Compartilhar Tweet 1



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota em que reforça que o medicamento antiparasitário ivermectina tem apenas indicação para uso conforme o que consta na bula — o que inclui o tratamento de sarnas e piolhos — e não para pacientes com covid-19 ou como prevenção contra o coronavírus. A reportagem é do R7

Segundo a agência, responsável pela liberação e regulamentação de remédios no país, "não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da covid-19 no Brasil".

Qualquer uso da ivermectina fora das indicações previstas na bula devem ser feitos sob escolha e responsabilidade do médico que prescrever.

Alguns estudos com células in vitro sugerem que a ivermectina seria eficaz no combate ao coronavírus. No entanto, a dose necessária teria de ser muito acima da máxima, o que requer mais estudos acerca da toxicidade do medicamento.

Comentar
Métodos para prevenção · 10/07/2020 - 06h40 | Última atualização em 10/07/2020 - 07h20

MPPI expede recomendação ao presidente da FMS sobre medidas de combate ao novo coronavírus


Compartilhar Tweet 1



O Ministério Público do Piauí, por meio da 12ª e da 29ª Promotorias de Justiça de Teresina, expediu, no início da tarde de hoje (09/07), duas recomendações, uma para o secretário estadual de Saúde, Florentino Neto, e outra ao presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Manoel Moura, sobre a utilização de métodos para prevenção da disseminação do novo coronavírus. O promotor de Justiça Eny Pontes é o autor das recomendações.

A primeira orientação da recomendação é a desinstalação das cabines para desinfecção de pessoas, porventura instaladas, diante da ausência de evidências científicas de que o uso dessas estruturas para desinfecção sejam eficazes no combate ao Sars-COV-2, além de ser uma prática que pode produzir importantes efeitos adversos à saúde da população. O prazo para a desinstalação para esse tipo de equipamento é de 72 horas.

A segunda orientação dada aos gestores é que eles se abstenham, ou seja, não adotem medidas administrativas desprovidas de estudos que contenham evidências científicas que atestem a eficácia dos procedimentos para o combate à Covid-19.

Por último, o secretário estadual de Saúde e o presidente da FMS são instruídos, no exercício da autotutela, a adotar as providências necessárias para declarar nulos os contratos celebrados para a instalação de cabines de desinfecção de pessoas, em razão do vício da legalidade e da finalidade, por violar os princípios regentes da Administração Pública, em especial a legalidade, a moralidade e a eficiência administrativa, com base na Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como para a devida devolução ao erário, dos valores pagos decorrentes da contratação ilegal.

Cada gestor tem até cinco dias para enviar ao Ministério Público informações sobre o cumprimento ou não das recomendações expedidas.


Fonte: MPPI
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O Ministério da Saúde apresenta neste momento o balanço das ações de distribuição de equipamentos, insumos e medicamentos para o combate à covid-19 em escala nacional. A reunião acontece na sede do ministério, em Brasília. 

Equipamentos e leitos

Até o momento, foram entregues 6.549 ventiladores pulmonares. Os estados que mais receberam foram Rio de Janeiro (814) São Paulo (766), Minas Gerais (409), Pará (406) e Bahia (321).

Foram distribuídos 163,3 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs), sendo 95 milhões de máscaras cirúrgicas, 36,9 milhões de luvas, 17,1 toucas e sapatilhas, 3,1 milhões de aventais e 1,8 milhão de óculos de proteção.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que a distribuição de equipamentos é feita a partir de diálogo com as autoridades locais de saúde. “Estas necessidades são expressas pelos gestores locais. São priorizadas em conjunto com Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde]”, comentou.

Desde o início da pandemia, foram habilitados 9.201 leitos de Unidades de Terapia Intensiva exclusivos para atendimento a pacientes com covid-19. As Unidades da Federação com mais estruturas deste tipo habilitadas foram São Paulo (2.014), Rio de Janeiro (762), Pernambuco (644), Rio Grande do Sul (624) e Bahia (539).

O secretário executivo do MS voltou a destacar que a sistematização dos níveis de ocupação de leitos está difícil devido à falta do repasse de dados por estados e municípios. Até o momento, não há um dado atualizado sobre a ocupação dessas estruturas.

Recursos e medicamentos

De acordo com o secretário executivo, foram repassados até agora às autoridades locais de saúde cerca de R$ 23,7 bilhões. O dinheiro visa financiar ações de prevenção e combate à pandemia. A equipe do ministério também apresentou dados sobre medicamentos para entubação - um auxílio reivindicado por estados e municípios diante do desabastecimento de insumos.

Conforme o painel, foram encaminhados 806 mil medicamentos até o momento pelo mecanismo de “requisição administrativa”. Este recurso compreende a solicitação juntamente a fornecedores nacionais sem comprometer a oferta destes para outros compradores.

Uma segunda estratégia para viabilizar a aquisição desses remédios anunciada pela pasta foi a realização de um pregão para compra centralizada dos insumos, com a intermediação do governo federal. Os estados e as capitais federais poderão aderir até o dia 13 de junho.


Fonte: Agência Brasil
Comentar

Embora o uso de máscaras seja obrigatório, e elas funcionem como uma barreira à contaminação pelo novo coronavírus, existem dúvidas sobre a possibilidade de causarem danos à saúde das pessoas que estão retornando às academias agora. As academias estavam fechadas para atendimento presencial desde meados de março, quando foi decretado o isolamento social para combate à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. As informações são da Agência Brasil.

O professor de educação física Fernando Beja diz que o uso de máscara requer cuidado para quem pratica exercícios. “A máscara, ao mesmo tempo que faz uma barreira de proteção ao novo coronavírus, também torna a respiração mais ofegante e cansativa. É preciso cuidado, especialmente para quem tem problemas cardíacos”, afirmou Beja, que é especialista em fisiologia do exercício.

Pelo que sabe, não existe nenhuma comprovação científica de que o uso da máscara na execução do treinamento aeróbico vá causar algum dano à saúde das pessoas. “O que pode acontecer é um incômodo, por haver resistência na hora de inspirar e expirar, ou seja, na hora de respirar. Mas problemas diretamente relacionados, eu acredito que não existam”, ressalta o presidente da Associação dos Professores de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro (Apef-Rio), Guilherme Silva Amaral, em conversa com a Agência Brasil.

Uso importante

A cardiologista Renata Castro, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), destaca que usar a máscara é extremamente importante para todo mundo, além de obrigatório por questões de legislação e prevenção de saúde.

Renata lembra que o uso é ainda mais importante para pessoas que têm doenças cardíacas." Nesse período de pandemia, ficou muito claro que quem tem doença cardíaca tem chance muito maior de evoluir mal quando infectado pelo coronavírus. Isso aumenta a necessidade de essas pessoas utilizarem a máscara”, disse Renata, em entrevista  à Agência Brasil.

A médica reconhece que não é confortável usar máscara, porque dificulta a inspiração, ou seja, a entrada do ar. “A gente começa a perceber a inspiração que, no dia a dia sem máscara, não percebe. É um processo natural”. Ela afirma que o aumento do esforço pode elevar a frequência cardíaca, mas ressalta que isso não significa que a prática de atividades físicas acarrete mais riscos para o indivíduo, seja cardiopata ou não.

Renata Castro enfatiza que a atividade física traz benefícios para todos, e mais ainda para os cardíacos. “Melhora o prognóstico de pessoas com doença cardíaca, desde que elas sejam bem orientadas. Isso quer dizer que existem pessoas com doenças que precisam primeiro ser controladas ou tratadas, para depois ficarem livres para fazer atividade física”.

A médica destaca que, entre algumas dessas pessoas, há questões que precisam ser observadas, entre as quais a de não ultrapassarem limites de treinamento. “Isso é sempre orientado pelo cardiologista, de acordo com o quadro clinico da pessoa”.

O ideal para o paciente que tem doença cardíaca, coronariana, ou insuficiência cardíaca, é fazer primeiro um teste de esforço e, em seguida, com base no resultado, receber orientação sobre sua atividade física. “Aí, fica muito mais simples entender o aumento da frequência cardíaca que pode acontecer durante o exercício e como o médico vai orientar o treinamento desse paciente", diz a médica.

Ela aponta muitos pontos positivos da prática de exercícios físicos pelo paciente cardiopata, fazendo uma atividade ao ar livre, ou no meio de outros indivíduos, mesmo que seja dentro de uma academia e com uso de máscara. "O cuidado vai ser na orientação, na prescrição desse treinamento.”

Gás carbônico

A cardiologista explica que, nos exercícios aeróbicos, de maior intensidade, a máscara não implica a respiração do gás carbônico contido nas gotículas de ar que são expelidas. “O ar que a gente inspira, mesmo sem máscara, tem 21% de oxigênio e quase todo o restante é nitrogênio. Tem um pouquinho de gás carbônico nisso aí, mas é uma quantidade muito pequena. Quando a gente expira, esse ar fica um pouco mais rico de gás carbônico, mas não significa que não tenha oxigênio ali. O gás carbônico vai estar diluído nessa quantidade grande de ar.”

Renata reconhece, no entanto, que, com a máscara, existe uma chance de reinalação do gás carbônico, embora “muito pequena". "Até porque a máscara não veda completamente a passagem do ar, tanto na entrada [inspiração], como na saída [expiração]”.

