Segue internada em estado grave -

Menina de 3 anos baleada por PRF apresenta piora no seu quadro

A criança de 3 anos, vítima de um disparo durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano de Seropédica, permanece em estado grave, mantida em ventilação mecânica, na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com informações do O Dia.

Foto: Reprodução

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Saúde da cidade nesta quarta-feira (13), o estado de saúde da paciente deteriorou-se, passando de hemodinâmico para hemodinamicamente instável.

A criança chegou ao hospital com ferimentos perfurantes no couro cabeludo e na região cervical. Ela foi prontamente avaliada por uma equipe composta por cirurgiões pediátricos, neurocirurgiões e pediatras, e posteriormente submetida a uma intervenção cirúrgica.

H. S. dos S. foi atingida por disparos de arma de fogo quando viajava com sua família pelo Arco Metropolitano. Os disparos foram efetuados por agentes da Polícia Rodoviária Federal que estavam em perseguição ao veículo da família. O pai da criança relatou que, por volta das 20h, enquanto retornavam da casa dos avós em Itaguaí, na Região Metropolitana, se depararam com uma viatura parada em um cruzamento na entrada de Seropédica. William Silva afirmou que não houve uma ordem de parada, mas os agentes começaram a seguir e a se aproximar demasiadamente do veículo da família. Diante dessa situação, ele decidiu sinalizar que iria parar o carro, e quando já estava no acostamento, quase parando, o veículo foi alvo de mais de quatro disparos.

No dia seguinte, o agente responsável pelos disparos prestou depoimento ao Ministério Público, alegando que agiu devido a sons de tiros que teriam vindo na direção do veículo. Ele relatou ter iniciado uma perseguição juntamente com outros dois colegas após suspeitarem que o veículo em questão era roubado. O agente admitiu ter realizado três disparos com um fuzil calibre 556 em direção ao carro onde a criança estava com sua família.

Quanto à acusação de que o carro seria roubado, o pai da menina esclareceu que adquiriu o veículo há dois meses e que os documentos ainda estão em nome do antigo proprietário. Ele alegou que durante a negociação, o vendedor apresentou o recibo de compra e venda do veículo (CRV) e demonstrou uma consulta à placa do veículo no sistema do Detran.

Fonte: O Dia

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