Pacientes viajaram para Ceará · 01/12/2020 - 10h56

Sesapi encaminha quatro pacientes para transplantes de rins através do TFD


Compartilhar Tweet 1



A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) através do programa de Tratamento Fora do Domicilio (TFD) enviou quatro pacientes que realizaram transplantes de rins em Fortaleza, nos meses de outubro e novembro. 

Entre os quatro pacientes que viajaram através do TFD, para realizar o transplante, está a dona de casa Izolete Maria Andrade, de 52 anos, que teve seu procedimento cirúrgico feito no dia 26 de outubro.  

“Eu tive a graça de receber uma ligação na madrugada do dia 26 de outubro, através da Central de Transplantes, me informando que teria um rim compatível comigo em Fortaleza. Prontamente entrei em contato com a assistente social do TFD, que disponibilizou um táxi-aéreo para me levar até a cidade onde eu realizei meu transplante, já que eu só tinha apenas seis horas para chegar ao hospital e sem a ajuda do programa eu não teria conseguido. Hoje estou me recuperando e me sentindo muito bem”, relata a paciente. 

Devido a pandemia do coronavírus os voos entre Teresina e Fortaleza foram suspensos, com isso a Sesapi teve que recorrer a empresas de táxi-aéreo, para que esses pacientes possam chegar em tempo hábil para a realização de seus transplantes. “Um paciente que está na fila de espera por um transplante, quando é chamado para a cirurgia tem no máximo seis horas para chegar ao hospital de referência e com a suspensão dos voos entre Teresina e Fortaleza tivemos que buscar as empresas de fretamento aéreo, para que esses assistidos não perdessem o prazo para a cirurgia”, explica a coordenadora do Tratamento Fora do Domicílio, Vanessa Sousa. 

O TFD é um instrumento legal que visa garantir, pelo SUS, o tratamento de média e alta complexidade a pacientes portadores de doenças não tratáveis no município ou estado de residência. O programa oferece aos seus beneficiários tratamentos ambulatoriais e hospitalares/cirúrgico previamente agendado, passagens de ida e volta – aos beneficiários e se necessário, ao acompanhante no mesmo valor, para que possam deslocar-se até o destino agendado e retorno a cidade de origem, ajuda de custo para alimentação para o beneficiário e/ou acompanhante enquanto durar o tratamento, e ainda, responsabilização pelas despesas decorrentes de óbito do beneficiário no local encaminhado para tratamento. 

“Contamos com uma equipe de assistentes sociais que ficam 24 horas de plantão. Para que nossos pacientes possam ter atendimento, que facilite o seu deslocamento, no momento que são chamados pelos hospitais”, destaca a coordenadora. 

Para ter acesso ao Tratamento Fora do Domicilio o usuário deve ser encaminhado pelo médico do SUS, com toda a documentação pessoal e laudo médico, e dar entrada no protocolo do TFD, que fica localizado no prédio da Farmácia do Povo, na Rua David Caldas, nº 398, Centro/Norte, 1º andar - Cruzamento com a Rua Areolino de Abreu, próxima à Caixa Econômica.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



Amaioria das pessoas conscientes sobre os perigos da Covid-19 já adotou o uso de máscaras de tecido como parte dos cuidados cotidianos. Agora, uma pesquisa do Instituto Politécnico da Universidade Estadual da Virgínia, conhecido como Virginia Tech, fornece dicas simples que podem tornar o item de proteção ainda mais efetivo. As informações são do Metrópoles

Apesar de ainda não ter passado pela revisão de pares, o estudo foi liderado por Linsey Marr, uma das principais especialistas sobre aerossóis do mundo. De acordo com ela, a maioria das máscaras de tecido é capaz de bloquear até metade das partículas em suspensão capazes de espalhar a doença. No entanto pequenas adaptações conseguem aumentar a efetividade das máscaras.

Entre as principais sugestões da pesquisa estão:

1. Use três camadas para o bloqueio
A melhor máscara possui três camadas, sendo duas de tecido e outra de um material filtrante. A parte que servirá como filtro deve ficar no meio das de tecido e, pode, inclusive ser um pedaço do tecido usado em máscaras cirúrgicas ou, até mesmo, um filtro de café. De acordo com o estudo, uma máscara com duas camadas e mais filtro, usada bem ajustada, consegue bloquear entre 74 e 90% das partículas perigosas.

2. É melhor usar tecidos maleáveis
Na hora de escolher, prefira um tecido mais maleável, pois um material mais rígido permite que sejam criadas frestas entre o rosto e o item de proteção. As máscaras que possuem ajustes para a região dos nariz também são mais eficientes, pois contribuem para evitar espaços por onde partículas podem passar.

3. Laços para ajuste são melhores que elásticos
As máscaras com ajuste feito por laços são melhores que as fixadas por elásticos nas orelhas. Isso porque também se ajustam mais perfeitamente ao rosto, minimizando as frestas entre o item de proteção e a pele. As máscaras com ajuste de elástico também podem se tornar desconfortáveis com o uso prolongado por causa da pressão nas orelhas.

Em entrevista ao The New York Times, a pesquisadora destacou ainda que, para uma maior proteção, o uso de máscaras deve ser acompanhado de outras medidas como lavar constantemente as mãos e restringir os contatos sociais.

 

Comentar

Compartilhar Tweet 1



Por meio da 12ª promotoria de Justiça, o Ministério Público do Piauí requereu ao Estado para que proceda com a retomada das obras de implantação de 20 (vinte) novos leitos de UTI’s adulto no Hospital Getúlio Vargas.

Na Ação Civil Pública, assinada pelo promotor de Justiça Eny Pontes, também foi requerida a realização de concurso público para a contratação de profissionais, além da aquisição de todos os equipamentos necessários para o seu funcionamento.

A medida do MPPI foi tomada diante das crises e desafios que a saúde pública do Piauí vem enfrentando nos últimos anos, em especial na rede de saúde de comando estadual.

A situação é mais grave para os pacientes que se encontram em condições mais grave, seja para a estabilização de seu quadro de saúde, seja como leito de retaguarda para o procedimento pós-operatório.

A justiça deferiu o pedido de implantação dos 20 (vinte) novos leitos. No que diz respeito à realização de concurso público, o judiciário afirma este ser uma decisão de mérito administrativo.


Fonte: MP-PI
Comentar
Trabalho da Uerj · 22/11/2020 - 11h43 | Última atualização em 22/11/2020 - 11h56

Obesidade pode agravar câncer de mama, diz estudo


Compartilhar Tweet 1



Estudo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) identificou que pessoas obesas têm uma quantidade de vesículas eliminadas pelas células de gordura que, ao circularem na corrente sanguínea, podem levar a um processo inflamatório mais exacerbado ou ao agravamento de câncer de mama., caso a pessoa tenha câncer. O grupo de pesquisadores é associado ao Programa de Oncobiologia, projeto que reúne diversas instituições dedicadas ao ensino, à pesquisa e extensão em biologia do câncer e que conta com o financiamento da Fundação do Câncer. O estudo foi publicado na revista internacional Endocrine-Related Cancer.

O epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredcaff,o S esclareceu à Agência Brasil que serão necessários novos estudos para se afirmar com certeza que as pessoas obesas têm maior risco de desenvolver células mais agressivas e invasivas de câncer de mama do que as não obesas. Esse estudo inicial é importante, por outro lado, porque abre “um mundo de possibilidades, tanto de testes diagnósticos, quanto de técnicas terapêuticas”. Esse é o próximo passo da pesquisa.

Fatores

Na avaliação de Alfredo Scaff, o estudo em questão é bastante aprofundado sobre a genética e a biologia do câncer e nele os pesquisadores estão identificando os fatores que podem agravar a doença. “Pessoas que têm fatores associados podem ter um câncer mais grave do que pessoas que não têm esses fatores”, disse Scaff. Completou que, potencialmente, esses fatores são áreas que poderão servir de base para a produção de medicamentos ou formas de terapia que possam ser levados para a população como um todo, em uma etapa posterior, criando metodologias de tratamento que minimizem o quadro,  levando ao controle ou até mesmo à cura do câncer. “Há muita coisa ainda a ser pesquisada para a gente chegar a conclusões mais significativas sobre esse estudo”, disse o consultor da Fundação do Câncer.

Scaff afirmou que a obesidade é um fator de comorbidade e agravamento de uma quantidade grande de doenças. “A obesidade é descrita como um fator de agravamento para um número grande de doenças, principalmente as cronicodegenerativas”. O grupo, liderado pela professora Christina Barja-Fidalgo, descobriu que as vesículas extracelulares (Evs), liberadas pelas células do tecido adiposo de pessoas obesas, têm potencial inflamatório bastante grande. “Esse potencial inflamatório, para uma pessoa que tem câncer ou apresenta propensão a desenvolver a doença, é que leva ao câncer ser mais grave do que em uma pessoa que não é obesa”, disse o epidemiologista.