Ela afirma que ainda não se comprovou que a pequena quantidade de ar que fica dentro da máscara seja suficiente para gerar algum malefício pela reinalação de gás carbônico. Segundo a médica, pode-se dizer que a máscara não representa perigo, especialmente para pacientes que tenham alguma cardiopatia. “Não representa. Ela representa um desconforto, que todos nós estamos vivenciando, mas um perigo, com certeza, não. Pelo contrário. Para o paciente cardiopata, é extremamente importante o uso da máscara.”

Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Federal de Educação Física (Confef) informou que não poderia participar da reportagem nesta quarta-feira (08/07), devido à realização de uma reunião plenária virtual com todos os representantes da entidade.

No município do Rio de Janeiro, as academias de ginástica voltaram a funcionar no dia 2 deste mês.

Comentar
Relatório da situação do Brasi · 08/07/2020 - 16h40 | Última atualização em 08/07/2020 - 16h47

Saúde atualiza informações sobre o novo coronavírus


Compartilhar Tweet 1



O Ministério da Saúde atualiza neste momento o relatório sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Marques Macário, direitor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis apresentam o relatório da situação do Brasil.

Confira a atualização ao vivo:

 


Fonte: Agência Brasil
Comentar
Entidade está atenta · 08/07/2020 - 11h32

OMS admite possibilidade de transmissão de coronavírus pelo ar


Compartilhar Tweet 1



Em coletiva no início da tarde desta terça-feira (7), a coordenadora da unidade de prevenção e controle de infecções da Organização Mundial da Saúde (OMS), Benedetta Allengranzi, afirmou que a entidade está atenta às evidências de que o novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar. A fala veio cerca de um dia depois de um grupo de 229 cientistas enviar uma carta à OMS, pedindo para que a entidade inclua em nas recomendações de segurança a ventilação de ambientes e o uso de máscaras. As informações são do SBT.

Segundo Benedetta, "nós reconhecemos que há evidências emergentes nesse campo, como em todos os outros campos relativos ao vírus da Covid-19 e à pandemia, e, portanto, acreditamos que temos de estar abertos a essas evidências e entender suas implicações". Por outro lado, ela reforçou que as informações não são definitivas e que novos estudos precisam ser feitos.

Ainda na coletiva, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, explicou como são definidos os padrões, orientações e recomendações do órgão. De acordo com ela, tudo é baseado em um processo bem estabelecido, que está melhorando e consiste na revisão de até mil artigos científicos diariamente. "Quando você tem um grande número de estudos, você os junta e tem um método estatístico de tentar ver onde as evidências estão apontando, em que direção", disse.

 

Comentar

Compartilhar Tweet 1



Uma aeronave da companhia aérea Latam chegou hoje (07/07) a São Paulo transportando mais 11,8 milhões de máscaras cirúrgicas de procedência chinesa. O voo trouxe a maior quantidade de insumos para combate à pandemia transportado de uma única vez no Brasil.

A carga faz parte da encomenda de equipamentos de proteção individual (EPIs) feita pelo Ministério da Saúde, com a coordenação operacional viabilizada pelo Ministério da Infraestrutura. Segundo os registros dos ministérios, essa é a 35ª remessa de mais de 40 previstas. 

“No início da crise, assumimos um desafio logístico imenso para ajudar o Ministério da Saúde com o abastecimento de EPIs para todas as regiões do Brasil. Uma verdadeira operação de guerra foi montada e, de modo contínuo, estamos transportando 960 toneladas de equipamentos no total. É uma vitória silenciosa do governo federal que está ajudando a garantir as condições necessárias para o enfrentamento da pandemia”, informou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Segundo nota divulgada pelo ministério, 220 milhões de 240 milhões das máscaras compradas foram recebidas, sendo uma parte do equipamento do tipo N95 – a mais eficaz máscara médica descartável disponível no mercado.

O voo anterior da Latam que transportou insumos vindos da China para o Brasil chegou no dia 2 de junho e trouxe cerca de 9,2 milhões de máscaras para serem distribuídas entre estados e municípios.


Fonte: Agência Brasil
Comentar

Compartilhar Tweet 1



A 5ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro nomeou, hoje (07/07), dois peritos para conferir a execução do contrato de gestão da organização social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) ao governo do estado do Rio de Janeiro, no contexto da pandemia da covid-19. A OS foi contratada em março para erguer e gerir sete hospitais de campanha no estado, mas denúncias de irregularidades e atrasos fizeram com que a maior parte das unidades nem fosse inaugurada.

Em despacho publicado hoje (07/07), a Justiça nomeou o engenheiro civil André Luiz Lang e a clínica médica Carla de Souza Salomão para o trabalho. Eles têm cinco dias para aceitarem o convite e apresentarem propostas de honorários, que serão pagos pelo Iabas.

Em nota, a OS informou que pediu a perícia à Justiça para obter a produção antecipada de provas de que cumpriu suas obrigações no contrato referente aos hospitais de campanha.

"A medida é o instrumento jurídico mais adequado para preservar a tempo a verdade dos fatos, diante do risco de que, com a futura desmobilização dos hospitais de campanha (por natureza, provisórios) se torne praticamente impossível ao Iabas comprovar que prestou com correção os serviços firmados em contrato, apesar das inúmeras dificuldades externas surgidas no curso da realização dos trabalhos", inforou o Iabas na nota.

Os hospitais de campanha estaduais foram prometidos pelo governo para 30 de abril, porém o contrato, firmado com dispensa de licitação pela a Secretaria de Estado de Saúde com o Iabas, no valor de mais de R$ 800 milhões, vem sendo questionado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Tribunal de Contas do Estado. O ex-secretário de saúde à época, Edmar Santos, responde por improbidade administrativa e, no mesmo processo, o ex-subsecretário Gabriell Neves foi preso em maio.

Passados mais de dois meses, o contrato com o Iabas foi rompido pelo governo do estado, que assumiu a administração dos dois hospitais que conseguiu inaugurar: o do Maracanã e o de São Gonçalo.


Fonte: Agência Brasil
Comentar
Picadas de pulgas infectadas · 06/07/2020 - 15h59

China também registra caso suspeito de peste negra


Compartilhar Tweet 1



A China se vê com mais problemas de saúde à vista. Autoridades de uma cidade da região chinesa da Mongólia Interior emitiram um alerta neste domingo (05/07), um dia depois que um hospital relatou casos suspeitos de peste bubônica na região que faz fronteira com a cidade. As informações são de Metro.

A Mongólia anunciou no final de semana passado o fechamento de sua fronteira com a Rússia após diagnóstico de 2 casos de peste negra (peste bubônica) e o teste em mais de 150 pessoas para medir o tamanho da contaminação.

Agora a China anuncia um caso suspeito da doença, cuja taxa de mortalidade gira em torno de 90% dos infectados. A primeira medida anunciada pelas autoridades do distrito de Baynnur neste domingo foi a proibição da caça de animais selvagens, como a marmota, e a notificação de agentes de saúde par qualquer caso de febre e infecção.

A peste negra, que dizimou a população da Europa no século 14, é causada por uma bactéria chamada yersina pestis, que vive nos roedores, e pode ser transmitida por picadas de pulgas infectadas.

Os sintomas são inchaço nos gânglios linfáticos na virilha, axila e pescoço, febre alta e supurações (formação de pus).A doença evolui para infecção pulmonar grave e, se não tratada rapidamente, morte.

O último grande surto da peste bubônica na China ocorreu em 2009, quando várias pessoas morreram na província de Qinghai, no planalto tibetano.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



O astro da Broadway Nick Cordero, 41, morreu no domingo (05/07) após uma batalha de três meses contra a Covid-19. As informações são do R7

A doença evoluiu para complicações graves. Além de ter a perna amputada, ele chegou a necessitar de transplante duplo de pulmões, segundo havia divulgado sua esposa esposa, Amanda Kloots, em entrevista à emissora americana CBS.

De acordo com ela, em um primeiro momento, Cordero, 41, foi diagnosticado apenas com pneumonia. No entanto, seu quadro só piorava, então ele resolveu procurar outra opinião médica e foi internado em março, após ter a confirmação de que estava com covid-19.

O ator acordou do coma induzido e teve o resultado do teste negativo para o novo coronavírus, mas apresentava sequelas graves e já havia amputado uma perna por causa da doença.

A covid-19 também havia enfraquecido muito a musculatura do ator. Ele não conseguia se mover ou falar. De acordo com publicações de familiares, Cordero não tinha problemas médicos anteriores.

Entenda o caso

A covid-19 é uma doença sistêmica, mas os pulmões são seu principal alvo. O pneumologista José Rodrigues Pereira, da BP- A Beneficência Portuguesa de São Paulo, ressalta que ela pode se manifestar de maneira leve, moderada e grave.

"Os pacientes com comprometimento pulmonar já têm, na melhor das hipóteses, um quadro moderado", pondera. "Quanto maior a gravidade, maior a chance de ter danos pulmonares", completa.

O especialista afirma que pacientes em estado grave por causa da covid-19 estão sujeitos a uma série de fatores que podem causar sequelas nos pulmões. Um deles é o processo inflamatório causado pela reação exacerbada do sistema imunológico à ação do novo coronavírus.

