Petistas votam em Jesus · 20/08/2018 - 21h37 | Última atualização em 20/08/2018 - 23h43

Manifesto de militantes petistas e do movimento social em apoio à candidatura de Jesus as Senado


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O Partido dos Trabalhadores (Piaui), pela primeira vez em sua trajetória política, deixa de apresentar candidatos ao Senado, ocasião em que precisamos renovar a nossa bancada no Congresso Nacional, já que o governo do PT tem grande índice de aprovação popular. Isto se dá sem uma consulta e debate nas bases do partido e se não bastasse ainda faz uma coligação proporcional com os partidos dos candidatos que votaram no Golpe, com a justificativa de que é necessário apresentar uma chapa forte e garantir a perspectiva de continuidade do poder, na troca do apoio aos partidos golpistas.

Esta posição contraria a todos nós, petistas autênticos, que sempre tivemos a nossas disposições estas candidaturas. Da mesma forma que contraria aos eleitores petistas que acompanharam a maldade desses partidos contra o PT, no desfecho do golpe, cassando ilegalmente nossa presidenta eleita democraticamente..

É uma posição muito contraditória, principalmente nesse momento em que temos nosso ex-presidente encarcerado, como parte de um golpe de estado, tramado por esses partidos em conjunto com a mídia e parte do judiciário brasileiro.

Diante deste fato, nestas eleições, nós os petistas autênticos, reunidos na tendência militância socialistas (MS), trabalharemos pela eleição ao senado, do companheiro Jesus Rodrigues do PSOL, por entender que o mesmo nos representa, na defesa das bandeiras de lutas dos movimentos sociais e sindicais, do campo e da cidade e além do mais guarda notável coerência com nosso projeto político de transformação da sociedade.

Por outro lado, acreditamos que se faz necessário eleger um grande numero de
senadores comprometidos com um Projeto Democrático e Popular, que possam fazer a defesa intransigente de nosso presidente a ser eleito em outubro próximo, evitando as investidas conservadoras dos grupos econômicos fascistas que estarão também no congresso nacional.

Teresina,15 de agosto de 2018(Dia de luta pelo registro da candidatura Lula)

MILITANCIASOCIALISTA

Tendência interna do Partido dos Trabalhadores-PT

 

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Professor de literatura no Ensino Médio, escritor – cronista e contista –, editor, produtor e agitador cultural, Wellington Soares agora integra um time que conta com ninguém mais, ninguém menos do que Chico Buarque de Hollanda, Augusto de Campos, Raduan Nassar e Chico César. É o único piauiense a participar da antologia Lula Livre/Lula Livro, lançada em julho deste ano na Flip (Feira Literária Internacional de Paraty/RJ), que reúne 86 escritores e cartunistas brasileiros de todas as regiões do País. 

O livro também conta com outros autores de peso nacional, como Alice Ruiz, Frei Betto, Xico Sá, Aldir Blanc, Laerte e Eric Nepomuceno, entre outros nomes importantes da cultura brasileira. Com o título Textinho do contra, incluído no projeto Lula Livre/Lula Livro, Wellington Soares fala, por exemplo, “nestes tempos sombrios, quando bichos escrotos, de espécies e colorações variadas, ameaçam nosso futuro, pondo em cela, como se possível, não um homem de carne e osso”, utilizando-se de um jogo de paráfrases no qual dialoga com textos de Mário Quintana, Cecília Meireles, Guimarães Rosa e a banda Titãs.

E completa: “mas um punhado de ideias, de cunho solidário e democrático, hoje referência universal”, sobre o absurdo da prisão arbitrária do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, trancafiado numa cela da Polícia Federal no Paraná. Esse trabalho do professor piauiense se soma a uma série de conquistas acumuladas ao longo de anos dedicados ao magistério e à cultura do estado. 

Um dos editores da revista cultural Revestrés e do jornal Balada News, Wellington Soares compartilhou a criação do Salão do Livro do Piauí (Salipi), permanecendo por 10 anos à frente do importante evento literário. Em 1991, publicou seu primeiro livro: Linguagem dos sentidos, reunião de narrativas curtas e densas. Engrossando a obra, depois vieram mais três títulos: Maçã profanada (2003/Conto), Por um triz (2007/Crônica) e Um Beijo na bunda (2011/Crônica). 

Depois, o escritor lançou outras três publicações: O dia em que quase namorei a Xuxa (2013/Crônica), Cu é lindo & outras histórias (2016/Crônica e conto), seu livro mais polêmico, e Desenredo (2018/conto). Destaca-se como um dos principais nomes da nova geração de escritores piauienses. Por isso, ele se credenciou para participar da coletânea Lula Livre/Lula Livro, livro-manifesto que agrega, em 184 páginas, contos, poemas, crônicas e cartuns, pela liberdade do ex-presidente e defesa de nossa democracia ameaçada.

Segundo ele, o chamamento partiu do escritor pernambucano Marcelino Freire, um dos idealizadores do projeto, tendo aceito na hora, apesar do tempo exíguo para entregar o conto de 20 linhas. “Foi uma honra receber o convite para fazer parte dessa rebeldia literária, estar junto de artistas que sempre admirei e defender a libertação imediata do Lula”, sintetizou Wellington Soares.

Para os idealizadores do projeto, Marcelino Freire e Ademir Assunção, a coletânea expressa o inconformismo dos autores “que consideram a prisão de Lula uma aberração jurídico-político-midiática, com o objetivo maior de tirá-lo das eleições presidenciais de 2018, cujas pesquisas o colocam em primeiro lugar nas intenções de voto”.

 Tanto o livro quanto seus lançamentos, que devem ocorrer em várias capitais do Brasil, incluindo Teresina, objetivam “criar mais um fato de repercussão, a partir da tomada de posição dos escritores, poetas e cartunistas, para engrossar os movimentos nacionais e internacionais contra a farsa da prisão – e o golpe antidemocrático”, da exclusão de Lula do processo eleitoral. Em São Paulo, o lançamento aconteceu nesta segunda-feira 13, no histórico Teatro Oficina, ao qual compareceram vários autores e artistas.

Trata-se, portanto, de material indispensável à compreensão do atual momento histórico, caracterizado pelo retrocesso político, cultural, econômico, social e mental, verificado no Brasil, que teve início com o impeachment em 2016, sem crime de responsabilidade, da presidenta Dilma Rousseff, culminando com a prisão sem provas do ex-presidente em abril deste ano.

Enquanto Lula Livre / Lula Livro não chega às livrarias, nem tem data pra ser lançado em nossa capital, nada melhor que conferir, na íntegra, o Textinho do contra, do escritor piauiense Wellington Soares.

 

                Todos que estão aí, prestem muita atenção, atravancando seu caminho, ontem e hoje e amanhã, vocês passarão, duro escutar isso, enquanto ele, canalhas duma figa, quem diria, continuará eterno passarinho, livre e solto, como nunca, uma palavra que o sonho humano alimenta, escutem bem, mas que não há ninguém que explique, aqui nem acolá, e ninguém que não entenda, pois sentimento nascido dentro da gente, visceral, que nos leva a atravessar, acreditem ou não, veredas infinitas de tempos e espaços, desde que, importantíssimo frisar, tenhamos garra, vez que a vida exige de nós, todo santo dia, sobretudo dele, coragem redobrada, ainda mais nestes tempos sombrios, quando bichos escrotos, de espécies e colorações variadas, ameaçam nosso futuro, pondo em cela, como se possível, não um homem de carne e osso, mas um punhado de ideias, de cunho solidário e democrático, hoje referência universal, o tiro saindo pela culatra, senhores e senhoras, ele recobrando, em bendita hora, a sábia lição deixada por dona Lindu, sua idolatrada salve, salve, mãezinha: “tem que teimar, filho”, outra coisa não tendo feito o cara, desde 1952, ao fugir da seca do agreste pernambucano, em riba de um pau de arara, a fim de laçar seu destino – sempre incerto e sofrido – com a própria mão.   

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Justiça seletiva · 16/08/2018 - 11h58 | Última atualização em 16/08/2018 - 17h16

STF condena Heráclito Fortes, mas autoriza sua candidatura ficha suja


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Fonte: Brasil 247 

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação do deputado federal Heráclito Fortes (DEM-PI) por promoção pessoal, ao usar o slogan “Unidos seremos mais fortes” em todas as propagandas da Prefeitura de Teresina, quando ele foi prefeito da cidade, entre 1989 e 1992. Além de promoção pessoal, o congressista também foi condenado por ato lesivo à moralidade administrativa, ao patrimônio público e a ressarcir os cofres públicos pelos gastos publicitários usados na promoção de seu nome com dinheiro do contribuinte. Mesmo condenado, a Suprema Corte deu ao político piauiense o direito de concorrer a uma vaga para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2018, deixando claro que a Lei da Ficha Limpa é seletiva.

A ação, que já se estende por 25 anos, foi se prolongando com a aplicação de diversos recursos. A primeira condenação de Heráclito foi em 19 de novembro de 1993, quando o então juiz da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, Raimundo Alencar, afirmou que o gestor nada fez para demonstrar o contrário (promoção pessoal).

“E jamais conseguiria, pois, em qualquer lugar onde fosse possível neste município afixar-se uma propaganda da Prefeitura de Teresina, ali estavam, também o símbolo (uma corrente em forme de H, a letra inicial de Heráclito) e o slogan (‘Unidos seremos mais fortes’) que o ex-prefeito utilizou em sua campanha para eleger-se ao cargo”.

Segundo Alencar, Heráclito Fortes valeu-se do cargo, usando recursos públicos, “para se promover pessoalmente”. Assim, o então prefeito praticou ato contrário à legalidade e à moralidade administrativa, e lesivo ao patrimônio público.

O juiz lembrou ainda que, além de não fazer nada para demonstrar o contrário, Heráclito deixou patenteado que elas (os símbolos das correntes) fossem impressas nos mais variados bens de propriedade da Prefeitura, como veículos, depósitos de lixo, paradas de ônibus e até no fardamento cedidos aos garis. “Nenhum teresinense, mesmo os menos avisados, em vendo o símbolo em forma de H e em lendo ou ouvindo o slogan ‘Unidos seremos mais fortes’, deixaria de associá-los à pessoa do então administrador da cidade”, finaliza a sentença de Alencar.

Insatisfeito com a sentença, Heráclito Fortes recorreu ao Tribunal de Justiça. Porém, no dia 21 de outubro de 1996, a 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Piauí manteve a decisão de primeira instância. O relator do caso, então desembargador João Batista Machado, acrescentou: “Caracteriza-se promoção pessoal, do chefe do executivo municipal, a utilização de nome ou indicativo pessoal, por através da mídia e gastos colossais de dinheiro público, o simples fato de cumprir obrigações administrativas”.

Heráclito Fortes mais uma vez recorreu, desta vez à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. Em 17 de novembro de 2009, portanto 13 anos depois da segunda condenação, o processo chegou ao STF, mas na hora da votação, o ministro Cézar Peluso pediu vistas. No ano seguinte, em 2010, já sob os efeitos da lei da ficha limpa (lei complementar 135), que proíbe a candidatura de agentes públicos condenados por órgãos colegiados), Heráclito Fortes, então senador da República e ameaçado de ser candidato, pede o efeito suspensivo da decisão no STF. O pedido é acatado pela corte, em decisão relatada pelo ministro Gilmar Mendes, em 30 de junho de 2010.

Finalmente, em 20 de março de 2012, o ministro Cezar Peluso dá seu voto, negando o recurso extraordinário. Heráclito Fortes entra com embargos de declaração até que, em 04 de novembro de 2014, a Segunda Turma nega o recurso, mantendo a condenação do hoje deputado federal e devolvendo o processo para a Vara dos Feitos da Fazenda, em Teresina, para execução da sentença.

 

Atualizada as 17:14 

"Sobre matéria do site 247 “STF condena Heráclito Fortes, mas autoriza sua candidatura ficha suja”, reproduzida por este portal na coluna do sr. Oscar de Barros, a assessoria do deputado Heráclito Fortes (DEM) esclarece que não existe nenhum fato novo e, muito menos, nenhuma condenação que acarrete qualquer tipo de inelegibilidade ou prejuízo à candidatura do deputado Heráclito Fortes.

Esse assunto já foi objeto de discussão juridico-política também nas eleições de 2010 e de 2014, ou seja, é um fato ultrapassado, vencido, transitado em julgado há anos e que vem à tona apenas para confundir a opinião pública. É matéria requentada e que em nada compromete a candidatura de Heráclito Fortes".

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Lula candidato · 15/08/2018 - 23h28 | Última atualização em 16/08/2018 - 08h46

A íntegra da carta de Lula, lida após o registro da candidatura: "não quero favor, quero Justiça"


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Na íntegra, a carta do ex-presidente Lula lida hoje por Fernando Haddad, depois do ato da entrega de seu pedido de registro como candidato à Presidência:

Registrei hoje a minha candidatura à Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história.

A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições.

Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição. Usou de uma “fake News” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá.

Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de que sou o proprietário daquele imóvel. Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manter na prisão.

Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal.

Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República?

Sou vítima de uma caçada judicial que já está registrada na história.

Tenho certeza de que se a Constituição Federal e as leis desse país ainda tiverem algum valor serei absolvido pelas Cortes Superiores.

A expectativa de que os recursos apresentados pelos meus advogados resultem na minha absolvição no STJ ou no STF é o que basta, segundo a legislação brasileira, para afastar qualquer impedimento para que eu possa concorrer.

Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que os direitos que vem sendo reconhecidos pelos tribunais em favor de centenas de outros candidatos há anos também sejam reconhecidos para mim. Não posso admitir casuísmo e o juízo de exceção.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU já emitiu uma decisão que impede o Estado brasileiro de causar danos irreversíveis aos meus direitos políticos – o que reforça a impossibilidade de impedirem que eu dispute as eleições de 2018.

Quero que o povo brasileiro possa decidir se me dará a oportunidade de, junto com ele, consertar este país.

A partir de amanhã, vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa.

Cada um de vocês terá que ser Lula fazendo campanha pelo Brasil, lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o povo trabalhador teve mais emprego, maiores salários e melhores condições de vida.

Que um nordestino que mora no Sul podia visitar sua família de avião e não somente de ônibus.

Que um pobre, um negro, ou um índio podia ingressar na universidade.

Que o pobre podia ter casa própria e comer três vezes ao dia.

Que a luz elétrica era acessível a todos.

Que o salário mínimo foi aumentado sem causar inflação.

Que foi posto em prática aquele que a ONU considerou o melhor programa de transferência de renda do mundo, beneficiando 14 milhões de famílias e tirando o Brasil do mapa da fome.

Que foram criadas novas universidades e novos cursos técnicos.

Para recuperar o direito de fazer tudo isso e muito mais é que sou candidato a Presidente da República.

Vamos dialogar com aqueles que viram que o Brasil saiu do rumo, estão sem esperança mas sabem que o país precisa resolver o seu destino nas urnas, não em golpes ou no tapetão.

Lembrar que com democracia, com nosso trabalho, o Brasil vai voltar a ser feliz.

Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz. Vamos retomar a esperança, a soberania e a alegria desse nosso grande país.

Companheiras e companheiros, o Moro tinha até hoje para mostrar uma prova contra mim. Não apresentou nenhuma! Fato indeterminado não é prova! Por isso sou candidato.

Repito: com meu nome aprovado na convenção, a Lei Eleitoral garante que só não serei candidato se eu morrer, renunciar ou for arrancado pelo Justiça Eleitoral. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pelo meu registro até o final.

Não quero favor, quero Justiça. Não troco minha dignidade por minha liberdade.

Um forte abraço,

Lula

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A senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), são os vencedores do Prêmio Congresso em Foco. Os dois são advogados, lideram seus partidos e estão entre os mais jovens no Senado e na Câmara. O anúncio do nome deles foi o ponto alto da festa de premiação, que reuniu mais de 400 convidados e dezenas de parlamentares, naquele evento que passou a ser chamado por vários premiados de “Oscar da política brasileira”.

Glauber e Simone não foram os únicos agraciados pelo júri. As senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Regina Sousa (PT-PI) e os senadores Armando Monteiro (PTB-PE) e Paulo Paim (PT-RS) também foram classificados pelos jurados entre os melhores do Senado.

O júri

Responsável pelo principal filtro de escolha dos melhores parlamentares, o júri foi formado por cidadãos que, por dever profissional ou de modo voluntário, acompanham regularmente as atividades do Congresso Nacional, gozam de boa reputação, reúnem as necessárias qualificações intelectuais, não trabalham em gabinetes parlamentares nem mantêm vínculos empregatícios com partidos políticos, conforme determina o regulamento.

Integraram o júri este ano a consultora empresarial Anna Paula Losi, o analista político Antônio Augusto de Queiroz, a professora e pesquisadora Marisa Von Bülow, o jornalista Sylvio Costa e o líder ativista Tom Barros.

Os jurados levaram em conta critérios como a assiduidade em sessões deliberativas, a participação nos debates do Parlamento, o desempenho na apresentação de propostas legislativas, a capacidade de articulação política e os compromissos no combate à corrupção e ao desperdício de recursos públicos e na defesa da democracia e do desenvolvimento sustentável.

Criado para valorizar a atividade política e o papel do Legislativo no que eles têm de mais nobre e útil à sociedade, o prêmio combate a imagem de que todos os políticos são iguais. Também procura destacar a necessidade de valorizar os bons exemplos para melhorar a qualidade de um Parlamento tão pródigo em produzir vexames.

Lista dos ganhadores do Prêmio Congresso em Foco 2018

Categoria Melhores Senadores do Ano de 2018

1º Simone Tebet (MDB-MS)
2º Ana Amélia (PP-RS)
3º Regina Sousa (PT-PI)
4º Armando Monteiro (PTB-PE)
5º Paulo Paim (PT-RS)

Perguntas do blogueiro:

Cadê aqueles que acusavam Regina Sousa ?

Cadê aqueles que zombavam dela ter sido quebradeira de coco?

Cadê aqueles que zombavam do seu cabelo?

Cadê aqueles que zombavam do seu vestir?

Cadê aqueles que zombavam do se modo de falar?

Cadê aqueles que a chamavam de  “tia do cafezinho”?

Cadê aqueles que desacreditaram da escolha de Wellington Dias para o cargo de vice-governadora?

Todos boçais.

Regina é considerada a terceira melhor senadora do Brasil e tem apenas meio mandato de senadora. Já pensou essa mulher com oito anos de mandato?

É por isso que adversários e aliados tremeram nas bases quando Regina Sousa foi anunciada e proclamada candidata a vice-governadora do Piauí.

 

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Sábado passado esteve em Teresina, Gleisi Hoffimann, presidenta do PT.

Numa coletiva de imprensa concedida na sede do PT indaguei a ela sobre a Rede Globo de Televisão e o comportamento de partido político que a emissora adota.

Gleisi falou que a Globo já não tem a credibilidade de outrora, que o PT tem várias ações jurídicas contra a emissora e finalizou: “ uma das melhores coisas que temos que fazer com a Globo, além de investir nas mídias alternativas, nas redes sociais é fazer a regulação de mídia quando a gente ganhar a eleição, eles não vão ficar do tamanho que estão”.

Veja a matéria aqui: Gleisi Hoffmann em Teresina: a Rede Globo não vai ficar do tamanho que é quando ganharmos a eleição

Logo em seguida à minha pergunta foi a vez do jornalista Bartolomeu Almeida, da TV Assembléia. Antes da pergunta ele externou à presidenta do PT que tinha medo que esta proposta de regular mídia fosse censura. Gleisi tratou de explicar ao jornalista. O medo do jornalista é comum. Muitos pensam assim. Uns por ingenuidade, desconhecimento e, outros, porque querem ser mais realistas que o Rei, tal qual o global Pedro Bial que chamava o patrão (Roberto Marinho) de “colega” de profissão.

O próprio 180graus, abordou o assunto e fez alusão afirmando que “há muito tempo regimes ditatoriais fazem a 'regulação da mídia', como Cuba, Venezuela e a Coreia do Norte.” Foi um momento Daciolo/Ursal - União das Repúblicas Socialistas da América Latina, mas tudo bem.

Na verdade, regular a mídia é assunto comum em bem mais outros país que esses três citados acima. E mídia regulada, não tem a ver com aspectos ideológicos. Afinal, nos Estados Unidos da América (expressão máxima do capitalismo), Inglaterra (nação mãe do capitalismo), Canadá, França, Espanha e outros mais, a mídia também é regulada, para o bem geral da sociedade.

Para saber sobre o assunto veja aqui: A regulação da mídia no mundo

 

Existem organizações sociais e destaco duas aqui, Intervozes e Forúm Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), mas não só elas, que reivindicam uma comunicação democratizada com regulação de mídia. Essas organizações já até escreveram o que para elas seriam o projeto de mídia regulada. É verdade que Intervozes, FNDC e outras organizações tem gente do PT e de outros partidos de esquerda. Mas há uma outra verdade: não há só esquerdistas e elas não são instituições orgânicas do PT.

O Partido dos Trabalhadores chegou ao poder central do Brasil em 2003. Setores do Partido e da sociedade pediam a regulação da mídia. Mas o PT, no governo, deslumbrou-se. Achou que o simples fato de ser governo, o faria, na cabeça dos magnatas da comunicação, um igual. Errou feio.  O próprio Lula confiou demais em seu poder de encantamento e errou igual ao Partido.

Com o segundo governo e o escândalo do mensalão, Lula entendeu que a questão da comunicação era realmente séria. Convocou a Conferencia Nacional de Comunicação E antes possibilitou um processo para que tivéssemos uma empresa de comunicação pública no Brasil, que até então o país não tinha. Foi criada a TV Brasil.

No fim do segundo governo Lula, aí sim, foi feito um anteprojeto de regulação da mídia, sob a orientação do jornalista Franklin Martins.  A ideia era que o governo Dilma abrisse um processo de discussão na sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação. O próprio Franklim Martins, entregou o anteprojeto pessoalmente à presidenta Dilma, na antevéspera da sua posse. Mas o anteprojeto ficou na gaveta. E o restante da história todos nós sabemos.

Ficam aqui algumas premissas:

- jornalistas não devem ter medo, jornalistas devem debater idéias!

- jornalistas devem se opor a todo tipo de censura oriunda do Estado, mas também não devem aceitar a censura exercida pelos patrões.

- o PT na realidade nunca escreveu um projeto de regulação de mídia. O Partido tem uma dívida muito grande com a sociedade na questão da comunicação..

- é bom lembrar que a radiodifusão (radio e TV) no Brasil é concessão pública. O rádio e a televisão não são propriedade de A ou de B, eles foram concedidos pelo Estado.

- na democratização da comunicação, não é menos voz, não é controle, não é censura; é ,mais voz, mais liberdade para que o povo possa se informar e debater e, em função disso, formar sua opinião.

- O que se quer é o que a Constituição do Brasil já estabelece. Está escrito na Constituição que não pode ter oligopólio, mas tem. Pode deputado ter concessão? Não pode. MAS ELES TÊM!  Está escrito na Constituição que tem que ter equilíbrio no tratamento das questões. Não há equilíbrio.    

 

 

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Gleisi fala dos ataques ao PT · 12/08/2018 - 19h03 | Última atualização em 12/08/2018 - 20h35

Gleisi Hoffmann em Teresina: a Rede Globo não vai ficar do tamanho que é quando ganharmos a eleição


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Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral. Semana passada o PT definiu candidaturas por todo o Brasil. Duas destas candidaturas chamam a atenção. Uma, é a da presidenta cassada Dilma Rousseff, ao senado, por Minas Gerais. A outra, a de Fernando Haddad, alçado ao posto de candidato a vice-presidente do Brasil na chapa encabeçada por Lula.

Pois bem, tal qual já vem acontecendo na últimas eleições, estes dois candidatos do PT tornaram-se, imediatamente, alvo do jornalismo partidário da Rede Globo de Televisão. Dilma e Haddad ganharam preciosos minutos do denuncismo Global, inclusive no Jornal Nacional.

Passando ontem por Teresina, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann concedeu entrevista coletiva na sede do PT. Na oportunidade abordamos a presidenta sobre o assunto. O vídeo vai a seguir e logo após um artigo do jornalista Ricardo Kotscho sobre o mesmo tema.

 

HADDAD E DILMA NA MIRA: LAVA JATO VOLTA COM TUDO CONTRA O PT

Por Ricardo Kotscho    

Como costuma acontecer desde 2014, quando as eleições se aproximam, a força-tarefa da Lava Jato, que andava meio sumida, voltou com tudo nesta sexta-feira _ contra o PT, é claro.

Sem fatos novos, requentaram uma delação de Monica Moura, aquela moça que masca chicletes quando é presa, mulher de João Santana, o ex-marqueteiro do partido.

Não por acaso, os alvos agora são os principais líderes do PT nesta disputa eleitoral: Fernando Haddad, que substitui Lula na campanha presidencial, e Dilma Rousseff, a ex-presidente que lidera a com folga a corrida para o Senado em Minas Gerais e fez Aécio Neves desistir de enfrentá-la.

A nova versão da delação da marqueteira, que acusa diretamente Dilma de negociar valores de caixa dois, fez a festa dos telejornais noturnos que a transformaram na principal manchete do dia.

A tabelinha Lava Jato-mídia sempre é acionada nestas horas em que os candidatos do sistema estão empacados nas pesquisas lideradas pelo PT.

Com Lula, mesmo preso há mais de 100 dias, liderando absoluto a disputa presidencial, podendo ganhar até no primeiro turno, as baterias se voltaram contra Fernando Haddad, oficializado há apenas cinco dias como vice, acusado por Monica Moura de ter recebido dinheiro de propina da Odebrecht para pagar as contas da sua campanha para a prefeitura de São Paulo.

Diante da nova ofensiva, o que o PT pode fazer, se o Judiciário claramente escolheu um lado nestas eleições para evitar que o PT volte ao poder depois do golpe de 2016?

Em nota, a direção do partido e Haddad acusam a Lava Jato de armar espetáculos contra o partido de olho nas eleições às vésperas do registro oficial da candidatura de Lula à Presidência da República, no dia 15. E fica tudo por isso mesmo.

Curioso que a mesma mídia não se pergunte que fim levaram os processos abertos pelos mesmos motivos contra os tucanos Geraldo Alckmin, o candidato do governo Temer e do Centrão, e o ex-presidenciável Aécio Neves, agora candidato a deputado por Minas.

Que fim levaram estes processos todos, com denúncias de contas na Suíça mantidas por Paulo Preto, o homem de Geraldo Alckmin e José Serra na Dersa, denunciado por Dilma já na campanha de 2010, e as gravações de áudio e vídeo de Aécio Neves tomando grana de Joesley Batista?

Alguém sabe a quantas andam as investigações sobre subornos pagos por multinacionais e empreiteiras nas grandes obras do governo paulista comandado pelo PSDB há 24 anos, no chamado Tucanistão?

Não se fala mais naquelas centenas de políticos delatados pela Odebrecht e outras empreiteiras, além de Joesley Batista, todos eles livres, leves e soltos fazendo suas campanhas pela reeleição para manter o foro privilegiado.

Nenhum até hoje foi sequer a julgamento.

Lula é o único candidato julgado, condenado e encarcerado por conta de um tal triplex no Guarujá que não provaram ser dele.

Tudo isso é tratado com a maior naturalidade, como fato consumado, nem se toca mais no assunto.

Se não bastasse esta aberração, agora querem também tirar Haddad e Dilma das eleições de 2018, para que os golpistas possam ganhar as eleições por WO, já que nas urnas perderam quatro eleições presidenciais seguidas e, até agora, não conseguiram emplacar um candidato competitivo.

Já nem disfarçam  mais: tudo é feito à luz do dia, na cara dura, e ainda ficam repetindo que as instituições estão funcionando às mil maravilhas nesta democracia de fancaria, em que a eleição é decidida nos tribunais e não mais nas urnas.

Dá até vergonha.

Vida que segue.

 

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Eleições 2018 · 12/08/2018 - 09h15

Por que o Nordeste é Lula


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Do Portal Fórum, por Ivan Longo, Jornalista

A menos de dois meses para o primeiro turno das eleições de 2018, mais de oito anos após deixar o poder, Lula segue sendo o maior fenômeno político do Brasil. Preso em Curitiba desde abril através de um processo controverso e criticado por juristas de todo o mundo, o presidente que deixou o Planalto com 87% de aprovação popular em 2010 é líder em todas as pesquisas de intenção de voto para o cargo mais alto do Executivo – em todos os cenários – mesmo impedido de participar de atos de pré-campanha, entrevistas ou debates.

Boa parte da força eleitoral de Lula, desde sempre, veio do Nordeste, considerada a região mais pobre do país. A imagem do retirante que veio para São Paulo ainda criança para fugir da fome do agreste pernambucano, onde nasceu, para se tornar líder sindical e o primeiro presidente da República sem diploma universitário, ainda representa muito política e simbolicamente para a população da região.

Nem os anos de desgaste de imagem encampados pela mídia tradicional, nem o ‘mensalão’ e o golpe de 2016 que atingiram em cheio seu partido, nem as denúncias e nem mesmo sua prisão foram capazes de abalar a imagem de Lula entre os nordestinos.

Alguns dados

Para se ter uma ideia, pesquisa recente de intenção de votos do DataPoder mostra que o petista lidera com folga as intenções de voto entre a população dos nove estados do Nordeste, com 56%. Outra pesquisa recente, da CUT/Vox Populi, caminha para o mesmo sentido e mostra Lula com 58% das intenções de voto entre os nordestinos. A nível de comparação, o segundo colocado neste último estudo é Ciro Gomes (PDT), que tem 8%.

