"Não tinha conhecimento" · 22/10/2021 - 17h34

Vereador falta sessão para curtir praia e recebe salário normal; alegou não saber das regras


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O vereador de Jardim-MS, Eduardo Pereira Nardon (PP), foi denunciado por um morador da cidade por ter faltado sessão da Câmara, dia 17 de agosto, para fazer viagem a Pernambuco e gozar das férias, mas não ter tido o dia descontado na folha de pagamento. As informações são do Metrópoles.

O denunciante, que prefere não se identificar por medo de represálias, disse que o parlamentar publicou fotos nas redes sociais na Praia Dos Carneiros, litoral do Nordeste, e que não trabalhou no Parlamento na data.

Segundo ele, o regimento interno da Casa de Leis de Jardim visa descontar uma porcentagem do salário do vereador que faltar sem justificativa. 

“Se o desconto é proporcional, e não houve justificativa plausível, e houve uma falta; o desconto deve ser de 25%. Por exemplo, 4 presenças o fica salário 100%, 3 presenças o  salário é de 75%, 2 presenças com salário 50% e uma presença o salário deve ser de 25%.”

Conforme o Portal da Transparência, o salário base do vereador é de R$ 6,5 mil e com descontos, chegou a R$ 3,7 mil no mês de agosto, período de viagem.

O Portal da Transparência da Câmara de Jardim-MS ainda não divulgou os salários dos servidores no mês de setembro, apesar de já estarmos no mês de outubro.

Coincidência ou não, o desconto do dia faltado deveria ter sido feito no mês de setembro pela Casa de Leis.

O que diz Eduardo

Em contato, o vereador Eduardo Nardon disse que não sabia que era necessário justificar a falta à secretaria de Finanças da Câmara. E que assim que soube da necessidade, pelo presidente da Casa, vereador Glaucio Cabreira da Costa (PSDB), protocolou o aviso sobre os valores a serem retirados da folha.

“Eu não tinha conhecimento deste fato. Quando aconteceu, no mês seguinte, o Glaucio disse que precisava da justificativa. Eu tenho serviço paralelo à Câmara e sou administrador de fazendas. Estava de férias. E pode descontar do seu salário porque não tem problema nenhum. Não vivo da vereança. E, se não foi descontado, será. O fato é que realmente eu não tinha esse conhecimento do regimento interno da Casa de Leis.”

“Procuro fazer tudo dentro da lei. Trabalho e não dependo do salário da Câmara. Meu pai é delegado e a minha irmã é Procuradora. Eu sou vereador pela minha cidade. Jamais iria trazer essa vergonha para aqueles que confiaram em mim e no meu trabalho.”

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