Política

Desvios em estradas vicinais · 04/05/2020 - 16h00 | Última atualização em 04/05/2020 - 16h07

CASO IDEPI: Construplan é a próxima empreiteira a ir a julgamento no Tribunal de Contas

Tomada de Contas Especial está prevista para a pauta virtual da Corte de Contas; construtora é alvo de muitas outras neste caso


Compartilhar Tweet 1



 

Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

___________________

- A partir dessa semana o 180graus informa como foi o julgamento das três primeiras tomadas de contas especiais do Caso IDEPI no TCE, que reúne mais de 30 delas. As publicações trarão detalhes dos bastidores desses julgamentos: a prevalência do voto de ex-políticos em detrimento dos votos técnicos, as condenações impostas mesmo assim, os peixes pequenos decaptados, o grau de intimidade de um dos julgadores para com um dos julgados, a tentativa de desacredenciar os trabalhos do corpo técnico do Tribunal e muito mais, como o valor que o contribuinte deixou de perder em somente três obras suspeitas de estradas vicinais realizadas no apagar das luzes do governo Zé Filho, em pleno ano eleitoral

_________________________

_A sede do Tribunal de Contas do Piauí (Foto: Divulgação)
_A sede do Tribunal de Contas do Piauí (Foto: Divulgação) 

CONTINUANDO...

Uma das tomadas de contas especiais envolvendo a empreiteira Construplan, de Lourival Grangeiro, no âmbito do rumoroso Caso IDEPI, está prevista para ser julgada no próximo dia 7, uma quinta-feira, na pauta virtual do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), que retoma os seus trabalhos através de sessões virtuais. 

Essa tomada de contas, no entanto, é uma das mais simples envolvendo as supostas estradas vicinais construídas pela Construplan, que ganharam notoriedade e status de políticas públicas no apagar das luzes do governo Zé Filho, político que assumiu após o então governador Wilson Martins renunciar para disputar uma cadeira no Senado Federal. 

O caso envolve nomes como os dos ex-diretores Elizeu Aguiar e Francisco Alberto de Brito Monteiro, que estiveram à frente do IDEPI quando do estouro do caso, questionado pela imprensa à época, tendo o Portal Capital Teresina como um dos precursores das informações sobre a ocorrência de eventuais práticas nada republicadas no âmbito do IDEPI. O julgamento dessa semana também envolve engenheiros, além da própria empreiteira e de seu proprietário.

Nessa obra de estrada vicinal em específico, o objeto em questão é “o revestimento primário ligando o município de Hugo Napoleão a São Gonçalo do Piauí. Trecho I: Hugo Napoleão a São Gonçalo do Piauí (23,0 km); Trecho II: Hugo Napoleão– Pov. Luciano  (17,0  km) – Extensão total 40,0 km” (Proc.  Administrativo  Nº  051/2014 - Contrato Nº 089/2014) cujo valor foi de R$ 1.254.273,63”. 

Segundo o Ministério Público de Contas, “constatou-se no Relatório da DFENG (Peça 3), inicialmente, sobrepreço que se materializou em superfaturamento. Considerando que o IDEPI apontou serviços executados no valor de R$ 1.031.090,61 foi constatado sobrepreço no valor de R$ 542.921,74 e posterior superfaturamento no valor de R$ 72.874,75, uma vez que os serviços executados alcançam um montante de apenas R$ 488.168,87 e foram pagos R$ 561.043,62 referente à primeira medição (R$ 561.043,62 - R$ 488.168,87 = R$ 72.874,75). Destacou ainda a DFENG um excesso de valores medidos e atestados no montante de R$ 542.921,74 e de valores pagos o montante de R$ 72.874,754, conforme consta do “Apêndice A” - Planilha comparativa de Serviços  Contratados, Aditados e Executados”.

O Ministério Público de Contas requer uma série de sanções e multas, e pede também para o caso ser enviado ao Ministério Público Estadual.

OUTROS JULGADOS

A partir dessa semana o 180graus informa como foi o julgamento das três primeiras tomadas de contas especiais do Caso IDEPI no TCE, que reúne mais de 30 delas. As publicações trarão detalhes dos bastidores desses julgamentos: a prevalência do voto de ex-políticos em detrimento dos votos técnicos, as condenações impostas mesmo assim, os peixes pequenos decaptados, o grau de intimidade de um dos julgadores para com um dos julgados, a tentativa de desacredenciar os trabalhos do corpo técnico do Tribunal e muito mais, como o valor que o contribuinte deixou de perder em somente três obras suspeitas de estradas vicinais realizadas no apagar das luzes do governo Zé Filho, em pleno ano eleitoral.

 


Comentários