na província de Madre de Dios, no Peru. Porém, ainda não é possível dizer que o genótipo cosmopolita foi introduzido no Brasil a partir do país vizinho. A suspeita é que tenha chegado a partir da Ásia, por meio de viagens intercontinentais.

Segundo a Fiocruz, as secretarias municipal e estadual de Saúde e o Ministério da Saúde foram comunicados. Os pesquisadores publicaram um artigo na plataforma de pré-print medRxiv.

Os pesquisadores ressaltam que entre as principais ações para conter a disseminação da dengue está a eliminação de depósitos de água parada, que podem se tornar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Além das ações de combate à dengue, os pesquisadores enfatizam a importância de intensificar a vigilância genômica do agravo para mapear a possível circulação da linhagem cosmopolita e compreender melhor as rotas de introdução do vírus no país.

Vigilância

A identificação do genótipo cosmopolita do vírus da dengue foi realizada a partir de um projeto de vigilância genômica de arbovírus em tempo real, liderado pelo Laboratório de Flavivírus do IOC/Fiocruz. Na iniciativa, os pesquisadores se deslocam para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos estados (Lacens) e realizam a decodificação de genomas com equipamentos portáteis para sequenciamento genético. Desde 2020, o trabalho contempla também a vigilância genômica do Sars-CoV-2, causador da covid-19, recebendo o nome de VigECoV-2.

 O projeto tem colaboração do Ministério da Saúde – por meio das coordenações Gerais das Arboviroses (CGArb) e de Laboratórios de Saúde Pública (CGLab) –, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), ambos dos Estados Unidos.

PostMídia: (86) 9 8803-2794


Fonte: Agência Brasil
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Minimiza carga viral · 03/05/2022 - 17h07

Mais de 200 mil piauienses já se vacinaram contra a gripe


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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) contabiliza a aplicação de 206.913 doses de vacina contra a Influenza no estado do Piauí, sendo 43.406 doses em Teresina. O Ministério da Saúde começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza dia (04/04) e segue até dia (03/06). Os idosos acima de 60 anos e os trabalhadores da saúde foram os primeiros a serem vacinados.

A segunda etapa será realizada entre (02/05) e (03/06), atendendo a crianças com idade entre 6 meses e menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias). Gestantes e puérperas, povos indígenas, professores da rede ensino pública e privada, pessoas com comorbidades e outros públicos também devem se vacinar na segunda etapa.

A vacinação contra a gripe é uma estratégia do Governo Federal para minimizar a carga do vírus, reduzindo os sintomas, que também podem ser confundidos com os da Covid-19. A campanha quer prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos e consequências nos serviços de saúde. 

De acordo com o secretário de saúde, Neris Júnior, vacinas são essenciais para melhorar a saúde de nosso povo e salvam vidas. “Além de reduzir o adoecimento da população, o que reflete em um sistema de saúde menos sobrecarregado e com maior capacidade resolutiva para as demandas da população que precisarem dos seus serviços” afirma o gestor.

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Pode indicar risco às doenças · 03/05/2022 - 11h15

Medida da cintura deve ser metade da altura, evidencia pesquisa   


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As medidas abdominais podem ser indicadoras de predisposição às doenças cardiovasculares, diabetes e outras doenças crônicas. Desta maneira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que a circunferência da cintura não deve ultrapassar os 94 centímetros em homens e 80 centímetros em mulheres. Entretanto, uma pesquisa do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados do Reino Unido sugere que a circunferência abdominal deve ser equivalente à metade da altura, a fim de reduzir os riscos à saúde em geral. Especialistas reforçam o acompanhamento clínico como forma de promoção do bem-estar e prevenção.   

Assim como a concentração de gordura nos glúteos e região das coxas, a chamada adiposidade abdominal também apresenta riscos de doenças diversas aos pacientes. Entretanto, a professora do curso de Nutrição do UNINASSAU- Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Marilene Magalhães, explica que a volumetria da região da barriga pode estar relacionada ao aumento considerável do índice de mortalidade, independente do sexo do indivíduo. "Gordura visceral, localizada na região da barriga, é capaz de desenvolver uma série de alterações no metabolismo. E, por conta disso, há uma possibilidade enorme do desenvolvimento de problemas de saúde, como a diabetes, pois toda essa gordura pode contribuir para uma resistência à insulina. Além disso, também há o favorecimento de substâncias inflamatórias e a predisposição à hipertensão arterial, que por sua vez aumenta o risco de infarto e AVC. Por isso, a alimentação é o carro-chefe de qualquer melhoria de qualidade de vida", pontua a Marilene.   