"Na primeira semana, é possível reverter esse processo. Depois disso, ele pode causar alterações fibróticas e síndrome da agústia respiratória aguda (SARA), que gera acúmulo de fluídos nos sacos de ar dos pulmões e impedem a entrada de oxigênio ", destaca.

Outra situação que pode gerar danos irreversíveis nos pulmões, segundo o médico, é a necessidade de ventilação mecânica. "O Nick teve a ventilação e a inflamação", observa. "É muito comum que pacientes intubados e com ventilação mecânica tenham coinfecção bacteriana e viral", acrescenta.

Necessidade de transplante

De acordo com Pereira, se existia a necessidade de transplante é porque houve "uma destruição pulmonar" e, com isso, a membrana que faz a troca de gás carbônico por oxigênio realiza esse processo "de forma muito dificultosa", algo que pode ser permanente. 

Existem dois aspectos analisados para decidir sobre a necessidade de transplante: se a pessoa tem comorbidades e qual seria a expectativa de vida dela caso não estivesse na condição de saúde em que se encontra.

"Nick era um paciente jovem, acredito que não tinha outras doenças, então teria uma alta expectativa de vida. Ele teve uma doença aguda que, provavelmente, causou um dano irreversível", descreve Pereira, ao explicar por que o ator se enquadrava nos quesitos exigidos para o transplante.

No entanto, o especialista pondera que é preciso esperar que o processo inflamatório gerado pela covid-19 esteja estabilizado para avaliar a dimensão das lesões e se elas realmente são irreparáveis.

"A estabilização pode ocorrer no intervalo de até 2 anos. O que a gente tem visto é que as sequelas persistem por meses", detalha.

Outras doenças que podem causar sequelas irreparáveis a ponto de levar a um transplante de pulmões são a fibrose sística e a enfisema pulmonar, exemplifica o pneumologista.

Pereira destaca que dentre os orgãos sólidos, o pulmão é o mais difícil de ser transplantado - além dele, estão nessa categoria o coração, rim, pâncreas e fígado. Por isso, esse tipo de cirurgia é realizado em centros especializados. Em São Paulo, o maior deles é o Incor (nstituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP), diz o especialista.

"Então, são selecionados pacientes específicos e a fila [de espera] é a mais rápida, não porque há muitos pulmões disponíveis, mas porque as pessoas vão morrendo", explica.

Amputação da perna

Para explicar a amputação de uma das pernas do ator, Pereira lembra que a inflamação exagerada do sistema imunológico à covid-19 não fica restrita aos pulmões.

"A pessoa tem um risco maior de evoluir com quadros de tromboembolismo [formação de coágulos sanguíneos] venoso", afirma.

"O nosso organismo é tipo um cabo de guerra. A gente tem substâncias que favorecem ou impedem a trombose, mas o processo inflamatório da covid-19 desequilibra esse cabo de guerra e aumenta a chance de coágulos", descreve.

Ele acrescenta que pacientes em estado grave por causa da doença são tratados com medicamentos para aumentar a pressão sanguínea dentro dos vasos, a fim de manter estável a irrigação do organismo.

"Mas essas drogas podem levar a vasoconstrição. É como quando você quer regar plantas que estão mais longe no jardim e coloca o dedo na boca da mangueira para que a água alcance essa distância. Quanto menor a área, maior a pressão para chegar em regiões periféricas", compara.

No entanto, de acordo com ele, a constrição vascular exacerbada pode causar o efeito inverso daquele esperado, ou seja, falta de irrigação e necrose, que é a morte do tecido daquela região.

Fadiga muscular

Pereira conta que a fadiga muscular, como a que afetou Cordero, tem sido frequente em pacientes com covid-19. "É a síndrome da fadiga crônica, que acontece mesmo em casos mais leves. Há uma fraqueza, perda de massa e força muscular", descreve.

De acordo com ele, esse processo é mais intenso em quem tem quadros graves da doença. Aqueles que vão para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) podem sofrer com a "neuropatia do paciente crítico".

"É um estado de imobilização associado a um processo que consome a energia de reserva do paciente. A medicação usada para mantê-lo vivo e a inatividade em que ele está acabam levando a esse tipo de neuropatia, que pode até gerar dificuldade para falar", define.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



 

Se não for feito de forma correta e com orientação profissional, a prática de exercícios físicos durante o período de confinamento pode piorar a condição emocional das pessoas, já fragilizada pelo isolamento social e pela crise sanitária da covid-19. É o que aponta pesquisa feita em parceria entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Ceará (UFCE) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). As informações são da Agência Brasil.

A pesquisa investigou a relação entre as atividades físicas e o bem estar das pessoas durante o período de quarentena, imposta pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) desde março em diversas cidades do país. O levantamento de dados ocorreu pela internet entre os dias 31 de março e 2 de abril. Responderam à pesquisa 592 pessoas, de todas as regiões do país, maiores de 18 anos e que estavam em isolamento social há pelo menos uma semana, sendo 63% mulheres e 37% homens.

De acordo com o professor Alberto Filgueiras, coordenador do Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Esportiva (LaNCE) da Uerj, o resultado foi bem diferente do esperado, pois não comprovou que a prática de exercícios melhora o bem estar, como relatado amplamente na literatura científica em condições normais.

“Foi impactante para nós, dado que a gente viu diversos relatos nas redes sociais da necessidade de fazer exercício, de manter o corpo ativo. Então a nossa hipótese era de que qualquer pessoa que estivesse com o corpo ativo estaria se sentindo melhor em comparação àquelas que mantiveram hábitos ditos como ruins, como o sedentarismo. Não foi o que a gente encontrou”, disse o professor Filgueiras.

Mudança de hábito

Segundo o professor, o exercício físico é muito importante, porém, a simples prática não garante uma melhora no bem estar no confinamento. “Existe essa ideia de que o exercício vai fazer com que você se sinta bem, vai trazer benefícios para a saúde física e mental. O que o nosso estudo mostra é que nessas condições de quarentena, especificamente, parece que aumentar muito a quantidade de exercícios vai fazer mal para a sua mente”.

O professor destaca que, em condições normais, a atividade física moderada a leve, praticada de três a cinco dias na semana, promove muita melhora sobre o bem estar e a saúde mental. “Porém, o estudo mostrou que mudanças bruscas nos hábitos durante a quarentena levaram a uma piora no bem estar emocional das pessoas.”

“A gente percebeu que essas pessoas que apresentaram mudanças muito bruscas na sua forma de se relacionar com os exercícios, desde a que fazia exercício e parou na quarentena, se tornou sedentária, até aquela pessoa que não fazia exercício nenhum e passou a fazer seis, sete dias na semana durante a quarentena. Qualquer mudança muito drástica mudou também o bem estar das pessoas, mudou para pior”, explicou.

A pesquisa mostrou, no entanto, que melhoras no bem estar foram relatadas pelas pessoas que eram sedentárias e passaram a se exercitar de três a cinco vezes por semana com intensidade leve.

Aplicativos e vídeos

A pesquisa apontou também um grande aumento no uso de aplicativos e vídeos tutoriais para a prática de exercícios. Antes da pandemia, 4% das pessoas que responderam ao questionário faziam uso desses recursos, número que passou para 60% com o isolamento. Porém, Filgueiras destaca que, se não houver uma orientação correta, o recurso tecnológico pode prejudicar a saúde física e mental.

“A gente detectou que as pessoas se sentiam mal quando faziam os exercícios que estavam sendo prescritos por essas plataformas digitais. A nossa principal hipótese, que os dados sugerem, é que provavelmente isso está associado à falta de individualização na prescrição do exercício. O exercício precisa ser prescrito considerando uma série de variáveis, considerando o peso corporal, a história de vida da pessoa, uma série de questões que não são consideradas por essas plataformas e redes sociais”.

Ele lembra que a falta de orientação profissional individual pode levar a pessoa a ter dores, lesões e até falta de ar. “Pode ter consequências muito graves. O acompanhamento de um profissional de educação física na prescrição dos exercícios e a individualização do exercício para a demanda daquela pessoa são essenciais. Além de ajudarem a pessoa na sua condição física, também vai influenciar no seu bem estar. Pessoas que seguem fórmulas prontas se sentem mais mal do que bem”.

Os dados da pesquisa apontaram também que antes da pandemia 27% das pessoas praticavam atividades ao ar livre, proporção que caiu para 3%. As atividades em grupo foram substituídas por treino de força, que passou de 5,2% para 13,9%, e treinamento funcional, que aumentou de 4,4% para 49,3%.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



A Sociedade de Pediatria do Distrito Federal se manifestou contra o retorno às aulas presenciais na capital. O governo local autorizou o retorno das escolas particulares para o dia 27 de julho. Já no dia 3 de agosto está marcado o retorno das escolas públicas.

Para a sociedade de pediatria do DF, a reabertura das escolas pode ser uma decisão precipitada pois o comportamento das crianças e adolescentes é imprevisível e o número de assintomáticos é inestimável, possibilitando um aumento dos contágios.

A sociedade local de pediatras lembra que dos mais de 50 mil casos confirmados na capital do país até o dia 1º de julho, 3 mil 480 casos foram de pacientes menores de 19 anos de idade. Ou seja, quase 7% dos casos são de crianças e adolescentes.

