Temer está na 3ª internação · 14/12/2017 - 19h15 | Última atualização em 14/12/2017 - 19h38

Tancredo, Trindade, Temer: quando personalidades estão em tratamento médico é preciso transparência


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Tem instantes que fazer jornalismo pode parecer uma coisa banal. Relatar a queda de uma árvore sobre a avenida principal de uma cidade e, consequente congestionamento sacrificando a rotina dos usuários daquele logradouro, não parece ser uma tarefa tão difícil. E, de fato, não é!

Já, levar para a sociedade a informação de doença e suas consequências em pessoas públicas é uma das tarefas mais árduas para os profissionais da comunicação.

Eu vivi isso, na pele!

Antes da trágica experiência, acompanhei como cidadão juntamente com todos os brasileiros, a agonia do presidente eleito Tancredo Neves.

Foi mais de um mês entre a doença e o anuncio da morte daquele que presidiria o destino dos brasileiros.  Os livros de jornalismo estão repletos de citações críticas sobre o evento.  

Alguns anos depois, integrando o primeiro governo Wellington Dias, na condição de Secretário de Comunicação, vivi a experiência - que preferia não tivesse acontecido - de conduzir a Comunicação do Governo e, quase que por tabela, a comunicação do PT, da doença e da morte da então deputada Francisca Trindade.

Na condução dos dois processos (Tancredo/Trindade) aqui no Piauí tivemos bem menos problemas.

Agora o Brasil passa novamente por esta difícil situação.

No últimos meses, Michel Temer, que ocupa a presidência da Republica de forma usurpadora, teve 3 internações hospitalares. Do ponto de vista do jornalismo é uma informação demasiadamente importante.

Deixo então os leitores do blog com artigo do jornalista Kiko Nogueira, do DCM:

 

Está faltando transparência sobre o verdadeiro estado de saúde de Michel Temer

Há uma falta de transparência com relação ao estado de saúde de Michel Temer.

Por recomendação médica, ele cancelou uma viagem que faria no início de janeiro à Ásia. Duraria entre 5 e 13.

O doutor Roberto Kalil Filho recomendou ao paciente viagens longas apenas depois do dia 20 daquele mês. Seria “muito desgastante”, alegam assessores de MT.

Temer foi submetido a um procedimento de desobstrução da uretra na quarta feira, 13. Deveria ter alta no dia seguinte, mas acabou que ficará no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, até a sexta-feira, 15.

Uma nota do Planalto dava conta de que ele tinha na agenda um encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) para discutir a data de votação da reforma da Previdência.

“O Presidente Michel Temer foi submetido a uma avaliação médica e apresentou uma boa evolução na recuperação do procedimento”, diz o boletim.

Aos 77 anos, Temer está com “problemas urinários”, informa superficialmente a Secretaria de Comunicação da Presidência de maneira lacônica.

Os “problemas” começaram em outubro, quando ele foi levado a um hospital de Brasília por causa de uma obstrução urinária. Dias depois, encararia uma raspagem para diminuir o tamanho da próstata no Sírio.

Havia pequenas hemorragias que formaram coágulos e bloqueavam a saída da urina.

Na ocasião, a informação divulgada foi de que o quadro de saúde pós operatório era “normal” e ele faria exames “de rotina”. No final de novembro, se submeteu a um procedimento para desobstruir as artérias.

A atual internação ultrapassou o período esperado e a situação não parece tão simples quanto levam a crer os comunicados oficiais.

Não é preciso ser especialista para saber que uma sucessão de intervenções cirúrgicas num homem de idade avançada e submetido a uma rotina pesada não é boa notícia.

Se a evolução é “boa”, se é tudo rotineiro, o que significam exatamente os retornos hospitalares que se estendem há três meses?

O Brasil tem um enorme trauma nessa área, que foi o caso de Tancredo Neves.

O que foi anunciado, em 14 de março de 1985, como uma cirurgia de “rápida recuperação” de um apêndice supurado viraria uma diverticulite — e, então, uma novela de desinformação que culminou na morte de Tancredo no dia 21. 

Não se está aqui sugerindo que Michel Temer tenha algo mais ou menos grave. Cabe aos profissionais dizerem isso. A questão é a falta de clareza ao se lidar com um assunto dessa natureza envolvendo um presidente.

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Julgamento em janeiro · 13/12/2017 - 09h44 | Última atualização em 13/12/2017 - 16h19

Acuadas, Lava Jato e Globo tentam um contra-ataque: criar fato político com julgamento de Lula!


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É de Wellington Calasans, no Cafezinho, o texto a seguir. Dá uma dimensão do que está por vir. 

Golpe no TRF-4 – De Gaulle ensina como responder à Globo: vá para o pau, Monsieur Lula!

Colocados nas cordas pelo escândalo de corrupção na FIFA e pelas revelações bombásticas de Tacla Durán Globo e Lava Jato, respectivamente, tentam um último contra-ataque desesperado: criar um fato político com a antecipação para janeiro próximo do julgamento pelo TRF-4 do recurso do ex-Presidente Lula no processo do triplex. Evidentemente, trata-se de uma “fuga pra frente”. Uma tentativa açodada de retomar o controle da pauta política e da narrativa, hoje perdido para Lula e a sua clara perspectiva de poder (e.g., pesquisas, defecções de políticos (antes) “golpistas”, em Brasília e nos estados, caravanas, etc.).

Como mencionado no programa, a ofensiva dos Marinho, de saída (!) já fadada ao fracasso, lembra importante lição de estratégia dada pelo General De Gaulle aos americanos, no contexto da Guerra da Argélia. De Gaulle fora eleito para resolver a “questão argelina”. Na sua histórica viagem a Argel, então capital da “Argélia francesa”, em público!, De Gaulle celebremente disse aos colonos, contrários à independência, “je vous ai compris”, livremente traduzido como “eu entendi os seus anseios” – para aplausos frenéticos da multidão. No entanto, já no voo de volta a Paris, confidenciava aos conselheiros mais próximos: “estive lá e pude ver. A Argélia e os argelinos jamais serão franceses. A guerra está perdida”.

Contudo, os atos que se seguiram aparentemente demonstravam o contrário: De Gaulle ordenou na sequência a maior ofensiva das forças militares francesas contra os insurgentes independentistas de toda a Guerra!

Como explicar?

Abismado com a manobra, o representante do governo americano, também convencido da inevitável derrota francesa, pergunta ao General por que, estando numa posição de fraqueza, não negociava com os rebeldes, em vez de ataca-los daquela forma.

De Gaulle não hesitou deu lição ao americano:

– Ora, justamente! É por estar em uma posição de fraqueza que não podemos negociar! Isso seria uma capitulação – e não uma negociação! Para negociar, temos de estar em uma posição de força. Daí o nosso ataque feroz!

Da mesma forma, é por estarem nas cordas que a Globo e a Lava Jato, convencidos de sua derrota no final, ensaiam o contra-ataque atrevido. Querem, na realidade, conseguir um acordo – menos ruim – para ambos.

E como deve reagir Lula?

Ora, deve ele também seguir a máxima do General De Gaulle e partir para cima com tudo:

– Convocar (como Cristina Kirchner na semana passada!) coletiva, onde dará o tom (feroz!) da resposta. Para além da imprensa estrangeira, o repórter da Globo deve, inclusive, ser brindado com um lugar na primeira fila!

– Antecipar a Caravana pelo Sul do país para a segunda e terceira semanas de janeiro, concluindo-a na véspera do julgamento, em frente ao TRF-4, onde militantes devem acampar.

– Ordenar, por óbvio, um #OcupaPortoAlegre #OcupaTRF-4 para o dia do julgamento.

– Convocar todos os líderes latino-americanos vítimas de lawfare (made in USA!) e apoiadores no restante do mundo para grande ato, em Porto Alegre, na véspera do julgamento.

– Convocar seus articuladores em Brasília – desde já! – para a batalha seguinte, uma vez que o resultado do “julgamento” no TRF-4 já é de conhecimento geral.

Ouça o General De Gaulle, Presidente:

– À luta, Monsieur Lula!

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Será dia 24 de janeiro · 13/12/2017 - 06h07 | Última atualização em 13/12/2017 - 08h14

Justiça prova sua parcialidade e caçada a Lula, marcando julgamento de forma recorde


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Os antipetistas costumam reclamar do “vitimismo” do PT, dizem que os petistas “se acham perseguidos”.

Mas os fatos dão razão aos petistas. A Justiça brasileira que era para ser justa, nos casos da política, há muito revelou sua face golpista. Hoje, aconteceu apenas mais um caso.

O mensalão mineiro que tem Eduardo Azeredo (PSDB) como o grande articulador vai prescrever sem ser julgado.

34% da população de presos são provisórios. Ou seja, estão lá aprisionados mas, sem serem julgados.

Agora, quando se fala em política e, dentro do tema, quando o PT é o ator, a Justiça se revela: condena sem provas como no caso de José Dirceu e José Genuíno e torna-se célere como no caso de Lula. Hoje o TRF4 definiu o julgamento do presidente de honra do PT.

 

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro de 2018 o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra condenação pelo juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex do Guarujá, um dos processos decorrentes das investigações da Operação Lava Jato.

A análise da apelação do ex-presidente está sendo rápida. O desembargador João Pedro Gebran Neto levou apenas 142 dias para preparar seu voto, contados desde a sentença do juiz Sergio Moro, e encaminhá-lo ao revisor, Leandro Paulsen. O texto do relator ficou pronto em menos da metade do tempo na comparação com a média de outros processos.

Líder em todas as pesquisas eleitorais, o ex-presidente Lula pode ser inabilitado pela caçada judicial e midiática do qual é vítima. 

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o anúncio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de que julgará no dia 24 de janeiro, em tempo recorde, o recurso de Lula contra a condenação do juiz Sérgio Moro. 

Para Zanin, a pressa do TRF-4 em julgar o recurso de Lula mostra que o tribunal não agirá de modo imparcial. "Até agora existia uma discussão sobre uma condenação imposta ao ex-Presidente Lula em primeira instância sem qualquer prova de sua culpa e desprezando as provas que fizemos da sua inocência. Agora temos que debater o caso também sob a perspectiva da violação da isonomia de tratamento, que é uma garantia fundamental de qualquer cidadão. Esperamos que a explicação para essa tramitação recorde seja a facilidade de constatar a nulidade do processo e a inocência de Lula", afirmou Zanin. 

"Estamos aguardando os dados que pedimos à Presidência do Tribunal sobre a ordem cronológica dos recursos em tramitação. Esperamos obter essas informações com a mesma rapidez a fim de que possamos definir os próximos passos", acrescentou o advogado de Lula.

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Pesquisa Datafolha · 11/12/2017 - 19h11 | Última atualização em 11/12/2017 - 20h06

PT cresce e é o partido mais querido do Brasil apesar dos ataques políticos e midiáticos


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O que já está na boca do povo e nas ruas de todo o país é comprovado mais uma vez pela pesquisa Datafolha: o PT é o partido de preferência de 21% dos brasileiros e brasileiras, bem acima das outras legendas, PMDB e PSDB, que, empatadas, estão estagnadas com 5% das menções.

Demais legendas têm, cada uma, 1% da preferência do eleitorado.

 

Não só o Partido dos Trabalhadores aparece em primeiro lugar, como tem crescido na preferência do povo pesquisa após pesquisa. Se em abril era mencionado por 15%, em junho esse número já era de 18%, crescendo para 19% em outubro, último dado divulgado até agora.

Ou seja, apenas em 2017, o partido cresceu pelo menos seis pontos percentuais a despeito dos ataques políticos e midiáticos que sofre cotidianamente e do discurso golpista que tenta criminalizar o PT, seu legado e seus ideais.

Enquanto o número de pessoas que preferem PT só aumenta, não se observam variações naqueles que dizem apoiar as legendas cujos parlamentares atacam os direitos historicamente conquistados do povo e trazem retrocessos ao país.

É a defesa incansável da democracia e do povo brasileiro que faz com que, desde o fim dos anos 90, o PT lidere a preferência do eleitorado e, não só, as pesquisas de intenção de voto.

O mesmo levantamento trouxe  Lula consolidado em primeiro lugar como nome preferido pelos brasileiros e brasileiras para construir um Brasil mais justo, para todos e todas, nas pesquisas de intenção de voto para 2018.

A opção pelo ex-presidente também cresce a cada pesquisa em todos os cenários para o primeiro e o segundo turno, contra todos os adversários testados.