Para a nutricionista, o Índice de Massa Corporal (IMC) não é, necessariamente, a palavra final na classificação ou diagnóstico de saúde. Marilene explica que é possível alguém ter um IMC adequado, mas com circunferência abdominal exagerada e, por isso, deve-se levar em conta também a medida da circunferência da cintura do paciente. "A aferição do IMC é sim útil, mas não considera o volume e o peso especificamente ao redor do abdômen, fato que pode levar ao aumento do risco de doenças. Então, é interessante que o profissional de saúde que esteja avaliando o paciente faça essa medida de cintura, bem como de outras medidas de circunferência corporal", finaliza a professora e nutricionista Marilene Magalhães.   

Os cuidados com a alimentação são capazes de evitar doenças e promover qualidade de vida. Para isso, é essencial a consulta regular com profissionais clínicos, como o nutricionista, a fim de que se evite automedicação ou a adoção de dietas inadequadas para o biotipo do paciente.

PostMídia - (86) 98149-4646


Fonte: Com informações da assessoria
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Em meio a um surto de dengue, o Brasil registrou um aumento de 113,7% nos casos prováveis da doença até abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (02/05), foram 542.038 casos prováveis, entre a primeira e a décima sexta semana epidemiológica, período compreendido entre 2 de janeiro e 23 de abril de 2022. Esse número já é praticamente o mesmo que foi registrado em todo o ano de 2021, quando foram contabilizados 544 mil casos prováveis de dengue. 

A doença, causada por um vírus, é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e nas articulações. Nas formas mais graves, a dengue pode causar hemorragia interna em órgãos e tecidos, e levar à morte. 

A Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência de dengue, com 920,4 casos por 100 mil habitantes, seguida das regiões Sul (427,2 casos/100 mil habitantes), Sudeste (188,3 casos/100 mil habitantes), Norte (154 casos/100 mil habitantes) e Nordeste (105 casos/100 mil habitantes). O estado de Goiás tem sido um dos mais afetados, liderando a incidência da doença no país, com 1.366 casos para cada 100 mil habitantes.  

Os municípios que apresentaram os maiores registros de casos prováveis de dengue até 23 de abril respectiva semana foram Goiânia/GO, com 31.189 casos (2.004,9 casos/100 mil habitantes), Brasília, com 29.928 casos (967,2/100 mil habitantes), Palmas, com 9.080 casos (2.897,7 casos/100 mil habitantes), São José do Rio Preto (SP), com 7.466 casos (1.591,3 casos/100 mil habitantes) e Votuporanga (SP), com 6.836 casos (7.113/100 mil habitantes). 

Desde o início do ano, já foram confirmados 160 óbitos por dengue no país, sendo 147 por critério laboratorial e outros 13 por análise clínica. Os estados com mais registro de mortes pela doença até agora são: São Paulo (56), Goiás (19), Santa Catarina (19) e Bahia (16). Outros 228 óbitos ainda estão em investigação. 

Até o dia 23 de abril, foram notificados 378 casos de dengue grave (DG) e 4.741 casos de dengue com sinais de alarme (DSA). Outros 368 casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme seguem em investigação. 

Chikungunya

Em relação à febre chikungunya, o Ministério da Saúde informou que, até o último dia 23 de abril, foram registrados 47.281 casos prováveis, uma taxa de incidência de 22,2 casos por 100 mil habitantes no país. Esses números correspondem a um aumento de 40% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado.

A região Nordeste foi a que apresentou a maior incidência, com 65,9 casos por 100 mil habitantes, seguida das regiões Centro-Oeste (15,6 casos/100 mil habitantes) e Norte (8,4 casos/100 mil habitantes).

Os municípios que apresentaram os maiores registros de casos prováveis de chikungunya até abril foram: Juazeiro do Norte (CE), com 3.539 casos (1.271,8 casos/100 mil habitantes); Crato (CE), com 2.068 casos (1.544,3 casos/100 mil habitantes); Salgueiro (PE), com 1.883 casos (3.058,8 casos/100 mil habitantes); Brumado (BA), com 1.744 casos (2.584,9 casos/100 mil habitantes) e Fortaleza, com 1.563 casos (57,8 casos/100 mil habitantes).

