Política de alianças · 14/11/2017 - 10h34

Lula e Wellington vão compor com golpistas e os governos petistas continuarão refém do legislativo


Compartilhar Tweet 1



Eles já têm feito algumas manifestações neste sentido.

Encerrando a caravana de Minas Gerais, Lula disse que “perdoava” os golpistas e no Congresso Nacional do PT, em junho deste ano, Lula já declarava que de nada adiantaria ser eleito sem uma base de apoio para governar. Com Vicentinho (ex-presidente da CUT) e João Pedro Stedelli (MST) presentes, ele cobrou:

-“Sou presidente, aí venho ao Congresso, procuro quantos deputados têm os trabalhadores Vicentinho, e vejo dois ou três deputados eleitos. Em compensação, vejo 100 deputados eleitos pelos empresários. Procuro os representantes dos trabalhadores rurais Stedelli, e vejo um ou dois, em compensação a bancada ruralista tem uns 200 deputados.”

Aqui no Piauí, Wellington Dias transitou do governo Dilma Rousseff para o do usurpador Michel Temer sem abdicar do apoio do atual Progressistas e, os bastidores da política indicam uma vaga de vice para Temístocles Filho, o eterno presidente da Assembleia Legislativa do Piauí e integrante de primeira hora do PMDB golpista de Michel Temer, na possível eleição de Wellington Dias, ano que vem.

Lula diz que até ganha a eleição numa aliança no campo da esquerda. Ganha, mas não governa. Que a aliança que é feita é para se ter governabilidade pós eleição. E que o bom seria uma bancada de esquerda. Wellington Dias repete aqui, o mantra do líder petista nacional.

Lula e Wellington Dias estão corretos.

Mas o que eles e o PT tem feito para que as bancadas legislativas aumentem?

Foi assim “ene” eleições passadas. E esta se repetindo o mesmo agora. Toda a estratégia (todo o esforço) do PT é para a eleição do executivo. E o próprio PT em nome de ganhar o executivo entrega o legislativo para aqueles que posteriormente vão chantagear o PT, vão golpear o PT.

O PT não pode se abster da luta pelos executivos, mas não pode abandonar os legislativos como faz a cada eleição.

Vamos ver o caso da eleição para deputado estadual do Piauí ano que vem.

Os petistas querem uma chapa pura. Mas os partidos que se propõe a apoiar a reeleição de Wellington Dias colocam como primeira condição para o apoio ao executivo a aliança da chapa proporcional. Wellington Dias e o PT aceitam e lá vem mais um mandato do chefe do executivo refém da bancada de deputados estaduais eleitos. Esse é o possível desenho de 2018, mas assim aconteceu também em todas as eleições passadas, em disputas para a prefeitura de Teresina, para o governo do Estado e para a presidência da República.

Nesta marcha, o PT caminha para assumir mais mandatos executivos e, de novo, ficar na mão de deputados venais que pouco se lixam para programa de governo e, vez por outra, golpeiam, dando a isso o nome de impeachment.

Comentários