 

O levantamento foi realizado entre 29 e 30 de novembro deste ano com 2.765 pessoas em 192 municípios e margem de erro de 2 pontos percentuais.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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Pensando 2018 · 11/12/2017 - 18h42 | Última atualização em 11/12/2017 - 19h13

Frente Brasil Popular vai politizar o processo eleitoral em torno de um projeto de nação


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Brasileiras e brasileiros de todas as regiões do país, cidadãos e cidadãs, artistas, intelectuais, religiosos, parlamentares e governantes, assim como integrantes e representantes de movimentos populares, sindicais, partidos políticos e pastorais, indígenas e quilombolas, LGBT, negros e negras, mulheres e juventude, realizaram em dia 5 de setembro de 2015, em Belo Horizonte uma Conferência Nacional Popular.

Para defender os direitos e aspirações do povo brasileiro, para defender a democracia e outra política econômica, para defender a soberania nacional e a integração regional, para defender transformações profundas no país foi decidido – sem abrir mão das reivindicações específicas, da diversidade de opiniões e da autonomia das organizações que integram e representam—criar a Frente Brasil Popular (FBP).

Agora neste dezembro a FBP, realizou sua II Conferência Nacional.

Veja a Declaração Política da II Conferência Nacional da Frente Brasil Popular

 

“Reunidos em São Paulo dias 9 e 10 de dezembro na II Conferência Nacional da Frente Brasil Popular, 350 militantes oriundos de diversos espaços organizativos debateram a crise brasileira e atualizaram as tarefas políticas das forças democráticas e populares.

 

No plano internacional, a grave crise do sistema capitalista, a decadência da globalização neoliberal e o reposicionamento da China e da Rússia na geopolítica global lançaram as bases para a formação de um quadro de multipolaridade do sistema de nações. O imperialismo estadunidense reage a esta situação através de sua política de exploração sobre as nações subdesenvolvidas, intervindo na soberania e democracia destes países, como nos exemplos atuais da Venezuela e de Honduras.

 

É neste contexto que se insere a crise brasileira. O golpe patrocinado pelas forças reacionárias quebrou a ordem democrática, favorecendo a aplicação de um programa de restauração do neoliberalismo. O quadro agrava-se com o a profundamento do desemprego e das desigualdades sociais. A escalada da violência, vitimando principalmente a juventude, a população negra, LGBTs e mulheres lança desesperança no povo brasieleiro. O ataque à autonomia das universidades públicas pela via da intervenção policial é mais um capítulo desta nova situação política que vive nosso país.

 

Os golpistas objetivam realinhar o Brasil com os interesses geopolíticos dos Estados Unidos, recompor as taxas de lucros dos capitalistas acabando com direitos históricos da classe trabalhadora e apropriar-se de recursos naturais como é o caso do petróleo da camada pré-sal.

 

Não por acaso, essa conjunção de forças antinacionais já impuseram a aprovação da PEC dos gastos que corta drasticamente o orçamento de áreas essenciais para o povo como saúde e educação. A aprovação da reforma trabalhista, as políticas de privatização da Petrobrás e da Eletrobrás, assim como a destruição do parque industrial, demonstram que o objetivo é desmontar o Estado brasileiro e ferir de morte a soberania nacional.

 

Para alcançar seus objetivos o movimento golpista patrocina a quebra do pacto constitucional de 1988, jogando na lata do lixo direitos sociais, políticos e civis. Conquistas civilizatórias como o direito à presunção de inocência, o amplo direito de defesa e o devido processo legal estão sendo brutalmente atacadas. Lança-se, dessa forma, as bases de um regime de exceção. Para reverter esta situação, as forças patrióticas, amparadas num amplo movimento de massas e num governo democrático e popular, terão que travar uma persistente luta política capaz de criar uma correlação de forças favorável a oportuna convocação de uma assembleia Nacional Constituinte que construa  uma nova institucionalidade para o Estado brasileiro que restabeleça a democracia e favoreça o avanço do Projeto nacional, democrático e popular.

 

A Frente Brasil Popular compreende que diante do avanço da restauração neoliberal a construção da unidade das forças democráticas, nacionais e populares é uma necessidade histórica. O que está em jogo é a soberania nacional e o restabelecimento da democracia. Não mediremos esforços para conter e derrotar o avanço do programa neoliberal e reacionária pela via da luta de massas.

 

O Brasil passa por uma crise de destino que só será resolvida quando avançarmos na construção de uma estratégia de poder em torno de um Projeto de Nação. Trata-se de recolocar o desenvolvimento nacional e as reformas estruturais no centro da luta política. Isto exige uma força social de massas que garanta a hegemonia das forças populares. Portanto, é fundamental Frente Brasil Popular seguir acumulando no debate programático.

 

Um Projeto Nacional não se constrói com hegemonismos. A Frente Brasil Popular deve ser um espaço aberto às diversas contribuições do campo democrático e popular. A iniciativa de construção do Projeto Brasil Popular demonstra que o primeiro passo é fazer um esforço de sintese do acúmulo existente no interior das forças populares. Retomar o debate de projeto de nação não é mero exercício acadêmico, mas uma necessidade histórica que exige o conhecimento das especificidades da realidade brasileira, a retomada da luta de massas e o debate com o povo brasileiro.

 

Diante da necessidade de dar continuidade ao acúmulo programático e de nos prepararmos para a batalha eleitoral de 2018, a Frente Brasil Popular precisa ter mais enraizamento social. Por isso, faremos um grande mutirão de trabalho de base utilizando uma metodologia de educação popular em todo o território nacional que culminará no Congresso do Povo. Politizar o processo eleitoral em torno da necessidade de um projeto de nação e avançar no enraizamento da Frente Brasil Popular constituem as metas sínteses do Congresso do Povo. Certamente será um rico processo de participação popular que envolverá partidos, movimentos populares, intelectuais, artistas, dentre outros.

 

A Frente Brasil Popular avalia que todo este processo de participação popular será potencializado se conseguirmos garantir o direito de Lula ser candidato a presidência da república. Defender o direito de Lula ser candidato é defender a democracia e dar um importante passo para a derrota do golpe. Os inimigos do povo não toleram a liderança de Lula e são capazes de tudo para evitar seu retorno a presidência da república. Por isso, não descartamos a farsa do golpe dentro do golpe pela via dos setores reacionários do poder judiciário, pelo parlamentarismo ou pelo semipresidencialismo.

 

O êxito dessa construção passa, portanto, por derrotar os golpistas nas urnas e nas ruas. A Frente Brasil Popular, de forma unitária, dialogará com as candidaturas do campo democrático comprometidas com esses objetivos.

 

Sem  garantir a soberania nacional e sem restabelecer a democracia não será possível uma saída popular para a crise brasileira. A II Conferência Nacional da Frente Brasil sabe o que está em jogo neste momento e traz uma mensagem de luta e esperança ao povo brasileiro. Apesar da gravidade da crise, temos a certeza de que o Brasil pode reencontrar seu rumo. Nosso povo tem capacidade de luta e merece viver em um país digno, soberano e democrático.

Resistiremos e venceremos!

 

São Paulo, 10 de dezembro de 2017”

 

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Dia 10 de dezembro · 10/12/2017 - 12h37 | Última atualização em 10/12/2017 - 13h04

Hoje é o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemore! É meu, é seu dia, é de todos nós


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Algumas pessoas por princípios próprios ou atordoadas pela violência atual proferem a terrível expressão “lá vem os 'direitos humanos' defender estes bandidos”. Hoje é o dia Internacional dos Direitos Humanos. Eu, comemoro a data e as decisões em torno do assunto porque quando falamos em Direitos Humanos deixamos de ser mais animal para sermos mais humanos.

Direitos Humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos. São direitos civis e políticos (exemplos: direitos à vida, liberdades de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade); 

direitos econômicos, sociais e culturais (exemplos: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social, à moradia, à distribuição de renda, entre outros, fundamentados no valor igualdade de oportunidades); 

direitos difusos e coletivos (exemplos: direito à paz, direito ao progresso, autodeterminação dos povos, direito ambiental, direitos do consumidor, inclusão digital, entre outros, fundamentados no valor fraternidade). 

A 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

                                  Declaração Universal dos Direitos Humanos

Artigo 1

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo 2

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 

2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo 3

Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo 5

Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo 6

Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo 7

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8

Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo 9

Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10

Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo 11

1.Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa. 

2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte de que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo 12

Ninguém será sujeito à interferência na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo 13

1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado. 

2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio e a esse regressar.

Artigo 14

1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 

2. Esse direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo 15

1. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade. 

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16

1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. 

2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes. 

3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

Artigo 17

1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros. 

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo 18

Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto em público ou em particular.

Artigo 19

Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo 20

1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica. 

2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 21

1. Todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos. 

2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país. 

3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; essa vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo 22

Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo 23

1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 

2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 

3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 
4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo 24

Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

Artigo 25

1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. 

2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.

Artigo 26

1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do ser humano e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. 

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo 27

1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios. 

2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor.

Artigo 28

Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo 29

1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível. 

2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. 

3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo 30

Nenhuma disposição da presente Declaração poder ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

 

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Eleições 2018 · 09/12/2017 - 11h50 | Última atualização em 09/12/2017 - 12h51

João Vicente Claudino é um nome forte mas a indecisão é uma marca em sua vida política


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O marketing para o político é quase como o ar para o ser humano – uma coisa vital.

“Eventos” são criados do ‘nada’, se realizam e ‘nada’, fora a projeção daquele político, acontece. No meio de tudo isso a fotografia exerce papel fundamental.

Nos últimos dias, Teresina e o Piauí tem presenciado estes eventos de marketing e as fotografias tem percorrido as redações jornalísticas e ganhado destaque nos jornais e sites de internet.

O ex-senador João Vicente Claudino é um “expert” no assunto.

Tem realizado eventos e sido fotografado bastante.

Ele quer voltar à vida pública em 2018. Mas ainda não assumiu em qual condição fará este retorno.

Se sua volta à cena política se der pela oposição, estará colocado o cenário mais complicado para o situacionista, Wellington Dias.  Em julho, tratei do assunto com o texto: JVC CANDIDATO É UMA DURA PEDRA NO SAPATO DE WDIAS E OBRIGA PT A NÃO FAZER CARA FEIA A GOLPISTAS .Se fizer dobradinha numa chapa majoritária com o Índio do PT, é praticamente antecipar de forma favorável o resultado eleitoral.

Mas em torno de João Vicente Claudino pesa a questão da indecisão. O ex-senador tem sua vida política marcada pela hesitação.

Estamos em dezembro de 2017, a menos de um ano da eleição e João Vicente está sem partido político embora namore bastante com o PTB – Partido do qual JVC saiu recentemente.

João Vicente Claudino foi candidato ao governo do Piauí em 2010 ficando em 3º lugar na disputa. Mas antes já havia cogitado a candidatura em outros pleitos e na “hora H” alegava algum motivo e desistia da disputa.

Em 2018 que JVC teremos:

a) Um candidato de oposição ou situação?

b) Um candidato pelo PTB ou por outro Partido?

c) Um candidato a governador ou a outro cargo majoritário?

d) Um candidato de fato ou tudo não terá sido mais um “balão de ensaio”?   

João Vicente e sua indefinição é um problema clássico para o marketing político.

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Polícia Federal invade UFMG · 06/12/2017 - 17h32 | Última atualização em 06/12/2017 - 18h08

Apesar de vocês: Polícia Federal e 'Esperança Equilibrista', amanhã há de ser novo dia


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Na de manhã hoje, a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação denominada de “Esperança Equilibrista”.

A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

O Memorial da Anistia é uma obra que teve início em 2007, quando a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sugeriu um lugar para depositar os documentos da repressão, a exemplo do que foi feito em diversos países que saíram do período ditatorial.

Decidiu-se pelo Coleginho, em Belo Horizonte. Depois, se constatou que seu telhado não comportaria peso em cima. Decidiu-se, então, construir um prédio ao lado, que está praticamente pronto, faltando apenas o acabamento.

Após o impeachment, o novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, praticamente extinguiu a Comissão de Anistia. Substituiu 18 dos membros originais, indicou para presidi-la o ex-deputado Almino Afonso, que logo depois pediu demissão por não ter nenhum acolhimento do lado do Ministério.

Ficou um jogo de empurra, com a Justiça achando que a Comissão deveria se subordinar ao Ministério dos Direitos Humanos. Com isso, o Memorial foi ficando para segundo plano, sem verbas para terminar.

Ao mesmo tempo, na Comissão de Anistia instaurou-se uma caça às bruxas, com um pente fino em todos os atos do ex-Secretário de Direitos Humanos Paulo Abrahão. Veio da Comissão de Anistia as denúncias que foram bater na Polícia Federal.

