Eles voltaram · 23/10/2018 - 06h57 | Última atualização em 23/10/2018 - 09h30

Eles estão no Supremo, disputam a presidência, eles estão de volta: Brasil uma 'democracia' militar


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O filho de Bolsonaro disse que um soldado e um cabo fechavam o STF, mas... que fazem lá os generais?

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, nomeou para seu assessor o militar da reserva Fernando de Azevedo e Silva – uma indicação do general Villas Boas que é Comandante do Exército Brasileiro.

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Federal Eleitoral (aquela que disse que as instituições estão funcionando normalmente) dá uma coletiva no TSE tutelada pelo general Etchegoyen. Sérgio Westphalen Etchegoyen é um general do Exército Brasileiro e atual Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil. É neto do general Alcides Etchegoyen, membro do Clube Militar que atuou no Estado Novo contra Getúlio Vargas.

Em 1964 foi também mais ou menos assim. O movimento contra João Goulart foi organizado por civis (pessoas físicas e jurídicas), os militares apenas davam apoio. Senhoras católicas fizeram pregações cristãs, o proeminente político Carlos Lacerda bradava calorosos discursos, os empresários se cotizavam e bancavam o movimento, todos se encontraram na famosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

Veio 31 de março, Jango foi declarado ausente do Brasil apesar de estar em terras brasileiras, o STF se calou e quem assumiu a presidência da República foi um General – o cearense Castelo Branco. Daí em diante, todos sabem do ocorrido.

Agora, para a presidência da República temos dois militares aposentados, o capitão Jair Bolsonaro – candidato a presidente, e o general Hamilton Mourão – candidato a vice.

Daqui a uma semana a história pode voltar a se repetir com um aspecto diferente, agora homologada pelo voto popular.

Ameaças, agressões, mortes JÁ estão acontecendo antes mesmo de Bolsonaro ser ungido pelas urnas – imagina quando!

Seu filho já decretou: basta um soldado e um cabo para fechar o Supremo. Mas um Supremo tutelado por generais precisa ser fechado?

O capitão - concomitantemente ao filho aventar fechar o Supremo - ameaçou a oposição, ou saem do país ou serão todos presos.

Domingo o povo brasileiro pode optar por duas alternativas: continuar na construção da sua tenra democracia ou dar legitimidade popular a uma nova ditadura no Brasil.

Os militares já estão aí!

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Neste sábado (20), policiais e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) invadiram a sede do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), em Macaé (RJ), e apreenderam exemplares do tablóide especial sobre as eleições do Brasil de Fato, assim como exemplares do Boletim Nascente, o jornal semanal da entidade.

Segundo relatos, os fiscais do TRE tentaram pular os portões e ameaçaram atirar no porteiro caso ele não os abrisse. Por ser sábado, não havia qualquer atividade no prédio do sindicato. Um diretor da entidade se dirigiu ao local e garantiu amplo e livre acesso às dependências.

"A categoria petroleira sempre foi favorável à mídia independente e alternativa, não à toa, é item recorrente de debates entre a categoria como deveríamos contrapor a mídia tradicional que bateu na Petrobrás por anos sem se preocupar com a imagem da empresa. Portanto, para esse sindicato, não há nenhuma irregularidade na prática que vem sendo realizada pela entidade, que tem compromisso estatutários com seus representados e com a população das cidades onde atua", afirmou, em nota, o Sindipetro-NF.

O recolhimento foi feito após mandato judicial emitido pelo juiz eleitoral de Macaé, Sandro de Araújo Lontra, que qualificou o jornal como portador de "matérias pejorativas contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL)".

Agressão à liberdade de imprensa

O advogado Patrick Mariano, do corpo jurídico do Brasil de Fato, ressaltou que a edição em questão fazia uma comparação de programas dos candidatos, sendo de "profundo interesse público". "Como cidadão, não conseguimos entender essa perseguição. A não ser pela seletividade. É uma ofensa e uma agressão à liberdade de imprensa, de expressão e de opinião. Essa arbitrariedade será combatida publicamente e juridicamente".

Ele ressalta também que o jornal tem mais de quinze anos de existência e que se consolidou por sua natureza popular, difundindo conteúdos de análise crítica e tendo respeito no cenário por isso. 

"A ação do TRE demonstra arbitrariedade. Ninguém foi citado, apenas aconteceu a busca e apreensão, fora da normalidade. Enquanto outros jornais denunciaram ações de Whatsapp de proporções inimigináveis e você não vê nada sendo feito contra, o TRE persegue a comunicação de caráter popular. A gente espera que esse material seja devolvido", conclui.

O Brasil de Fato entrou em contato com o TRE-RJ mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Mais atualizações em instantes.

 

Leia abaixo a nota oficial do Brasil de Fato sobre o ocorrido:
"O Brasil de Fato vem a público repudiar com veemência o mandado de busca e apreensão de milhares de jornais tabloide, do Especial Eleições 2018, cumprido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) neste sábado (20), na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), na cidade de Macaé (RJ).

A ação expedida pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araujo Lontra, sinaliza uma clara tentativa de censurar e coagir a imprensa alternativa. Todo o conteúdo presente no jornal é estritamente jornalístico, sendo que todas as informações contidas no tabloide foram devidamente apuradas e repercutidas, inclusive, em veículos da grande mídia.

Essa atitude alcança as raias do absurdo e fortalece a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), baseada em notícias falsas e no incentivo a violência. Parte da grande mídia o apoia todos os dias sem qualquer constrangimento.

A medida é mais uma prova da partidarização de setores do Poder Judiciário, que querem assegurar um resultado eleitoral de acordo com os interesses da elite e do capital internacional.

Ao contrário da mídia tradicional, nunca escondemos nosso posicionamento editorial ao longo dos nossos 15 anos de vida, sempre comprometido com a verdade e o rigor jornalístico. Portanto, a ação se configura em mais um exemplo claro do delicado momento político que o país enfrenta, com um cerceamento cada vez maior da democracia e um aprofundamento de um Estado de Exceção que vem desde o golpe de 2016.

Importante ressaltar que diante dos milhares de escândalos de fake news pelo WhatsApp que dilaceram o processo eleitoral brasileiro, a justiça não tomou as medidas necessárias para coibir e impedir a disseminação de tais materiais. Essa foi uma ação de censura ao pensamento livre e crítico.

Reafirmamos que atitudes como essa não servirão para nos intimidar. Ao contrário, apenas fortalecem nosso compromisso com a verdade e com o povo brasileiro, e a necessidade de lutarmos para realizarmos as mudanças necessárias para o nosso país. Tomaremos todas medidas jurídicas cabíveis contra esses abusos.

O jornal Brasil De Fato reafirma seu compromisso com a democracia, a liberdade de imprensa e com uma visão popular do Brasil e do mundo. Superamos uma ditadura que lançou as artes, o pensamento, o jornalismo e toda sociedade no silêncio e na censura. A tortura é inadmissível e seguiremos denunciando candidatos que a apoiam e a incentivam. Assim como seguiremos nos contrapondo a quem quer a volta da mordaça.

Brasil de Fato - Uma visão popular do Brasil e do Mundo"

Imprima e distribua a edição especial sobre eleições do Brasil de Fato em sua cidade

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Basta um soldado e um cabo · 21/10/2018 - 11h12 | Última atualização em 21/10/2018 - 17h28

Filho de Bolsonaro ameaça fechar o STF e diz: "STF que pague pra ver que vai ser ele contra nós"


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O PT venceu as eleições de 2014 com a candidata Dilma Rousseff. Logo em seguida, de volta ao Senado, o então candidato derrotado Aécio Neves, faz um pronunciamento afirmando que não aceitariam a derrota e pré-anunciando o golpe que viria a se concretizar em 2016.

Daí em diante não faltaram ações e fatos inconstitucionais, ilegais e imorais contra o PT e integrantes seus.

O PT suportou todas as inconveniências e manteve-se na linha do respeito à Constituição e à democracia.

O maior exemplo da afirmação anterior, aconteceu em 7 de abril, quando Lula decidiu se entregar à Polícia Federal. Ele poderia ter resistido e gente para resguarda-lo não faltava. Porém, sempre com a democracia como princípio mor Lula usou uma arbitrariedade contra si para exemplificar à sociedade como se deve agir em sociedade.

Preso, recursos de Lula foram sistematicamente negados e ordem judicial para soltá-lo foi arbitrariamente negada.

Mesmo assim, continua-se os exemplos: o Brasil tem uma ordem constitucional elaborada e a ela devemos respeito.

Chegamos à eleição de 2018. A seguir vou reproduzir um vídeo (originário do Diário do Centro do Mundo) de uma palestra de um dos filhos de Jair Bolsonaro. O vídeo é auto-esclarecedor de como o candidato da extrema direita do Brasil encara a constituição e a democracia. Vejam:

 

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Estamos vivendo a eleição para presidente do Brasil. Daqui a pouco mais de uma semana os brasileiros vão conhecer entre Bolsonaro e Haddad, seu próximo mandatário.

Mas é a Venezuela, um dos temas mais presentes nesta eleição. A propaganda de televisão de Bolsonaro e as mensagens de whats app do candidato insistentemente trazem o tema à discussão. Sua militância sai a repetir o mantra de que 'o Brasil não se tornará uma Venezuela'.

O jornalista Luiz Carlos Azenha, em seu blog Viomundo, chama a atenção para este aspecto da campanha. Veja o que ele diz:

"A fixação de Bolsonaro com a Venezuela obedece a vários objetivos: oferecer o Brasil como plataforma de lançamento terrestre para os Estados Unidos rumo ao óleo da bacia do Orinoco; fixar a ofensiva diplomática no eixo Bogotá-Brasília; da ao fascista um inimigo externo.

O inimigo externo é essencial para todo regime fascista.

Assim, Bolsonaro pode atacar os inimigos internos como traidores da Pátria, associados a interesses estrangeiros.

Fica mais fácil entregar o pré-sal a “aliados” se a Pátria “corre risco” de ser contaminada pela Venezuela.

Portanto, quem pensa que essa ofensiva contra a Venezuela na campanha é coisa de estúpido, para tirar proveito de eleitores mal informados, é muito mais que isso.

No Brasil joga-se o xadrez geopolítico, com óbvios interesses de longo prazo de Washington.

Considerando que o principal objetivo da derrubada de Dilma Roussef, depois de ser espionada pela NSA, foi se apossar do pré-sal, a instalação de Bolsonaro como peão contra a Venezuela, em busca da maior reserva do planeta, na bacia do Orinoco, é a continuação natural do jogo.

Dizem que o petróleo da bacia do Orinoco, por ser pesado, não presta. Também diziam que o pré-sal não prestava, lembram-se? Agora, que está na mão das multinacionais, vale ouro!