A associação de pediatras considera ainda que Brasília registra um aumento no número de casos desde a reabertura parcial do comércio em 2 de maio.

O governador Ibanes Rocha determinou o retorno das escolas públicas a partir de agosto com um modelo híbrido. 50% dos alunos de cada turma frequentarão a escola presencialmente em uma semana, enquanto os outros 50% realização atividades de forma remota. Na semana seguinte, há uma troca entre os grupos de estudantes.

Os sindicatos de professores tanto das escolas públicas quanto das privadas, e a Associação de pais e alunos do DF, se manifestaram contra o retorno das aulas presenciais.


Fonte: Radioagência Nacional
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou a deputados que a pasta tem realizado a compra do excedente da produção de sedativos diretamente da indústria para abastecer hospitais de todo País. "Até ontem nós já tínhamos atendido as secretarias estaduais de saúde do Amazonas, Goiás, São Paulo, Amapá, Bahia e Ceará. Hoje, Maranhão, Roraima, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e São Paulo", enumerou.

Os medicamentos sedativos são usados para intubar pacientes graves de Covid-19. Hospitais em todo o País têm denunciado a escassez e a prática de preços abusivos desses medicamentos.

A comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha as ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19 realizou audiência pública nesta terça-feira (30/06) para ouvir dos órgãos responsáveis pela fiscalização e distribuição de medicamentos sobre como está a situação do abastecimento de sedativos para os hospitais públicos e privados.

O presidente da comissão, deputado Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ), sugeriu que as compras sejam feitas diretamente dos fabricantes, sem passar por distribuidores, para garantir formação de estoque e fugir do sobrepreço. "As distribuidoras registraram que não têm estoque, então, minha proposição é que Ministério da Saúde faça a requisição de 50% de tudo o que é produzido pela indústria nacional e faça o registro desse preço e possam todos os entes federativos entrar nesse registro fazendo aquisição direto da indústria", propôs.

Ele lembrou relato de secretários de saúde e dirigentes de hospitais sobre problemas no abastecimento. "É um relato frequente chegando na nossa comissão sobre a dificuldade de compra", completou. Teixeira Jr. citou ainda relatório do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) informando que o índice de desabastecimento dos sedativos chegava a mais de 90%, no início de junho.

Elcio Franco vai levantar dados para orientar a indústria no aumento da produção. "Será muito importante a radiografia do consumo mensal que nós tivemos no ano passado e que estamos tendo neste ano para que a gente possa saber a demanda para orientar o parque farmacêutico sobre o quanto ele teria que aumentar sua produção e também orientar futuras compras externas", completou.

Já o representante do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Nelson Mussolini, defendeu a necessidade de previsão do consumo. "Precisamos saber semanalmente o que vai se consumir nas próximas quatro semanas, e ter uma semana de pedido firme, com isso o Ministério da Saúde vai poder se organizar, as filantrópicas vão poder se organizar para ter o recebimento de produtos, daquilo que é efetivamente necessário".

Sobrepreço
A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) denunciou que o sobrepreço de medicamentos sedativos chegou a 300% em um hospital de Santa Catarina. Também a deputada Soraya Manato (PSL-ES) reclamou dos sobrepreços. "Os hospitais estão sangrando com esse sobrepreço, hospitais filantrópicos que não tem dinheiro pra pagar direito um preço normal", destacou.

O presidente executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Excepcionais e Hospitalares, Paulo Maia, afirmou que as empresas que fazem parte da associação, e que representam 58% do mercado, praticam os preços determinados pela lista de preços de medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nelson Mussolini, destacou que os preços de medicamentos são tabelados e têm um ajuste de 21% a menos para as vendas realizadas para o governo.

Diretor de regulação do mercado de medicamentos da Anvisa, Fernando Moraes Regoa, informou que investigações estão em curso e quando comprovados os sobrepreços de medicamentos, as penas cabíveis serão aplicadas.


Fonte: Agência Câmara de Notícias
Comentar
“Não é fácil se livrar · 30/06/2020 - 08h42

Vício em açúcar existe? O que é e como se livrar dessa dependência


Compartilhar Tweet 1



Apesar de não ter um nome específico, o vício em açúcar existe e se encaixa na definição de compulsão alimentar. O doce traz sensação de prazer, bem-estar e energia, o que provoca uma dependência impulsionada pelo próprio organismo. As informações são de Metrópoles.

“O açúcar estimula a liberação de endorfina e outras substâncias neurotransmissoras no cérebro que causam sensação de prazer. Por isso que após um dia exaustivo, cansativo, a gente pensa: ‘Eu mereço um doce’. É o cérebro tentando encontrar uma maneira rápida e fácil de prazer”, explica Myrna Campagnoli, endocrinologista do Laboratório Exame.

O problema maior da necessidade de consumo de doce é que ele se torna um ciclo vicioso. A insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas e controla a quantidade de açúcar no sangue. O corpo produz mais insulina quando se come muito açúcar. E quando há um pico de insulina, provoca-se o efeito rebote e o organismo pede mais doce.

Uma prova de que a compulsão por açúcar é nociva e motivo de preocupação são as reações ao retirar o doce do paciente. “O açúcar dentro do organismo é como se fosse uma droga. Isso é perceptível quando resolvemos fazer uma dieta e sentimos uma série de alterações. As pessoas ficam nervosas, têm dor de cabeça, perdem a concentração”, relata a nutricionista Carla de Castro, da Clínica do Treino.

Como se livrar dessa dependência?

“Não é fácil se livrar. Tem pessoas que o organismo pede tanto açúcar, que fica incontrolável. Por isso, é necessária uma equipe multiprofissional, com psicólogo, nutricionista e outros especialistas”, ressalta Renato.

Uma vez que o paciente está consciente de que há um exagero no consumo de doces, o trabalho é direcionado para a reeducação alimentar. A redução da ingestão de açúcar, em si, é uma das medidas, mas são necessárias técnicas para essa retirada.

Minimizar o estresse diário é importante nessa fase, recomenda-se também iniciar a prática de exercícios físicos. A partir daí, substituir os doces com o açúcar branco por frutas, intervalar melhor as refeições (em busca de saciedade) e aumentar a ingestão de água e chás.

Comentar
Segundo pesquisa · 29/06/2020 - 09h34 | Última atualização em 29/06/2020 - 11h07

Consumir até 3 xícaras de café por dia reduz o risco de hipertensão


Compartilhar Tweet 1



Uma a três xícaras de café. Este é a quantidade da bebida que, se consumida diariamente, pode reduzir o risco de hipertensão em 20%, de acordo com uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) publicada na Clinical Nutrition. As informações são do R7.

O estudo analisou os hábitos de consumo da bebida em um grupo de 8.780 funcionários públicos, pelo período de quatro anos. Durante este acompanhamento, um total de 1.285 participantes desenvolveu hipertensão.

A hipertensão é a causa de 60% dos infartos e 80% dos AVCs (acidente vascular cerebral), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

“Dessa forma, foi possível observar que as pessoas que nunca ou quase nunca tomavam café tinham um risco de hipertensão aproximadamente 20% maior do que aqueles que ingeriam de uma a três xícaras por dia”, explicou Andreia Miranda, pós-doutoranda da FSP que realizou o estudo, por meio de nota.

Além de avaliar a quantidade de café ingerida, a pesquisa levou em consideração dados sociodemográficos, como idade, sexo, cor da pele, renda familiar per capita, nível educacional, de estilo de vida, exames de sangue e medição de pressão arterial para chegar à conclusão final.

É considerada hipertensa a pessoa que apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg x 90mmHg) ao ter pressão arterial medida em repouso.

“A maioria dos participantes relatou consumir a bebida com cafeína, filtrada ou coada e com adição de açúcar, o que corresponde ao hábito tradicional de consumo de café pelos brasileiros", relata Andreia.

Estudos recentes mostram que o efeito benéfico do consumo moderado de café é atribuído aos polifenóis, compostos bioativos que são encontrados em abundância nessa bebida.

Para analisar a relação entre o consumo de café e o risco de hipertensão, a pesquisadora explica que foi utilizado um método estatístico, conhecido como regressão de Poisson.

“O modelo final foi ajustado de acordo com outras variáveis como idade, sexo, cor da pele, nível educacional, renda, tabagismo, consumo de álcool, prática de atividade física, índice de massa corporal, consumo de frutas e vegetais, ingestão de sódio, potássio e gordura saturada, açúcar de adição, uso de suplementos, e níveis séricos de glicose, colesterol total e triglicerídeos”, aponta Andreia.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



Nos casos mais leves de covid-19, a tosse pode levar até duas semanas para deseparecer, já nos casos mais severos, de três a seis semanas, segundo o infectologista Marcos Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). As informações são do R7.

O sintoma é um dos primeiros a aparecer e um dos últimos a sumir na covid-19. Isso acontece, pois, as células do trato respiratório possuem muitos receptores a que o vírus consegue se ligar, explica o médico. 

“Quando o vírus gruda na célula, ele causa uma inflamação ali, além disso, o corpo vai produzir uma série de substâncias para combater esse corpo estranho que também gera uma inflamação e, em consequência, a tosse.”

