Eles voltaram · 23/10/2018 - 06h57 | Última atualização em 23/10/2018 - 09h30

Eles estão no Supremo, disputam a presidência, eles estão de volta: Brasil uma 'democracia' militar


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O filho de Bolsonaro disse que um soldado e um cabo fechavam o STF, mas... que fazem lá os generais?

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, nomeou para seu assessor o militar da reserva Fernando de Azevedo e Silva – uma indicação do general Villas Boas que é Comandante do Exército Brasileiro.

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Federal Eleitoral (aquela que disse que as instituições estão funcionando normalmente) dá uma coletiva no TSE tutelada pelo general Etchegoyen. Sérgio Westphalen Etchegoyen é um general do Exército Brasileiro e atual Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil. É neto do general Alcides Etchegoyen, membro do Clube Militar que atuou no Estado Novo contra Getúlio Vargas.

Em 1964 foi também mais ou menos assim. O movimento contra João Goulart foi organizado por civis (pessoas físicas e jurídicas), os militares apenas davam apoio. Senhoras católicas fizeram pregações cristãs, o proeminente político Carlos Lacerda bradava calorosos discursos, os empresários se cotizavam e bancavam o movimento, todos se encontraram na famosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

Veio 31 de março, Jango foi declarado ausente do Brasil apesar de estar em terras brasileiras, o STF se calou e quem assumiu a presidência da República foi um General – o cearense Castelo Branco. Daí em diante, todos sabem do ocorrido.

Agora, para a presidência da República temos dois militares aposentados, o capitão Jair Bolsonaro – candidato a presidente, e o general Hamilton Mourão – candidato a vice.

Daqui a uma semana a história pode voltar a se repetir com um aspecto diferente, agora homologada pelo voto popular.

Ameaças, agressões, mortes JÁ estão acontecendo antes mesmo de Bolsonaro ser ungido pelas urnas – imagina quando!

Seu filho já decretou: basta um soldado e um cabo para fechar o Supremo. Mas um Supremo tutelado por generais precisa ser fechado?

O capitão - concomitantemente ao filho aventar fechar o Supremo - ameaçou a oposição, ou saem do país ou serão todos presos.

Domingo o povo brasileiro pode optar por duas alternativas: continuar na construção da sua tenra democracia ou dar legitimidade popular a uma nova ditadura no Brasil.

Os militares já estão aí!


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