Lembrando que é política de Estado dos norte-americanos, que independe do governo de turno, reduzir a dependência do país do petróleo do Oriente Médio, alcançando reservas mais próximas e mais fáceis de proteger militarmente — é só olhar o mapa para entender."

 

Relatório divulgado pela United States Geological Survey (USGS) - o departamento de geologia do governo americano - sinalizou com a possibilidade de a Venezuela tornar-se a detentora da maior reserva de petróleo do mundo. Relatório divulgado pelo instituto em sua página na Internet, comenta a área da Bacia do Orinoco, apontando a perspectiva de existirem no local 513 bilhões de barris de petróleo pesado tecnicamente recuperáveis."
 

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Peço permissão a um depoimento pessoal, seguido por um convite à reflexão. 

O que me preocupa no Brasil desses dias, o que agride à minha inteligência, é o discurso do ódio. É a incitação ao ódio e à violência. Ódio e violência contra "minorias" (negros, índios, mulheres, comunidade LGBT, esquerdistas, pobres). Basta pensar diferente, ser diferente do estereótipo homem branco "bem nascido".

Odiar, em síntese, é violentar primados cristãos básicos. Explico: odiar não é apenas a antítese de amar. É violentar a compaixão, a paz, a caridade, a misericórdia. É violentar o amor ao próximo, a segunda principal lei cristã. 

Me agride o discurso do ódio contra aqueles que, como eu, ousam pensar diferente.

Lutei contra a ditadura militar, em favor da democracia. Fui detido por duas vezes. A primeira, secundarista em Brasília, 1977: uns safanões, tapas na cara, cotoveladas, cusparadas, um ou dois "telefones". A segunda, já formado em direito, Teresina, março de 1983, jogado em uma cela comum do DOPS, lotada de criminosos também comuns, só de cueca. Queriam os policiais me humilhar.

Lutei contra a ditadura e em favor da democracia. Jamais fui "terrorista". Sou advogado defensor da democracia. Que se posta resolutamente contra o fascismo, o discurso do ódio ao próximo, da incitação à violência banal (isso sim terrorismo!).

Da mesma forma, na qualidade de cidadão, de eleitor, de cristão, de pai de família, não posso admitir o discurso que afronta, menospreza, agride, humilha a negros e negras, a índios e indias, à comunidade LGBT, a mulheres "que não merecem ser estupradas". Uma sociedade democrática se constrói sobre o respeito às diversidades culturais, de matizes de pele, de gênero, de opiniões. 

Num País de longa tradição escravocrata e patrimonialista, o preconceito ao pobre alimenta o ódio da pequena parcela (menos de 2%) dos brasileiros muito ricos, num discurso que atrai as classes medianas contra o miserável  "preguiçoso ", que hoje tem moradia, luz, moto e um filho formado em universidade pública. Preconceito que alimenta o ódio, que incita a violência contra as "minorias" (em verdade todos aqueles despossuídos a mais de 500 anos de história).

Me dirijo a vocês,  amigos e amigas, para pedir, com toda a humildade de minha alma: salvemos o Brasil!

Se o discurso e a incitação ao ódio vencer nesse segundo turno, caminharemos a passos largos para a implantação de um regime de tipo fascista no Brasil.

O que está em jogo não é mera e corriqueira alternância no "jogo" eleitoral e democrático. O que está em jogo é o ódio e a incitação à violência contra o próximo e, no outro campo, nossa tão jovem e delicada democracia. 

Conclamo a você,  amigo, amiga, contra o ódio e o fascismo, vote na democracia. 

Vote Haddad e Manuela. Vote 13.

Helbert Maciel, advogado.

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Haddad no Piauí · 17/10/2018 - 11h54 | Última atualização em 17/10/2018 - 13h14

Picos será local de caminhada e fala do candidato do PT Fernando Haddad no próximo sábado


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Está confirmada agenda do candidato do PT a presidente, Fernando Hadad em Picos - PI no próximo sábado, 20/10/18, com previsão de chegada às 15 hs. A proposta é de uma caminhada saindo do ponto de concentração Igrejinha até a Praça do Banco do Brasil, com uma fala do candidato. Na oportunidade ele vai priorizar o tema EMPREGO e RENDA, como aquecer a economia, priorizar programas como Minha Casa, Minha Vida, retomada de mais de 20.000 projetos e obras que não iniciaram ou foram paralisadas por falta de medidas para recursos prioritários para estas obras sociais (creches, escolas, sistemas de água como adutora do Sudeste em Padre Marcos, Francisco Macedo e Marcolândia) e obras para fortalecer a economia reduzindo o custo Brasil, como a Ferrovia Transnordestina, e programas como PRONAF - Programa da agricultura familiar, Programa compra direta da Agricultura Familiar, Crédito Fundiário e outros... todos gerando emprego e ampliando a renda em áreas como apicultura, cajucultura, fruticultura irrigada, piscicultura, caprino e ovino etc.

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Eleições 2018 · 16/10/2018 - 16h12 | Última atualização em 16/10/2018 - 17h33

Candidatura de Fernando Haddad enfrenta, talvez, seu momento mais delicado na campanha


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A candidatura petista de Fernando Haddad à presidência viveu ontem momentos difíceis.

Além de uma pesquisa Ibope que o coloca em desvantagem, um ato que se pretendia de formação de frente partidária mostrou como difícil é unir o campo da esquerda: no Ceará num evento de apoio à candidatura Haddad, o senador eleito Cid Gomes (PDT), comprou briga com o PT e sua militância cobrando autocrítica do Partido. (sobre autocrítica escrevi ontem, veja o post)

Aqui no Piauí, o governador Wellington Dias fez uma convocação por whats app para uma reunião onde o tema seria a eleição presidencial. Me senti motivado e fui ao evento.

Mas algo despertou minha atenção. O local escolhido foi um luxuoso hotel da zona leste de Teresina e ao chegar ao local o que vi foi um sem número de “bichonas” estacionadas à frente do Hotel. Estranhei, mas fui ao auditório!

Pensava que ia ouvir uma análise do que foi positivo e negativo na eleição presidencial no primeiro turno e a partir daí se traçar estratégias para se aprofundar os ganhos eleitorais em favor de Fernando Haddad aqui no Piauí.

Ao contrário ouvi algumas historinhas de alguns vitoriosos que lá estavam e pouca, muito pouca estratégia elaborada.

- A situação está difícil, Fernando Haddad! Que Deus te ajude em tua campanha e que Ele tenha piedade do Brasil ao não entregá-lo a um desqualificado que contigo concorre à eleição.

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Eleições 2018 · 14/10/2018 - 17h24 | Última atualização em 14/10/2018 - 18h30

Cobram autocrítica do PT, mas só ele deve fazê-la?


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O PT está no segundo turno disputando uma acirrada campanha contra o extremista Jair Bolsonaro.

Alguns pedem ao PT uma autocrítica.

Querem que o Partido faça sua própria imulação em três semanas de decisiva campanha.

A autocrítica é pedida ao PT há muito tempo.

Mas, agora, quero eu, fazer algumas perguntas:

De 1964 a 1985 o Brasil viveu sob uma ditadura militar e muitos a apoiaram. Estão vivos. Instituições, pessoas, físicas, pessoas jurídicas (quando você comprar seu próximo gás de cozinha da Ultragaz procure saber que foi Henning Albert Boilesen), e cadê a autocrítica deste povo? Ela foi feita?

Quantas vidas perdidas diretamente por conta de um regime repressor? Quantas vidas ceifadas indiretamente pelo não investimento no povo da Nação?

Esta mesma ditadura foi vivida por milhões de brasileiros de modo silencioso, medroso, brasileiros que não formaram trincheiras de resistência, foram cuidar de seu dia-a-dia mesmo sob a bota do militar. Vem cá, aqui também não precisa autocrítica?

Em 1985 a ditadura foi dada como acabada. Logo veio a primeira eleição direta para presidente após o período ditatorial. Para o segundo turno restaram Fernando Collor de Melo e Lula. Viveu-se um período de fakes news elevada ao cubo – mesmo sem internet naquele tempo. Collor contrata ex-namorada de Lula e ela dá declaração afirmando que Lula quisera o aborto de Lurian, filha do casal. Oh!!!! Escândalo na classe média formada sob o catolicismo – em 1989 a força das lojas de fé pentecostais era inexpressiva.

O Brasil se dividiu em 2. Não foi o PT que dividiu. Mais da metade do país embarcou na onda do Caçador de Marajás. Alertas não faltaram! Lula e a campanha petista mostraram o perigo que seria eleger um “outsider” – esta palavra ainda não era usada para designar pessoas como Collor e Bolsonaro (indivíduo que não pertence a um grupo determinado, que corre por fora). Mesmo com todos os alertas, Collor foi eleito. E o que se viu? Um presidente deposto com 2 anos de mandato. Cadê a autocrítica daqueles que votaram em Fernando Collor de Melo no primeiro e segundo turno de 1989, daqueles que fizeram a campanha do alagoano e botaram em seu carro o adesivo do Collor??

Quem nasceu no fim da ditadura, hoje tem 33 anos, e quem nasceu no ano em que Collor de Melo foi deposto, soma 26. A estes também cobro uma autocrítica. Não estão autorizados a cometer o erro de votar em Bolsonaro, porque não viveram aquele tempo. É preciso conhecer história.

E a história do Brasil está repleta de momentos que precisam de autocrítica. Não é mesmo?

    

   

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Arnaldo Antunes fez um poema para o Brasil dos tempos atuais afirmando ser um desabafo. Antunes é daqueles que não aceita o mantra de pólos extremos, de equivalências, nem aceita não tomar posição. Acompanhe: 

 

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Em 09 de maio do ano passado, publiquei neste blog o texto: "Firmino vai ao Congresso do PT e fala de paz e amor, tem falado disso também nos eventos do PSDB?".

Na ocasião cobrava da direção estadual do PT o fato de ter convidado para o Congresso da sigla um representante tão autêntico do PSDB como o prefeito Firmino Filho. Justificava a cobrança alegando que o PSDB era um dos artífices do golpe de 2016 e elencava justificativas para o que cobrava do PT. 

Ao mesmo tempo afirmando que o exercício da política é a tomada de posição frente a fatos sociais cobrei de Firmino Filho alguns posicionamentos públicos sobre fatos relevantes para o Brasil tais como a reforma da previdência, o julgamento de Lula e a caracterização de 2016 como um golpe no Brasil. 

Hoje, o derrotado candidato do PSDB ao governo do Piauí, Luciano Nunes, demonstrando ressentimento e desapego à democracia declarou que sua posição é a de apoiar Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.   

O ressentimento de Luciano Nunes, o fez esquecer (ou talvez não saiba) que em 1989 quando o segundo turno da eleição presidencial foi disputado entre Fernando Collor e Lula, importantes lideranças do PSDB declararam apoio ao candidato petista, entre elas, Fernando Henrique Cardoso e, o então senador Mario Covas, hoje falecido, mas uma das maiores expressões do PSDB. 

