Ganhará dez leitos de UTI · 23/07/2021 - 10h08

Hospital Getúlio Vargas implanta serviço de cirurgias cardíacas


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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) está implantando o serviço de cirurgia cardíaca, um marco histórico para o Piauí, que até então só contava com esse serviço em hospitais da rede privada. A primeira cirurgia cardíaca do HGV foi realizada em maio deste ano e, depois, mais seis procedimentos foram realizados. A nova estrutura da UTI que está sendo construída permitirá atender com mais agilidade a demanda no Piauí.

O Hospital Getúlio Vargas já planeja implantar o serviço há alguns anos, uma luta do governador Wellington Dias e do Conselho Diretor do hospital. No entanto, para que este serviço seja oferecido, é necessária uma estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), laboratórios e salas de Hemodinâmica, que possibilitem a realização de exames diagnósticos e tratamentos da maioria das doenças cardiovasculares. Esta reforma já está em andamento no hospital, com a construção de 20 leitos de UTI individuais, no qual dez serão destinados aos pacientes das cirurgias cardíacas.

A obra inclui ainda uma rampa de acesso, necessária para o transporte de pacientes, laboratórios de análises clínicas e sete leitos da Unidade de Recuperação da Hemodinâmica, um investimento de R$ 5,3 milhões, oriundos de emenda parlamentar do senador Marcelo Castro.

De acordo com o diretor-geral do HGV, Osvaldo Mendes, a obra vai permitir não somente a ampliação do número de cirurgias de alta complexidade, que precisam de leitos de UTIs no pós-operatório, mas também, ampliar o atendimento a pacientes graves para todo o estado. “A cirurgia cardíaca é um sonho antigo, uma necessidade muito importante do estado e a demanda é grande, mas desde janeiro estamos fazendo todos os esforços junto com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e a Fundação Estatal de Serviços Hospitalares (Fepiserh) para conseguir os insumos para aparelhar nossa nova UTI e, assim, viabilizar de forma contínua a cirurgia cardíaca no HGV. Por isso, essa é uma das obras mais importantes do estado, significa maior resolutividade para o paciente do SUS”, destacou o diretor.

A obra está em fase de finalização, mas as cirurgias já começaram a ser realizadas no hospital, dando os primeiros passos. A primeira cirurgia foi realizada pelos médicos cirurgiões Raimundo Barros e Daniel Siqueira, coordenador do Serviço de Cirurgia Cardíaca do HGV. Desde então, já foram realizadas seis cirurgias no hospital, a oitava está marcada para o dia 31 de julho e mais três já estão com datas marcadas.

O gestor revelou que os equipamentos que serão utilizados na nova UTI já estão sendo adquiridos e a previsão é que ainda este ano comece a funcionar. “Queremos inaugurar o mais rápido possível pela necessidade do estado em habilitar o serviço. Estamos na fase adiantada da compra dos equipamentos e instrumentais, que está em processo de fabricação. Então, espero que em até 60 dias já possamos estar com as UTIs equipadas, assim poderemos habilitar o serviço. O plano é realizar duas cirurgias por semana, inicialmente, e logo depois fazer um concurso para contratar mais profissionais e assim, poder aumentar esse número”, disse Osvaldo.

Segundo Raimundo Barros, o próximo passo é credenciar esse serviço ao SUS para que reconheça o HGV como um hospital de cirurgia cardíaca. “As cirurgias começaram a ser realizadas aos poucos até que a reforma seja entregue e o mais importante de já termos iniciado é que vai ser muito mais fácil para que o hospital seja credenciado pelo SUS, pois a equipe já tem todo o domínio de funcionamento, bem como dos protocolos necessários, mas até então o serviço está sendo realizado pelo Estado, tanto o HGV quanto a Fepiserh estão possibilitando darmos esses primeiros passos, mas com o credenciamento poderemos atender um volume muito maior de pessoas”, ressaltou o médico.

O Governo do Estado, por meio da Sesapi, trabalha para que não haja uma fila de cirurgia cardíaca para cada hospital, mas uma fila única de todo o estado e que seja atendida pelos hospitais públicos que ofertam esse serviço, além da criação de um fluxograma do infarto, que é uma das maiores causas de morte no Brasil.

“A tendência é conseguir operar o paciente em um espaço de tempo menor e podermos realizar as cirurgias de urgência em tempo hábil. O fluxograma servirá para o caso de um paciente infartar no interior do estado, receber um primeiro atendimento lá e, se necessário, ser referendado para o HGV ou para o HU para fazer o tratamento e, se precisar, a cirurgia ou angioplastia programada”, detalhou o cirurgião.

O objetivo é que o Hospital Getúlio Vargas seja referência em cirurgia cardíaca no Piauí e no Nordeste. “O maior ganho será para a população, que terá acesso a esse serviço gratuitamente, pois temos uma demanda muito maior do que a capacidade de atendimento. Com a oferta desse serviço, o HGV passa a ser um hospital que atende toda a alta complexidade”, completa Raimundo.

 


Fonte: Governo do Piauí
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A Defensoria Pública do Estado do Piauí, por meio da Defensoria Pública Regional de Corrente, que tem como titular o Defensor Público Eduardo Ferreira Lopes, obteve decisão favorável em ação movida em favor de jovem de 23 anos, para que pudesse realizar o procedimento de retificação de prenome e marcador de gênero em seu registro civil de sexo para não-binário. A decisão é da Comarca de Corrente, e foi assinada pelo Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Corrente, Igor Rafael Carvalho de Alencar.  A decisão foi proferida na última terça-feira (20), e é a terceira do gênero em todo o país e a primeira em todo o Nordeste.

A pessoa requerente da ação, A. B. S. N., geneticamente, nasceu sob o sexo feminino. Entretanto, diz que desde a pré-adolescência percebeu que não tinha identidade com o seu sexo biológico, pois psicologicamente pertencia ao sexo masculino, tanto que aos 14 (quatorze) anos passou, definitivamente, a usar roupas masculinas. Na ação, acrescenta que o nome feminino “A.B.”, registrado em sua certidão de nascimento e carteira de identidade, provoca-lhe grandes transtornos, já que não condiz com a sua atual aparência completamente masculina.

Na sentença, datada do dia 20 de julho do corrente mês, o Juiz de Direito Igor Rafael Carvalho de Alencar, destaca que “[…] A modificação do nome e prenome é admitida em casos excepcionais, como exposição ao ridículo, evidente erro de grafia, homonímia que causa embaraço, apelido público e notório não proibido pela lei, necessidade de proteção de vítimas e testemunhas de crimes graves, tradução de nome estrangeiro, adoção e modificação do sexo etc”, portanto “No caso concreto, restou comprovado que a alteração do prenome não objetiva descumprimento de obrigações, já que, de fato, o autor era submetido a situações públicas constrangedoras, como alegado de quando era tratado como homossexual ou a ser tratado como mulher nas relações profissionais e comerciais, quando assim não se sente […] Portanto, determino a modificação do prenome do autor para passar a constar “C.”, o que de fato afastará o constrangimento em razão de seu nome”, consta na decisão.

A pessoa assistida pela Defensoria relata que buscou o atendimento da Instituição após negativa do cartório, para alteração em seu nome. “Busquei a Defensoria depois de tentar a mudança do gênero pelo cartório, que foi negada. O assessor Abgail foi muito solícito com meu caso, explicou todos os passos do processo. Logo que dei entrada tive a audiência com a Juíza e depois foi esperar a decisão”.

Abgail Guerra Lemos Neto, assessor técnico da Defensoria Pública Regional de Corrente, comemorou a decisão. “Como colaborador da Defensoria Pública do Piauí, fico muito feliz que em uma pequena cidade como Corrente, tivemos um tema como este, resolvido, atendido e respeitado pela sociedade e Judiciário. É uma satisfação para nós da Regional de Corrente ver que a demanda foi resolvida, apesar dos obstáculos que teve até chegar a esse resultado tão esperado. Só desejamos que  consiga alcançar todos os seus objetivos”, disse.

    Defensor Público Eduardo Ferreira Lopes atuou no caso

O Defensor Público Eduardo Ferreira Lopes, titular da 4ª Defensoria Pública de Floriano, comenta sobre o caso.“A. B. nasceu em 1998, em Teresina, mas mora em Corrente. E desde adolescência  não se intitula pessoa nem do sexo feminino e nem do sexo masculino, apesar de usar roupas masculinas. E além do mais, é  conhecida como C. e não como A. B. Então em face de não se identificar com nenhum sexo nem outro, agente, com base na Lei  6.015/73 que é a Lei dos Registro Públicos e no Princípio da Dignidade da Pessoa humana, a gente entrou com  a ação retificando o nome de registro civil de “Ana Beatriz”,  e que fique constatado na certidão de nascimento como “Sexo Não-Binário”. Essa é a terceira sentença a ser prolatada no Brasil e a primeira no Nordeste”, finaliza.


Fonte: Defensoria Pública do Piauí
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Mais da metade (52%) dos brasileiros engordou durante a pandemia. É o que revela uma pesquisa realizada com pessoas de 30 países pelo Instituto Ipsos. Mas não é só isso. Os brasileiros foram os que engordaram mais. As informações são do O Livre. 

