Política

Estranhas suspeitas · 29/07/2019 - 18h24 | Última atualização em 29/07/2019 - 20h11

GAECO estava a seguir destino de R$ 50 mil dado pela CDSOL à pessoa física

Auditoria do TCE traz informação de que repasse não teve apresentação de notas fiscais para justificar a dinheirama repassada


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

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FALA, VALDIVINO, FALA
Ora, se o senhor Valdivino não tem nota dos gastos dos R$ 50 mil recebidos de coordenadoria do governo, e apresentou informações que não constam do plano inicial, para tentar justificar a dinheirama recebida sob o pretexto de evento denominado de “Lazer na Semana Santa", então devolve os R$ 50 mil corrigidos. Outra opção é contar para onde foi realmente esse dinheiro, já que há quem diga, ao GAECO, que Valdivino só ficou com R$ 2 mil e devolveu o resto

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UMA NOTA SEQUER APRESENTADA

A prestação de contas da Coordenadoria de Lazer e Desenvolvimento Social e Urbano (CDSOL) referente ao ano de 2017 traz em seu bojo uma auditoria que evidencia a não apresentação de notas fiscais para justificar um valor da ordem de R$ 50 mil repassado para Valdivino Rodrigues da Silva. O destino desse dinheiro estava sendo perseguido pelo então coordenador do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), Rômulo Cordão. 

Como tornado público pelo Blog Bastidores, do 180, este domingo, 29, a coordenadoria distribuiu R$ 676 mil para pessoas físicas em 2017. Desse montante, só Valdivino Silva teria simulado prestar contas. Ocorre, que não apresentou as notas fiscais como manda o regramento.

“Da análise da referida prestação de contas, verificou-se a ausência de todas as notas fiscais dos serviços e/ou objetivos adquiridos, bem como dos recibos referentes aos pagamentos de segurança, manutenção hidráulica/elétrica, aluguel de gerador, material de apoio e aluguel de tendas”, traz relatório de auditoria. 

Pior, “além disso, verificou-se a realização de despesas com aluguel de banheiros químicos (R$ 4.200,00) e gerador (R$ 2.700,00), que não estavam contemplados no plano de trabalho, caracterizando desvio de finalidade na aplicação dos recursos”. 

Como nada é tão ruim que não possa ficar pior, “convém esclarecer que quanto à locação de banheiros químicos, foi apresentado somente o recibo de pagamento sem comprovação da contratação dos serviços, e quanto ao aluguel de gerador nenhum documento foi apresentado para comprovar a realização da despesa”, traz ainda o relatório de auditoria. 

A CDSOL não teria tentado reaver esse valor. 

INFORMAÇÕES QUE CHEGARAM AO GAECO

Em ao menos dois depoimentos prestados ao GAECO, duas pessoas confirmam que ouviram Valdivino Silva dizer que só ficou com R$ 2 mil dos R$ 50 mil recebidos em sua conta pessoal. A pequena quantia teria sido usada para pagar som e segurança do evento. Quanto ao restante, teria devolvido. 

Para quem? Fala, Valdivino, fala. 

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Coordenadoria de Lazer disbribuiu R$ 676 mil a pessoas físicas em 2017


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