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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) retomou a realização de cirurgias bariátricas neste sábado (12). A meta é fazer dois procedimentos por semana. Já os atendimentos ambulatoriais retornaram desde o dia 24 de agosto, após suspensão por conta da pandemia.

Foram beneficiadas as pacientes Z.F.S., 43 anos, e B. A. S, 57 anos, por meio da regulação do Estado.  Os procedimentos foram conduzidos pelos cirurgiões, Marlon Moreno e Wellington Figueiredo, a médica residente Myrna Ribeiro e o anestesiologista Pedro Vasconcelos. A equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico foi coordenada pela enfermeira Olivia Leal.

Marlon Moreno, coordenador do Serviço de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do HGV, explica que foi utilizada a técnica de videolaparoscopia que possibilita uma recuperação mais rápida em relação ao método convencional (com corte).

¨Por ser minimamente invasiva é reduzida a possibilidade de possíveis intercorrências. Com isso, os riscos são menores. Outro fator importante é o pouco tempo de internação no pós-operatório, de no máximo dois dias¨, complementa Moreno.

O diretor-geral do HGV, Gilberto Albuquerque, lembra que o hospital conseguiu recentemente a Certificação e Acreditação do Serviço conferida pela Sociedade Brasileira em Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e pelo World Medical Accreditation (WMA), além da ampliação da equipe multiprofissional.

“É um grande avanço para os serviços prestados aos usuários, pois resulta em mais segurança e qualidade no tratamento cirúrgico dos pacientes da obesidade no HGV”, finaliza o gestor.

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14 mil prossionais em campo · 12/09/2020 - 12h39

Combate à covid-19 em áreas indígenas tem aporte de R$ 125 milhões


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O Ministério da Saúde (MS) anunciou ontem (11/09) um aporte adicional de R$ 125 milhões para o enfrentamento da covid-19 nos territórios indígenas. O anúncio foi feito pelo secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI), Robson Santos da Silva, durante reunião online com representantes de organismos internacionais e governos estrangeiros.

    Divulgação/ TV Brasil

A população atendida é 775.898 mil indígenas, distribuídos em 5.852 aldeias, de 305 etnias e que falam até 274 línguas. Na mesma reunião, o Ministério da Saúde informou que foram, até o momento, 24.650 casos confirmados, 18.958 recuperados e 401 óbitos em territórios indígenas.

Entre as ações realizadas pelo ministério estão a criação das unidades de atenção primária indígenas exclusivas para a covid-19; a disponibilização de recursos adicionais aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas para compra de insumos, equipamentos, testes e equipamentos de proteção individual (EPIs); a divulgação local de campanhas sobre prevenção ao coronavírus, culturalmente apropriadas para cada região; e a contratação de horas voo e UTI aérea para transporte rápido de pacientes graves até unidades especializadas.

São 14 mil profissionais em campo para a realização dessas ações. Destes, 60% são indígenas. Antes de entrar nas aldeias, esses profissionais passam por exame de covid-19.

Participaram da reunião representantes de entidades internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), além de representantes de embaixadas de países estrangeiros, como Estados Unidos, Noruega e Canadá.


Fonte: Agência Brasil
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O nono mês do ano é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que tem o objetivo de conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e propor um diálogo aberto sobre o tema, buscando assim, reduzir o número de casos e alertar às famílias e amigos sobre pessoas próximas que podem estar precisando de ajuda.

Com o tema “HRJL a favor de você”, as coordenações de Humanização e Comunicação do Hospital Regional Justino Luz, em Picos, elaboraram uma campanha remota para este ano, tendo em vista o distanciamento social por conta da pandemia da Covid-19.

A campanha “HRJL a favor de você” aconteceu pela rede social Instagram do hospital, com vídeos falando sobre a prevenção ao suicídio, visando desmistificar os tabus a cerca do assunto.

Nesta última quinta-feira (10), quando se comemorou o “dia D” de conscientização à prevenção ao suicídio, aconteceu um minuto de apoio dentro da unidade de saúde com os colaboradores e pacientes.

O psicólogo Moisés Nascimento explica como aconteceu e pede o engajamento de todos na campanha, afinal, trata-se em ajudar a salvar vidas. “Por conta do distanciamento social,  idealizamos essa campanha de uma forma remota, sem contato físico, mas sempre preocupados com a prevenção ao suicídio. Então, às 11h da manhã desta quinta-feira, paramos por um minuto para dizer ao nosso colega de trabalho a importância da vida dele para nós. Falei com todos pelo sistema de som do hospital e contamos com a participação de todos os colaboradores, pacientes e acompanhantes”.

Os colaboradores participaram de onde estavam, em seus setores.

Esta semana, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) lançou o “Projeto Conectados à Vida” que realiza o atendimento psicoterapêutico online aos profissionais de saúde da gestão estadual que estão na linha de frente no enfrentamento da Covid-19. Através da site – www.conectadosavida.com.br, os profissionais de saúde podem ter acesso a salas de atendimento virtual de maneira gratuita e sigilosa.

Os psicólogos foram treinados para atendimento à distância. Para que isso aconteça, basta o profissional de saúde acessar o site, clicar no link “profissional sesapi”, colocar login, senha e CPF. A partir daí, ele será direcionado para uma sala de atendimento virtual.

Dados da Organização Pan-Americana de Saúde – OPAS mostram que no Brasil, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos e de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 96% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, depressão, transtorno bipolar e /ou abuso de substâncias.

Vale ressaltar que, com o isolamento social por conta da pandemia da Covid-19, os cuidados para com os riscos de suicídio devem ser redobrados.


Fonte: Hospital Regional Justino Luz
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3.278.918 de pessoas curadas · 05/09/2020 - 09h42 | Última atualização em 05/09/2020 - 09h51

Covid-19: Brasil tem 125,5 mil mortes e 4 milhões de casos acumulados


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O Brasil chegou à 125.521 mortes por covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 907 óbitos. As informações estão na atualização diária divulgada pelo Ministério da Saúde na noite desta sexta-feira (4). Ontem, o painel do Ministério da Saúde marcava 125.521 óbitos. Ainda há 2.492 falecimentos em investigação.

De acordo com o balanço da pasta, desde o início da pandemia, 4.092.832 pessoas foram infectadas com o coronavírus. Entre ontem e hoje, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas 51.194 novas pessoas diagnosticadas com a doença. Ontem o sistema de dados sobre a pandemia trazia 4.041.638 casos.

Ainda de acordo com a atualização, 688.393 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.278.918 já se recuperaram.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 59,7. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1947,6.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais morte foram São Paulo (31.091), Rio de Janeiro (16.467), Ceará (8.555), Pernambuco (7.645) e Pará (6.228). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (598), Acre (623), Amapá (670), Tocantins (730) e Mato Grosso do Sul (939)

 


Fonte: Agência Brasil
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    Peter Iliccie/Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lança hoje (04/09), no Rio de Janeiro, uma pesquisa nacional sobre o processo de trabalho da estratégia de saúde da família durante a pandemia de covid-19. As informações são da Agência Brasil.

A proposta é analisar, entre outras coisas, o papel das equipes de saúde da família no controle da doença e na redução da morbimortalidade [incidência das doenças e/ou dos óbitos numa população] dos infectados.

Entre os itens que serão analisados figuram a incorporação de novas rotinas de serviços durante a pandemia, as formas de atenção a pacientes, práticas de promoção da saúde e práticas de vigilância para monitoramento da doença. 