No restante dos países pesquisados, cerca de 31% da população ganhou peso. A média de quilos adquiridos durante a pandemia foi de pouco mais de 6kg. Já no Brasil, esse número foi de 6,5kg no mesmo período.

A pesquisa apontou possíveis causas desse ganho de peso: 29% dos brasileiros disseram ter diminuído a frequência de exercícios físicos e 14% afirmaram estar consumindo mais bebidas alcoólicas.

Esteticista cosmetóloga Albenita Jalles acredita que o resultado é um reflexo da maneira como os brasileiros abordaram o novo conjunto de circunstâncias trazido pela pandemia.

“Um dos muitos desafios da covid-19 foi a alteração abrupta nas programações do dia a dia. As pessoas começaram a trabalhar em casa, em muitos casos acompanhadas pelos filhos. Além disso, centros recreativos, academias e parques permaneceram parcial ou totalmente fechados, o que também restringiu as rotinas de exercícios. Para muitos, os níveis de estresse e ansiedade dispararam. Cozinhar, comer e beber se tornaram os principais meios de recompensa”, ela diz.

“Quando o ambiente e a rotina mudam, você pode usar isso como uma oportunidade para dizer ‘vou beber em casa’ ou ‘eu mereço me tratar bem nesses tempos realmente difíceis’. Por isso, a mentalidade é tão importante”, ela completa.

Reflexo do estresse

A especialista lembra ainda que o estresse é um potencializador desse ganho de peso, mesmo entre as pessoas que tentaram manter uma rotina mais saudável.

“O corpo sente o estresse e não perde calorias, porque pensa que precisa de energia para fugir ou lutar”.

E sobre tentar recuperar o corpo de antes, ela lembra que o processo precisa levar em consideração a saúde.

“Não se trata de buscar o bem-estar momentâneo, mas o equilíbrio, por isso, é preciso  ajuda de uma equipe profissional: nutricionistas a psicólogos. A obesidade e a compulsão alimentar, por exemplo, têm causas multifatoriais. Logo, é preciso cuidar não só do físico como também do emocional. Entender quais são os seus gatilhos e traçar um plano de ação. Não é uma jornada fácil”.

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Um jovem de 15 anos · 19/07/2021 - 09h25 | Última atualização em 19/07/2021 - 09h26

Hospital Regional de Campo Maior realiza primeira cirurgia de correção de joelho valgo


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O Hospital Regional de Campo Maior realizou nesse sábado (17/07) a primeira cirurgia de correção de joelho valgo. O paciente é um jovem de 15 anos, do sexo masculino. A intervenção médica é a primeira desta natureza realizada na rede estadual, fora de Teresina, e representa mais um avanço no planejamento de descentralização dos atendimentos de saúde pública da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e do Hospital Infantil Lucídio Portela (Hilp).

O diretor do Hilp, o médico ortopedista infantil. Vinícius Nascimento, foi o responsável pela realização da cirurgia. “Estamos em diálogo contínuo com as equipes de saúde de todos os municípios para mapear as demandas e conseguir atuar dentro das possibilidades de expansão dos atendimentos. Trabalhamos para descentralizar os serviços de saúde, em especial aqueles voltados para o público infantojuvenil que não são residentes da capital”, planeja Vinícius Nascimento.

O jovem campomaiorense foi submetido a uma osteotomia femoral, técnica cirúrgica que permite corrigir deformidades ósseas, congênitas ou adquiridas ao longo da vida. “É um grande passo na descentralização da saúde. “Seguiremos mapeando os pacientes para realizar os procedimentos de forma descentralizada e, assim, levar a saúde para perto de cada usuário do SUS, evitando grandes deslocamentos e dando mais efetividade a rede hospitalar” disse Vinicius.

O joelho valgo, também conhecido como geno valgo, é uma condição física em que os joelhos estão desalinhados e voltados para dentro, encostando um no outro. O desalinho é responsável por uma incapacidade funcional dos movimentos do paciente e piora na estabilidade, além de ser causa de dores intensas e constantes.

“Para indivíduos que possuem o joelho valgo, é muito importante tomar bastante cuidado na prática de exercícios, visto que existem exercícios que podem acentuar esta condição e causar severas lesões”, alerta Vinicius.

 


Fonte: Governo do Piauí
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Atende 9 mil grávidas por ano · 15/07/2021 - 17h30 | Última atualização em 15/07/2021 - 17h54

Maternidade Evangelina Rosa completa 45 anos e segue com avanços e modernização


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Inaugurada no dia 15 de julho do ano de 1976, a Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) completa, nesta quinta-feira (15/07), 45 anos de existência, prestando atendimento às parturientes e neonatais de alto risco de todo o Piauí e estados vizinhos.

Conhecida e reconhecida como Unidade Hospitalar de Alta Complexidade, a MDER  atende uma média de 9 mil grávidas por ano e tem hoje 240 leitos entre clínicos e UTI.  A maternidade vem se adaptando, ao longo dos anos, com o objetivo de oferecer atendimento à altura de sua marca registrada.

Este mês será inaugurada a nova Ala F , com mais 24 novos leitos para atender gestantes, puérperas  e bebês do estado.  “O  espaço será inaugurado devido a uma emenda proposta pela então senadora Regina Sousa (PT), atual vice-governadora do estado”, explica o diretor da maternidade, Francisco Macêdo.

Serão leitos de alojamentos conjuntos, ou seja, são 48 leitos, sendo 24 para  gestantes com 24 leitos  de bebês. “Com essa nova ala, vai melhorar o atendimento às pacientes, já que é uma área totalmente nova com todo equipamento e condição de funcionamento e irá desafogar a procura, que é elevada”, frisa o diretor , lembrando que nesse período de pandemia onde as maternidades do interior se transformaram em ala covid, mais pacientes têm procurado a maternidade através da regulação por ser a única do Piauí com atendimento de alto risco para o binômio mãe- bebê.

Francisco Macêdo disse ainda no pior momento da pandemia, a MDER não teve fila de espera, mesmo com o aumento da demanda de casos. Na maternidade, existem 10 leitos UTI Covid. “Não teve problema com falta de kit inbutação, medicamentos vasoativos, neuromusculares”, lembrou.

Melhorias

A maternidade passa por uma outra grande  reforma no setor da farmácia, que deve ser inaugurada nos próximos dias. Além disso,  a ala administrativa, como controle interno, setor de compras, faturamento e recursos humanos RH também foram reformadas. O diretor comemora ainda a aquisição de tomógrafo com sala nova e reformou a casa dos resíduos sólidos.

Somente nos últimos três anos, em sua gestão, a maternidade recebeu mais de R$ 5 milhões de investimentos entre equipamentos e obras.

A Maternidade Dona Evangelina Rosa vive momentos de conquistas e comemorações, como a implantação da Rede Cegonha há alguns anos, que visa humanizar e reduzir os índices de mortalidade materna e neonatal, com foco no pré-natal, e de ampliação do programa “Mãe Canguru”, que contribui significativamente para a recuperação de bebês prematuros.

O Banco de Leite da MDER é um dos mais atuantes do Brasil, prova disso é que a instituição  possui o título de “Hospital Amigo da Criança”, concedido pelo Unicef em reconhecimento às boas práticas de incentivo ao aleitamento materno.

A MDER conta com equipes completas 24 horas por dia, mobilizando obstetras, pediatras, anestesistas, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, nutricionista e enfermeiros com especialização em obstetrícia e pediatria. Estes profissionais oferecem atendimento às gestantes de alta complexidade.


Fonte: Governo do Piauí
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Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou na manhã desta quinta-feira (15), em seu canal no Telegram, um vídeo em que comenta o estado de saúde do pai e diz torcer para que uma cirurgia não seja necessária.

Bolsonaro está internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, desde a noite de quarta (14), onde passa por uma bateria de exames para avaliar a necessidade de uma cirurgia para desobstruir o intestino. Há previsão de que o hospital divulgue uma atualização sobre o estado de Bolsonaro no fim da manhã.

    Reprodução

Segundo Eduardo, Bolsonaro tem no hospital a companhia do filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro pelo Republicanos, e da mulher, Michelle Bolsonaro.

O deputado afirmou haver uma dobra ou aderência no intestino de Bolsonaro que impede a passagem de alimentos. Ele explicou que o entupimento causou acúmulo de líquido no estômago, o que gerou dores abdominais ao presidente.

"Foi retirado um litro de líquido do estômago", disse.

Na madrugada de quarta, Bolsonaro foi ao Hospital das Forças Armadas, em Brasília, de onde foi transferido por orientação do médico Antônio Luiz Macedo, responsável por cirurgias intestinais do presidente feitas devido à facada que Bolsonaro sofreu em 2018.

Eduardo afirmou haver esperança de que o bloqueio se desfaça naturalmente, sem a necessidade de nova cirurgia. Desde o atentado na campanha presidencial, Bolsonaro já foi submetido a algumas cirurgias.

O deputado informou ainda que Bolsonaro não poderá comparecer à motociata marcada pala sexta (16), em Manaus. O filho do presidente disse que ele estava "baqueado" na quarta, mas que Bolsonaro "não para de trabalhar, é workaholic, mas vai ter que dar um tempinho".