Ele considerou que se for descoberto medicamento que bloqueie essas vesículas extracelulares na corrente sanguínea, ou se a pessoa consegue emagrecer, reduzindo a circulação no sangue dessas vesículas, o câncer pode ser menos grave ou menos agressivo. Os estudos que serão efetuados a partir de agora levarão ao desenvolvimento de provas ou novas evidências que demonstrem isso.

Pandemia

A obesidade é considerada a pandemia do século 21 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), constituindo-se um problema global de saúde pública, com taxas crescentes e associadas ao aumento do risco de câncer de mama. Mais de 55% da população brasileira encontram-se acima do peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o excesso de gordura pode causar até 16 tipos de tumores.

O grupo de pesquisadores liderado pela professora Christina Barja-Fidalgo pretende investigar, a partir de agora, os conteúdos e as características das vesículas extracelulares eliminadas pelas células de gordura. O objetivo é descobrir as principais moléculas que podem estar associadas ao agravamento dos tumores de mama e como conter essa ação.


Fonte: Agência Brasil
Comentar

O Hospital Regional Justino Luz recebeu, por meio do programa PRO-Piauí do Governo do Estado, a primeira Torre de Videolaparoscopia, equipamento utilizado para realizar cirurgias minimamente invasivas, sem cortes e com um pós-operatório mais rápido do que de uma cirurgia aberta.

A diretora geral do Justino Luz, Samara Sá, comemorou a chegada do novo equipamento. “Esse equipamento vai melhorar a qualidade e agilizar as cirurgias aqui no hospital. Sem dúvidas, é um marco na saúde de Picos e macrorregião. Temos uma equipe qualificada e que não deixa a desejar a nenhum grande centro. Agradecemos ao governador Wellington Dias, ao secretário de Fazenda e Coordenador do Pro-Piauí, Rafael Fonteles, ao secretário Florentino Neto e ao presidente da Fundação Hospitalar, Pablo Santos.”

A videolaparoscopia pode ser usada em várias cirurgias, como por exemplo, na remoção de órgãos inflamados como vesícula, baço ou apêndice; no tratamento de hérnias do abdômen; na remoção de tumores, como do reto ou pólipos do cólon; na cirurgia ginecológica, como histerectomia, dentre outras.

“Mais uma grande conquista para a população de Picos, em especial, para aqueles que buscam atendimento na nossa unidade de saúde, pois temos cirurgiões especializados em laparoscopia dentro do Justino Luz. Além de minimamente invasivas, as cirurgias por laparoscopia representam outros benefícios quando comparadas às cirurgias convencionais, dentre elas, uma recuperação pós-operatória mais rápida, menor risco de infecção, cicatrizes menos evidentes. Enfim, é mais segurança, conforto e praticidade para o paciente”, diz Pablo Santos, presidente da Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (FEPISERH), lembrando que, além do Justino Luz, o Hospital Getúlio Vargas, em Teresina, também foi beneficiado, recentemente, com cinco torres laparoscópicas pelo Programa Pro-Piauí.

Sobre a Videolaparoscopia
Laparoscopia – olhar para dentro da cavidade abdominal. Na medicina moderna, no entanto, o termo se refere à cirurgia pouco invasiva de maneira geral, feito com a ajuda de uma microcâmera e utilizando-se de pequenas incisões.

O paciente fica sob efeito de anestesia geral. O cirurgião insere no paciente o laparoscópio, um cabo de fibra óptica, por meio do qual ele poderá visualizar as estruturas internas do corpo humano. O médico se guiará pelas imagens trazidas pela câmera para conduzir a cirurgia.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



Crianças e jovens de 10 a 29 anos são os mais afetados por depressão e ansiedade ligados à Covid-19 e ao isolamento, e todos os pais e mães precisam estar atentos a esse problema.

Esse foi o alerta de Andrew Solomon, escritor norte-americano que é referência mundial nos temas depressão e saúde mental e palestrante desta quarta-feira (11) do Fronteiras do Pensamento, realizado no formato digital.

    Divulgação

Segundo Solomon, que é professor de psicologia clínica na Universidade Columbia, 90% das crianças e jovens nessa faixa de idade estão sofrendo de algum grau de depressão.

"Não houve nenhum tipo de planejamento no Brasil, nos EUA e na maioria de outros países para lidar com os efeitos da pandemia e do isolamento sobre famílias e crianças", diz Solomon, autor de best-sellers como "Longe da Árvore" e

"O Demônio do Meio-Dia", obra finalista do Prêmio Pulitzer.

O escritor falou sobre seu filho George, de 11 anos, e de como o isolamento e o medo da pandemia o deixaram mais ligado fisicamente aos pais, em uma espécie de "regressão". "Na realidade, todos nós regredimos quando estamos ansiosos. E eu também me dei conta que estava me apegando ao meu filho"

Segundo Solomon, fazer com que uma criança fique horas a fio em frente a uma tela para as aulas online, sem ter nenhum contato ou socialização com pessoas de sua idade, é como querer que "uma planta cresça sem água".

"George vai crescer marcado por aspectos do amadurecimento dos quais ele foi privado por conta do confinamento", afirmou. "E não sabemos como compensar o que está faltando."

Ele e seu marido enfatizavam para George quão sortudos são; afinal, mantiveram o emprego, têm o que comer, não estão doentes e não perderam ninguém próximo. Mas esse discurso, após um tempo, não é suficiente para uma criança entender ou se conformar com a situação de estar totalmente privada de tudo o que tinha antes, diz.

O escritor ressalta o desafio de lidar com as dificuldades enfrentadas pelas crianças neste momento. "Eu tendia a complacência (com George), temia que ele chegasse a um ponto de ruptura. Mas ele também precisava de estrutura; para uma criança, complacência total traz confusão."

Apesar dos tempos desafiadores, ele acha que algo positivo pode vir da experiência do isolamento e da pandemia. "Talvez essa conexão que criamos (com nossos familiares), porque agora dependemos tanto uns dos outros, nos deixará mais conectados para sempre."

Solomon abriu sua fala de forma otimista. "Falo com vocês em uma semana de esperança, a esperança com a eleição de Joe Biden e a esperança de que essa pandemia chegue ao fim (por causa do anúncio de que uma vacina atingiu alto nível de eficácia)", disse.

Mas o professor de psicologia ressaltou a importância de manter o cuidado com a saúde mental. "Há muitas pessoas com ótima saúde física, mas que estão com a saúde mental muito abalada. Isso talvez não seja recuperado com uma vacina ou o com resultado de uma eleição."

Comentar

Compartilhar Tweet 1



O Ministério da Saúde lançou hoje (11) um projeto piloto para o desenvolvimento de ações de cuidado integral à saúde do homem e prevenção do câncer de pênis no âmbito da Atenção Primária à Saúde. O projeto faz parte da campanha Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata e em prol da saúde masculina.

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, assinou portaria que destina R$ 20 milhões ao projeto. Os recursos serão aplicados na qualificação das práticas de cuidado à saúde masculina em estados com taxa de mortalidade de câncer de pênis acima de 0,60 por 100 mil homens no período de 2014 a 2018. Os estados são: Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Sergipe. Também receberão o incentivo 370 municípios com população de até 100 mil habitantes com média de registro de, ao menos, um diagnóstico de câncer de pênis. 

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que ocorram 1.130 novos casos de câncer de pênis neste ano, os mais graves envolvem, inclusive, a amputação do membro masculino. Para o câncer de próstata, os dados apontam para 65.840 novos casos a cada ano, entre 2020 e 2022, e para o câncer de boca, 11.180 novos casos ao ano, no mesmo período.

O secretário da Atenção Primária à Saúde, Rafael Câmara, destacou que, apesar de menos prevalente, o câncer de próstata não deve ser esquecido, já que pode ser prevenido e ter diagnóstico precoce. “Muito se fala em câncer de próstata, e este é um foco grande do nosso ministério, mas o câncer de pênis também é um problema que durante muito tempo ficou deixado de lado. O foco da campanha dest ano também dá importância muito grande a isso”, disse.

O projeto também prevê ações educativas de higiene genital, de prevenção à infecções pelo papilomavírus humano (HPV), que são fatores de risco para o câncer de pênis, e de identificação precoce da doença. “O maior fator de risco é a falta de higiene, então é uma política que vai se manifestar daqui a alguns anos”, ressaltou Câmara.

No caso do câncer de próstata, homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença. É o tipo mais comum de câncer entre a população masculina. Já o câncer de boca é o quinto em incidência entre homens e, normalmente, acomete pessoas com mais de 40 anos. Tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição solar sem proteção, infecção pelo vírus HPV e imunossupressão estão entre os fatores de risco para a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo do Novembro Azul é sensibilizar a população masculina e profissionais de saúde quanto a ações de autocuidado e cuidado integral, considerando fatores socioculturais relacionados à masculinidade e ao adoecimento dos homens.