Outro grande nome do PSDB, também falecido, o ex-prefeito de Teresina Raimundo Wall Ferraz, declarou irrestrito apoio a Lula naquele segundo turno. 

O atual prefeito de Teresina Firmino Filho tem mais uma oportunidade de justificar aquela sua presença num Congresso do PT e de se alinhar com as autenticas lideranças do antigo PSDB. Que posição irá adotar o prefeito da capital Firmino Filho diante do impasse que vive o Brasil: a democracia, representada na candidatura de Fernando Haddad ou a barbárie, que Jair Bolsonaro representa?  

 

 

  

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Já? · 10/10/2018 - 05h45 | Última atualização em 10/10/2018 - 08h59

Haddad é Lula, Ciro diz para não abrir mão dos sonhos de Lula, mas partido de Ciro não apoia Haddad


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Sem muitas análises, aos fatos, isto foi até 7 de outubro:

 

Hoje, os fatos indicam outra coisa :

 

Eu pergunto: já?

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Eleições 2018 · 09/10/2018 - 05h39 | Última atualização em 09/10/2018 - 08h19

Partido dos Trabalhadores: teu nome é resiliência!


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O PT existe desde 1980. De lá para cá enfrentou diversos adversários. O primeiro foi a ditadura militar. Era um adversário claro, definido. Depois o PT enfrentou outros adversários (físicos) com identidade clara.

Mas após a ditadura e suas primeiras vitórias eleitorais o PT teve que se organizar e se estruturar como Partido, criando seu Manifesto,  estatuto, seu programa, seus diretórios. E o fez!

Há PT no município de São Paulo? Sim, há!

Mas há PT também em Morro Cabeça no Tempo, no Piauí.

Depois o PT alcançou suas primeiras vitórias e em 1989 disputou sua primeira eleição presidencial. Naquela época o adversário do PT não foi o grande e poderoso PFL, nem o PMDB de Ulisses Guimarães, nem o PTB, nem demais partidos. Quem derrotou o PT naquela eleição foi um jovem até então desconhecido do cenário político, o alagoano Fernando Collor do inexpressivo PRN.

Collor venceu batendo no presidente da época, José Sarney e em Lula e Brizola. Por um lado espalhou o temor, por outro desenvolvia a imagem do caçador de marajás. O Brasil embarcou naquela aventura e a história registra as consequências.

Depois o PSDB, extraído de uma costela do PMDB, sem foças políticas para impor sua social-democracia estatutária se entregou de corpo e alma numa aliança com o PFL e virou mais liberal que o Partido da Frente Liberal, conquistando as eleições de 94 e 98.

Em 2002, o PT chega pela primeira à presidência da República já tendo experiências de governar pequenas, médias e grandes cidades, estados brasileiros e uma vasta experiência nos diversos parlamentos - câmaras municiais, Federal, assembleias e na câmara alta.

Nesta curta mas intensa trajetória de tempo não faltaram profetas do apocalipse.

Desde o nascedouro, falsos profetas fazem previsão sobre o fim do PT.

E o Partido resiste!

Agora vou fazer uso de um texto de Cintra Beutler: “Desde que Lula assumiu o cargo de presidente, a imprensa, capitaneada pela Globo, se esmerou em diariamente criticar dura e inescrupulosamente todo movimento do partido, sem abrir espaço para o contraditório e qualquer tipo de defesa, e pintaram um monstro exageradamente feio para a população em geral, ainda que com os erros cometidos pelos governos do PT. Pois é essa estratégia que foi adotada pela imprensa por todos esse tempo: execute-se esse tipo de difamação de forma rotineira. Faça-se dessa oposição irresponsável e risível o arroz com feijão dos jornais. Não dê chance para que se estabeleça algum diálogo ou ponderação em contrário. Como efeito, cria-se assim um estigma, uma mácula indelével e perene na percepção da sigla como o pior mal que já se viveu. Insere-se assim na cabeça do cidadão comum, a sensação de que um partido concentra em si as piores figuras e mazelas que possam ser encontradas no cenário político. Assim cria-se o antipetismo: um tipo de doutrina não encontrado em mais nenhum outro partido, e que está enxertado a ferro quente no imaginário e na consciência coletiva do boobus, ou o homem-massa brasileiro, o cidadão comum.” Mas não é só a imprensa: “Sérgio Moro e o STF também são responsáveis diretos por isso. O primeiro, como já sabido, por conseguir o feito de retirar Lula da disputa presidencial, demonstrando claramente que esse era seu objetivo final. E a máxima corte por corroborar e referendar todos os movimentos claramente golpistas e enviesados. O que desmascara e demonstra totalmente o viés político-partidário do Supremo.”

Mesmo assim, passado o primeiro turno da eleição de 2018 o que temos?

1) O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, lançado a pouco mais de um mês da eleição, enquanto Bolsonaro vinha em campanha desde 2015, vai ao segundo turno das eleições com 29,28% dos votos.

2) O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, é o mais bem votado em 9 estados da Federação.

3) O Partido dos Trabalhadores elegeu 3 governadores no primeiro turno (o PSB também elegeu 3, ninguém elegeu mais) e mandou uma candidata ao segundo turno.

4) Mesmo perdendo 13 deputados da última eleição para cá, o Partido dos Trabalhadores elegeu a maior bancada de deputados federais (56 ao todo).

5) Das unidades da Federação, o Partido dos Trabalhadores elegeu deputados federais oriundos de 23 estados dando uma dimensão de que o PT é mesmo um partido nacional.

6) Falam da “nordestinidade” do PT, mas quanto a deputados federais eleitos e a força de cada região o Nordeste está à frente do Sudeste mas não muito, 13,9% contra 10,1% respectivamente.

Diante do que enfrentou em toda a sua existência e tem enfrentado de forma mais incessante de 2005 para cá, o PT já fez muito neste primeiro turno mas há uma chance clara do Partido fazer o Presidente da República. E se isto ocorrer será o maior prêmio que um Partido – nas condições vividas pelo PT – poderia receber.

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Eleições 2018 · 08/10/2018 - 05h09 | Última atualização em 08/10/2018 - 08h36

PSDB e MDB derrotados, PT resiste no Nordeste e Haddad consegue levar eleição para segundo turno


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Do: Viomundo

A avalanche do candidato neofascista Jair Bolsonaro, registrada com a forte votação de aliados dele no Sudeste, não foi suficiente para uma vitória em primeiro turno.

Bolsonaro elegeu o filho, Flávio, senador pelo Rio de Janeiro. Além disso, impulsionou seu candidato a governador, o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), ao segundo turno da disputa pelo Palácio Guanabara, com expressiva votação (mais de 40%).

Em São Paulo, Bolsonaro ajudou a eleger seu aliado Major Olímpio como primeiro colocado no Senado.

O PT sofreu duras derrotas na região: Dilma Rousseff e Eduardo Suplicy não se elegeram senadores em Minas e São Paulo e Lindhberg Farias perdeu a vaga no Rio de Janeiro.

Mas isso parece se enquadrar numa inesperada renovação no Senado: Cristovam Buarque perdeu no Distrito Federal, Magno Malta e Ricardo Ferraço não se reelegeram no Espírito Santo e Roberto Requião ficou de fora no Paraná.

Em Roraima, Romero Jucá (MDB) corre o risco de não se reeleger.

Candidatos ligados ao usurpador Michel Temer fracassaram.

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, somou pouco mais de 1% dos votos.

O ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), não se reelegeu no Ceará.

As pesquisas eleitorais sofreram uma derrota devastadora, já que quase nenhum dos resultados acima foi previsto.

Em Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) nem passou ao segundo turno.

Mas o PT sobreviveu no Nordeste, reelegendo em primeiro turno os governadores Camilo Santana (Ceará), Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí).

Jaques Wagner se elegeu senador em primeiro lugar na Bahia.

Além disso, um aliado do PT também se reelegeu em primeiro turno no Maranhão: Flávio Dino (PCdoB).

Dino conseguiu eleger os dois senadores aos quais deu apoio: Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS), deixando de fora Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB).

A mais devastadora derrota foi do PSDB: Geraldo Alckmin, o candidato do partido ao Planalto, ficou com cerca de 5% dos votos — de acordo com as apurações.

Tudo indica que eleitores dele migraram em massa em direção a Bolsonaro.

No Paraná, o ex-governador tucano Beto Richa não se elegeu para o Senado e Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, também fracassou na busca por uma vaga no Senado.

A única liderança tucana que sobreviveu, por enquanto, foi João Doria, que passou ao segundo turno em São Paulo com cerca de 33% dos votos — mas os principais adversários dele somaram mais de 50%.

Márcio França, do PSB, virou de última hora, com provável voto útil de petistas, e tem chancer de derrotar Doria no segundo turno. Ele já declarou que não apoiará Bolsonaro.

Derrota pior que a do PSDB foi a de Marina Silva, da Rede, que ficou atrás do cabo Daciolo no voto presidencial — cerca de 1%.

Com 87% das urnas apuradas, Jair Bolsonaro tinha 47% dos votos válidos e Fernando Haddad, 27%. Ciro Gomes, que tentou uma virada de última hora, tinha 12%.

Uma eventual aliança entre Haddad e Ciro abre espaço para uma disputa acirrada com Bolsonaro no segundo turno.

A soma das abstenções, votos brancos e nulos chegou a aproximadamente 28%, o que abre espaço para a reconquista destes eleitores.

O voto antipetista teve grande importância no Sul e no Sudeste, mas Haddad conseguiu compensá-los no Nordeste para evitar uma derrota em primeiro turno.

Ainda assim, Bolsonaro teve votação importante em estados como a Bahia (mais de 20%).

Ao longo da campanha, o candidato neofascista valeu-se de forte atuação de seus eleitores nas redes sociais e no whatsapp, através dos quais disseminaram mentiras e falsificações que podem ter influenciado o voto de milhões de eleitores.

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Eleições 2018 · 05/10/2018 - 19h23 | Última atualização em 06/10/2018 - 08h35

A eleição é só domingo, mas já se pode dizer que a esquerda sai amplamente vitoriosa deste processo


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A eleição de 7 de outubro se aproxima, faltam apenas algumas horas para o povo do Piauí e do Brasil rumar às urnas e definir o futuro do Estado e do País.

Sob a ótica de alguns partidos de esquerda algumas coisas já podem ser ditas.

PT, PC do B e PSol vão se sair bem nesta eleição.

Começando pelo PSol. O Partido não deve fazer nenhum governador de Estado. Sua bancada de deputados estaduais e federais não deve aumentar muito mais que a atual, mas o PSol apresentou Guilherme Boulos ao Brasil. Esta foi A NOVIDADE da campanha. Boulos é uma liderança popular, fala dos interesses dos despossuídos e tem a noção clara de qual é o seu lado na história. O PSol apresentou Boulos em 2018, o Brasil ainda ouvirá muito este nome.