O cenário é muito parecido com o da campanha de 2006 que reelegeu Lula à presidência para um mandato que resultou na maior aprovação que um presidente já teve na história do país. Por exemplo, em julho de 2006 uma pesquisa do Instituto Vox Populi apontava o petista com 66% das intenções de voto entre os eleitores de Pernambuco. Estudo do Instituto Datamétrica de junho deste ano, no mesmo estado, mostra Lula com 59% da preferência do eleitorado. Números muito próximos em pesquisas no mesmo estado com mais de 12 anos entre uma e outra. Ou seja, é como se Lula não tivesse sido preso e nem demonizado ao longo de todo esse período pela mídia. É como se nada tivesse acontecido para abalar a imagem do ex-presidente – ao menos no Nordeste.

E não é só nas intenções de voto que Lula segue inabalado entre a população nordestina. Sua popularidade, já confirmada nas pesquisas de intenção de voto, é reforçada nas pesquisas que medem a aprovação. Um estudo do Barômetro Político Estadão/Ipsos de julho do ano passado mostrava Lula com aprovação de 53% do eleitorado nordestino. Em dezembro, quando o petista já havia sido condenado em primeira instância, este número subiu para 73%. Popularidade parecida na região com a do ano em que deixou a presidência, em 2010, que era de 86%. Mais uma vez, parece que nada mudou.

“Nordeste está fechado com o PT”

Em entrevista concedida a blogueiros na última terça-feira (7), Fernando Haddad, vice na chapa de Lula à presidência e virtual cabeça de chapa caso o ex-presidente seja impedido de concorrer, afirmou que “o Nordeste está fechado com o PT”. E ele não está errado.

Além da popularidade de Lula, as últimas pesquisas para governador mostram que os candidatos do PT ou de chapas apoiadas pelo partido do ex-presidente lideram em todos os nove estados nordestinos – muitos com chances de vitória no primeiro turno. Ou seja, Lula terá palanque com os líderes nas pesquisas de todos os estados da região.

Confira na lista abaixo

Alagoas

Pesquisa: Instituto Ibapre

Líder: Renan Filho (MDB), com 51%

Apoiado por Lula/PT

Bahia

Pesquisa: DataPoder

Líder: Rui Costa (PT), com 58%

Apoiado por Lula/PT

Ceará

Pesquisa: IFT

Líder: Camilo Santana (PT), com 71%

Apoiado por Lula/PT

Maranhão

Pesquisa: JP/Exata

Líder: Fávio Dino (PCdoB), com 60%

Apoiado por Lula/PT

Paraíba

Pesquisa: Record/Real Time Big Data

Líder: João Azevedo (PSB), com 24%

Apoiado por Lula/PT

Pernambuco

Pesquisa: Datamétrica

Líder: Paulo Câmara (PSB), com 12%

Apoiado por Lula/PT

Piauí

Pesquisa: Instituto Opinar

Líder: Wellington Dias (PT), com 50%

Apoiado por Lula/PT

Rio Grande no Norte

Pesquisa: Ibope/Tribuna do Norte

Líder: Fátima Bazerra (PT), com 31%

Apoiada por Lula/PT

Sergipe

Pesquisa: Dataform

Líderes: Valadares Filho (PSB), com 9%, empatado tecnicamente com Belivaldo Chagas (PSD), com 8,6%,

Belivaldo Chagas tem como vice Eliane Aquino (PT)/Apoiado por Lula

 

Carga simbólica

Para José Willington Germano, cientista social e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a alta popularidade de Lula no Nordeste pode ser explicada, em partes, pela carga simbólica do ex-presidente entre os nordestinos e os mais pobres.

De acordo com o professor, o fato de Lula ser um migrante nordestino que se firmou como figura que supera as dificuldades, somado a sua trajetória, de operário a presidente da República, conta muito simbolicamente para a população mais carente, que se identifica com o petista.

“Essa dimensão simbólica de Lula para os pequenos faz toda a diferença. E, claro, também para as elites que a rejeita. As elites rejeitam essa origem popular. Mas para o povo isso tem uma carga simbólica muito grande”, afirmou.

Já Renato Francisquini, professor do departamento de Ciência Política da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vai além. Ele acredita que a própria prisão de Lula contribuiu para fortalecer seu simbolismo e popularidade no Nordeste. De acordo com o professor, boa parte da população “desconfia” da forma como foi conduzido o processo contra o ex-presidente e que as evidentes motivações eleitorais de sua prisão têm peso no fortalecimento de sua imagem.

“Já há um entendimento entre a população que o processo contra Lula foi um processo muito atropelado, com prazos desrespeitados, não houve apresentação de provas, atos de ofício que poderiam comprovar que ele realmente recebeu algo em troca de favores para as empresas. Para a população do Nordeste no geral ficou muito clara essa desconfiança com relação ao modo como esse processo foi feito. A prisão tem sido visto com muita desconfiança, as pessoas percebem que Lula está preso por uma questão associada ao período eleitoral”, pontuou.

“Acho que a desconfiança que existe hoje em relação ao processo com certeza pesa para que a população possa perceber e ter uma percepção diferente a respeito do Lula e do que foi o governo dele”, completou Francisquini.

A lembrança da Era Lula

À Fórum, os dois professores de universidades do Nordeste destacaram ainda que a popularidade permanente de Lula na região está muito ligada à lembrança que as pessoas têm de seus governos que, segundo eles, melhoraram profundamente suas vidas.

Além do público e notório êxito de programas como o Fome Zero e o Bolsa Família, que tiraram o Brasil do Mapa da Fome da ONU, José Willington chamou a atenção para o aspecto da educação.

“É amplamente conhecido que mais de 400 escolas técnicas e dezenas de universidades foram construídas. Mas, veja só. Quero destacar que um estado como Rio Grande do Norte, que é um estado pequeno, teve ao longo de 100 anos apenas dois Institutos Federais, um Natal, a capital, e outro Mossoró, a segunda maior cidade. O estado conta hoje, graças aos governos Lula, com 21 institutos. Isso faz toda a diferença”, explicou, pontuando ainda que as escolas técnicas chegaram, principalmente, nas regiões mais remotas, tendo em vista que antes de Lula as escolas técnicas e universidades ficavam concentradas nas capitais e no litoral.

“Agora elas estão sertão adentro, e isso faz toda a diferença (…) E quem é que está nessas escolas? Índios, quilombolas, negros, MST, pescadores nas barco-escolas… Olha a diferença. Foi dado voz a quem nunca teve”, disse o cientista social.

Renato Francisquini também coloca o legado de Lula na região como um dos principais sustentáculos de sua popularidade. “Tem um fator que não é conjuntural que está associado ao período do governo Lula, que foi um período que, se entre a classe média não foi sentida uma mudança de uma forma mais significativa, entre os mais pobres, principalmente no Nordeste, foi. Houve uma mudança qualitativa muito significativa na vida dessas pessoas”, afirmou.

Ambos os professores concordam, ainda, que a lembrança dos tempos de governo Lula na região ficam ainda mais latentes diante dos desmontes promovidos pelo governo Temer, que já vêm acentuando a volta do desemprego e empobrecendo a população. Para se ter uma ideia, um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o contingente de pessoas sem ocupação bateu recorde este ano e atinge 65 milhões .

“Há um fato conjuntural na popularidade de Lula que é o fato de que o governo Temer tem sido um desastre completo. Aumentou muito desemprego, e a região nordeste foi mais afetada por essa crise (…) O desastre que tem sido o governo Temer é associado, pela população, ao período que Lula foi governante”, explicou Francisquini.

“Se você andar pelas ruas das cidades do Nordeste você vê como não se via há tempos pedintes em todos os cruzamentos. Praticamente tinham desaparecido, agora voltaram. Aumentou o número de pessoas no pequeno negócio em cada semáforo e é claro que, ao meu ver, isso pesa. Apesar do rolo compressor midiático, as pessoas fazem uma comparação do que era sua vida antes e o que é agora”, completou José Willington.

Discurso midiático não “pega” no nordestino

O “rolo compressor midiático” citado por Willington, que há anos demoniza a figura do ex-presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, de acordo com os docentes, é menos efetivo na construção da narrativa antipetisa entre a população do Nordeste. Isso se deve ao fato de que as políticas dos governos do PT que fizeram a diferença para as famílias mais pobres acabam se sobressaindo à tentativa de desqualificação da mídia.

Se de um lado o antipetismo atingiu seu ápice em 2016, com um apoio massivo pelo país ao impeachment da ex-presidenta Dilma, de outro a população nordestina fortaleceu seu apoio à Lula, visto que essas pessoas, mais do que ninguém, “sentiram na pele” as mudanças encampadas na região pelo ex-presidente.

“Os mais pobres sentiram na pele a mudança, e talvez aqui [no Nordeste] tenha acontecido com mais intensidade. Eu não sei se a população nordestina é crítica com relação ao discurso midiático, mas acho que esse discurso falhou. A mídia manipula até certo ponto, tem um ponto que não pode mais”, analisou José Willington.

Para o professor, o discurso midiático anticorrupção que foi encampado pela mídia tradicional contra Lula e o PT é historicamente encampado contra governos de centro-esquerda e absorvido pelas elites e parte da classe média.

“Eu acho que setores da classe média, a maioria, são suscetíveis a esse discurso da corrupção. E o discurso da corrupção no Brasil pega quando o governo pende para a centro-esquerda. Desde Vargas. Vargas foi levado ao suicídio com o discurso do mar de lama dos jornais, com políticas trabalhistas, aumento salário mínimo, criação da Petrobras, Eletrobras. O golpe de estado conquistou a classe média. Se você pegar o governo João Goulart, não foi só a subversão, foi também a corrupção, que pegou a classe média mais uma vez. O próprio Juscelino Kubitschek foi acusado de corrupção, acusado de ter um apartamento ganhado de um empresario amigo em Copacabana. Não é que a corrupção não existe, mas ela caiu nessa onda. Agora, acho que esse discurso não pega entre os mais pobres não pega porque a prática, a vida, faz a diferença nessas regiões”, explicou Willington.

Francisquini vai na mesma linha. “Esses anos todos em que o Jornal Nacional diariamente ficou mostrando erros do PT, certa desconfiança com relação ao que foi o governo de Lula, da idoneidade dele, esses anos todos em que houve uma critica muito contumaz dos meios de comunicação em relação aos governos do Lula têm um impacto significativo na população. Mas aí tem outra questão: uma parte da população teve um ganho significativo em termos de qualidade de vida, que talvez a classe média não perceba. Mas boa parte da população teve um ganho forte. Para essa parcela da população é mais difícil que esse discurso [midiático] seja vendido. Eles viram sua qualidade de vida melhorar de maneira significativa”.

 

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Lula preso · 11/08/2018 - 19h41 | Última atualização em 12/08/2018 - 09h04

Desembargador Gebran Neto admite a amigos que ignorou a lei para manter Lula preso


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Fonte: Brasil 247

A edição de Veja deste fim de semana traz uma informação bombástica: a de que o desembargador Gebran Neto, do TRF-4, admitiu a amigos que ignorou a lei para manter Lula preso, no episódio em que a ordem judicial do desembargador Rogério Favretto foi descumprida. A prisão ilegal de Lula vem sendo denunciada pelos maiores juristas do mundo e por líderes internacionais como Michelle Bachelet, Bernie Sanders e, neste sábado, o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone. O objetivo é impedir que Lula vença as eleições de 2018 e interrompa o golpe iniciado em 2016, que vem entregando riquezas como o pré-sal e retirando direitos de trabalhadores.

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Eleições 2018 · 10/08/2018 - 18h55 | Última atualização em 11/08/2018 - 09h23

O que vale mais? A barganha política ou o conhecimento e o saber falar com o povo? WDias em vantagem


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O que se tem visto na imprensa local é uma série de informações sobre quem fica com quem no tabuleiro político-eleitoral.

Segundo informações oficiais e outras não, quem mais perde é a chapa situacionista encabeçada por Wellington Dias.

As notícias dão conta de prefeitos, vereadores, suplentes que abandonam o barco governista rumo a alguma nau de oposição comandada por Luciano, Dr. Pessoa ou Elmano. Para não falar do destino de Themístocles Filho e banda.

Cada veículo de comunicação tem uma informação sobre o que vai fazer o presidente da Assembléia Legislativa.

Esse vai-e-vem dos políticos é normal em todas as eleições. É o caminhão de melância rodando e a carga se ajustando.  

E as notícias veem com tonalidades de fim de mundo para a situação. Cada manifestação de alguma “liderança” política contrária a Wellington Dias é tratada como uma queda vertiginosa do governador petista.

O blog acredita que os problemas de Wellington Dias são outros. Alianças são importantes, mas há outros elementos fundamentais na decisão do voto popular. Os problemas são: governo local garroteado pelo Federal, greve de professores, plamta, etc. Mesmo assim, Wellington Dias leva vantagem.

O governador do PT conhece como poucos a realidade da economia e da vida do Piauí. Conhece e sabe o que fazer em cada uma das áreas. Para qualquer interlocutor, Wellington Dias saberá responder sobre o problema tratado. Ele tem conteúdo.

Sabatinada, que dirá a tríade Luciano, Dr. Pessoa, Elmano, além do tradicional “tá faltando saúde, educação e segurança?”

Além de conteúdo, Wellington Dias tem uma virtude ausente nos demais candidatos, sabe falar a linguagem do povo. Claro, não estou aqui me referindo aos lampejos popularescos de Dr. Pessoa.

Aliás, esta capacidade de dialogar com o povo, sem intermediários, é o grande diferencial do Índio governador. É o que possibilitará a Wellington Dias explicar os problemas de governo e fazer propostas que continuem obtendo a simpatia da maioria dos eleitores do Piauí.

Aos outros candidatos, o desafio de obter conteúdo e aprender a falar com o povo.

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Eleições 2018 · 08/08/2018 - 20h35 | Última atualização em 09/08/2018 - 09h06

Com exceção, candidatos ao Senado estão mais para gerente de banco que pretendentes ao legislativo


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A eleição deste ano está chegando.

São muitos os candidatos a presidente, governador, senador e deputado.

Aqui no Piauí, se destaca a campanha para o senado. Nomes de peso da política do Estado disputam as 2 cadeiras da câmara alta. Os candidatos vem usando a internet com desenvoltura e também os grandes meios de comunicação.

Mas uma coisa chama a atenção! A quase totalidade dos candidatos não sabem o papel de um senador, ou fingem que não sabem.

Prometem ações tipicas (e eleitoreiras) do Poder Executivo, como a construção de estradas.

Mas a maior mensagem é a de liberação de recursos para o Estado. As funções de um senador, que remonta à longínqua Roma antiga, fica reduzido às ações de um gerente de banco que destrava burocracias para que recursos sejam liberados.   

Um senador é muito  mais que isso. E o Piauí merecia mais que alguns candidatos a despachantes.  

Para clarear algumas campanhas, o blog traz agora, as atribuições de um senador:

Fonte: site do Senado Federal   

Atribuições

O Poder Legislativo Federal é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe de duas casas legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Pode-se afirmar, assim, que o Poder Legislativo Federal é bicameral.

São funções típicas do Poder Legislativo legislar e fiscalizar.