O último boletim médico, divulgado na noite de quarta, informa que Bolsonaro passará inicialmente por um "tratamento clínico conservador" para os problemas intestinais, sem a previsão de cirurgia de emergência.

Em nota à imprensa, o hospital afirmou que Bolsonaro foi submetido a avaliações clínica, laboratoriais e de imagem e que a equipe médica decidiu dar andamento a ações de tratamento que não envolvem, ao menos por ora, uma operação.

Segundo o comunicado, o presidente foi "diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal", mais cedo, no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.

"Após avaliações clínica, laboratoriais e de imagem realizadas, o presidente permanecerá internado inicialmente em tratamento clínico conservador", afirmou o hospital.

A nota, assinada por Macedo e por mais quatro médicos responsáveis pelo tratamento do presidente, não informa quanto tempo vai durar a internação.

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência havia informado que a transferência para São Paulo tinha como objetivo fazer "exames complementares para definição da necessidade, ou não, de uma cirurgia de emergência".

Especialistas em aparelho digestivo ouvidos pela Folha dizem que o chamado tratamento conservador, que pode evitar uma cirurgia, envolve procedimentos terapêuticos como a colocação de sonda.

O tubo pode ser usado para retirar líquido acumulado na região, levando o intestino a desinchar. O inchaço pode ser consequência do surgimento de aderências (partes do órgão que ficam coladas).

Por ser extremamente delicada, a cirurgia só costuma ser recomendada pelos médicos depois de esgotadas todas as outras tentativas. Uma operação do tipo pode durar até seis horas, é complexa e embute riscos para o paciente.

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Há uma grande chance de a obstrução intestinal diagnosticada no presidente Jair Bolsonaro ter sido causada por aderências (partes do intestino que ficam coladas) decorrentes do seu histórico de intervenções cirúrgicas após a facada que sofreu em setembro de 2018.

Toda vez que um paciente se submete a uma cirurgia intestinal é muito comum surgirem aderências no local. E, por isso, ele passa a ter risco para o resto da vida de sofrer obstruções.

Foto do presidente Jair Bolsonaro divulgada nesta quarta-feira (14) em rede social verificada
Foto do presidente Jair Bolsonaro divulgada nesta quarta-feira (14) em rede social verificada     Instagram/Reprodução

"Elas podem acontecer nas primeiras semanas, nos primeiros anos, demorar dez anos. Tem paciente que opera hoje e daqui a duas semanas vem com aderência obstruindo, tem paciente que operou há 30 anos e que chega obstruído", relata o cirurgião do aparelho digestivo Diego Adão Fanti Silva, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Por que essas aderências surgem? O peritônio, que é a camada que reveste todo o abdômen, o intestino e as alças intestinais, é uma membrana viva. Ele inflama mediante qualquer contato com um corpo estranho.

"Se colocar um fio cirúrgico no peritônio, ele inflama, se cair poeira do meio ambiente, ele inflama. Se cair uma gota de sangue, inflama. A facada que o presidente levou, inflamou. E o processo de cicatrização gera a aderência. Ele espessa e gruda."

A molécula envolvida nesse processo chama-se fibrina, uma cola biológica. Por exemplo, quando você faz um corte na mão e coloca um algodão no local, ele vai grudar. Esse "grude" é a fibrina, a resposta do organismo a uma inflamação.

No caso de Bolsonaro, onde o abdômen e o intestino foram cortados, foram geradas aderências e corrigidas em cirurgias anteriores. "Mas sempre sobra. Nunca você consegue voltar o que era antes. E quanto mais operar, mais aderências vai ter", diz o cirurgião.

O presidente também vinha se queixando de uma hérnia que teria que operar, essa também gerada pelas múltiplas incisões.

"É um abdômen que a gente chama de hostil, difícil, que, com certeza, tem muita aderência. Isso faz que surja uma obstrução no intestino em algum momento", explica Silva.

E qual a relação desse quadro com as crises de soluço que o presidente vinha apresentando? Se o intestino já estava obstruído, o estômago passou a se dilatar. Por quê?

Quando comemos, produzimos saliva. O estômago fabrica suco gástrico, enquanto o fígado e o pâncreas produzem sucos biliares e pancreáticos. Isso tudo equivale a dois litros por dia e precisa ser absorvido pelo intestino.

Se houver uma interrupção intestinal por uma aderência, essa absorção não acontece e esse líquido volta para o estômago. "É um cano entupido", compara Silva.

Em 80% dos casos, essas aderências, também chamadas de bridas, podem se desfazer sozinhas em 48 horas. Coloca-se uma sonda, retira-se todo o líquido acumulado e o intestino desincha. O paciente recebe hidratação para repor os sais minerais perdidos, como sódio e potássio.

Aqueles casos que não são resolvidos vão precisar de uma cirurgia de emergência. Nessas situações, pode acontecer de a alça intestinal, além de estar obstruída, sofrer uma torção e perfurar. No jargão médico, o quadro é chamado de "brida complicada".

"É uma cirurgia de extrema dificuldade, tem que achar essas aderências, ir soltando. São cirurgias bem demoradas, de cinco a seis horas."

Como essa intervenção pode gerar novas aderências e lesionar outras alças intestinais, os médicos costumam ser muito conservadores na indicação.

Outra possibilidade que poderia explicar a obstrução intestinal de Bolsonaro é uma hérnia encarcerada –a região do corte de cirurgias anteriores não cicatriza de forma eficaz. Quando isso ocorre, o intestino sai de dentro do peritônio para a região subcutânea.

Ocorre que, em algum momento, dentro dessa hérnia, o intestino pode se torcer e ficar obstruído. Antes de uma cirurgia, é possível tentar colocar essa hérnia para dentro. Mas se houver uma perfuração, é preciso operar.

Essas são as duas principais hipóteses, mas somente o cirurgião Antônio Macedo, que acompanha o presidente Bolsonaro, poderá dar mais informações sobre o caso. Procurado, ele não retornou as ligações da reportagem.

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Nesta quarta-feira (14/07) aconteceu mais uma Live do #ContaPraGente no canal do Youtube da Nossa UESPI. Os três convidados eram alunos do curso de Odontologia no campus de Parnaíba. Eles falaram sobre o impacto que a alimentação tem na saúde bucal e reforçaram a importância da higiene adequada.

No início da Live, cada participante apresentou brevemente seu trabalho e comentou sobre o resultado de sua pesquisa. Em seguida, foram discutidas algumas temáticas como: as principais causas de problemas relacionados a saúde bucal, alimentos que prejudicam os dentes e impactos da pandemia no consultório odontológico.

Durante a transmissão, os discentes destacaram alguns alimentos maléficos (se consumidos em excesso), tais como sucos industrializados, iorgutes, achocolatados, dentre outros. Contudo, Andressa Santos aproveitou para ressaltar que as pessoas não precisam excluir esses produtos da alimentação. “Vocês podem consumir esses alimentos, mas com cautela. E caso queira exagerar um pouco, não esqueça da escovação, pois ela tem uma grande influência na saúde bucal”, informou a discente do 10º período.

Os estudantes compartilharam seus conhecimentos e alertaram sobre saúde bucal

No final da transmissão, os alunos contaram como foi a experiência de executar uma pesquisa através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Os acadêmicos relataram ainda que desde o início da graduação são estimulados pelos professores para o desenvolvimento de pesquisas.

Assista a Live completa no canal do Youtube UESPI Oficial.


Fonte: UESPI
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Tratamento Fora do Domicílio · 14/07/2021 - 14h22

Sesapi garante cirurgia a bebê com cardiopatia congênita


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A Secretaria de Estado da Saúde(Sesapi), através do Tratamento Fora do Domicílio(TFD) garantiu mais uma cirurgia de bebê com cardiopatia congênita. Isac Gael Marques, de um mês e 14 dias de vida sofria de Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo(SHCE) e fez a cirurgia no Hospital HCor, em São Paulo.

    Divulgação

A mãe de Isac, Graziele Marques da Silva é só gratidão ao serviço. “Meu filho nasceu com Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo e, através do TFD da Sesapi, ele foi transferido para São Paulo e submetido à cirurgia corretiva, que salvou a vida dele. Agradeço a todos pelo acolhimento”, afirma a mãe. A palavra Hipoplasia é um termo médico que significa subdesenvolvido.

Segundo o Secretário de Saúde, Florentino Neto, diagnosticar precocemente é o fator principal para que a criança cardiopata possa receber o atendimento correto e no tempo necessário. “Por não serem doenças evitáveis, o diagnóstico e o tratamento precoces podem, na maioria dos casos, reverter a doença. O Governo não mede esforços para devolver a esperança de vida longa para esses pequenos piauienses”, explica.

A Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE) é responsável por 2% a 4% dos defeitos congênitos do coração. Uma vez que o lado esquerdo do coração está subdesenvolvido, o sangue oxigenado que está chegando ao lado esquerdo do coração vindo dos pulmões é desviado para o lado direito do coração através do defeito do septo atrial, onde ele se mistura com sangue desoxigenado que está retornando ao coração do corpo.

Esse sangue relativamente desoxigenado sai do lado direito do coração e entra nos pulmões e atravessa o canal arterial em direção ao corpo. O canal arterial é um vaso sanguíneo que conecta as duas artérias grandes que saem do coração, denominadas artéria pulmonar e aorta. Enquanto o bebê está no útero, bem como nos primeiros dias de vida, o canal fica aberto.

