Política

Estradas vicinais · 11/07/2017 - 12h00 | Última atualização em 11/07/2017 - 12h21

Exclusivo: engenheiros do IDEPI tiveram sigilos quebrados

Corrupção: um dos engenheiros é o que disse que fazia a medição das obras ‘por bom senso’


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Por Rômulo Rocha – De Brasília

ESTÁ FICANDO QUENTE...
O juiz Rodrigo Allagio Ribeiro determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário dos engenheiros responsáveis pela fiscalização e medição das obras em estradas vicinais ocorridas no ano de 2014, quando no mínimo R$ 13 milhões teriam saído pelo ralo profundo da corrupção no estado do Piauí.

Os alvos são o engenheiro fiscal Wesley Raon de Sousa Marques e um engenheiro que compõe a equipe de projetos e fiscalização do Idepi, o senhor Antônio da Costa Veloso Filho.

Ambos são suspeitos de traquinagens nada republicanas, nas peripécias que alçaram o Instituto de Desenvolvimento (olha só o nome) do Piauí, num provável antro top five de corrupção e desvio de recursos públicos.

O pedido de quebra de sigilo é de autoria do promotor Fernando Santos, titular da 44ª promotoria, que toca 42 procedimentos investigatórios sobre o caso e é um dos profissionais mais atuantes no âmago do Ministério Público Estadual.

Esses 42 procedimentos, somados aos 33 do TCE, dão uma dimensão do que foi o negro ano de 2014 para o erário, para o contribuinte e para a decência naquele órgão.

ARRASOU...
No último dia 8 de julho, o 180 publicou matéria que trazia trechos de uma espécie de confissão do engenheiro fiscal Wesley Raon de Sousa Marques.

Dizem os documentos com suas revelações:

“Acrescentou ainda que possui pouca experiência na função e que podem ter havido equívocos nas medições”, revelou.

O que é pior vem a seguir: “Além disso, relatou que as medições eram assinadas com base no bom senso e que acreditava plenamente nos relatórios de medição apresentados pela executante”.

No caso, as empreiteiras.

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