A função de legislar

A função típica de legislar diz respeito à edição de atos normativos primários, que são aqueles cujo fundamento decorre diretamente da Constituição Federal, e que podem instituir direitos ou criar obrigações.

O conjunto ordenado de atos por que passa a proposição normativa, até que se torne uma norma, é chamado de processo legislativo. O processo legislativo compreende a elaboração de : Emendas à Constituição, Leis complementares, Leis ordinárias, Leis delegadas, Medidas provisórias, Decretos legislativos e Resoluções

A função de fiscalizar

Por um princípio republicano, os cidadãos — diretamente ou por meio de seus representantes eleitos — podem fiscalizar o governo, verificando a adequada aplicação dos recursos públicos e o respeito às normas.

Conforme o art. 49, inciso X, da Constituição Federal, o Senado Federal, como componente do Congresso Nacional, tem a competência de fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo.

Mediante controle externo, o Congresso Nacional deve realizar a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. No cumprimento dessa função, o Congresso Nacional conta ainda com o apoio do Tribunal de Contas da União.

A Constituição Federal e o Regimento Interno do Senado Federal preveem várias formas de os senadores atuarem na fiscalização. Veja abaixo algumas possibilidades:

- Requerer informação a ministro de Estado ou a qualquer titular de órgão diretamente subordinado à Presidência da República.

- Apreciar contas da Presidência da República.

- Fiscalizar e controlar atos do Poder Executivo.

- Avaliar políticas públicas.

- Constituir comissões parlamentares de inquérito (CPI).

Competências privativas do Senado Federal

As competências privativas do Senado Federal estão dispostas no artigo 52 da Constituição Federal. São elas:

- Processar e julgar o presidente e o vice-presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os ministros de Estado e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;

- Processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União nos crimes de responsabilidade;

- Aprovar previamente, por voto secreto, após arguição, a escolha de:

a) magistrados, nos casos estabelecidos pela Constituição;

b) ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo presidente da República;

c) governador de território;

d) presidente e diretores do Banco Central;

e) procurador-geral da República;

f) chefes de missão diplomática de caráter permanente (embaixadores); e

g) titulares de outros cargos, conforme a lei.

- Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;

- Fixar, por proposta do presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;

- Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal;

- Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno;

- Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;

- Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;

- Aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do procurador-geral da República antes do término de seu mandato;

- Elaborar seu regimento interno;

- Dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias;

- Eleger membros do Conselho da República; e

- Avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos estados e do Distrito Federal e dos municípios.

Composição

As funções do Senado Federal são exercidas pelos senadores da República, que são eleitos segundo o princípio majoritário para representarem os estados e o Distrito Federal. Cada estado e o Distrito Federal elegem três senadores para um mandato de oito anos. A renovação da representação se dá a cada quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. Cada senador é eleito com dois suplentes.

Funcionamento

O Congresso Nacional funciona em legislaturas, que duram quatro anos. A cada ano, ocorre uma sessão legislativa ordinária, em 2 períodos: de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Não haverá interrupção enquanto o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias não for aprovado.

A sessão legislativa extraordinária ocorre a qualquer momento que o Congresso Nacional for convocado para deliberar exclusivamente sobre a matéria que motivou a convocação. Se houver medidas provisórias em vigor nesse momento, elas também serão apreciadas durante a convocação extraordinária. As hipóteses de convocação estão previstas na Constituição.


Órgãos

Para exercer suas atribuições, o Senado se organiza em órgãos colegiados. Os principais são o Plenário e as comissões.

No Plenário, ocorre a reunião de todos os senadores. É a instância máxima de deliberação. Seus trabalhos são dirigidos pela Mesa (Comissão Diretora), que é composta de presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários titulares e quatro suplentes. Todos eleitos para mandato de dois anos.

As comissões podem ser permanentes ou temporárias. As permanentes são definidas no Regimento Interno, que estabelece sua quantidade, composição e área temática. As temporárias têm suas características definidas no respectivo ato de criação.

Dentre as atribuições específicas das comissões, destacam-se a competência para apreciar terminativamente (dispensada a atuação do Plenário) algumas proposições e para investigar fato determinado no âmbito de comissão parlamentar de inquérito.

Entre os outros órgãos do Senado, estão blocos, lideranças, Corregedoria, Ouvidoria, procuradorias, fóruns, conselhos, frentes e grupos.

Sessões e reuniões

Os trabalhos legislativos são desenvolvidos em encontros no âmbito dos respectivos órgãos.

Os encontros no Plenário são chamados sessões, mas o Regimento Interno designa como reuniões preparatórias aquelas que ocorrem antes da abertura da sessão legislativa ordinária.

As reuniões preparatórias são destinadas à posse dos senadores e à eleição da Mesa no primeiro ano da legislatura e para a eleição da Mesa apenas, no terceiro ano.

Iniciada uma sessão legislativa, podem ocorrer quatro tipos de sessão no Plenário: deliberativa, não deliberativa, especial e de debates temáticos.

As sessões deliberativas podem ser ordinárias e extraordinárias. As ordinárias ocorrem de segunda a quinta-feira às 14h e na sexta-feira às 9h, com pauta previamente designada. As sessões deliberativas extraordinárias podem ocorrer a qualquer hora e devem ter pauta específica na convocação.

Em relação ao acesso, as sessões geralmente são públicas, porém serão secretas quando for convocada pelo presidente do Senado, deliberado pelo Plenário ou, obrigatoriamente, ao apreciar assuntos especificados pelo Regimento.

Os encontros para desenvolver os trabalhos legislativos nas comissões são chamados de reuniões. As reuniões de comissões não podem coincidir com o período da ordem do dia das sessões deliberativas ordinárias, momento em que é apreciada a pauta do Plenário.

As comissões permanentes podem funcionar em reuniões ordinárias, nos momentos fixados pelo Regimento, ou em extraordinárias, com momento e pauta específicos estabelecidos na convocação. Quanto ao acesso, as reuniões possuem disposições similares às das sessões.

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Violencia contra mulheres · 07/08/2018 - 15h22 | Última atualização em 07/08/2018 - 15h33

Há 12 anos, Lula sancionava a Lei Maria da Penha


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Da:  Agencia PT

“A minha luta foi tão grande que, hoje, essa parte [da agressão] para mim não tem mais nenhum sentido. Hoje existe uma lei que tem o meu nome e que está funcionando. A gente se alimenta com os resultados: eu vejo muitas mulheres lutando, muitos homens mais conscientes também. Há uma mudança, por mais que imperceptível para alguns”, afirmou Maria da Penha em seu livro ‘Sobrevivi…Posso contar’, sobre sua história de violência doméstica.

A história mais do que seu nome foi o que inspirou a criação da lei Maria da Penha, sancionada pelo então presidente  Lula em 2006 e que nesta terça-feira (7) completa 12 anos. A lei garante aumento da pena para o agressor, condições de segurança à vitima para que ela possa denunciar, criação de serviços de denúncia como o disque 180, núcleo contra tráficos de mulheres, entre outras medidas.

Políticas de combate a violência sempre foram uma das prioridades, tanto no governo de Lula quanto no governo Dilma. A lei Maria da Penha, além de ser uma das mais conhecidas entre a população, é considerada pela Organização das Nações Unidas como uma das três melhores leis de enfrentamento a violência contra mulheres. Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), a lei contribuiu para uma diminuição de 10% na taxa de violência doméstica.

A advogada da Rede de Juristas Feministas, Maíra Pinheiro esclareceu que “a impressão que a gente tem que a violência contra a mulher aumentou com a criação da lei é espelho de um fenômeno incrível de que agora as mulheres tem mais coragem e segurança para denunciar”.

A Casa da Mulher Brasileira inaugurada pela presidenta legítima, Dilma Roussef, em 2015, é continuidade das medidas de combate a violência contra a mulher, e tem como objetivo integrar em um só local delegacias da mulher, juizado especializado, defensoria pública, serviço especializado de acesso a emprego e renda e assistência psicossocial.

A lei do feminicídio também foi uma grande conquista que se soma as políticas de combate a agressão contra a mulher. Ela torna inafiançável o crime de assassinato de mulheres, impõe obrigatoriedade no atendimento as vítimas de estupro pelos hospitais e realização de cirurgias reparadoras a mulheres que sofreram violência.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Política para Mulheres, cerca de 80% dos casos de agressão à mulher no Brasil são cometidos por parceiros ou ex-parceiros. De acordo com a lei, o agressor não tem que necessariamente ser um companheiro, mas para ser enquadrado em seus termos precisa ser alguém que conviva com a vítima.

Apesar da importância da lei para a população feminina ainda existe muito o que avançar no combate a agressão a mulher. Maíra explica que o foco na punição do agressor não é o principal, já que vivemos em uma sociedade patriarcal e a lógica punitiva é pensada diretamente para conflitos entre os homens.

“Acredito que a gente foca no aspecto punitivo, o encarceramento não torna mais seguro a vida das mulheres.  Ela [a lei] trata de uma rede de proteção mais ampla, essa parte é a mais importante, é nela que precisamos trabalhar”.

Pensada para mulheres, por mulheres

A formulação do projeto que deu origem a lei Maria da Penha foi um esforço coletivo de movimentos de mulheres em conjunto com o poder público, por meio da Secretaria de Mulheres da Presidência da República, como forma de um processo democrático que pudesse de fato contemplar a quem serve.

Sobre gênero

A lei garante sua aplicação a mulheres heterossexuais, lésbicas e bissexuais. Ela também se estende a mulheres transgêneros. Além disso, cobre não apenas violência física, mas também psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Projeto lei Maria da Penha Virtual

O projeto define que também seja crime a exposição pública de intimidade sexual, seja por foto, vídeo ou áudio. O objetivo principal é coibir a divulgação de cenas gravadas de mulheres em relações sexuais na internet.

Apesar dessa prática afetar todos os gêneros, dados da ONG Safernet indicam que 80% dos casos envolvendo exposição sexual são contra o sexo feminino.

Descontinuidade das políticas

O governo ilegítimo de Temer tem boicotado as políticas de combate a violência contra a mulher, com suspensão de repasses aos estados e municípios, abandono da rede de atendimento às vítimas, cortes no orçamento da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres e descontinuidade das construções de Casas da Mulher Brasileira.

“O que era mais importante para o combate a violência contra a mulher eram melhorias de medidas preventivas políticas que existiam no governo Dilma e que foram descontinuadas no atual governo, acabando com a eficácia da lei que sozinha não tem eficácia, ela funciona como uma rede com as demais políticas”, finalizou a jurista.

A história de Maria da Penha

Maria da Penha sofreu uma tentativa de homicídio pelo marido em 1983. Ela sobreviveu mas o ataque a deixou em uma cadeira de rodas. Na época não existiam medidas eficazes que tratassem especificamente de casos de violência à mulheres, por isso ela lutou durante quase 20 anos para que seu agressor pudesse ser punido.

Em uma época em que era difícil mulheres pedirem o divórcio, Maria teve que conviver com seu agressor por anos. Mãe de três crianças pequenas na época, o marido ainda tentou eletrocutá-la em uma segunda tentativa de homicídio.

Essa história não é um fato isolado, centenas de casos semelhantes acontecem diariamente, é por isso que a lei Maria da Penha é um marco para as mulheres brasileiras em um país que a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres, a 5ª maior do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

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Estive na convenção do PT na sexta-feira 03, gravei e assisti com atenção os discursos dos candidatos majoritários: Marcelo Castro, Ciro Nogueira, Regina Sousa e Wellington Dias.

A seguir vou divulgar a integra da fala do governador Wellington Dias.

Farei também alguns comentários a respeito do que disse o candidato do PT ao governo.

Para a convenção petista Wellington Dias preparou a mensagem em torno do amor ao Piauí e da união de Partidos – já a algum tempo ele vem usando a figura de retórica do “time”.

Na convenção, Wellington Dias não fez, o que no passado, o PT fazia muito: analisar a conjuntura política do momento. Se restringiu a enfatizar o amor ao Piauí e pregar a unidade em torno da chapa apresentada.

Aqui as primeiras observações.

Penso que amar o Piauí é uma prerrogativa de todos que nasceram e vivem aqui. Todos amam o Piauí. Cada um na hora de expressar este amor pelo Piauí, o faz segundo seu oficio de vida.

Agora, é bom lembrar que o Piauí não é um ente no meio do nada. Ele está integrado a um território nacional e as coisas que acontecem no mundo direta ou indiretamente repercutem aqui na terra de vaqueiros.  

E aí os políticos que amam o Piauí precisam dizer como veem o Piauí integrado neste contexto. E foi com tristeza não ver Wellington Dias no dia do seu lançamento ao governo do Piauí, por dezoito minutos, não ter um tempo para falar da política internacional e do País.

Um diz após a convenção que homologou o piauiense Wellington Dias ao governo desta província, o presidente venezuelano Nicolas Maduro era vítima de uma tentativa de assassinato. Isso em nada se relaciona ao Piauí?  

Em seu discurso Wellington Dias se disse conhecedor da importância de um curso de pós-graduação. Mas nenhuma palavra proferiu sobre a política do governo Temer que esta liquidando toda a pós-graduação brasileira.

No PT, sempre fui um defensor de alianças. Mas há alianças e alianças. E há programas. E para mim, nem Karl Marx, muito menos a luta de classes morreu. Para mim continua existindo opressores e oprimidos, incluídos e excluídos, patrões e trabalhadores, pobres e ricos, norte e sul. E, ao fazermos a política, se não ajudamos a esclarecer estes processos estamos fazendo pouco.

Vamos à linguagem do futebol. Um time pode ser formado de craques, jogadores medianos e até “canelas de pau”. Verificando na internet o significado desta expressão lá encontrei: “mau jogador, aquele que joga atropelando os companheiros”. Então é isso. O time é o time, mas sua formação é complexa.

Uma outra expressão que o governador Wellington Dias vem usando com recorrência é a palavra “líder”. Segundo o dicionário líder é uma “pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras”.

Considero Wellington Dias um líder, meu líder. Apesar de algumas críticas aqui expostas o considero uma pessoa que pelas suas ações e palavras exerce influência sobre meu pensamento e comportamento e sei que de outras pessoas também. Mas daí a vulgarizar a palavra e estender esta atribuição a alguns que fazem da política um modo de sobrevivência ou trampolim para o alpinismo social, é demais.

Mas o que me deixou profundamente triste foi ouvir o nome de Lula citado em apenas dois momentos fortuitos dos 18 minutos de discurso de Wellington Dias. Ali era a convenção do PT, a festa do PT, que no dia seguinte iria lançar Lula candidato a presidente do Brasil. Lula, cassado pelo sistema em seus 40 anos de vida pública, Lula arbitrariamente encarcerado em Curitiba desde abril deste ano. Lula ganhou duas citações do amigo Wellington Dias. Foi muito pouco. Eu esperava mais. Eu esperava que meu candidato a governador tivesse feito uma peroração por Lula. Era um dever de Partido, de amizade, de ética, de Justiça. Fica para a próxima.    