O fluxo sanguíneo em direção ao organismo é apenas mantido porque o canal arterial continua aberto. Assim que o canal se fecha, como ocorre normalmente após o nascimento, há um fluxo muito pequeno de sangue para o corpo. O bebê morre se o defeito não for reparado imediatamente.

Os sintomas da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo aparecem quando o canal arterial começa a se fechar durante as primeiras 24 a 48 horas de vida. Sinais de insuficiência cardíaca aparecem rapidamente depois disso, incluindo respiração acelerada, falta de ar, pulso fraco, palidez ou tom de pele azulado, baixa temperatura corporal, letargia e redução do número de fraldas molhadas.

O Tratamento For do Domicílio(TFD) é um instrumento legal que visa garantir, pelo SUS, o tratamento de média e alta complexidade a pacientes portadores de doenças não tratáveis no município de residência.


Fonte: Assessoria de Comunicação SESAPI
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Sistema de regulação do SUS · 13/07/2021 - 16h32 | Última atualização em 13/07/2021 - 16h40

Picos: Hospital Justino Luz passará a fazer cirurgias eletivas


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O Hospital Justino Luz, em Picos, passará a realizar, pela primeira vez, cirurgias eletivas. A partir de agora a unidade oferece cirurgias de vesícula, de hérnia, histerectomia e pequenos procedimentos, como laqueaduras.

Os novos procedimentos começam a ser realizados no mês de agosto e as consultas de avaliação já no mês de julho.

A triagem será feita pelo HYDRA, sistema de regulação do SUS, que direciona os pacientes que precisam de cirurgia no Piauí para os hospitais de referência.

A diretora técnica da Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares ( FEPISERH), órgão que administra o Hospital, Nara Nunes, explica que serão selecionados os pacientes da macrorregião de Picos que aguardam na fila de espera. “Essas pessoas passarão a ser atendidas na sua região e não vão mais precisar se deslocar até Teresina para ter acesso a esse serviço de saúde”, destaca a diretora.

A Diretora do Hospital Justino Luz, Samara Sá, destaca que as cirurgias vão obedecer os protocolos de prevenção à Covid-19. “ Sabemos da demanda que tem na região. Com esse recurso será possível agilizar a realização das cirurgias, diminuindo assim o tempo de espera de quem está na fila”, afirma.

O presidente da Fepiserh, Ítalo Rodrigues, destaca que a ampliação dos serviços do Hospital Justino Luz está sendo feita com muita responsabilidade e planejamento.  “O Justino Luz vem recebendo investimentos contínuos para a melhoria da sua infraestrutura e capacitação da sua equipe técnica. É com esse investimento que conseguimos, agora, dar esse importante passo para a saúde do Piauí”, afirma Ítalo.


Fonte: Governo do Piauí
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Acima de 40 anos faça o teste · 13/07/2021 - 16h02 | Última atualização em 13/07/2021 - 16h22

Sesapi orienta sobre as hepatites virais durante o Julho Amarelo


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Existem cinco hepatites virais, provocadas pelos hepatovírus: A, B, C, D e E. Elas são transmitidas por vias diferentes, mas têm em comum o fato de serem doenças silenciosas e de atacarem o fígado até causar sua falência ou outras complicações. Para conscientizar à população sobre a necessidade dos cuidados com as hepatites a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) lançou a campanha “Julho Amarelo”.

Como muitas vezes demora a ser diagnosticada, a principal preocupação sobre a hepatite, atualmente, diz respeito à realização da testagem para a descoberta da doença. “Nós temos uma disponibilidade de testes para a hepatite B e C nos Centro de Testagem e Aconselhamento espalhados nos territórios do Piauí e a população pode ter acesso aos exames. Para as demais hepatites, é necessária a requisição médica para exames mais aprofundados”, explica a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa.

Devido à pandemia do novo coronavírus, que provocou o isolamento social, a procura por testes de hepatites virais teve uma redução superior a 40% nas unidades de saúde de todo o país e, consequentemente, uma diminuição de quase 50% no número de tratamentos. O desconhecimento sobre a condição sorológica agrava ainda mais a cadeia de transmissão da infecção.

“É de suma importância a ampliação da testagem sorológica para as hepatites virais como estratégia fundamental para equacionar essa situação, além de propiciar a detecção precoce de portadores. Hoje, possuímos medicamentos altamente eficazes, seja na cura ou controle dos vírus, e o desafio é encontrar esses portadores para que sejam tratados. A falta de testagem, mesmo durante a pandemia, pode elevar o número de casos de cirrose e de câncer de fígado nos próximos anos, e ao aumento da mortalidade devido a essa doença”, lembra a epidemiologista.

A mais conhecida é a hepatite A, cujo vírus é transmitido por água ou alimentos contaminados com as fezes de um portador humano, e está relacionada às más condições de higiene e/ou saneamento básico. As mais graves são as hepatites B e C , cujos vírus podem ser transmitidos por relações sexuais desprotegidas ou por procedimentos que envolvem sangue sem os devidos cuidados de esterilização.

O vírus B e C podem ocasionar uma infecção crônica, na maioria das vezes assintomática por anos. “Para a hepatite A e B há vacinas, para C não há imunizantes. Porém, todas hepatites têm tratamento quando diagnosticadas precocemente”, lembra Amélia Costa.

A hepatite C tem cura, com tratamentos cuja eficácia aproxima-se dos 100%. No caso da hepatite B, quando crônica, o tratamento curativo é exceção. Entretanto, com os medicamentos à disposição, é possível inibir a replicação do vírus, reduzindo as chances de cirrose e câncer de fígado.

“A recomendação é que todo indivíduo acima de 40 anos faça o teste ao menos uma vez na vida e que, ao menor suspeita ou incômodos no fígado, procure o médico e peça exames para investigação”, enfatiza a coordenadora.


Fonte: Governo do Piauí
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Serviços estavam suspensos · 13/07/2021 - 15h36 | Última atualização em 13/07/2021 - 15h41

Hospital da Polícia Militar volta a realizar cirurgias e consultas eletivas


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O Hospital Dirceu Arcoverde da Polícia Militar (HPM) retomou as cirurgias e consultas eletivas nesta segunda-feira (12/07). Os serviços estavam suspensos desde o ano passado, quando a unidade passou a atender apenas pacientes Covid-19.

A retomada dos serviços só foi possível após a queda no número de internações em leitos de Unidade de Terapia Intensiva e clínicos, em todo o Piauí, como explica o superintendente da Rede de Alta e Média Complexidade da Secretaria de Estado da Saúde, Alderico Tavares.

    Divulgação

“Hoje contamos com uma ocupação de 61% dos leitos de UTI e 31% dos clínicos, além da redução no índice de transmissibilidade, que nos possibilitou a retomada dos procedimentos eletivos, como o do HPM, que até a semana passada era hospital sentinela para pacientes Covid”, disse.

No hospital serão retomados os procedimentos eletivos de cirurgia geral, ortopédica, ginecológica e urologia, além de consultas ambulatoriais e a partir desta terça-feira (13/07) foram liberadas vagas para pacientes da Regulação Estadual de Leitos das especialidades ortopedia e cirurgia geral.

“A reabertura do HPM para cirurgias eletivas e para a Regulação vai nos ajudar a desafogar a fila de espera em nosso estado, por um procedimento eletivo e de urgência ”, destaca o superintendente. 

O Hospital Dirceu Arcoverde da Polícia Militar continuará atendendo pacientes Covid-19, porém em uma ala exclusiva para a doença. Hoje estão instalados na unidade de saúde 20 leitos clínicos e 10 UTI’s. 

“O número de casos de pacientes internados no hospital acometidos pela doença reduziu drasticamente. Atualmente temos seis enfermarias ocupadas e seis UTI, o que nos permite realizar outros atendimentos com mais tranquilidade”, reforça Alderico Tavares. 

Desde o mês de maio a Sesapi expediu um ofício aos hospitais da Rede Estadual de Saúde, para que iniciarem o planejamento para retorno das cirurgias e procedimentos ambulatoriais e no dia 07 de julho foi está autorizada a retomada das cirurgias eletivas. 

O atendimento necessita de prévio agendamento, sendo respeitada a fila de espera da regulação. O Secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto reforça o pedido de cautela e atenção da população nessa retorno. “Ainda estamos na pandemia e precisamos redobrar os cuidados para evitar contaminação pelo novo coronavírus. Não podemos aglomerar, então pedimos cautela neste momento.

Nosso intuito com a retomada é possibilitar uma celeridade na demanda reprimida”, esclarece o gestor.

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Debates virtuais · 11/07/2021 - 13h11 | Última atualização em 11/07/2021 - 15h07

Pandemia impulsiona telemedicina, mas regulação divide classe médica


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A regulamentação da telemedicina, que hoje funciona em caráter provisório, tem provocado novo embate na classe médica opondo, mais uma vez, duas das principais entidades da categoria no país, o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a AMB (Associação Médica Brasileira).

Ao longo da pandemia de Covid-19, ambas divergiram em relação ao tratamento precoce com medicamentos sem eficácia para a Covid. A AMB foi contra o uso, e o CFM deixou a critério dos médicos.