A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), também tentará conhecer as medidas de proteção dos profissionais das equipes de saúde da família.

A coleta de dados será feita através de um questionário online que pode ser respondido por todos os profissionais de saúde que atuam em equipes de saúde da família.

Segundo a Fiocruz, a Estratégia Saúde da Família (ESF) é considerada como primordial para o fortalecimento da atenção primária e coordenadora da rede de cuidados no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Escapadinha da dieta · 31/08/2020 - 09h33

Entenda por que o "dia do lixo" pode arruinar sua dieta


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Entre atletas, praticantes de atividade física e pessoas que estão fazendo dieta para emagrecer, é muito comum a adoção de uma estratégia conhecida como dia do lixo. As informações são do R7.

Ou seja, realizar uma alimentação sem restrições, com alimentos hipercalóricos e de baixo valor nutricional, em um único dia da semana, como forma de diminuir a dificuldade de seguir uma dieta restritiva.

De acordo com a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, essa prática não é recomendada. “O consumo de alimentos como frituras, fast-foods e sobremesas, em um dia de pausa na dieta, cria uma ideia equivocada de recompensa durante o processo de reeducação alimentar", diz a médica.

Segundo ela, o problema é que a pessoa acaba criando expectativas muito grandes para esse dia e pode acabar se descontrolando, passando a comer compulsivamente e, consequentemente, perdendo os resultados conquistados até aquele momento. "Além disso, há um risco desse dia se estender, por exemplo, por todo o final de semana”, alerta.

O dia do lixo pode ser especialmente prejudicial para pessoas que já sofrem de compulsão alimentar, pois o alto consumo de calorias de uma vez só pode ser um gatilho para o transtorno.

“O mesmo vale para pessoas que estão tentando, por exemplo, reduzir o consumo de açúcar, já que a ingestão de grandes quantidades da substância em um dia pode gerar um efeito rebote no organismo, com a reativação dos mecanismos de recompensa ligados ao ingrediente e o retorno do desejo por doces no dia seguinte”, explica a médica.

“Além disso, esses grandes desvios da dieta no início do emagrecimento podem atrasar a perda de peso, o que pode desestimular algumas pessoas a continuarem no processo”.

A médica ainda ressalta que até o termo “dia do lixo” é problemático, pois faz com que as pessoas construam uma relação errada com a comida, na qual certos alimentos passam a serem vistos como vilões.

“E essa prática é prejudicial porque moraliza o que você come de maneira que pode ser aplicada a si mesmo, fazendo com que você se sinta bem ou mal com base em suas escolhas alimentares. Isso pode causar um sentimento de culpa que te leva a consumir mais calorias do que você consumiria caso saboreasse um alimento sem se sobrecarregar emocionalmente”, diz a médica. “É necessário entender que nenhum alimento isoladamente será a cura nem a culpa de algum problema”, acrescenta.

As pausas na dieta, ressalta a nutróloga, são realmente necessárias, pois, além de facilitarem o processo de reeducação alimentar, ajudam a combater o efeito platô.

“Após um emagrecimento considerável, é comum que o organismo reduza o gasto calórico e ocorra uma diminuição na perda de peso, o que é conhecido como efeito platô. Logo, aumentar a ingestão calórica e, em seguida, reduzi-la novamente fará com que o metabolismo permaneça acelerado mesmo com uma menor ingestão de alimentos, promovendo assim perda de peso”, destaca a nutróloga.

O melhor é que, ao invés de comer uma grande quantidade de alimentos hipercalóricos e pouco nutricionais durante um único dia, você evite adotar dietas tão restritivas e permita-se realizar refeições agradáveis em pequenas quantidades ao longo dos dias.  “Você pode, por exemplo, escolher uma refeição da semana para consumir com moderação qualquer alimento, o que, ao contrário de uma atitude de tudo ou nada, auxilia na realização de boas escolhas alimentares e torna possível ter comida que agrade ao seu paladar, enquanto ainda perde peso”, recomenda a dra. Marcella Garcez.

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    Reprodução/ O Dia

 Kiana Alvarez, de 23 anos, é fanática por exercícios físicos e devido ao excesso de treinos ela desenvolveu uma síndrome rara, que a faz ter dificuldade para respirar e dores intensas após se exercitar. Ela descobriu que estava com rabdomiólise, pois tinha lido sobre o assunto quando Dana Linn Bailey, uma fisiculturista na qual se inspira, compartilhar sua experiência com a doença no ano passado. As informações são do O Dia

Rabdomiólise é uma síndrome rara e que pode ser fatal por causar a ruptura do tecido muscular e, com isso, é liberada uma proteína no sangue que afeta os rins. Segundo o Daily Star, Kiana procurou um médico e pediu para fazer uns exames, foi então que foi descoberto que seus níveis de creatina quinase – que é liberada quando as células são danificadas – estavam extremamente altos.

A síndrome é perigosa porque causa insuficiência renal e danos cardíacos e é frequentemente diagnosticada em militares e atletas que insistem em continuar treinando mesmo quando chegam ao ápice da fadiga.

Kiana disse que outro problema é que não bebia água suficiente antes de receber seu diagnóstico e que sempre treinava em jejum pela manhã. “Estava muito desidratada”, contou a jovem que sente que a síndrome está “matando seus músculos aos poucos”. A jovem sabe dos riscos e, agora, vai voltar a treinar sem exagero: “Vou pegar mais leve”.

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Dia de Combate ao Fumo · 29/08/2020 - 21h16

Apoio psicológico é importante para fumante abandonar o vício


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    Reprodução

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado hoje (29/08), este ano reforça a mensagem de que há mais uma razão para que o hábito seja abandonado em definitivo: o agravamento do quadro de covid-19. O tabagismo é considerado uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e exige, muitas vezes, um tratamento que abranja a dimensão psicológica do fumante, conforme destaca a especialista Silvia Maria Cury Ismael. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Silvia, que é a idealizadora e coordenadora do Programa Vida Sem Cigarro, do HCor, é preciso entender o que existe por trás do desejo pelo cigarro. Com experiência de quase três décadas nesse meio, ela diz que os 9,3% da população brasileira que ainda mantêm o hábito são, em grande parte, fumantes que não necessariamente consomem uma carteira toda em um curto intervalo de tempo, o que indica que a abordagem de psicólogos pode ser determinante.

"A dificuldade que temos hoje é que a parcela que ainda permanece fumando é de pessoas que têm uma dependência ou uma compulsão muito forte. Nem sempre são pessoas que fumam muitos cigarros. Às vezes, são pessoas que fumam menos do que dez ou cinco por dia, que têm uma dependência física baixa, mas uma dependência psicológica muito alta. A parte emocional pega muito mais, deixa a pessoa muito alterada, com sintomas de abstinência."

O tabaco provoca a morte de mais de 8 milhões de pessoas, por ano, em todo o mundo. De acordo com a OMS, a proporção de óbitos que são resultado do uso direto do tabaco ultrapassa 7 milhões. Outros 1,2 milhão, aproximadamente, são de não-fumantes que foram expostos ao fumo passivo.

A conta faz sentido, já que, conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (Inca) - que em abril já alertava para os efeitos graves que o tabagismo pode desencadear em infectados pelo SarS-Cov-2  - a fumaça que sai da ponta do cigarro e se espalha pelo ambiente carrega até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que o fumante inala.