Segundo a denúncia, os desvios seriam da ordem de R$ 4 milhões e teriam ocorrido no fundo universitário da UFMG.

Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

Mas o Brasil vive tempos sombrios. A Operação de hoje seguiu o mesmo roteiro da ocorrida na Universidade de Santa Catarina que culminou com a morte do reitor Luiz Carlos Cancelier. Na cerimônia fúnebre e de protesto pela morte daquele reitor tinha uma foto emblemática com um cartaz afixado: “Uma dor assim pungente não há de ser inutilmente”.

Hoje, a operação de invasão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) teve o nome significativo de “A Esperança Equilibrista”, que vem a ser a continuação da música símbolo da resistência à ditadura militar. E também do livro do professor Juarez Guimarães, da própria UFMG, sobre o governo Lula.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimentos.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Com informações do portal Luis Nassif Online

 

 

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É briga de cachorro grande · 05/12/2017 - 20h02 | Última atualização em 06/12/2017 - 08h17

Não é hora de conciliar , é hora do embate, ou o destino de Lula e das eleições será o fracasso


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Ontem publicamos aqui no blog “Sem falar no passado, como o PT do Piauí explicará  situações adversas nos próximos anos?” - artigo que procurava analisar o escancarado namoro do PT/PI com o Progressistas – partido que golpeou a democracia brasileira e tirou do poder a honesta presidenta Dilma Rousseff.

Hoje vamos continuar no tema. E até as eleições de 2018 ele será recorrente aqui neste espaço.

Para continuar as reflexões de ontem, reproduzimos dois textos do blog Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim.

Um é de autoria da jornalista Maria Ines Nassiff que tivemos a honra de trazer a Piauí em 2015 para participar do I Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais do Piauí.

O segundo artigo é de ​Joaquim Xavier​, exclusivo do Conversa Afiada.

Eles reafirmam com mais ênfase um pouco daquilo que queríamos sugerir com o artigo de ontem: as forças democráticas não podem conciliar.

Maria Inês Nassiff lembra da necessidade que Dilma teve de radicalizar o discurso na eleição de 2010, e se não o tivesse feito teria perdido a eleição. Mas Dilma só radicalizou porque antes a sociedade já havia radicalizado. Essa é uma lição para os momentos de agora: não podemos aceitar alianças com golspitas.

Os artigos que seguem, tratam da conjuntura nacional, mas ao lermos com olhos locais, eles continuam tão verdadeiros quanto na origem.

Conciliar e cair da escada

Maria Inês Nassif

Não é a mera vontade dos atores políticos, mas é a história que abre as portas para a ascensão (ou descenso) das forças progressistas e democráticas da sociedade.

Se há um entendimento claro da História, a vontade das forças políticas é capaz de fazer a sociedade deter a marcha dos reacionários (na acepção das palavras, aqueles que reagem às mudanças), reconquistar conquistas (no atual momento, é esse o problema) e aprofundar a Democracia política e social.

Se a vontade for contra a História, a força estará contra o inimigo.

Isso não é um manual comunista, mas a simples realidade num país que, em poucos anos de governos progressistas, reverteu uma História desigualdade de classes, tirou a fome do dicionário dos pobres, deu a eles perspectiva de futuro e avançou tecnologicamente em setores que seriam o grande impulso a uma economia que viveu na órbita do Imperialismo.

Isso, na verdade, é um manual de sobrevivência.

Em 2005, a Presidenta Dilma Rousseff – ainda Presidenta porque foi deposta por um golpe – apenas foi eleita porque houve radicalização na base.

Ela foi obrigada a falar mais alto na eleição porque, mobilizadas pelas eleições, as classes sociais que tinham muito a perder com um governo tucano radicalizaram antes.

Foi a mobilização dos setores progressistas que a levaram ao Palácio do Planalto novamente.

Foi a radicalização das esquerdas que deteve a tropa da direita radicalizada.

Uma vez eleita, sem maioria no Congresso e com medo do agravamento da crise econômica, Dilma desmobilizou as bases e tentou empreender um programa que atraísse a Direita.

Tirou dos seus pés o único pilar que a sustentava: a mobilização popular. A direita forçou o tombo.

Falar em conciliar agora é tirar a escada dos pés do pintor que tenta dar uma nova cor ao quadro político.

A Direita faz testes das chances de inúmeros candidatos capazes de polarizar com Lula na disputa, mas isso está longe de significar que os artífices e os executores do Golpe estarão rachados lá na frente, na hora que as urnas se abrirem – ou não abrirem (isso vai depender do que acontecer até lá, porque a Direita está e continuará radicalizada e jura para as classes médias que o fantasma comunista, em desuso no mundo inteiro, está à espreita).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vence; ou é proibido pela Justiça de concorrer; ou eleições não acontecem.

Esse é o quadro real para as forças progressistas se não houver radicalização do lado de cá, como há radicalização do lado de lá.

Não haverá futuro para o Estado-Nação (que se dissolve nas mãos dos decretos de Temer que escancaram o Brasil para a Metrópole) e para os seus pobres (que voltam às ruas com fome, com as mãos postas para receber uma esmola e com os olhos sem esperanças).

E a radicalização é organizar bases de resistência e de conscientização.

O discurso não poderia ser mais concreto: cada dia, a quadrilha que se instalou no poder suprime um direito conquistado em todo o período anterior da República.

Não é hora de falar em conciliação, simplesmente porque as classes não querem conciliar.

É um chamado inglório, para quem o fizer, e desmobilizante.

Não se pode cometer duas vezes o mesmo erro em período tão curto de tempo.

Por ele, pagamos com um tombo. Agora, vamos cair da escada.

 

 

​Sem confronto, Lula está perdido​!

Joaquim Xavier

O cenário de Lula como candidato imbatível é motivo de atenção máxima neste momento. O resultado da última pesquisa convida à justa celebração de todos os que se opõem à quadrilha do Planalto. Ao mesmo tempo, acende um sinal de alerta diante da disposição dos golpistas de fraudar a vontade popular seja de que jeito for.

Em situação mais ou menos normal, seria crível pensar que um governo completamente desmoralizado e rejeitado como este não teria outra coisa a fazer senão já ir arrumando as gavetas para entregar o poder a quem ele pertence: o povo. A contradição entre a vontade nacional e a manutenção da quadrilha de ​M​i​S​hel​l​ no Planalto assusta até comentaristas internacionais tarimbados.

Mas a situação não é normal, longe disso.

O Brasil está à mercê de um governo usurpador sem escrúpulos e fantoche dos rentistas nacionais e estrangeiros. O ​C​ongresso atual lembra uma casa de messalinas insaciáveis e dispostas a se entregar ao melhor pagador. A base de sustentação da gang ​Mishelleira é reforçada por uma mídia obediente e um judiciário domesticado. ​A​ essa turma de ladravazes e seus porta-vozes pouco importa a rejeição monumental expressa nas pesquisas de opinião.

Fatos não mentem. Ridículo dizer que o país vive uma democracia quando um emissário de multinacionais petrolíferas circula pelo ​P​arlamento e gabinetes palacianos livre, leve e solto para negociar –​ ​e conseguir! — uma isenção de mais de um trilhão de reais para rapinar à vontade o petróleo brasileiro.

Também é ingenuidade indesculpável acreditar numa ​J​usti​ss​a​​ em que um ministro como Gilmar Mendes pinta e borda, atropela seus pares e distribui habeas corpus de acordo com interesses bem confessos e conveniências de parentesco.

A contaminação é generalizada. Tacla Durán, um ex-advogado da principal empreiteira pilhada em atos de corrupção, vai ao ​C​ongresso e acusa amigões de um juiz ​- ​Sergio Moro, ele mesmo​ -​ de montar um esquema milionário de “delações à la carte”. Exibe documentos, reconstitui situações com datas, mensagens eletrônicas e evidências gritantes. Nada se faz. Os órgãos supostamente encarregados de zelar pela lisura do ​J​udi​ss​iário se calam despudoramente.

Como se mais nada faltasse, a Polícia Federal encontra-se privatizada de fato: com seu novo diretor, ​Senvergóvia, ​está rebaixada à condição de empresa de segurança particular do ladrão-chefe da República. 

Agora, sabe-se ainda que um desembargador ​em Brasília atua como advogado particular dos saqueadores no planalto. Direto de sua pena saem decisões a jato, ou à la carte, para anular sentenças opostas à quadrilha do PMDB, PSDB, DEM e seus satélites.

A chamada grande mídia, como de praxe, abafa tudo isso. Faz o mesmo diante do escândalo monumental de subornos envolvendo a Rede Globo ​Overseas ​e eventos do futebol. O propinoduto internacional ​já produziu dois cadáveres, há outros tantos por aparecer, mas nada disso vem ao caso.Vergonha e honestidade são verbetes banidos há muito tempo do dicionário deste pessoal. A roubalheira corre solta, imune à reprovação patente da maioria do povo brasileiro.

Não se trata simplesmente de manifestações de “ódio”, embora ele também exista por parte dos adversários de tudo que se aproxime da vontade popular. São sobretudo manifestações de interesses de classe, direcionados a ​fazer o Brasil ​retroagir à condição de ​C​olônia submissa administrada por bucaneiros a soldo do grande capital em crise mundo afora. É briga de cachorro grande.

Governos não caem por gravidade; precisam ser derrubados.

Em democracias razoavelmente estabelecidas, isto pode acontecer pelo voto.

No caso de um ambiente de exceção, como o brasileiro, os instrumentos vão além disso. Honduras é o exemplo mais recente. Para se perpetuar no poder, uma clique usurpadora acaba de manipular as urnas, suspendendo as apurações até ser fabricada uma falsa maioria no papel a favor do títere de plantão.

É em coisa parecida que ​T​emer e seus tonton-macoute disfarçados de “excelências” sonham em transformar o Brasil.

Para tanto nada tem sido racionado. A sentença contra Lula já está encomendada em prazo recorde​​. Na hipótese de ela não funcionar, o tal semipresidencialismo​ está no forno. Se isto falhar, as eleições podem ser canceladas. O roteiro está pronto; a ninguém cabe o direito de alegar surpresa ou espanto.

Ignorar a truculência dos golpistas é condenar o país a viver de novo a situação do período Dilma Rousseff, quando a presidenta anestesiava apoiadores alegando que por ser honesta nunca seria liquidada.

Agora, as cantilenas sobre negociação, perdão a golpistas e outras platitudes apenas servem para desmobilizar o povo. Ou se parte para o embate direto, ou o destino da candidatura Lula e de eleições livres será exatamente igual o desfecho do governo Dilma Rousseff.

Os partidos de oposição, as centrais sindicais, os movimentos sociais já desperdiçaram tempo demais brandindo palavras de ordem ao vento sem transformá-las em ferramentas de mobilização popular.

Tampouco vale brincar com chamamentos a uma greve geral ​que só se torna ​conhecida no dia de seu cancelamento.

O ex-ministro José Dirceu sugeriu a formação de comitês em defesa da candidatura de Lula. Pode ser um caminho.

Outros certamente estão à mesa, incluindo a resistência localizada às reformas patronais na área do ​T​rabalho e da ​P​revidência.

Sob o signo da unidade pela volta à ​D​emocracia e eleições limpas, o indispensável é envolver o povo das ruas, das fábricas, dos bancos, das universidades, das ocupações no campo e na cidade, bem como o contingente de milhões de desempregados que não para de aumentar indiferente às manipulações estatísticas.

Este é o jogo jogado a céu aberto. A cada novo dia, as tropas golpistas esgrimem suas armas, no sentido figurado e literal.

Cabe à oposição mostrar as suas enquanto é tempo. Sem confronto, na política inclusive, o destino já está escrito ​- ​e ele não serve aos brasileiros.​

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Eleições 2018 · 04/12/2017 - 19h56 | Última atualização em 05/12/2017 - 08h15

Sem falar no passado, como o PT do Piauí explicará  situações adversas nos próximos anos?


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O PT do Piaui avança para uma composição com partidos golpistas. Sem meias palavras, com o Progressistas e o PMDB.

O Progressista, que como Judas beijou Jesus e o entregou aos romanos; também beijou Dilma e correu para a Câmara e o Senado para aprovar o impeachment (golpe).

O PMDB, que para exercer o poder, esqueceu o programa que o levou a vice-presidência e é o autor das mais radicais medidas contra os trabalhadores brasileiros (nem o PSDB ousou tanto).

Com qual cenário futuro trabalha o PT do Piaui para apostar numa aliança com os mais golpistas dos golpistas?

Pergunto e respondo: não sei !