Agora, as divergências dizem respeito a uma questão central discutida tanto na elaboração de uma nova resolução do CFM sobre telemedicina quanto em projetos de lei na Câmara dos Deputados sobre o tema: a obrigatoriedade de que a primeira consulta seja presencial.

Em debates virtuais sobre o assunto, o vice-presidente do CFM, Donizette Giamberardino Filho, tem defendido que a primeira consulta por telemedicina seja presencial. Em nota à Folha, porém, a entidade disse que ainda analisa o assunto. Já AMB entende que essa decisão deve ser do médico e do paciente.

Há discussões também em torno da chamada territorialidade. Médicos poderiam fazer telemedicina em todo o país ou apenas nos estados onde possuam registro profissional? Hoje, além do certificado no estado onde atua predominantemente, o médico pode ter outros em locais onde também atende.

A questão é que agora, com a telemedicina, ele pode atender, em tese, pacientes em qualquer lugar do país. A AMB defende que o profissional tenha autonomia para isso.

Giamberadino Filho, do CFM, tem opinado que se a primeira consulta for presencial, o acompanhamento depois poderia ser virtual, em qualquer lugar. Em nota, o CFM diz que ainda estuda o assunto.

"Essas ferramentas [de telemedicina] existem para beneficiar o paciente. Ainda temos limitações. Há situações em que eu, como médico, não vou conseguir resolver tudo [virtualmente]. Vou precisar do paciente presencialmente", afirma o ginecologista César Fernandes, presidente da AMB.

Segundo ele, é o médico que, na primeira consulta virtual, deve arbitrar se vai precisar ou não de uma consulta presencial. "É decisão do médico, autonomia do médico. Se ele se aventurar a fazer uma proposição terapêutica sem ter todos os elementos necessários, ele será responsabilizado por isso. Não atenua a responsabilidade do médico se ele atender presencialmente ou por teleconsulta."

Pesquisa feita pela AMB com uma amostra de 980 médicos mostra que 66% consideram que o profissional deve ter autonomia para decidir pela consulta virtual ou não e 62% dizem que ela não deve se restringir ao estado onde o médico tenha registro profissional.

Para Fernandes, o fato de parte da categoria defender que a telemedicina só seja exercida no estado de registro pode ser pelo fato de que há médicos em locais que não têm recursos tecnológicos para concorrer em condições iguais com outros de centros mais avançados.

"Talvez imaginem que vão ter prejuízo. Mas é um direito do paciente de querer passar onde quiser e com quem quiser. Senão daqui a pouco o médico vai ter que ter 27 CRMs para poder atender por telemedicina no país?", questiona.

O pediatra Clóvis Constantino, professor de ética médica e bioética da Unisa (Universidade Santo Amaro), lembra que uma questão que precisa ficar clara é que, para algumas especialidades médicas, a telemedicina funciona muito bem, mas para outras, não.

Ele sugeriu ao CFM que as 54 especialidades aprovassem a forma como a telemedicina poderia ser usada (ou não) em suas respectivas áreas. "Na psiquiatria, por exemplo, há mais segurança [de uma primeira consulta virtual]. Mas, em outras, o exame físico é muito importante."

Sob uma legislação provisória aprovada no início da pandemia e com validade até o fim da crise sanitária, a telemedicina já está sendo amplamente usada tanto em plataformas estruturadas, que obedecem a regras de sigilo e proteção de dados, quanto por meios informais, como aplicativos de mensagens.

Segundo dados da Saúde Digital Brasil, uma associação que representa os principais operadores de telemedicina do país, em 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões de atendimentos virtuais foram feitos por mais de 52,2 mil médicos. A maioria (87%) foi das chamadas primeiras consultas.
Para Eduardo Cordioli, presidente da entidade, mais importante do que o volume dos atendimentos a distância é o alto índice de resolutividade: 91% nas consultas avulsas de pronto-atendimento.

Na pesquisa da AMB, 56% dos médicos dizem que já estão atendendo a distância e 59% pretendem continuar após a pandemia. Uma outra pesquisa, da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), também mostra ampla utilização da telemedicina pelas empresas de assistência médica e odontológica.

Em debate virtual recente promovido pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), um dos pontos abordados foi a sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, que deverá ser seguida à risca pelos profissionais que fazem consultas virtuais.

"É muito importante estabelecer regras, princípios éticos para que essa implantação seja dentro do que imaginamos como adequada", disse Giovanni Cerri, presidente do conselho do Instituto de Radiologia do HC da USP.

"É preciso entender que consulta por WhatsApp não é telemedicina", disse Giamberardino, do CFM. Ele afirmou que o conselho estuda formas de proporcionar aos médicos meios de prescrição e assinatura digital seguros, já inclusos na mensalidade.

Outra questão é a capacitação dos médicos. Segundo Chao Lung Wen, chefe da disciplina de telemedicina da USP, apenas 12 das 340 universidades com curso de medicina no Brasil possuem aulas voltadas para a telemedicina.

Uma preocupação levantada pelos participantes é que a modalidade não deve ser usada pelos gestores públicos e privados de saúde como forma de reduzir custos.
Para os locais remotos, ele defende uma combinação de unidades móveis de deslocamento e telemedicina. Nessas regiões distantes, em que não há médico, Giamberardino diz que a primeira consulta poderia ser virtual. "Mas deve ser a exceção, não a regra."

Em nota à Folha, o CFM disse que questões como a exigência de uma primeira consulta presencial (ou não) ou a definição de territorialidade "estão sendo avaliados, com rigor e critério, a partir de considerações feitas por todos os setores envolvidos."

O órgão destaca que tem procurado ouvir os conselhos regionais de medicina, as sociedades médicas e especialistas renomados para construir um normativo que atenda aos interesses dos pacientes e dos profissionais. Sugestões encaminhadas por meio de consulta pública também estão sendo analisadas, diz o CFM.

"É preciso lembrar que a telemedicina não vem para substituir a presença do médico, mas para melhorar a qualidade do serviço prestado, bem como o seu acesso. Entre os princípios abordados na revisão está a autonomia do médico e do paciente. A valorização dessa relação é fundamental para o estabelecimento da confiança interpessoal", diz o conselho.

O CFM entende que todo ato médico deve ser registrado em prontuário do paciente, para conferir mais segurança na assistência prestada.

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É essencial para a prevenção · 09/07/2021 - 17h51 | Última atualização em 09/07/2021 - 17h52

Sesapi recomenda manutenção do pré-natal mesmo com a pandemia


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A gestação é um momento de alegrias mas também de muitas dúvidas. Durante a pandemia do coronavírus, as perguntas são mais frequentes. As evidências cientificas demonstram que entre 8 a 11% das gestantes, puérperas e lactantes que forem contaminadas com a covid-19 vão necessitar de hospitalização e cerca de 2 a 5% vão necessitar de terapia intensiva, tendo em vista maior probabilidade de complicações, como; parto prematuro, abortamento, óbito materno e infantil.

A realização do pré-natal é essencial para a prevenção ou detecção precoce de doenças que podem atingir mães e filhos. O acompanhamento permite o desenvolvimento saudável do bebê e reduz riscos para a gestante, já que são as grávidas e as puérperas que estão mais suscetíveis a terem complicações decorrentes do coronavírus.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) explica sobre a necessidade de reforçar a prevenção à Covid-19 e orienta sobre a importância do pré-natal ser realizado de forma contínua. A coordenadora estadual de saúde da Mulher, Auzenir Moura Fé, ressalta que as grávidas não podem interromper a assistência durante a pandemia.

“O pré-natal é essencial no cuidado da gravidez. A descontinuidade dele imprime riscos, principalmente, quando perdemos a capacidade de identificar mulheres que têm doenças. Algumas gestantes ficaram com medo e deixaram de ir para o acompanhamento, mas é importante lembrar que continuamos realizando o pré-natal habitual nas unidades de saúde”, reforça.

Ainda segundo a coordenadora é fundamental que as gestantes mantenham o isolamento social, evitem receber visitas e usem máscara sempre que for necessário sair de casa. Além disso, é preciso manter a higiene e ter uma alimentação saudável para fortalecer a imunidade. “O distanciamento contribui para que as grávidas não adoeçam, já que estão incluídas no grupo de risco”, destacou Auzenir.


Fonte: Governo do Piauí
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Encontro é importante · 09/07/2021 - 14h08 | Última atualização em 09/07/2021 - 15h05

HGV é referência em Programa de Residências Médicas


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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) recebeu, nesta sexta-feira (09/07), a visita técnica dos profissionais da Secretaria de Saúde e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) para conhecerem o hospital e a experiência exitosa do Programa de Residências Médicas do HGV.

Segundo a reitora em exercício da UERN, Fátima Raquel, o hospital piauiense é referência. “O nosso interesse em conhecer a experiência do HGV se dá, especialmente, pelo fato de terem se tornado hospital de ensino. Hoje, estamos dialogando com a Secretaria de Saúde do Piauí uma parceria e acreditamos que, com essa experiência exitosa dos Programas de Residências do HGV, poderemos levar o modelo de gestão para ser implantado no Hospital Materno Infantil, que está sendo construído no município de Mossoró”, explica.

