Política

Medida seria uma retaliação · 10/02/2015 - 12h49 | Última atualização em 10/02/2015 - 17h16

Deputado chama W.Dias de 'odioso' na Assembleia e pede: 'Seja homem'

EVALDO GOMES APONTOU o governador como 'rancoroso' ao tomar secretaria do PTC


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O deputado estadual Evaldo Gomes (PTC) fez um pronunciamento inflamado durante a sessão desta terça-feira (10/02) na Assembleia Legislativa, após o governador Wellington Dias (PT) ter retirado a nomeação do partido para a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos, exonerando Luis Mauro.

A medida, segundo Evaldo, foi uma retaliação depois que o governador teria o apontado como traidor por supostamente não ter votado no deputado estadual Fábio Novo (PT) que disputava eleição contra Themístocles Filho (PMDB) no início do mês.

Em seu pronunciamento, o deputado afirmou que foi chamado ao Karnak, "chamado de traidor", e foi vítima de uma "sessão de humilhação" por parte do chefe do executivo estadual, que teria pedido para Luis Mauro assinar uma carta pedindo a renúncia da pasta para supostamente tirar do petista a responsabilidade pela exoneração. "Me acusou de traidor e me pediu para mentir", disse Evaldo.

"Este é um documento que irei anexar na minha trajetória. Quero nele relatar mais um dos lamentáveis episódios da política, o dia em que pude comprovar, como cidadão e como homem público, que o atual governador Wellington Dias, decididamente, não somente queria vencer as eleições nesta Casa, como queria ver este poder de cócoras para ele", disse ao abrir seu pronunciamento.

Evaldo conta que ontem foi chamado ao palácio de Karnak, atendendo um chamado do próprio governador. "Depois de muito arrodeio, ele foi ao ponto que lhe interessa. Disse que contou com meu voto para seu candidato Fábio Novo, por quem tenho apreço, e que pelo fato de que na sua base de apoio, ele tinha certeza que eu não havia votado. Deixei que ele fosse mais adiante. E ele foi. Na sequência ele deferiu sua ira", segue o parlamentar.

Segundo o deputado, W.Dias chegou a afirmar que "era amigo de Themístocles, mas que não agradava como presidente por não confiar no mesmo. Na sequência, caros colegas, caros colegas, em cada palavra o governador mostrava a contrariedade enraizada no seu coração, o ódio e o rancor. Digo, que doeu muito essa derrota do Fábio Novo para Wellington Dias".

Evaldo afirmou que a conversa deixou claro que a Alepi era um desejo do governador. "Queria colocar seu braço poderoso aqui dentro, fazer esta casa ficar de joelhos (...) ele não digeriu a decisão soberana das urnas. Não pense que a conversa parou por aí", diz. Ele segue contando que o apoio do PTC ao governo foi "crete de que ele [W.Dias] queria o bem do Piauí". Como "consequência" o partigo ganhou a indicação para a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos, para o qual foi indicato Luis Mauro.

"Pasmem. O governador me chamou para me promover uma sessão de humilhação, constragimento e tirania. Nunca passei por tanta humilhação de um homem público. Pela certeza de que não voteu no seu candidato ele me comunicou que estava exonerando o Luis Mauro, ele que estava comigo nesta famigerada audiência, ouviu isso da boca do governador e que também foi vítima da humilhação. Não contente me acusou de traidor, infiel, e a tacada final, deu a proposta mais indecorosa Nem parece o governador que conhecid das lutas do povo. Disse: 'Deputado Evaldo, tenho um pedido a lhe fazer. Será possível o Luis Mauro fazer o pedido de exoneração alegando motivos pessoais. será que dá para confiar no governador que tem coragem de fazer tal pedido? Fica o questionamento para o Povo do Piauí", garantiu Evaldo.

"Será que ele terá coragem de apontar o dedo para outros nobres deputados? Tenha coragem de indicar os demais apontados pela sua bola de cristal. Seja homem, faça isso, tenha coragem", disse o parlamentar.