Quadrilha condenada · 14/05/2021 - 23h10

Falso ganhador da Lotofácil que faturou R$ 73 milhões da Caixa é condenado


Compartilhar Tweet 1



A Justiça Federal condenou, na quinta-feira (13/05), seis pessoas pela aplicação de um golpe na Caixa Econômica Federal, em uma agência de Tocantinópolis (TO). O crime foi descoberto após investigações da Operação Éskhara, da Polícia Federal, em 2014. As informações são do Metrópoles.

Um dos acusados, Márcio Xavier de Lima, se passou por ganhador da Lotofácil e levou R$ 73.094.415,90. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em Tocantins, o golpe começou a ser planejado em outubro de 2013.

    Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Além de Márcio Xavier, a quadrilha contava com participação de Robson Pereira do Nascimento, ex-gerente de uma agência da Caixa Econômica. Ele utilizou senhas para acessar os sistemas do banco e emitiu uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto), atestando que o comparsa seria o ganhador do prêmio.

Os outros integrantes da quadrilha eram Alberto Nunes Tugueiro Filho, Ernesto Vieira de Carvalho Neto, Thalles Henrique de Freitas Caroso, Antônio Rodrigues Filho e Paulo André Pinto Tugueiro.

Eles foram denunciados por falsificação de documento público e uso de documento falso, lavagem de bens e valores, peculato e formação de organização criminosa. Todos os integrantes foram condenados a penas que variam entre 5 e 13 anos de prisão — exceto Paulo André, que foi absolvido por falta de provas.

Dinâmica do crime

Ao se dirigir à agência bancária para retirar a DAPLoto, Márcio Xavier de Lima portava uma carteira de identidade falsificada com outro sobrenome: Márcio Xavier Gomes de Souza. O documento foi expedido pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará a partir de uma certidão de nascimento também falsa.

“Iniciando o processo fraudulento, Robson do Nascimento abriu a conta em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza com uso de comprovante de residência em nome de uma ex-funcionária de Ernesto Neto”, pontua o MPF.

Após realizar a transferência para a conta aberta em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza, o ex-gerente fez outras 15 transferências para nove contas.

“A maior parte, R$ 42 milhões, foi transferida para a conta da pessoa jurídica Phama Transportes, administrada por Alberto Tugeiro e que tem como pessoa de confiança Antônio Rodrigues Filho. Destes, R$ 32 milhões foram depois transferidos para a conta de Talles Henrique e pulverizado para diversas outras contas em operações de menor vulto. Antônio Rodrigues também adquiriu sete veículos novos, todos emplacados em São Paulo. Ernesto adquiriu uma aeronave”, afirma o Ministério Público Federal.

Comentários