A fumaça do cigarro contém mais de 7 mil compostos e substâncias químicas. Desse total, no mínimo, 69 são cancerígenos. 

"Trabalhamos procurando fazer a pessoa entender o perfil de fumante dela, porque o dependente de cigarro age muito, em algumas situações, no piloto automático, não avalia a situação, o que está sentindo, não tem percepção clara de por que está fumando naquele momento. Uma das coisas que trabalhamos na terapia é justamente isso. Geralmente, a questão do prazer é difícil pro fumante, tem a estimulação, a dependência física. São várias áreas que vamos avaliar junto com ele. Procuramos trabalhar do ponto de vista cognitivo as respostas que ele tem que ter", complementa Silvia.

Para a psicóloga, a compreensão sobre esses mecanismos psíquicos evita que o fumante tenha recaídas. Outro motivo por que considera importante que o tratamento adote um protocolo individual, feito especificamente para cada tabagista. 

"Há técnicas comportamentais, como adiar o fumo por um período, para trabalhar o autocontrole, entender o 'cigarro da ansiedade', entender por que fuma quando fica triste ou, se for acostumado a fumar sempre em determinados locais, ajudar a mudar um pouco o contexto de vida dele. Por exemplo, eu tinha uma paciente que saía da empresa onde trabalhava e fazia um percurso. Nesse percurso, até pegar a condução, ela fumava. Então, passou a sair por um outro lado da empresa, fazer um trajeto diferente, porque isso trabalha a quebra do padrão de comportamento, aquele condicionamento que você tem."

Silvia relata ainda a experiência que teve com a capacitação de cerca de 1 mil profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Paulo capital, em 2015, por iniciativa do governo federal. Orientá-los a oferecer um tratamento adequado fez com que 44% dos pacientes inscritos nos programas antitabagistas da rede parassem de fumar. 

"Apesar de o tabagismo ser uma doença, há profissionais de saúde que dizem que não sabem tratar fumantes. A partir do momento em que você capacita, que a Unidade Básica de Saúde implementa  e existe uma legislação para isso - que diz que todas as unidades têm que ter tratamento para fumante - eles começam a tratar a população. O retorno que tivemos dos primeiros seis meses após a capacitação foi extremamente animador. Ao final, com 44% de sucesso, eles nem estavam com medicamento, foi só o tratamento de grupo com a terapia.  Eles usavam, basicamente, o atendimento médico e a orientação psicológica. Foi muito bacana e gratificante."

A médica cita que, além do apoio psicológico e das medicações, há outras ferramentas, como a terapia de reposição de nicotina, a goma de mascar (chicletes), pastilha e o cloridrato de bupropiona, prescrito também para depressão. "É um programa muito bem-sucedido e em várias unidades do país eles têm replicado isso, porque ficou com o protocolo", afirmou, em referência ao registrado no Caderno de Atenção Básica n° 40 - O cuidado da pessoa tabagista.

Para divulgar os endereços das unidades onde é oferecido o tratamento gratuito contra o tabagismo, o governo estadual de São Paulo mantém atualizada uma lista, que fica disponível no site da Secretaria da Saúde. A seção está dividida por pontos na capital, Grande São Paulo e interior do estado.

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Desde o início de seu funcionamento, em abril, o programa Alô Saúde Teresina realizou o total de 74.665 atendimentos médicos e de apoio psicológico para pessoas com problemas básicos de saúde. A população pode ter acesso ao serviço por meio do número 0800 291 9984, com atendimento médico todos os dias das 08h às 20h, e atendimento psicológico de segunda a sexta no mesmo horário.

Destes atendimentos, 16.863 pessoas buscaram atendimento por sentirem sintomas gripais leves e 1.524 foram atendidos por apoio psicológico. O objetivo dessa nova forma de atendimento é ampliar o acesso à saúde, diminuindo a circulação de pessoas na cidade e evitando a exposição dessas pessoas ao novo coronavírus.

Ao ligar para o 0800, a população é atendida por uma Unidade de Resposta Automática, que redireciona a ligação ao Call Center Covid-19, Saúde da Família ou atendimento psicológico. Em seguida, um operador repassa todas as orientações sobre a doença e coleta dados do paciente para atender as suas necessidades de saúde. Durante a ligação, é preenchido um prontuário. Se houver necessidade, a ligação é imediatamente transferida para um médico, que dá continuidade ao atendimento.

A equipe é formada por 49 médicos e sete psicólogos, profissionais que estão isolados por fazerem parte do grupo de risco para a Covid-19. “Eles foram devidamente qualificados para esse atendimento remoto e estão aptos a atenderem os teresinenses”, afirma Karoline Alencar, gerente de informação em saúde da Atenção Básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

De acordo com a gerente, a avaliação do programa é positiva. “A gente consegue atendimento para a população que está em casa, dar uma resposta e muitas vezes evitar que ela fique se locomovendo até uma Unidade Básica de Saúde ou de pronto atendimento. É uma medida que ajuda nas taxas de isolamento social, evitando com que a população precise sair de sua casa”, comenta a gerente.


Fonte: Prefeitura de Teresina
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Após 3 meses do diagnóstico · 26/08/2020 - 09h21 | Última atualização em 26/08/2020 - 10h16

"Desespero", diz mulher ao perder 'tufos' de cabelo após Covid-19


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    Arquivo Pessoal

Febre, dor no corpo, falta de paladar e dificuldade para respirar podem ser os sintomas mais clássicos da Covid-19, mas não são os únicos. Sobreviventes da doença têm relatado, também, expressiva queda capilar cerca de três meses após o diagnóstico. As informações são do Metrópoles.

É o caso da carioca Josana da Silva Canedo de Almeida. A empresária de 37 anos já considerava sua luta contra Covid-19 vencida quando começou a perder tufos de cabelo. “Testei positivo para o coronavírus em abril. Todos os sintomas clássicos já tinham dado trégua quando, em julho, para a minha surpresa, veio a perda excessiva dos fios”, conta Josana.

Ela revela ter entrado em “desespero” ao notar a quantidade de cabelo perdida diariamente. “Para piorar, nem ao menos sabia o que estava causando a queda. Só fui associar o problema à Covid-19 quando procurei um tricologista [dermatologista especializado em saúde dos fios]”, declara.

    Arquivo Pessoal
    Arquivo Pessoal

Relação entre Covid-19 e queda capilar

A relação entre a Covid-19 e a queda capilar tem sido foco de diversos estudos ao redor do mundo. Um deles, talvez o mais importante, está sendo realizado em Madri, na Espanha. “Dermatologistas do Hospital Ramón y Cajal estão desenvolvendo uma pesquisa para descobrir se a perda de cabelo pode estar diretamente ligada ao vírus ou sua medicação”, afirma a tricologista Marina Barletta, integrante da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Hair Research Society (AHRS).

“Até o momento, no entanto, a queda tem sido atribuída a uma condição capilar conhecida como eflúvio telógeno, em que o cabelo para de crescer e começa a cair cerca de três meses após um evento traumático”, explica a profissional.

O quadro pode causar perda considerável de fios em pouco tempo, mas não calvície definitiva. Normalmente, ele acomete mais as mulheres, principalmente no período estressante do pós-parto. Devido à pandemia, no entanto, a condição também tem atingido em cheio os homens.

