Política

"Imposto que ninguém nota" · 01/02/2018 - 13h12 | Última atualização em 01/02/2018 - 17h27

Firmino diz que mobilidade urbana contribui para cidade justa com os mais pobres

Demora no trânsito faz com que muitas pessoas percam tempo de vida, pagando "imposto que ninguém nota"


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Por Apoliana Oliveira

O prefeito Firmino Filho reclamou das "vozes do atraso" que criticam o ainda inconcluso plano de transporte público que vem sendo implementado na capital. Em sua mensagem aos vereadores, na abertura do Ano Legislativo, na Câmara de Teresina, lembrou que metade da população depende de transporte público e nada mais justo que igualar as condições de uso nas vias para quem não tem condição de andar de carro.

Associado aos problemas de mobilidade, Firmino lembra que a cidade está cada vez maior, com bairros afastados do Centro, onde trabalha boa parte da população, o que aumenta o custo de vida para os mais pobres.

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“Essa pessoas pagam um imposto que ninguém nota, com o seu tempo de vida. O tempo de vida que nós poderíamos. Poderíamos estar fazendo política. Nós desperdiçamos no transporte, nos deslocando de casa para o trabalho, de casa para a escola.  E quem mais paga com o seu tempo de serviço são os mais pobres. Falarmos em uma Teresina mais concentrada é também falarmos em uma Teresina mais justa. Construirmos um melhor sistema de mobilidade não é apenas para podermos circular melhor, é também para que nós possamos ter mais justiça”, diz o prefeito.

Foi ainda enfático ao defender igualdade na ocupação de espaços públicos, e disse que “o fato de ser dono de um carro não lhe dá direito a ter acesso ao espaço público mais do que uma pessoa que anda de ônibus”, justificando que se metade da população de Teresina anda de ônibus, é necessário que metade dos espaços públicos [ruas e avenidas] sejam dedicados ao transporte destas pessoas.

A abertura do 2º ano da 18ª Legislatura contou com a presença de boa parte da equipe do prefeito. Ao falar sobre recursos para a cidade, Firmino reforçou a meta de R$ 1 bilhão a serem investidos. Em cinco anos foram R$ 800 milhões aplicados em obras e programas à população. Disse ainda já ter contratado junto a instituições financeira mais 541 milhões de reais para novos investimentos. Ponderando que 2018 ainda não será um ano de “céu de brigadeiro”, reconhece como animadoras as perspectivas de crescimento da economia, queda da taxa de juros, apesar da previsão de inflação acima do que foi registrado em 2017.

Firmino destacou também os ajustes necessários na estrutura da administração pública com corte de pessoal diante da crise, feitos ano passado, e disse acreditar que agora é hora de colher os frutos destas adequações.

 

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