Desde o início do ano, a chikungunya foi a causa de morte de oito pessoas no país, sendo seis apenas no Ceará. Maranhão e Mato Grosso do Sul foram os dois outros registros. No entanto, ao menos 12 óbitos seguem em investigação nos estados do Ceará, Bahia, São Paulo, Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.  

A chikungunya também é uma infecção viral, como a dengue, e que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos insetos que transmitem a dengue e a febre amarela, respectivamente. Os sintomas podem incluir febre, dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, dor nos olhos, dor na garganta e fadiga. Em mais de 50% dos casos, a dor nas articulações (artralgia) torna-se crônica, podendo persistir por anos.

Zika

O Ministério da Saúde também atualizou o balanço dos casos de zika no país, com 2.118 casos prováveis até o dia 14 de abril. A taxa de incidência ficou em 0,99 caso por 100 mil habitantes no país. Em relação a 2021, os dados representam um aumento de 53,9% no número de casos. Até a semana analisada, não foi notificado nenhum óbito causado por zika no Brasil. 

Também transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o vírus da zika foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2015 e tem essa denominação por ter sido descoberto na floresta Zika, em Uganda, na África. Segundo as o Ministério da Saúde, cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. Em geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. 

Febre amarela

Entre julho de 2021 até meados de abril de 2022, o Ministério da Saúde registrou 1.093 epizootias suspeitas de febre amarela, dos quais 25 (2,3%) foram confirmadas por critério laboratorial. As epizootias são as mortes de animais não humanos em decorrência da doença e podem indicar a presença do vírus em uma determinada região e, com isso, o risco de contaminação de humanos. Os macacos, de diferentes espécies, são os principais hospedeiros do vírus da febre amarela. No mesmo período, foram notificados 485 casos humanos suspeitos de febre amarela, dos quais 4 (0,8%) foram confirmados.

A transmissão do vírus entre primatas não humanos (PNH) foi registrada no Pará, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sinalizando a circulação ativa do vírus nesses estados e o aumento do risco de transmissão às populações humanas durante o período sazonal, que vai de dezembro a maio. Os casos humanos confirmados tiveram local provável de infecção no Pará (municípios de Afuá e Oeiras do Pará) e em Tocantins (município de São Salvador do Tocantins).

A febre amarela é uma doença viral transmitida por diferentes espécies de mosquitos infectados. Os sintomas mais comuns são febre, dores musculares com dor lombar proeminente, dor de cabeça, perda de apetite, náusea ou vômito. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem depois de 3 ou 4 dias. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), de 15% a 25% dos pacientes entram em uma segunda fase mais grave, na qual o risco de morte é maior e as pessoas podem ficar com a pele e os olhos amarelados, sangramentos, urina escura (problemas renais), além de dores abdominais com vômitos.


Fonte: Agência Brasil
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Band Piauí-A Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS) realiza nesta segunda-feira (02/05) também terça-feira (03/05) a aplicação de doses das vacinas contra a covid-19 e também contra a influenza, ou seja, a gripe em postos drive-thru.

Serão contemplados adolescentes, adultos e idosos também. A capital contará com quatro pontos de drive-thru funcionando de 09h00 até às 17h00.

Os postos são os seguintes:

Terminal do Buenos Aires Norte;

Terminal do Livramento na Zona Sudeste;

Parque Piauí na Zona Sul;

Terminal do Zoobotânico na Zona Leste;

Ceo Norte.

No momento da vacinação é necessário apresentar o documento de identificação com foto CPF ou o cartão do SUS e o cartão de vacina com registro das doses anteriores.

 

PostMídia (99) 8175-5041

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Suspenso por causa da Covid-19 · 02/05/2022 - 19h30

Hemopi retoma serviço de filtragem de plasma


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O Secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, visitou na manhã desta segunda-feira (02/05) as instalações do Hemopi no centro da capital Teresina. Durante a visita, o gestor acompanhou o trabalho de retomada de filtragem de plasma, a Plasmaférese, que estava suspenso por causa da pandemia da Covid-19.

A Plasmaférese é um tratamento semelhante à hemodiálise, em que o sangue da pessoa é retirado e o plasma é separado. Esse plasma sofre um processo de filtração, em que as substâncias que estão presentes são removidas e o plasma livre de substâncias é devolvido ao organismo.