Mas eu trabalho com o seguinte cenário:

A Operação Lava Jato era para combater a corrupção entre empreiteiros e políticos brasileiros. Mas a partir do Parana, com Sergio Moro, que teve um pai fundador do PSDB e a mulher assessora de tucano, a Operação mostrou-se seletiva e com objetivo único: tirar o PT do poder e impedir a vitória eleitoral de Lula.

Para que isso se viabilizasse a Lava Jato destruiu a economia do país e o Estado de Direito.

A Operação que se ergueu com discurso moralista não teve como esconder sua verdadeira face. Detentos/delatores deixaram escapar que havia venda de informações para órgãos de comunicação. Promotores aproveitavam a súbta aparição e também vendiam palestras (inclusive pela internet). Procurador deixou uma sólida carreira no serviço público para trabalhar numa empresa que estava/esta no furacão da Operação. Agora - após Tacla Duran - ficou-se sabendo que havia negociata em torno do abrandamento das penas.

Enquanto a Lava Jato, com seus atos nada republicanos perseguia (e continua perseguindo) o PT, Brasília foi ocupada por assaltantes do dinheiro público que vestem terno e gravata. Temer, citado pelos irmãos Batista, seus ministros sendo presos e o país assistindo deitado no seu berço esplêndido a esta farsa!

E o PT?

O PT aposta em 2018!

Tem razão em apostar já que Lula é forte e as pesquisas eleitorais vão demonstrando claramente que num ambiente democrático, não há adversário para Lula.

O problema é exatamente o do ambiente. Não vivemos um ambiente de respeito a democracia.

A grande mídia não a respeita.

Os empresários (FIESP) não a respeitam

O STF é uma piada.

Os partidos (Progressistas e PMDB, principalmente) não a respeitam.

A partir de agora transcrevo trecho de artigo publicado pelo jornalista Renato Rovai no `Portal Fórum

"...Como é quase impossível derrotar Lula nas urnas, a hipótese que resta é a de tirá-lo do jogo pelo caminho judicial.

E tudo está armado para isso.

Para entender melhor o que está acontecendo na América Latina é interessante olhar para Honduras. Foi lá que aconteceu o primeiro golpe deste século no Continente.

No dia 28 de junho de 2009, Manuel Zelaya foi destituído do governo numa operação envolvendo quatro setores: mídia, milicos, judiciário e Congresso.

O golpe foi um vexame. Zelaya foi sequestrado de sua casa na madrugada do dia 28, de pijamas, por milicos. E no dia 29, o Congresso aceitou sua renuncia, que teria sido escrita, segundo a narrativa golpista, no dia 25. O que evidentemente não ocorreu.

A Assembléia Geral da ONU aprovou por unanimidade uma resolução condenando o golpe, mas ele seguiu impávido e garboso até agora. Até porque, na real, os EUA era quem o patrocinava.

No dia 26 de novembro, Honduras teve eleição presidencial e Zelaya não pode sair candidato, porque está judicialmente impedido. Mas apoiou Salvador Nasralla, que ganhou no voto, mas não levou.

A apuração foi se arrastando até que se desse um jeito de que o presidente golpista, Juan Orlando Hérnandez, virasse o jogo.

Ontem este mesmo presidente, que foi derrotado nas urnas, decretou estado de exceção no país e líderes da oposição estão sendo presos.

Se Lula não puder ser candidato a presidente da República, o Brasil seguirá novamente o caminho de Honduras. Com já aconteceu no golpe contra Dilma. A única diferença de lá pra cá foi que ela não foi retirada do palácio de madrugada e de pijamas. Mas isso não foi necessário, porque o PT não resistiu e entregou o país de bandeja para Temer.

Nas próximas pesquisas Lula vai aumentar ainda mais sua distância para os adversários e em abril estará em condições de liquidar a fatura no primeiro turno. E será em abril do ano que vem que o bicho vai pegar. Ou a elite mais responsável engole o sapo barbudo ou em janeiro de 2019 estaremos vivendo um estado de exceção para que os golpistas continuem a governar.

E aí será construída a opção do semi presidencialismo, porque o Congresso não vai deixar a caneta na mão de uma pessoa só.

Se você acha que hoje as coisas estão ruins, prepare-se para algo muito pior. Ou siga o ditado, se quer paz, pinte-se para a guerra. Porque o jogo tá muito mais bruto do que parece. E Honduras é só um recado."

Como o PT do Piaui se explicará quando:

1) Inviabilizarem Lula judicialmente em meados do primeiro semestre de 2018 sem uma única palavra de solidariedade do Progressistas e do PMDB?

2) Estivermos vivendo um estado de excessão em 2019 sem um único protesto do Progressistas e do PMDB?

3) Quando implantarem o semi-presidencialismo (com participação do Progressistas e do PMDB)?

Você petista que acha que caminhando com eles as coisas vão melhorar lembre-se de 2005 e do mensalão. Naquela ocasião alguns diziam:

- Isso só vai mexer com o Zé Dirceu.

Primeiro foi o Zé, depois foi a Dilma, agora, será o Lula.

E com eles foi a erradicação da miséria, a melhora na qualidade de vida do povo brasileiro e a soberania do pais.

 

 

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O Rei está de cadeira de rodas · 02/12/2017 - 17h27 | Última atualização em 02/12/2017 - 17h45

O novo trono do Rei Pelé


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Este espaço no 180graus foi criado para que eu falasse de política, sob ótica da esquerda. Hoje, venho com um texto que foge ao script. Aqueles que me conhecem pessoalmente vão entender. Àqueles que não me conhecem, eu me justifico com a grandiosidade do Pelé - ele cabe em qualquer lugar.

O texto é de autoria do jornalista Juca Kfouri

O novo trono do Rei Pelé

Quem o viu em desabaladas carreiras com a bola nos pés até o gol dos adversários;

quem o viu subir mais do que todos e cabecear de olhos bem abertos para o fundo da rede;

quem o viu matar no peito e baixar na terra;

quem o viu fazer gols de esquerda, de direita, de pênalti e de falta;

quem viu seu olhar assassino em busca da vitória;

sente um misto de tristeza e reverência ao ver que seu trono, aos 77 anos, agora é uma cadeira de rodas.

O Super-Homem está mais humano do que nunca.

E segue sendo Super.

Vida eterna ao Rei Pelé.

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Presidentes assinaram nota · 01/12/2017 - 10h53 | Última atualização em 01/12/2017 - 11h17

Centrais suspendem a greve no dia 5 após o cancelamento da votação da Reforma da Previdência


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Nós, representantes das seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB –, diante da informação de que a proposta de Reforma da Previdência não será votada na próxima semana, decidimos suspender a greve marcada para 5 de dezembro.

Ressaltamos que a pressão do movimento sindical foi fundamental para o cancelamento da votação da Reforma da Previdência. Por isto, é importante que nos mantenhamos mobilizados e em estado de alerta de greve. Intensificaremos, também, a luta por mudanças na Medida Provisória (MP) da Reforma Trabalhista, que está em análise no Congresso Nacional.

Reafirmamos nossa luta por um País mais justo, com aposentadorias dignas, emprego e renda para todos.

São Paulo, 1º de dezembro de 2017

Vagner Freitas, presidente da CUT

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT

Adilson Araújo, presidente da CTB

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central

Antônio Neto, presidente da CSB

 

                                                  Nota especifica da CUT 

O governo não tem votos suficientes para aprovar a “Reforma da Previdência” e decidiu retirar a proposta da pauta da Câmara dos Deputados, que tinha previsto a votação no próximo dia 6.

O movimento sindical tinha decidido que, “se marcar a votação, o Brasil vai parar”.

Como não haverá votação na semana que vem, as centrais sindicais, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB, decidiram suspender a greve nacional convocada para o próximo dia 5.

Conclamamos todos os trabalhadores e trabalhadoras a continuarem mobilizados, em estado de alerta.

Todas as Estaduais da CUT, todos os Ramos e todos os Sindicatos filiados à CUT devem continuar convocando e organizando os trabalhadores e trabalhadoras para que estejam preparados para parar, fazer greve de protesto e greve geral, exigindo a não votação desta reforma da Previdência que, na prática, acaba com a aposentadoria da classe trabalhadora.  

Nosso recado ao governo e aos parlamentares é:

Não aceitaremos votação desta Reforma da Previdência!

“Se marcar a votação, o Brasil vai parar!”

 

São Paulo, 01 de dezembro de 2017

Vagner Freitas 

Presidente

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O advogado Tacla Durán falou a uma CPI do Congresso Nacional hoje de manhã.

O silencio da midia em torno deste depoimento é revelador de qual espaço os órgãos de comunicação ocupam na sociedade hoje em dia.

Tacla Durán revelou absurdos praticados por membros do Ministério Público Federal e por juizes da Lava Jato.

Na midia nacional destaques para a reforma da previdência e a vitoria do Grêmio, a midia piauense também não fugiu do figurino, amenidades, politica local e mais do mesmo.

Então, para o internauta que acompanha o 180graus não ficar alienado dos fatos que ocorrem na politica brasileira transcrevemos texto do portal Viomundo sobre o depoimento de Tacla Durán.

Em depoimento de mais de quatro horas, advogado Tacla Durán entrega os podres da Lava Jato; CPI quer ouvir compadre de Moro

Em depoimento de mais de quatro horas à CPI da JBS e J&F, o advogado Rodrigo Tacla Durán fez várias revelações bombásticas, confirmando informações publicadas antes em várias fontes, inclusive aqui mesmo no Viomundo.

Ex-prestador de serviços do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, Durán é considerado foragido pela Justiça brasileira.

Uma tentativa de extraditá-lo da Espanha — país do qual ele tem cidadania — fracassou.

A principal acusação de Durán é de que o compadre do juiz Sergio Moro, Carlos Zucolotto, teria pedido a ele um pagamento de U$ 5 milhões para reduzir de U$ 15 mi para U$ 5 mi a multa que ele, Durán, teria de pagar se fechasse acordo de delação premiada no Brasil.

Zucolotto teria, segundo o acusador, bom trânsito com procuradores da Lava Jato e prometeu trazer para as negociações um certo DD, que pode ser referência a Deltan Dallagnol.

O acordo não foi fechado.

Dentre as acusações feitas hoje por Tacla Durán:

— Ele usou um celular para fotografar a conversa que teve com o advogado Carlos Zucolotto Júnior através do aplicativo Wickr, que apaga as mensagens assim que elas são transmitidas. Durán disse que fez as fotos porque não poderia dar print screen, já que do outro lado o interlocutor seria avisado. Nas conversas, segundo Durán, Zucolotto, que é compadre do juiz Sergio Moro, pediu U$ 5 milhões “por fora” para reduzir a multa que Durán teria de pagar se fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, além de outras vantagens;

— Durán confirmou planilha que consta em sua declaração de imposto de renda, divulgada originalmente pela coluna Radar, da Veja, que inclui pagamentos que teriam sido feitos ao escritório de Zucolotto, que foi correspondente de Durán no Brasil em ações na Justiça. Da lista de pagamentos também consta o nome da esposa de Moro, Rosângela, que trabalhou no escritório de Zucolotto.

— Tacla Durán desmentiu o juiz Sergio Moro, que em nota afirmou que Zucolotto “não atua na área criminal”. Segundo Durán, Zucolotto já atuou como advogado do próprio Moro em ação criminal. Ele afirmou que existiriam registros públicos disso.

— Tacla Durán afirmou que o sistema original de registro de propinas da Odebrecht foi apagado, não permitindo perícias ou que a defesa dos delatados pelos 77 executivos da empreiteira obtenha contraprovas, prejudicando o direito de defesa.

— Ele também disse que recebeu da Lava Jato lista de políticos com a indagação sobre qual poderia denunciar. “Marcelo Miller me mostrou uma lista de parlamentares e perguntou: qual o senhor conhece, qual o senhor pode entregar?”, afirmou o depoente. Miller é acusado de, ainda na condição de procurador do MPF, organizar a delação premiada dos donos da J&F e lucrar com ela.  Ele se demitiu do MPF, onde atuou na Lava Jato, e se transferiu para a banca de advogados regiamente remunerada pela empresa de Joesley Batista.

— Segundo Tacla Durán, a Lava Jato omitiu contas no Exterior dos marqueteiros João Santana e Monica Moura. Ambos, em suas delações, comprometeram a ex-presidenta Dilma, cuja campanha teria pago “por fora” por serviços de marketing na campanha de 2014. A omissão das contas permite a conjectura de que os dois teriam sido conscientemente beneficiados por procuradores, já que as contas omitidas não foram bloqueadas.

