Política

Relatório do TCE-PI · 18/01/2020 - 09h58 | Última atualização em 18/01/2020 - 10h06

No Piauí alunos nem precisam 'matar' aulas, algumas escolas públicas fazem isso por eles

Auditoria realizada em alguns municípios do estado evidencia que a carga horária é aquém do anunciado pelas respectivas secretarias de Educação


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

Sede do Tribunal de Contas do Estado (Foto: divulgação) 
_Sede do Tribunal de Contas do Estado (Foto: divulgação)  

 

ATÉ AS ESCOLAS PROPAGANDEIAM E NÃO FAZEM

O relatório de uma auditoria feita por amostragem em algumas escolas públicas de municípios piauienses aponta que atualmente, neste século, alunos nem precisam se preocupar em elaborar um plano, assim maquiavélico, para 'matar' aulas. As próprias escolas se encarregam disso naturalmente. 

É que "nos Ensinos Fundamental e Médio é obrigatório o mínimo de 800 (oitocentas) horas anuais, distribuídas por 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar junto aos alunos".

Mas em ao menos três municípios, de uma pequena amostra, isso não vem acontecendo. Entre eles estariam Brasileira, Acauã e José de Freitas.

E a suspeita é que a coisa seja pior, vez que outros podem estar seguindo o mesmo caminho, o que fez com que o Tribunal de Contas expedisse recomendação aos gestores municipais antes do início do ano letivo. 

Em escolas assim, levando em conta a diferença entre o anunciado e o realizado, alunos saem escolados para ser políticos do naipe de muitos locais ou então já aprendem na própria escola - dependendo do rumo que querem seguir -, como as instituições são capazes de engabelar qualquer um.

"Segundo os educadores, o atendimento da carga horária escolar, pelo menos no mínimo estabelecido, é fundamental para a correta formação do aluno", é a conclusão do relatório de auditoria.


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