“A ação precoce e preventiva é o melhor caminho. O homem é diferente: a gente demora para buscar o médico, demora para realmente ceder a isso, e muitas gente acaba agravando a sua doença por essa característica masculina. Temos que tratar esse assunto, temos que trabalhar, sim, temos que buscar o médico antes de chegar a uma situação mais complicada”, disse o ministro Pazuello, ao comentar a destacou a importância da prevenção de doenças..

Após a cerimônia, um grupo de motociclistas fez um passeio pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para marcar o lançamento da campanha.

Outras ações

Nos próximos dias o Ministério da Saúde firmará um acordo de cooperação técnica com a Sociedade Brasileira de Urologia, buscando a qualificação de políticas públicas destinadas aos homens. Um grupo de trabalho será instituído para elaborar uma série de atividades para ampliar as práticas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de câncer de pênis, próstata e testículo no país. 

Além disso, o Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira, em parceria com o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), o Cartão de Saúde do Caminhoneiro e Caminhoneira. O documento será usado para registro e acompanhamento, pelos profissionais de saúde, de informações clínicas sobre os motoristas em qualquer estabelecimento da atenção primária do país, seja público ou privado. 

A ação prevê a impressão e distribuição inicial de 500 mil cartões para estados e municípios. O Cartão do Caminhoneiro  e o da Caminhoneira também estão disponíveis na página do Ministério da Saúde na internet.

O Brasil conta, desde 2009, com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, cujo objetivo é promover a melhoria das condições de saúde da população masculina brasileira. O documento é dividido em eixos prioritários, que englobam o acesso e o acolhimento na rede pública de saúde, o planejamento familiar, o incentivo ao acompanhamento da paternidade desde a gestação, a prevenção de violências e acidentes e o cuidado em relação às doenças prevalentes na população masculina. 

Nesse contexto, o Ministério da Saúde vem trabalhando para estimular a população masculina a buscar consultas e exames por meio da Estratégia do Pré-natal do Pai, um check-up que é feito antes do nascimento do bebê. Homens da faixa etária de 20 a 39 anos foram os mais atendidos pela estratégia entre os anos de 2018 a 2020, representando mais de 50% dos atendimentos na atenção primária. 


Fonte: Agência Brasil
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. Em 2019, a doença dentre todas as neoformações, foi a segunda causa de óbito mais frequente, sendo responsável por mais de 18 mil mortes. Somente para este ano são estimados cerca de 57.960 novos casos da doença.  Contudo, estimativas apontam que a detecção precoce implica em mais de 90% de chance de cura para este tipo de câncer, que é o segundo tipo mais comum entre as mulheres, ficando atrás do Câncer de pele não melanoma.

O autoexame tem importância fundamental para a prevenção do câncer de mama e as mulheres devem realizá-lo mensalmente. A mastologista da Dmi Mayra Moreira faz algumas recomendações e explica os procedimentos para o autoexame. “Faça o autoexame das mamas mensalmente, de preferência no 7º ou 8º dias após o início da menstruação, se você é mulher e tem mais de 20 anos, pois cerca de 90% dos tumores são detectados pela própria paciente. Procure o médico para submeter-se ao exame das mamas a cada 2 ou 3 anos, se está entre 20 e 40 anos. Acima dos 40 anos, realize o exame anualmente”, explica.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) informa que a estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer. Nessa estratégia, destaca-se a importância da educação da mulher e dos profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde tanto na atenção primária quanto nos serviços de referência para investigação diagnóstica.

São considerados sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência urgente para a confirmação diagnóstica: Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos, nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual, nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, descarga papilar sanguinolenta unilateral, mudança no formato do mamilo, dentre outros.

A ginecologista e obstetra Cláudia Fontenele elenca os principais exames do setor e suas aplicabilidades. “Os principais exames são a Ultrassom Mamária, geralmente, realizada em pacientes jovens. O exame é eficaz para diferenciar um nódulo sólido de um cisto. A Mamografia, que é um procedimento não invasivo que captura imagens do seio com o mamógrafo. Ressonância Magnética de mamas e a Tomossintese, também conhecida como mamografia 3D, considerada uma evolução da mamografia digital”, informa.


Fonte: Com informações da assessoria
Comentar
Veja dicas · 24/10/2020 - 19h45 | Última atualização em 24/10/2020 - 19h52

Médica ensina como evitar o aparecimento de espinhas em cada tipo de pele


Compartilhar Tweet 1



    GETTY IMAGES

Mesmo após a adolescência, a acne pode continuar aparecendo esporadicamente e causando preocupação em quem ama cuidar da pele. Para evitar o problema e diminuir a incidência, é preciso adotar os cuidados certos de acordo com cada tipo de pele: normal, seca, oleosa e mista. As informações são do Metrópoles.

Além disso, a dermatologista Cíntia Rocha explica que a causa da acne é de origem multifatorial, que incluem desde predisposição genética, fatores hormonais, uso de medicamentos, vitaminas e algumas doenças.

De antemão, para todos os tipos, Cíntia salienta que o ideal é sempre iniciar os cuidados ao perceber os graus mais leves da acne, ou seja, o surgimento dos primeiros “cravinhos” ou o aparecimento inicial de espinhas. Ela também recomenda dispensar alimentos gordurosos e super processados e não dormir de maquiagem.

“Não é uma doença provocada pela oleosidade ou sujeira na pele, então, não adianta lavar demais, esfoliar todo dia e usar produtos que retirem todo essa oleosidade. Isso só vai deixar a pele mais sensível e irritada. O ideal é lavar duas vezes por dia, esfoliar, se necessário, uma vez por semana e, claro, hidratar sempre”, elenca a especialista.

Como evitar

De acordo com a profissional, a maioria das pessoas que têm acne possui pele oleosa, mas isso não é uma regra. “Para resolver o problema, é preciso avaliar cada caso, identificar as possíveis causas e usar medicamentos de acordo com a gravidade”, completa Cintia.

Em situações mais simples, Cintia elenca que o melhor para erradicar as espinhas e cravos ao máximo é ter uma rotina de skincare adequada conforme as características da pele. Segundo ela, o que muda é a textura de cada produto. “Os cuidados, em geral, serão semelhantes, como limpeza adequada, uso de tônico, hidratação, filtro solar e uso de algum medicamento, se preciso for”, afirma a médica, com mais de 15 anos de experiência na área.

A pele seca é aquela incapaz de reter água no volume necessário, podendo parecer esticada, áspera e com aspecto apagado. A oleosa, por sua vez, tem alta produção de sebo, sendo brilhosa e com poros visíveis. A normal é bem equilibrada, nem muito oleosa, nem muito seca, enquanto a mista mistura os três tipos de pele na zona da testa e do nariz e nas bochechas.

Independentemente de qual tipo seja a sua cútis, certas etapas se fazem fundamentais. “Recomendo sabonetes, tônicos e filtro solares para controle de oleosidade nas peles mistas e oleosas, associados a hidratantes em textura sérum, que são mais sequinhos. Nas peles normais e secas, opte por produtos mais suaves e que não agridam a pele, como sabonetes neutros, filtro solar fluido e hidratantes cremosos”, elucida.

Comentar
Diminuindo a carga viral · 24/10/2020 - 18h56

Estudo com nitazoxanida tem resultado positivo para tratar covid-19


Compartilhar Tweet 1



O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, apresentou neste sábado (24/10), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o primeiro resultado positivo do estudo clínico com a nitazoxanida para o tratamento da covid-19. As informações são do R7.

O ministro afirmou que o medicamento é uma ferramenta para o enfrentamento da covid-19. De acordo com Marcos Pontes, o estudo tem uma importância gigantesca, já que conseguiu demonstrar que a nitazoxanida reduz a carga viral. “Depois do final do tratamento de cinco dias, nos próximos sete dias após a medicação, tem pacientes que têm a carga viral negativada”, afirma ele.

Pontes disse ainda que a nitazoxanida “é ferramenta que a ciência oferece para os médicos e isso é importante para o Brasil e para o mundo.”

“É uma ferramenta que vai nos ajudar não só para a saída da pandemia, como para, no futuro, transformar o coronavírus em algo completamente tratável. Esse é só começo”, avalia o ministro.

Interesse internacional

Coordenado por Patrícia Rocco, pneumologista e professora da UFRJ, o estudo teve publicação científica prévia apresentada no auditório da universidade, com a presença de Marcos Pontes e do secretário de Pesquisa e Formação Científica, Marcelo Morales.

A nitazoxanida é um vermífugo utilizado no Brasil para o tratamento do rotavírus e foi testada para a covid-19 em 475 pacientes sintomáticos do 1º ao 3º dia de sintomas. Durante os testes, 78% deles deixaram de apresentar sintomas após cinco dias seguidos de uso do medicamento.

    Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Segundo o ministro, outros países já demonstraram interesse no estudo, o que, para ele, representa um grande passo da ciência brasileira no combate à covid-19.

Patrícia Rocco admitiu que o medicamento não é a “bala de prata” para a cura da doença, mas defendeu que o estudo foi bem desenhado para o redirecionamento do uso da droga para a covid-19.

Comentar
Cuidados redobrados · 22/10/2020 - 14h54 | Última atualização em 22/10/2020 - 15h21

Como deve ser a prevenção e o tratamento do câncer de mama em idosos


Compartilhar Tweet 1



O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa que visa conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Um dos pontos que devem ser destacados é a necessidade de uma maior atenção no que diz respeito à prevenção e sobre o diferencial no tratamento do câncer de mama em pessoas idosas.

Segundo o oncogeriatra da clínica Oncomédica, dr. Ricardo Quirino, a idade avançada é considerada um fator de risco para o desenvolvimento do câncer, mas ele destaca que o estilo de vida também é determinante.

"A doença oncológica é caracterizada por mutações e alterações no DNA das células que vão acontecendo ao longo dos anos. Isso é um dos motivos que explica porque os idosos são mais suscetíveis a desenvolver a doença. Outro fator de risco é o estilo de vida da população, porque como os idosos são mais sensíveis aos estresses fisiológicos, os hábitos nocivos tendem a causar mais danos nas células, podendo assim contribuir para o surgimento de um câncer", explicou o médico.

    Divulgação

Práticas de vida saudável

Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aponta que aproximadamente 60% dos cânceres acometem pessoas com 60 anos ou mais. Por isso é importante que pessoas de mais idade mantenham um estilo de vida saudável.

"Daí a importância de se manter um estilo de vida mais saudável com a realização de exercícios físicos frequentes e regulares, sendo esse hábito um dos pilares para prevenir o surgimento de cânceres, dentre esses o câncer de mama. É importante também que se evite hábitos como fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso. A saúde mental é outro ponto fundamental na prevenção do câncer, não se deixar ocupar com estresses desnecessários pode ser uma ótima estratégia", destacou o especialista.

Tratamento

O tratamento da doença em pessoas idosas requer cuidados especiais e a realização de uma avaliação clínica mais detalhada, como esclareceu Ricardo Quirino.

"Após o paciente ser diagnosticado, é necessário uma avaliação para definir como é a funcionalidade daquele idoso e quão autônomo ele é, ou seja, se ele capaz de fazer atividades como tomar banho sozinho ou resolver os problemas pessoais sem ajuda. Tratar câncer em um paciente idoso requer um levantamento estruturado da vida do paciente. Além disso, avaliamos a existência de doenças crônicas que possam impactar direta ou indiretamente no tratamento. Por isso, é fundamental a parceria da geriatria e da oncologia para realização de uma avaliação mais integral, possibilitando uma melhor decisão sobre o tratamento a ser adotado", explicou o dr. Ricardo Quirino.

A importância da família
O médico reforçou ainda o papel da família no tratamento da doença. "O apoio familiar é um ponto fundamental no tratamento e na qualidade de vida do idoso que tem um diagnóstico de câncer. Percebemos que a pessoa idosa que possui o apoio da família tem maior adesão ao tratamento e enfrenta melhor a doença. É preciso entender que apesar do idoso ser mais suscetível ao câncer, com uma avaliação e suporte adequados, ele tende a responder melhor. É por entender as particularidades do idoso com câncer, que nós individualizamos o tratamento para esse público, com o objetivo de alcançarmos a melhor resposta possível", concluiu o especialista

Comentar
Garantias para profissionais · 21/10/2020 - 12h49

Coren-PI intensifica fiscalizações durante a pandemia


Compartilhar Tweet 1



Ao longo da pandemia do novo coronavírus, o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) vem intensificando as fiscalizações nos estabelecimentos de saúde. A iniciativa tem como objetivo garantir a estrutura e equipamentos adequados para que os profissionais da Enfermagem possam realizar os atendimentos.

No mês de setembro, por exemplo, foram fiscalizadas aproximadamente 46 instituições, sendo 26 em Teresina, 10 na cidade de Parnaíba e 10 no município de Floriano. Do total de fiscalizações, 23 foram oriundas de retornos e 20 fiscalizações feitas por rotina. Além disso, a entidade recebeu 4 denúncias para fiscalizar estabelecimentos com possíveis irregularidades.

A presidente do Coren-PI Amanda Barreto afirma que é fundamental que o Conselho possa, cada vez mais, intensificar as fiscalizações com o intuito de verificar as condições do local de trabalho dos profissionais e estrutura de atendimento aos pacientes. “A iniciativa visa exatamente verificar as atividades desenvolvidas, organização dos serviços disponibilizados e cumprimento das legislações que regulamentam o exercício da profissão. Somente assim podemos cobrar uma estrutura adequada para os profissionais e uma assistência de enfermagem qualificada para os pacientes”, declarou a presidente do Coren-PI Amanda Barreto.

No decorrer do mês, foram atendidos 195 profissionais por meio do telefone ou de forma presencial e cerca de 52 pessoas foram atendidas por e-mail para tirar dúvidas e prestar esclarecimentos sobre atividades da fiscalização, exercício legal da profissão e dúvidas relacionadas às atividades de enfermagem nos estabelecimentos de saúde, atividades essas no combate à Covid-19. Já as manifestações respondidas pela ouvidoria totalizaram 12, este canal representa um importante meio de comunicação entre o Conselho e os profissionais de Enfermagem.


Fonte: Com informações da assessoria
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O Brasil está entre os cinco países da América Latina mais preparados para avançar na medicina personalizada, de acordo com um levantamento feito pelo braço de pesquisas da revista The Economist.

Considerada como o “futuro” no atendimento e tratamento de pacientes, a medicina personalizada se vale dos avanços tecnológicos para facilitar o diagnóstico e a prescrição de medicamentos de maneira individualizada para cada paciente

Os maiores progressos da área, atualmente, estão nos tratamentos oncológicos e de doenças raras. Com mapeamento genético e biologia molecular é possível oferecer um cuidado mais assertivo e personalizado ao paciente.

Encomendada pela farmacêutica Roche, a pesquisa da The Economist mostra que o Brasil tem um ambiente favorável para o crescimento da medicina personalizada. Os fatores mais positivos são o amadurecimento da governança, a conscientização da população para o assunto, a infraestrutura nacional e a administração financeira dos recursos destinados à saúde.

Coautora do estudo, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Clarissa Mathias, considera que, neste assunto, o Brasil é um exemplo para os países vizinhos. “O Brasil deve ajudar os países que estão começando a jornada de passagem para a personalização do tratamento”, disse.

De acordo com o levantamento, condições favoráveis para a medicina personalizada também são verificadas na Argentina, Colômbia, Costa Rica e Uruguai.

Cenário
Responsável pelo setor de medicina personalizada da Roche Farma Brasil, Marcelo Oliveira destaca a incorporação de novas tecnologias e medicamentos no sistema de saúde do país como uma das vantagens brasileiras. Nos cinco anos seguintes à criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde do Brasil (Conitec), o número de tecnologias médicas aprovadas triplicou.

Outro ponto em que há considerável evolução é no relacionamento com as entidades regulatórias. De acordo com Oliveira, os integrantes destas organizações têm uma visão ampla em relação ao que pode ser oferecido aos pacientes e contam com recursos tecnológicos e acesso à informação que facilitam as análises necessárias.

“A maturidade do Brasil nestes dois aspectos nos aproxima do que é feito na Europa e nos Estados Unidos. Lá medicamentos e tratamentos são aprovados em comparações de estudos clínicos individuais. Se o medicamento traz benefícios ao paciente, a tecnologia é incorporada”, disse Marcelo.


Fonte: Metrópoles
Comentar

Compartilhar Tweet 1



Crianças e adolescentes menores de 15 anos têm, neste sábado (17), a oportunidade de atualizar suas cadernetas de vacinação. O chamado Dia D de mobilização nacional para a vacinação é uma estratégia adotada há anos pelas autoridades de saúde, com o objetivo de fazer com que o máximo de pessoas tenha acesso a todas vacinas do calendário nacional.

Segundo a pasta, com a campanha de multivacinação é possível evitar o risco de adquirir doenças como sarampo, febre amarela, rubéola, caxumba, hepatites A e B, entre outras.

Em nota, o Ministério da Saúde (MS) informou que os postos de saúde estão adaptados para evitar risco de contaminação pela covid-19, e que vem dando orientações para que as ações de vacinação sejam realizadas conforme as recomendações sobre distanciamento social, com lavagem das mãos, uso de álcool em gel e máscara.

Programa de imunização

O Dia D da vacinação faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que oferece 18 vacinas para crianças e adolescentes. Entretanto, de acordo com o ministério, o número de pessoas não vacinadas tem crescido nos últimos anos. “Como consequência, doenças que já estavam eliminadas no Brasil voltaram a ser um problema para a saúde de todos, como o sarampo, por exemplo”, alertou o MS em nota enviada à Agência Brasil.