O voto em Marcelo Castro e Ciro Nogueira?

O voto nos dois candidatos ao Senado não tem a ver com formação de time. Tem com formação de posição política. O PT afirma que as medidas do governo ilegítimo necessitam ser revogadas, em especial o teto dos gastos públicos, a reforma trabalhista, a terceirização generalizada, a política de privatização, a desnacionalização, o desmonte do Pré-Sal, entre outros. Destas, os dois senadores votaram favoravelmente a todas. Estão dispostos a rever posição?

O Plano de Governo do PT estabelece pontos cruciais para o desenvolvimento do País. Entre eles: Imposto de Renda Justo, Soberania Nacional, Afirmação de direitos, Democracia, pluralismo e diversidade na mídia, Direitos sociais, Transição Ecológica, Educação, Constituinte. Os candidatos ao senado concordam com a integra destes pontos? 

Se não, houve gol contra, e nem o VAR vai ajudar.

A seguir a integra da fala de Wellington Dias na convenção do PT: 

Boa noite!

Quero começar agradecendo a Deus, Ele que nos permite todas estas coisas. Eu sei quem acompanhou estes últimos dias, deve ter passado por um período de duvidar que a gente pudesse chegar  onde chegamos hoje.

Nós estamos chegando no começo de uma caminhada e aí eu quero agradecer aqui: não se faz nada sozinho, nem para nascer a gente nasce sozinho, e, nessa hora, como foi lembrado aqui, nós estamos aqui como seres humanos em nome de 3.200.000 pessoas que somos o Piauí.

Eu gostei muito da fala do deputado Júlio Cesar, a pouco, na convenção dele, onde dizia: “eu amo muito o Brasil, eu amo muito o Nordeste mas eu amo muito mais ainda o nosso querido estado do Piauí”.

É em nome disso que partidos diferentes, que pessoas lá de Cristalândia, ou lá de Luiz Correia, Cajueiro da Praia, Ilha Grande ou Parnaíba, pessoas aqui de Teresina, pessoas de 224 municípios, pessoas de diferentes histórias, pessoas de diferentes condições sociais, estamos juntos, estamos unidos, unidos em tornos de partidos, partidos como o nome já diz, são partes de uma sociedade e eu quero aqui fazer um agradecimento, a cada um dos líderes, a cada um dos que nem puderam vir aqui hoje, pessoas que lá atrás inclusive se colocaram para ser candidato a alguma coisa e não saíram ou não saiu naquela parte que queria. Não é fácil chegar a este vestibular para chegar a este ponto que chegamos, mas aqui chegamos.

Eu quero agradecer a Partido Democrático Brasileiro do meu amigo Marcelo Castro, nosso senador da República e tantos outros líderes. Quero agradecer aos Progressistas, em nome deste grande líder, nosso senador Ciro Nogueira. Quero agradecer ao meu Partido em nome do Presidente deputado Assis Carvalho e Regina Sousa. Quero agradecer aqui ao (inaudível) que está conosco nesta caminhada. Quero agradecer aos Trabalhistas, me permitam em nome da Janaina. Quero saudar aqui todos os líderes do PRTB que depois de longa discussão pôde estar conosco nesta caminhada. Quero agradecer e saudar o Partido Republicando do meu companheiro Fabio Xavier, do meu companheiro, Fabio Abreu. Quero saudar aqui com muita alegria o Partido Comunista do Brasil, em nome destas duas mulheres que estarão aqui representadas nestas eleições pelo meu companheiro Osmar Junior, este grande líder. Quero saudar aqui o PDT do meu companheiro Flavio Nogueira e do companheiro Flavinho.

Enfim, quero dizer que são muitos os partidos para esta caminhada, mas vejam, esta chapa tem nome. Aqui falou a mais experiente das petistas, Regina Sousa. E quando ela dá uma ordem, a gente cumpre. A partir de hoje eu não quero ver ninguém do Partido dos Trabalhadores fazendo cara feia, quero todo mundo na rua, de bandeira erguida e pedindo voto para Ciro Nogueira, para Marcelo Castro e para todo este time aqui. Agora, nós somos um time só. É que nem um casamento. A nossa coligação tem o nome “ A Vitória que o povo Quer”, porque junto com estes Partidos. Quero aqui dizer que cada um tem uma história de trabalho e eu quero enfim colocar para vocês que eu estou aqui em nome de um sonho, eu me lembro no ano de 2002 quando a gente fez a primeira campanha deste estado. Ali, juntamente com outros líderes foi possível a gente ter uma carta a Carta aos Piauienses. Assim como o presidente Lula lançava a Carta aos Brasileiros. Naquela época era só uma promessa, era só um sonho, era só um desejo, era só uma vontade.

Como é o teu nome? (se dirigindo a um garoto da plateia) – Quantos anos você tem? 9!

Nabor Junior nem era nascido naquele ano, mas naquela época, lá na região dele, em Simplício Mendes, eu sei o que era a ligação para Campinas no Piauí. O que era ir em Isaias Coelho. O que era ir para qualquer lugar neste estado. O que era ir de Teresina em direção a Luzilândia ou em direção a Parnaíba ou Corrente, Alegrete, Picos. Era só buraco, no que sobrava de estrada. E nós trabalhamos e saímos de 1.500 km de asfalto para 6.500 km de asfalto neste Estado, chegando em quase todos os municípios. Eu sei quantas pessoas viviam na lamparina, e eu não estou conformado porque ainda faltam algumas. Mais de meio milhão de famílias deixaram a lamparina para ter luz em casa, para ter geladeira, para ter televisão, para ter estas coisas.

E eu sei o que significa a gente sair dos correios e chegar na era do “zap zap” como se diz no interior. Eu sei o que significa a Universidade Aberta do Piauí chagar a cada município deste estado. Eu sei o que significa educação média em cada lugar. Eu sei qual é a força da educação. Eu sei da importância da agua. Eu sei da importância da pós-graduação. É em nome destas coisas que nós estamos aqui. E é em nome destas coisas. Não é no meu nome. Não é nome do Marcelo. Não é no nome do Ciro. Não é apenas no nome do Lula -  candidato a presidente. É em nome de um Piauí desenvolvido que eu quero fazer este pedido a vocês. A partir de hoje quem quer desenvolvimento vai de porta em porta, de casa em casa, para eleger o time, o time do povo. É o time do povo, é o time de Wellington Dias. E se alguém disser ai que é outro está mentindo, porque só tem este time.

Eu tenho respeito por todos os outros que são candidatos. Tenho muito respeito. Mas digo para vocês, pode ainda aparecer, mas nestas eleições, o melhor time é este. É por isto que juntos nós vamos eleger a maior bancada da história da Assembleia Legislativa. É por isso, que em nome deste time nós vamos eleger para o Senado Federal a maior bancada do time do Piauí. Mas eu quero mais, nós precisamos não apenas de um, eu não quero história que “ah! eu voto no Marcelo, mas não voto no Ciro”, “ah! Eu voto no Ciro, mas não voto no Marcelo”. Este time tem os senadores Marcelo e Ciro. E é isto que nós queremos nestas eleições. Eu digo mais, quem votar no Wellington Dias, tem que votar neste time, quem vota com Lula, vota neste time. E é assim que nós vamos construir a vitória. De porta em porta, de casa em casa, uma campanha simples, com muita humildade.

Bater na porta e perguntar “você quer uma Piauí melhor?” Quero. Pois está aqui quem pode mudar. É assim que nós vamos fazer.

Então, quero aqui com essas palavras encerrar dizendo a vocês que hoje terminam as convenções. Mas hoje começa uma outra caminhada. Já esta semana nós vamos começar fazendo o que sempre fiz em todas as campanhas. Vamos marcar para fazer uma celebração de agradecimento a Deus, para que Deus possa nos abençoar com os católicos, com os evangélicos.

Já fiz uma proposta para a gente voltar as nossas raízes. Eu quero que Marcelo Castro volte a São Raimundo Nonato, na terra dele, para ele se estimar (inaudível). Eu quero Ciro lá em Pedro II , na terra dele (inaudível). Eu quero ir com nossa vice Regina lá em União para ela nos ensinar a descascar a mandioca e a fazer o beiju. Porque eu quero isso? Porque nada de cabeça baixa, esse time pode entrar em qualquer município em qualquer casa do Piauí de cabeça erguida. Esse time não tem traidor. Este time tem pessoas leais que tem esse compromisso. Em seguida vamos visitar todas as regiões. Qual o apelo que quero fazer? São 3! Primeiro, vai ser uma campanha curta. São só 45 dias. Então vamos ter que nos organizar para poder fazer blocos de regiões que vamos poder visitar. Segundo, estou preparado para que do outro lado posso vir campanha com baixaria, com xingamento, com disse-me-disse, com fuxico mesmo, quando isso acontecer: Deus te abençoe, vá para lá, aqui quero alegria (inaudível) nem tempo a perder.

Depois, quero dizer a vocês e é um apelo aqui a nossos candidatos. Nossos candidatos a estadual e federal e cada um dos que trabalham com vocês. O voto que já é de um estadual, que já é de um federal, esse voto já é nosso. Vamos atrás de voto é do outro lado para trazer mais votos. Vejam, nada de sapato alto, muita humildade, nada de já ganhou. Nosso companheiro Antônio José Medeiros, é um sociólogo e costuma dizer: “em eleição a gente conta os votos que entram na urna, mas só valem os que saem da urna”. Então só vamos descansar depois que apurar as eleições. Quando for diz 7 de outubro, se Deus quiser, uma hora dessas, nós vamos poder cantar de galo e agradecer a Deus pela vitória de cada um.

Então companheirada para encerrar aqui (ai o governador WDias convidou a todos para de mãos dadas rezarem o Pai Nosso).

 

  

 

 

 

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Eleições 2018 · 02/08/2018 - 18h31 | Última atualização em 02/08/2018 - 18h38

PT descendo a ladeira: luta contra o golpe ou faz de conta que não houve?


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É turbulência mil que o PT vive nestes dias.

Agosto chegou, hora de registrar a candidatura a presidente.

Todo o PT e mais alguns milhões de brasileiros querem Lula candidato.

A mídia com a Globo à frente, a justiça com o TSE e o STF, estão preparados para evitar a candidatura, para eles, no Brasil, tudo pode, menos Lula voltar a ser presidente.

Algumas personalidades da esquerda, acharam que com a condenação e prisão de Lula, haveria vácuo e eles poderiam criar nomes e viabilizar candidaturas. Legitimamente e por direito se lançaram. Mas não houve vácuo. Nas pesquisas e nas ruas, só da Lula, ainda assim apregoam uma unidade onde não imaginam o PT no comando.

O PT precisa continuar enfrentando o golpe mas tem uma eleição pela frente. Para o PT nacional, a prioridade é Lula, mas existem as eleições estaduais e aí as alianças são as mais inexplicáveis possíveis.

A mídia nacional vem dando espaços generosos para a decisão do PT do Ceará no último sábado. Os petistas cearenses decidiram não lançar a candidatura do senador Pimentel a reeleição o que abre espaço para uma aliança branca com o notório golpista Eunício Oliveira.

Abrindo um parêntese. O governador do Ceará é Camilo Santana, se diz do PT, mas suas ações estão todas ligadas a Ciro Gomes. Camilo é da cozinha do candidato a presidente do PDT.

Outra ação que a mídia tem dado muito espaço diz respeito a eleição de Pernambuco. Ontem, a direção nacional do PT emitiu nota dizendo que a agremiação pernambucana deve apoiar Paulo Câmara (PSB) para a reeleição em detrimento da petista Marília Arraes empatada tecnicamente com Câmara em todas as pesquisas.

O PT nacional justificou sua forte ação em Pernambuco alegando que com isto distancia o PSB de Ciro Gomes (ele novamente). Os socialistas prometeram neutralidade na eleição nacional, Não apoiam Lula, nem Ciro, oficialmente. Prometeram e o PT está acreditando que Lula receberá apoio não oficial em Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e outros estados.

Esta interferência do PT nacional em Pernambuco traz à memória outros momentos petistas que não deveriam ter sido escritos: direção nacional determinando que o PT do Maranhão apoiasse o clã Sarney, que o PT do Rio de Janeiro apoiasse o casal Garotinho.

O que não ganhou destaque nacional foi a formação da chapa do PT piauiense. Aqui, para o governo, o PT vai de puro sangue, Wellington Dias e Regina Sousa. Mas para o senado (para julgar futuros impeachments) o PT está lançando Marcelo Castro do MDB (não é chamado de golpista porque votou com Dilma). Mas no usurpador governo Temer não votou uma só vez com os trabalhadores. Votou por menos investimentos em saúde e educação, votou pela aberração da reforma trabalhista e outros prejuízos para o povo pobre do Piauí e do Brasil.

O outro senador da chapa petista é Ciro Nogueira. Este, num dia beijou as mãos de Dilma, no outro beijou as de Michel Temer. Como classificá-lo?

É numa encruzilha que o PT se encontra.

Luta contra o golpe ou faz de conta que não houve?

O Partido tem um projeto nacional ou vai se transformar no velho PMDB – uma agremiação onde o que prevalece são os acordos regionais de eleição ou reeleição de caciques estaduais em detrimento de um projeto nacional de país?

Transcrevo agora do facebook do professor da UNB Luis Felipe Miguel, reflexões sobre estes momentos vividos pelo PT.

 

Sobre o PT cearense e o apoio a Eunício Oliveira:

(1) No último sábado, o PT do Ceará fez convenção e decidiu não indicar ninguém para concorrer ao Senado. Em suma, proibiu o senador José Pimentel de tentar a reeleição. É uma decisão oficial da convenção, obtida por maioria significativa de votos.

(2) O grande beneficiário da decisão é o senador Eunício Oliveira (PMDB), prócer do golpe e integrante do círculo íntimo de Michel Temer, que tem sua própria reeleição facilitada. Em troca, Eunício apoia, também informalmente, a reeleição do governador Camilo Santana (PT).

(3) Trata-se claramente de uma situação em que o interesse eleitoral local e imediato leva à produção de alianças espúrias, algo que faz parte do comportamento do PT há muitos anos e que sempre foi justificativo em termos de certo pragmatismo político - mas que as circunstâncias do golpe mudam. Repito o que escrevi no começo do ano, no pequeno texto em que justifico o uso da categoria "golpe" para descrever o processo em curso no país (https://grupo-demode.tumblr.com/post/171564606847/golpe):

"Entender que foi um golpe, não a mera substituição de uma presidente, é fundamental para compreender a natureza, a profundidade e a abrangência das transformações em curso no país. Muitos que falam em golpe não entendem isso. Um dos fatores de confusão foi o comportamento de alguns setores derrotados com o golpe, inclusive dentro do próprio PT, que denunciavam o golpe e ao mesmo tempo agiam como se fosse possível reconstituir no curto prazo a ordem política fraturada ou mesmo como se o jogo pudesse continuar a ser jogado como antes – por exemplo, no episódio das negociações para a montagem das mesas da Câmara e do Senado. Mesmo agora a ficha não caiu completamente para todos, como mostram algumas das movimentações sobre alianças eleitorais."