O Secretário Neris Júnior destaca que a estrutura do Hemopi ajuda a garantir qualidade para o serviço da população piauiense. “Viemos acompanhar e verificar o andamento dos serviços do nosso Hemopi além de conversar com os servidores e ver de perto o cotidiano do trabalho. Na visita, acompanhei a retomada dos serviços de Plasmaférese, que é de suma importância para a saúde dos piauienses”, destaca.

Durante a visita o secretário também acompanhou o andamento das obras de ampliação do novo laboratório de produção de hemocomponentes. “Este será um espaço adequado às leis sanitárias e que produzirá sangue de melhor qualidade para a população, sendo peça fundamental na ampliação dos serviços”, afirma.

As obras tem previsão de entrega no dia 14 de Junho, data reconhecida como Dia Mundial do Doador de sangue. O diretor geral do Hemopi, Jurandir Martins destacou que esse diálogo direto com a Sesapi é fundamental para levar mais qualidades para os serviços prestados pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí.

“Ter esse diálogo direto com a Sesapi é fundamental para que a gestão estadual possa verificar e entender nossa dinâmica de trabalho e quais são as estratégias para melhorar os serviços do centro. Além de visitarmos todo o centro, nós também demonstramos nossos laboratórios e a equipe multidisciplinar com a qual o Hemopi conta”, disse o diretor.

O Secretário Neris Júnior reforçou o chamamento para a população buscar voluntariamente os serviços de doação de sangue. “Nós verificamos a qualidade do serviço prestado aqui no Hemopi e podemos afirmar que as equipes estão prontas para atender nossa população. Queremos reforçar o chamado para que as pessoas venham doar sangue, aqui elas terão o acompanhamento integral durante o processo de coleta você ainda estará ajudando a salvar vidas”, pontuou o gestor.

PostMídia: (86) 9 9800-9535


Fonte: Governo do Estado do Piauí
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Uso de óvulos de parentes · 01/05/2022 - 14h19

CFM já permite reprodução com material de casal do sexo masculino


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Após a atualização dos critérios de reprodução assistida no Brasil, ocorrida em julho do ano passado, começam a nascer os primeiros bebês de casais homoafetivos formados por homens.

Isso só foi possível graças à aprovação da Resolução 2.294/2021 , do Conselho Federal de Medicina (CFM), que desde a publicação, em julho de 2021 que permite o uso de óvulos de parentes, de até quarto grau, para gerar bebês por meio de reprodução assistida. 

Os primeiros bebês a serem concebidos depois da publicação da norma são os gêmeos Marc e Maia, filhos do casal Robert e Gustavo. As crianças, que estão com dois meses de vida, são o motivo da alegria dos pais. 

“É um prazer gigantesco, tem sido o momento mais especial da nossa vida. Tem momentos de desespero também: na hora que os dois começam a chorar e às vezes a gente não sabe o que fazer, aí tenta uma coisa, tenta outra, dá o leite, troca fralda, até conseguir alinhar. Mas tirando isso, é uma rotina muito animada, é muito gostoso”, diz o engenheiro Gustavo Catunda de Rezende. 

O casal usou o material genético de Robert, o óvulo da irmã de Gustavo e o ventre da prima de Gustavo, que carregou os gêmeos durante as 35 semanas de gestação.

A relação com a prima continua o mesmo. “A gente se fala praticamente todos os dias. Infelizmente a gente mudou para São Paulo, ela está em Brasília. Mas em breve ela deve vir visitar a gente, visitar os bebês. É um prazer gigantesco, mas é sempre bom lembrar que barriga solidária não configura mudança em arranjo familiar. Então a relação dela com os meus filhos é a mesma se tivesse nascido do meu próprio útero, então ela é tia ou prima dos bebês, como elas preferirem”, disse Gustavo. 

O casal de engenheiros e criadores de conteúdo montou no Instagram o perfil @2depais para compartilhar todo o processo de fertilização in vitro, gestação, parto e os melhores momentos da vida de Marc e Maya. 

Mudança

Antes da atualização desta resolução, só era permitido aos casais homoafetivos do sexo feminino a gestação compartilhada, onde uma das mulheres captava os óvulos e a outra gestava, com espermatozoides doados. “Na resolução de 2021 entrou o entendimento de que casais do sexo masculino tem essa total liberdade. Mas, no caso do casal masculino, não pode ser embriões provenientes de espermatozoides de um e de outro, tem que ser de um ou de outro, porque a carga genética precisa ser conhecida”, explica a médica especialista em reprodução assistida na Huntington Medicina Reprodutiva, Thais Domingues. 