— Tacla Durán disse que já fez depoimento à Justiça de sete países. Mas, no Brasil, o juiz Sergio Moro rejeitou  pedido da defesa de Lula para ouví-lo como testemunha. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ao negar um dos pedidos de depoimento de Durán o juiz Moro alegou desconhecimento do endereço do advogado na Espanha. Mas Durán disse que seu endereço é de conhecimento de autoridades espanholas e brasileiras.

Ao final, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que será preciso ouvir na CPI o compadre do juiz Moro, Carlos Zucolotto, diante das graves acusações feitas a ele por Tacla Durán.

Abaixo, a nota escrita pelo juiz Moro em resposta a reportagem de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, quando surgiram as primeiras denúncias de Tacla Durán contra a Lava Jato:

O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal;

O relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso;

Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força-tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque de fato não ocorreu qualquer contato;

Rodrigo Tacla Duran não apresentou à jornalista responsável pela matéria qualquer prova de suas inverídicas afirmações e o seu relato não encontra apoio em nenhuma outra fonte;

Rodrigo Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e teve a sua prisão preventiva decretada por este julgador, tendo se refugiado na Espanha para fugir da ação da Justiça;

O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me; e

Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido, tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.

 

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Eleições 2018 · 29/11/2017 - 18h06 | Última atualização em 30/11/2017 - 08h02

Wellington Dias deveria indicar Regina Sousa como candidata a vice-governadora


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O Progressista quer a vaga de vice, na chapa de Wellington Dias.

O PMDB também quer a vaga de vice.

João Vicente Claudino retornaria a politica e poderia ser vice.

O PT luta para manter a vaga de senador que hoje é ocupada por Regina Sousa.

Esse filme já foi exibido antes.

Em 2010, Wellington Dias foi candidato a senador da Republica e todo mundo queria indicar o suplente daquele candidato. A disputa era tanta que quase trinca a base aliada de Wellington Dias.

Ele saiu da situação com uma decisão salomônica: a amiga e colega partidária Regina Sousa seria sua suplente. E assim foi!

Agora, novamente, todos querem ser vice de Wellington Dias. Ele ganhando as eleições, assume seu 4º mandato de governador do Estado. No inicio de 2022 terá que entregar o comando do Estado ao vice, para disputar um outro cargo eletivo. Dai vem os interesses do momento.

Vou dar uma sugestão ao governador Wellington Dias.

Não permita que Regina Sousa se candidate a reeleição. Negocie com a base aliada as duas bagas de senado.

Indique Regina Sousa, candidata a vice-governadora em sua chapa.

Saberemos realmente quem esta aliado ou apenas nutre interesse em ser governo na garupa da popularidade de Wellington Dias.

Sua coerência de vida publica estará mantida já que dividiu a presidência do Sindicato dos Bancários com a mesma Regina Sousa; a nomeou para o importante cargo de Secretária de Administração e, finalmente, a indicou suplente no Senado Federal.

Lula iria gostar. A militância petista então...

O potencial eleitoral de Wellington Dias é inegável. Mas e o PT? Deve contentar-se em ter, em seu maior líder, a única representação majoritária? Esse mesmo PT que é seguidamente sacrificado pela base aliada nas coligações proporcionais perdendo cadeiras nas casas legislativas por conta das referidas alianças?

O PT apanha a nível nacional e na assembleia legislativa do Piaui demasiadamente, mesmo assim, ainda é o Partido politico preferido da população piauiense e brasileira; tem seus programas de governo reconhecidos pela população e internacionalmente. É justo ficar com apenas uma vaga na chapa majoritária?

O PT aceitará, novamente, um outro nome na vice, como ocorreu no quadriênio 2006/2010, e em seguida ser enxotado do governo?

Regina Sousa para vice-governadora.

 

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A necessidade de alianças · 28/11/2017 - 10h54 | Última atualização em 28/11/2017 - 14h20

Não é Lula que precisa ser presidente, é o Brasil que precisa dele presidente, se não, será o caos!


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O texto que segue foi publicado no LUIS NASSIF ONLINE e é do historiador Fernando Horta. Nele ele explica e defende que Lula faça alianças. Segundo Horta, Lula “...é o único candidato que teria condições de fazer voltar o jogo da democracia...capaz de fazer extensas alianças. Alianças, é o que permite que não nos matemos nas ruas. Só há dois caminhos para o Brasil, ou a restauração institucional e democrática com um candidato que seja capaz de fazer alianças e que tenha um projeto de Brasil, ou a violência aberta e direta que se apresentará. A única solução é um reformismo lento, mas que temos que lutar que seja contínuo. Não é Lula que precisa ser presidente. É o Brasil que precisa dele presidente.”

Muito bem! Sábias e bem colocadas as palavras do historiador.

Fiz algumas leituras do texto. Num momento pensando somente no cenário nacional – aí não tem como não concordar com Horta. Fiz uma leitura pensando no cenário piauiense e me ficou uma pergunta: “a necessidade que Lula tem de fazer alianças para retornar o Brasil aos trilhos da democracia e da institucionalidade é a mesma necessidade que Wellington Dias tem de fazer alianças?

Fiquem com o texto de Fernando Horta:

E se não der?

A história do presidente Lula poderia ser narrada em forma de epopeia. O juiz Moro tem ajudado muito no final do enredo. Pensava ele que passaria para a História como a luta do “bem contra o mal”, sendo ele – obviamente – o “bem”. Acontece que a História é uma senhora velha, culta e que não se deixa enganar. Lula já estava nela como um dos três maiores presidentes do Brasil, e pode vir a ser o maior. De fato, Lula é o único com reais possibilidades de se tornar três vezes presidente pelo voto popular. Só não ocorrerá em caso de um segundo golpe sobre a democracia brasileira. Este segundo golpe é aposta de uma parte da elite que nunca estudou à fundo a história do mundo ou do próprio país. Lula, hoje, representa a única forma de reunificação do país. É o único candidato que teria condições de fazer voltar o jogo da democracia, também por isto sua rejeição despenca e é a menor entre todos os candidatos.

Mas e se não der? E se, em algum destes degraus que se tornam cada dia mais perigosos, o presidente ficar retido, certamente contra a sua vontade?

Esta é uma pergunta recorrente que a direita se faz e a esquerda também. E a resposta a ela coloca no mesmo lado posturas políticas antípodas, mostrando como e porque Lula é hoje o único caminho viável para a reconstrução institucional do país.

Existe uma direita doidivana e fascista, que foi apelidada por um jornalista ex-doidivano e fascista de “direita xucra”. Aquela que acha que vai matar, vai bater e vai arrasar com todos aqueles que não pensam como eles. Esta direita nunca leu um livro de História na vida e morre de medo de um dia ter que fazer. Se tivesse lido, veria que nunca a humanidade compartilhou deste pensamento. Mesmo impérios na antiguidade eram forjados em consensos e acordos e todos aqueles que quiseram se impor pela força das armas acabaram mortos. Como recurso didático sugiro procurar na internet a foto do corpo de Mussolini quando de sua morte. Para esta direita Lula não será presidente pela força das armas e da violência. Uma violência mantenedora do status quo, racista, preconceituosa, machista e ignorante. Que parte da ideia de que o mundo é plano, passa pela noção de que armas aumentam a segurança urbana e termina, com chave de ouro, dizendo que o fascismo era de esquerda e que não é bom jogar xadrez com pombos. Eu fico de má-vontade, confesso, em conversar com alguém que já jogou xadrez com pombos e usa esta experiência como argumento. Acho, também, que deveríamos ver com muito cuidado se alfafa não tem algum poder alucinógeno.

O que impressiona é que um ponto de vista semelhante é defendido pela esquerda radical. Aquela para quem o aumento da violência contra a população (seja ela econômica, política ou mesmo jurídica) nos trará a redenção revolucionária. Estes, cometem o mesmo erro de Trotsky em Brest-Litovsky (1917). Em nome de uma teorização para lá de especulativa, acreditam que “quanto pior melhor”. Da violência econômica e política máxima (a fome e a guerra) nasce a consciência de classe revolucionária. Lula seria um “agente da burguesia” por impedir este processo redentor. Trotsky foi indicado para negociar a paz com os alemães em 1917, e tudo o que conseguiu, depois de mais de 30 dias de conferência, foi sacrificar todos os sovietes e trabalhadores ucranianos, quando os generais alemães se cansaram da brilhante retórica trotskysta e mandaram suas tropas avançarem. Lênin e Stalin, que haviam advertido Trotsky do erro desta estratégia, pouco puderam fazer para salvar os ucranianos e quase não salvaram a própria revolução. Acreditar no mito a “fênix” da esquerda, que renasce das próprias cinzas, é muito bonito dentro de um escritório de universidade ou como epílogo de algum livro apologético revolucionário. Mas não passa disto.

Lula é o único candidato capaz de fazer extensas alianças. Alianças, esta palavra que deixa a esquerda ruborizada e a direita moralista desesperada é o que permite que não nos matemos nas ruas. O capital internacional sabe muito bem disto, desde a segunda guerra mundial, quando fez com que comunistas e capitalistas fizessem aliança entre si e com colonialistas para vencer o nazi-fascismo. Se não for Lula o capital no Brasil também sofrerá. Não falo aqui das figuras emblemáticas do grande capital que já estão lucrando com o golpe e provavelmente continuarão a lucrar. Falo da massa de pequenos e médios empresários que serão varridos para a pobreza assim como altos funcionários que terão sua qualidade de vida despencando por conta de uma crise política. A opção inteligente, mesmo para a direita liberal brasileira é Lula. Com pactos exigindo que o presidente ceda em alguns pontos ... enfim, alianças. Sem elas podemos nos preparar para um 2018 que não vai acabar.

“Mas alianças a que preço, Fernando?”. Ora, se você já está pensando em “preço” então é porque já temos um início de negociação. Eu acho que nem eu, nem você podemos ter a petulância de querer colocar um preço moral em alianças. Pergunte àquela mãe que perdeu vários bebês para a fome, nos anos 90, qual o preço de alianças. Pergunte olhando nos olhos dela, e não pensando em algum moralismo difuso que se baseia nos escritos do século XIX de algum europeu branco e gordo. O mundo é aqui e a vida é agora. E são muitos “preços” que devem ser colocados na mesma mesa de negociação. Por que o seu vale mais? Enquanto tiver um brasileiro passando fome ou fora da escola, qualquer coisa que impeça uma aliança é um preço alto demais a se pagar.

Se não der Lula teremos o caos. E é isto o que a esquerda tem hoje de melhor a fazer na “luta contra o golpe”. Evitar o caos.

Se formos olhar com cuidado, os quatro grupos mais atacados pelas medidas golpistas não se levantaram em momento algum. Os sem-terra e os sem-teto, em que pese liderados por pessoas articuladas e cheias de frases de efeito, nada fizeram. As mulheres e os professores, atacados diuturnamente pelo (des)governo Temer, também nada fizeram. Estes quatro grupos mostram que a sociedade brasileira não vai se levantar, não importa o tamanho da sela que lhe coloquem no lombo. Toda a “resistência” ao golpe, descontadas as dancinhas, cânticos e um carnaval fora de hora, se baseia no aumento do custo das medidas indignas ou injustas. E só isto. Tudo o que a esquerda está fazendo é aumentar o custo político para cada ação que Temer toma. Esperando a chegada de um Napoleão, um Fidel, um Lênin ou um Toussaint Louverture ...

Só há dois caminhos para o Brasil, ou a restauração institucional e democrática com um candidato que seja capaz de fazer alianças e que tenha um projeto de Brasil, ou a violência aberta e direta que se apresentará, caso a extrema direita ou a extrema esquerda queiram colocar em prática os seus – identicamente a-históricos – planos e pensamentos. Como o povo brasileiro historicamente não se levanta por coisa alguma (e a farsa de 2013 cada vez mais se mostra como tal), creio que a única solução é um reformismo lento, mas que temos que lutar que seja contínuo. Com as instituições mediando os conflitos políticos e acolhendo a violência para dentro de si evitando que ela se espraie socialmente.

Lula não é “de centro” como uma parte da esquerda está tentando colocar. Também não é “extrema esquerda” como a direita insiste em acusar. Lula, hoje, é o consenso que o Brasil pode ter. Não é Lula que precisa ser presidente. É o Brasil que precisa dele presidente. O centro político brasileiro precisa entender que hoje o consenso institucional possível, capaz de manter o jogo democrático e alguma ordem social com crescimento econômico está um pouco mais à esquerda do que eles gostariam. E a esquerda entender que as teses trostskystas de que a pressão social funda uma consciência revolucionária nunca saíram do papel. Ou peguem em armas, como fizeram Lênin, Trotsky, Stalin, Fidel e tantos outros – arcando com o custo social, psicológico e histórico disto – ou parem de bravatas infantis e passemos a consolidar uma candidatura que possa sim fazer alianças. Que possa chegar a uma agenda mínima aceitável para o país. De forma material e clara, e não idealista, ideológica ou moralista.

