Política

Liberdade de Expressão · 15/02/2020 - 15h28 | Última atualização em 15/02/2020 - 17h10

Abraji condena detenção de jornalistas da Revista Veja pela Polícia da Bahia

"Cada vez que agentes policiais intimidam jornalistas, a liberdade de imprensa é ameaçada e a democracia brasileira, enfraquecida"


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

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- VEJA PUBLICOU: "(...) os policiais, de armas em punho, determinaram que os dois saíssem do carro, levantassem as mãos, abrissem as pernas para serem revistados. “Como é que vocês descobriram esse endereço?”, indagou várias vezes um dos soldados".

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A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenou a ação da Polícia da Bahia que deteve dois jornalistas da revista Veja durante a manhã dessa sexta-feira (14).

O repórter Hugo Marques e o repórter fotográfico Cristiano Mariz estavam empenhados na busca de informações sobre a morte do homem apontado como miliciano, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, que teria envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, além de outros crimes de encomenda.

"Cada vez que agentes policiais intimidam jornalistas, a liberdade de imprensa é ameaçada e a democracia brasileira, enfraquecida. A Abraji exige que o Governo do Estado da Bahia identifique e puna os responsáveis pelo ato e promova revisões nos procedimentos dos agentes policiais", traz a nota da Abraji.

_Capa da Revista Veja sobre o caso
_Capa da Revista Veja sobre a morte do suposto miliciano

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Confira a nota na íntegra:__________

Abraji condena detenção de jornalistas pela Polícia da Bahia

A Abraji condena a ação da polícia da Bahia que deteve dois jornalistas da revista Veja, na manhã desta sexta-feira (14.02.2020), no município de Pojuca, na Região Metropolitana de Salvador. Os repórteres realizavam apuração para reportagem sobre a morte do ex-capitão Adriano da Nóbrega, morto no dia 09.fev.2020.

O repórter Hugo Marques e o repórter fotográfico Cristiano Mariz tentavam localizar o fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, quando foram abordados por policiais militares, revistados e encaminhados para a delegacia regional, mesmo após exibirem suas credenciais de imprensa. Eles ainda tiveram o gravador apreendido. O aparelho só foi devolvido após os profissionais serem ouvidos pela Polícia Civil. 

Segundo afirma a Veja em nota, o fazendeiro é testemunha-chave para esclarecer as circunstâncias da morte de Adriano da Nóbrega, pois teria dado abrigo ao ex-capitão no município de Esplanada e foi uma das últimas pessoas a vê-lo com vida.

Os profissionais só foram liberados da delegacia depois de 20 minutos. Cada vez que agentes policiais intimidam jornalistas, a liberdade de imprensa é ameaçada e a democracia brasileira, enfraquecida. A Abraji exige que o Governo do Estado da Bahia identifique e puna os responsáveis pelo ato e promova revisões nos procedimentos dos agentes policiais.

A Secretaria de Comunicação Social do Estado da Bahia informou, por nota, que a ação da Polícia Militar envolvendo os repórteres da revista Veja não teve a intenção de impedir o livre exercício da profissão jornalística.  E que “a defesa incansável da liberdade de imprensa é prerrogativa inviolável e nossa prática diária”.

Diretoria da Abraji, 14 de fevereiro de 2020.

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VEJA MATÉRIA NA REVISTA VEJA:

- Jornalistas de VEJA são detidos pela Polícia da Bahia


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