Política

Operação Bacuri · 10/12/2019 - 05h01 | Última atualização em 10/12/2019 - 17h15

Exclusivo: GAECO afirma que Prefeito do PT chefiava uma “máfia” no Piauí

Termo raro devido à sua amplitude é usado em uma peça do Ministério Público Estadual endereçada a desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

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- "(...) verdadeira máfia que administrava o dinheiro público de forma irresponsável"

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_Prefeito Luciano Fonseca (Foto: 180graus.com)
_Prefeito Luciano Fonseca (Foto: 180graus.com) 

TERMO SURGE EM UMA DENÚNCIA CONTRA MEMBRO DO PT

Ao pedir a manutenção da prisão preventiva do prefeito afastado e preso de Bertolínia, Luciano Fonseca de Sousa, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) usou o termo “máfia” para se referir ao grupo “chefiado” pelo gestor petista. 

Para os promotores do grupamento do Ministério Público Estadual “trata-se, como se vê, de bem articulada organização criminosa que agia desviando recursos públicos, na qual o denunciado chefiava uma verdadeira máfia, uma quadrilha organizada, que administrava os recursos públicos de forma irresponsável e criminosa, afrontando os interesses da coletividade”. 

No entendimento dos promotores do GAECO, “a soltura do denunciado, assim, representará perigo concreto de retorno às atividades criminosas, as quais, por trazerem danos de grande monta à sociedade, importarão em deficiência ou mesmo ausência de serviços públicos essenciais, como saúde, educação, transporte, saneamento básico dentre outros. E mais, com a sua autoridade e poder, não permanecerá passivo e inerte”. 

SOLTO... “INTIMIDARÁ TESTEMUNHAS”

Para os membros do Ministério Público, “a sua presença à testa da Prefeitura intimidará funcionários e testemunhas”. Além de que, “o acusado não hesitará em ocultar documentos que incriminem a sua OCRCRIM”. 

“Enfim, poderá adotar todas as medidas que estiverem ao seu alcance, no sentido de esconder ou destruir provas, intimidar testemunhas ligadas à administração municipal e acobertar eventuais ações criminosas ainda não desveladas”, concluem.

 

A denúncia ofertada à Justiça e os demais pedidos acoplados à ela são assinados pela Coordenadora do GAECO Débora Geane Aguiar Aragão, e três membros do grupo, promotores de Justiça Lenara Batista Carvalho Porto, Mário Alexandre Costa Normando e José William Pereira Luz.

A investigação inicial e pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário para embasar as suspeitas iniciais ficaram a cargo do ex-coordenador do GAECO, promotor Rômulo Cordão, e sua equipe.

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