(4) Diante da péssima repercussão junto à esquerda, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, veio a público fazer um desmentido. Ela desmentiu que o ex-presidente Lula tenha assinado uma carta em apoio a Eunício, tal como foi divulgado por um colunista da imprensa burguesa. Desmentiu que o PT cearense vá apoiar Eunício e, depois, disse que o diretório nacional vai discutir o assunto, afirmando que "temos uma posição contrária a ele [Eunício]".

(5) Parte da base petista tem se estribado nas declarações de Gleisi para afirmar que a notícia do apoio à reeleição do senador golpista é "fake news", isto é, mentira. Não é. A decisão da convenção cearense é inequívoca e, até o momento, continua em vigor.

(6) É claro que o PT cearense não "declarou apoio" a Eunício, mas o apoia na prática ao retirar a candidatura de José Pimentel. Até onde se pode ver pela imprensa, as declarações de Gleisi são ambíguas, pois ela fala que "não vamos apoiar Eunício", mas não toca na questão realmente importante, que é lançar Pimentel à reeleição.

(7) Caso a candidatura do senador petista realmente não ocorra, será preciso muito esforço de autoengano para não aceitar que o PT do Ceará está operando para favorecer a eleição de um dos parlamentares mais visceralmente ligados ao golpe e aos retrocessos em curso no Brasil.

(8) A decisão da convenção cearense e a reação insuficiente e ambígua da presidente nacional do PT formam uma demonstração cabal, mas certamente não a única, de como grande parte das direções petistas está disposta a sacrificar a luta contra o golpe por vantagens eleitorais imediatas.

(9) Independentemente da apreciação quanto às suas posições políticas, é inaceitável chamar a senadora Gleisi Hoffmann por apelidos machistas, como ocorreu num dos comentários à minha postagem anterior (e minha "amizade" com o responsável já foi devidamente desfeita).

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A esquerda se une? · 01/08/2018 - 15h30 | Última atualização em 01/08/2018 - 15h35

Setores de esquerda querem que o PT abra mão de sua grandeza, das pesquisas e de Lula, pela unidade


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De janeiro para cá, quando Lula foi julgado pelo TRF4 e, principalmente, depois de sua prisão em abril, setores da esquerda brasileira tem insistido na tese da unidade para derrotar a direita. Primeiro disseram que a ameaça era Bolsonaro e, agora, falam da "força" de um Alckmim.

Os partidos estão divididos. Mas dividida também está a blogosfera progressista. O site Brasil 247 perfila do lado da tese petista da candidatura de Lula, assim também, o site Tijolaço e outros mais. Adotaram a bandeira de Ciro Gomes, o site Conversa Afiada e O Cafezinho. Diariamente uma matéria dando uma estocada no PT e outra valorizando ações de Ciro Gomes. 

Os candidatos.

Quando o Ciro Gomes (PDT) se refere ao PT/Lula é com a delicadeza de um elefante numa sala de cristais.

Manoela D'Avila (PCdoB) é quem mais apregoa a unidade. Faz o discurso mas não sugere como deve ser a chapa unitária. E, se Lula, a convidar para ser vice, esquece esta história de unidade.

Guilherme Boulos (PSOL) segue fazendo sua campanha solo. Diferentemente do PT/Lula não é cobrado pelos defensores da unidade de esquerda. Eles só tem olhos para o PT/Lula. 

O PSB é uma divisão só, na cúpula e na base. Antes de pensar na unidade da esquerda tem que pensar na sua própria unidade.     

Esta semana, organizações de estudantes e de professores lançaram um manifesto em favor da união da esquerda. Quando voce vai dar uma olhada em quem assinou o documento vê um grande numero de integrantes do PCdoB. Na lista, ressalto, os nomes de dois piauienses: Dalton Macambira e Manoel Domingos (na realidade um cearense, mas que foi deputado pelo Piauí e tinha filiação ao PCdoB local).

Eu tambem sou favoravel a uma unidade da esquerda. Diferentemente de alguns que andam escrevendo sobre unidade sem propor nomes, eu o faço. A unidade deveria se dar em torno do nome de Lula, ou, em sua impossibilidade extrema, em torno do nome de quem ele indicar.

Justifico isso (com o auxilio de Gustavo Conde) afirmando: o PT é bom de eleições. Tem vocação, tem tesão, tem conhecimento, tem valor agregado, tem experiência e tem Lula - o cara da politica. Lula tem 41% de intenção de voto e lidera o processo eleitoral. Esses 41%, no entanto, são apareceram do nada. Foi o trabalho do partido (os atos pela democracia, as entrevistas, as caravanas, o debate) que possibilitou esse cenário. Lula surfa em todo esse panorama eleitoral favorável a ele e às esquerdas, porque ele está conectado com o debate real que se desenrola no país e que não está na grande imprensa (está na blogosfera). Essa é a diferença de Lula e dos outros. Além da inteligência, ele tem a visão de conjuntura mais refinada e calibrada da cena político-eleitoral e isso há mais de 30 anos.

Desculpa, companheiros da esquerda, mas querer desprezar tudo isso e botar o PT e o prestigo de Lula, por alguem que hoje nao consegue chegar a dois digitos de preferecnia populr, como Ciro Gomes, nao da. Precisa crescer e aparecer. 

A seguir o blog transcreve dois artigos para que o leitor tenha uma ideia do debate:

UNE, UBES, ANPG E PROFESSORES LANÇAM MANIFESTO EM FAVOR DA UNIÃO DA ESQUERDA

Povo brasileiro: Carta aberta aos presidentes/as do PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL

“Vamos
Levantar a bandeira da fé
Não esmoreçam e fiquem de pé
Pra mostrar que há força no amor
Vamos
Nos unir que eu sei que há jeito
E mostrar que nós temos direito
Pelo menos a compreensão
Senão um dia
Por qualquer pretexto
Nos botam cabresto e nos dão ração (…)
Pra lutar pelos nossos direitos
Temos que organizar um mutirão
E abrir o nosso peito contra a lei
Do circo e pão (…)
Por isso nós vamos”
Bandeira da Fé (Zé Catimba e Martinho da Vila)

 

Esta carta é um chamado às direções do PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL, tendo em vista a urgência da união de forças políticas e sociais interessadas em fazer da eleição outubro próximo um instrumento legítimo para o restabelecimento do Estado Democrático de Direito em nosso país.

O povo brasileiro tem sofrido muito com as políticas austeras de um governo sem legitimidade. O desemprego, a retirada de investimentos em saúde e educação impostos pela Emenda Constitucional 95 e a entrega do patrimônio brasileiro ao capital estrangeiro, através do acelerado programa de privatizações, são assombros para todos que sonham com a construção de um Brasil democrático, justo e soberano. A condenação e prisão sem provas do ex-presidente Lula é o maior símbolo desse tempo de injustiças que vivemos.

No dia 15 de agosto encerra-se o prazo para o registro das candidaturas presidenciais. Dois rumos se apresentam nessa intensa disputa política, o Brasil vive uma encruzilhada. De um lado, o avanço do projeto neoliberal, marcado pelo desmonte do Estado Nacional, comprometido com os interesses do rentismo, com viés autoritário e antipopular. De outro, a possibilidade da união de todos os interessados em interromper esse ciclo e garantir, através da vitória nas urnas, a reconstrução do país, com foco no fortalecimento da democracia, na retomada do crescimento econômico, da geração de empregos e na ampliação dos investimentos públicos em saúde, educação e ciência e tecnologia.

A complexidade do cenário político requer um olhar atento e prioritário para as dificuldades pelas quais nossa gente tem passado. Interesse de nenhum partido, ou postura hegemonista de qualquer tipo, podem ser empecilho para a construção da única saída que tem o povo brasileiro: a unidade! Nunca a máxima “o povo unido jamais será vencido” foi tão verdadeira. Precisamos dar as mãos para construir uma nova página na história do Brasil.

Não podemos ficar paralisados diante da iminência de um segundo turno em que as duas faces da mesma moeda estejam representadas. E só há um caminho para evitar esse cenário desastroso: A UNIDADE DO CAMPO PROGRESSISTA.

É nesse sentido que os signatários desta carta fazem um chamado a um entendimento entre as direções do PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL no sentido da construção de uma chapa única já no primeiro turno das eleições. Juntos, Lula (PT), Ciro (PDT), Manuela D´Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) somam mais de 40% das intenções de voto em todas as pesquisas e podem constituir um bloco de forças políticas e sociais capaz de vencer as eleições e de devolver a esperança de um novo futuro.

A construção dessa unidade certamente entrará para a história como um gesto de grandeza das forças políticas envolvidas em benefício da democracia e da conquista de uma vida digna ao povo brasileiro. Ainda há tempo para viabilizar esta união. Falta agora o compromisso destes partidos e pré-candidatos para que ela se realize.

Assinam esta carta:

Marianna Dias – Presidenta da UNE
Pedro Gorki – Presidente da UBES
Flávia Calé – Presidenta da ANPG
Ennio Candotti – Presidente de Honra da SBPC e diretor do Museu da Amazônia.
Otávio Velho – Professor Emérito de Antropologia Social da UFRJ.
Sidarta Ribeiro – Prof. Titular de Neurociências da UFRN e Diretor da SBPC.
Armando Boito – Unicamp.
Benedito Tadeu César – Professor de Ciência Política da UFRGS
Dermeval Saviani – Prof Emérito da Unicamp
Guilherme Estrela – Geólogo e ex-diretor da Petrobras.
Leda Paulani – Professora da Faculdade de Economia e Administração da USP
Maria Victoria de Mesquita Benevides – Profª Titular da USP
Olival Freire – Universidade Federal da Bahia.
Márcio Florentino – Diretor da ABRASCO
Nilton Brandão – Presidente do PROIFES
Antonio Guedes Rangel Junior – UEPB
Manuel Domingos Neto – UFF
Renato Rovai – Editor da revista Fórum;
Inácio Carvalho – Editor do site Vermelho
Miguel do Rosário – Editor do blog Cafezinho;
Alessandro de Azevedo -Prof. associado do Centro de educação da UFRN
Alfredo Macedo Gomes – UFPE – Diretor do Centro de Educação da UFPE
Allan Kardec Barros Duailibe – Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMA
Ana Carolina Galvão Marsiglia. PPG em Educação da UFES.
Andrey Lemos- Presidente da UNA LGBT.
Anna Paula Avelar – UFRPE
Antonio Carlos Miranda – Departamento de Física – UFRPE.
Antonio Luiz Caldas Junior – Prof. da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp
Arine Lyra -UPE
Bernadete Campos -UPE
Carla Liane N dos Santos: Profª do Departamento de Educação e da UNEB
Carlos Roberto Jamil Cury – PUC Minas
Cássia Damiani Professora Adjunta do Instituto de Educação física e Esportes da UFC.
Cátia Maria Justo – Prof. da Universidade Federal de Sergipe
Celina Alves Arêas Secretaria da Mulher Trabalhadora CTB Nacional
Claudio André de Souza – Professor de Ciência Política da UNILAB
Conceição Fornasari – Prof.a da Unimep e diretora do Sinpro Campinas e da Fepesp.
Dalton Melo Macambira – UFPI
Daniela Borges Pavani – Profa. Adjunta IF/UFRGS, Diretora do Planetário da UFRGS
Edilson Fernandes de Souza – Prof. Educação Física da UFPE
Edsaura Maria Pereira – UFG – Vice-diretora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública
Elias Ramos de Sousa – Instituto Federal da Bahia
Elisangela Lizardo – IFSP – Secretária Regional da SBPC SP área II
Enio Pontes – Professor da Universidade Federal e Presidente da ADUFC Sindicato
Ernani Martins -UPE
Fábio Palácio de Azevedo – Prof. De Comunicação da UFMA
Fernando Birello de Lima – Universidade do Estado de Mato Grosso/UNEMAT
Fernando Nascimento – UFPE – 1° vice-presidente da ADUFEPE
Flávio Alves da Silva – UFG – Presidente do ADUFG Sindicato; Tesoureiro do PROIFES
Francisco Sales – FACED-UFC.
Francisco Wellington Duarte – UFRN; Presidente do ADURN SINDICATO e da CTB-RN
Genylton Odilon Rêgo da Rocha – Professor Associado da UFPA e Secretário Regional da SBPC
Geovana Reis – UFG – Diretora da ADUFG
Giovana Ferreira Mendes – Professora do IFMT
Gustavo de Faria Moreira Teixeira – Prof. de Direito Constitucional da Universidade de Cuiabá.
Haroldo Amaral -UPE
Helena Costa Lopes de Freitas – Profa Aposentada – Unicamp
Helena Serra Azul – Profª UFC e Vice-Presidente da ADUFC Sindicato
Helio de Mattos Alves – Faculdade de Farmácia da UFRJ
Heloísa da Silva Borges – UFAM
Ilka Bichara – UFBA
Izabela Avelar – UPE
Jane Felipe Beltrão – Profª Titular em Antropologia UFPA.
João Batista de Deus – UFG / IESA – Diretor da ADUFG
João dos Reis Silva Júnior – UFSCar
José Arnor de Lima Júnior -Prof do Departamento de Psicologia da UFPE
Jose Audisio Costa prof. UFPE; Tesoureiro da ADUFEPE.
José Carlos Padilha Arêas – Diretor da Contee e Sinpro Minas
José Claudinei Lombardi – Prof Titular da Faculdade de Educação da Unicamp
José Edeson de Melo Siqueira – Professor da UFPE e Presidente da ADUFEPE
José Gerardo Vasconcelos – Prof. titular da FACED/UFC.
José Luiz Alves, prof. da Universidade de Pernambuco -UPE. Presidente da Fundação Maurício Grabois – seção PE.
José Luiz Quadros de Magalhães – Professor de Direito PUC Minas e UFMG
Juarez Pereira Furtado – Dep. Políticas Públicas e Saúde Coletiva – Unifesp – Professor Associado
Juliana Alves de Araújo Bottechia -UEG.
Karl Schurster Veríssimo de Sousa Leão – coordenador das graduações – PROGRAD – UPE.
Lia Tiriba – Universidade Federal Fluminense
Lúcia Rincon – PPGE / PUC Goiás – Diretora da APUC e do Centro Popular da Mulher/UBM Goias
Luciano Moreira Rezende – Prof adjunto do Instituto Federal Fluminense
Luiz Bezerra Neto – UFSCar.
Luiz Eduardo Motta – Prof. Associado UFRJ
Madalena Guasco Peixoto – Diretora da Faculdade de Educação da PUC SP
Marcelo Fernandes – Prof. titular da faculdade de economia da UFRRJ
Marcos Francisco Martins – UFSCar Sorocaba.
Marcos Lopes de Souza – Prof. Titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Maria Auxiliadora Campos – Universidade de Pernambuco/UPE
Maria do Carmo Barbosa – UPE
Maria do Carmo Luiz Caldas Leite – UNISANTOS
Marilane Alves Costa – Professora do IFMT
Maristela Abadia Guimarães – Professora do IFMT
Mary Garcia Castro – UFBA, UESB -PPGREC e pesquisadora da FLACSO-Brasil
Mauro Castelo Branco de Moura – Professor Titular do Departamento de Filosofia da UFBA
Meire Rose – Professora da UFMT
Nereide Saviani – Diretora de Formação da Fundação Maurício Grabois.
Nilson Weisheimer – Prof. Associado da UFRB; Prof. Permanente do PPGCS/UFRB
Olgamir Amancia Ferreira – Universidade de Brasília _UnB
Patrícia Nogueira – Professora da UFMT
Paulo Bretas Vilarinho Junior – Prof. de Psicologia – FAETERJ Duque de Caxias
Pedro Luiz Teixeira de Camargo – Prof. de Economia Ambiental CEAD/IFMG Campus Ouro Preto
Raquel de Almeida Moraes – Universidade de Brasília
Reinaldo de Lima Reis Júnior – IFG
Ricardo Demétrio S. Petersen – Prof. da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da UFRGS
Ricardo José Araújo Miranda – Prof. do IFPE/Vitória de Santo Antão.
Ricardo Moreno – UNEB
Robervam de M. Pedroza – Prof. IFPE Campus Pesqueira
Romualdo Pessoa Campos Filho – UFG/IESA – Ex presidente da ADUFG
Sérgio Mário Lins Galdino – Prof. UPE e UNICAP – Diretoria do Sinpro-PE e Aducape
Sergio Sebastião Negri – Professor Depto de Geografia-UFMT de Rondonópolis.
Sheler Martins de Souza – Prof. IFF – campus Bom Jesus do Itabapoana, RJ.
Sônia Selene Baçal de Oliveira – Profa. Associada da UFAM
Thaís Brazil – Profª de Direito do UNIVAG
Valter Duarte Ferreira Filho – Professor Associado da UFRJ
Wellington Pinheiro dos Santos – Departamento de Engenharia Biomédica da UFPE

 

A quem interessa uma união que não seja em torno de Lula/PT?