O PC do B é um Partido que não se aventura. Só vai nas jogadas certeiras. Reelegerá em primeiro turno o ótimo governador Flávio Dino, no Maranhão, e tem amplas possibilidades de fazer a vice-presidência do Brasil através da chapa PT/PC do B, com a gaúcha e simpática  Manoela D’Avila como vice de Fernando Haddad.  Isso acontecendo será a eleição mais vitoriosa dos velhos comunistas do Brasil.

Antes de falar do PT, um parênteses.

Alguns críticos de Lula o acusam de centralizador, hegemônico, chamam seus eleitores de messiânicos, são sebastianistas, mas vamos recordar do dia da prisão de Lula e quais foram as duas lideranças que ele chamou à frente e segurando em suas mãos apresentou aos presentes: Guilherme Boulos e Manoela D’Avila. Junto com o PT, essa é a esquerda do Brasil!

Mas e o PT?

Bem, o velho e surrado PT enfrenta mais uma eleição em sua jovem vida. Adversários já previram seu fim "n" vezes. A prisão de Lula foi uma jogada elaborada para por fim ao PT. Mas não conseguirão.  Algumas análises eleitorais indicam que o Partido pode aumentar sua bancada de deputados federais. Deve ser o Partido com maior representação na próxima legislatura.

Aqui no Piauí, Wellington Dias se consagrará no domingo como o único piauiense a governar o Estado por 4 vezes – e ainda elegerá a vice do próprio PT. No Ceará e na Bahia o PT também vai faturar no primeiro turno. As chances da potiguar Fátima Bezerra ser eleita governadora do Rio Grande do Norte são reais. Quem sabe até num primeiro turno?

Em Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel está em segundo lugar. Mas, nas Alterosas vai haver segundo turno e Pimentel tem chances concretas de continuar governando as Gerais.

Para um Partido que teve sua maior liderança presa de forma arbitrária e calada por medidas explicitas de censura só isto já não seria pouco. Mas o PT vai muito mais longe.

Negaram a Lula o direito constitucional dele disputar a presidência. O Partido primou pelas vias institucionais e democráticas denunciando os golpes mas sem fugir da disputa - nem tão democrática assim. Apresentou outra jovem liderança, o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad faltando pouco mais de um mês para a eleição. O resultado?

Fernando Haddad está em segundo lugar nas pesquisas e vai para o segundo turno da eleição presidencial ser o contra-ponto à barbárie.

Que estas eleições sirvam também para o PSB e PDT elegerem deputados fiéis aos interesses dos mais pobres, mais necessitados, e que os dois partidos acentuem a curva de seus destinos para a esquerda – o lado certo da história.

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Jogo sujo · 04/10/2018 - 06h33 | Última atualização em 04/10/2018 - 10h01

Em 12 horas, Fernando Haddad recebe 5 mil denúncias de 'fake news'


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Fonte: Rede Brasil Atual

Doze horas depois de ter criado um canal para receber e rebater denúncias de fake news, a campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT)  recebeu 5 mil mensagens. Em entrevista coletiva, em São Paulo, o candidato denunciou que milhões de mensagens estão fazendo uma campanha "vulgar" e de baixo nível contra ele. A campanha divulgou um site e o número (11) 99322-3275 para acolher denúncias por WhatsApp. 

De acordo com a campanha, memes e notícias falsas vêm sendo intensamente distribuídas sobretudo por meio dessa rede social. São mensagens disparadas principalmente por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) contra a família de Haddad, sua atuação como prefeito de São Paulo e como ex-ministro da Educação, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua legenda e sua candidata a vice, Manuela D'Ávila (PCdoB).

"Temos a estimativa de que milhões de mensagens foram disparadas com conteúdos ofensivos. A quantidade está nos assustando", disse Haddad. Segundo ele, essas mensagens são dirigidas sobretudo ao público evangélico – "que cultiva valores que nós também cultivamos", disse o candidato. Esta semana, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus declarou apoio a Jair Bolsonaro. 

"Se você receber uma mensagem anônima, denuncie. Eles estão falando contra a família, contra a escola pública, contra professores. Estão acusando escolas públicas de tratarem de temas com crianças sobre sexualidade", disse.

De acordo com o candidato, a campanha vai tentar identificar os emissores das mensagens, mas reconhece que a tarefa não é simples. "Sabemos que é diferente do Twitter, do Facebbok, que você consegue identificar pelo IP. É muito mais difícil identificar o emissor no WhatsApp, mas é possível. Vamos tentar, até domingo, recebendo a denúncia, fazer o caminho de volta até chegar em quem faz esse jogo baixo."

Questionado se o crescimento do candidato do PSL entre as mulheres e também mulheres de baixa renda se relaciona com a onda de mensagens, Haddad disse acreditar que sim. "Estamos falando de milhões de mensagens que estão sendo disparadas, com mulheres nuas, crianças sendo abusadas, coisas gritantes."

Outras mensagens falam em fraude eleitoral. "Mas é a menos ofensiva, até porque o Tribunal Superior Eleitoral já declarou que o candidato terá que respeitar o resultado das urnas."

Haddad afirmou que não acredita em vitória do adversário no primeiro turno, possibilidade especulada não apenas em mensagens apócrifas como também pela mídia tradicional. "Não, não vejo isso."

Sobre revidar os ataques, o petista declarou que está, agora, se defendendo. "Mantivemos até aqui uma campanha propositiva. Vocês me cobravam ataque a ele." Até o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) teria reclamado que o PT não ataca Bolsonaro. "Chegou o momento de nos defender nessa reta final, porque é muito grave o que está acontecendo no Whats App. Nossa preocupação é que as pessoas votem conscientemente."

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Eleições 2018 · 02/10/2018 - 11h10 | Última atualização em 02/10/2018 - 11h33

Bancada de deputados federais do Piauí tem histórico de votar contra os interesses do povo


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A bancada federal do Piauí é composta por 10 deputados.

Em 2014 foram eleitos Rejane Dias (PT), Átila Lira (PSB), Iracema Portela (PP), Marcelo Castro (PMDB), Julio Cesar (PSD), Assis Carvalho (PT), Rodrigo Martins (PSB), Heráclito Fortes(PSB), Paes Landim (PTB), Fábio Abreu (PTB).

Com os secretários nomeados pelo governador Wellington Dias, na prática, exerceram o mandato, Mainha Filho (SD) e Silas Freire (PR).

A perspectiva que se tem é de uma pequena renovação nestes nomes. E sabe o que isso significa?

Que os deputados do Piauí, em sua maioria, vão continuar votando contra o povo. Assim foi, e se domingo, a bancada não for renovada, assim continuará sendo.

Na época da eleição, todo mundo é bonzinho, dançam forró, comem pastel em feira, seguram menino catarrento no braço. Passada a eleição vão a Brasília defender as mais espúrias posições que atende a uma casta.

Em 2016, o Brasil sofreu um golpe, mas não vou me referir ao comportamento da bancada naquela votação. Pesquisei outros momentos da Câmara Federal e o posicionamento da bancada do Piauí nestas votações. É impressionante o distanciamento do voto dos deputados para o interesses gerais do povo pobre do Piauí. Vejamos:

Nos governos Lula, foi descoberta a camada de pré-sal e a indicação de que a Petrobras tinha as condições de explorar aquele petróleo e que seus  royalties  seriam para aplicar na educação do povo brasileiro. Foi esta enorme reserva de petróleo uma das razões do golpe/2016 e, Temer, assumira um compromisso para poder assumir a presidência: entregar a exploração do pré-sal à multinacionais. Pois bem, em outubro de 2016, a Câmara Federal entrega a riqueza brasileira aos estrangeiros. Dos deputados do Piauí quem seguiu a orientação lesa-pátria? Os deputados Marcelo Castro, Mainha Filho, Atila Lira, Heráclito Fortes, Rodrigo Martins, Júlio Cesar e Paes Landim. Iracema Portela esteve ausente do plenário e Assis Carvalho e Silas Freire foram os únicos que defenderam os interesses do Brasil e do povo pobre.

 

Em outubro de 2016, a Câmara aprova a PEC do Teto dos Gastos Públicos. Era mais um compromisso do usurpador Michel Temer com a elite que o colocou na presidência da República: limitar os investimentos federais em saúde, educação, segurança, infra-estrutura, enfim, naquilo que interessa à vida dos brasileiros mais pobres. E os deputados do Piauí, como votaram? A favor do congelamento dos investimentos votaram Atila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portela, Julio Cesar, Mainha Filho, Marcelo Castro, Paes Landim e Rodrigo Martins. Só o deputado Assis Carvalho votou contra. O deputado Silas Freire se absteve. Hoje, quando você vê alguns deles falando em investimentos públicos, perceba a hipocrisia. Na oportunidade que tiveram votaram contra a saúde, a educação e a segurança.

 

Em março de 2017 a Câmara Federal se reúne e aprova o Projeto de Lei que autoriza o trabalho terceirizado de forma irrestrita. Essa medida precariza as relações do trabalho, permite a alta rotatividade no emprego e, agora, vai terminar com os poucos e precários serviços públicos que a população pobre ainda tinha a seu dispor. É uma medida que proporciona o desemprego. E como votou a bancada do Piauí? A favor da terceirização votaram Atila Lira, Iracema Portela, Julio Cesar, Mainha Filho, Paes Landim, Rodrigo Martins e Silas Freire.  Novamente o deputado Assis Carvalho votou contra. Na ocasião dois deputados se ausentaram: Marcelo Castro e Heráclito Fortes.

 

Em abril de 2017, a Câmara votou a famigerada Reforma Trabalhista. Com ela, o trabalhador dá adeus à Consolidação das Leis do Trabalho, dá adeus à Carteira de Trabalho e aos direitos trabalhistas até então obtidos às duras penas. A bancada do Piauí em peso votou pela reforma trabalhista com a honrosa  exceção do deputado Assis Carvalho que registrou seu voto contrario.

 

Em 2017, o presidente usurpador Michel Temer sofria diversas denúncias e um processo para investigá-lo poderia ser aberto da Câmara Federal. Nesta questão, a bancada do Piauí dividiu-se. Em outubro, a favor de investigar Temer votaram Assis Carvalho, Fabio Abreu, Rodrigo Martins e Silas Freire. A favor de Temer votaram Atila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portela, Paes Landim e Júlio Cesar. O deputado Marcelo Castro esteve ausente do plenário.

 

Eleitor, domingo ao votar pense no comportamento destes que se proclamaram “representantes” do povo do Piauí mas que em Brasilia, insistentemente, votaram contra os interesses da maioria dos piauienses. 

Registre-se o exemplar comportamento nas votações do deputado Assis Carvalho, seguido, em algumas ocasiões pelo deputado Silas Freire

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Partido continua forte · 01/10/2018 - 08h04 | Última atualização em 01/10/2018 - 08h06

Diversas eram vozes que imaginavam irrecuperável a situação do PT, ledo engano!


