Política

Problema de saúde pública · 02/08/2011 - 07h46

Prefeito de Teresina prepara veto à criação de fumódromos

Elmano não afirmou que vetará as alterações, mas adiantou fatores jurídicos e de saúde pública


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O prefeito Elmano Férrer (PTB) afirmou ontem que dará nos próximos dias a decisão sobre as alterações na lei municipal que proíbe o fumo em locais públicos e semi-abertos de Teresina, como bares, restaurantes, cinemas e teatros. Ele tem até o dia 20 para sancionar ou vetar as alterações na lei, aprovadas no mês passado na Câmara Municipal e que permitem aos donos de bares, restaurantes e outros locais públicos criar espaços para os fumantes nesses ambientes.

A lei que proíbe o fumo foi aprovada no ano passado a partir de proposição da vereadora Rosário Bezerra (PT). Em junho, os vereadores aprovaram modificações propostas pelo vereador Edson Melo (PSDB), que permitem a criação de espaços para os fumantes em bares, restaurantes e outros locais públicos. Na prática, a proposta de Edson Melo permite que fumantes e não fumantes sejam acomodados no mesmo local, mas em espaços diferentes.

Elmano disse que ainda está analisando os aspectos pro e contra as alterações. Na conversa com os jornalistas, porém, se mostrou convencido de que vetará as alterações, mantendo a proibição ao uso de qualquer tipo de fumo nos locais públicos e semi-abertos. Elmano não afirmou que vetará as alterações, mas adiantou fatores jurídicos e de saúde pública contra a criação dos fumódromos. O prefeito disse que a questão da sanção ou do veto às alterações tem de ser visto "antes de tudo como uma questão de saúde pública".

Ele comparou o cigarro a drogas lícitas como o álcool e a drogas ilícitas. "O cigarro é uma droga como outra, como o álcool e outras mais pesadas. Temos que observar isso também", observou. E citou que as complicações decorrentes do fumo são hoje a terceira maior causa de mortes no mundo. "O fumo traz inúmeros malefícios, todo mundo sabe disso. É uma questão (as alterações na Lei Antifumo) antes de tudo de saúde pública", observou.

Elmano lembrou que nos países mais desenvolvidos a legislação já proíbe o fumo e as pessoas entendem isso como uma iniciativa de preservação e promoção da saúde. "Nos países desenvolvidos você vê as pessoas saindo para fora (dos locais públicos), para fumar. Isso ocorre naturalmente", citou. "Por que aqui também não pode ser assim?". Apesar desses argumentos, não quis adiantar sua decisão sobre as alterações que criam os fumódromos. "Na última sexta-feira, me reuniu com assessores da área de saúde na Fundação Municipal de Saúde, e estamos analisando tudo com calma", explicou.


Fonte: Com Informações Do Jornal Diário Do Povo