Por Thaís S. Moya

A Esquerda brasileira beira a histeria coletiva quando torna o projeto da união da mesma em problema. Não há problema, há solução, apenas. Lula tem quase 40% da intenção dos votos. O PT é o partido preferido da maior parte da população, à frente da soma de todos os outros partidos. Tudo isso depois de um monstruoso ataque golpista que tentou destruí-los.

Lula, em cárcere ilegal, está nitidamente 100% dedicado ao seu plano de governo, tem lido e estudado muito, também está cuidando de sua saúde com exercícios diários. Ele não é irresponsável, megalomaníaco ou ingênuo, pelo contrário, é um gênio político e certamente está calculando cada passo que dá e orienta a ser dado.

O povo brasileiro, principalmente o mais pobre, está dando uma aula magistral de Política, apontando, a cada pesquisa eleitoral, sem hesitação, o caminho a ser seguido. Há quase dois meses, vemos uma crescente de Lula, a queda de Bolsonaro e a paralisia do restante. Quem hesita são caciques partidários e a intelectualidade. Os primeiros porque defendem seus interesses e valores ideológicos. Já os intelectuais esquerdistas parecem ser incapazes de superar o ranço colonizador de suas formações, insistindo na prerrogativa de apenas ensinar e ditar, mesmo que contra os fatos.

O gatilho da histeria foi a união da Direita em torno de Alckmin, que ainda nem se oficializou, pois muita chantagem ainda vai rolar naquele covil, vide a demanda do Paulinho da Força acerca da volta do imposto sindical. Não há respaldo para afirmar que essa “união do mal” vai alavancar a candidatura tucana que, a dois meses e meio do pleito, sequer bateu 5% de intenção de votos. Assim como subestimaram Lula e o PT, parece haver uma superestima do PSDB.

Nos últimos cinco anos, testemunhamos um tsunami político-institucional e a população não passou ilesa. O golpe foi forjado por meio do ódio e asco, o primeiro direcionado para Esquerda e o segundo para classe política, principalmente às figuras mais conhecidas e citadas em escândalos de corrupção.

Por mais que a mídia hegemônica (Globo, Folha, Veja e Cia) tenha blindado Alckmin, não foi possível mantê-lo imaculado. O escândalo da merenda, a truculência com que tratou os estudantes secundaristas, em 2016, e seu apelido de “Santo” nas planilhas de propinas da Odebrecht tornaram sua imagem asquerosa para 69% da população.

Não há tempo de TV, conluio de pastores e caixa 2 que revertam isso em 70 dias. Caso consigam tamanha façanha, a briga direta será pela segunda colocação contra Bolsonaro (se ele, de fato, se candidatar) e Marina.

Se houver segundo turno, uma vaga já é de Lula ou de sua indicação, e ambos têm um único signo no imaginário social: 13. E essa é a resposta óbvia dessa falsa problemática em torno da cabeça de chapa da Esquerda. Não há tempo hábil para emplacar outra legenda/número que não o “13”.

Resta a reflexão: a quem interessa insistir numa união da Esquerda que não seja em torno do PT? Por que bancarmos doutrinadores quando quase metade do Brasil tem insistido, apesar de tudo, na opção “Lula/PT? Não é hora de criar problema que não existe. Hesitar diante do óbvio fortalece apenas a Direita. Foquemos no 13.

 

Thaís S. Moya é socióloga, pós-doc em Ciências Sociais (Unicamp)

 

 

 

 

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Eleições 2018 · 30/07/2018 - 17h49 | Última atualização em 30/07/2018 - 18h03

Valter Pomar, dirigente nacional do PT diz: "certas alianças são inaceitáveis"


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Por Valter Pomar (da Direção Nacional do PT) 

Um setor do PT comporta-se, nas eleições estaduais deste ano, como se ainda estivéssemos em 2010 ou 2014. Defendem a adoção de uma tática eleitoral e "ampla" política de alianças, semelhantes àquelas adotadas naquelas duas oportunidades.

Isto é proposto inclusive em estados onde disputamos a reeleição de governos bem avaliados, onde Lula e o PT exibem altos índices de aprovação. Ou seja, estados onde certamente temos boa margem para arriscar, na perspectiva de contribuir para deslocar a correlação de forças para a esquerda.

Mas não. A opção daquele setor do PT é "bourbon", conservadora, temerosa. Um dos resultados dessa postura, se o DIretorio Nacional do PT não fizer nada a respeito, poderá ser mantermos nosso espaço nos governos estaduais mas, ao mesmo tempo, contribuirmos para manter e as vezes até aumentar a força dos neoliberais no Senado e na Câmara dos Deputados.

E ainda existe quem defenda, neste contexto, a retirada da candidatura própria do PT em Pernambuco. Tese que, se vingasse, na melhor das hipóteses congelaria a correlação de forças institucional no Nordeste tal e qual era em 2014, com exceção do Rio Grande do Norte.

Os defensores desta tática e política de alianças parecem pensar que um resultado como o indicado no parágrafo é o melhor que podemos obter; e que, em tempos de golpe e retrocesso, já estaria de bom tamanho manter o que temos.

Se o Brasil se resumisse a cada um dos estados citados anteriormente, o pensamento acima já seria questionável. Mas não é assim que as coisas são. Dito de outra forma: repetir hoje a tática e as alianças de 2010/2014 não nos ajuda a derrotar o golpe, não nos ajuda a reconquistar a presidência da República, não nos ajuda a governar o Brasil e, ademais, será um peso negativo (inclusive para os governadores petistas que se reelejam) caso os golpistas vençam em 2018.

Comecemos por esta última possibilidade: em caso de vitória presidencial golpista em 2018, cada concessão feita agora vai custar muito caro, inclusive em 2022. Aliás é paradoxal que gente tão atenta para a dimensão institucional minimize este detalhe.

E se a esquerda vencer na presidencial de 2018? Neste caso as concessões feitas serão um freio de mão puxado. O que atrapalhará muito um governo que se propõe a adotar medidas mais radicais.

E na campanha presidencial de 2018? Tendo em vista que Lula lidera as pesquisas em todos os estados em que se fez amplas alianças (e aliás é fundamentalmente por isso que partidos de direita topam aliar-se com o PT), é possível argumentar que caso Lula seja o candidato, as amplas alianças não causarão grande dano à campanha presidencial. Ou seja: os palanques que cedemos a partidos que tem outros candidatos presidenciais terão pouca chance de fazer estrago. Admitamos, por hipótese, que isto pode ser assim. Mas e se não for? Nesse caso, nossos "aliados" estaduais terão um grande espaço para nos causar danos severos. Sem falar, é claro, na dúvida acerca de como vão se comportar certos governadores num cenário em que os golpistas tirem Lula da urna eletrônica.

Mas o problema principal causado por alianças com a direita não é futuro, é presente: não há argumento capaz de explicar como alianças com golpistas ajudam a derrotar o golpe.

Por tudo isso, não há como negar que existe uma contradição entre a tática nacional do PT e a tática implementada em alguns estados.

Alguns acham que esta contradição é apenas aparente, outros acham que é inevitável, em nosso caso achamos que é inaceitável.

Deste ponto de vista, o caso do Ceará não se distingue de outros.

O chocante no caso do Ceará é que nele a contradição chegou a tal ponto que não é mais óbvio, natural e evidente que um governador filiado ao PT deva fazer campanha para a candidatura do PT à presidência.

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Carta a blogosfera · 27/07/2018 - 08h56 | Última atualização em 27/07/2018 - 09h19

Lula aos blogueiros: "numa guerra, a primeira vítima é a verdade"


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Iniciei minha experiência na blogosfera, no AcessePiauí, lá pelos idos de 2007.

Depois tive experiências no CaçandoConversa e no PensarPiauí. Hoje, escrevo este blog no 180graus.

Em 2010, estive no 1º Encontro de Blogueiros Progressistas do Brasil e, posteriormente, em outras edições do evento. Em 2015, realizamos aqui no Piauí o 1º Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais do Piauí.

Com a grande mídia brasileira homogênea no campo do liberalismo e com o advento da internet nasceu este movimento de blogueiros. A idéia sempre foi mostrar que uma outra comunicação é possível e, também, fazer o contra ponto ao discurso único da grande mídia comercial brasileira.

Preso em Curitiba, o ex-presidente Lula, escreveu uma carta destinada aos blogueiros progressistas.

Veja a integra da carta:

 A história ensina que numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Encontro-me há mais de 100 dias na condição de preso político, sem qualquer crime cometido, pois nem na sentença o juiz consegue apontar qual ato eu fiz de errado. Isso porque setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, com apoio maciço da grande mídia, decidiram tratar-me como um inimigo a ser vencido a qualquer custo.

A guerra que travam não é contra a minha pessoa, mas contra a inclusão social que aconteceu nos meus mandatos, contra a soberania nacional exercida pelos meus governos. E a principal arma dos meus adversários sempre foi e continuará sendo a mentira, repetida mil vezes por suas poderosas antenas de transmissão.

Tenho sobrevivido a isso que encaro como uma provação, graças à boa memória, à solidariedade e ao carinho do povo brasileiro em geral.

Dentre as muitas manifestações de solidariedade, quero agradecer o espírito de luta dos homens e mulheres que fazem do jornalismo independente na internet uma trincheira de debate e verdade.

Desde que deixei a Presidência, com 87% de aprovação popular, a maior da história deste país, tenho sido vítima de uma campanha de difamação também sem paralelo na nossa história.

Trata-se, sabemos todos, da tentativa de apagar da memória do povo brasileiro a ideia de que é possível governar para todos, cuidando com especial carinho de quem mais precisa, e fazer o Brasil crescer, combatendo sem tréguas as desigualdades sociais e regionais históricas.

Foram dezenas de horas de Jornal Nacional e incontáveis manchetes dedicadas a espalhar mentiras – ou, para usar a linguagem da moda, fake news – contra mim, contra minha família e contra a ideia de que o Brasil poderia ser um país grande, soberano e justo.

Com base numa dessas mentiras, contada pelo jornal O Globo e transformada num processo sem pé nem cabeça, um juiz fez com que eu fosse condenado à prisão, por “ato indeterminado”, usando como pretexto a suposta posse de um imóvel “atribuído” a mim, do qual nunca fui dono.

Contra essa aliança espúria entre alguns procuradores e juízes e a mídia corporativa, a blogosfera progressista ousou insurgir-se. Sem poder contar com uma ínfima parcela dos recursos e dos meios à disposição dos grandes veículos alinhados ao golpe, esses homens e mulheres fazem Jornalismo. Questionam, debatem e apresentam diariamente ao povo brasileiro um poderoso contraponto à indústria da mentira.

Lutaram e continuam a lutar o bom combate, tendo muitas vezes apenas o apoio do próprio povo brasileiro, por meio de campanhas de financiamento coletivo (R$ 10 reais de uma pessoa, R$ 50 reais de outra).

Foram eles, por exemplo, que enfrentaram o silêncio da mídia e desvendaram as ligações da Globo com os paraísos fiscais, empresas de lavagem de dinheiro e a máfia da Fifa. Que demonstraram a cumplicidade de Sérgio Moro com a indústria das delações. Que denunciaram a entrega das riquezas do país aos interesses estrangeiros. Tudo com números e argumentos que sempre são censurados pela imprensa dos poderosos.

Por isso mesmo a imprensa independente é perseguida por setores do judiciário, por meio de sentenças arbitrárias, como vem ocorrendo com tantos blogueiros, que não têm meios materiais de defesa. Enfrentam toda sorte de perseguições: tentativa de censura prévia, conduções coercitivas e condenações milionárias, entre outras formas de violência institucional.

E agora, numa investida mais sofisticada – mas não menos violenta – agências de “checagem” controladas pelos grandes grupos de imprensa “carimbam” as notícias independentes como “Fake News”, e dessa forma bloqueiam sua presença nas redes sociais. O nome disso é censura.

Alguns desses homens e mulheres que pagam um alto preço por sua luta são jornalistas veteranos, com passagens brilhantes pela grande imprensa de outrora, outros sem qualquer vínculo anterior com o jornalismo, mas todos movidos por aquela que deveria ser a razão de existir da profissão: a busca pela verdade, a informação baseada em fatos e não em invencionices. Lutaram e lutam contra o pensamento único que a elite econômica tenta impor ao povo brasileiro.

Quantas derrotas nossos valentes Davis já não impuseram aos poderosos Golias? Quantas notícias ignoradas ou bloqueadas nos jornalões saíram pelos blogues, muitos deles com mais audiência que os sites dos jornalões?

Mesmo confinado na cela de uma prisão política, longe de meus filhos e amigos, impedido de abraçar e conversar com o povo brasileiro, tenho hoje aprovação maior e rejeição menor que meus adversários, que fracassaram no maior dos testes: melhorar a vida dos brasileiros.