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Por Breno Altman, no Brasil 247 

Sairão derrotados e desmoralizados nessas eleições também aqueles que vaticinavam, à esquerda ou à direita, a morte ou a marginalização do PT.

Ao resultados das urnas terão que sucumbir, ou se desmoralizar ainda mais, quem previa ou constatava o isolamento deste partido, seu enfraquecimento inevitável, sua decadência como força protagonista do campo popular ou até sua superação.

O PT é a maior ferramenta que a classe trabalhadora construiu desde a derrota estratégica do PCB em 1964.

Podendo usufruir de condições legais que jamais os comunistas liderados por Luiz Carlos Prestes tiveram, transformou-se em partido de classe e de massas.

Ainda que seu programa e sua ação política possam ter equívocos graves e confusões tanto sobre o destino que propõe quanto sobre os meios de alcançá-lo, o PT expressa, como nenhum outro partido em nossa história, a identidade dos trabalhadores e dos pobres, da cidade e do campo. Suas raízes são profundas e é de enorme amplitude sua capilaridade.

Ao fim e ao cabo, a classe trabalhadora sempre defenderá o partido que lhe pertence, no qual se reconhece e pelo qual luta por uma sociedade mais justa, soberana e democrática.

Não é à toa que qualquer aposta contra o PT, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, por melhores ou piores que sejam as intenções, se transforma em uma aposta contra os trabalhadores e seu protagonismo político.

O PT rompeu, ao nascer e se consolidar, o velho esquema da hegemonia burguesa no Brasil, ao qual desde 1935 boa parte da esquerda vinha se acostumando, que constrangia a disputa pelo poder a frações das classes dominantes, com os trabalhadores e seus partidos servindo de força auxiliar aos setores supostamente mais progressistas.

Quando foi necessário, o PT fincou pé nessa função política, a da independência da classe. Exemplos notáveis: a recusa em participar do Colégio Eleitoral em 1985 e a defesa da candidatura de Lula até o limite em 2018, quando muitos preconizavam que o partido deveria ceder vez a forças centristas.

Diversas eram vozes que imaginavam irrecuperável a situação petista depois do golpe e das eleições municipais de 2016.

Que ledo engano.

A fortaleza do PT está exatamente em suas raízes classistas, que jamais devem ser subestimadas e das quais Lula é o inconteste porta-voz.

Quem não entender essas características e circunstâncias, continuará pela vida a passar vergonha, quando fizer afirmações sobre o Partido dos Trabalhadores.

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Ontem, entrevistei o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Foram quase 40 minutos de entrevista. Zé Dirceu (como é popularmente conhecido) transitou por vários assuntos. Uso político do tema corrupção, funcionamento das instituições, autoritarismo, mídia, censura, Lula, resistência armada, divida pública, juros, cambio, manifestações de 2013, Bolsonaro. E durante a entrevista foi possível ver o seu incomodo como o calor de cidade.

Na passagem por Teresina para lançar o livro “Zé Dirceu, memórias”, o ex-presidente do PT concedeu muitas entrevistas à imprensa. Momentos antes de conceder a entrevista ao 180graus ele me perguntou: “sobre o que vamos falar?”. Respondi o óbvio: “sobre política Ministro.” E ele reclamou: “De novo!! Só querem falar de política.... ninguém quer falar do Corinthians, de música, teatro, cinema....”

Bem, no final da entrevista, para satisfazer o entrevistado que é mineiro de nascimento perguntei sobre a final da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Corinthians.

Zé Dirceu é um livro ambulante da história do Brasil com uma peculiaridade, é um dos protagonistas da cena política brasileira nos últimos 50 anos.

A entrevista que você vai ver agora, no 180graus, foi possível graças ao auxílio da  DV Produção. Especializada em transmissão ao vivo para internet e TV, produção de vídeos e fotografia, dvproducao@gmail.com, 3221-6505.

 

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Lança livro em Teresina · 28/09/2018 - 20h16

'Lula será presidente do Brasil', afirma o ex-ministro Zé Dirceu


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O ex-ministro José Dirceu esta em Teresina e nesta sexta-feira (28/09) ele fez o lançamento do livro de memorias de sua vida e concedeu entrevista exclusiva ao 180graus

Veja um aperitivo da entrevista que divulgaremos na integra neste sábado. Aqui, Zé Dirceu afirma que um dia Lula ainda será presidente do Brasil .

VEJA O VÍDEO

 

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O ex-ministro e presidente do PT, Ze Dirceu estara em Teresina na proxima quinta e sexta-feira. Ze Dirceu percorre o Brasil fazendo o lançamento de seu livro e discutindo suas ideias.

O livro “ZÉ DIRCEU – MEMÓRIAS VOLUME 1” figura entre os mais vendidos do país, segundo a revista Veja e jornal O Globo. Teresina sera a decima parada da caravana democrática. O road tour passará por mais de 20 cidades, em 40 dias de estrada, para a realização de debates e sessões de autógrafos. A jornada  começou com um grande evento no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no último dia 04 de setembro. A próxima cidade da caravana será em São Luis, no dia 01/10 (segunda-feira) e a última em Belém, no dia 03 de outubro. 

A obra “Zé Dirceu – Memórias Volume 1” foi editada pela Geração Editorial e já vendeu 30 mil exemplares e está sendo um sucesso de crítica.

Em Teresina, Dirceu concedera coletiva a imprensa. Será realizada na quinta-feira às 16h30, no Sede do Partido dos Trabalhadores, na Rua Area Leão, 860, Centro (norte). O lançamento será realizado sexta-feira, a partir das 18 horas, no Centro Educacional Mestre Dezinho, na Praça Pedro II, Centro, Teresina, com sessão de autógrafos e debate sobre a obra.

Sobre o livro:

Muitos escreveram sobre José Dirceu, com mais erros do que acertos. Com tempo, na prisão, ele mesmo escreveu a fascinante história de sua vida. Os bastidores inéditos de sua militância estudantil nos anos 1960, o exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, no qual se tornou presidente e maior responsável pela eleição de Lula à Presidência da República. Pela primeira vez ele revela segredos dos bastidores da luta política dentro do PT e do próprio governo, em que foi chefe da Casa Civil e seria o provável sucessor de Lula, até ser abatido pelas denúncias do “Mensalão”.

No primeiro volume de suas Memórias – outro virá, com novas revelações – ele expõe o que jamais foi dito sobre sua vida e sobre os principais líderes da política brasileira nos últimos 50 anos. Um livro imprescindível para se entender como foi a luta contra a ditadura militar, a redemocratização, a derrubada do presidente Fernando Collor, a oposição aos governos de Fernando Henrique Cardoso, a eleição de Lula e Dilma e o atual momento político do país.

 

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Ele disse para uma deputada: 
- Vagabunda! Não te estupro porque você não merece!
Para uma jornalista:
-Ignorante, idiota!
Sobre o fato de ter tido uma filha:
-Dei uma fraquejada. 
Ele não vê problemas em mulheres ganharem menos que homens exercendo a mesma função.
O General Hamilton Mourão, seu vice, afirmou que lares chefiados por mães e avós são “fábricas de desajustados”.
Com a candidatura a presidente do Brasil, o Coiso – como vem sendo chamado - achava que era só dizer mais duas ou três bravatas e vestir a faixa presidencial. Só que não! 
De forma espontânea, as mulheres organizaram uma página no facebook, “Mulheres unidas contra Bolsonaro” e, em poucos dias, a página atingiu milhões de participantes. O movimento vem crescendo e ganhando ares internacional. 
Para sábado próximo estão previstos manifestações em todo o Brasil e em vários países do mundo.
No estilo Bolsonaro de ser, a página do facebook sofreu ataques cibernéticos e suas administradoras, agora, sofrem ameaças. O caso é investigado pelo Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos, da Polícia Civil da Bahia.

Vendo o estrago que a postura de Bolsonaro está fazendo, iluminados da campanha tentaram um concerto: mídia televisiva com imagem de mulher e áudio falando bem de Bolsonaro. 

Mas tudo não passou de uma fraude.

Uma peça publicitária da campanha de Bolsonaro exibiu uma modelo estrangeira como se fosse uma mulher ‘negra e pobre’ eleitora do candidato.
A mulher é filmada em primeiro plano, enquanto uma locução ao fundo afirma: “Sou mulher, negra e vinda de família pobre. Mas não dei procuração para que ninguém fale em meu nome.” Em 1min10s de vídeo, ela não abre a boca.
As imagens da mulher foram retiradas do banco de dados Shutterstock, empresa americana que possui um acervo de 229 milhões de imagens, entre vídeos e fotos.

Bolsonaro, lidera as pesquisas, mas sua rejeição atinge cerca 42% dos eleitores. Seu calcanhar de aquiles é justamente o eleitorado feminino: 49% das mulheres dizem que não votariam em Bolsonaro de modo algum, de acordo com o Datafolha de 14 de setembro. 

E, segundo o Jornal El País, é preciso observar o seguinte, depois de cinco eleições (1989, 1994, 1998, 2002 e 2006) em que apenas candidatos do sexo masculino obtiveram mais de 10% dos votos, duas mulheres concorreram (Dilma Rousseff e Marina Silva), e receberam juntas cerca de 2/3 dos votos: 66% em 2010 e 63 % em 2014.

Veja agora a programação do 29/09 MULHERES CONTRA BOLSONARO em Teresina, no Piauí


16:00 horas – CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DA LIBERDADE (próximo à Igreja de São Benedito) 
- oficina de cartazes
- caminhada pela Frei Serafim até o Espaço Cultural Francisco das Chagas Junior 

17:40 horas – RECEPÇÃO ÀS MULHERES NO ESPAÇO CULTURAL E VIGÍLIA 

18:00 horas – SHOW
Soraya Castelo Branco, Ricardo Totte, Bia e os Becks, Carol Costa, Felipe Sousa, Geraldo Brito, Zé Quaresmo (Validuaté), Júlio Medeiros, Roraima, Jamile Jah, Esther, Roberto Carvalho, Jean Medeiros, Vinicius Carvalho, Giuliana Albano, Machado Júnior, Edvaldo Nascimento, Moisés Chaves, Ivan Silva, Nil Cordeiro, Preto, Luzia Amélia, Chapa Quente, Kedé, Grupo de Dança da UFPI  


 

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O adulador · 23/09/2018 - 06h39 | Última atualização em 23/09/2018 - 08h40

Conheça quem quer "armar uma rede debaixo de um pé de manga e ficar balançando Lula o dia todinho"


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por Hylda Cavalcanti, da Rede Brasil Atual

Em Lavras de Mangabeira, no interior do Ceará, a 434 quilômetros de Fortaleza, o sol esturricante é comum. A cidade de 31 mil habitantes tem como principais atividades econômicas a agricultura, a pecuária e o trabalho nas indústrias localizadas nos municípios da microrregião do Cariri – uma das regiões visitadas pela Caravana Lula pelo Brasil, há um ano.

