Política

Início do Julgamento · 14/10/2019 - 18h09 | Última atualização em 14/10/2019 - 18h18

Caso IDEPI: Engenheiro diz que não enriqueceu com esquema de estradas vicinais no Piauí

Advogado cravou: "ele não anda em carros importados e não tem apartamento de luxo na Zona Leste"


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

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- Engenheiro diz que não era gestor da pasta e que não merece ser responsabilizado pelo que ocorreu no IDEPI em 2014. Ainda, que era um jovem engenheiro e que só assinava os atestes porque era a sua obrigação

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_Imagem (Portal 180graus)
_Imagem (Portal 180graus) 

POR ESSA ÓTICA OS CULPADOS SÃO OS GESTORES

Wescley Raon de Sousa Marques, um dos engenheiros que figura nos autos do Caso IDEPI, suposto esquema de superfaturamento de milhões de dinheiros ocorrido no Governo Zé Filho, em 2014, disse durante o início do julgamento das três primeiras tomadas de contas especiais, apreciadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), que não enriqueceu com recursos extraídos de forma ilícita do erário e que sequer é rico. Não tendo culpa alguma no descalabro que foi aquela administração no IDEPI.

Através de seu advogado de defesa, durante sustentação oral no Plenário da Corte de Contas, pediu que fosse excluído dos autos porque na sua visão, à época era um jovem engenheiro que tinha vindo da iniciativa privada para trabalhar no Instituto de Desenvolvimento do Piauí (IDEPI), mas que o órgão do Estado não tinha estrutura alguma para as medições. 

Também reforçou que como projetista ou fiscal do IDEPI não amealhou riqueza alguma, que mora no Bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina, “não anda em carros importados ou tem apartamentos luxuosos na Zona Leste”, disse o advogado de defesa.

Segundo Delano Câmara, relator do Caso IDEPI no TCE, Wescley Marques teria dito nos autos que "só dava o atestado porque era obrigação dele”. 

QUEBRA DE SIGILO FISCAL E BANCÁRIO

A pedido do Ministério Público Estadual a Justiça decretou a quebra de sigilo fiscal e bancário de vários envolvidos no Caso IDEPI. 

Um dos alvos foi o engenheiro Wesley Raon de Sousa Marques, conforme publicação do próprio portal do Ministério Público Estadual. CONFIRA.

Em 2014, uma medida cautelar expedida pelo conselheiro do TCE, Delano Câmara, em face de denúncias na época, impediu que cerca de R$ 100 milhões fossem distribuídos entre um rol de mais de 10 empreiteiras. 

Parte de outros dinheiros, porém, chegaram a ser pagos sem que as estradas vicinais estivessem feitas, justificando as mais de três dezenas de tomadas de contas especiais e a ampla investigação desencadeada pelo Ministério Público.

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CASO IDEPI

LEIA AS PRIMEIRAS MATÉRIAS SOBRE O INÍCIO DO JULGAMENTO

- Caso IDEPI: engenheiro que teve projeto usado no esquema de estradas vicinais é excluído do processo

- Exclusivo: engenheiro diz que IDEPI se apossou de seu projeto de forma criminosa

- Conselheiro do TCE compara Caso Idepi a um "longa-metragem com a mulher"

- Caso Idepi: Kléber era símbolo de que o Plenário do TCE não é preparado para julgar casos complexos


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