Tratamento

Ainda que o processo costume se resolver sozinho, há maneiras de encurtá-lo. Um dos conselhos dos tricologistas é, por mais estranho que soe, lavar o cabelo com mais frequência. Ao higienizar, os fios fadados à queda caem mais rapidamente, acelerando o processo de recuperação capilar.

Além disso, tratamentos focados em estabilizar, melhorar a oxigenação e aumentar o aporte sanguíneo do couro cabeludo, facilitando a chegada de nutrientes nos folículos, são indicados para equilibrar o ciclo capilar.

“Consulte um especialista e invista em detox dos fios, tratamentos a lasers, de LED, e sessões de vapor de ozônio”, aconselha a tricologista Viviane Coutinho, docente da Academia Brasileira de Tricologia (ABT).

Josana procurou Viviane para tratar o problema. Ela tem seguido os conselhos da médica à risca e colhido bons resultados. “Tenho feito tratamento em casa e no consultório. Estou confiante de que logo esse pesadelo da queda passará”, conclui.

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Atenção, atacadores noturnos de geladeiras! Especialistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, conduziram um estudo sobre os efeitos da ingestão de calorias à noite. As informações são do Metrópoles

Eles examinaram, sobretudo, vítimas da Síndrome Alimentar Noturna (SAN), caracterizada pela ingestão de ao menos 25% das calorias diárias depois das 18h. O resultado do levantamento comprovou o que médicos insistem em dizer há anos: comer tarde faz mal e engorda.

Ao site acadêmico The Conversation, as especialistas à frente da pesquisa, Alex Johnstone e Leonie Ruddick-Collins, revelaram por que o corpo não reage bem às refeições noturnas.

“Elas causam mudanças em muitos hormônios importantes que regulam o apetite, o gasto de energia e a regulação da glicose, resultando em mudanças nos níveis de insulina, leptina e cortisol”, disseram.

Segundo a dupla, mudanças nesses hormônios podem aumentar o apetite e, mais do que isso, diminuir os níveis de energia, desacelerando a queima calórica.

Hora ideal de parar de comer

Em declarações sobre o tema ao The Sun, o fundador e especialista em saúde e bem-estar da marca de suplementos alimentares New Nordic, Karl Kristian, declarou que alinhar as refeições a um ritmo saudável pode trazer melhorias incríveis à saúde, potencializando a perda de peso.

“Se você busca emagrecer, recomendo parar de comer às 19h”, orientou Karl.

“O momento certo das refeições pode provocar uma melhora no peso corporal, nos níveis de açúcar e colesterol. Melhorias no sono e nas taxas metabólicas também são perceptíveis”, emendou.

Ou seja, se quiser diminuir medidas e aumentar o bem-estar, fique de olho no relógio!

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"Progresso não é vitória" · 22/08/2020 - 12h54

OMS: controle da pandemia no Brasil poderia ser vitória para o mundo


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“Progresso não significa vitória”, afirmou hoje, em entrevista coletiva, o diretor geral da Organização Mundial da Saúde(OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. O alerta foi feito para países que voltaram a apresentar picos de crescimento de casos de covid-19 após terem estabilizado a transmissão da doença.

Questionado sobre a situação do Brasil, o diretor executivo do Programa de Emergências, Michael Ryan, classificou que a “situação se estabilizou” no país, e que há tendência de queda em algumas regiões. "A situação no Brasil se estabilizou, de certa forma, em termos de número de infecções detectadas por semana", afirmou. "Mas há um número elevado de casos, entre 50 mil e 60 mil por dia e um número alto de mortes."

“Estamos em um período difícil no Brasil. Parece que eles podem melhorar, mas isso requer uma abordagem forte e dedicada para diminuir a transmissão e continuar a proteger o sistema de saúde”, argumentou. O médico citou o trabalho feito por profissionais de saúde que lutam diariamente contra a pandemia e elogiou os esforços para conter a doença.

Brasil: vitória para o mundo

Segundo Michael Ryan, o controle da pandemia no Brasil poderia representar uma vitória para o mundo, já que o país se encontra no segundo lugar em número total de pessoas infectadas. “O sucesso do Brasil é o sucesso do mundo [na luta contra a pandemia]”, afirmou.

Sucesso em menos de dois anos

Sobre as medidas de isolamento social e quarentena, Tedros Ghebreyesus afirmou que não é possível usá-los como soluções de longo prazo. Apesar da importância das medidas, a produção de uma vacina e um esforço global são necessários para conter a doença. O diretor da OMS afirmou que acredita que a pandemia “seja freada em menos de dois anos”, considerando a tecnologia disponível e os recursos aplicados contra a covid-19.  "Não podemos escolher entre economia e vidas. É uma falsa escolha. A pandemia é um alerta de que saúde e economia são inseparáveis."

Corrupção 

O médico comentou casos de corrupção que vem acontecendo em diversos países, como o Brasil, com recursos levantados para o combate à pandemia. “Corrupção é assassinato. As práticas criminosas em relação à pandemia precisam cessar”.


Fonte: Agência Brasil
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Doações diminuíram na pandemia · 19/08/2020 - 12h37

HGV lança campanha para incentivar doação de sangue


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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) lançou uma campanha emergencial de doação de sangue com o slogan “Dependemos de você para recomeçar do zero”, uma vez que devido à pandemia houve uma redução de doadores. O objetivo, segundo o diretor-geral do HGV, Gilberto Albuquerque, é incentivar as pessoas a doarem sangue para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi).

O diretor explica que o HGV realiza, diariamente, 40 cirurgias de média e alta complexidade. Em muitos casos, há necessidade de transfusões, como, por exemplo, nas cirurgias ortopédicas e ginecológicas. “Temos uma agência transfusional no próprio hospital que precisa ser abastecida”, destaca Gilberto Albuquerque.

Segundo Ivonizete Pires, coordenadora da Agência Transfusional, que é responsável pela transfusões de sangue de pacientes internados e cirúrgicos no HGV, informa que no momento são necessárias doações de todos os tipos sanguíneos para manter o bom funcionamento assistencial. Com uma necessidade diária de doadores, a agência de sangue do HGV registra, desde dezembro, um comparecimento muito abaixo desta meta.

A pessoa interessada em doar deve ligar para o Hemopi e agendar a doação, localizado na Rua Primeiro de Maio, 235 – Centro-Sul, Teresina. O telefone para contato em Teresina é  86 98894 6614.

Para o presidente da Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (FEPISERH), Pablo Santos, as parcerias entre os órgãos da rede hospitalar do estado são fundamentais. “Por conta da pandemia, ficou constatado que as doações de sangue diminuíram e, por isso, se faz necessária essa união de esforços para otimizar a captação de doadores, pois a demanda é contínua e, sendo assim, estamos empenhados em auxiliar o Hemopi no que for preciso”, comenta o gestor.

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Sem misturas mágica s · 18/08/2020 - 08h41 | Última atualização em 18/08/2020 - 09h27

Jovem perde 70 kg com jejum intermitente e muda de vida


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A norte-americana Daniella Hoshia, de 26 anos, decidiu travar uma luta contra a balança depois que ouviu dos médicos que seus 130 kg não eram mais uma questão de aparência, e sim de saúde. Desde então, ela percorreu um longo caminho até chegar aos 60 kg atuais. A reportagem é do R7

“Fui obesa durante toda a minha vida, desde criança. Na faculdade, ganhei muito peso em um curto período de tempo, tomava três cafés da manhã todo dia”, relembra. Nessa época, Daniella já era pré-diabética e viu seu colesterol se aproximar de um nível problemático. A essa altura, ela tinha dificuldades até para encontrar uma cadeira comum que pudesse acomodá-la.