Em Mangabeira, um dos seis distritos da zona rural de Lavras, povoado em sua maior parte por agricultores, a rotina é de carências. Lá nasceu e vive até hoje Pedro Félix Diniz, de 44 anos.

Pedro se identifica como construtor, porque faz um conjunto de atividades entre pedreiro, mestre de obras e operador na recuperação de edificações, ao lado de uma equipe de amigos. Com pouco estudo, trabalhador da roça desde a infância ao lado dos cinco irmãos e do pai, que com mais de 70 anos continua com seu roçado, ficou conhecido nos últimos meses por gravar áudios engraçados e espalhar por redes sociais. Neles, manifesta seu carinho extremo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – "hoje acordei com uma vontade danada de adular Lula...", diz em um dos mais famosos.

Depois da proibição da candidatura do líder petista pelo Tribunal Superior Eleitoral, Pedro Félix incorporou o entendimento de que "Haddad é Lula". E passou a gravar frases transferindo sua "adulação" para o candidato oficializado pelo PT à presidência da República. Fernando Haddad, segundo colocado nas pesquisas eleitorais, segue em busca da transferência das intenções de voto que davam a liderança ao ex-presidente.

Muitos chegaram a achar que os áudios eram feitos por algum comediante, ou tinham orientação publicitária. Pedro, por sua vez, fica assustado quando é chamado para participar de algum programa de rádio.

Os áudios, como ele conta, representam um reconhecimento das mudanças ocorridas em sua vida pessoal e em sua região depois dos governos de Lula. São sua forma de "lutar" para que o país volte a oferecer condições para os que querem trabalhar, investir e, como ele, "melhorar de vida". 

Dividir sandálias

"Eu falo em tom de brincadeira quando digo que vou dar meu dedo mindinho ao doutor para implantar no Lula, ou quando peço para ser preso com o Lula, mas isso tudo traduz minha verdade. Esse homem mudou minha vida e a de minha família. E o Haddad é o candidato capaz de fazer voltar os programas que foram implantados da época dele até o impeachment da Dilma", ressalta.

Da infância à adolescência, Pedro tinha de dividir sandálias com o irmão que tivesse o número do pé mais próximo do dele, todas as vezes em que o pai comprava calçados para a família.

"O dinheiro não dava para comprar para todo mundo, então meu pai comprava um par para dois filhos. Um calçava durante a manhã e o outro à tarde e a gente se dividia sobre os lugares para onde iria trabalhar para não ir descalço onde a falta de sapato fizesse os pés doerem mais."

Um dia, no período de entressafra, quando não há nada a ser plantado e as pessoas procuram atividades provisórias para ganhar um dinheirinho até voltar ao roçado, ele arrumou uma ocupação como ajudante de pedreiro. Pôs na cabeça: "Prefiro essa vida do que trabalhar na roça". Achou que tinha encontrado ali sua vocação.

Aprendeu tudo direitinho, voltou para a plantação ao lado do pai e dos irmãos, mas continuou em paralelo como ajudante em obras diversas. "Muitas vezes, o pessoal não confiava em mim, não achava que eu soubesse fazer direito. Então eu dizia ‘deixa eu trabalhar de graça. Vou aprendendo e você vai vendo que eu sei fazer. Se eu errar, pago o prejuízo’."

Ganhou confiança, chamou colegas para montar uma equipe e começou, ele mesmo, a trabalhar em reformas de casas, consertos, pintura. Mais adiante, passou a construir e a ganhar mais credibilidade. A vida continuava dura, mas tinha ficado um pouco melhor.

Reflexo de políticas sociais

As políticas públicas que passaram a influenciar a vida das pessoas pobres no Nordeste a partir de 2003 não demoraram a surtir efeito. Com a transferência de renda, a valorização do salário mínimo e a oferta de crédito surge uma nova classe consumidora. As economias de pequenas cidades e microrregiões se transformam. Não à toa, em recente entrevista ao Jornal da Globo, Haddad observou que o PIB no Nordeste cresceu em ritmo chinês na década passada.

E entre os que passaram a ter possibilidade de ter em casa uma televisão de plasma, uma geladeira nova e mais moderna, um telefone celular, escola para as crianças, também veio a vontade de reformar ou pintar a casinha.

Pedro sentiu o impacto positivo disso tudo. Conta que desse período até 2016, trabalhou tanto que a vida de extrema pobreza que levava se transformou. Ele hoje é dono de duas casas. A primeira, onde vivem seus pais e irmãos, e outra onde mora com a mulher e os dois filhos. A sua, diz com orgulho, "tem primeiro andar".

Foi também o primeiro morador da cidade a comprar um automóvel Gran Siena, da Fiat. "Cheguei todo feliz na concessionária para tirar meu carrinho sonhado. Na época, custou R$ 45 mil. Nunca pensei que chegaria a isso algum dia."

Pedro ajuda até hoje familiares e prossegue com sua equipe fazendo trabalhos no município. Mas reclama que sente o tranco da crise econômica, que os pedidos não são como antes, o trabalho caiu.

Reflexo do golpe

"Dá para viver, mas o que temos notado desse governo para cá é uma queda grande para todo mundo. Eu faço estes áudios por brincadeira, mas também porque precisamos da volta do Lula. E eu sei que o Haddad vai retomar a linha de trabalho implantada no governo dele e da Dilma", afirma, prometendo fazer "tudo o que for possível para contribuir para a transferência de votos de Lula para Haddad". "Oxe, menino. Lula é Haddad e Haddad é Lula."

Sobre o fato de ter um candidato cearense na disputa, Ciro Gomes (PDT), afirma que não vê problema. "O voto do Lula é do Lula. As pessoas até gostam do Ciro, mas entre ele e o candidato do Lula, vamos votar no Haddad."

Ele só tem uma reclamação, mas que considera superável. "Só tenho problema com o Camilo Santana (atual governador do Ceará, do PT, que tem como candidato em sua chapa o senador emedebista Eunício Oliveira). Fiquei chateado com ele porque está unido com o Eunício e o Eunício é do MDB do Temer, ajudou no impeachment da Dilma. Mas se é para ajudar o PT, aqui em casa estaremos com Camilo também."

E explica. "O que acontece é que hoje a gente vive muito preocupado com a situação do país. As pessoas voltaram a viver em dificuldade outra vez. Eu fiquei espantado com a amplitude que minhas mensagens tiveram, mas se elas puderem ajudar a eleger o Haddad, já estou satisfeito. Muitas pessoas que não iam votar nele já me procuraram para dizer que mudaram de ideia depois de conversar comigo. Falo e brinco dessa forma porque sou louco pelo Lula de verdade, porque senti na pele os efeitos do governo dele."

Quando indagado sobre o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, Pedro Félix diz que não o vê como uma ameaça ao PT, ao menos no Nordeste. "Não é daqui, não demonstra conhecer a sofrência (sic) do nosso povo com a seca, não vai trazer nada de bom para os nordestinos. Já Haddad tem todo o caminho a percorrer que foi deixado por Lula e que nos ajudou a melhorar. E não foi pouco não, pode perguntar para as outras pessoas", acrescenta.

Lavras de Mangabeira fica a 60 quilômetros de distância de Juazeiro do Norte, uma das maiores cidades do Ceará, onde está previsto comício com Haddad nas próximas semanas. O sonho de Pedro, agora, é ir até lá para ouvir "o que o substituto do Lula vai falar" e, se conseguir, tirar uma foto ao lado de Haddad.

O sonho maior, de estar ao lado de Lula, nunca foi realizado, mas ele diz que espera um dia conseguir realizá-lo. "Se Haddad me receber em Juazeiro levo até minha bicicleta (que é constantemente citada nos áudios e utilizada no seu trabalho) para ele sentar nela", diz.

Mídia espontânea

A ideia de Pedro Félix de fazer áudios começou em 2016, logo após o impeachment de Dilma Rousseff. Mas os áudios viralizaram mesmo depois da prisão de Lula, no primeiro semestre. As mensagens contagiaram primeiro os amigos próximos, passaram a ser reproduzidas para várias cidades do Ceará e ganharam o Brasil. 

"Olha só isso", contou rindo o publicitário Alexandre Fernandes, que tinha acabado de receber um dos áudios de um colega, durante almoço de trabalho no restaurante Francisco – ponto frequente de encontro de políticos e assessores parlamentares em Brasília, na última semana.

"Em Fortaleza todo mundo conhece essas mensagens, só não tem muita ideia de quem é o cara que está por trás delas", afirmou o engenheiro agrônomo Marcio Rodrigues, brasiliense que mora há 15 anos na capital cearense e vai todo mês a Brasília.

Com a formalização da candidatura de Haddad, Pedro Félix passou a ter o ex-ministro e ex-prefeito paulistano como principal alvo. A mídia espontânea é direta e ele tem, inclusive, na imagem que ilustra seu perfil no aplicativo WhatsApp, uma foto dele com os dizeres "Haddad é Lula".

"Tive um sonho em que estava debaixo de um pé de goiabeira e o Lula me pedia para adular Fernando Haddad. Disse a ele: homem, pois já está adulado", afirma, numa das mensagens. "Eu tinha coragem de passar os 12 anos na cadeia mais Lula", ressalta em outra, com sotaque carregado.

"Meu sonho era pegar um dedo que tenho aqui e o doutor fazer um transplante para colocar nele, para ele ficar com os dedos completos, sem faltar mais nada", diz. "Quando como uma galinha capoeira cozinhada com cuscuz, não lembro de outra pessoa não. Só do Lula. Fico imaginando, será que o bichinho já almoçou nesse instante?", arremata na seguinte.

"Se pudesse, faria tudo o que digo"

Felix revela já ter feito mais de 500 áudios, pelas suas contas, e não tem noção da quantidade de vezes que foram reproduzidos. Já concedeu inúmeras entrevistas, com esta, ao Brasil de Fato. "Sei de gente na Paraíba, Pernambuco e Maranhão que está recebendo essas mensagens. É uma coisa fora do comum, nunca pensei que fosse chegar a uma repercussão desse tamanho", conta.

"Somos do sertão, pessoas pobres e sem chances. O Brasil teve muitos presidentes, mas só o Lula conseguiu fazer tanta coisa. O que eu falo sai de dentro de mim, do meu coração. Se pudesse, faria tudo aquilo que digo nos áudios", destaca.

Na avaliação da professora da faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) e doutora em Ciência da Informação, Márcia Marques, a repercussão dos áudios de Pedro Félix é reflexo do que tem acontecido nos últimos tempos em todo o mundo, que está mexendo com o "fazer" da comunicação e levando os profissionais a avaliarem outras formas de comunicar.
"As pessoas não comentam mais nas redes sociais uma postagem, vão lá e fazem elas mesmas. Esse protagonismo está aparecendo e tem sido muito favorecido pela mídia digital. É interessante e tem conseguido passar o recado. Tem uma característica que foge da mídia hegemônica", afirma.

