Entenda o caso · 27/02/2021 - 14h45

Estudante se torna réu pelo assassinato da gamer Ingrid Sol em SP


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O juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo contra o estudante Guilherme Alves Costa, acusado de esfaquear e matar a gamer Ingrid Bueno, no último dia 22, no bairro de Pirituba, zona norte da capital paulista. A informação é do Metrópoles.

Com isso, Guilherme se torna réu no processo que responde por homicídio e continuará preso preventivamente.

A denúncia do MPSP foi apresentada na quinta-feira (25/2). O magistrado também acolheu o pedido do Ministério Público para que Guilherme faça um exame de sanidade mental e determinou a quebra do sigilo do celular do rapaz.

“Considerando que os autos também dão conta de que o acusado teria, em princípio, perpetrado crime hediondo, consubstanciado em homicídio consumado, com duas qualificadoras, e, mesmo assim, apesar do modus operandi, demonstrado frieza ao gravar vídeo, inclusive rindo pela morte provocada, hei por bem, nessa contextura, por deferir o pedido ministerial para determinar a instauração de incidente para verificação de sanidade mental do réu”, disse o juiz, nessa sexta-feira (26/2).

O caso

Guilherme tem 18 anos de idade e confessou ter matado Ingrid. A jovem, de 19 anos, era conhecida como Sol entre os participantes do jogo de tiro Call of Duty. Eles se conheciam há cerca de um mês, por meio de páginas de games on-line. O acusado teria chamado Ingrid para jogar em sua residência e, por volta das 14h30, a assassinou.

Imagens do corpo de Ingrid apontam que, além das perfurações por faca e espada, Guilherme também teria tentado degolar a jovem. De acordo com o MPSP, a vítima foi morta com golpes dessas armas. Depois de atacá-la, o acusado publicou imagens do corpo da moça ensanguentado nas redes sociais.

Em seguida, em um vídeo, ele comenta que seguidores estão achando que as fotos não são verdadeiras, mas confirma o assassinato, rindo.

O corpo de Ingrid foi encontrado pelo irmão do acusado, Bruno. O assassino confessou ao irmão que cometeu o crime porque a vítima “teria atravessado seu caminho”.

 

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