Quando viu que precisava agir, Hoshia baixou aplicativos para fazer exercícios em casa e um que calculava sua ingestão calórica. A melhor saída encontrada por ela foi começar a fazer jejum intermitente.

“Eu comia praticamente as mesmas coisas que já comia, só que muito menos. Agora, me limito a duas refeições calóricas e faço jejum intermitente. Eu gosto de comer muito, então eu tomo café da manhã e janto e jejuo por volta das 8h às 18h”, explica.

Depois de perder 70 kg, Daniella Hoshia incluiu musculação na sua rotina de vida saudável e já disputou uma meia maratona. A perda de peso foi crucial para que ela se sentisse menos insegura e conseguisse mudar sua qualidade de vida.

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    Reprodução

Técnicos da Vigilância Sanitária de Floriano estiveram nesta terça-feira, 11, nas instalações do Laboratório Industrial Sobral em Floriano onde receberam o carregamento do produto. O diretor da VISA Floriano, Dr. Jussinaldo Duarte, comemorou a iniciativa do centenário grupo empresarial florianense.  As informações são do Piauí Notícias. 

A doação de cinco mil frascos (de 100 ml cada) de álcool líquido 70% vai fortalecer as unidades básicas de saúde do município de Floriano. O produto é produzido pelo centro industrial do laboratório. “Como empresa genuinamente florianense nós temos a honra e o dever de contribuir com este momento”, disse Wilber Lúcio, diretor da unidade. 

“Temos visto muitas manifestações de solidariedade neste período de pandemia e o empresariado florianense tem se destacado neste quesito. Desde a adequação às normas sanitárias até doações como essas que irão beneficiar centenas de profissionais de saúde que estão na linha de frente contra esse vírus”, disse Jussinaldo Duarte, chefe da VISA.

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Prevenção da Covid-19 · 11/08/2020 - 05h30

Anvisa autoriza mudanças em teste da vacina de Oxford


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou mudanças no protocolo do teste com a chamada “vacina de Oxford”, objeto de um dos ensaios clínicos em curso no Brasil e apontada por pesquisadores e pelo governo federal como uma das alternativas mais promissoras de prevenção da covid-19.

A alteração é a aplicação de uma dose de reforço, totalizando duas doses em vez de uma, como originalmente havia sido proposto. Essa parcela adicional de vacina será ministrada tanto para os que já haviam recebido a substância quanto para os voluntários que ainda receberão a vacina. No primeiro caso, o intervalo entre uma e outra será de quatro semanas.

A medida foi tomada a pedido dos responsáveis pela pesquisa. A mudança se deve ao fato de alguns estudos indicarem que a aplicação de duas doses pode produzir resultados mais efetivos na imunização.

Outra atualização foi a ampliação da faixa etária do grupo participante da pesquisa. Originalmente eram admitidas pessoas de 18 a 55 anos. A idade limite foi estendida para até 69 anos, incluindo uma faixas de idosos, o segmento que mais morre em função da covid-19.

A “vacina de Oxford” passou a ser conhecida popularmente por este apelido por se tratar de uma pesquisa capitaneada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o laboratório Astrazeneca.

O governo brasileiro celebrou um acordo com os agentes responsáveis para que o Brasil tenha preferência na aquisição de insumos e da transferência de tecnologia. O acerto inclui a pré-compra de insumos para 30 milhões de doses em dezembro e o repasse de tecnologia para a fabricação no país de mais 70 milhões de doses ao longo do ano de 2021.

A produção ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde.

Na semana passada, o governo federal editou Medida Provisória alocando R$ 1,99 bilhão em recursos para o custeio da aquisição dos insumos e transferência de tecnologia da vacina.

A vacina

Desenvolvida pela Universidade de Oxford, a vacina foi elaborada através da plataforma tecnológica de vírus não replicante (a partir do adenovírus de chimpanzé, obtém-se um adenovírus geneticamente modificado, por meio da inserção do gene que codifica a proteína S do vírus SARS-COV-2, do novo coronavírus).

De acordo com o governo, embora seja baseada em uma nova tecnologia, esta plataforma já foi testada anteriormente para outras doenças, como, por exemplo, nos surtos de ebola e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio causada por outro tipo de coronavírus) e é semelhante a outras plataformas da Bio-Manguinhos/Fiocruz, o que facilita a sua implantação em tempo reduzido. A vacina está na Fase 3 dos ensaios clínicos, que é a última etapa de testes em seres humanos para determinar a segurança e eficácia.


Fonte: Agência Brasil
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Que a população em geral · 10/08/2020 - 11h13

Profissionais da linha de frente têm 3 vezes mais risco de Covid-19


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Um estudo da Universidade Harvard e King's College London publicado na Lancet Public Health demonstrou que profissionais de saúde da linha de frente com equipamento de proteção individual (EPI) adequado ainda têm três vezes mais chance de um teste positivo para a covid-19 do que a população em geral. As informações são do R7.

Os pesquisadores também descobriram que os profissionais de saúde de origem negra, asiática e de etnias minoritárias eram mais propensos a contrair a doença.

Por meio de um aplicativo, foram analisados dados de 2.035.395 indivíduos e 99.795 profissionais de saúde da linha de frente no Reino Unido e nos Estados Unidos.

A prevalência de SARS-CoV-2, vírus que causa a covid-19, foi de 2.747 casos por 100 mil profissionais de saúde na linha de frente, em comparação com 242 casos por 100 mil pessoas na comunidade.

Cerca de 20% dos profissionais de saúde da linha de frente relataram pelo menos um sintoma associado à infecção em comparação a 14,4% da população em geral; fadiga, perda de olfato ou paladar foram os sintomas mais frequentes.

Os profissionais de saúde de minorias étnicas apresentaram um risco pelo menos cinco vezes maior de infecção em comparação com a comunidade geral branca não-hispânica.

Também foram observadas diferenças no uso adequado dos EPI de acordo com raça e etnia. Segundo o estudo, os profissionais de saúde de minorias étnicas relataram a reutilização ou o acesso inadequado aos EPI com mais frequência.

“O trabalho é importante no contexto das taxas de mortalidade mais altas amplamente divulgadas entre os profissionais de saúde de origens de etnias minoritárias. Esperamos que uma melhor compreensão dos fatores que contribuem para essas disparidades se transformem em esforços para proteger melhor os trabalhadores", afirmou o principal autor do estudo, Mark Graham, do King's College London, em comunicado.

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Há alguns anos, o intensivista pediátrico Felipe Cabral, coordenador médico de saúde digital do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, recebeu uma ligação da mãe, que mora no Rio de Janeiro, relatando dificuldade para urinar. Sabendo do histórico de infecção urinária recorrente da mulher, ele a medicou a distância e logo o problema passou.

    HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Dias depois, ele recebeu em sua UTI um adolescente de 16 anos, que se machucou durante um jogo de futebol com amigos. O jovem era de uma cidade pequena, sem atenção médica específica e longe de um centro médico de referência. A infecção se espalhou e, até conseguir a transferência, o rapaz chegou aos cuidados de Felipe em choque séptico e acabou falecendo. “Esse episódio me marcou. Se ele tivesse tido atendimento de um profissional a distância, como minha mãe teve, não teria morrido. A partir daí, esse se tornou meu propósito: viabilizar atendimento de qualidade em todos os cantos do país”, conta o médico.

