Política

Nota de Repúdio ao MPF · 22/01/2020 - 12h00 | Última atualização em 22/01/2020 - 12h08

ABRAJI: não cabe ao Ministério Público dizer quem é ou não jornalista no Brasil

"Por duas vezes, o procurador refere-se a Greenwald com o termo jornalista entre aspas"


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

_Jornalista Glenn Greenwald, denunciado pelo MPF, após malabarismo jurídico (Foto: Divulgação)
_Jornalista Glenn Greenwald, denunciado pelo MPF, após malabarismo jurídico (Foto: Divulgação) 

 

ABUSO DE PODER

NO PIAUÍ HÁ PROMOTOR QUE TRABALHA PELA CENSURA

Abaixo trecho da nota da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI)  envolvendo a distorcida denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista Glenn Greenwald, profissional de imprensa que revelou a Vaza Jato. 

No Piauí há promotor que trabalha pela censura, pedindo a cassação do registro profissional de jornalista, como se ele fosse obrigatório para a prática da liberdade de expressão. 

Em outra frente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que a prática de jornalismo não é crime.

Alguns, no entanto, fazem malabarismos jurídicos para tentar criminalizar esse pilar da Democracia. 

Viram piada!

Porque ou são maldosos, ou são ignorantes. Ou talvez as duas coisas.

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TRECHO DE NOTA DA ABRAJI

"A denúncia contra Glenn Greenwald é baseada em uma interpretação distorcida das conversas do jornalista com sua então fonte. Tem como único propósito constranger o profissional, como o texto da denúncia deixa ver: por duas vezes, o procurador refere-se a Greenwald com o termo jornalista entre aspas, como se ele não se qualificasse como tal - e como se coubesse a um membro do MPF definir quem é ou não jornalista. 

É um absurdo que o Ministério Público Federal abuse de suas funções para perseguir um jornalista e, assim, violar o direito dos brasileiros de viver em um país com imprensa livre e capaz de expor desvios de agentes públicos. A Abraji repudia a denúncia e apela à Justiça Federal para que a rejeite, em respeito não apenas à Constituição, mas à lógica. 

Diretoria da Abraji, 21 de janeiro de 2020".


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