Política

Não apresentou frequência · 11/02/2019 - 12h07 | Última atualização em 11/02/2019 - 14h17

Ex-prefeito de Guadalupe é acusado de ganhar sem trabalhar no governo do Piauí

Coordenador de um dos órgãos do governo não conseguiu comprovar a frequência do político, segundo MPC


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Por Rômulo Rocha – De Oxford

 

FORA DE CONTROLE

Acusado de não comparecer ao expediente na Coordenadoria do Programa de Recursos Hídricos, do Governo do Piauí, o ex-prefeito de Guadalupe, Wallem Rodrigues Mousinho, acabou por contribuir para que, pelo menos em tese, essa coordenadoria passe a acompanhar a frequência dos seus servidores.

Isso porque após a denúncia de que ele ganhava do governo sem atividade laboral, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), pelo menos é o que está proposto pelo Ministério Público de Contas (MPC), deve obrigar o órgão a instalar em suas dependências o ponto eletrônico. A coordenadoria não tinha qualquer tipo de controle de frequência dos seus funcionários.

Nem Mousinho, que ocupa o cargo de gerente técnico, nem muito menos o coordenador Roberto de Oliveira dos Santos Filho apresentaram a frequência do político. O máximo que apresentaram foram atas de reuniões onde constariam a assinatura do ex-prefeito.

A denúncia foi feita pelo vereador da cidade de Guadalupe Jesse James Lima Miranda.

O relator do caso no TCE é Jackson Nobre Veras.

Em face da ausência de folha de ponto ou ponto eletrônico e não tendo como comprovar a assiduidade ou inassiduidade do servidor, o MPC, por prudência, acabou por recomendar ao plenário da Corte que a coordenadoria comprove em 60 dias a instalação do ponto eletrônico.

Além do que, sugere a aplicação de multa de 1.000 UFRs ao coordenador do órgão.

O caso ainda será apreciado pelo Plenário, que pode seguir ou não a recomendação do MPC.


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