Em tempos de coronavírus, e com a chancela do Ministério da Saúde, a telemedicina para pacientes internados com a Covid-19 em estado grave se tornou possível. Por meio de uma parceria público-privada, o Proadi-SUS, médicos especialistas de cinco grandes centros médicos podem ser consultores em hospitais a quilômetros de distância. Felipe, por exemplo, atende do Rio Grande do Sul a um hospital público de Sobral, no Ceará. Participam do projeto os hospitais Albert Einstein, Moinhos de Vento, Sírio-Libanês, HCor e Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O contato entre as duas equipes, local e remota, acontece por meio de uma chamada de vídeo diária. Os hospitais do SUS atendidos normalmente não possuem intensivistas (especialidade relativamente recente que trata de pacientes em estado gravíssimo), ou têm médicos com pouca experiência no trato específico da Covid-19.

“O que o projeto tenta fazer é levar o intensivista, a partir de um sistema de áudio e vídeo, a qualquer lugar do país, nos mesmos moldes que fazem as maiores UTIs do mundo. Temos um profissional sênior, que coleta as informações com a equipe in loco e ajuda a definir o plano terapêutico. Costumamos dizer que o tsunami começou em São Paulo e temos a responsabilidade de compartilhar a experiência adquirida”, conta Adriano Pereira, coordenador médico da tele-UTI adulto do Hospital Israelita Albert Einstein.

O médico explica que não ver o paciente fisicamente, quando se trata de alguém intubado e respirando por aparelhos, não faz tanta diferença: o exame físico, nesses casos, não pode ser feito de maneira detalhada. De toda forma, a equipe responsável pelo atendimento presencial faz todos os exames e relata os resultados. “Para fazer as indicações, nos apoiamos substancialmente nas informações que os colegas repassam”, diz.

Felipe afirma ainda que uma boa relação entre os médicos dos dois lados da tela é imprescindível para que o tratamento flua da melhor forma possível. “Tem que se tornar amigo e conversar todo dia para garantir uma relação de confiança e cumplicidade. Percebemos que nos primeiros contatos, a equipe in loco ficava um pouco desconfortável em compartilhar as informações. Os médicos de lá são os nossos olhos. Trabalhando juntos conseguimos diminuir o tempo de internação em 50% em alguns hospitais e a mortalidade em pelo menos 30%”, explica. Para melhorar o atendimento, que sofria com a instabilidade da internet, o projeto chegou a custear a instalação de um equipamento mais moderno em alguns centros médicos.

De acordo com Adriano, uma situação encarada com frequência pelos médicos do projeto é a demora dos colegas com menos experiência em colocar o paciente na ventilação mecânica com receio que o quadro não seja revertido. “Se você deixa passar o momento, a colocação do aparelho pode ser dramática. Temos visto que, quanto mais inexperiente é o profissional, mais ele demora para fazer a transição”, explica. Com o atendimento remoto de um especialista, o médico fica mais seguro.

Do outro lado, os médicos do SUS também contam que o contato com intensivistas que estão há meses tratando pacientes com Covid-19 é muito produtivo e valioso. “Além de um crescimento profissional, nos traz segurança. As instituições têm credibilidade e ficamos mais confiantes em passar os dados e discutir os casos. Olhar no rosto do colega, mesmo que por videoconferência, nos dá confiança”, conta Gustavo Picolotto, médico pneumologista responsável pelas internações da Covid-19 e UTI Covid-19 no Hospital de Clínicas de Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul.

Ele explica que, no hospital que trabalha, há intensivistas na UTI geral, mas não na área específica para pacientes com coronavírus. Apenas na última quinta-feira (6/8), uma profissional foi destacada para o atendimento. “Para mim, o mais importante dessa troca é a tranquilidade e o conforto de saber que estamos fazendo o máximo e o melhor pelos nossos pacientes”, afirma.


Fonte: Metrópoles
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O Instituto Butantan aumentou para 400 o número de testes diários para diagnóstico de covid-19 realizados gratuitamente no shopping SP Market, na zona sul da capital paulista. A reportagem é do R7.

A ação, voltada para a identificação de pessoas assintomáticas, vai até segunda-feira (10) e a procura tem sido altíssima, com famílias que chegam de madrugada ao estacionamento do local e até dormem dentro de seus carros para garantir uma senha e fazer o exame. 

No entanto, Alessandro dos Santos Farias, professor do Instituto de Biologia e Coordenador da Frente de Diagnóstico da Força-Tarefa de enfrentamento ao novo coronavírus da Unicamp, pondera que realizar o teste RT-PCR por iniciativa própria tem pouca utilidade.

Isso porque o exame, considerado "padrão ouro" para diagnosticar a covid-19, é como uma foto daquele instante exato. "Tem pessoas que se sentem mais confortáveis, mas o teste é uma coisa de momento. Ela [a pessoa] pode se contaminar depois, ao sair dali, no outro dia. Individualmente não tem muito benefício", analisa.

O especialista acrescenta que a quantidade de testes do mutirão "é basicamente nada" se comparada a toda a população da cidade de São Paulo. De quinta-feira (30) até terça-feira (04), o limite era de 200 testes por dia. Com a ampliação, será possível fazer exames em 3.600 pessoas. A capital paulista tem mais de 12 milhões de habitantes, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ele ressalta que a testagem em massa para diagnóstico deveria ser uma política adotada pelo governo federal contra a pandemia de covid-19, pois identificar em larga escala pessoas assintomáticas permite saber como será a evolução da epidemia. Elas dizem "o que pode acontecer nos próximos dias", resume.

"Sem fazer teste você não tem nenhuma previsão confiável para controle [da disseminação do vírus]", enfatiza. "Testar assintomático é a medida mais efetiva para tomar decisões de flexibilização", completa.

Já a infectologista Ingrid Cotta, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, afirma que a iniciativa é uma estratégia de saúde pública que traz vantagens individuais e coletivas, mesmo com o pouco alcance.

"[A pessoa] vai saber se está infectada e transmitindo o vírus, mesmo estando assintomática. Muitos estão preocupados, essa é uma forma de acalmá-los. E vai gerar dados para que o governo do Estado fortaleça o combate à covid-19". avalia. 

Farias, por sua vez, ainda destaca que o exame pode falhar se for realizado entre o primeiro e o segundo dia de sintomas, mesmo sendo considerado o melhor para diagnóstico da doença causada pelo novo coronavírus. 

Esse problema ocorre por duas razões: a amostra coletada da garganta e do nariz pode não ser suficiente ou a carga viral presente nesse material ainda é muito baixa para ser detectada, De acordo com o professor, a sensibilidade do teste é maior entre o terceiro e o quinto dia de sintomas da covid-19.

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Muito consumidos na quarentena · 02/08/2020 - 11h27

Álcool, café e chocolate: saiba quando o consumo deles é excessivo


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A bebida alcoólica, o cafezinho e o chocolate têm sido consumidos com muita frequência nesta quarentena. Se você não se tornou um dos adeptos recentes destes alimentos, pergunte ao seu amigo mais próximo. Apesar de serem produtos bem diferentes, eles têm um ponto em comum: em excesso, podem provocar dependência e outros prejuízos consideráveis à saúde.