A resolução diz que “Na eventualidade de embriões formados de doadores distintos, a transferência embrionária deverá ser realizada com embriões de uma única origem para a segurança da prole e rastreabilidade”.

Avanço

Membro da Câmara Técnica do CFM que se dedica ao tema da reprodução assistida e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, o médico Adelino Amaral Silva, especialista em Reprodução Humana Assistida pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), considera a atualização da resolução um avanço.

“A resolução veio acompanhar a evolução dos modelos de família. A união homoafetiva já é uma entidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, é totalmente legal. O CFM tinha realmente que legislar em prol desses casais. Isso foi uma proposta que saiu da câmara técnica de maneira que você não descrimine, que inclua e assim tenham direito a fazer a sua família. Eu considero um avanço. Nos últimos dez anos o conselho vem sempre na vanguarda para aperfeiçoar as suas resoluções de acordo com a evolução dos modelos familiares e evolução do perfil sociológico”, afirma o médico.

Procedimento

Existem cinco técnicas de reprodução assistida, entre elas a fertilização in vitro (FIV), opção utilizada para os casais homoafetivos. A FIV segue as seguintes etapas: cerca de dez dias depois da menstruação é feita uma medicação subcutânea, que é uma injeção na barriga para fazer os folículos crescerem, chamada estimulação ovariana. 

“Então no último dia, que seria perto do dia ovulatório normal da mulher, a gente retira os óvulos por via vaginal e esses óvulos são fertilizados com sêmen de doador, no caso do casal do sexo feminino, e depois de cinco dias são formados os blastócitos [células primordiais do embrião]. Se não tiver indicação de congelamento, eles podem ser introduzidos já na mulher, que pode ser tanto naquela que retirou os óvulos, quanto na outra, se ela tiver feito o preparo do útero para receber os embriões”, explica a médica.

Para os casais homoafetivos formados por homens, quem faz essa retirada de óvulos é uma doadora. Já a gestante de substituição deve pertencer à família de um dos parceiros em grau de parentesco consanguíneo até o quarto grau, desde que não ocorra a consanguinidade. Além desse vínculo, a cedente deve ter pelo menos um filho vivo. No Brasil, não é permitida a “barriga de aluguel”, ou seja, a cessão temporária do útero não pode ter caráter lucrativo.

“Os óvulos podem estar congelados ou pode ser retirado no momento que eles vão colher o sêmen. Os dois podem colher [o sêmen] para fertilizar, mas na hora da transferência só pode fertilizar material de um dos dois homens”, reforça a especialista.

Transgêneros 

Outra novidade da resolução é que foi inserido o grupo de transgêneros para tratamento de reprodução assistida. No entanto, a preparação deve ocorrer antes da mudança de sexo, aconselha a médica.

“É extremamente importante, antes de fazer a mudança de sexo, com uso  hormônio e tudo mais, aconselhá-los a congelar tanto o óvulo, quanto o espermatozoide, para no futuro não precisar passar por um desconforto de parada de hormônios para tentar resgatar uma função do órgão reprodutor”.

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Band Piauí- Fundação Municipal de Saúde (FMS) vai abrir neste sábado (30/04) salas de vacina para imunizar crianças menores de cinco anos contra a influenza e também contra o sarampo.

Vão poder participar na vacinação contra a influenza aqueles trabalhadores que estão na linha de frente da saúde e são convocados pra atualizar a situação vacinal de suas carteiras. Essa campanha faz parte do calendário nacional do Ministério da Saúde pra dar agora na campanha o sarampo, uma doença que voltou a amedrontar e principalmente as autoridades em saúde por todo o país.

Para isso em Teresina a Fundação Municipal de Saúde está disponibilizando cerca de 30 salas de vacina que serão distribuídas em todas as zonas da cidade. No site da FMS na internet há uma lista detalhada de cada uma das regiões com os postos de vacinação. A FMS também chama a atenção para que os pais possam levar o maior número possível de crianças. A meta é imunizar cerca de 95% do público alvo ou alcançar a maior proximidade disso tudo.

“Teremos dia D de vacinação contra a violência e contra o sarampo. A vacinação tem como público alvo crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade. Para vacinação é preciso levar identificação e o cartão de vacina ou registro das doses anteriores”, disse  coordenadora.