A tosse causada pela covid-19 pode ser tanto seca quanto com catarro. O médico explica que a inflamação gerada pelo vírus pode favorecer a proliferação de bactérias que já vivem normalmente no corpo, o que gera a produção de muco.

“Tosse com catarro amarelo é, normalmente, pneumonia bacteriana. Mas você pode ter uma infecção pelo coronavírus que tem tosse com muco, inicialmente branco e depois amarelo também.”

Segundo Cyrillo, a tosse pode persistir mesmo após a eliminação do vírus do corpo. “É como quando você pega gripe, passa uns 10 dias e você ainda está com tosse. Isso acontece porque a inflamação gerada pelo vírus pode continuar, mesmo depois que ele foi combatido.”

O médico orienta que, diante de uma tosse crônica, é necessário procurar orientação médica. Ele aponta que beber bastante água, fazer exercícios respiratórios, dormir e se alimentar bem e fazer atividades como caminhada pode ajudar na recuperação.

“São coisas que vão melhorar a expansão do pulmão e a tosse. A água, ajuda na fluidez do muco. Se ele está mais fluido, é mais fácil expelir e aí se tosse menos.”

Comentar
20 milhões não se vacinaram · 23/06/2020 - 12h30

Em desabafo, médica alerta pais sobre riscos de não vacinar os filhos


Compartilhar Tweet 1



As palavras da médica australiana Rachel Heap sobre a importância da vacina têm se disseminado pelo mundo e servido de alerta para prevenção de doenças graves. 

A especialista inicia o desabafo com um duro puxão de orelha nos pais: “Não vacinar os seus filhos os deixa vulneráveis a doenças por toda a vida”.

Em seguida, diz: “Quando a sua filha contrair rubéola durante a gravidez, como você vai explicar a ela que você optou por permitir que ela sofresse esse risco?”.

Para conferir o depoimento na íntegra, acesse o blog Mil Dicas de Mãe.

Comentar
Será usado em futuro próximo · 22/06/2020 - 13h03 | Última atualização em 22/06/2020 - 17h39

Vacas e cavalos viram fábricas de anticorpos contra novo coronavírus


Compartilhar Tweet 1



Cientistas dos Estados Unidos e do Brasil estão usando animais de grande porte para produção de soro com anticorpos contra o novo coronavírus. O produto poderá ser usado no tratamento da Covid-19 em um futuro próximo, uma vez testado e regulamentado.

O soro de pessoas curadas da doença -que contém os anticorpos para combatê-la- já é usado no tratamento em alguns casos, mas tem uma limitação de produção, já que depende da retirada do plasma do sangue dos pacientes recuperados. O uso dos animais nesse processo deve aumentar a disponibilidade do produto.

Vaca geneticamente modificada pela empresa americana SAB Therapeutics para produção de soro contra o novo coronavírus
Vaca geneticamente modificada pela empresa americana SAB Therapeutics para produção de soro contra o novo coronavírus    Divulgação

A empresa norte-americana SAB Therapeutics faz testes com um anticorpo policlonal extraído do plasma de vacas geneticamente modificadas e que recebeu o nome de SAB-185. Anticorpos policlonais são como uma coleção de várias proteínas capazes de defender o organismo contra um patógeno.

As vacas da SAB receberam cromossomos do sistema imune humano, segundo a empresa. Quando entram em contato com um invasor, como um vírus, por exemplo, elas produzem anticorpos policlonais humanos em vez de bovinos. Cada vaca pode produzir cerca de 45 litros de plasma por mês, de acordo com a companhia.

"Passamos quase duas décadas desenvolvendo uma tecnologia que aproveita a resposta humana à doença para gerar imunoterapias direcionadas e de alta potência em larga escala, sem o uso de soro humano", afirma Eddie J. Sullivan, cofundador e presidente da SAB.

De acordo com a empresa, testes clínicos com o produto devem começar nos próximos meses.

Para a bióloga Ana Maria Moro, diretora do Laboratório de Biofármacos do Instituto Butantan, os anticorpos produzidos pelas vacas da SAB não são totalmente humanos porque ainda carregam traços dos animais, como uma pequena porção de açúcares das células onde são produzidos.

"É mais um tratamento possível que entra na corrida", diz a cientista. "Usar os anticorpos desses animais pode ser válido, mas ainda precisamos aguardar os resultados dos experimentos e a definição da questão regulatória", completa.

Há ainda uma série de anticorpos monoclonais em desenvolvimento, lembra Ana Maria. Os monoclonais são cópias de uma única proteína protetora que comprovadamente pode neutralizar o invasor. O método é considerado mais preciso, mas ainda deve levar algum tempo até estar disponível.

No Brasil, o Instituto Vital Brazil, ligado ao governo do estado do Rio de Janeiro, conduz um estudo que usa cavalos para produção do soro que contém anticorpos policlonais do novo coronavírus para tratar pacientes da Covid-19.

No método, cavalos recebem um pedaço do Sars-Cov-2 que não causa a doença nos animais, mas ativa o organismo dos bichos para a produção dos anticorpos.

"É como vacinar os animais", explica Adilson Stolet, presidente do instituto.

Em cerca de 15 dias após a primeira aplicação do vírus, os anticorpos já podem ser detectados. A primeira imunização dos animais aconteceu no dia 27 de maio.

De acordo com Stolet, participam do estudo cerca de 25 pesquisadores do Vital Brazil, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O sangue retirado dos animais passa por um processo que separa a parte líquida, o plasma, que é o que dá origem ao soro para o tratamento. O material é então purificado em um processo com reações físicas e químicas que retiram bactérias e vírus e permitem descartar outras proteínas e moléculas de gordura desnecessárias para o tratamento.

"Entrego para o paciente o anticorpo que ele deveria produzir, mas não consegue fazer isso a tempo", diz Stolet.

O instituto foi fundado há mais de cem anos e tem experiência na produção de soros para o combate ao vírus da raiva e venenos de serpente, que são produzidos de maneira semelhante ao desenvolvimento do soro contra a Covid-19.

Depois de 60 dias a partir da primeira aplicação do vírus nos cavalos do Vital Brazil, a produção dos anticorpos deve chegar ao máximo, e os testes pré-clínicos devem começar. Antes dos testes em humanos, o produto vai passar por experimentos em ratos e em macacos. Um cavalo é capaz de produzir cerca de 20 litros de plasma em um mês.

Se o produto passar pelos testes de segurança e eficácia, deve ficar disponível gratuitamente em aproximadamente seis meses, afirma Stolet. O instituto faz parte da rede de laboratórios oficiais que fornecem medicamentos para o SUS (Sistema Único de Saúde).

Para Stolet, a pesquisa também reforça a necessidade de mais investimento público para a ciência brasileira. "Os laboratórios oficiais salvam o país nesse momento. A pandemia é um alerta para que o Brasil sedimente conhecimento e infraestrutura para enfrentar situações como essa; sabemos que outras virão", conclui o médico.

Comentar
Impactos no tratamento · 20/06/2020 - 12h52 | Última atualização em 20/06/2020 - 13h06

Pandemia afetou tratamento de câncer, aponta instituto


Compartilhar Tweet 1



Além de ter causado 445.535 mortes em todo o mundo até sexta (19/06), o novo coronavírus impôs cuidados que, se por um lado ajudam a conter a disseminação da covid-19, por outro criaram desafios adicionais ao enfrentamento de outras doenças.

Uma das consequências da pandemia foi o atraso no diagnóstico e a interrupção do tratamento de casos de câncer. Situações que, segundo especialistas, podem contribuir para o agravamento da enfermidade.

Uma pesquisa que o Instituto Oncoguia realizou entre os dias 29 de março e 10 de maio revelou que 43% dos 429 pacientes oncológicos que responderam ao questionário foram impactados pela pandemia, contra 55% de entrevistados que disseram não ter sido prejudicados.

Entre os que declararam ter sido afetados pela crise sanitária, 15% afirmaram que seus tratamentos tinham sido adiados. Dez por cento relataram que não conseguiam agendar consultas e 6% que seus tratamentos haviam sido cancelados, sem previsão de retorno. Os 12% restantes relataram diferentes efeito da pandemia sobre suas rotinas.

Quarenta e três por cento dos pacientes afetados responderam que o adiamento ou a interrupção dos tratamentos ou procedimentos foi decidido por clínicas e hospitais, unilateralmente, por necessidade de priorizar o atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus; incertezas quanto ao risco de propagação da covid-19; falta de profissionais de saúde ou outros fatores associados à pandemia.

Apenas 12% dos que responderam ao questionário disseram ter decidido eles próprios interromper a rotina de cuidados médicos. Em geral, por medo do contágio da covid-19. Em 3% dos casos a decisão foi compartilhada entre médico e paciente. Dois por cento dos pesquisados não tinham uma justificativa e 10% apresentaram outras razões.

Seis em cada dez dos pacientes oncológicos que responderam ao questionário e que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) declararam que seu tratamento sofreu impacto, contra 33% dos usuários de hospitais particulares.

Analisadas por regiões, as respostas indicam que os entrevistados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) foram mais impactados que a média (43%) nacional: 63% deles responderam que seus tratamentos foram sim afetados em razão do contexto.

