Política

Trendings topics · 07/07/2020 - 08h42

‘Força Covid’ vira assunto no Twitter depois de Bolsonaro apresentar sintomas

Diversos usuários aderiram, mas a iniciativa foi criticada tanto por apoiadores do presidente quanto por quem é opositor do governo


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Do Poder360

Depois que o presidente Jair Bolsonaro disse que apresentou sintomas de contaminação pelo novo coronavírus e fez 1 novo exame para covid-19 nesta 2ª feira (6.jul.2020), a hashtag “#ForcaCovid” entrou para os trendings topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter.

Diversos usuários aderiram, mas a iniciativa foi criticada tanto por apoiadores do presidente quanto por quem é opositor do governo.

Carlos Bolsonaro criticou o silêncio de membros do Executivo: “a imensa quantidade de pessoas pedindo a morte do chefe do Executivo neste momento deveria ser motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros poderes, mas o que vemos novamente é a seletividade da indignação”.

O post de Carlos foi usado pelo ator José de Abreu, que ainda resgatou 1 tweet antigo do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), feito quando a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) foi infectada pelo novo coronavírus.

Hasselmann se manifestou contra: “Independente de nossas divergências políticas, desejo rápida e pronta recuperação. Que o presidente seja responsável e tome todos cuidados q desprezou até agora. A doença é grave, não é uma gripezinha“.

O post de Eduardo Bolsonaro foi citado ainda pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que não fez nenhum comentário adicional:

Presidente nacional do PT e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann escreveu: “Há de ser nada! Ele foi atleta. Se tiver, será uma gripezinha.”

O deputado federal Beto Faro (PT-PA) escreveu: “Bolsonaro pode testar positivo p/ Covid-19 , mas E DAI? Afinal, foi isso que ele mesmo disse, após chamar só de gripizinha, incentivar o povo a voltar ao trabalho, não querer prorrogar o auxílio, tirar a obrigação do uso de máscara, debochar dos brasileiros. Vai vendo…”.

Zeca Dirceu, deputado federal pelo PT-PR, escreveu: “Se realmente se confirmar, será difícil saber se foi Bolsonaro que foi infectado com coronavírus, ou se foi o Coronavírus que foi infectado com Bolsonaro”. 

O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) postou: “E daí se Bolsonaro está com coronavírus? Ele tem histórico de atleta e isso é só uma gripezinha.”

Entre os que se mostraram contra a hashtag, além de Carlos Bolsonaro, está Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub: 

Críticos do governo Bolsonaro, o escritor Paulo Coelho e o youtuber Felipe Neto também estão contra o uso da hashtag:

“Força Covid , desejando a morte de Jair Bolsonaro se compara em baixeza à imbecil do “Cidadão não, engenheiro civil formado. Muito melhor que você”, ou a barbaridade dita por Bia Doria sobre desabrigados. NÃO PERCAM A DIGNIDADE. NÃO FAÇAM ISSO“, escreveu Paulo Coelho. 

“Torcer, ou mesmo fazer piada, pela morte do Bolsonaro, te coloca na mesma caixinha de tudo que estamos tentando destruir no Brasil” disse Felipe Neto.

O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, questionou se “o Twitter não vai bloquear as mensagens por discurso de ódio? Os incentivadores do PL2630 vão ficar calados?”

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) condenou as atitudes de quem aderiu ao movimento: “O ódio de alguns é fonte de fé e ânimo para não desejarmos o mal a ninguém”. 

Bia Kicis, deputada federal pelo PSL-DF, fez, além da postagem no Twitter, 1 vídeo de apoio ao presidente:

O presidente confirmou a apoiadores no final da tarde desta 2ª feira (6.jul.2020) que fez 1 novo exame para covid-19. O resultado deve ser conhecido nesta 3ª feira (7.jul). Com febre, Bolsonaro foi ao hospital nesta tarde para ter o pulmão examinado e afirmou que nenhuma alteração foi detectada.

Mesmo sem referência à hashtag, outros políticos usaram o Twitter para se manifestarem, como o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ) e a senadora Kátia Abreu (PP-TO):

 


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