Cada vez que vejo alguém criticando “alianças” sem ter um fuzil na mão, penso como não aprendemos nada com a história do século XX. Respeito qualquer um dos caminhos, o do fuzil ou das alianças, mas não um “caminho do meio”. A violência é a base social humana, resta saber se você quer apostar nela aberta e crua ou institucional e cínica. E se você está disposto a pagar pelo preço de uma ou de outra escolha.

 

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Dia 5 vai ter greve · 27/11/2017 - 19h45 | Última atualização em 27/11/2017 - 21h20

Contra reforma da Previdência, trabalhadores se articulam e questionam INSS


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A mobilização social para evitar os prejuízos que a reforma da Previdência, proposta por Temer, trará aos brasileiros, foi o foco de reunião do deputado Assis Carvalho e representantes do SINTSPREVS – Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência Social no Piauí.

Participaram da reunião, que aconteceu, em Teresina, na sexta-feira (24), Teófilo Cavalcante e Antonio Machado.

A PEC 287/16, que desmonta a Previdência pública, está prevista para entrar em votação no dia 6 de dezembro, na Câmara dos Deputados.  E o governo está investindo alto em propaganda e negociando espaços no governo em troca de apoios para aprovar a reforma que vai prejudicar os trabalhadores.

A CUT e demais centrais – Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas – decidiram realizar, no dia 5 de dezembro, uma Greve Nacional em Defesa da Previdência e dos Direitos. O SINTSPREVS promete fechar todas as agencias no INSS em Teresina e no Piaui.

Outra preocupação do Sindicato é com a gestão do INSS no Piaui. Segundo seus dirigentes os serviços do Instituto estão dificultando sobremaneira a vida dos usuários. “O auxilio-doença agendado hoje, só e marcado para o final de janeiro e algumas agencias já estão marcando para fevereiro. É um absurdo!”, diz Antonio Machado, o presidente.

                       Mudanças na terceirização e questões a responder 

Outro problema ocorrido recentemente diz respeito aos terceirizados da instituição. “Houve uma nova licitação, contrataram uma empresa e o quadro de terceirizados foi todo renovado. Os antigos trabalhadores terceirizados foram comunicados tardiamente do afastamento e ao chegarem ao INSS foram impedidos, por alguns instantes. de entrar no prédio. Algo constrangedor.” – revelou o presidente do Sindicato.

A licitação que contratou os novos terceirizados esta e juízo, questionada que foi por empresas que obtiveram melhor colocação mas que mesmo assim foram desclassificadas. “Quais os critérios para esta desclassificação?” - questionou Antonio Machado.

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Anúncio de mudanças · 25/11/2017 - 15h00 | Última atualização em 25/11/2017 - 15h34

Paradas de ônibus no meio da Frei Serafim: vem debate aí sobre a avenida mais charmosa da cidade!


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A prefeitura de Teresina pretende mexer na estrutura da Avenida Frei Serafim para contemplar o transporte de ônibus da cidade. A prefeitura pretende criar sete “paradas” de ônibus no canteiro central da Avenida.

Debate à vista! Há leis que protegem a Avenida e a prefeitura não terá caminho fácil. Embora o Poder Executivo não tenha exposto ainda o projeto de mudanças na Avenida, as reações contrárias já começam a pipocar nas redes sociais.

A Frei Serafim é a cara de Teresina. Mudar aquela avenida, é mudar a cara da capital.

Hoje, não entrarei no mérito da questão. Como a Avenida voltou à temática política da cidade resolvi reavivar um artigo publicado por mim em agosto de 2011, quando escrevia noutro portal.

Quando a Prefeitura tornar público seu projeto de mudança do canteiro central da Frei Serafim opinarei a respeito. Hoje, ficaremos com minhas lembranças da principal avenida da cidade:

Eu e a Frei Serafim

Um de meus prazeres é assistir ao pôr do sol teresinense de qualquer de um dos barzinhos da Frei Serafim.

A avenida Frei Serafim é a minha Avenida Paulista - artéria de São Paulo que resume o charme e a grandeza daquela metrópole. Assim, a Frei Serafim é com Teresina.

Centralizando a capital piauiense, tornou-se o principal corredor para escoar o tráfego da cidade. Depois de intenso dia de trabalho, estudo, afazeres ou compras, o teresinense volta para sua casa e, invariavelmente, precisa da Frei Serafim para fazê-lo, em carros, motos ou ônibus, em pleno frenesi.

Tomar uma cerveja gelada (como só se encontra em Teresina) e contemplar este movimento é como eu disse, um prazer.

A avenida tem lindos casarões. Alguns ainda preservados. Remontam outro tempo, de uma outra Teresina, mas guardam profunda beleza mostrando, que já no passado, o teresinense tinha bom gosto. Um sonho de consumo seria possuir um desses casarões. Já pensou, fim de tarde na sacada vendo o pôr do sol?

O passeio da avenida foi reformado pelo então prefeito Silvio Mendes. Na ocasião, ele foi muito criticado, inclusive, por personalidades altamente conceituadas, como o humorista João Claudio Moreno. Apesar de opositor que sou do PSDB, mas dei crédito às argumentações do então prefeito e, com a realização da reforma, o apoio total a ação de Silvio Mendes. Os jardins dispersos ao longo da avenida, os bancos de madeira, a iluminação, o piso do passeio, enfim, tudo de muito bom gosto. Se a Frei Serafim era bonita, ficou muito mais bonita ainda.

Em dezembro, a minha Paulista ganha as luzes de Natal. Como é bonito ver as árvores de Natal, o Colégio das Irmãs, as luzes nos troncos das velhas arvores e sentir o espírito natalino.

É o endereço do velho e criticado Hospital Getúlio Vargas. Velho e criticado, mas responsável pela alegria de muitos que ali chegam desesperançados e saem com a saúde recuperada.

No final dos anos 80, os carnavais de Teresina aconteciam em sua principal avenida. As escolas de samba tinham a rua Primeiro de Maio como local de concentração. Dali, partiam em desfile rumo à Igreja de São Benedito, onde na Praça da Liberdade acontecia a dispersão. Cobri carnavais pela TV/Rádio Clube de Teresina. Não posso esquecer aquelas coberturas. Minhas lembranças são das bonitas camisetas que a Clube mandava fazer e de uma parafernália de rádios portáteis, microfones, fones de ouvidos e fios que eu carregava embaralhados ao corpo. Mas a lembrança registra também que ao final do trabalho nas noites carnavalescas eu nunca ia embora direto para casa. Afinal, acabava a cobertura, mas não o carnaval, e a Frei Serafim estava cheia de colombinas.

De toda a Frei Serafim, a esquina com a Coelho de Resende é o local de onde guardo caras recordações de minha militância política. Ali, quando a lei permitia, participei de comícios onde propagandeávamos nossos candidatos. Ali, participei de bandeiraços e panfletagens.

Em 2002, a campanha ao governo de Wellington Dias começava a ganhar corpo. O jornalista Rodrigo Ferraz havia ido ao programa do Amadeu Campos, deitado críticas aos tucanos e declarado voto em Wellington Dias. No comando da campanha petista decidimos publicar um jornal com a íntegra da fala de Rodrigo Ferraz. Como ponto de distribuição marcamos a esquina da Frei Serafim com a Coelho de Resende. Direto da gráfica, fui para lá com fardos dos impressos no carro. Na esquina a militância petista já estava à espera. Em questão de minutos, o jornal foi todo distribuído aos motoristas e transeuntes do local.

No mesmo local, mas já com a eleição de Wellington Dias assegurada, esperei pela caminhada da vitória. O eleito governador, e um mar de gente haviam saído das proximidades da Assembleia Legislativa para percorrer toda a Frei Serafim no sentido Leste-Centro. Na esquina com a Coelho de Resende, eu olhava para a direção de onde vinha a multidão, era uma imensidão de vermelho com Wellington Dias e Osmar Júnior à frente. Abracei quem pude abraçar, fui ficando e vendo o povo passar. Como que fechando a caminhada um último casal: Mão Santa e Adalgisa. Ali, na ocasião funcionava a Pizzaria Brasil, e eu fiquei por lá com João Claudio Moreno para um chope e um bate papo. João Claudio, como sempre, me deliciando com seu humor e tiradas inteligentes. Naquela tarde, de tudo que conversamos, uma frase nunca saiu da minha cabeça. Ele, olhando a multidão que se ia, me disse:

- Oscar, o Piauí precisava disso. Agora, não podemos errar! Não podemos deixar o PFL voltar ao comando deste estado, nunca mais.

De outro ponto, que eu não sei bem se é Frei Serafim, mas, se não for, é muito próximo que é o adro da Igreja de São Benedito, outro importante evento político.

1989, eleição presidencial. O comando nacional da campanha de Lula avisa que ele vem a Teresina, mas que o horário disponível para a capital do Piauí, era das 14 horas às 17 horas. Já pensou? Que atividade política, de rua e de massa, fazer num horário desses? Decidimos, então, que Lula faria um mini-comício na Praça Rio Branco e sairia em caminhada pelo calçadão de Teresina. E, assim foi. Só que o número de presentes à Rio Branco já superou as expectativas e quando Lula desceu o calçadão a quantidade de pessoas que o acompanhavam multiplicava-se. A caminhada terminou no adro da Igreja de São Benedito. Lá, sem estrutura de palanque e de som, Lula subiu alguns degraus, pediu silencio a todos, orientou que ia falar algumas palavras e que os próximos a ele deveriam repeti-las, para que quem tivesse mais distante, pudesse ouvir. E, assim foi. Todos estavam queimados pelo escaldante sol de Teresina e cheios de esperança pela fala de Lula. Este, meses depois, reconheceu que este ato em Teresina lhe dera a certeza de que era um dos candidatos presentes no segundo turno daquelas eleições.

Para terminar, mais uma história de fato político ocorrido na Frei Serafim.

Ali, num pensionato de estudantes, Wellington Dias traçou as primeiras linhas de seu plano de governo. Certo dia de 2002 estava eu, ele, e Roberto John cuidando das coisas de campanha, quando o Wellington disse que precisávamos sentar para começar a escrever o Plano de Governo. Mas onde sentar? A campanha ainda não tinha comitê e a sede do PT não era apropriada pelo assedio que Wellington teria. Como estávamos nas proximidades da Frei Serafim disse ao futuro governador para encostarmos à casa da minha irmã, ali na avenida - um pensionato. E assim foi. Entrei em casa, falei com minha irmã, que foi cumprimentada por Wellington e Roberto. Sentamos à mesa e ele esboçou seu plano de governo.

Moro no bairro São João há 21 anos e sempre tenho pontos de trabalhos no Centro de Teresina. Por isso, para mim, a Frei Serafim é companheira de todas as horas. Com seu trânsito livre ou com seus engarrafamentos, convivemos diariamente. E, eu adoro a Frei Serafim.

Como as atividades políticas estão escassas, então vou lá... num de seus barzinhos!

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O lançamento da plataforma digital, O Piauí e o Brasil que o Povo Quer, foi promovido pelo PT Piauí, na noite de ontem. A iniciativa, de âmbito nacional, tem como objetivo central ouvir o povo e, com base em seus anseios elaborar o plano de governo para 2018. O evento contou com as presenças do governador Wellington Dias (PT), senadora Regina Sousa (PT) e o presidente estadual do PT Piauí, deputado federal Assis Carvalho (PT).

O presidente estadual do PT, deputado Assis Carvalho, durante fala destacou que o grande diferencial da plataforma é, dar voz ao povo, saber o que de fato ele pensa e deseja para o futuro do país. “A iniciativa é extraordinária. O PT sempre sai na frente, porque historicamente os partidos sempre compreenderam que seriam os técnicos, entre quatro paredes que, seriam capazes de pensar o Brasil e o mundo. Eu não acredito nisso, mas que os projetos sejam construídos por mãos de gente, de povo. De qualquer classe tanto social quanto econômica”.

Renato Simões, da Executiva Nacional do PT e coordenador da plataforma digital, O Brasil que Povo Quer, explica que o eixo central da plataforma é “criar um espaço de ambiente político. Fazer com que as pessoas voltem a ver a política como busca do bem comum e construção de propostas positivas para o futuro do Brasil”, pontua.