A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, acredita que a situação se alterou após o fim da coleta das respostas, em 10 de maio, quando a sociedade já tinha mais clareza quanto aos riscos da doença e a forma como o novo coronavírus se propaga. Mesmo assim, ela sustenta que os resultados são preocupantes e merecem atenção.

“Os resultados comprovam os relatos de suspensão e cancelamentos que vínhamos recebendo e, em parte, refletem o que foram os dois primeiros meses [da doença no Brasil]. Tudo virou de ponta cabeça. As pessoas tinham muito medo de sair às ruas e tivemos que nos organizar para compreender o real impacto do novo coronavírus nos hospitais”, disse Luciana a Agência Brasil.

“Agora que já estamos vendo pessoas e serviços se reorganizando, modificando padrões e comportamentos e, pouco a pouco, retomando os tratamentos, estes dados servem de alerta para os gestores”, acrescentou Luciana, defendendo que hospitais devem informar seus pacientes sobre os protocolos de segurança adotados para garantir a integridade de todos. “Isso será importante para a reconquista da confiança.”

Diagnósticos

A partir de um levantamento realizado junto a serviços especializados de todo o país, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Patologia estimam que ao menos 70 mil pessoas com câncer deixaram de receber o diagnóstico da doença entre março e o fim de maio.

As duas entidades calculam que cerca de 70% das cirurgias oncológicas deixaram de ser realizadas nos primeiros três meses após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar a situação de pandemia. Além disso, em alguns lugares, o número de biopsias realizadas em determinados períodos chegou a cair 80% em comparação ao mesmo período de um ano antes.

Questionado, o Ministério da Saúde se limitou a informar que a organização e o controle da Rede de Atenção às Pessoas com Câncer são de responsabilidade dos estados e municípios. “Quanto ao impacto nos tratamentos desse grupo [pacientes oncológicos], o gestor tem quatro meses de prazo para lançar os dados de atendimentos nos Sistemas de Informação Hospitalar (SIH) e no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério”, acrescentou a pasta.

Doenças crônicas

Desde que o primeiro caso da covid-19 no Brasil foi confirmado, em 26 de fevereiro deste ano, entidades médicas e profissionais de saúde vêm manifestando preocupação com pacientes com doenças crônicas.

Conforme a Agência Brasil noticiou em abril, enquanto os números de casos e de mortes causadas pelo novo coronavírus aumentavam dia após dia, hospitais, laboratórios e clínicas públicas e privadas registravam o esvaziamento de setores destinados a pacientes com outras doenças.

Fosse pelo medo dos próprios pacientes que temiam sair de casa e serem infectados, fosse pelas dificuldades de agendar consultas ou seguir com seus tratamentos, pacientes cardíacos, diabéticos, imunodeprimidos, oncológicos, entre outros, deixaram de procurar ou receber a adequada assistência médica.

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o número de exames gerais caiu cerca de 80% entre fevereiro e março, enquanto o total de cirurgias caiu pela metade. No mesmo período, as clínicas de diagnóstico por imagem registraram uma redução de 70% na realização de exames.

Ainda em meados de abril, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou uma nota reafirmando que, apesar da recomendação para as pessoas manterem o distanciamento social, permanecendo o máximo de tempo possível em suas casas, tratamentos contínuos não deveriam ser interromper sem orientação médica.

A recomendação da ANS se aplica não só a pessoas com doenças crônicas, mas também àquelas que necessitam de atendimentos associados ao pré-natal e pós-parto; revisões pós-operatórias; tratamentos psiquiátricos e outros “cuja não realização ou interrupção coloque em risco o paciente”.

Além disso, para tentar reduzir a demanda nos hospitais particulares e a exposição desnecessária dos pacientes ao novo coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) admitiu e o Ministério da Saúde regulamentou o uso da telemedicina no país, para algumas modalidades.


Fonte: Agência Brasil
Comentar
Veja a explicação · 15/06/2020 - 12h38 | Última atualização em 15/06/2020 - 13h01

Imunologista diz que vacina para Covid-19 virá no prazo mínimo de dois anos


Compartilhar Tweet 1



Para conseguir uma vacina que seja eficaz no combate a qualquer tipo de doença é necessário realizar uma série de pesquisas clínicas e avaliações de tolerância e eficácia de efeitos colaterais que uma vacina pode acarretar.

De acordo com a imunologista do Hospital Unimed Primavera (HUP), Giordana Portela, atualmente existem vários estudos, inclusive no Brasil, de possíveis vacinas para prevenção à Covid-19. A expectativa é que fiquem prontas em torno de, pelo menos dois anos.

“A maior parte dos estudos sobre vacinas demora bastante tempo. Temos uma série de vacinas que demoraram 10, 20 e até 40 anos para serem liberadas. Para o vírus HIV, por exemplo, já completamos 40 anos de pesquisas e ainda não temos uma vacina. A vacina que foi produzida mais rapidamente até hoje na humanidade foi a do vírus Ebola. Sua produção demorou cinco anos”, disse.

No que se refere às possibilidades de retorno para uma vida “normal”, considerando a disponibilidade de testes, Giordana explicou que a testagem em massa dos pacientes, como foi feita em outros países, foi bastante eficaz. “Se tivéssemos exames bem confiáveis e fidedignos do momento de infecção do qual aquele paciente se encontra, poderíamos manter em isolamento os pacientes que estão teoricamente na fase de transmissão da doença, que são possíveis vetores para que outras pessoas fiquem doentes. No entanto, temos uma série de dificuldades na testagem em relação ao novo Coronavírus. Primeiro porque esses testes não estão largamente disponíveis no nosso país, e segundo porque esses testes ainda têm uma série de controvérsias e, por isso, não se consegue ter uma clareza com relação a confiabilidade dos resultados”, explicou.

Com relação aos tipos de teste que estão sendo realizados a imunologista disse que até o momento o RT - PCR, que é colhido através de SWAB de secreções de orofaringe/nasofaringe do primeiro ao sétimo dia do início da infecção, é o melhor exame para detectar o contágio pelo novo Coronavírus.

“Também temos os testes sorológicos, que avaliam a presença e/ ou o nível de anticorpos. Já sabemos que a IGM é um anticorpo de proteção de fase mais aguda e a IGG é um anticorpo mais tardio, que pode funcionar como um marcador de proteção, que indica que já houve a resolução da doença”.

Na falta de uma vacina, as terapias alternativas para combater a COVID-19 passariam por métodos já utilizados. “Do ponto de vista imunológico, nós temos duas perspectivas de tratamento para COVID-19. A primeira é a possibilidade de utilização de anticorpos neutralizantes coletados a partir do soro de pacientes recuperados da infecção pelo novo Coronavírus, e utilizar esses anticorpos no combate à infecção ativa em outros doentes. A segunda é o uso de uma classe de medicamentos que chamamos de Imunobiológicos. Temos um Anticorpo Monoclonal que pode bloquear a ação de uma proteína inflamatória chamada Interleucina 6, uma das principais proteínas ativadas durante a Covid-19. Então seria mais uma possibilidade de tratamento para a doença”, explicou a imunologista. 


Fonte: Com informações da assessoria
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O parto é um momento mágico para mães e filhos. Mas em época de pandemia da covid 19, as mães com suspeita ou confirmação da doença ficam preocupadas em transmitir o novo coronavírus para os recém-nascidos, durante e após o parto. Então, o que fazer para que os bebezinhos não sejam contaminados?

Na capital do país, o Hospital Regional da Asa Norte, que é referência no tratamento da Covid-19, mantém uma série de cuidados na hora do parto. E ainda orienta as gestantes sobre quais medidas devem tomar, após saírem da maternidade, para evitar a contaminação. Dos seis partos realizados em mães com Covid-19 desde março, nenhum bebê contraiu a doença.

Isso só foi possível, porque há uma série de cuidados na hora da cesárea ou parto normal, como explica a neonatologista do hospital, Telma Maria Monteira do Nascimento.

Telma cita ainda quais orientações são dadas às mamães, logo após o parto, para evitar a transmissão da covid 19 aos recém-nascidos.

É aconselhável que as mães com a Covid-19 que acabaram de dar a luz, fiquem 14 dias de quarentena. Depois disso, aqui no Distrito Federal, elas devem entrar em contato com o posto de saúde mais próximo para receber uma visita domiciliar.


Fonte: Radioagência Nacional
Comentar

Compartilhar Tweet 1



Estudo coordenado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) revelou um aumento de 53% em apenas duas semanas na proporção da população com anticorpos para o novo coronavírus nos principais centros urbanos brasileiros. O dado é resultado da segunda fase da pesquisa “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional (Epicovid19-BR)”, financiada pelo Ministério da Saúde.

Os pesquisadores avaliam que esse aumento de 53% foi estatisticamente significativo e é inédito em estudos similares. Na Espanha, um estudo semelhante indicou aumento de apenas 4% entre as duas etapas da pesquisa. Para chegar a este resultado, a pesquisa considerou as 83 cidades em que puderam ser testadas e entrevistadas pelo menos 200 pessoas nas duas fases da pesquisa para estabelecer uma base de comparação.