Para a coordenadora das Residências Médicas do HGV, Jozêlda Duarte, o encontro é importante para mostrar como funciona as residências medicas dentro do HGV e a parceria com a Universidade Estadual do Piauí (Uespi). “Estamos mostrando nossa trajetória até chegar o modelo atual e, principalmente, a importância de se ter residência médica no hospital para a melhoria da qualidade da assistência aos pacientes”, destacou a médica.

A secretária da Saúde do Rio Grande do Norte, Maura Vanessa, diz que está encantada com o acolhimento e com as boas práticas de gestão. “O intuito dessa visita foi conhecer a experiência de integração, ensino e serviço do HGV e levar esse modelo de gestão para nosso Estado”, explica.

Na ocasião, o diretor-geral do HGV, Osvaldo Mendes, apresentou o perfil do HGV e o Programa de Residências Médicas para os profissionais, que atualmente conta com dez residências médicas e uma multiprofissional.


Fonte: Governo do Piauí
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A felicidade é um sentimento que tem sido bastante suprimido, sobretudo em tempos em que a tristeza e ansiedade crescem constantemente. De acordo com o Instituto Ipsos, empresa de pesquisa de inteligência de mercado e percepção do brasileiro em relação à saúde, o Brasil diminuiu 14 pontos percentuais em sua taxa de felicidade. O levantamento, realizado por seis edições do Global Happiness, registrou 77% de pessoas com algum nível de felicidade em 2011, contra apenas 63% em 2020.  

Desta forma, profissionais que trabalham com saúde mental sugerem hábitos que favoreçam a prática de atividades constantes e diárias, resultando em momentos cada vez mais prazerosos. A psicóloga e professora da Faculdade UNINASSAU, campus Redenção, Aline Meneses pontua que a felicidade não é algo exclusivo, mas um conjunto de prazeres.     

“A felicidade é definida, de forma simples, como uma emoção de satisfação geral com a vida. É um estado durável de contento e equilíbrio físico e psíquico, quando não lembramos ou colocamos de lado o sofrimento e ansiedade. Algumas pessoas encontram essa oportunidade por meio dos momentos em família, amigos e da religião, enquanto outras precisam de acompanhamento com psicólogos”, explica Aline.  

Segundo a professora, alguns hábitos contribuem para a percepção de momentos felizes, almejando o encontro do sentimento de felicidade. “A conquista da felicidade aproxima-se mais de torná-la um hábito do que de qualquer outra ação. Por isso, precisamos adotar hábitos comumente observados em pessoas felizes”, afirma a psicóloga. A especialista pontua algumas dicas importantes:  

1. Contemple a vida. Recupere o senso infantil de admirar tudo ao seu redor, focando na beleza das coisas e aproveitando o máximo de cada dia. É difícil, mas vale muito a pena;    

2. Procure construir relacionamentos saudáveis. Faça bons amigos e esteja rodeado de pessoas alegres, pois, ficar próximo de alguém com alto astral traz à tona o que há de melhor em você;    

3. Pratique o perdão. Guardar uma mágoa machuca apenas você. Se perdoe pelos erros do passado e aprenda com eles;    

4. Exercite-se! É bem óbvio: quando nos exercitamos, liberamos endorfina, aquele hormônio que nos proporciona bem-estar e felicidade. Busque um esporte que seja agradável e faça dele um hábito;     

5. Ajude outras pessoas a serem felizes. Ajudar o próximo estimula a liberação de substâncias como serotonina, dopamina e oxitocina no cérebro, isso gera sensação de prazer. Por exemplo, fazer um trabalho voluntário e levar uma mensagem positiva para um amigo triste. A conta vai bater: você fica feliz e os outros também!    

A Faculdade UNINASSAU, campus Redenção, realiza atendimento psicológico (psicoterapia) e plantão psicológico (atendimento de emergência) gratuitos para a comunidade.  Na Clínica Escola Integrada de Saúde, localizada na Rua Dr. Otto Tito 1771, alunos dos últimos períodos da graduação realizam acompanhamento sob supervisão dos professores de segunda a sexta-feira, nos turnos manhã e tarde. Os interessados precisam realizar agendamento prévio pelo número (86) 3194-1819.


Fonte: Com informações da assessoria
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Sucos de uva industrializados · 08/07/2021 - 16h43 | Última atualização em 08/07/2021 - 17h22

UESPI: produtos industrializados e suplementos são constatados como maléfico aos dentes


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Alimentos com alto teor de açúcar e baixo valor de pH, se consumidos com frequência e sem uma higiene bucal adequada, podem afetar a saúde dos dentes. Por isso, dois estudantes do curso de Odontologia da Universidade Estadual do Piauí, campus Alexandre Alves Oliveira, realizaram pesquisas com sucos de uva industrializados e suplementos Whey Protein, e constataram que o consumo excessivo desses produtos podem causar erosão e cárie dentária.

Ana Beatriz Aragão Nunes e Wanderson Carvalho de Almeida são alunos pesquisadores que desenvolveram seus trabalhos através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC). Os discentes realizaram produções distintas, contudo, foram orientados pela mesma docente, Professora Maria Ângela Arêa Leão.

Procedimentos

Ambos realizaram seus trabalhos no Laboratório de Pesquisa da Clínica Escola de Odontologia da UESPI (CEO-UESPI), no campus de Parnaíba. O estudo foi realizado através da análise das propriedades físico-químicas, por meio de equipamentos como o pHmetro e Refratômetro, conforme a metodologia preconizada pelo Instituto Adolfo Lutz 1985.

A professora orientadora esclarece que a análise de sólidos solúveis e pH de líquidos é realizada para avaliação da possível relação da ingestão desses alimentos com cárie e erosão dentária. “Reiteramos que, por mais que as bebidas analisadas tenham relevante teor de açúcar e, algumas delas, considerável acidez, lembramos que a cárie é multifatorial e a higiene oral bem conduzida é fator decisivo para que tal manifestação não ocorra”, enfatizou a docente.

Whey Protein e sua relação com a Erosão e cárie dentária

Ana Beatriz, acadêmica do 6º período de Odontologia, analisou características de pH e açúcares de cinco marcas de suplemento Whey Protein. Ela constatou que todos estão acima do teor de açúcar necessário para que haja formação do biofilme cariogênico (5%), demonstrando assim, maior potencial para gerar lesões de carie dentaria.

Segundo a análise da aluna quanto aos valores de pH, constatou-se que todos ficaram acima do valor de 5,5, que é considerado o valor crítico para a dissolução do esmalte do dente. “Esse fato, associado a presença de açúcares, pode contribuir para a erosão dentária e o desenvolvimento de lesões de cárie, caso tais alimentos forem consumidos com frequência e sem adequada higiene oral”, explicou a discente sobre o estudo.

Sucos de uva industrializados e sua relação com Erosão e Cárie dentária

Wanderson Carvalho cursa o 8º período de Odontologia e analisou em sua pesquisa 05 marcas de Sucos de Uva Industrializados. “Os resultados obtidos após a coleta de dados e a análise estatística, comprovam que os sucos avaliados possuem quantidades elevadas de açúcares e baixos valores de pH, podendo assim ocasionar problemas que interferem na saúde dos dentes – erosão e cárie”, contou o aluno.

Ele destaca que é fundamental que o profissional dentista oriente seus pacientes quanto ao consumo destes alimentos. “Os resultados da pesquisa nos dá, enquanto acadêmicos e futuros profissionais de saúde, informações importantes para que possamos atuar de maneira preventiva nos cuidados de higiene bucal, diminuindo, assim, a incidência dessas condições patológicas”, concluiu o aluno sobre o assunto.

Os dois trabalhos apresentados nesta matéria fazem parte do PIBIC. O primeiro está na fase de escrita do relatório final e o segundo já está sendo encaminhado como artigo científico para periódicos indexados.


Fonte: UESPI
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Para diminuir a fila de espera · 08/07/2021 - 15h45

Hospital Getúlio Vargas realiza 1.310 cirurgias em junho


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O Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou 1.310 cirurgias no mês de junho deste ano. O número representa um aumento de 456% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as cirurgias eletivas estavam suspensas devido à pandemia. Os dados são do Relatório de Procedimentos Cirúrgicos realizados pelo HGV de 2021.

Para o diretor-geral do HGV, Osvaldo Mendes, o hospital conseguiu atingir seu limite máximo nesses dois últimos meses do ano. “Estamos trabalhando para ampliar, cada vez mais, o volume cirúrgico e diminuir a fila de espera que foi prejudicada devido à pandemia”, explica o gestor.

Segundo os dados divulgados nessa quarta-feira (07/07), o maior número de procedimentos realizados foram de paciente eletivos que estavam aguardando cirurgia, com 560; em seguida, os pacientes da regulação, que somaram 555. Também foram realizadas cirurgias de urgência (27) e externas (168).

Em relação às especialidades, a cirurgia ortopédica foi a mais realizada, com 294 procedimentos, seguida da vascular (165); geral (155); urológica (126); oftalmológica (123); neurológica (97); otorrino (92) e dermatológica (75). As demais especialidades somaram 183 procedimentos.

O coordenador do Centro Cirúrgico do HGV, Ronaldo José, explica que atualmente estão trabalhando com onze salas cirúrgicas que funciona diariamente e, quando necessário, 24 horas para alguma intercorrência. “Para dar maior rotatividade de leito, estamos realizando aos sábados procedimentos cirúrgicos em regime de mutirão”, destaca.