 

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Apenas nos três primeiros meses de 2022, o Brasil já registrou mais da metade de todos os casos de influenza notificados em 2021, segundo dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) do Ministério da Saúde. As informações são do Metrópoles.

Foram 10.005 casos confirmados por exames laboratoriais de janeiro a dezembro de 2021 contra 5.686 apenas entre janeiro e março deste ano (56%).

A alta de casos, especialmente entre crianças e idosos, preocupa especialistas em saúde. Nesta sexta-feira (29/04), a farmacêutica Sanofi e o Instituto Butantan lançaram a campanha #ProtegidoContraGripe, com ilustrações do cartunista Maurício de Sousa para incentivar a imunização contra a doença.

“A turminha soma-se a esta campanha de vacinação contra a gripe em 2022 para lembrar a todos que precisamos ampliar a cobertura, que não atingiu suas metas em 2021”, disse Maurício de Sousa.

O grande desafio, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, é vacinar crianças e gestantes. Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) mostram que 76,8% das crianças foram vacinadas em 2021, muito aquém da meta do Ministério da Saúde de imunizar 90%.

O aumento recente de casos de influenza no país é atribuído pela infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, à baixa cobertura vacinal durante a pandemia da Covid-19, ao enfraquecimento do sistema imunológico da população nesse período e à maior circulação do vírus após o fim das restrições.

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Recomendação do Conitec · 28/04/2022 - 16h39

Governo inclui contraceptivos injetáveis mensais na lista do SUS


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O Ministério da Saúde incluiu contraceptivos injetáveis de aplicação mensal na lista de medicamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria foi publicada nesta quinta-feira (28/04) no Diário Oficial da União. 

O documento prevê a disponibilidade de contraceptivos de acetato de medroxiprogesterona e o cipionato de estradiol, o algestona acetofenida e o enantato de estradiol.

A incorporação dos contraceptivos foi uma recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Segundo documento, as áreas técnicas terão um prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta dos contraceptivos às mulheres que procurarem o SUS. 

Contraceptivos

O SUS disponibiliza diversos métodos contraceptivos. Entre eles, o diafragma e os preservativos, feminino e masculino.

Além das opções hormonais, há também o chamado DIU de cobre, dispositivo intrauterino em forma de T, colocado dentro do útero, que libera uma pequena quantidade de cobre para impedir que os espermatozoides fertilizem os óvulos.

O DIU é considerado um contraceptivo de longa duração, podendo permanecer por até 10 anos no útero.

 

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Fonte: Agência Brasil
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As equipes técnicas da coordenação de epidemiologia e do Centro de Informações e Vigilância em Saúde (CIEVS) da Secretaria de estado da saúde (Sesapi) chamam a atenção para os municípios piauienses registrarem os casos de dengue notificados. Segundo análises das equipes da secretaria, até o momento dos 224 municípios do estado, 74 estão em estado silencioso, sem registrarem qualquer notificação. As informações são do Canal 121.

Segundo o último boletim epidemiológico de dengue da Secretaria de Saúde, na 15° semana epidemiológica o estado apresentou um aumento de 610% nos casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda segundo o boletim, o estado apresentou um aumento superior a 4000% nos casos de chikungunya.

O Secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior, destacou que é essencial que os municípios silenciosos passem a notificar os casos. “Apenas com as notificações sendo feitas nossas equipes técnicas conseguem verificar a realidade de cada um dos nossos municípios e dessa forma traçar estratégias junto a gestão municipal que possam ser efetivas na redução de novos casos, tanto de dengue como chikungunya”, destacou o secretário.

Buscando melhorar esse trabalho em conjunto com os municípios no enfrentamento a dengue e a chikungunya, membros da coordenação de epidemiologia da Sesapi e do CIEVS estão se reunindo com representante dos municípios piauienses para discutir sobre ações e estratégias contra a dengue, falar sobre sarampo, conversando com os municípios em situação de risco e chamar atenção para a questão das notificações de caso.

Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Sesapi, destaca a importância de ter esse diálogo direto com os municípios.

“Nesta quarta-feira nossas equipes estão em Joaquim Pires, reunidos com 23 municípios da Comissão Intergestora Regional da região dos cocais e com o município de Dom Inocêncio. Vamos trabalhar junto a esses municípios  a situação da Dengue e da Chikungunya, tratando de ações relativas a epidemiologia destes agravos, além de ações relativas ao ambiente para o controle da dengue”, explicou a coordenadora.

