Política

Ataque à onda de boatos · 30/07/2021 - 14h36 | Última atualização em 30/07/2021 - 14h40

TSE usa o Twitter para desmentir boato reeditado sobre fraude nas eleições de Caxias em 2008

"PF descartou as hipóteses de instalação de softwares fraudulentos e de adulteração dos programas autenticados pelo TSE"


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

_Imagem: Reprodução
_Imagem: Reprodução 

Depois de uma polêmica live em que o presidente da República Jair Bolsonaro lançou suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro sem apresentar provas, mas pedindo que lhe dessem as provas de que o sistema é seguro, numa tentativa de inversão do ônus da prova, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma série de desmentidos em tempo real para fazer frente às falácias proferidas durante e após a manifestação da autoridade máxima do poder Executivo. 

Um desses desmentidos feitos no Twitter pelo TSE diz respeito à uma suposta fraude na eleição municipal de Caxias, no Maranhão. "Para investigar o boato criado em 2008, a Polícia Federal periciou as 10 urnas eletrônica supostamente e descartou violação física e adulteração do programas instalados no aparelho, assim como a presença de arquivos contaminados por vírus", sustentou a mais alta Corte Eleitoral. E afirmou: "urnas eletrônicas não foram fraudadas nas Eleições 2008 em Caxias (MA)".

"O laudo técnico produzido pela corporação (Polícia Federal) concluiu que não foram identificados sinais de violação física dos lacres que envolvem os aparelhos. No documento, a PF descartou as hipóteses de instalação de softwares fraudulentos e de adulteração dos programas autenticados pelo TSE. Também não foram encontrados arquivos contaminados por vírus nas urnas eletrônicas examinadas pela instituição", acresceu a Corte. 

"Além de confirmar a existência de mecanismos que denunciam qualquer tentativa de fraude, a PF atestou a integridade dos aplicativos que rodam dentro do aparelho, que só podem ser verificados pelas entidades que assinaram digitalmente os softwares. Participam da cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas representantes de partidos políticos, do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outros", pontou.

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