Local funcionava como parque -

Dono de chácara onde 3 morreram eletrocutados revela que não tinha noção do risco

Nesta terça-feira (06/02), a polícia ouviu o depoimento do proprietário da chácara onde três pessoas foram eletrocutadas dentro de uma piscina, na região metropolitana de Curitiba (PR). Apesar de operar como um parque aquático, o local não possuía alvará. Com informações do SBT News.

Foto: Reprodução/sbt news

O proprietário da chácara compareceu ao depoimento acompanhado de sua família e advogado. Ele afirmou não ter previsto que a fiação elétrica pudesse se romper sobre a piscina após ser atingida por um galho de árvore durante uma ventania.

"Se soubéssemos do risco que esse fio poderia causar, jamais teríamos exposto minha família e eu mesmo àquele ambiente", declarou Elmon Cavassin, proprietário da chácara.

O advogado Leandro Grudina assegurou que Elmon está prestando apoio às famílias das vítimas e que o poste e a fiação elétrica não estão sob sua responsabilidade.

A Companhia Paranaense de Energia, concessionária que atua na região da chácara, afirmou não ter controle sobre o local.

A polícia aguarda o resultado da perícia para determinar se houve falha humana na manutenção elétrica na chácara. Segundo as investigações, a mesma fiação já havia se rompido anteriormente. "O laudo pericial será crucial para esclarecer até que ponto isso contribuiu para o novo rompimento", afirmou o delegado Gabriel Fontana.

Roseli da Silva Santos, de 40 anos, e seus filhos Emily Raiane de Lara, de 23 anos (grávida), e Agner Cauã Coutinho dos Santos, de 17 anos, faleceram eletrocutados no último domingo (3). Nove pessoas feridas permanecem hospitalizadas na região.

A chácara, alugada para um grupo de aproximadamente trinta pessoas, não possuía alvará de funcionamento como parque aquático. Seu registro na junta comercial era para atividade de limpeza.

"Os proprietários buscaram um contador para realizar o registro. Por não possuírem conhecimento técnico, solicitaram o serviço e receberam o registro completo, indicando que estavam aptos para a atividade", explicou o advogado do proprietário da chácara.

Em comunicado, a prefeitura de Rio Branco do Sul declarou que a chácara não era fiscalizada porque os proprietários, ao registrarem o CNPJ, não declararam corretamente a atividade realizada.

Fonte: SBT News

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