Política

Dados da Transparência · 25/04/2016 - 22h00 | Última atualização em 27/04/2016 - 20h45

Piauí gastou mais em publicidade do que com segurança no primeiro trimestre

João Rodrigues Filho mantém-se firme de que da carne da publicidade, não se pode cortar


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O Estado do Piauí, no primeiro trimestre de 2016, gastou mais com publicidade do que com segurança pública. É o que revela o levantamento realizado pelo BrVox, a pedido do 180graus, junto aos dados do Portal da Transparência referentes aos empenhos realizados pelas duas secretarias nos meses de janeiro, fevereiro e março.

Foram R$ 8,150,187.81 empenhados pela CCOM, bem mais do que os empenhos da Segurança, que totalizaram R$ 5,328,669.37.

Enquanto a Segurança se esforça para manter pagamentos básicos como água, luz, alimentação, telefonia, limpeza, entre outros gastos com pessoas jurídicas - levantamento não incluiu despesas com pessoal - a Coordenadoria de Comunicação do Estado aplica recursos no pagamento de dezenas de empresas, de pequeno a grande porte, para a divulgação das ações do governo Wellington Dias (PT) e seu secretariado.

Divulgação esta, que não vem refletindo nos números para o governador. Pesquisas realizadas recentemente mostram Wellington abaixo dos 50% no incide de aprovação entre os eleitores piauienses. Afetado, claro, pela crise nacional envolvendo o governo Dilma, o governador está relativamente bem, afinal 48% de aprovação é um número bom, mas poderia estar melhor se considerados os esforços de João Rodrigues Filho, Coordenador de Comunicação do Estado.

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DIFICULDADES DE ABREU
Os problemas enfrentados por Fábio Abreu na Segurança, por algumas vezes, já o fizeram repensar o cargo e desejar a volta para o Congresso Nacional. No nível em que está, os investimentos em segurança pública tão cedo conseguiram afastar o Piauí de índices como a de 12ª capital mais violenta do país, e do vergonhoso investimento diário de apenas R$ 0,05 por dia com segurança, para cada cidadão.

FONTE DE JOÃO RODRIGUES É PRÓSPERA
Se a fonte de Abreu não é das melhores, a de João Rodrigues parece não secar. O coordenador de Comunicação tem feito pagamentos para pequenas rádios comunitárias, sites de cidades de interior, blogs específicos na área política - modelo democrático - insistindo que este é o caminho, e que desta carne não se pode cortar.
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