Ela destaca ainda que além do poder público é essencial a participação da população nesses trabalhos para o enfrentamento da dengue e chikungunya no estado.

“Além da questão das notificações, e enfrentamento ao mosquito com o carro fumacê é essencial que a população entenda que também precisa fazer sua parte. A literatura e as analises nos mostram que 80 dos criadouros do mosquito estão em ambientes domiciliares, para reduzirmos o risco de aumento de novos casos é necessário que as pessoas limpem bem suas casas, evitando deixar qualquer local propício para se tornar um criadouro do mosquito transmissor”, explica Amélia Costa.

Na próxima semana as equipes da Secretaria de Estado da Saúde deverão se reunir com municípios de mais duas regionais de saúde.

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A Fundação Municipal de Saúde (FMS) divulgou hoje (27/04) a programação para abertura de agendamentos da vacinação contra a covid-19. Ela começa hoje (27/04) com a disponibilização de vagas para segunda dose da vacina de crianças de 5 a 11 anos de idade, a partir das 18h00.

A programação segue amanhã (28/04), quando serão abertas vagas para primeira dose de crianças de 6 a 11 anos, que tomam a vacina Coronavac ou Pfizer; na sexta-feira (29/04), o sistema passa a disponibilizar agendamento para segunda dose de pessoas de 12 anos e mais, bem como dose de reforço para adultos acima dos 18 anos. Na segunda-feira (02), será a vez do agendamento de crianças de 5 anos, que tomam a vacina Pfizer pediátrica. Todos os agendamentos serão abertos às 18h.

Emanuelle Dias, coordenadora da campanha de vacinação, alerta para os prazos de segunda dose e dose de reforço. “São oito semanas entre a primeira e segunda dose para as vacinas Pfizer e Astrazeneca e quatro semanas para a Coronavac. A dose de reforço, tanto para a população em geral como para imunossuprimidos, deve ser dada com quatro semanas da última dose tomada”, diz a coordenadora. “Já as crianças que tomaram coronavac tomam a segunda com 4 semanas da primeira, enquanto as que tomaram pfizer tomam após 8 semanas”, completa.

Para fazer o agendamento, o usuário deve ir ao site http://vacinaja.fms.pmt.pi.gov.br/ e clicar na opção “agendamento público alvo” (para primeira e segunda dose) ou “agendamento dose de reforço”, preencher seus dados e escolher o público que faz parte. Caso o agendamento seja para segunda dose, ele deve marcar a caixa “Já tomei a primeira dose e quero agendar a segunda”. Ele será levado para uma página onde irá escolher dia, local e hora para agendar a vacina.

Programação – agendamentos covid-19

Quarta-feira (27) 18h

2ª dose pfizer/coronavac – crianças de 5 a 11 anos

Quinta-feira (28) 18h

1ª dose coronavac/pfizer – crianças de 6 a 11 anos

Sexta-feira (29) 18h

2ª dose – 12 anos e mais

Dose de reforço – adultos 18 anos e mais (intervalo de 4 meses da última dose)

Segunda-feira (02)

1ª dose pfizer – Crianças de 5 anos

 

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Fonte: Prefeitura de Teresina
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Band Piauí-Enfermeiros das unidades básicas de saúde de Teresina se reuniram nesta terça-feira (26/04) para uma capacitação no manejo do sarampo. O objetivo é reforçar o treinamento, atualizar os conhecimentos desses profissionais a respeito da doença. A gerente de epidemiologia Amparo Salmito é a por essa ação.

A Fundação Municipal de Saúde está se adiantando de acordo com a gerente de epidemiologia Amparo Salmito,  promovendo esse aperfeiçoamento aos profissionais diante dessa doença que não chegou a Teresina de acordo com ela, mas foi detectada em outros estados.

“A Fundação Municipal de Saúde está realizando no dia de hoje uma capacitação para os profissionais médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da o objetivo dessa capacitação é aperfeiçoar ainda mais o conhecimento dos nossos profissionais acerca da doença. Estamos também iniciando a campanha de vacinação contra sarampo. Os grupos prioritários são crianças de seis meses a menor de cinco anos e os trabalhadores de saúde”, explica a diretora de atenção básica da FMS Nádia Espíndola.

 

PostMídia (99) 8175-5041

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