Outra questão importante levantada por Vivian Farias, da Fundação Perseu Abramo, é a importância da participação popular. “Não adiante se a plataforma foi bem elaborada, bem feita, se está redondinha e as pessoas não opinarem, não votarem. Participar é muito fácil, pois a pessoa pode entrar na plataforma de qualquer lugar do Brasil ou até do mundo. Com o apoio de todos teremos um plano de governo à altura dos brasileiros”.

O lançamento, realizado no auditório do Sindicato dos Bancários do Piauí, também contou com as presenças do deputado estadual João de Deus, vereadores Dudu Borges e Deolindo Moura, secretário de Desenvolvimento Rural, Francisco Limma, professor Antônio José Medeiros, da Fundação Cepro, secretário estadual de Organização do PT, João Pereira, secretário estadual de Formação do PT, Gil Kairós, Norma Suely Campos, secretária estadual de Movimentos Populares, dentre outros.

A plataforma digital: O Brasil que o Povo Quer é uma iniciativa da Fundação Perseu Abramo e do Partido dos Trabalhadores. A proposta conta, primordialmente, com o apoio e participação da sociedade que pode opinar, discutir e votar em temáticas importantes como: educação, saúde, segurança, futuro, dentre outros.

A plataforma pode ser visitada através do endereço: brasilqueopovoquer.org.br, dê sua contribuição e ajude o Partido dos Trabalhadores na composição de um plano de governo que atenda as necessidades reais do povo brasileiro.

Fonte:Ascom/Assis Carvalho

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Serviço Público · 23/11/2017 - 16h20 | Última atualização em 23/11/2017 - 20h50

Ei, você que se disse a favor da “meritocracia”, vamos conversar!


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- Ei, você que se disse a favor da “meritocracia”, vamos conversar! Você estudou muito, “ralou pacas’. Só você sabe o sacrifício que fez para passar neste concurso público ou para conseguir o atual emprego. Quantos sábados envolto a livros? E as férias perdidas? Seus pais? Você se lembra bem dos esforços deles! Você chegou lá. Tendo chegado lá, você agora super valoriza o mérito. Esquece, o que talvez tenha estudado, e confunde, servidor público com representação política. Entoa o canto que interessa a poucos do Brasil: “político é tudo farinha do mesmo saco, nenhum presta, são todos corruptos”. Repito, você estudou muito mas confunde os conceitos de servidor público e representação política. Falando em representação política, você se lembra o nome dos últimos candidatos em que você votou? Como está a atuação do seu vereador, prefeito, deputado estadual, federal, governador, senador e presidente? Voltando à meritocracia. 

 

O que você acha dessas notícias que são uma pequena e irrelevante amostra do que acontece em altos escalões do serviço público ocupado por meritocratas?

 

O elo entre a indústria da delação premiada e a máfia das falências no PR: a mulher de Moro.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-elo-que-ligaa-industria-da-delacao-premiada-a-mafia-das-falencias-no-pr-a-mulher-de-moro-por-joaquim-de-carvalho/

 

Gilmar pede vista de ação sobre doação de sangue por homossexuais 

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/324397/Gilmar-pede-vista-de-a%C3%A7%C3%A3o-sobre-doa%C3%A7%C3%A3o-de-sangue-por-homossexuais.htm

 

As mordomias, os privilégios e o paternalismo de um Judiciário arrogante

https://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/01/as-mordomias-os-privilegios-e-o-paternalismo-de-um-judiciario-arrogante.html

Judiciário brasileiro: caro e ineficiente

https://www.cartacapital.com.br/revista/873/caro-e-ineficiente-7271.html

Legislativo e Judiciário são corresponsáveis pela crise

https://oglobo.globo.com/opiniao/legislativo-judiciario-sao-corresponsaveis-pela-crise-20467177

Abusos e parcialidade fazem Lava Jato perder apoio

https://blogdacidadania.com.br/2017/10/abusos-e-parcialidade-fazem-lava-jato-perder-apoio/

Juízes que se dizem vítimas de assédio moral fazem encontro secreto em sítio no DF

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/juizes-que-se-dizem-vitimas-de-assedio-moral-fazem-encontro-secreto-em-sitio-no-df-por-renan-antunes/

Do professor Luis Felipe Miguel no facebook:

“Em Minas Gerais, um grupo de pesquisa universitário é proibido de funcionar, por decisão de juiz, por ter temática marxista. Na Bahia, professoras que discutem gênero estão sendo ameaçadas de morte. Agora, a presidente do INEP decidiu que artigos aprovados para publicação na revista científica do instituto podem ser vetados por motivos políticos.Ao cortar o financiamento de todo o sistema e mesmo deixar agonizando uma instituição como a UERJ, o golpe deixa claro que tem a missão de destruir todo o ensino superior e toda a pesquisa no Brasil. Mas as ciências humanas sofrem uma carga extra, com a maré montante do obscurantismo e da censura”

-Ei, você ai, do alto do seu cargo público ou bom emprego conquistado através do esforço pessoal, ainda quer discutir “meritocracia”?

Daqui a alguns dias te chamarei para debater outros conceitos, tais como controle externo de instituições públicas. 

Até lá!

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Manifesto defende Zé Dirceu · 22/11/2017 - 09h26 | Última atualização em 22/11/2017 - 09h45

Por que és condenado, Zé Dirceu?


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POR QUE ÉS CONDENADO, ZÉ DIRCEU?

MANIFESTO EM DEFESA DE UM LUTADOR INJUSTIÇADO*

 

És condenado por teres nascido com sonhos de igualdade, justiça e liberdade. És condenado por teres lutado sempre para fazer dos teus sonhos realidade no sofrido cotidiano da imensa maioria de teus irmãos e irmãs brasileiros.

És condenado por teres crescido combativo e forte e, mesmo agora, do alto dos cabelos brancos dos teus mais de 70 anos, seguires esbanjando saúde, alegria e esperança por todos os teus nervos e poros.

És condenado por teres filhos adultos responsáveis, por teres uma mulher guerreira e uma filhinha linda, de apenas sete anos de idade, que te faz sentires amado e necessário.

És condenado por gostares de samba e, mesmo sob a vigilância impessoal e sórdida de uma tornozeleira eletrônica, te sentires livre para bailar sem medo no aniversário de tua bela companheira.

És condenado por gostares de crianças, de animais e de flores; por leres ótimos livros e por teres sempre muitos amigos e amigas por perto, com quem, despudoradamente, és capaz de trocar boas e sonoras gargalhadas.

És condenado porque, no dia 12 de outubro de 1968, quando no Brasil imperava a mais sangrenta ditadura, durante o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, tomaste, junto com teus companheiros e companheiras, a firme e histórica decisão de não fugir.

És condenado porque, em 1969, quando foste banido do país e tiveste a tua identidade de brasileiro cassada pela ignomínia do regime de exceção instalado cinco anos antes, desde o exílio ousaste seguir na resistência.

És condenado porque, mesmo tendo sido durante 10 anos considerado um pária da sociedade, um inimigo do país, enfrentaste a possibilidade concreta de ser assassinado e voltaste clandestinamente ao Brasil para, uma vez mais, lutar pela liberdade do povo brasileiro.

És condenado porque, como agora, diante dos que usurparam o poder legalmente constituído, não sucumbiste.

És condenado por, durante a ditadura, teres lutado pela conquista da democracia e, após a Anistia, pela volta do Estado Democrático de Direito.

És condenado porque, na madrugada de dezembro de 2005, quando a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente te concedeu, saíste daquele plenário de cabeça erguida, como só são capazes os fortes e os inocentes.

És condenado porque, desde então, nessa terrível ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem às conquistas dos governos do PT e da esquerda, mesmo tendo sido transformado em inimigo público número 1 pela mídia golpista do Brasil, jamais te curvaste.

És condenado porque, em 09 de outubro de 2012, depois de prejulgado e linchado, mesmo tendo recebido o veredito de uma condenação sem provas, apenas “porque a literatura jurídica” assim o permitia, seguiste lutando para provar tua inocência, sem jamais te deixares abater.

És condenado por teres sido advogado, deputado, ministro. És condenado por teres sido forjado na luta, por teres dedicado toda tua vida ao Brasil, aos movimentos sociais, à esquerda e ao PT, e por fazeres da democracia tua razão maior de viver.

És condenado por teres o desplante de seguir lutando pela pátria livre neste nosso país anestesiado, onde quem ousa levantar a fronte passa pela poderosa máquina de moer inocentes de uma justiça parcial, inumana e partidarizada.

És condenado por teres feito o futuro chegar para milhares de brasileiros e brasileiras nos “nas escolas, nas fábricas, campos, construções”, independente e apesar da guerra insana montada contra ti pelos que tentaram e tentam destruir teu legado.

És condenado por teres ousado propor a regulação da mídia, a democratização do judiciário, e por teres enfrentado – sem te dobrares – as investidas do capital rentista ao qual o país hoje se subjuga, sem chance de te curvares ante toda e qualquer chantagem.

És condenado exatamente por seguires lutando por um país justo, com igualdade de direitos e oportunidades para mulheres e homens, onde a esperança possa sempre vencer a perseguição e o medo, e a paz possa vencer sempre o ódio e o preconceito.

És condenado porque, imagine, mesmo tendo teus sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados por um juiz de primeira instância, contra ti jamais foi encontrada nenhuma prova de ilegalidades, nenhum traço de enriquecimento pessoal, sequer uma única prova foi descoberta contra tua inocência.

És condenado porque a direita, que sempre desejou ter um Dirceu para ela, jamais conseguiu te mover do lado justo e certo da História.

És condenado por seres nosso, do PT, da esquerda, dos movimentos sociais e do povo brasileiro.

És condenado porque a direita não suporta tamanha rejeição.

És condenado porque, embora tenhas recebido uma injusta e execrável pena de mais de uma década de prisão e, mesmo depois de uma reclusão de mais de três anos, segues, de cabeça erguida, “a sonhar e a organizar o sonho.”

És condenado por estares de pé, altivo e altaneiro, firme na luta por um Brasil sem racismo, sem homofobia, sem feminicídio, sem violência.

És condenado porque tua sede de justiça (que nunca se confundiu com o ódio, com a vingança, com a covardia moral ou com a hipocrisia que teus inimigos lançaram contra ti por anos e anos) persiste, e nada consegue retirar tua imensa coragem de lutar e de viver.

És condenado porque, mesmo enfrentando uma vez mais um processo de justiçamento por parte dos que te querem ver combalido, alquebrado e vencido, segues movendo milhares de brasileiros e brasileiras que, assim como nós, pelo teu exemplo, permanecerão contigo em busca dos mesmos sonhos de justiça e de liberdade.

 

És condenado, Zé Dirceu, por seres um incansável lutador!

És condenado por seguires sonhando, Zé Dirceu!

 

 Brasília, 21 de novembro de 2017

MOVIMENTO RESISTÊNCIA ZÉ DIRCEU

 

*Este Manifesto em Defesa de um Lutador Injustiçado foi construído a muitas mãos por todos e todas nós, democratas que carregamos no coração e na alma as sementes de justiça e liberdade semeadas por Zé Dirceu. O “Bilhete para um operário” (FSP, 15/09/80), publicado por Lourenço Diaféria pouco depois da fundação do PT (10/02/80), quando, assim como hoje, o Partido, Lula, Zé Dirceu, lideranças da esquerda e dos movimentos sociais sofriam violento ataque por parte das elites e da grande mídia brasileira, que nunca deixou de ser golpista, nos serviu de inspiração para a construção deste Manifesto em defesa de José Dirceu de Oliveira e Silva, acima de tudo um resistente.

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Dia da Consciência Negra  · 21/11/2017 - 10h56 | Última atualização em 21/11/2017 - 11h18

Vamos admitir: o racismo existe no Brasil! Que vergonha!


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Sobre ontem, Dia da Consciência Negra  

Vamos admitir: o racismo existe no Brasil! Que vergonha!

Vamos admitir: há uma dívida impagável para com o povo preto deste pais.

Vamos admitir: a pessoa preta é linda! Além de linda, é irmã, inteligente e cidadã.

Aos pretos do Brasil toda a reverência necessária.

Obrigado, África! Pelo seu povo, por sua cultura!

Mas vamos admitir mais.

Vamos admitir, como disse Nathali Macedo, escritora, roteirista, militante feminista, mestranda em cultura e arte, no DCM,

“abraçar a negritude é abraçar a mestiçagem. O Brasil tem negro de todos os tons. Cabelos em todos os formatos. Gente de todas as raças e de todos os jeitos. Somos a diversidade. Somos o povo brasileiro. Temos que enterrar de vez o racismo. Esse povo mestiço tem que entender que corre em nossas veias o sangue do europeu colonizador, do nativo índio brasileiro e do preto escravo africano. Aceitar a mestiçagem não significa negar a negritude – a negritude faz parte da mestiçagem. No Brasil, não há grupos muito distintos de pretos e brancos preparados para um combate necessário. Há um Brasil mestiço que precisa, antes de discutir o racismo com seriedade, aceitar-se mestiço.”