Segundo o MS, 7,7 milhões de crianças e adolescentes menores de 15 anos não foram vacinadas contra a febre amarela em 2019. No caso da Hepatite B, cerca de 24,8 milhões de pessoas dessa faixa etária não se vacinaram. Em relação à vacina contra meningite dirigida a adolescentes de 11 e 12 anos, o número de não vacinados ficou em 4,3 milhões.

Já no caso da vacina contra HPV, 73,6% das meninas com idade entre 9 e 15 anos tomaram a primeira dose. O percentual é menor quando é considerada a segunda etapa da vacina: apenas 46% das meninas foram imunizadas. Entre os meninos com faixa etária de 9 a 14 anos, que foram alvo de campanha, a vacinação chega a 36,2% para a primeira dose; e a 19,2% para segunda dose.

Poliomielite

O MS acrescenta que a vacinação contra a poliomielite, iniciada no último dia 5, seguirá até o dia 30 de outubro em mais de 40 mil postos de vacinação espalhados pelo país. A expectativa é de que cerca de 11 milhões de crianças com idade entre 1 e 5 anos tomem a vacina oral contra a poliomielite (VOP), desde que tenham recebido as três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), do esquema básico de vacinação.

A meta anunciada pelo MS é a de vacinar pelo menos 95% das crianças. Crianças até 11 meses e 29 dias deverão ser vacinadas conforme indicações do Calendário Nacional de Vacinação, com a VIP.

Comentar
A fim de evitar complicações · 16/10/2020 - 11h14 | Última atualização em 16/10/2020 - 11h50

Cirurgias plásticas no B-R-O-BRÓ exigem cuidados redobrados


Compartilhar Tweet 1



Durante o B-R-O-BRÓ, as temperaturas no Piauí podem ultrapassar a média de 40°C, com sensação térmica ainda maior. Para quem realizará procedimentos cirúrgicos nessa época do ano, os cuidados devem ser redobrados para evitar riscos no pós-operatório.

Por isso, alguns cuidados são essenciais, como por exemplo evitar exposição ao sol. É recomendável que o paciente não se exponha em nenhuma circunstância a altas temperaturas para evitar o aparecimento de edemas.

“Pelo menos nos primeiros 30 dias os pacientes não devem se expor diretamente para que não comprometa o processo de cicatrização. O ideal é que ele se proteja durante os 90 dias após a cirurgia, com protetor solar e roupas que evitem a exposição ao sol”, orientou o cirurgião plástico William Machado.

O uso de cintas também é recomendável, principalmente em alguns tipos de cirurgias como a mamoplastia, abdominoplastia, lipoaspiração e lifting facial. “Mesmo podendo ser um pouco desconfortável nos dias mais quentes, é importante não deixar de usá-las. Elas ajudam na recuperação dos tecidos, contribuem para uma boa cicatrização e protegem a pele da região operada. Além disso, promovem significativa melhora nos sistemas circulatórios sanguíneos e linfáticos, importante para o restabelecimento dos tecidos traumatizados”, afirmou o especialista.

No caso de cirurgias maiores, como a lipoaspiração, é recomendável ingerir muito líquido. Segundo William Machado esse procedimento é essencial para todas as pessoas, mas para quem realiza uma cirurgia plástica, deve ser reforçado. “A ingestão de água pode evitar desidratação causada pelas temperaturas elevadas. É recomendável mais de três litros de água por dia nos primeiros dias para evitar a hipotensão, que pode ser potencializada pelo calor excessivo”, disse.

Vale ressaltar que existe uma recomendação específica para cada tipo de cirurgia, levando em consideração também as necessidades de cada paciente, que deve seguir à risca as orientações do cirurgião plástico para garantir uma recuperação saudável e um resultado satisfatório.


Fonte: Com informações da assessoria
Comentar

Compartilhar Tweet 1



Jovens saudáveis podem ter que esperar até 2022 para serem vacinados contra o novo coronavírus, afirmou a OMS nesta quarta (15).

Segundo a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, profissionais de saúde, idosos e trabalhadores que lidam com o público mais suscetíveis devem ser os primeiros a serem imunizados quando uma vacina viável estiver disponível.

"As pessoas tendem a pensar que no dia primeiro de janeiro vão tomar a vacina e tudo vai voltar ao normal. Não vai funcionar assim", afirmou em uma sessão de respostas a perguntas do público.

Swaminathan estima que vacinas comprovadamente seguras e eficazes contra Covid-19 podem estar disponíveis no próximo ano, mas ainda não em quantidade suficiente para toda a população.

"Haverá muitas orientações saindo, mas acho que uma pessoa comum, um jovem saudável, pode ter que esperar até 2022 para receber a vacina", disse ela.

Em entrevista recente, a OMS afirmou que pode aprovar vacinas que comprovarem 50% de eficácia na imunização contra o coronavírus. No momento, ainda não há produtos chancelados pela organização.

Mais de dez vacinas estão na fase final de experimentos clínicos, feitos para determinar se são capazes de imunizar e se não provocam efeitos colaterais graves.

Recentemente, o Sage (grupo de especialistas em imunização da OMS) publicou recomendações (no original) sobre como priorizar a distribuição de vacinas entre diferentes grupos de pessoas.

A cientista-chefe disse que, conforme forem sendo aprovadas vacinas, haverá novas orientações.

"A maioria concorda que se deve começar com profissionais de saúde e trabalhadores de linha de frente, mas é preciso definir quais deles estão em maior risco".

"Precisamos ter certeza de que vacinamos aqueles que estão em maior risco em todos os países antes de vacinarmos todos em alguns países", afirmou a líder técnica da OMS Maria van Kerkhove, na mesma sessão de respostas.

A OMS voltou a alertar que o fato de que as curvas de mortes por Covid-19 não tenham subido tanto quanto a de novos casos, não se deve baixar a guarda contra a transmissão. "O aumento da mortalidade sempre vem algumas semanas depois do aumento dos casos", disse Swaminathan.

Mesmo quando não provoca mortes, a infecção por coronavírus pode deixar sequelas de longo prazo, ainda não totalmente conhecidas. Há pesquisas sobre danos cardíacos, pulmonares e neurológicos e, nesta semana, o Reino Unido registrou um caso de perda irreversível de audição.

Van Kerkhove enfatizou que mesmo sem uma vacina, já há ferramentas comprovadas para impedir a disseminação do coronavírus, como usar máscaras, evitar multidões e lavar as mãos com frequência.

Comentar

Compartilhar Tweet 1



Um estudo realizado por mais de 70 pesquisadores brasileiros avaliou a ação da Covid-19 no cérebro de pacientes. Segundo a publicação, divulgada em pré-print na plataforma medRvix, a doença pode provocar morte de neurônios em pacientes graves, moderados ou leves. As informações são do iG/ Saúde. 

Além disso, o estudo destaca que o vírus promove atrofias em áreas cerebrais relacionadas à ansiedade, um dos sintomas mais frequentes entre os voluntários. Há ainda a suspeita de que o vírus possa ativar doenças genéticas como Parkinson e Alzheimer.

A pesquisada da Unicamp, Clarissa Lin Yasuda, afirmou ao portal G1 que a prioridade do grupo, agora, é identificar a possível duração dessas lesões - que podem ser passageiras ou não. "Nós encontramos muitos pacientes que, mesmo já tendo se curado da Covid-19 há cerca de dois meses, continuavam apresentando sintomas neurológicos", disse.

Comentar
Combate a gordofobia · 12/10/2020 - 11h13 | Última atualização em 12/10/2020 - 11h16

Secretaria de Saúde do Rio combate preconceitos sobre obesidade


Compartilhar Tweet 1



Com o auxílio do programa Crescer Saudável, integrante do Programa Saúde na Escola do Ministério da Saúde, novas abordagens a respeito do sobrepeso procuram combater a gordofobia, buscando a prevenção da obesidade infantil sem a reprodução de preconceitos ou estereótipos negativos. Hoje (11), quando se comemoram o Dia Mundial e o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) lembra a importância dos hábitos alimentares saudáveis e, também, a conscientização da população em relação ao tema do sobrepeso, em especial entre as crianças e adolescentes.

A obesidade é uma doença crônica que atinge 20,8% dos brasileiros maiores de 18 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013. Seus efeitos ocorrem sobre o corpo físico do obeso e, também, apresenta efeitos psicossociais. Segundo a SES, atitudes gordofóbicas podem partir da incompreensão do que é a obesidade, em geral. Isso traz uma espécie de culpa para o obeso por sua condição física, sem levar em conta os fatores existentes por trás da doença.

