Após post em rede social · 08/11/2018 - 18h09 | Última atualização em 09/11/2018 - 15h21

Salve Rainha: Moaci é preso e ficará na Central de Flagrantes até a audiência de custódia


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Moaci Moura da Silva Júnior, acusado pela morte dos jovens Francisco das Chagas Júnior e Bruno Queiroz, idealizadores do coletivo Salve Rainha, em acidente ocorrido em junho de 2016, foi preso por volta das 14h desta quinta-feira (08/11) após o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, da 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí, decretar a sua prisão preventiva.

Ele foi preso por policiais militares em sua casa e foi encaminhado para a Casa de Custódia de Teresina, onde ficará preso até a audiência de custódia que deve acontecer nesta sexta-feira (09/11). As chances dele ser solto novamente são grandes.

Motivo da prisão
O pedido de prisão foi formulado pelo pai de Júnior, Francisco das Chagas de Araújo Costa, depois de uma publicação feita em rede social, com a legenda "Meu amigo véi vai fazer falta no Piauí", na qual o acusado estaria se despedindo de um amigo, o que indicaria que estaria deixando a cidade de Teresina.

Por decisão da própria Justiça, Moaci precisa de autorização para deixar a comarca, e ao deixar a capital, estaria descumprindo a medida cautelar contra ele aplicada.

O pedido foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, para opinar, mas somente três meses depois emitiu parecer pelo indeferimento do pedido de prisão. 

Mas para o desembargador, "a publicação feita em rede social comprova o tom de despedida utilizado, demonstrando que o acusado estaria se ausentando não só da comarca de Teresina, mas do próprio estado". Argumenta que nos autos não há nenhum pedido do acusado para deixar o Piauí, o que comprovaria o descumprimento da medida cautelar.

O desembargador manda então expedir o mandato de prisão, a ser cumprido pela autoridade policial.

Mais de dois anos do crime e impunidade prossegue
Jader Damasceno, sobrevivente da colisão entre carros que resultou na morte Francisco das Chagas Júnior, idealizador do coletivo cultural Salve Rainha, e seu irmão, Bruno Queiroz, fez um desabafo no mês de junho através de vídeos e mostrou sua indignação com a impunidade do caso e o fato de não ter recebido nenhuma assistência para seu tratamento.

O caso aconteceu em 26 de junho de 2016 e o acusado do crime, Moaci Moura da Silva Júnior, responde em liberdade, mesmo após a comprovação de que ele estava dirigindo a mais 100 km/h, invadiu um sinal vermelho e estava alcoolizado.

"Estou muito cansado, que tudo que eu falar aqui, que chegue na família do assassino dos meus amigos e do meu algoz que fez isso comigo e me deixou cheio de limitações. Cansei de ser invisibilizado, é como se eu não existisse nesse acidente, quem está carregando as dores inteiras, quem dorme e acorda sou eu, quem sabe o tanto que sofre sou eu, ninguém sabe da quantidade vezes que já cheguei em casa com vontade de por fim nessa dor", disse.

Moaci Moura: acusado segue livre, leve e solto
Moaci Moura: acusado segue livre, leve e solto  

Jader afirma que carrega várias sequelas e que já teve vontade de cometer suicídio, mas não o fez por causa do apoio que recebe da família. 

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