Política

Corrida eleitoral de 2014 · 26/05/2014 - 12h25

Marcelo se reúne com 'Sinduscon' e fala sobre como o PMDB o apoiará

Pré-candidato diz que partidários queriam Zé Filho, mas a 'situação está superada'


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O deputado federal e pré-candidato ao governo, Marcelo Castro (PMDB), esteve reunido na manhã desta segunda-feira para um café com integrantes do SINDUSCON (Sindicato da Indústria e Construção Civil de Teresina), presidido por André Baía. O café aconteceu no Metropolitan Hotel, no centro de Teresina, e a pauta da reunião foi a falta de investimentos no setor industrial do estado.

“O SINDUSCON é um dos setores mais dinâmicos, que mais empregam e que mais dão renda para o Piauí. Estamos reunidos com esse grupo para ouvi-los e o que eles mais pedem é sem dúvidas uma infraestrutura de qualidade, para que as empresas possam se instalar no Piauí e gerarem renda, empregos e dividendos para o estado”, disse Marcelo Castro.

Marcelo Castro disse ainda que assim como uma grande parcela da população, o que se pede são serviços públicos de eficiência, que realmente atendam as demandas, pois segundo ele, nem mesmo licenças ambientais, e alvarás concedidos junto ao Corpo de Bombeiros são conseguidos.

“Eles pedem apenas serviços de qualidade, que possam atender as demandas. Não esqueço dos manifestos realizados em junho passado, quando a população foi para as ruas e pediu melhorias nos setores públicos. O SINDUSCON pede uma licença ambiental e dificilmente recebem, pedem uma licença dos bombeiros dificilmente recebem, querem a instalação de uma rede de energia elétrica da Cepisa, eles não fazem a rede. Muitas vezes os empresários é quem fazem tudo, e a Cepisa precisa apenas ligar as canelas, e não resolvem passam de seis meses para bater uma canela”, ressaltou.

IMPASSE DENTRO DO PMDB
Uma das questões que tem deixado em evidência a consolidação da chapa da base, diz respeito ao nome que encabeçará o grupo. Marcelo Castro já está definido como o pré-candidato, tendo Sílvio Mendes (PSDB) como vice, mas o próprio pré-candidato, afirmou que houve impasses dentro do PMDB e algumas resistências.

“Houve algumas intranquilidades, instabilidades, uma insegurança entre alguns partidários, no que diz respeito ao meu nome como candidato, pois apareciam pessoas dizendo que o candidato seria o Zé Filho, mas o próprio Zé Filho já disse que me apoia, a última vez foi na sexta-feira durante o evento do PSD aqui em Teresina. Ele olhou pra mim e disse que eu sou o candidato e que me apoiaria”, destacou.

Agora com uma chapa definida, Marcelo Castro diz que o grupo entra em uma nova fase, em um céu de brigadeiro, uma fase de calmaria, de tranquilidade, de ajustes, que segundo ele já não era sem tempo.

“Vamos para uma fase de céu de brigadeiro, de calmaria, já não era sem tempo. Agora é ajustar o discurso e ouvir as demandas do povo”, disse.

PESQUISA BRVOX: MARCELO CONTINUA COM 21%
Após reafirmar que é de fato o pré-candidato da chapa da base, Marcelo Castro comentou sobre os números da pesquisa BrVox, divulgados neste domingo (25), onde ele aparece com 21%, contra 52% de Wellington Dias (PT). Para o peemedebista, os números não importam e quanto mais candidatos, melhor para o eleitor.

“Eu não brigo contra números, a pesquisa foi positiva. Eu só lamento porque não perguntaram conforme o eleitor deve votar, pois não se vota em um candidato só, mas sim em uma chapa. E o Sílvio é um grande nome aqui em Teresina, ajuda bastante. Quando o eleitor for votar, ele não vai votar no Marcelo Castro, mas sim no Marcelo e no Sílvio Mendes. Assim como o Wellington, quem for votar vai votar nele com a Margarete de vice, e assim com todos”, afirmou.

O pré-candidato destacou também que quanto mais candidatos, melhor será para o eleitor e para a democracia. “Mão Santa foi bastante atuante, tem todo o direito de concorrer, e enriquece a disputa, vamos disputar. Quanto mais candidatos melhor para o Piauí e para a democracia”, disse.

‘AO LADO DE SÍLVIO JÁ TEMOS 30%’
Marcelo Castro foi bastante categórico ao afirmar que se os institutos de pesquisa perguntarem ao eleitor em quem votariam, apontando a chapa formada com Sílvio Mendes e Wilson Martins, os números já estariam na casa dos 30%. Segundo ele, a situação já ocorreu em diversas oportunidades e um nome forte na vaga de vice enriquece e potencializa a força da chapa.

“Se perguntarem ao eleitor em quem eles votariam, e falassem meu nome ao lado de Silvio Mendes, os números vão lá pra 30%, porque em 2010, nesse mesmo período o Wilson Martins estava com 13%; em 2006, o Wellington Dias estava com 23% e era governador e estava indo para reeleição. Então ter 21% só em Teresina já é algo muito positivo”, relatou.