Audiência no MP · 12/10/2019 - 10h23 | Última atualização em 12/10/2019 - 10h32

Prefeitura e Governo assinam acordo para aperfeiçoar atendimento às urgências psiquiátricas


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A Fundação Municipal de Saúde (FMS) criou protocolo que define o papel de cada instituição nos atendimentos de pessoas em situação de urgências psiquiátricas antes da chegada ao hospital e, nessa sexta-feira (11/10), órgãos da Prefeitura de Teresina e do Governo do Estado do Piauí que são responsáveis pelo atendimento desse público assinaram acordo no qual se comprometem a executá-lo.

Em audiência no Ministério Público, o acordo foi assinado por representantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Secretaria de Saúde do Piauí (SESAPI), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e prevê também a execução do fluxo de atendimento à pessoa com transtorno mental em crise para melhorar o acesso aos serviços de saúde mental. Esse documento foi lançado nesta sexta-feira e será implementado para reorganização da rede.

O protocolo da FMS estabelece que, em caso de urgência psiquiátrica, o usuário pode acionar o SAMU através do 192. Se houver necessidade, o próprio médico regulador do SAMU aciona o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar para contribuir com o atendimento no local. “Todas essas equipes receberão capacitação para realizar a abordagem do paciente psiquiátrico de forma humanizada”, explicou o presidente da FMS, Charles Silveira.

Segundo Luanna Bueno, gerente de Saúde Mental da FMS, esse procedimento irá ampliar o cuidado com o usuário diagnosticado com transtorno mental. “O conhecimento é a chave propulsora para vencer preconceitos na saúde mental. Hoje, foi dado um passo importante, pois SAMU, Corpo de Bombeiros e Policia Militar vão ser capacitados para acolher esse usuário em crise de maneira mais humanizada e conduzir o caso da melhor forma”, destacou.

A promotora de justiça do Ministério Público do Piauí, Marlúcia Gomes, afirma que a assinatura do acordo e consecutiva criação do protocolo ocorreu após verificação da necessidade de aperfeiçoar a abordagem do paciente com transtorno mental em crise. “Constatamos essa necessidade e, então, discutimos com os entes envolvidos para que cada um possa atuar dentro da sua esfera”, ressaltou.


Fonte: Ascom PMT/PI

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