    Reprodução

A pandemia alterou a rotina das pessoas, levando-as a passar mais tempo dentro de casa e as restrições do novo momento têm sido um chamado para os prazeres rápidos e fáceis proporcionados por alguns alimentos.

O chocolate e o café têm até algumas indicações positivas, o problema se dá quando são consumidos em excesso. “O café e o chocolate podem ser adicionados à dieta, desde que com as doses certas. Já o álcool, não tem nada positivo”, aponta a nutricionista Carla de Castro, da Clínica do Treino.

Veja abaixo os benefícios, as doses recomendadas e o que os exageros podem provocar, de acordo com a nutricionista:

 

Chocolate

O ideal é escolher barras de chocolate de 70% cacau para cima. O fruto é um antioxidante natural, tem flavonoides, vitamina C, vitamina E e minerais. O consumo considerado razoável é de 25 g por dia, ou seja 1/4 de uma barra comum.

O açúcar do chocolate amargo consumido na quantidade correta não tem potencial para provocar a dependência. Ele sacia o desejo, sem acarretar os malefícios de doces mais açucarados, como um pudim, por exemplo.

Os chocolates ricos em açúcar podem provocar resistência à insulina. A longo prazo, isso pode desencadear um quadro de diabetes tipo 2.

 

Café

O café é um estimulante natural. Ele diminui o sono, o cansaço e aumenta a concentração, mas deve ser consumido sem açúcar. O ideal é não passar de três xícaras de café por dia.

O excesso da cafeína pode aumentar a ansiedade e provocar alterações nos hábitos de sono e problemas gastrointestinais.

 

Bebida alcoólica

Não existe nível seguro para o consumo de álcool.

A bebida pode gerar um estado de depressão ou ansiedade. Ela também provoca alterações de memória e humor.

A longo prazo, o consumo de álcool causa alterações gastrointestinais, que atrapalham na absorção de vitaminas e minerais e sobrecarrega o fígado.


Fonte: Metrópoles
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Vai atender mais de 60 mil · 01/08/2020 - 17h02 | Última atualização em 01/08/2020 - 19h41

Parnaíba e Teresina vão ganhar unidade pós Covid-19 em centro de reabilitação


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O secretário de Saúde Florentino Neto visitou, neste sábado (1º/08), as obras do Centro Especializado em Reabilitação (CER), em Parnaíba, que estão finalizadas e os equipamentos em processo de aquisição. Estiveram presentes o deputado estadual Dr. Hélio, o secretário de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Mauro Eduardo, e o superintendente multiprofissional do Centro Integrado em Reabilitação (CEIR), Anderson Luz.

O Centro será a primeira unidade no território da Planície Litorânea a oferecer os serviços em quatro modalidades de reabilitação: deficiência física, visual, intelectual e auditiva, com capacidade de atendimento para mais de 60 mil pessoas, decentralizando os serviços e gerando uma maior qualidade na saúde.

Durante a visita, o secretário Florentino Neto anunciou que o Governo do Estado está criando uma “Unidade Pós Covid-19” no Centro Integrado em Reabilitação (CEIR) do Piauí para ajudar na reabilitação de pacientes com sequelas da Covid-19 no estado. A primeira unidade funcionará em Teresina e a segunda, de forma emergencial, será instalada no Centro de Reabilitação em Parnaíba, com previsão de funcionamento por um período de 6 a 12 meses.

De acordo com Florentino, com a pandemia surgiu essa nova necessidade e a decisão do Governo do Estado, de montar essa equipe multidisciplinar para atender aos sequelados da Covid-19, é uma prova de que o poder público estadual está sempre atento às necessidades do povo. “ O nosso objetivo é ajudar pessoas que contraíram o novo coronavírus, passaram por um longo período de internação e agora necessitam de ajuda para conseguir realizar algumas atividades do dia-a-dia”, declara o gestor.

Entre as sequelas mais comuns estão a deficiência cardiopulmonar, comprometimento neurológico, amputações e perda de massa magra, podendo causar fraqueza muscular generalizada e que limita a movimentação na hora de andar, comer ou até trocar de roupa, assim como a presença de fadiga e dores crônicas.

Segundo o superintendente multiprofissional do CEIR, Aderson Luz, praticamente todos os pacientes que tiveram Covid têm deficiências. Cerca de 90% deles apresentam comprometimento cardiopulmonar; 10% comprometimento neurológico e amputação. “ Algumas dessas deficiências são temporárias e quando começamos a reabilitação de maneira precoce eles têm muito mais chances de se reabilitar”, diz o superintendente.

Para o secretário Florentino Neto, este é um esforço conjunto do Governo do Estado através da Sesapi e Seid, dentro da política pública do governo de atender à pessoa com deficiência. “ Esta obra é uma necessidade emergencial por conta do momento em que estamos vivendo, mas temos sobretudo que agradecer a Deus porque é um sonho que se torna realidade”, conclui.

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O Hospital Universitário de Brasília (HUB) criou um programa para atender as comunidades indígenas do Distrito Federal, incluindo os alunos da Universidade de Brasília (UnB). O serviço conta com consultas em saúde mental e diversas especialidades, orientações sobre covid-19, espaços para troca de conhecimento entre as comunidades e discussões virtuais em grupo, com equipe multiprofissional.

A teleconsulta é realizada por chamada de vídeo, de segunda a sexta-feira, de 14h às 18h. O indígena que precisar de qualquer orientação ou atendimento de saúde deve agendar pelo telefone (61) 2028-5422, que também funciona como WhatsApp. Segundo as informações do HUB, primeiro, ele passa por um acolhimento virtual com a equipe formada por estudantes, professores e profissionais de diversas áreas e, depois, é encaminhado para o cuidado que precisa.

A iniciativa é coordenada pelo Ambulatório de Saúde Indígena do hospital. Para a coordenadora do ambulatório, Graça Hoefel, o indígena pode passar por sofrimento e adoecimento psíquico durante a pandemia, pois não está habituado ao isolamento e deixou de realizar o ritual comunitário de passagem nos casos de morte pelo novo coronavírus.

“A covid chegou nas comunidades indígenas, que estão muito fragilizadas, com pouco recurso e poucas informações. Esperamos conseguir dar apoio e atenção à saúde dessa população”, explicou, em comunicado.

Desde 2013, o hospital conta com o ambulatório para atendimento à população indígena. O serviço é formado por profissionais de saúde, professores e alunos UnB, a maioria indígena, o que, de acordo com o HUB, facilita o contato entre médico e paciente, já que reduz as dificuldades causadas pelas diferenças culturais.


Fonte: Agencia Brasil
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Aliviar um pouco o sofrimento · 28/07/2020 - 22h08

Médico oferece jantar virtual para pacientes com HIV que precisam desabafar


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    Reprodução/Instagram

Como parte do projeto #querjantarcomigo, em tempos de pandemia de Covid-19, o médico Vinícius Borges, de São Paulo, conhecido como Doutor Maravilha nas redes sociais, está procurando três pessoas com HIV positivo para conversar e compartilhar, virtualmente, uma refeição. As informações são do Metrópoles.

A ação acontecia antes do distanciamento social: o infectologista oferecia o jantar para pacientes com o diagnóstico que precisassem conversar.

Por conta da situação atual, Vinícius fará o encontro virtualmente e promete enviar a comida preferida do participante por aplicativo de entrega. A ideia é dialogar e trocar experiências.