"Ele segue, ao seu modo, o caminho que o pessoal da Porta dos Fundos (conjunto de vídeos que viralizaram na internet e depois resultaram em um programa, veiculado na televisão) começou lá atrás, reservadas as proporções por que lá os participantes eram profissionais de comunicação e o Pedro, não. Hoje todo mundo sabe imitar uma repórter de TV, todo mundo sabe agir como um repórter de rádio", destaca a professora.

Para a profissional em marketing, Fernanda Estelita Soares, iniciativas do tipo são formas de expressão que têm tudo para serem expandidas neste período eleitoral, sobretudo num momento em que são publicadas informações falsas (as fake news) e contratados robôs para sugestionar os eleitores sobre os atuais candidatos.

"Os áudios do Pedro Félix consistem numa forma natural de se expressar da população mais simples. Representam uma outra via encontrada pela massa para passar sua mensagem diante do império da mídia tradicional. E, ainda por cima, trazem o apelo bem-humorado do sotaque do homem simples nordestino", explica a professora. "Não me espantarei se souber de vários apresentados por autores diferentes."

Enquanto isso, Pedro segue com suas atividades e seu jeito. Está longe de ser rico e trabalha duro ao lado da sua equipe. Tanto que não pode atender celular durante o dia, quando está nas obras. Volta para casa durante a noite. O telefone quebrou e, em vez de trocar por um mais novo, mandou consertar.

Mas sabe que os pais, ele e os irmãos possuem outras condições econômicas em relação aos anos 1990 e que os filhos estão sendo criados, hoje, em situação bem melhor do que a dele. Não pede um governo de vantagens, nem benefícios, só a chance de continuar tendo a oportunidade de ser chamado para mais serviços. E ver as pessoas próximas também levando uma vida melhor. "Com menos sofrência."

 

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Fim do PSDB? · 22/09/2018 - 17h28 | Última atualização em 22/09/2018 - 22h14

No Brasil e no Piauí, o PSDB caminha para o ostracismo!


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Luciano Nunes, deputado estadual, foi para o sacrifício e candidatou-se a governador do Piauí pelo PSDB.

Outros tucanos do bico grosso não quiseram assumir tal responsabilidade.

- Não é mesmo prefeito Firmino Filho, secretário Silvio Mendes?

Mas, se observar bem, este foi o comportamento quase que total do PSDB no Brasil.

Se olharmos as disputas eleitorais veremos que o Partido lançou poucos candidatos aos governos estaduais. E as pesquisas mais recentes indicam liderança em Rondônia e Roraima. Em Minas Gerais, Anastasia, candidato tucano está à frente, mas vai disputar o segundo turno com o petista Fernando Pimentel. E em São Paulo, o homem do pato, Skaff, lidera seguido pelo tucano? João Dória.

O PSDB que desde 1994 disputava a presidência do Brasil com o PT, este ano, trouxe novamente a candidatura do paulista Geraldo Alckmin. O Partido, a mídia, FHC e mais alguns, empurram o “Picolé de Xuxu” mas ele só derrete. Bolsonaro, Haddad e Ciro são os que lideram a disputa presidencial.

No Piauí, o representante do Partido que já dominou quase que todo o Brasil, ainda não atingiu 2 dígitos nas pesquisas eleitorais.

Luciano ficará sem o mandato de deputado estadual e muito distante do Karnak. Os tucanos vão ter como pagar esta conta?

Com a mulher disputando uma vaga na Assembléia Legislativa do Piauí pelo Progressista, o prefeito Firmino Filho - maior figura do PSDB local - permanecerá no ninho tucano ainda por quanto tempo?

PSDB vive seu tempo de ostracismo!

 

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Com informações do Diário de Pernambuco

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, fez uma caminhada pelas ruas do Centro do Recife e terminou o ato político em frente à Pracinha do Diario, onde fez um comício. Em discurso, ele prometeu reconciliar o Brasil. “Uma grande parte da população foi levada ao erro em 2016 e as pessoas acordaram. Não queremos revanchismo, mas, no nosso governo, o negro vai ser respeitado, a mulher vai ser respeitada, o nordestino vai ser respeitado. O recado para o nosso amigo ali (Bolsonaro) é: se a mulher cria um filho sozinha, ela vai receber mais atenção da gente”, declarou, em um dos trechos da fala, referindo-se à frase que o vice-presidente de Bolsonaro (general Mourão) falou durante a semana, na qual dizia que famílias carentes comandadas por “mãe e avó” era uma fábrica de desajustados. 

O comício durou cerca de meia hora. Haddad voltou a criticar a prisão de Lula, dizendo que a pessoa que mais amou e se dedicou ao país nos últimos 50 anos, está sendo injustiçado. “Digo a vocês, com toda segurança, passei por todos os estados do Nordeste e o Nordeste já sabe o resultado da eleição. Vamos segurar o Brasil integrado, sem raiva de ninguém com muito amor para dar. O cara que teve mais amor por esse país, mais se doou, teve 50 anos de história é hoje o cara mais injustiçado. Eu sou advogado de Lula e quero estabelecer aqui que cada um possa ser o advogado do Lula”.

O governador Paulo Câmara (PSB) fez críticas ao senador Armando Monteiro Neto (PTB), sem citar o nome do candidato, lembrando que ele votou a favor da reforma trabalhista. Para ele, Haddad representa a esperança do Brasil voltar a ser feliz.  Ele sofreu uma reação do público, que ensaiou uma vaia. Renata Campos e João Campos, viúva e filho de Eduardo Campos, estavam presentes. “A gente tem uma caminhada de 15 dias para escolher o lado do povo, o lado de Eduardo, de Miguel Arraes, o lado de Lula. Do outro lado está o senador que apoiou a reforma trabalhista (…) Essas pessoas querem fazer em Pernambuco o mesmo mal que fizeram ao Brasil, mas a gente não vai deixar”. 

Luciana Santos levantou a plateia ao começar o grito de guerra “Lula, Livre”. Ela começou o discurso cantando o coro "Lula livre, Lula livre". "Vai avançar, vai avançar, a unidade popular, vai avançar, a unidade popular". “A Frente Popular em Pernambuco existe desde Pelópidas. Ou estamos do lado do povo, da soberania nacional, ou estamos do lado de Temer. Em Pernambuco se repete o que acontece no Brasil. Aqui em Pernambuco, Lula é Paulo e Paulo é Lula”.

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Eleições 2018 · 21/09/2018 - 06h54 | Última atualização em 22/09/2018 - 23h01

Santistas, corintianos, gremistas, palmeirenses e mais torcedores se manifestam contra Bolsonaro


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Primeiro foram as mulheres. Elas se organizaram e mostraram força oposicionista frente à candidatura de Jair Bolsonaro. Agora, são as torcidas organizadas de times de futebol que se rebelam contra o apoiador de ditaduras. A Torcida Jovem do Santos e a Gaviões da Fiel do Corinthians lançaram na tarde/noite de hoje manifestos contra a candidatura de Bolsonaro.   

                            MANIFESTO TORCIDA JOVEM DO SANTOS 

A Torcida Jovem do Santos, ao longo dos seus 49 anos, construiu uma história marcante na luta pela democracia e contra a opressão que sempre tentou calar a voz da arquibancada. Uma luta que começou no final dos anos 60 enfrentando a ditadura militar e que se estende até hoje contra os mecanismos que almejam destruir o futebol popular e a nossa liberdade.

Nossa torcida é composta pela classe trabalhadora, por pessoas de diferentes etnias, crenças e demais individualidades que se unem como povo. Em função disso, e pelo nosso compromisso com a liberdade, nos posicionamos contra uma plataforma política que defende a ditadura militar como saída para os problemas do país. Não reconhecemos como opção viável um discurso que reforça o estereótipo preconceituoso que marginaliza o povo pobre e, por consequência, o torcedor.
Essa plataforma política é nociva para a evolução da sociedade e vai contra os ideais defendidos pela Torcida Jovem do Santos, que foram construídos com muito suor.

Respeitamos as escolhas pessoais de cada Tejota e não defendemos nomes específicos no atual panorama político, mas reforçamos a origem da nossa Torcida deixando claro que as pautas apresentadas pelo candidato Bolsonaro - e demais candidatos com o mesmo alinhamento ideológico - são incompatíveis com as raízes da Torcida Jovem e não representam os interesses coletivos que sempre buscamos ao lado do povo e da massa santista. Nosso repúdio a essa pauta extremista não apaga o olhar crítico que temos em relação ao cenário político em geral, tomando como referência a nossa postura histórica de combate aos retrocessos sociais.
A opressão jamais irá vencer a nossa luta por liberdade dentro e fora dos estádios!

TORCIDA JOVEM
Com o Santos onde e como Ele estiver...

 

NOTA OFICIAL - POSIÇÃO DOS GAVIÕES DA FIEL SOBRE CANDIDATO ANTIDEMOCRÁTICO

Foi misturando política e torcida que, em 1969, alguns jovens Corinthianos fundaram o que viria se tornar a maior torcida organizada do país, os Gaviões da Fiel. Em uma época marcada pela fortíssima repressão da Ditadura Militar, aqueles torcedores decidiram se unir para lutar contra Wadih Helu, então presidente do Corinthians e também político do regime.

Ao declararem a contrariedade ao regime que impedia toda e qualquer liberdade de expressão, os primeiros jovens Gaviões foram perseguidos e, por vezes, espancados pelos capangas do cartola e político. 

Paralela à batalha em prol do Corinthians, ilustrada pelo conhecido primeiro enterro simbólico de um dirigente no país, também estava a luta pela redemocratização do Brasil. A abertura de faixas na arquibancada exigindo o direito da sociedade escolher o presidente, bem como anistia ampla, geral e irrestrita aos exilados políticos da época, faz parte do conjunto de fatos marcantes dos 49 anos dos Gaviões da Fiel.

Por este e outros motivos, é importante deixar claro a incoerência que há em um Gavião apoiar um candidato que, não apenas é favorável à Ditadura Militar pelo qual nascemos nos opondo, mas ainda elogia e homenageia publicamente torturadores que facilmente poderiam ter sido os algozes de nossos fundadores.

Hoje, com mais de 112 mil associados, entendemos existirem diferentes formas de pensar e posicionar-se numa sociedade democrática. Respeitamos essa pluralidade de ideias, pois ela é a essência da democracia pelo qual nossos fundadores lutaram. Não podemos, portanto, concordar jamais com quem se posiciona justamente contrário aos valores básicos do Estado Democrático de Direito.