“Esse aumento lança um alerta sobre a velocidade com que a doença continua se espalhando pelo Brasil. Somos, hoje, o país em que a Covid-19 se expande de forma mais acelerada em todo o mundo”, disse o coordenador geral do estudo e reitor da UFPel, Pedro Hallal.

A proporção da população com anticorpos nesses 83 municípios aumentou de 1,7%, na primeira fase, para 2,6%, na segunda fase. A pesquisa testou se as pessoas tinham anticorpos para a doença, o que significa que já foram ou estão infectadas pelo novo coronavírus, podendo se tratar de casos assintomáticos. As estatísticas oficiais incluem pessoas que foram testadas, em geral, a partir da apresentação de sintomas.

No total, a segunda fase da Epicovid19 realizou 31.165 testes e entrevistas de 4 a 7 de junho. Os dados foram coletados em 133 municípios do país. Em 120 dessas cidades, incluindo 26 das 27 capitais (com exceção de Curitiba), foi possível testar ao menos 200 pessoas, todas selecionadas por sorteio. A primeira fase foi realizada duas semanas antes, de 14 a 21 de maio, com 25.025 testes e entrevistas, sendo que em 90 cidades foi possível testar ao menos 200 participantes.

“Esse avanço metodológico talvez seja o grande destaque da segunda fase da pesquisa. Com um maior número de entrevistas realizadas e de cidades incluídas nas análises, aumenta a nossa capacidade, enquanto epidemiologistas, de interpretar os dados sobre coronavírus no Brasil”, disse Hallal.

Subnotificação

A partir da proporção de infectados identificado pelo estudo, a estimativa é que haja seis vezes mais casos de covid-19 do que o dado oficial registrado nesses municípios, que representam grandes centros urbanos. O resultado anterior, na primeira fase, considerando 90 cidades testadas, a pesquisa estimou que havia sete vezes mais casos do novo coronavírus do que registraram as estatísticas oficiais. Segundo explicou Hallal, essa variação não significativa, mas pode ser explicada por uma melhora na notificação dos casos oficiais pelo aumento da testagem.

No conjunto de 120 cidades com mais de 200 pessoas submetidas aos testes, a proporção de pessoas identificadas com anticorpos para covid-19 foi estimada em 2,8%. As 120 cidades correspondem a 32,7% da população nacional, totalizando 68,6 milhões de pessoas. Com isso, chegou-se à estimativa de 1,9 milhão de pessoas infectadas.

Na véspera do início da pesquisa, em 3 de junho, essas 120 cidades somadas contabilizavam 296.305 casos confirmados e 19.124 mortes. Ou seja, para cada caso confirmado do novo coronavírus nessas cidades, existem 6 pessoas que já foram ou ainda estão infectadas na população. O estudo concluiu que há uma grande disparidade entre o número estimado pela pesquisa e a estatística oficial de infectados.

A Epicovid19 abrange um total de 133 cidades selecionadas, chamadas sentinelas. Elas são os maiores municípios das subdivisões demográficas intermediárias do país, de acordo com critérios do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE).

Os pesquisadores alertam que esses resultados não devem ser extrapolados para todo o país, nem usados para estimar o número absoluto de casos no Brasil, já que essas são cidades populosas, com circulação intensa de pessoas e que concentram serviços de saúde. A dinâmica da pandemia pode ser distinta se observadas cidades pequenas ou áreas rurais. Apesar dessa ressalva, os pesquisadores voltaram a afirmam que a contagem de pessoas com anticorpos no Brasil certamente já está na casa dos milhões, e não mais dos milhares.

Regiões do país

Houve grande diferença na proporção de infectados por regiões do Brasil, assim como na primeira fase. As 15 cidades com maiores prevalências incluem 12 da Região Norte e três do Nordeste (Imperatriz, Fortaleza e Maceió).

Na Região Sul, nenhuma cidade apresentou prevalência superior a 0,5%, e, na Região Centro-Oeste, apenas três cidades superaram esta marca (Brasília, Cuiabá e Luziânia). Segundo os pesquisadores, esse resultado confirma que a Região Norte tem o cenário epidemiológico mais preocupante do Brasil, o que também já tinha sido revelado na primeira fase do estudo.

As diferenças entre as capitais do Brasil foram marcantes, ainda segundo os pesquisadores. Em Boa Vista (RR), a proporção da população que tem ou já teve coronavírus foi estimada em 25%, ou seja, um de cada quatro habitantes da cidade está ou já esteve infectado.

Foi possível testar ao menos 200 pessoas em 26 das 27 capitais. Entre essas, seis apresentaram resultado superior a 10%: Boa Vista (RR), Belém (PA), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Manaus (AM) e Maceió (AL). Das 10 capitais com percentuais mais altos da população com anticorpos, de 5,4% até 25,4%, quatro são da Região Norte (Boa Vista, Belém, Macapá e Manaus), cinco são da Região Nordeste (Fortaleza, Maceió, São Luís, João Pessoa, Salvador) e uma da Região Sudeste (Rio de Janeiro).

Em algumas cidades, as diferenças entre os resultados da primeira e da segunda fase foram acentuadas e o Rio de janeiro, a segunda cidade mais populosa do Brasil com 6,7 milhões de habitantes, foi uma delas. Lá, a proporção estimada de pessoas com anticorpos para o novo coronavírus aumentou de 2,2% para 7,5%, ou seja, 503 mil pessoas têm ou já tiveram o coronavírus. Em Maceió, o aumento foi de 1,3% para 12,2%. Em Fortaleza, o aumento foi de 8,7% para 15,6%.

A Agência Brasil solicitou posicionamento do Ministério da Saúde sobre os resultados do estudo, mas não obteve resposta até a conclusão da reportagem.


Fonte: Agência Brasil
Comentar

Compartilhar Tweet 1



Estudo coordenado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) revelou um aumento de 53% em apenas duas semanas na proporção da população com anticorpos para o novo coronavírus nos principais centros urbanos brasileiros. O dado é resultado da segunda fase da pesquisa “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional (Epicovid19-BR)”, financiada pelo Ministério da Saúde.

Os pesquisadores avaliam que esse aumento de 53% foi estatisticamente significativo e é inédito em estudos similares. Na Espanha, um estudo semelhante indicou aumento de apenas 4% entre as duas etapas da pesquisa. Para chegar a este resultado, a pesquisa considerou as 83 cidades em que puderam ser testadas e entrevistadas pelo menos 200 pessoas nas duas fases da pesquisa para estabelecer uma base de comparação.

“Esse aumento lança um alerta sobre a velocidade com que a doença continua se espalhando pelo Brasil. Somos, hoje, o país em que a Covid-19 se expande de forma mais acelerada em todo o mundo”, disse o coordenador geral do estudo e reitor da UFPel, Pedro Hallal.

A proporção da população com anticorpos nesses 83 municípios aumentou de 1,7%, na primeira fase, para 2,6%, na segunda fase. A pesquisa testou se as pessoas tinham anticorpos para a doença, o que significa que já foram ou estão infectadas pelo novo coronavírus, podendo se tratar de casos assintomáticos. As estatísticas oficiais incluem pessoas que foram testadas, em geral, a partir da apresentação de sintomas.

No total, a segunda fase da Epicovid19 realizou 31.165 testes e entrevistas de 4 a 7 de junho. Os dados foram coletados em 133 municípios do país. Em 120 dessas cidades, incluindo 26 das 27 capitais (com exceção de Curitiba), foi possível testar ao menos 200 pessoas, todas selecionadas por sorteio. A primeira fase foi realizada duas semanas antes, de 14 a 21 de maio, com 25.025 testes e entrevistas, sendo que em 90 cidades foi possível testar ao menos 200 participantes.

“Esse avanço metodológico talvez seja o grande destaque da segunda fase da pesquisa. Com um
maior número de entrevistas realizadas e de cidades incluídas nas análises, aumenta a nossa
capacidade, enquanto epidemiologistas, de interpretar os dados sobre coronavírus no Brasil”, disse Hallal.

Subnotificação

A partir da proporção de infectados identificado pelo estudo, a estimativa é que haja seis vezes mais casos de covid-19 do que o dado oficial registrado nesses municípios, que representam grandes centros urbanos. O resultado anterior, na primeira fase, considerando 90 cidades testadas, a pesquisa estimou que havia sete vezes mais casos do novo coronavírus do que registraram as estatísticas oficiais. Segundo explicou Hallal, essa variação não significativa, mas pode ser explicada por uma melhora na notificação dos casos oficiais pelo aumento da testagem.

No conjunto de 120 cidades com mais de 200 pessoas submetidas aos testes, a proporção de pessoas identificadas com anticorpos para covid-19 foi estimada em 2,8%. As 120 cidades correspondem a 32,7% da população nacional, totalizando 68,6 milhões de pessoas. Com isso, chegou-se à estimativa de 1,9 milhão de pessoas infectadas.

Na véspera do início da pesquisa, em 3 de junho, essas 120 cidades somadas contabilizavam 296.305 casos confirmados e 19.124 mortes. Ou seja, para cada caso confirmado do novo coronavírus nessas cidades, existem 6 pessoas que já foram ou ainda estão infectadas na população. O estudo concluiu que há uma grande disparidade entre o número estimado pela pesquisa e a estatística oficial de infectados.