O presidente da Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh), órgão que administra o HGV, Ítalo Rodrigues, destaca a capacidade do hospital. “São cirurgias especializadas, que exigem uma equipe altamente qualificada e uma ampla estrutura. Apesar do retorno dos procedimentos eletivos, o HGV continua sendo referência no atendimento Covid-19 no estado, com alas separadas exclusivamente para atender esse tipo de paciente. Isso mostra o quanto o HGV é preparado e tem uma excelente equipe”, afirma.

 


Fonte: Governo do Piauí
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Assistência a população · 08/07/2021 - 10h00 | Última atualização em 08/07/2021 - 17h22

Hospital Regional é referência no enfrentamento a pandemia no Sul do Piauí


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O Hospital Regional Senador José Cândido Ferraz vem sendo uma das unidades de referência no enfrentamento a Covid-19 dentro do estado do Piauí. A unidade passou por diversas melhorias, assim como outros hospitais da rede estadual de saúde, que hoje permitem que o hospital apresente resultados positivos em relação ao atendimento de casos de Covid-19 em sua região.

Os registros de atendimento mostram que até o final do mês de junho de 2021 a unidade realizou mais 6.527 atendimentos na UPA de São Raimundo Nonato, local voltado para o atendimento Covid-19 no município, dos quais 1.216 evoluíram para quadros onde a internação dos pacientes foi necessária. Destas internações, m ais de 81% dos pacientes tiveram alta. 

A diretora do hospital, Nilvânia da Silva Nascimento, explica que os bons resultados da unidade no enfrentamento a pandemia se deram pelas diversas melhorias que a unidade recebeu no início da pandemia, que evoluíram a qualidade da assistência prestada a população.

“Tivemos diversas melhorias na unidade para possibilitar um atendimento de qualidade em relação aos casos de Covid-19. Montagem de 20 leitos de UTI para atendimento de casos de Covid, melhoria estrutural da UPA onde a UTI Covid fica localizada; garantia do serviço de hemodiálise na UTI Covid-19; automatização do laboratório para a realização de novos exames foram apenas algumas das melhorias que nossa unidade teve”, destaca a diretora.

Além disso a unidade também passou por qualificação da equipe para um melhor atendimento da população diante do novo contexto que a pandemia trouxe para todos, melhorias estruturais em todo o hospital, organização dos fluxos de paciente e montagem de escala médica com cirurgião 24 horas e anestesista.

“Todas essas evoluções nos permitiram se tornar referência não somente para a nossa região, como também para todo o estado do Piauí. Hoje nossos atendimentos não se limitam somente a população local e de  cidades próximas, também realizamos o atendimento de pessoas vindas de outras áreas do estado, essa capacidade de atendimento e resolutividade demonstra o resultado de todas as melhorias desenvolvidas pelo hospital”, acrescenta Nilvânia.

O Secretario Florentino Neto destaca que o Hospital de São Raimundo Nonato é dos um exemplos que podem ser citados ao falar dos investimentos e preparação da rede estadual de saúde para o enfretamento da pandemia.

“Desde o início da pandemia estamos trabalhando para que todas as nossas unidades de saúde possam atender com alta qualidade nossa população, os investimentos não param e os resultados do Hospital Regional Senador José Cândido Ferraz mostram a importância desses investimentos. Além disso, recentemente o hospital começou a realizar cirurgias por videolaparoscopia, mais um investimento para melhorar o atendimento da população, garantindo cirurgias menos invasivas, com recuperação mais rápida”, destacou o secretário.

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Ação visa redução de fila · 07/07/2021 - 15h31

Sesapi autoriza retomada das cirurgias eletivas no Piauí


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O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde, (Sesapi) está autorizando a retomada das cirurgias eletivas para redução da fila de espera no Piauí. Os procedimentos precisaram ser suspensos por conta da pandemia da Covid-19. O decreto que estabelecia a suspensão de cirurgias eletivas no Estado devido ao avanço da covid-19 está sendo suspenso.

Entre os fatores levados em consideração para a retomada dos procedimentos eletivos, estão a redução na taxa de ocupação dos leitos de internação de pacientes em tratamento do coronavírus e a redução do número de óbitos pela doença. Segundo informações do Consórcio Nacional de Imprensa, a queda nas mortes por Covid nas últimas duas semanas foi de 54%.

Segundo o Superintendente de Organização do Sistema de Saúde da Sesapi, Jefferson Campelo cada município tem autonomia para planejar e executar o retorno das cirurgias eletivas de acordo com suas demandas. “Essa retomada será descentralizada, acontecendo na capital e nas unidades de saúde do interior do Estado que tenham capacidade de abrigar essas cirurgias”, diz.

O Secretário de Saúde, Florentino Neto enfatiza que as cirurgias de urgência não deixaram de ser realizadas mesmo durante a pandemia. “Vamos reorganizar essa rede de cirurgias levando em consideração a situação de cada região em relação à pandemia. Temos um grande número de pacientes esperando pelos procedimentos, mas vamos vencer essa fila o mais rápido possível” afirma o gestor.

Florentino Neto lembra que as cirurgias laparoscópicas já estão sendo realizadas no Piauí desde o dia 2 de julho, quando foi lançado o Marco Regulatório da Laparoscopia. “Estamos usando essa técnica minimamente invasiva para salvar vidas e também reduzir as filas por cirurgias no Estado, mas temos que lembrar que a pandemia ainda não acabou. É preciso manter os cuidados para não elevar os números da doença”, diz.

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Pacientes de Diabetes mellitus · 07/07/2021 - 14h52 | Última atualização em 07/07/2021 - 15h11

Farmácia do Povo atende diretriz do Ministério da Saúde e substitui insulina análoga de ação rápida


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Atendendo às diretrizes do Ministério da Saúde, que substituiu a oferta de insulina análoga de ação rápida, a Farmácia do Povo adota a insulina Glulisina 100 UI/mL como opção terapêutica aos pacientes de diabetes mellitus, tipo 1. A substituição entrou em vigência desde a última segunda-feira (05/07), quando os pacientes cadastrados na unidade passaram a receber esta outra opção de insulina (que antes recebiam a Asparte).

O gerente técnico da Farmácia do Povo, Jean Batista, esclarece que no mercado, há três opções de insulina análoga de ação rápida: Asparte, Glulisina e Lispro. “Elas possuem farmacocinéticas semelhantes, com início de ação em 5-15 minutos, pico de ação em 1-2 horas e duração de 3-4 horas, ou seja, são equivalentes em termos de efeito terapêutico. Não há evidências que impossibilitem a transição do paciente pelo uso de um dos análogos de insulina de ação rápida (lispro, asparte e glulisina)”, pontua.

Jean Batista explica ainda que tal substituição se deu em decorrência do último processo aquisitivo, do Ministério da Saúde, órgão responsável pela aquisição, onde a empresa vencedora apresentou o menor preço da Glulisina (Apidra®) 100 UI/mL (tubete 3mL), com sistema de aplicação.

A substituição também é ratificada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Piauí, em nota técnica 01/2021.

Mais informações

Com o objetivo de diminuir a circulação de pessoas nos serviços de saúde e prevenir o contágio pelo coronavírus, para dispensar a insulina análoga de ação de rápida Glulisina para todos os pacientes maiores de quatro anos cadastrados e em uso de insulina análoga de ação rápida Asparte, não é necessária nova prescrição médica aos pacientes com Laudo Médico (LME) vigente.

Para novas solicitações e renovações, considerando que o processo licitatório do MS é realizado anualmente, podendo ser fornecido quaisquer das 3 insulinas análogas de ação rápida disponíveis no mercado, a Farmácia do Povo orienta que o receituário médico e o LME, de paciente com diabetes tipo 1, sejam feitos indicando o uso alternativo dessas insulinas, da seguinte forma: “insulina análoga de ação rápida”, sem informar o tipo de insulina.

Este tipo de insulina não é indicada para pacientes menores de 4 anos de idade ou gestantes, exceto com parecer médico, que deve avaliar em quais situações os benefícios superam os riscos e informar por meio de relatório médico a possível necessidade de uso do medicamento e do ajuste de dose.


Fonte: Governo do Piauí
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48% de quedas em novos casos · 06/07/2021 - 15h44

Teresina tem mais de 90 mil pessoas recuperadas da Covid


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O município de Teresina já registra 90.664 casos de pessoas que se recuperaram da Covid-19. O dado é do Painel Covid-19, elaborado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) com atualização na noite dessa segunda-feira (05/07).

Conforme Walfrido Salmito, infectologista da FMS e membro do Comitê de Operações Emergenciais (COE), essa última semana epidemiológica mostrou bons índices em todos os dados relativos à Covid-19 em Teresina. “Nessa 26ª Semana Epidemiológica teve queda de 48% dos casos confirmados da doença, esse é o melhor nível desse ano. Destaque também para a redução de 38% no número de óbitos em relação à semana anterior e também com o índice de 18% de positividade para Covid, por meio do exame PCR, realizado em toda a rede de atendimento e é também um índice bom”, avalia.

O infectologista explica que Teresina está com o R0 persistente abaixo de 1 (índice de transmissibilidade) e significa potencial de baixa contaminação.