Contexto

Na avaliação da coordenadora da Área Técnica de Alimentação e Nutrição da Superintendência de Atenção Primária à Saúde (SAPS) da SES-RJ, Katiana Teléfora, a obesidade deve ser entendida como uma doença crônica inserida dentro de um contexto biopsicossocial, englobando aspectos biológicos (genéticos e bioquímicos), sociais (culturais, familiares, socioeconômicos e médicos) e psicológicos (estado de humor, de personalidade e de comportamento). Ela defende que a obesidade deve ser discutida no âmbito da Atenção Primária à Saúde, sem culpabilização do indivíduo. “O resultado de um peso adequado não está centrado unicamente na pessoa e a escolha do tratamento pelo paciente deve ser respeitada”, apontou Katiana.

Tendo como foco a prevenção à obesidade infantil, o programa Crescer Saudável promove nos municípios os cuidados relativos à boa alimentação e nutrição, estímulo à atividade física e proteção à saúde das crianças e jovens. A Área Técnica de Alimentação e Nutrição da SES desenvolve ações articuladas entre a rede estadual de saúde, escolas públicas e as unidades de Atenção Primária. São trabalhados no programa incentivo às práticas corporais e o tratamento da obesidade. “Damos orientações às coordenações municipais de como lidar com o tema sem que as crianças com sobrepeso fiquem resistentes por medo de 'bullying' (atos de violência física e psicológica de uma pessoa ou grupo contra um indivíduo)”, disse Katiana. Ressaltou ainda que as políticas públicas e a abordagem sobre o ato de comer não podem ser centralizadas na culpa para não fazer com que as crianças e adolescentes se retraiam.

A psicanalista e professora do Internato em Nutrição e Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Cristiane Marques, lembrou que a gordofobia nesse setor impacta o próprio tratamento contra a obesidade. Nesse sentido, destacou que uma abordagem mais abrangente do problema contribui para combater preconceitos internalizados por alguns profissionais de saúde no atendimento a pessoas com sobrepeso, que acabam ficando sem expectativa de êxito no tratamento. “Isso pode levar o indivíduo a deixar de voltar a esse profissional de saúde porque ele sabe que será culpabilizado”.

Isso pode gerar impacto especialmente nas crianças, que deixam de participar de atividades lúdicas e escolares, com possíveis desdobramentos adversos na adolescência, quando costumam ocorrer as mudanças físicas não público infantil. Cristiane Marques acredita que a criação de novos hábitos alimentares requer o combate a estereótipos sobre o corpo, o que deve ser feito por meio de políticas públicas inclusivas de conscientização. A discussão sobre o preconceito social ajuda nessa tarefa, defendeu. “Temos que desconstruir essa ideia de que, para perder peso, é preciso apenas ter força de vontade”.


Fonte: Com informações da Agência Brasil
Comentar
Regulamentado pela ANS · 11/10/2020 - 13h26 | Última atualização em 11/10/2020 - 13h49

Planos de saúde repassaram ao SUS R$ 491 milhões no primeiro semestre


Compartilhar Tweet 1



    Divulgação Ministério da Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) repassou ao Sistema Único de Saúde (SUS) R$ 491 milhões no primeiro semestre deste ano. Em 2019, o ressarcimento ao SUS, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), somou R$ 1,151 bilhão. O ressarcimento ao SUS foi criado pelo artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 (Lei dos Planos de Saúde) e regulamentado pelas normas da ANS. Trata-se da obrigação legal das operadoras de planos privados de assistência à saúde de restituir as despesas do SUS no eventual atendimento de seus beneficiários que estejam cobertos pelos seus respectivos planos. As informações são da Agência Brasil.

A ANS informou que devido à pandemia do novo coronavírus e à alteração de prazos processuais administrativos vigente a partir da publicação da Medida Provisória nº 928, o processo de ressarcimento ao SUS foi afetado no que se refere à recepção de impugnações e recursos e, em consequência, à sua análise, cobrança e repasse. O órgão esclareceu também que, com a retomada dos prazos processuais a partir de julho, os padrões utilizados antes da pandemia deverão ser gradualmente retomados.

Pandemia e mudanças assistenciais

Durante a pandemia, com o aumento dos atendimentos por síndromes respiratórias e pela covid-19, a ANS acompanhou as mudanças assistenciais e os padrões adotados em sistemas para registro dos atendimentos realizados, com o objetivo de que possam ser revertidos em notificações de ressarcimento ao SUS. Para isso, foram criados leitos específicos, código próprio para a doença na lista de Classificação Internacional de Doenças (CID), bem como procedimentos especiais para assistências hospitalar e ambulatorial relacionados à covid-19. A Agência destacou que essas informações já fazem parte do conjunto de dados que identificam e qualificam os casos envolvidos no processo de ressarcimento ao SUS.

A assistência hospitalar em caso de internação pela covid-19 já era de cobertura obrigatória pelos planos de saúde desde o início da pandemia, quando os registros de casos no SUS se enquadravam em procedimentos não específicos, notadamente no tratamento de pneumonias ou influenza (gripe). A ANS explicou, contudo, que “considerando os cronogramas e prazos do ressarcimento ao SUS, os eventos relacionados à pandemia e elegíveis para esse processo somente serão conhecidos a partir do primeiro trimestre de 2021, sendo encaminhados às operadoras e divulgados publicamente a partir da notificação do Aviso de Beneficiário Identificado (ABI) n° 85, previsto para lançamento em 29 de março de 2021”.

Balanço

Desde o início do ressarcimento ao SUS, a ANS cobrou das operadoras de planos de saúde um total de R$ 6,32 bilhões, que correspondem a mais de 4,09 milhões de atendimentos efetuados. Desse valor, 69% foram pagos de uma só vez ou parcelados, resultando em R$ 4,49 bilhões repassados ao Fundo Nacional de Saúde. Os valores são ajustados com juros e multa, informou a ANS, por meio de sua assessoria de imprensa.

No período de 2015 e 2019, transplantes de rim, tratamentos de doenças bacterianas e cirurgias múltiplas destacam-se entre os atendimentos realizados pelos maiores valores cobrados no grupo das internações, enquanto hemodiálise, radioterapia, acompanhamento de pacientes pós-transplante e hormonioterapia do adenocarcinoma de próstata respondem pelos maiores valores cobrados entre os atendimentos ambulatoriais de média e alta complexidade.

São Paulo registrou, entre todos os estados da Federação, o maior número de atendimentos cobrados com Guia de Recolhimento da União (GRU), cerca de três vezes ao observado para Minas Gerais, segundo colocado na ordenação por casos, registra o 10º Boletim Informativo - Utilização do Sistema Único de Saúde por Beneficiários de Planos de Saúde e Ressarcimento ao SUS, da ANS.

Inadimplência

A Agência esclareceu ainda que quando a operadora de plano de saúde não efetua de forma voluntária o pagamento dos valores apurados, ela é inscrita na dívida ativa e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN), ficando sujeita também à cobrança judicial.

Desde o ano 2000, o ressarcimento ao SUS encaminhou para inscrição em dívida ativa R$ 1,36 bilhão, dos quais R$ 753,81 milhões ocorreram entre 2016 e 2020. No primeiro semestre deste ano, o valor encaminhado atingiu R$ 277,29 milhões. A expectativa da ANS é que a necessidade desse encaminhamento seja diminuída de maneira progressiva a partir da maior assertividade dos casos notificados, qualificação das análises de impugnações e recursos, além da melhor orientação das operadoras.

Comentar
Entre 5 a 9 anos de idade · 10/10/2020 - 21h42

Obesidade infantil: um problema sério, agravado pela pandemia


Compartilhar Tweet 1



Três em cada dez crianças, entre 5 a 9 anos de idade, estão acima do peso, e das crianças menores de 5 anos, 15,9% têm excesso de peso. É o que apontam os dados do Ministério da Saúde. A reportagem é do O Livre. 

A realidade não atinge somente o Brasil, em todo o mundo são mais de 158 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 19 anos, convivendo com o excesso de peso, segundo estimativa da Organização Internacional World Obesity .

O problema, que ao longo dos anos se tornou alvo de grandes preocupações de autoridades de saúde e, principalmente dos pais, ganhou ainda mais dimensão à medida que os índices de casos aumentaram por causa da mudança na rotina causada pela pandemia.

“O distanciamento físico imposto pela pandemia provocou inúmeras transformações sociais e, como se sabe, por segurança, ficar em casa foi uma delas. São mais de sete meses de pandemia mudando rotinas e, sem sombra de dúvidas, os pequeninos foram os mais afetados neste processo de adaptação. Se não é fácil para adultos, imagina para as crianças?”, questiona a médica Endocrinologista Pediátrica do Grupo Sabin, dra. Georgette Beatriz de Paula.

Um breve levantamento feito pela médica, mostra que cerca de 80% dos pacientes atendidos neste período apresentaram ganho de peso significativo.

