Eleições 2018 · 02/10/2018 - 11h10 | Última atualização em 02/10/2018 - 11h33

Bancada de deputados federais do Piauí tem histórico de votar contra os interesses do povo


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A bancada federal do Piauí é composta por 10 deputados.

Em 2014 foram eleitos Rejane Dias (PT), Átila Lira (PSB), Iracema Portela (PP), Marcelo Castro (PMDB), Julio Cesar (PSD), Assis Carvalho (PT), Rodrigo Martins (PSB), Heráclito Fortes(PSB), Paes Landim (PTB), Fábio Abreu (PTB).

Com os secretários nomeados pelo governador Wellington Dias, na prática, exerceram o mandato, Mainha Filho (SD) e Silas Freire (PR).

A perspectiva que se tem é de uma pequena renovação nestes nomes. E sabe o que isso significa?

Que os deputados do Piauí, em sua maioria, vão continuar votando contra o povo. Assim foi, e se domingo, a bancada não for renovada, assim continuará sendo.

Na época da eleição, todo mundo é bonzinho, dançam forró, comem pastel em feira, seguram menino catarrento no braço. Passada a eleição vão a Brasília defender as mais espúrias posições que atende a uma casta.

Em 2016, o Brasil sofreu um golpe, mas não vou me referir ao comportamento da bancada naquela votação. Pesquisei outros momentos da Câmara Federal e o posicionamento da bancada do Piauí nestas votações. É impressionante o distanciamento do voto dos deputados para o interesses gerais do povo pobre do Piauí. Vejamos:

Nos governos Lula, foi descoberta a camada de pré-sal e a indicação de que a Petrobras tinha as condições de explorar aquele petróleo e que seus  royalties  seriam para aplicar na educação do povo brasileiro. Foi esta enorme reserva de petróleo uma das razões do golpe/2016 e, Temer, assumira um compromisso para poder assumir a presidência: entregar a exploração do pré-sal à multinacionais. Pois bem, em outubro de 2016, a Câmara Federal entrega a riqueza brasileira aos estrangeiros. Dos deputados do Piauí quem seguiu a orientação lesa-pátria? Os deputados Marcelo Castro, Mainha Filho, Atila Lira, Heráclito Fortes, Rodrigo Martins, Júlio Cesar e Paes Landim. Iracema Portela esteve ausente do plenário e Assis Carvalho e Silas Freire foram os únicos que defenderam os interesses do Brasil e do povo pobre.

 

Em outubro de 2016, a Câmara aprova a PEC do Teto dos Gastos Públicos. Era mais um compromisso do usurpador Michel Temer com a elite que o colocou na presidência da República: limitar os investimentos federais em saúde, educação, segurança, infra-estrutura, enfim, naquilo que interessa à vida dos brasileiros mais pobres. E os deputados do Piauí, como votaram? A favor do congelamento dos investimentos votaram Atila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portela, Julio Cesar, Mainha Filho, Marcelo Castro, Paes Landim e Rodrigo Martins. Só o deputado Assis Carvalho votou contra. O deputado Silas Freire se absteve. Hoje, quando você vê alguns deles falando em investimentos públicos, perceba a hipocrisia. Na oportunidade que tiveram votaram contra a saúde, a educação e a segurança.

 

Em março de 2017 a Câmara Federal se reúne e aprova o Projeto de Lei que autoriza o trabalho terceirizado de forma irrestrita. Essa medida precariza as relações do trabalho, permite a alta rotatividade no emprego e, agora, vai terminar com os poucos e precários serviços públicos que a população pobre ainda tinha a seu dispor. É uma medida que proporciona o desemprego. E como votou a bancada do Piauí? A favor da terceirização votaram Atila Lira, Iracema Portela, Julio Cesar, Mainha Filho, Paes Landim, Rodrigo Martins e Silas Freire.  Novamente o deputado Assis Carvalho votou contra. Na ocasião dois deputados se ausentaram: Marcelo Castro e Heráclito Fortes.

 

Em abril de 2017, a Câmara votou a famigerada Reforma Trabalhista. Com ela, o trabalhador dá adeus à Consolidação das Leis do Trabalho, dá adeus à Carteira de Trabalho e aos direitos trabalhistas até então obtidos às duras penas. A bancada do Piauí em peso votou pela reforma trabalhista com a honrosa  exceção do deputado Assis Carvalho que registrou seu voto contrario.

 

Em 2017, o presidente usurpador Michel Temer sofria diversas denúncias e um processo para investigá-lo poderia ser aberto da Câmara Federal. Nesta questão, a bancada do Piauí dividiu-se. Em outubro, a favor de investigar Temer votaram Assis Carvalho, Fabio Abreu, Rodrigo Martins e Silas Freire. A favor de Temer votaram Atila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portela, Paes Landim e Júlio Cesar. O deputado Marcelo Castro esteve ausente do plenário.

 

Eleitor, domingo ao votar pense no comportamento destes que se proclamaram “representantes” do povo do Piauí mas que em Brasilia, insistentemente, votaram contra os interesses da maioria dos piauienses. 

Registre-se o exemplar comportamento nas votações do deputado Assis Carvalho, seguido, em algumas ocasiões pelo deputado Silas Freire


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