Política

Quase seis anos depois · 21/11/2021 - 19h05 | Última atualização em 21/11/2021 - 19h33

Alvo do Gaeco | Ex-prefeito que "debochou" das instituições tem contas julgadas irregulares pelo TCE

"Esse gestor foi afastado, foi preso, passou seis meses preso. Todos os ilícitos por ele praticados foram confirmados", disse conselheiro substituto


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

_Ex-prefeito Delano Parente (Foto: 180graus.com)
_Ex-prefeito Delano Parente (Foto: 180graus.com) 

O ex-prefeito de Redenção do Gurguéia, Delano Parente, alvo do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPPI) no âmbito da Operação Déspota, teve suas contas de governo e de gestão julgadas irregulares pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), referentes ao exercício de 2015.

As contas do FUNDEB, da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e do Fundo Previdenciário também foram julgadas irregulares.

Em todos os casos houve a aplicação de multa e determinação para comunicação ao Ministério Público Estadual (MPE). 

O julgamento ocorre quase seis anos depois da finalização do exercício, o último do ex-prefeito.

Delano Parente não apresentou defesa.

"DEBOCHOU DE TODAS AS INSTITUIÇÕES"

O conselheiro substituto Alisson Araújo votou por multas mais gravosas ao gestor Delano comparadas com as que constaram do voto da relatora conselheira Waltânia Alavenga, e disse que o ex-gestor debochou das instituições. 

“Com relação ao gestor Delano Parente, eu vou votar pela irregularidade em todas as unidades em que ele esteve à frente. E no caso da multa eu também considero a possibilidade de elevarmos essa multa. Esse gestor foi afastado, foi preso, passou seis meses preso, debochou de todas as instituições. Todos os ilícitos por ele praticados foram confirmados. A multa que vou propor é a multa máxima prevista em nosso regimento, de 10.000 unidades fiscais de referência. É o que me parece mais adequado para o caso específico”, disse.

Como o conselheiro Abelardo Pio Vila Nova e Silva votou com a relatora, a multa ficou bem abaixo disso, 5.300 UFR.

OPERAÇÃO DÉSPOTA

A Operação Déspota, que teve ampla repercussão, foi deflagrada para investigar contratos irregulares com empresas para aluguel de veículos, serviços de engenharia e compras de material de construção, além de serviços de perfuração de poços, iluminação e serviços elétricos, bem como para execução de serviços de engenharia de pavimentação e até serviços de consultoria e assessoria jurídicas, além de outras irregularidades.

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