Crime aconteceu em maio · 23/06/2021 - 18h11

Preso por matar a tiros diretora e professora de creche, jovem de 20 anos diz ser inocente


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Walyson David Oliveira da Silva, de 20 anos, está preso temporariamente desde o dia 15 por suspeita de envolvimento na morte da diretora e da professora em 24 de maio, na zona leste de São Paulo. Elas estavam em uma Tucson que foi abordada por criminosos e executadas por engano. No entanto, a família do suspeito garante que ele estava dormindo na casa da namorada na hora do crime. As informações são do R7.

"Meu irmão trabalha desde os 12 anos, não tem passagem pela polícia, fez cursos de cabeleireiro e é proprietário de um salão na frente de casa. Ele tá desesperado. Toda vez que a gente vai visitar, ele acha que vai sair e chora muito. Está preso sem dever nada", afirma o irmão Thalisson Oliveira da Silva, que tem 31 anos e é técnico de sistemas.

Segundo a família, na noite anterior ao crime, Walyson assistiu ao jogo do São Paulo com o irmão e a namorada de 17 anos. Depois foi para a casa dela, onde dormiu e só saiu de lá por volta de 14h45 depois de almoçar. 

"Passamos o domingo na casa dele, como de costume. À noite mandei mensagem para minha mãe perguntando se o Waly podia dormir em casa que domingo e segunda é a folga dele. Minha casa da dele dá uns 5 minutos no máximo a pé e ele não leva celular porque já foi assaltado. Ele passou a noite e, às 7h, minha mãe foi pro quarto ver se tava tudo bem e viu que ele estava lá dormindo", lembra a namorada que é adolescente e prefere não ser identificada.

Ela o descreve como sossegado, quieto, respeitoso e trabalhador e garante que ele é inocente. Segundo a namorada, Walyson é conhecido na comunidade do Jardim Eliane, onde mora e trabalha, e todos estão indignados com a prisão.

"Tenho certeza absoluta da inocência dele. Minha mãe é rígida comigo e confia nele. Deixa ele dormir aqui em casa. É revoltante ficar nessa situação. Ninguém dá espaço de voz pra gente. Essa semana da prisão foi horrível. A mãe dele veio da Bahia por causa disso. É desesperador", revela.

Walyson está na carceragem do 2º DP, no Bom Retiro, na região central de São Paulo.

 

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