A Epicovid19 abrange um total de 133 cidades selecionadas, chamadas sentinelas. Elas são os maiores municípios das subdivisões demográficas intermediárias do país, de acordo com critérios do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE).

Os pesquisadores alertam que esses resultados não devem ser extrapolados para todo o país, nem usados para estimar o número absoluto de casos no Brasil, já que essas são cidades populosas, com circulação intensa de pessoas e que concentram serviços de saúde. A dinâmica da pandemia pode ser distinta se observadas cidades pequenas ou áreas rurais. Apesar dessa ressalva, os pesquisadores voltaram a afirmam que a contagem de pessoas com anticorpos no Brasil certamente já está na casa dos milhões, e não mais dos milhares.

Regiões do país

Houve grande diferença na proporção de infectados por regiões do Brasil, assim como na primeira fase. As 15 cidades com maiores prevalências incluem 12 da Região Norte e três do Nordeste (Imperatriz, Fortaleza e Maceió).

Na Região Sul, nenhuma cidade apresentou prevalência superior a 0,5%, e, na Região Centro-Oeste, apenas três cidades superaram esta marca (Brasília, Cuiabá e Luziânia). Segundo os pesquisadores, esse resultado confirma que a Região Norte tem o cenário epidemiológico mais preocupante do Brasil, o que também já tinha sido revelado na primeira fase do estudo.

As diferenças entre as capitais do Brasil foram marcantes, ainda segundo os pesquisadores. Em Boa Vista (RR), a proporção da população que tem ou já teve coronavírus foi estimada em 25%, ou seja, um de cada quatro habitantes da cidade está ou já esteve infectado.

Foi possível testar ao menos 200 pessoas em 26 das 27 capitais. Entre essas, seis apresentaram resultado superior a 10%: Boa Vista (RR), Belém (PA), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Manaus (AM) e Maceió (AL). Das 10 capitais com percentuais mais altos da população com anticorpos, de 5,4% até 25,4%, quatro são da Região Norte (Boa Vista, Belém, Macapá e Manaus), cinco são da Região Nordeste (Fortaleza, Maceió, São Luís, João Pessoa, Salvador) e uma da Região Sudeste (Rio de Janeiro).

Em algumas cidades, as diferenças entre os resultados da primeira e da segunda fase foram acentuadas e o Rio de janeiro, a segunda cidade mais populosa do Brasil com 6,7 milhões de habitantes, foi uma delas. Lá, a proporção estimada de pessoas com anticorpos para o novo coronavírus aumentou de 2,2% para 7,5%, ou seja, 503 mil pessoas têm ou já tiveram o coronavírus. Em Maceió, o aumento foi de 1,3% para 12,2%. Em Fortaleza, o aumento foi de 8,7% para 15,6%.

A Agência Brasil solicitou posicionamento do Ministério da Saúde sobre os resultados do estudo, mas não obteve resposta até a conclusão da reportagem.


Fonte: Agência Brasil
Comentar

Compartilhar Tweet 1



Comemora-se hoje (12/06) o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, mas, segundo o presidente do Departamento de Cirurgia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), Andrey Monteiro, a situação é de preocupação em função da pandemia do novo coronavírus.

Segundo Monteiro existe um déficit acumulado de cirurgias cardíacas pediátricas não realizadas no país, que já era de 50% antes da pandemia. “Existe um número de cirurgias que é realizado mensalmente e só contempla 50% dos casos. Esse número foi reduzido entre 70% e 80%, em todo o país [com a crise da covid-19]”. A queda ocorreu tanto no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), como na rede privada. O cardiologista imagina que, a curto prazo, o déficit acumulado poderá aumentar ainda mais. “Quanto mais tempo isso [pandemia] durar, maior será o déficit”, conclui.

Protocolos de segurança

De maneira geral, no Brasil, só têm sido feitos casos de urgência, quando há risco iminente. A situação varia de acordo com o porte do hospital, observou Monteiro. No Hospital Pro Criança Cardíaca, instituição médico-social fundada há 23 anos para cuidar da criança cardíaca carente, o atendimento dos pacientes vem sendo mantido, operando-se casos com maior risco de morte e com cuidados redobrados, seguindo todos os protocolos clínicos de segurança, como a testagem do paciente, familiares e equipe médica, destacou Andrey Monteiro. Por ser um hospital pediátrico, não há tanta pressão de adultos internando no local, como ocorre em um hospital geral, por exemplo, que teve de ceder leitos pediátricos para internar adultos, explicou.

O cardiologista admitiu, entretanto, que houve uma redução no movimento de cirurgias cardíacas pediátricas para todos os hospitais, em média entre 70% e 80%. “Uns reduziram menos, outros mais, outros até pararam o movimento cirúrgico. Cada centro tem um cenário”. Segundo o especialista, o déficit é maior nas regiões Norte e Nordeste e menor no Sul e Sudeste brasileiro. Deixou claro, porém, que em relação à queda do movimento de cirurgias pediátricas, a perda ocorreu em todo o país.

Gravidade da situação

Andrey Monteiro afirmou que o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita é um motivo a mais para que a população e os profissionais de saúde compreendam a gravidade da situação para a população infantil. “O problema não é só da rede assistencial. Neste momento, por conta da preocupação em não se contaminar, a verdade é que as pessoas sequer estão buscando tratamento para outros problemas de saúde. As famílias, muitas vezes, não querem levar o paciente para tratamento porque acham que vão se expor”.

Monteiro destacou o número crescente de enfartes registrado dentro das casas, desde o início da pandemia, porque as pessoas sequer procuram o hospital. “Passa a haver uma série de problemas e não só por causa da rede assistencial. Isso também passa pela preocupação das pessoas e, de certa forma, pela desinformação”. É preciso, disse Monteiro, que outros centros pediátricos voltem a operar, priorizando os pacientes mais graves.

A data nacional de conscientização é oportuna para divulgar o número que já era deficitário antes da pandemia, mas também para incentivar os profissionais e os familiares que a assistência tem que continuar e que se deve ir retomando a vida normal com os protocolos clínicos e as cidades mantendo as orientações de segurança, recomendou.

Sequelas

A cardiopatia congênita envolve desde uma apresentação simples, que pode ser notada como um sopro cardíaco, até alterações externas, como a criança ficar arroxeada, com baixa oxigenação no sangue. Essas cardiopatias podem provocar sequelas nas crianças, dependendo do nível de gravidade do caso. Andrey Monteiro esclareceu que o não tratamento no momento adequado aumenta a chance de deixar sequelas mesmo nos pacientes tratados. “Isso vai variar de acordo com o nível da cardiopatia, com o nível de comprometimento do coração, até se o momento em que houve o tratamento foi adequado ou não”. As cardiopatias mais complexas, em casos extremos, têm chance de gerar problemas em outros órgãos além do coração, como pulmão, fígado e rins.

Andrey Monteiro informou que os procedimentos eletivos de baixo risco não têm sido realizados no Hospital Pro Criança Cardíaca. O volume global de cirurgias para pacientes de convênios de planos de saúde foi bastante reduzido desde março, quando teve início o isolamento social decretado para evitar a disseminação da covid-19. Por outro lado, não houve interrupção nas cirurgias efetuadas nas crianças com cardiopatia congênita atendidas pela instituição tradicionalmente, que se mantiveram no volume histórico de quatro procedimentos mensais.

Subnotificação

Apesar de estudos iniciais demonstrarem que as crianças são menos suscetíveis à covid-19, com uma incidência em torno de 4%, acredita-se que há uma subnotificação da doença na população pediátrica, já que a maioria é assintomática ou pouco sintomática.

A diretora médica do Hospital Pro Criança Cardíaca, Isabela Rangel, ressaltou que, recentemente, foi evidenciada uma nova apresentação clínica em crianças e adolescentes associada à covid-19, denominada Síndrome Inflamatória Multissistêmica, com manifestação clínica e alterações laboratoriais similares às observadas na Síndrome de Kawasaki (doença infantil rara que causa inflamação nas paredes de alguns vasos sanguíneos do corpo) ou na Síndrome de Choque Tóxico (complicação rara e potencialmente fatal de certas infecções bacterianas).

O Hospital Pro Criança Cardíaca foi fundado pela cardiologista pediátrica Rosa Célia. No ano passado, a médica recebeu o Prêmio de Personalidade do Ano na Área da Saúde, concedido pela Hospitalar, plataforma que gera negócios e promove o desenvolvimento do setor.


Fonte: Agência Brasil
Comentar

Compartilhar Tweet 1



Pesquisa genético comandado pela empresa 23andMe afirma que tipos sanguíneos influenciam de forma determinante na suscetibilidade à Covid-19. As informações são de Metrópoles.

Cientistas observaram, em um grupo de 750 mil voluntários, que pessoas com sangue tipo O tem até 18% menos de chance de testar positivo para o vírus e até 26% menos de chance de desenvolver a doença.

“O estudo e o recrutamento estão em andamento e temos esperança de que possamos usar nossa plataforma de pesquisa para entender melhor as diferentes maneiras de como as pessoas respondem ao vírus”, diz uma declaração no blog 23andMe.

A empresa responsável pela pesquisa reiterou que fatores como sexo, idade, peso, comorbidades e taxa de exposição ao vírus não afetaram os resultados da pesquisa.

Comentar