Estelionatário · 31/07/2020 - 09h43

Falso médico engana família com exame para detectar câncer no futuro


Compartilhar Tweet 1



Um falso médico, de 38 anos, foi preso nessa quarta-feira (29) acusado de enganar a família inteira de uma tenente da Polícia Militar de Mato Grosso com exames para saber se eles poderiam ter câncer no futuro. O caso aconteceu em Cuiabá. As informações são de O Livre.

São quatro as vítimas, pertencentes à família da tenente, de 42 anos. A Polícia Militar foi acionada nessa quarta-feira (29), por volta das 19 horas, pela oficial PM com a informação de que ela estava sendo vítima de um golpe de estelionato.

Ao chegar no local, a equipe foi recebida pela tenente, que contou que o suspeito havia se apresentado para a família como médico patologista com doutorado e, no dia 11 de julho, coletou sangue da mãe da policial, da tenente e das duas filhas dela, cobrando o valor de R$ 200 por pessoa.

Nesse mesmo dia, o homem também coletou sangue de outras pessoas que não são da família.

Já no dia 13 de julho, o suspeito acompanhou a tenente até o Hospital Santa Rita, onde a mãe da policial está internada até hoje, dizendo que, por ser médico, conseguiria ter acesso ao quadro clínico da mãe dela.

A enfermeira do hospital, porém, disse que somente o médico responsável pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) poderia dar mais informações sobre a mãe da policial. Ainda assim,  o suposto médico conseguiu algumas informações e passou para a tenente e para a irmã dela.

Depois disso, o suspeito ofereceu para as duas irmãs um exame de constatação de probabilidade de ter câncer no futuro, que, segundo ele, seria feito pelo Hospital Johns Hopkins Medicine, nos Estados Unidos, por US$ 100 cada.

A irmã da tenente aceitou fazer e pagou pelo exame. Desconfiada, a policial pesquisou pelo nome do suposto médico e descobriu que ele já tinha passagens na polícia por estelionato. Após isso, ela passou a gravar conversas com o suspeito.

Coleta de cabelo

Nessa quarta-feira (29), ele foi até a casa da tenente para receber R$ 1.548 de um exame com coleta de cabelo que fez com a policial e as filhas dela. Foi quando a policial aproveitou para chamar a polícia e denunciar o estelionatário.

Ele foi preso e, questionado, disse que não possui CRM, pois na verdade era farmacêutico e que todos os exames são falsos. A carteira estudantil de medicina que usava, segundo o suspeito, foi conseguida pelo valor de R$ 400.

No carro dele, uma Ford Ranger branca, foram encontradas luvas, seringas, tesouras e algodão, materiais que ele disse comprar em farmácias e utilizar para coletas de sangue.

Ele e a vítima foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde o caso foi registrado como estelionato. No nome dele, aliás, constam 10 registros criminais pelo crime de estelionato.

 


Comentários