Eles, que tantos crimes cometeram – grampos clandestinos no escritório de meus advogados, divulgação ilegal de conversas entre mim e a presidenta Dilma, todo o sofrimento imposto à minha família, entre muitos outros –, até hoje não conseguiram contra mim uma única prova de qualquer crime que seja.  A cada dia mais e mais pessoas percebem que o golpe não foi contra Lula, contra Dilma ou contra o PT. Foi contra o povo brasileiro.

Mais do que acreditar na minha inocência – porque leram o processo, porque checaram as provas, porque fizeram Jornalismo – os blogueiros e blogueiras progressistas estão contribuindo para trazer de volta o debate público e resgatar o jornalismo da vala comum à qual foi atirado por aqueles que o pretendem não como ferramenta capaz de lançar luz onde haja escuridão, mas apenas e tão somente como arma política dos poderosos.

A democracia brasileira agradece, eu agradeço a vocês, homens e mulheres que fazem da luta pela verdade o seu ideal de vida.

Hoje a (in)justiça brasileira não só me prende como impede sem nenhuma razão que vocês possam vir aqui me entrevistar, fazer as perguntas que quiserem. Não basta me prender, querem me calar, querem nos censurar.

Mas assim como são muitos os que lutam pela democracia nas comunicações e pelo jornalismo independente, e não caberiam aqui onde estou, essa cela também não pode aprisionar nem a verdade nem a liberdade. Elas são muito mais fortes do que as mentiras mil vezes repetidas pelo plim-plim, que quer mandar no Brasil e no povo brasileiro sem jamais ter tido um único voto. A verdade prevalecerá. A liberdade triunfará.

Forte abraço,

Lula

 

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Estrelas do PT · 26/07/2018 - 16h29 | Última atualização em 26/07/2018 - 16h32

Lula ou Wellington Dias, quem tem mais habilidade política?


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Lula é um animal político – e, com isto, quase todos concordam!

Sua capacidade de diálogo com o povo e de articular forças políticas são por demais reconhecidas.

Candidato a presidente do Brasil em mais uma vez, agora, Lula enfrenta aquela que deve ser a eleição mais difícil de sua vida. Preso em Curitiba, ele vem jogando o xadrez político com extrema habilidade e, mesmo proibido de dar entrevistas, lidera com folga todas as pesquisas em que seu nome é colocado como candidato.

O PT tem, no Piauí, outro exemplo de político exímio na arte do diálogo com o povo e na articulação política – o governador Wellington Dias.

O blog vai exibir a seguir um quadro que remonta as eleições de 2002 para cá e as atuações de Lula e Wellington Dias. O blog deixa também uma pergunta no ar? Quem agiu com mais habilidade?

Em um intervalo de recente reunião de governadores do Nordeste, o tema das eleições/2018 e a dificuldade de Lula em garantir sua candidatura veio à tona. Algumas opiniões e o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, se vira para Wellington Dias e diz:

- Índio, eu te disse para se desincompatibilizar do governo do Piauí. Esta era tua hora!

 

PS. Clique na tabela e a veja em tamanho melhor

 

 

 

 

 

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Eleições 2018 · 25/07/2018 - 11h15

A novela mexicana de Firmino Filho


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O prefeito de Teresina, Firmino Filho, tem chamado a sucessão estadual de “novela mexicana” – um debate de quem traiu quem.

A jornalista Apoliana Oliveira registrou o fato no 180graus. Veja aqui

Firmino Filho tem propriedade para afirmar isso. Afinal, de dia deixa-se fotografar com Luciano Nunes - candidato tucano ao Karnak. À noite, esta com Luci Silveira, sua mulher, candidata a deputada estadual pelo Progressista da aliança governista de Wellington Dias.

Arribá, México!!!!!!!!!!

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Coerência, não é o que se encontra na voz dos políticos piauienses. A oposição acusa o governo de formar um blocão, um barco demasiado pesado. Mas esta mesma oposição está que nem urubu, à espreita de alguma sobra do lado governista para fazer seu bloquinho crescer.

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Eleições 2018 · 23/07/2018 - 20h08 | Última atualização em 23/07/2018 - 21h52

PT feliz por escolha de Regina para vice-governadora de Welington Dias


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Wellington Dias definiu a chapa que vai disputar o governo, e ela traz Regina Sousa na condição de candidata a vice-governadora.

Wellington Dias dá a cor que a chapa majoritária estava precisando - o vermelho petista.

Os petistas estão acometidos de duplo sentimento dispare.

Estão tristes, em parte, porque sabem que o trabalho, primeiro de Wellington; e na sequencia, de Regina, no Senado Federal, foi digno do povo mais necessitado deste país... Tristes, mas mantendo esperanças em Marcelo Castro.

Se há tristeza entre petistas, há também, simultaneamente, um entusiasmo enorme com a indicação de Regina para vice de Wellington Dias. A satisfação dos petistas é evidente.

Eles estão cansados de vices infiéis.

E eles querem ter a certeza de que serão considerados nos embates futuros. Regina Sousa é esta certeza.

A chapa Wellington Dias/Regina Sousa resgata também a época áurea do sindicalismo piauiense quando os 2 comandaram o Sindicato dos Bancários. A militância petista sabe da força e da eficiência desta dupla.

Parabéns ao presidente do PT, Assis Carvalho, por tão bem conduzir os interesses do Partido neste delicado momento.

Parabéns Wellington Dias pela sábia escolha!

Parabéns Piauí por ser brindado por esta possibilidade, ter uma mulher séria, honesta, integra, inteligente e capaz concorrendo ao cargo de vice-governadora.

A escolha de Wellington Dias foi tão acertada que após o anuncio alguns cães começaram a ladrar!  (mas isso será tema para outra postagem).

 

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Pela Cidadania · 21/07/2018 - 08h00 | Última atualização em 21/07/2018 - 12h33

Força Tarefa protocola pedido de acompanhamento do Plano de Governo de Picos junto ao MP


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A Força Tarefa Popular segue na sua jornada de Picos a Teresina mobilizando as populações em torno dos Planos de Governos. A Força Tarefa visa estimular os munícipes a cobrarem dos prefeitos o Plano de Governo registrado no TRE quando da candidatura do chefe do Executivo.

A marcha da Força Tarefa foi iniciada dia 17 e Picos o primeiro município fiscalizado.

O coordenador da Força Tarefa, o advogado Arimatéia Dantas, protocolou junto ao Ministério Público de Picos ofício pedindo que aquela entidade monitore a aplicação do Plano de Governo registrado pelo então candidato e hoje, prefeito de Picos, padre Valmir. O documento também foi assinado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Picos, pela presidente da Sindicato dos Servidores Municipais de Picos, pelo representante do Movimento de Pequenos Agricultores.

 

De Picos a Força Tarefa seguiu (a pé) para Dom Expedito. Mas antes pararam na localidade Mirolândia, lá foram recebidos pela comunidade num almoço. Mirolândia tem resultado prático e positivo das ações da Força Tarefa: em 2010, foi denunciando o descaso das autoridades públicas com aquelas pessoas que se conseguiu obra relacionada a perfuração de poço e abastecimento dágua.

Na cidade de Dom Expedito as atividades tiveram início com uma aula pública sobre cidadania e Plano de Governo.

 

Veja nota da Força Tarefa sobre as obras de hospital de Picos

"...estas fotos são das obras do Hospital Regional de Picos. Segundo informações, se encontra embargada por ordem judicial. Um dos encaminhamentos da Marcha foi criar um grupo para organizar um movimento pela conclusão da obra. Será feito um diagnostico jurídico do problema e discutido com o Poder Judiciário e o Ministério Público. A Marcha esteve no Hospital Regional em funcionamento e constatou muitos pacientes e macas pelos corredores que dificultam o deslocamento no ambiente. Uma cena muito triste e deprimente. Enquanto isso o esqueleto de grande hospital é destruído pelo tempo causando mortes e dores nos doentes que sofrem no velho hospital regional. Lamentável a situação e pior que isso é a omissão da sociedade picoense frente ao problema. Apesar de contactados vários setores apenas o MPA e os sindicatos de Trabalhadores Rurais e dos Servidores Municipais estiveram presentes e contribuindo para os trabalhos da Força-tarefa Popular. Os escombros da obra representa o tamanho da omissão social. Para por fim a isto a FTP deixou organizado um grupo que organizará um movimento de massa em defesa do hospital regional e sua conclusão..."  

 

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Vai radicalizar? · 20/07/2018 - 13h18 | Última atualização em 20/07/2018 - 16h35

Oscar de Barros: sem radicalismos, o brasileiro está deixando claro que quer Lula presidente


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Lula está preso há mais de 100 dias.

Pelo comportamento parcial da Justiça nada indica que conseguirá sua liberdade agora.

Gilberto Carvalho, PT/Paraná, e ex-ministro de Lula, disse que "Só há uma forma de tirá-lo da cadeia: um levante popular, uma mobilização muito forte, uma radicalização do processo"

 

Não sei se um levante popular, um movimento mais radical vai acontecer. Mas sei que o brasileiro quer Lula.

Não há sinais de radicalização!

Mas sobram sinais de resistência ao arbítrio, da convicção de que Lula é candidato a presidente, de que a grande vontade do povo é vê-lo de novo no Palácio do Planalto e que apesar da onda de ódio que se espalha pelo país, o amor do povo a Lula e do Lula ao povo é, como dizia Gonzaguinha, “mais maior de grande”.

O povo quer Lula de novo na Presidência da República.

Pernambuco tem três fortes candidatos a governador do Estado. Paulo Câmara, que concorre à reeleição pelo PSB; Marília Arraes, a candidata do PT apoiada por Lula e Armando Monteiro, do PTB. Pois bem, é natural que Marília apoie Lula para presidente, mas o fato é que Paulo Câmara e Armando Monteiro já declararam que apoiam Lula para presidente do Brasil. Eles dizem isso porque o povo pernambucano assim quer. E eles não vá remar contra a maré.

 

Os anti-lulistas vão dizer: “é coisa do povo pobre do Nordeste”.

Mas as informações oficiais vão desmentindo todo o discurso raivoso e preconceituoso. O Instituto Paraná Pesquisas divulgou esta semana pesquisa sobre as preferências do eleitorado de São Paulo no pleito presidencial de outubro. No estado, onde o PT apresenta historicamente grande dificuldade nas eleições, Lula está empatado tecnicamente em primeiro lugar com Bolsonaro. Em seu reduto, Alckmin continua amargando o terceiro lugar.

 

O povo está convicto de que Lula é candidato. A Marcha Lula Livre, Lula Inocente! botou o pé na estrada, na luta em defesa da liberdade de Lula saindo de Caruaru na segunda-feira (16), passando por Pombos, Vitória de Santo Antão, Bonança e Moreno, chegando hoje em Recife. Atos públicos foram realizados nos municípios por onde Marcha passou. A iniciativa é do Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST) e da Frente Brasil Popular, com apoio da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE).

 

Aqui no Piauí, o PT iniciou, em 13 de abril, a Caravana Lula Livre e até o momento dos 224 municípios do Estado, 114 já foram visitados.

 

E a resistência ao arbítrio é permanente.

Lula está preso na sede da Polícia Federal de Curitiba. Bem ao lado, desde o primeiro dia, 7 de abril, apoiadores organizam uma vigília de resistência. Bom dia, boa tarde e boa noite, entoados em coro, todos os dias. Luzes ao anoitecer para que o ex-presidente saiba da presença deles. Muitos ficam alguns poucos dias e voltam depois, outros estão lá desde o início.

De longe, muitos apoiam. Nesta mesma semana dos 100 dias, o mecanismo de financiamento coletivo ultrapassou R$ 1 milhão de arrecadação para a manutenção da Vigília Lula Livre. Na segunda-feira (16), a vigília mudou de lugar. A organização alugou um terreno bem em frente ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, o que aproximou mais os militantes das instalações. A mudança foi acertada com as autoridades locais e assegurar o direito de ir e vir dos manifestantes.

Florisvaldo Souza, um dos coordenadores da vigília, conta que a solidariedade encontrada na sociedade vai ainda além do dinheiro. “A vigília se mantém com doações. Além dessas doações em dinheiro, contamos com uma rede de solidariedade em Curitiba muito grande. Então, recebemos alimentos, cobertores, roupas. É muito legal ver a solidariedade do povo com a vigília, que só cresce do início.”

Para o coordenador, a solidariedade reforça a ideia de que Lula é um preso político e que vale a luta. “Essa ideia cresce a cada dia na sociedade. Principalmente por causa das lambanças do Judiciário. Eles foram totalmente expostos e vejo que, a cada dia, fica mais claro que essa prisão é ilegal, ilegítima, injusta.”

 

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Escreveu para a Folha de SP · 19/07/2018 - 09h18 | Última atualização em 19/07/2018 - 09h35

Luiz Inácio Lula da Silva: Afaste de mim este cale-se


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Por Luiz Inácio Lula da Silva*

Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por “atos indeterminados”, após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia “cala boca já morreu”. Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em “atos de ofício indeterminados” no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento “atribuído” em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.

 

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (2003-2010), texto publicado originalmente aqui.*

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As ultimas semanas foram marcadas pelo anuncio que a rede de saúde que atende pelo Plamta/Iaspi iria suspender os atendimentos.

Os profissionais da área alegavam que o governo não vinha repassando o que de direito. 

O Ministério Público reuniu as partes. 

Veja noticia do 180graus aqui.

O governador Wellington Dias, gravou um vídeo sobre o assunto, e sua assessoria o distribuiu pelo whats ap.

Logo no inicio do vídeo (16 segundos) o governador se refere a ação da rede de saúde que propunha o fim dos atendimentos.

Ele diz, "...portanto não há o que se falar em greve, aliás nós estamos falando é de black out, estamos falando é de rompimento de contrato..."

Este blogueiro acredita que houve um equivoco do governador. Na verdade uma troca de expressões. O governador queria dizer lockout, e disse blackout. 

Explicando: 

Greve: é a suspensão coletiva, temporal e pacífica, total ou parcial da prestação de serviços do empregado ao empregador, visando a defesa de interesses comuns, tais como melhores condições de trabalho, melhores salários. 

Lockout: é um meio de autodefesa do empregador, quando este se recusa a oferecer aos trabalhadores as ferramentas para o exercício das suas atividades, “fechando as portas” da empresa.

No popular, trabalhador faz greve. Quando é o patrão que para, é lockout.

Quer um exemplo: a parada do trafego de caminhões no Brasil recentemente. Aquilo não foi uma greve (embora a imprensa tenha dito que foi), aquilo foi um lockout. 

Detalhe: no Brasil a prática do lockout é ilícita

Finalizando: o governador manda dizer à população usuária do Planta/Iaspi que ela tem direito ao atendimento, deve exigi-lo e avisa ao donos de hospitais que está de olho nas ações deles. 

 

 

 

 

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Vídeo do Lula · 17/07/2018 - 12h56 | Última atualização em 17/07/2018 - 14h47

Lula divulga fala inédita gravada antes de ser preso, ele cobra justiça e fala de esperança


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Antes de ser preso sem provas, Lula gravou uma mensagem para o povo brasileiro.

O vídeo foi divulgado hoje. Veja a fala inédita do presidente!

 

 

 

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