Não se trata de exigir que nossos associados se posicionem obrigatoriamente à esquerda ou direita, mas em um momento conturbado de nossa política, pedimos para que nossos associados olhem para nosso passado e entendam tudo o que hoje fomenta nossa ideologia.

Afinal, foi contra todo ditador que no Timão quiser mandar que os Gaviões nasceram pra poder reivindicar.

// Gaviões da Fiel Torcida - Força Independente \ 

*Nota aprovada pelo Conselho Deliberativo dos Gaviões da Fiel

                           

                             Democracia Gremista: #EleNão #EleNunca

Nós da DEMOCRACIA GREMISTA nascemos da luta para democratizar o GRÊMIO, o futebol e a sociedade. Somos mulheres e homens, em essência, azuis, pretos e brancos, mas também somos de todas cores do arco-íris! 
Como gremistas temos orgulho das nossas façanhas, dos títulos, da raça charrua, da entrega, da vontade em campo, da instituição e da sua torcida. Temos orgulho de ter um hino composto por um dos maiores poetas da música popular brasileira, negro! Temos orgulho da estrela em nossa bandeira representar um tricampeão do mundo que prematuramente nos deixou, negro!

Também temos orgulho da luta dos povos contra a discriminação e o fascismo! Somos frutos desta luta, ferro forjado nesta resistência, desta luta dos gremistas e não gremistas! Somos inimigos do fascismo e nazismo. Nunca esqueceremos de gestos históricos como a Partida da Morte do Dynamo de Kiev, que derrotou o time do exército nazista (leia aqui sobre a partida https://goo.gl/fJEfKH).

Temos orgulho e resistimos juntos com nossas torcedoras, mulheres que ainda são vítimas de machismo e misoginia nos estádios e arenas de futebol. Resistimos juntos, com elas e com todos que, mesmo em 2018, ainda são vítimas da homofobia e racismo e que convivem com cânticos discriminatórios de muitas torcidas (inclusive da nossa!), apesar da linda experiência histórica que tivemos com a COLIGAY.

Como não poderia ser diferente, entendemos o futebol como reflexo da sociedade: se lutamos para democratizar o Grêmio, também lutamos por uma sociedade democrática: livre de tudo aquilo que condenamos. Neste sentido não poderíamos nos calar! Neste processo eleitoral temos lado, que é da defesa da democracia!

Para o Brasil não mergulhar no mar do atraso:

Não admitimos candidato fascista!

Não admitimos candidato racista!

Não admitimos candidato misógino!

Não admitimos candidato machista!

Não admitimos candidato homofóbico!

Não admitimos candidato xenófobo!

#EleNão #EleNunca

 

 

Depois das torcidas organizadas do Corinthians, do Santos e do Grêmio, posicionarem-se contra Jair Bolsonaro, um grupo de torcedores e quatro coletivos do Palmeiras lançaram neste sábado (22) o manifesto "Palmeirenses contra o fascismo" em que repudiam o apoio de outros torcedores ao candidato de extrema direita. No texto, os palmeirenses afirmam: "não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico"

O manifesto é assinado por mais de 60 torcedores, entre eles Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente e atual conselheiro do clube, pelo neurocientista Miguel Nicolelis, por artistas como Maria Gadu, João Gordo e Wilson Simoninha, pelo jornalista William De Lucca, do 247, entre outros, além dos coletivos Porcominas, PorComunas, Palmeiras Livre e Palmeiras Antifascista.

Leia:

Em virtude de acontecimentos recentes envolvendo a imagem pública da Sociedade Esportiva Palmeiras, nós, palmeirenses abaixo assinados, expressamos publicamente nosso repúdio às posturas e declarações preconceituosas, antidemocráticas e fascistas.

Nosso clube foi fundado em 26 de agosto de 1914 por trabalhadores imigrantes, e rapidamente tornou-se uma das equipes mais populares da cidade de São Paulo, atraindo grande público em seus jogos e contrapondo-se às agremiações tradicionais da elite paulistana. Ao mesmo tempo em que o Palestra Itália chamava a atenção da imprensa da época por sua torcida essencialmente popular, as vitórias em campo foram consolidando o clube como força importante do futebol paulista e brasileiro.

Em 1942, por pressão do governo durante a Segunda Guerra Mundial, o clube foi obrigado a mudar seu nome, tornando-se a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Apesar das ofensas e ataques xenofóbicos que recebia por sua origem imigrante, o Palmeiras já era profundamente diversificado na composição de seu time e torcida, assim como o povo brasileiro. De "time dos italianos" passou a ser o time de todas e todos.

São razões históricas, portanto, as que nos motivam neste posicionamento público contra a onda fascista que se ergue e a sua nefasta representação eleitoral.

Respeitamos a coexistência democrática de opiniões e posicionamentos políticos variados; mas não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico. Não podemos tolerar discursos de ódio dirigidos a grupos historicamente oprimidos. A trajetória da Sociedade Esportiva Palmeiras é uma trajetória de acolhimento à diversidade destes grupos.

#EleNão #EleNunca

Alessandro Buzo, escritor e diretor
Amanda Ramalho, radialista
Diana Bouth, atriz e apresentadora
João Gordo, músico e apresentador
Maria Gadu, música e compositora
Marco Ricca, ator
Miguel Nicolelis, neurocientista
Nádia Campeão, foi vice-prefeita do município de São Paulo
Soninha Francine, vereadora do município de São Paulo
Wilson Simoninha, músico
Aldo Rebelo, chefe da Casa Civil do estado de São Paulo e conselheiro da SEP
Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e conselheiro da SEP
Marcos Gama, conselheiro da SEP
Abner Palma, editor de vídeo
Adriano Diogo, foi deputado estadual de São Paulo
Aleksandra Franco Fernandes Silva, pedagoga da Escola Parque-RJ
Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos da Barão de Itararé
Ana Paula Spini, professora de história da UFU
Andrea de Castro Melloni, Princeton University
Angélica Souza, publicitária, escreve no Dibradoras
Bruno Predo, publicitário
Cristiano Maronna, advogado
Cristiano Tomiossi, ator
Crizz, DJ
Eduardo Roberto, jornalista
Elisa Fernandes, chef de cozinha
Ercílio Faria Tranjan, publicitário
Fabio Passetti, pesquisador do ICC/Fiocruz
Facundo Guerra, empreendedor
Felipe Vaistman, jornalista
Fernando Cesarotti, jornalista
Flávio de Campos, historiador e professor da USP
Gabriel Amorim, jornalista
Gabriel Passetti, professor de Relações Internacionais da UFF
Gabriel Santoro, editor
Gabriel Zacarias, professor de história da arte na Unicamp
Glauco Roberto Gonçalves, professor da UFGO
Gustavo Petta, deputado estadual de São Paulo
Ivan Marques, advogado e diretor do Instituto Sou da Paz
José Carlos Vaz, professor de gestão de políticas públicas da USP
José Guilherme Magnani, antropólogo e professor da USP
Júlia Galli O'Donnell, professora de antropologia cultural da UFRJ/IFCS
Lucas Afonso, MC
Manuel Boucinhas, ator
Márcio Boaro, dramaturgo e diretor teatral
Margaret Buonano, psicóloga
Maria Carolina Trevisan, jornalista
Marília Velardi, professora da USP
Marina Sousa, desenhista e roteirista – filha do Maurício de Sousa
Miguel José Minhoto, Biólogo
Oswaldo Colibri, jornalista
Paulo Miyada, curador
Railídia Carvalho, música e jornalista
Robson Montanholi, geógrafo
Roseli Tardelli, jornalista e apresentadora
Sérgio Settani Giglio, professor de educação física na UNICAMP
Simão Pedro, foi deputado estadual de SP e secretário municipal de São Paulo
Thiago Schwartz, da página Site dos Menes
Tiago Perrart, da página Vagas Arrombadas
Toinho Melodia, músico e compositor
William De Lucca, jornalista
Coletivo Porcominas
Coletivo PorComunas
Coletivo Palmeiras Livre
Coletivo Palmeiras Antifascista

 

TORCEDORAS E TORCEDORES DO CLUBE DO POVO: NENHUM VOTO EM BOLSONARO

No cenário atual temos candidatos dos mais variados espectros políticos distribuídos entre as intenções de voto. Esquerda e direita. Progressistas e conservadores. Assalariados e burgueses. É da democracia. No entanto, o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia.

O Internacional se destacou desde cedo na sua história pela participação de jogadores negros em campo e entre seus torcedores. Também, o clube foi fundado e jogou os primeiros anos num bairro de maioria negra e próximo a comunidades quilombolas. A alcunha de Clube do Povo não veio por acaso. Desde essa época, insultos racistas são dirigidos ao Inter e a sua torcida pelos seus rivais.

É uma incoerência que um colorado, que conhece e admira a história de seu clube, apoie um candidato que coleciona episódios de racismo. Ele declarou em 2011 na Band que seus filhos não se apaixonariam por uma mulher negra "porque foram muito bem educados". Nessa mesma oportunidade, classificou um relacionamento de um homem branco com uma mulher negra como "promiscuidade" (1). Ainda em 2011, devido a repercussão negativa dos comentários feitos por Bolsonaro, um grupo de neonazistas organizou um ato em defesa do candidato, reunindo por volta de quarenta pessoas (2). Em entrevista à revista Época, assumiu-se preconceituoso: "Sou preconceituoso, com muito orgulho" (3). Mais recentemente, Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (4) e pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (5) pelo forma racista que se referiu a comunidades quilombolas, tratando-os como animais. A denúncia prevê pena de até 3 anos de prisão e multa de R$ 400 mil.

Pela nossa história, repetimos: NENHUM VOTO EM BOLSONARO!

                          FLAMENGUISTAS CONTRA BOLSONARO!

A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange a população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós. Ao se referir a essa parcela considerável das famílias brasileiras de maneira jocosa e desrespeitosa, consideramos tal atitude uma afronta a torcida do Flamengo, maioria absoluta no Rio de Janeiro e no Brasil. Para além dessas questões, entendemos que as propostas econômicas dessa candidatura fascista a presidência da República significa empurrar mais ainda a população mais pobre para a miséria, destruindo a frágil estrutura de assistência social existente no país. As privatizações e corte orçamentários, propostos por Paulo Guedes, significa aprofundamento das políticas neoliberais que foram implementadas por Temer, no Brasil, e por Macri, na Argentina, promovendo uma crise social sem precedentes. Ou seja, Bolsonaro é continuação mais aprofundada da política nefasta que vigora hoje contra a classe trabalhadora.
Conclamamos as torcidas organizadas do Clube de Regatas Flamengo a resgatarem suas origens de resistência aos ataques ao povo, sobretudo durante a ditadura militar, ao defender a democracia e os direitos da classe trabalhadora, sob pena de todos nós, torcedores organizados ou não, sermos engolidos pela miséria e caos social propostos por esse nefasto programa de governo. 

 

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