Sobre as ações de combate a pandemia, o infectologista faz algumas recomendações. “Temos que continuar vigilantes nas ações de uso da máscara facial, lavagem das mãos, evitar aglomerações e vacinar a população”, destaca.

Para o presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, Teresina já reflete que a vacinação é eficaz para reduzir a contaminação. “Temos avançado na vacinação para faixas etárias e grupos prioritários e com mais de 411 mil doses aplicadas os resultados surgem com redução de todos os índices da Covid-19”, analisa.

    FMS

 


Fonte: Prefeitura de Teresina
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Dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) mostram que os números da dengue no Piauí no primeiro semestre de 2021 reduziram 7,3% em  em relação ao mesmo período de 2020. Até agora, foram notificados 1.581 casos de dengue em 84 municípios do Estado. Em 2020, no mesmo período, o registro foi de 1.705 casos da doença no Piauí.

Os cinco municípios com maior número de casos da doença são Teresina, com 289 casos; Picos, 215; Ilha Grande, com 108 casos; Santa Luz, 94 e Geminiano, com 75 casos de dengue. Cinco cidades do Estado têm a maior incidência de casos, que representa o número de registro de casos por cada 100 mil habitantes. São elas: Santa Luz, Geminiano, Ilha Grande, Palmeira do Piauí e Ipiranga do Piauí. 

Segundo o supervisor de Entomologia da Secretaria de Estado da Saúde, Ocimar de Alencar, no primeiro semestre de 2021, foram notificados 1.581 casos de dengue no Estado. “Se formos comparar com o mesmo período de 2020, houve uma redução este ano, mas a doença preocupa muito. Tivemos 2.198 casos de dengue em todo o ano passado e, se continuarmos nesse ritmo, podemos fechar o ano de 2021 com mais casos que o ano passado”, afirma.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça as recomendações para a população como não deixar água parada; não jogar lixo em locais inapropriados; limpar terrenos e comunicar às autoridades de vigilância de seu município sobre locais que não cumprem esses requisitos; manter garrafas com boca virada para baixo; 

Além de proteger ralos sem tampas com telas finas; manter fossas vedadas; encher pratinhos de vasos de plantas com areia na borda e lavá-los uma vez por semana e eliminar tudo que possa servir de criadouro para o mosquito como casca de ovo e tampinha de refrigerante.

Neste período de pandemia da Covid-19, também é preciso ficar atento aos sintomas clínicos da dengue. A doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti apresenta febre alta, dores moderadas nas articulações, manchas vermelhas na pele e coceira leve.

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A Fundação Municipal de Saúde (FMS) vai vacinar a população em geral contra a influenza (gripe) a partir da próxima segunda-feira (12/07). Até essa sexta-feira (09/07), a FMS segue a vacinação dos grupos prioritários.

A coordenadora da vacina contra a influenza, Adriana Sávia, informa que a vacina está disponível em 70 Unidades Básicas de Saúde, incluindo as zonas urbana e rural. “Esta semana será feito o trabalho de busca ativa, com os agentes comunitárias de saúde, para tentarmos atingir o máximo do percentual dos grupos prioritários”, adianta. As pessoas que tomaram a vacina da Covid podem se vacinar contra a gripe no 15º dia após ser imunizada contra o novo coronavírus.

A necessidade das pessoas se vacinarem contra a gripe é destacada pela diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba. “Essa vacina tem contribuído para a saúde das pessoas porque imuniza contra três vírus e tem eficácia comprovada com a redução de casos graves que evoluem para pneumonia viral e outras doenças. Essa é uma boa oportunidade para toda a população se vacinar contra a gripe”, diz.

    FMS

 

Doses de vacinação contra a gripe aplicadas em Teresina do início da campanha até hoje (05)

Grupos Prioritários /   Nº Vacinados / Cobertura (%)
Crianças (6 meses a Gestantes 6.444 doses aplicadas = 64,0%
Puérperas  1010 doses aplicadas = 61,0
Povos indígenas 164 = 54.6%
Trabalhadores da saúde 19.261 = 58,4%
Idosos com 60 anos e mais 76.681 =77,0%
Professores 7.680 = 64,0%
Comorbidades 7.629  = 19,1%
Pessoas com deficiência permanente   470 = 39,2%
Caminhoneiros   57 =2,5%
Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário, Passageiros Urbsano e de Longo Curso 48  = 6,0%
Forças de Segurança e Salvamento 590 = 13,1%
Forças Armadas 55 = 3,4%
Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade 136 =9,1%
População privada de liberdade, adolescentes e jovens em medidas socioeducativas 56 = 3,5%

Veja lista das UBS com vacinação contra a gripe


Fonte: Prefeitura de Teresina
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Desinformação compartilhada · 05/07/2021 - 06h28

Vacina magnetizada? Microchips na injeção? Veja os fatos sobre vacinas


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Usuários de redes sociais estão compartilhando, em todo o mundo, vídeos em que pessoas que foram imunizadas contra a covid-19 fixam moedas e outros pequenos objetos metálicos no braço. Segundo afirmam os usuários, o fato de conseguirem firmar objetos sobre o local onde é aplicada a vacina comprovaria a existência de um campo magnético contido no imunizante.

As teorias são muitas: desde microchips de identificação e nanorobôs de monitoramento a uma fantasiosa conexão com a rede 5G que permitirá o rastreio em tempo real de cidadãos. O bilionário e filantropista criador da Microsoft, Bill Gates, estaria por trás da suposta nova tecnologia, acreditam alguns internautas.

Mas é possível que a vacina esteja relacionada a alguma dessas afirmações? A Agência Brasil explica.

Desinformação

Segundo o imunologista Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o que acontece na verdade é uma onda de desinformação que se propaga rapidamente nas redes sociais.

O médico informa que não há qualquer componente magnético na composição das vacinas, e que não é fisicamente possível criar um campo magnético no corpo ao ser imunizado. “Todas as vacinas disponíveis no mundo, e as quatro disponíveis aqui no Brasil, têm em comum a alta segurança. São vacinas extremamente seguras, não relacionadas a efeitos colaterais graves. Todas têm uma excelente eficácia na prevenção das formas graves da covid-19”, afirma Kfouri.

O Ministério da Saúde esclareceu à Agência Brasil que é normal que algumas vacinas multidose - aquelas que vêm em frascos que são utilizados para mais de uma pessoa - usem timerosal - um conservante à base de mercúrio, que tem sido utilizado durante décadas para evitar a contaminação por bactérias e fungos. A quantidade, entretanto, é insignificante e não tem capacidade de gerar os efeitos mostrados nos vídeos.

Assista na Agência Brasil

Mas porque as vacinas geram sintomas?

Na verdade, os sintomas são causados pela resposta imunológica do corpo. Ao reconhecer o antígeno presente na vacina, o corpo automaticamente aciona as defesas naturais para lutar contra o inimigo presumido.

Isso quer dizer que as moléculas presentes na vacina acionam um alarme de perigo. O corpo não consegue diferenciar um vírus ativo das partículas imunizantes contidas na vacina, seja ela baseada na tecnologia de vírus inativado, proteína encapsulada ou de RNA mensageiro - as três principais tecnologias de fabricação de vacinas contra covid-19.

Ao perceber a presença do “invasor”, o corpo dá início a uma cascata complexa de reações. Várias moléculas de defesa são despejadas imediatamente no sistema imunológico. O metabolismo acelera, e o corpo corre para que os monócitos - as células que atuam como soldados para defender o organismo de vírus e bactérias - cheguem ao campo de batalha o mais rápido possível.

“Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população. Eventuais reações, como febre e dor local, podem ocorrer após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito maiores que os riscos das reações temporárias”, informa o Ministério da Saúde.

A luta geralmente acontece na região onde o imunizante penetrou a corrente sanguínea, ou seja, no braço. A ardência, dor local e a sensação de temperatura aumentada indicam onde a resposta imunológica está sendo aplicada.

É comum que os sintomas pós-vacina sejam idênticos aos da doença, já que o propósito do imunizante é exatamente simular uma invasão bacteriana ou viral (no caso da covid-19) para “treinar” a resposta do corpo contra a doença. A resposta, portanto, condiz com os efeitos que seriam causados pelo vírus vivo, mas sem o risco da replicação descontrolada do agente invasor.

Algumas tecnologias de vacina, no entanto, geram reações mais fortes do que outras devido à quantidade de material viral contido nas doses.

Alimentos contra covid-19?

Segundo informa o Ministério da Saúde, a gravidade da pandemia é proporcional à quantidade de fake news e desinformação. Outro boato recente combatido pelo ministério é o que trata sobre alimentos que teriam efeitos positivos sobre a doença, o que não é fundamentado por nenhuma pesquisa ou estudo até o momento.

“A população deve tomar ainda mais cuidado com as informações que recebe e compartilha no celular e nas redes sociais, principalmente aquelas que garantem uma solução milagrosa, sem evidência científica. Por isso, vale reforçar que qualquer tratamento deve ser indicado por profissional médico”, alerta a pasta.

O Ministério da Saúde também adverte para o fato da vacina contra gripe não ter absolutamente nenhum efeito imunizante sobre a covid-19 - desinformação também propagada em redes sociais. 


Fonte: Agência Brasil
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