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CGU informa que Operação Flashback da PF é aprofundamento da Operação Boca Livre

Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

Foto: Divulgação_Controladoria Geral da União
_Controladoria Geral da União

DE NOVO?

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que a Operação Flashback, deflagrada nesta terça-feira (27), é oriunda de um aprofundamento de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de um dos alvos da Operação Boca Livre, deflagrada, por sua vez, em 2019, e que investigava práticas criminosas relacionadas à aplicação dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) por parte de órgãos do Governo do Estado do Piauí.

Ao que parece, a situação permanece, apesar da primeira operação. 

Segundo a CGU, “as análises realizadas permitiram identificar que um dos empresários envolvidos naquela operação continuou a atuar no fornecimento de gêneros alimentícios por meio de outra empresa, praticando os mesmos crimes então identificados”.

Levantamentos realizados pelo Tribunal de Contas do Piauí (TCE/PI) apontaram indícios de irregularidades na atuação da empresa em municípios piauienses. 

Em análise a uma contratação específica, a CGU apontou irregularidades graves na licitação, relacionadas ao favorecimento e à atuação em conluio de empresas pertencentes ao grupo investigado, além do sobrepreço na contratação. 

A análise dos dados bancários pela Polícia Federal ainda apontou ocorrência de crimes de oferecimento de vantagem indevida a agente público e de lavagem de dinheiro

O objetivo da operação deflagrada na manhã de hoje é aprofundar investigação acerca de possíveis crimes de fraude à licitação, corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro por parte de empresários e empresas que atuam no fornecimento de gêneros alimentícios junto a municípios piauienses. 

A Operação Flashback consistiu no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, todos em Teresina, além de bloqueio de ativos financeiros dos investigados que somam, aproximadamente, R$ 6 milhões.

O trabalho contou com a participação de cinco auditores da CGU e cerca de 50 policiais federais.

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