“O isolamento intensifica o sofrimento. Tenho recebido muitos pedidos de acolhimento. Mas saiba que você não está sozinha. A marca do #querjantarcomigo é o olho no olho, o contato físico. Mas acho que a versão online vai ser bacana também”, diz o infectologista no Twitter.

O processo de seleção será pelo Instagram, na página do médico, que atende principalmente pessoas LGBT+ e vulneráveis.

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Levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) indica que 1.260 pesquisas sobre covid-19 estão sendo conduzidas em universidades federais de todo o país.

    Foto: © Acácio Pinheiro/Agência Brasília

O número é bastante superior ao contabilizado em maio, de 823, salientando que o protagonismo da ciência tem ganhado força durante a pandemia do novo coronavírus. Para o cômputo, foram consideradas as respostas que 68 instituições encaminharam à entidade.

O empenho dos pesquisadores tem resultado também em outras ações, como a testagem para detecção da doença infecciosa. Já se contam 71 atividades desse tipo, que totalizaram 56.956 testes.

Outra contribuição das universidades federais é referente ao tratamento de pacientes. O total de leitos próprios das instituições, somado ao de leitos viabilizados em parcerias para a construção e a operacionalização de hospitais de campanha, é de 2.502, sendo 656 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Para as universidades públicas, uma via escolhida para atender a população quanto as demandas próprias da pandemia consiste em formar redes com a participação de gestores locais. Ao todo, já foram firmadas 255 parcerias com prefeituras e 112 parcerias com governos estaduais.

Além disso, as comunidades acadêmicas estão dedicando tempo à produção de equipamentos de proteção individual (EPI). Segundo o balanço da Andifes, já são 251.034 protetores faciais, 103.848 máscaras de pano, 12,5 mil viseiras de proteção, 29 mil pares de luvas, 20,2 mil unidades diversas, 6,6 mil aventais, 2 mil capuzes e 10 mil toucas, que se somam a 300 sacos de lixo de 100 litros de capacidade, 227 sondas nasotraqueais, 1.028.108 litros de álcool gel e 915 mil litros de álcool líquido.

O poder de mobilização das universidades também fica evidente ao se analisar a quantidade de campanhas educativas promovidas por elas, que chegam a 1.226. Paralelamente, as instituições organizaram 482 ações solidárias.


Fonte: Agência Brasil
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Destinadas ao grupo de risco · 26/07/2020 - 14h46 | Última atualização em 26/07/2020 - 14h51

Fiocruz aposta em vacinação contra coronavírus a partir de 2021


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    Divulgação / TV Brasil

Pesquisadores da Fiocruz apostam em vacinação inicial contra a covid-19 em fevereiro de 2021 para um público específico. A partir daí, a produção nacional das doses poderá garantir imunização à população em geral, afirma a vice-diretora de Qualidade da Bio-Manguinhos (Fiocruz), Rosane Cuber Guimarães.

Os recentes resultados de pesquisas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre a segurança da vacina contra a covid-19 elevaram o nível de otimismo em todo o mundo que, desde dezembro do ano passado, observa o alastramento do novo coronavírus, causador da doença, em todas as regiões. As pesquisas das fases 1 e 2, exigidas pelo procedimento científico, descartaram efeitos adversos graves provocados pela vacina. Foram registrados relatos de pequenos sintomas, como dores locais ou irritabilidade, aceitos em vacinas contra outras doenças.

O Brasil foi um dos países escolhidos para participar da Fase 3 dos estudos, que testa a eficácia da vacina. Os testes, que estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e outras instituições parceiras, envolvem 5 mil voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A expectativa é detectar a capacidade de imunização das doses e, a partir daí, a Fiocruz – parceira brasileira nas pesquisas de Oxford  – receberá autorização para importar o princípio ativo concentrado, que será convertido inicialmente em 30 milhões de doses a serem aplicadas em parcela da população brasileira.

Rosane Guimarães disse ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar neste domingo (26), às 22h30, que, em dezembro deste ano, o Brasil receberá 15 milhões de doses e, em janeiro, mais 15 milhões de doses.

"Estamos recebendo agora apenas 30 milhões de doses porque precisamos, antes de liberar a vacina, ter certeza da comprovação da eficácia dela. Então nós adquirimos 30 milhões de doses no risco e, se a vacina se comprovar eficaz, vamos receber mais 70 milhões de doses, totalizando, para o país, no primeiro ano, 100 milhões de doses de vacinas", disse.

A Bio-Manguinhos será responsável pela transformação do princípio ativo e fará a formulação final das vacinas, além de envasar, rotular e entregar o material para que o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde faça a distribuição. As primeiras doses devem ser destinadas aos grupos de risco, como profissionais de saúde e pessoas idosas, mas isso ainda está em debate.

Caso as previsões se confirmem, a expectativa é que o país passe a produzir nacionalmente a vacina a partir do segundo semestre de 2021. "Paralelamente a isso, precisamos avaliar se será necessária apenas uma dose da vacina, se serão necessárias duas doses, se será necessário revacinar. São perguntas para as quais ainda não temos respostas. Os estudos vão continuar", disse a especialista em vigilância sanitária.

Segundo Rosane, a vacina está em um excelente caminho e avançou rapidamente porque Oxford já trabalhava com o mesmo adenovírus de chimpanzé que está sendo usado nas pesquisas, um vírus que não causa doença em seres humanos.

Rosane explicou que a vacina carrega uma sequência do RNA do coronavírus e da proteína spike, que pode garantir que um organismo produza anticorpos. "Eles fizeram testes nessa plataforma [utilizando esse princípio] para Mers [síndrome respiratória do Médio Oriente] e para ebola. Eles já tinham grande parte do que é necessário para produção da vacina, preparado, o que já foi um acelerador. Outra coisa é que, neste momento de pandemia, os estudos clínicos foram facilitados e houve colaboração entre os países."

Mesmo com os indicativos positivos, Rosane alerta que a pandemia não vai ser resolvida de uma hora para outra. "Acreditamos que, em 2021, ainda não se consiga vacinar completamente toda a população. Nossa orientação é que enquanto a vacina não sai, ou ainda estiver sendo aplicada, que as pessoas mantenham as orientações que já existem hoje: uso da máscara, lavar as mãos, evitar aglomeração, distanciamento. Ainda temos que continuar convivendo com esses cuidados até que todas as respostas sejam dadas pela vacina."

A possibilidade de um revés é praticamente descartada pela pesquisadora. Segundo Rosane, a Fase 3 dos estudos pode, sim, apontar um grau de imunização de mais de 90%. "Se for maior, a gente consegue relaxar um pouco", mas há riscos de que essa eficácia atinja níveis de apenas 50% ou 70%. "Vamos ter que fazer mais estudos e talvez buscar uma vacina com potencial maior, mas já será um alento se tivermos uma vacina com mais de 70%."

Atualmente, o Brasil é terreno fértil para a pesquisa por ocupar o segundo lugar entre os países com maior número de casos da covid-19.

Há outras empresas trazendo vacinas para o Brasil. Um exemplo é a pesquisa desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, com sede em Pequim. Nas próprias instalações da Bio-Manguinhos, cientistas brasileiros desenvolvem dois estudos, que estão ainda em fase pré-clínica, com experimentos em animais.


Fonte: Agência Brasil
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