“Essa mudança aliada à falta de uma rotina alimentar mais saudável, com ingestão de produtos mais calóricos, ociosidade, diminuição de atividade física, levaram à esta realidade. Ficando mais em casa, as crianças precisaram internalizar seus hábitos, arranjar maneiras de gastar energia, os jogos eletrônicos, por exemplo, viraram válvulas de escape. Até mesmo as atividades escolares exigiram mais tempo em frente às telas”, pontua a especialista.

Vilã da saúde dos pequeninos, a obesidade infantil é uma doença séria e requer atenção especial de pais e responsáveis. A médica destaca que o ganho de peso além de aumentar índices de colesterol, promove aumento da pressão arterial e ainda provoca transtornos alimentares que podem durar a vida inteira, se não forem observados e tratados a tempo.

“Hoje em dia as crianças apresentam cada vez mais cedo problemas em relação à glicose. Nos consultórios médicos, diagnósticos apontam altas taxas de insulina, problemas de gordura no fígado. Então, o primeiro passo é retirar, de forma gradativa o excesso de doce, o acesso aos industrializados, evitar consumo de frituras, gorduras, e associar esta mudança à atividades físicas no dia a dia”, afirma a médica.

Dormir bem e a volta ao ambiente escolar podem ser aliados nesta etapa de recuperação do peso anterior à pandemia, segundo a médica, que se apoia no estudo britânico divulgado na última semana que mostra que cada hora a menos de sono, pode aumentar em 23% o risco de obesidade infantil.

“Investir em momentos de diversão e brincadeiras, como pular corda, que podem ser feitas em casa mesmo, ajudam reduzir o sedentarismo, gastar energia e dormir melhor”, orienta.

Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

O tema é tão relevante que ganhou até data: 11 de outubro Dia Nacional de prevenção da obesidade e o Dia Mundial da Obesidade, acendendo o alerta à importância da prevenção e conscientização da doença.

“É um grande passo para evitar o desenvolvimento da obesidade já na primeira fase da vida. Uma rotina de cuidados, acompanhamento médico e diagnósticos realizados por meio do Cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), podem detectar casos de obesidade e ajudar no tratamento da doença, mas é fundamental fazer um acompanhamento correto. Contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, com médicos, nutricionistas, preparadores físico, e até psicólogos”, explica a médica.

Para ajudar ainda mais a esclarecer sobre os riscos da obesidade infantil, o Ministério da Saúde lançou em agosto deste ano o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos e o Guia Alimentar para a População Brasileira , com sugestões e orientações que ajudam na rotina alimentar do dia a dia e melhorar a relação entre os alimentos e as crianças.

Comentar
10º Informe Epidemiológico · 07/10/2020 - 11h23

Internações por Covid-19 no HGV reduziram mais de 50% em setembro


Compartilhar Tweet 1



O Hospital Getúlio Vargas (HGV) registrou uma redução de mais de 50% no número de internações por Covid-19 em setembro de 2020. Os dados são do 10º Informe Epidemiológico do HGV, referente ao período de abril a setembro de 2020, divulgado nesta quarta-feira (7).

Os dados mostram que em agosto houve 108 internações na Área Covid e em setembro houve uma redução para 52 pacientes admitidos. Segundo o informe, foram admitidos na área Covid-19, desde abril, início da pandemia, 565 pacientes, sendo que 219 já tiveram alta por cura. O maior número de admissões por Covid-19 no HGV foi em julho, com 161 internações, ápice da doença.

Conforme a coordenadora do Núcleo de Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente, Nirvania Carvalho, o informe demonstra o perfil epidemiológico dos pacientes que foram internados na Área Covid do Hospital Getúlio Vargas, tanto nas unidades de terapia intensiva como nas enfermarias. “Os dados disponibilizados de forma constante para os colaboradores e para a sociedade têm o objetivo de demonstrar de forma transparente o perfil dos pacientes Covid assistidos e o resultado do trabalho prestado pela instituição”, explica a coordenadora.

Para o diretor-geral do HGV, Gilberto Albuquerque, o momento mais crítico da doença já passou. “Apesar da redução no número de admissões de pacientes na Área Covid, não devemos descuidar das medidas de segurança como o uso da máscara e do álcool”, alerta o diretor.

No período mais crítico da doença, foram montados mais 50 leitos de UTI no HGV em tempo recorde pelo Governo do Estado e Fundação Hospitalar. Atualmente, o hospital conta com 40 leitos, sendo 20 para pacientes Covid e 20 para demais patologias.


Fonte: Com informações da Ascom
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O caso de uma garota de 13 anos que infectou 11 parentes com o novo coronavírus em uma reunião de família, incluindo pai, mãe e dois irmãos e dois avós, virou objeto de um artigo do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), do governo dos Estados Unidos, publicado na segunda-feira (05/10), além de ter sido relatado por secretarias de saúde de quatro Estados, Geórgia, Illinois, Massachusetts e Rhode Island. A reportagem é do R7

Para o CDC, o surto familiar destaca questões importantes. Primeiramente, que crianças e adolescentes podem servir como fonte de surtos de covid-19 dentro de suas famílias, mesmo quando seus sintomas são leves. A adolescente só sentiu congestão nasal. E também que adolescentes são mais propensos a se infectar e espalhar o coronavírus do que as crianças mais novas.

O relatório mostra que a menina foi infectada fora de casa em junho ao frequentar um ambiente onde houve um grande surto, sem detalhar qual local era. Por essa razão, ela fez o teste para diagnótico da doença, que, quando ela estava assintomárica deu negativo. Dois dias depois ela apresentou congestão nasal, seu único sintoma.

Naquele mesmo dia, seus pais e dois irmãos viajaram para encontrar 15 parentes. Os participantes da reunião pertenciam a cinco famílias de quatro Estados e tinham idades entre 9 e 72 anos. Eles ficaram em uma casa de cinco quartos e dois banheiros de 8 a 25 dias. Eles não usaram máscara facial nem praticaram o distanciamento físico.

Outros seis parentes da menina, (uma tia, um tio e quatro primos) visitaram esse grupo por 10 horas, mas mantiveram distância e permaneceram ao ar livre. Ninguém usava máscara.

Entre as 15 pessoas que ficaram na mesma casa, 12 tiveram sintomas de covid-19. Um foi hospitalizado e outro teve que ir ao pronto-socorro por causa da dificuldade em respirar. Ambos se recuperaram. 

Duas primas das meninas, de 14 e 16 anos, não contraíram o coronavírus. 

As taxas de transmissão desse estudo reforçam a importância das medidas de segurança, como manter o distanciamento de 2 metros, usar máscaras e lavar aas mãos com frequência, ressalta o artigo, mesmo pessoas conhecidas ou não. 

'Distanciamento físico, uso de máscara facial e higiene das mãos reduzem a transmissão. Encontros devem ser evitados quando o distanciamento físico e o uso de máscara facial não foram possíveis", destaca o estudo.

Comentar
Por meio de videoconferência · 06/10/2020 - 11h38

Hospital de Picos recebe premiação internacional pelo tratamento de AVC


Compartilhar Tweet 1



O Hospital Regional Justino Luz, em Picos, foi contemplado com o certificado “Ready Hospital Awarded to 2020” em reconhecimento ao comprometimento da unidade de saúde e profissionais com a qualidade do atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). A premiação ocorreu no dia 23 de setembro, por meio de videoconferência, por conta da pandemia da Covid-19.

O Ready Hospital Awarded To é um prêmio entregue pelo Instituto Angel e pelo laboratório Boehringer Ingelheim. O Angels é um grupo internacional que surgiu na Alemanha, com representantes no Brasil, que tem como objetivo aperfeiçoar o atendimento de pacientes que chegam às urgências, vítimas de AVCs.

O diretor-técnico do Hospital Justino Luz, neurologista Tércio Luz, explica como o hospital conseguiu conquistar esse certificado de referência em atendimento a pacientes vítimas de AVC. “Em janeiro de 2020, o primeiro paciente com AVC isquêmico foi trombolisado e a partir daí conseguimos, ao longo deste ano, fazer 13 trombólises, um número altíssimo tendo em vista a capacidade  de atendimento do hospital, que atende Picos e macrorregião”, acrescenta o gestor.

Tércio Luz explica ainda como é o tratamento. “A trambólise é uma medicação venosa feita no paciente na chegada ao hospital, ainda no início dos sintomas e até quatro horas e meia após, que permite a abertura do vaso cerebral, evitando, assim, sequelas graves e salvando vidas”, conta o médico.

A premiação avalia que os hospitais estão aptos para o atendimento do AVC quando têm a estrutura mínima e monitora os dados, e tem reconhecimento nacional e internacional. Para um serviço de saúde participar do Prêmio Angels é necessário registrar os atendimentos na plataforma Sits-QR. O Safe Implementations of Treatments in Stroke (Sits) é uma colaboração internacional sem fins lucrativos orientada para a pesquisa.

