Caso gerou revolta na mídias · 14/09/2018 - 12h12 | Última atualização em 14/09/2018 - 12h13

Ministério Público cobra R$ 7,4 milhões de Júlio Cocielo por frase racista


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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pede que o youtuber Júlio Cocielo pague R$ 7,4 milhões por dano social coletivo por causa do teor da mensagem, considerado racista, ao ofender o jogador da seleção francesa Kylian Mbappé durante a Copa do Mundo. Os promotores também pedem a quebra do sigilo bancário do youtuber.

No final de junho, Cocielo escreveu no Twitter: “Mbappé conseguiria fazer uns arrastão (sic) top na praia, heim?”.

Segundo matéria da VEJA, imediatamente, o youtuber passou a ser acusado de racismo pelos usuários da rede social por ter associado a imagem de Mbappé, que é negro, a de assaltantes que atuam nas praias fazendo arrastões.

Para reforçar a tese de racismo, os promotores anexaram comentários preconceituosos feitos pelo YouTuber no Twitter entre 2010 e 2018.

Em julho, Cocielo se manifestou em relação ao comentário sobre Mbappé. Ele pediu desculpas, e disse que o post se referia à velocidade do jogador, não à sua cor de pele.

"O tuíte foi interpretado de mil formas diferentes e gerou uma enorme discussão. De qualquer forma, não existe justificativa, isso fez eu me sentir muito mal só de imaginar ter sido uma pessoa escrota. Arrependido e aprendido! Lição pra vida! Nunca mais se repetirá! [...] Peço desculpas publicamente", escreveu Cocielo.

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