Nova gripe · 30/06/2020 - 17h08

O que se sabe sobre potencial pandêmico do novo vírus da gripe suína


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Enquanto o mundo se concentra no combate imediato ao novo coronavírus, cientistas descobriram que uma nova cepa do vírus da gripe tem se espalhado entre porcos na China. A reportagem é do Metrópoles

O estudo publicado na última segunda-feira (30/06) na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences deixou as autoridades de saúde em alerta e uma pergunta no ar: esse novo vírus pode se tornar uma pandemia?

Chamado provisoriamente como G4 EA H1N1, o novo influenza é uma variação do H1N1. Por se tratar de um vírus novo, o corpo humano ainda não tem anticorpos contra ele e, por isso, os cientistas pretendem acompanhá-lo de perto, a fim de evitar sua mutação e transmissão de pessoa para pessoa.

Por enquanto, o vírus não é capaz de infectar humanos de forma sustentada. Em termos de comparação, quando o novo coronavírus foi descoberto, já havia a transmissão entre pessoas, o que permitiu a doença rapidamente deixasse de ser um surto e virasse uma pandemia.

Embora tenha sido descoberto em fase precoce, o estudo publicado na segunda trata o G4 como um vírus com “todas as características essenciais de um candidato a vírus pandêmico”. Isso, no entanto, não o transforma em uma ameaça iminente.

A recomendação dos responsáveis pela pesquisa é de que, por enquanto, “é necessário fortalecer a vigilância”.

O que se sabe sobre o G4 EA H1N1

– Ele é uma variante do H1N1, assim como os vírus da gripe suína e espanhola;

– Até o momento, não foi identificado a transmissão do vírus entre humanos, mas já aconteceram dois casos de pessoas infectadas por porcos;

– O estudo foi feito com 30 mil amostras de porcos de 10 províncias do país coletadas entre 2011 e 2018 e outras mil de animais com sintomas respiratórios que estiveram no hospital veterinário da instituição. Foram identificados 179 tipos de influenza suína. A maioria dos porcos estava infectada com a variante conhecida como G4.

– A descoberta em fase precoce pode acelerar o processo de criação de uma vacina e remédio contra o vírus.


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