 

 

A mão da Limpeza  - Gilberto Gil 

O branco inventou que o negro Quando não suja na entrada Vai sujar na saída, ê Imagina só Vai sujar na saída, ê Imagina só Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão Negra é a mão De quem faz a limpeza Lavando a roupa encardida, esfregando o chão Negra é a mão É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão Negra é a mão Nos preparando a mesa Limpando as manchas do mundo com água e sabão Negra é a mão De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava, ê Imagina só O que o branco sujava, ê Imagina só Eta branco sujão

 

 

Racismo É Burrice - Gabriel O Pensador

Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano

"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"

Racismo, preconceito e discriminação em geral;

É uma burrice coletiva sem explicação

Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união

Mas demonstra claramente

Infelizmente

Preconceitos mil

De naturezas diferentes

Mostrando que essa gente

Essa gente do Brasil é muito burra

E não enxerga um palmo à sua frente

Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente

Eliminando da mente todo o preconceito

E não agindo com a burrice estampada no peito

A "elite" que devia dar um bom exemplo

É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento

Num complexo de superioridade infantil

Ou justificando um sistema de relação servil

E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação

Não tem a união e não vê a solução da questão

Que por incrível que pareça está em nossas mãos

Só precisamos de uma reformulação geral

Uma espécie de lavagem cerebral

Racismo é burrice

Não seja um imbecil

Não seja um ignorante

Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante

O quê que importa se ele é nordestino e você não?

O quê que importa se ele é preto e você é branco

Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços

Se você discorda, então olhe para trás

Olhe a nossa história

Os nossos ancestrais

O Brasil colonial não era igual a Portugal

A raiz do meu país era multirracial

Tinha índio, branco, amarelo, preto

Nascemos da mistura, então por que o preconceito?

Barrigas cresceram

O tempo passou

Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor

Uns com a pele clara, outros mais escura

Mas todos viemos da mesma mistura

Então presta atenção nessa sua babaquice

Pois como eu já disse racismo é burrice

Dê a ignorância um ponto final:

Faça uma lavagem cerebral

Racismo é burrice

Negro e nordestino constróem seu chão

Trabalhador da construção civil conhecido como peão

No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia

É revistado e humilhado por um guarda nojento

Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós

Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói

O preconceito é uma coisa sem sentido

Tire a burrice do peito e me dê ouvidos

Me responda se você discriminaria

O Juiz Lalau ou o PC Farias

Não, você não faria isso não

Você aprendeu que preto é ladrão

Muitos negros roubam, mas muitos são roubados

E cuidado com esse branco aí parado do seu lado

Porque se ele passa fome

Sabe como é:

Ele rouba e mata um homem

Seja você ou seja o Pelé

Você e o Pelé morreriam igual

Então que morra o preconceito e viva a união racial

Quero ver essa música você aprender e fazer

A lavagem cerebral

Racismo é burrice

O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista

É o que pensa que o racismo não existe

O pior cego é o que não quer ver

E o racismo está dentro de você

Porque o racista na verdade é um tremendo babaca

Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca

E desde sempre não pára pra pensar

Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar

E de pai pra filho o racismo passa

Em forma de piadas que teriam bem mais graça

Se não fossem o retrato da nossa ignorância

Transmitindo a discriminação desde a infância

E o que as crianças aprendem brincando

É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando

Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica

Ninguém explica

Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural

Todo mundo que é racista não sabe a razão

Então eu digo meu irmão

Seja do povão ou da "elite"

Não participe

Pois como eu já disse racismo é burrice

Como eu já disse racismo é burrice

Racismo é burrice

E se você é mais um burro, não me leve a mal

É hora de fazer uma lavagem cerebral

Mas isso é compromisso seu

Eu nem vou me meter

Quem vai lavar a sua mente não sou eu

É você.

 

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Organização política · 19/11/2017 - 15h00 | Última atualização em 19/11/2017 - 16h03

Piaui se prepara para a Conferência Nacional da Frente Brasil Popular que será em dezembro em SP


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A Frente Brasil Popular/Piauí tendo em vista a proximidade da realização da II Conferência Nacional convida as entidade e representações para uma Plenária Estadual a qual tem como pauta principal a discussão das temáticas da II Conferência Nacional da FBP  e eleição de delegados.

A Plenária do Piauí se realizará dia 21.11.2017 (terça feira), às 17:00 na sede da FETAG.

A Conferência Nacional da FBP está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro, em São Paulo.

A Frente Brasil Popular encaminhou as seguintes orientações para a II Conferência Nacional:

1 – Objetivos da Conferência:

a) Aprofundar a leitura da conjuntura nacional e internacional, compreendendo a movimentação das forças inimigas e os desafios políticos das forças democráticas e populares.

b) Refletir sobre a natureza, o método de convocação e a organização das lutas de massas, bem como sobre a necessidade de construção de uma narrativa contra hegemônica. 

c) Aprofundar a compreensão sobre a natureza da FBP, identificando os seus desafios políticos e organizativos. 

d) Avançar na elaboração programática da FBP, considerando as várias iniciativas de formulação de projeto de país em curso. 

e) Definir um plano de lutas e a construção de uma meta-síntese política-organizativa da FBP para 2018. 

2- Programação:

Sexta -  Dia 8 /12

Ato político-cultural em solidariedade à Venezuela (em São Paulo)

Sábado – Dia 9/12

Mesa 1: Análise de Conjuntura Nacional e Internacional

Mesa 2: Os desafios políticos da Frente Brasil Popular

Noite Cultural

Domingo – Dia 10/12

Mesa 3:  Desafios da elaboração programática e da construção de uma narrativa contra hegemônica.

Síntese dos Encaminhamentos

3- Participação na Conferência:

Cada estado poderá indicar até 10 delegados, e cada entidade nacional, que compõe o coletivo nacional poderá indicar até 3 representantes.

As indicações devem levar em consideração a representação da pluralidade política que compõe a Frente nos estados, bem como os critérios de gênero, raça e geracional. 

4- Inscrição:

As inscrições deverão ser feitas até o dia 24 de Novembro pelo formulário que está no link http://bit.ly/IIConfFBP_Inscricoes

5- Custos:

A secretaria operativa arcará com os gastos de alojamento e alimentação, contudo, os estados e as organizações devem custear o transporte dos delegados.

6- Orientações para chegada:

A conferência será realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), na cidade de Guararema, Rua José Francisco Raposo, 1.140, localizada no estado de São Paulo.  A Escola fica à 40 minutos de distância do Aeroporto de Guarulhos.

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Entrevista com Valter Pomar · 18/11/2017 - 17h30 | Última atualização em 18/11/2017 - 17h35

Dá para eleger Lula, desde que sua candidatura seja tão forte  que se torne irreversível, diz Pomar


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Valter Pomar, é um petista das antigas. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1985. Já esteve na direção do PT em algumas oportunidades, agora, é suplente da direção nacional. Valter Pomar é professor universitário. 

No PT, ele é uma das principais cabeças da corrente interna Articulação de Esquerda - grupo de oposição ao comando nacional do Partido e uma das tendencias mais antigas do PT. 

Ele está em Teresina. Hoje, participou da etapa local IV Congresso Nacional da Articulação de Esquerda.

Valter Pomar deu uma entrevista exclusiva ao blog. Confira: 

 

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Eleição no legislativo · 16/11/2017 - 20h33 | Última atualização em 17/11/2017 - 08h39

Câmara Municipal de Vereadores de Teresina: independência ou velhacaria ?


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Vamos recapitular os fatos:

Em 01/01/2017, tomam posse os novos vereadores da cidade de Teresina. Logo após a investidura dos cargos, Jeová Alencar (PSDB), é eleito presidente da Câmara Municipal de Teresina. Na ocasião, Jeová foi eleito para presidir a casa durante 2017 e 2018.

Terça-feira, 14 de novembro de 2017: 10 meses e 14 dias após, os vereadores aprovam um projeto antecipando as eleições do final de 2018 para hoje, 16 de novembro.

Quinta-feira, 16 de novembro de 2017: reunidos os vereadores de Teresina, reelegem para a presidência da casa o tucano Jeová Alencar. Agora ele vai presidir a Câmara até 2020.

Novembro de 2017: o prefeito de Teresina Firmino Filho, está na Europa, mais especificamente na Espanha.

Dos discursos: aqueles que votaram pró-Jeová falaram em independência da Câmara Municipal em relação ao poder executivo do munícipio.

Das minhas lamentações:

O projeto de antecipação das eleições foi apresentado pelo vereador petista Dudu. O outro vereador do PT (Deolindo) votou favoravelmente. E o outro vereador de esquerda Enzo Samuel (PCdoB), tomou a mesma embarcação.

A esquerda não aprender a parar de dar maus exemplos.

Porque lamentar:

Na atitude dos vereadores não houve nada de independência; essa, o parlamentar prova no dia-a-dia das suas ações. A atitude dos vereadores demonstrou trapaça, velhacaria da parte deles.

Se os vereadores queriam demonstrar independência do poder municipal, poderiam se organizar, argumentar, e na data correta, eleger um presidente para casa que demonstrasse ser oposição ao poder executivo.

Não há lógica, bom senso nenhum que explique a antecipação desta eleição.  

Uma pergunta que fica no ar: e, se durante 2018, o agora reeleito, Jeová Alencar, decepcionar os pares? Vão apresentar outro projeto casuístico ou vão aguentar calado o reeleito presidente da Câmara de Vereadores de Teresina?   

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Política de alianças · 14/11/2017 - 10h34 | Última atualização em 14/11/2017 - 14h14

Lula e Wellington vão compor com golpistas e os governos petistas continuarão refém do legislativo


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Eles já têm feito algumas manifestações neste sentido.

Encerrando a caravana de Minas Gerais, Lula disse que “perdoava” os golpistas e no Congresso Nacional do PT, em junho deste ano, Lula já declarava que de nada adiantaria ser eleito sem uma base de apoio para governar. Com Vicentinho (ex-presidente da CUT) e João Pedro Stedelli (MST) presentes, ele cobrou:

-“Sou presidente, aí venho ao Congresso, procuro quantos deputados têm os trabalhadores Vicentinho, e vejo dois ou três deputados eleitos. Em compensação, vejo 100 deputados eleitos pelos empresários. Procuro os representantes dos trabalhadores rurais Stedelli, e vejo um ou dois, em compensação a bancada ruralista tem uns 200 deputados.”

Aqui no Piauí, Wellington Dias transitou do governo Dilma Rousseff para o do usurpador Michel Temer sem abdicar do apoio do atual Progressistas e, os bastidores da política indicam uma vaga de vice para Temístocles Filho, o eterno presidente da Assembleia Legislativa do Piauí e integrante de primeira hora do PMDB golpista de Michel Temer, na possível eleição de Wellington Dias, ano que vem.

Lula diz que até ganha a eleição numa aliança no campo da esquerda. Ganha, mas não governa. Que a aliança que é feita é para se ter governabilidade pós eleição. E que o bom seria uma bancada de esquerda. Wellington Dias repete aqui, o mantra do líder petista nacional.

Lula e Wellington Dias estão corretos.

Mas o que eles e o PT tem feito para que as bancadas legislativas aumentem?

Foi assim “ene” eleições passadas. E esta se repetindo o mesmo agora. Toda a estratégia (todo o esforço) do PT é para a eleição do executivo. E o próprio PT em nome de ganhar o executivo entrega o legislativo para aqueles que posteriormente vão chantagear o PT, vão golpear o PT.

O PT não pode se abster da luta pelos executivos, mas não pode abandonar os legislativos como faz a cada eleição.

Vamos ver o caso da eleição para deputado estadual do Piauí ano que vem.

Os petistas querem uma chapa pura. Mas os partidos que se propõe a apoiar a reeleição de Wellington Dias colocam como primeira condição para o apoio ao executivo a aliança da chapa proporcional. Wellington Dias e o PT aceitam e lá vem mais um mandato do chefe do executivo refém da bancada de deputados estaduais eleitos. Esse é o possível desenho de 2018, mas assim aconteceu também em todas as eleições passadas, em disputas para a prefeitura de Teresina, para o governo do Estado e para a presidência da República.

Nesta marcha, o PT caminha para assumir mais mandatos executivos e, de novo, ficar na mão de deputados venais que pouco se lixam para programa de governo e, vez por outra, golpeiam, dando a isso o nome de impeachment.

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