As equipes de profissionais do Hospital Regional Justino Luz envolvidas no atendimento de pacientes com AVC passaram por treinamento nos meses de julho e agosto com instrutores do Instituto Angel. Com isso, foi possível diminuir o número de mortalidade desses pacientes e também de sequelas graves da doença.

Tércio aponta ainda que, por conta da gestão organizada e com comprometimento, foi possível conseguir treinar as equipes, adquirir a medicação necessária e ganhar o prêmio em um curto espaço de tempo, que foi de apenas seis meses.

“Essa implementação foi positiva graças ao empenho de todos do hospital: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, maqueiros, recepcionistas, porteiros e demais colaboradores, sendo que, outros grandes hospitais do interior de outros estados só conseguiram essa premiação após dois anos de trabalho”, destaca o diretor.

Para o presidente da Fundação Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh), Pablo Santos, a premiação é fruto do empenho de todos, gestores e equipes, em ofertar um bom atendimento. Ele comemora, pois o Justino Luz é o primeiro no estado do Piauí a receber esse reconhecimento e se tornar referência no tratamento de AVC.

“Estamos sempre investindo na estruturação do hospital, capacitação dos colaboradores e segurança no ambiente hospitalar para garantir um acolhimento com resolutividade. Esse êxito que o hospital conquistou é uma vitória para a saúde do Piauí, assim como para os colaboradores da casa. Nossas equipes estão de parabéns pela dedicação e compromisso em oferecer serviços de forma eficiente para toda população de Picos e região”, avalia o gestor.


Fonte: Com informações da Ascom
Comentar

Compartilhar Tweet 1



O Nobel de Medicina de 2020 vai para o americano Harvey Alter, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH), o britânico Michael Houghton, da Universidade de Alberta, e o também americano Charles Rice, da Universidade Rockefeller, pela descoberta do vírus da hepatite C.

Gunilla Karlsson-Hedestam, membro do Comitê do Nobel, lembrou que há, anualmente, 70 milhões de novos casos de hepatites, com 400 mil mortes no mesmo período.

A inflamação do fígado (hepatite) pode acontecer por causa de pelo menos três tipos de vírus, A, B ou C. Em 1976, Baruch S. Blumberg recebeu o mesmo prêmio pela descoberta do vírus da hepatite B. A descoberta de fato aconteceu nos anos 60.

Tanto a hepatite B quanto a C, transmitidas pelo sangue, podem levar décadas para se estabelecer, causando, em última instância, cirrose e câncer de fígado.
A descoberta do vírus foi motivada pelo fato de que muitas pessoas que recebiam transfusões de sangue desenvolviam hepatites, mesmo que esse material não fosse contaminado pelo vírus da hepatite B.

Até então, inflamações do fígado que não eram causadas pelos vírus da hepatite A ou B eram tratadas como hepatite "não A, não B". Ainda não estava bem estabelecido qual seria o agente responsável.

O trabalho de Harvey Alter envolveu uma extensa pesquisa em bancos de sangue a fim de identificar o agente responsável por esses casos de hepatite. Seus trabalhos, desenvolvidos na década de 1970, envolveram o transplante de sangue em chimpanzés a fim de demonstrar que algum agente ali presente era o responsável pelo desenvolvimento da doença crônica.

Michael Houghton liderou uma colaboração entre o laboratório Chiron e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA responsável por isolar o material genético do vírus da Hepatite C. Posteriormente, a equipe encontrou meios de identificar a ação do vírus, por meio de anticorpos, em resultados publicados em 1989.

Charles Rice, na época na Universidade de Washington em St Louis, identificou uma região do genoma do vírus da hepatite C responsável pela replicação viral, caracterizando o mecanismo pelo qual ela poderia, de fato, causar a patologia - até então, com o desconhecimento desse mecanismo, o que existia era apenas uma forte correlação entre o genoma viral e a ocorrência da hepatite C.

Graças a esse esforço, o vírus da hepatite hoje pode ser rastreado no sangue, e milhões de mortes são evitadas, afirmou Karlsson-Hedestam. Hoje existem drogas capazes de combater especificamente a hepatite C, aumentando as chances de um dia erradicar a doença.

Hoje em dia fármacos antivirais curam mais de 95% das pessoas com hepatite C, o que reduz o risco de mortes por cirrose e câncer de fígado, embora o acesso ao diagnóstico e ao tratamento ainda seja baixo.

A única pessoa nascida no Brasil que recebeu um Nobel foi o britânico Peter Medawar, pela descoberta das bases da tolerância imunológica adquirida, ou seja, a capacidade de fazer o sistema imunológico de um organismo não reagir a certos fatores.

Em 2019, William G. Kaelin, da Escola de Medicina da Universidade Harvard (EUA), Peter J. Ratcliffe, da Universidade de Oxford (Reino Unido), e Gregg L. Semenza, da Universidade Johns Hopkins (EUA), levaram o Nobel de Fisiologia ou Medicina por suas pesquisas sobre como as células percebem e alteram seu comportamento de acordo com a disponibilidade de oxigênio.

Em 2018, James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo pelas descobertas ligadas ao combate do câncer com drogas que turbinam a função do sistema imunológico, a chamada imunoterapia.

A escolha do vencedor do mais importante prêmio da área é realizada por um grupo de 50 pesquisadores ligados ao Instituto Karolinska, na Suécia, escolhido por Alfred Nobel em seu testamento para eleger aquele que tenha feito notáveis contribuições ao futuro da humanidade para receber a láurea.

O prazo para o comitê receber as indicações foi dia 31 de janeiro. Podem indicar nomes os membros do Comitê do Nobel do Instituto Karolinska, biologistas e médicos ligados à Academia Real Sueca de Ciências, vencedores dos prêmios de Fisiologia ou Medicina ou de Química, professores titulares de medicina de instituições suecas, norueguesas, finlandesas, islandesas ou dinamarquesas e acadêmicos e cientistas selecionados pelo comitê do Nobel. Autoindicações são desconsideradas.

Por causa da pandemia de Covid-19, os premiados deste ano receberão os diplomas e medalhas em casa.

Entre as descobertas premiadas no passado estão as da estrutura do DNA por James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins (1962), a da penicilina por Fleming e outros (1945), a do ciclo do ácido cítrico por Hans Krebs (1953) e a da estrutura do sistema nervoso por Camillo Golgi e Santiago Ramón y Cajal (1906).

Outras descobertas notáveis premiadas pelo Nobel de Medicina ou Fisiologia são a da insulina (1932), da relação entre HPV e câncer (2008), a da fertilização in vitro (2010), a de que existem grupos sanguíneos (1930) e a de como agem os hormônios (1971).

Os vencedores dividirão o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,4 milhões). O dinheiro vem de um fundo de quase 4,9 bilhões de coroas suecas (em valores atuais) deixado pelo patrono do prêmio, Alfred Nobel (1833-1896), inventor da dinamite. Os prêmios são distribuídos desde 1901. Além do valor em dinheiro, o laureado recebe uma medalha e um diploma.

Nesta terça (6) e na quarta (7) serão anunciados, respectivamente, os prêmios nas áreas de física e de química. Os dois são distribuídos pela Academia Real Sueca de Ciências.

O Nobel de Literatura será anunciado na quinta (8). Ele fica a cargo da Academia Sueca, composta por 18 membros, entre escritores, linguistas, acadêmicos, historiadores e juristas.

O Nobel da Paz, dado por um comitê escolhido pelo Parlamento Norueguês será anunciado na sexta (9); o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, apelidado como Nobel de Economia, será anunciado na próxima segunda (12) e também fica a cargo da Academia Real Sueca de Ciências.

Comentar
Não é possível sufocar · 04/10/2020 - 11h08

Como lidar com o calor intenso e a máscara durante a pandemia


Compartilhar Tweet 1



Com o aumento da temperatura neste início da primavera, muitos se queixam do uso da máscara como prevenção da covid-19, que dificultaria a entrada de ar, comprometendo a respiração. Porém, o infectologista Antonio Bandeira, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), explica que não é possível sufocar com a máscara.

“As máscaras, especialmente as regulamentadas, como a cirúrgica e a n95, não têm nenhuma possibilidade de causar falta de ar. As máscaras de pano também não podem causar falta de oxigenação, mesmo a de 3 camadas, por mais que ela cole no rosto, pois não faz a vedação completa.”

Segundo ele, o que pode acontecer é um mal estar por conta da presença da máscara. “Não estamos acostumados, você transpira um pouco mais, o ar fica mais quente.”

Além disso, Bandeira afirma que pessoas que trabalham com o público, como recepcionistas, atendentes de consultórios e profissionais da saúde, devem usar, também, o faceshield, o escudo facial, que também protege os olhos.

“Ele é uma cobertura adicional, mas não elimina a necessidade da máscara. Se você espirrar, tossir ou mesmo falar, as gotículas e aerossóis podem passar por baixo da proteção.”

Comentar