Realizava procedimentos pagos · 15/08/2019 - 14h34 | Última atualização em 15/08/2019 - 15h24

Estudante que se passava por dentista nas redes sociais é alvo da polícia


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    REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

A Polícia Civil do DF deteve, na manhã desta quinta-feira (15/08), um estudante de odontologia que realizava procedimentos privativos de cirurgiões dentistas, entre os quais limpezas e clareamento. Segundo investigação da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Luiz Rodrigues atendia em clínica localizada em um shopping do Plano Piloto, mesmo não tendo concluído o curso. As informações são do Metrópoles.

Após prestar esclarecimentos na DP, o jovem de 22 anos assinou termo circunstanciado e foi solto. Ele disse em depoimento que é aluno do 9º semestre e estava auxiliando a irmã dentista “em uma espécie de estágio”. “Pelas redes sociais dele, entretanto, conseguimos notar que ele realizava pequenos procedimentos sozinho, o que não é permitido visto que ele ainda não é formado na profissão”, explicou o delegado Roney Teixeira.

De acordo com o policial, o jovem cobrava cerca de R$ 250 para procedimentos como clareamento. O nome da clínica e o endereço não foram divulgados pela PCDF. A corporação informou que ele foi detido pelo crime de exercício ilegal da arte dentaria. A operação teve acompanhamento de integrantes do Conselho Regional de Odontologia do DF (CRO).

De acordo com as investigações, o jovem seria sócio da clínica, juntamente com a irmã dele, que acabou autuada pelo mesmo crime. A PCDF informou que o falso dentista possui mais de 10 mil seguidores nas redes sociais, onde ostenta uma vida de luxo.

A clínica, informou a polícia, foi inaugurada na semana passada, com a presença de diversas celebridades. Caso condenado, o estudante poderá pegar pena de seis meses a dois anos de reclusão.

O outro lado

A versão do universitário é diferente. Ele disse à reportagem que as fotos postadas nas redes sociais não foram tiradas na clínica, mas em procedimentos realizados na faculdade. “As fotos não me mostram realizando operação. Me contrataram para trabalhar lá porque sou bom em auxiliar, que era o que eu fazia”, afirma.

Ele, entretanto, admitiu ter feito clareamento, mas alegou que a irmã estava presente no momento. Ele também comentou sobre as evidências de ter sido chamado de “Dr. Luiz Gustavo” nas redes sociais pelos clientes: “Qualquer pessoa hoje em dia é tratada como doutor, isso não quer dizer que de fato eu era. Se for assim, só quem tem doutorado pode ser chamado de doutor”.

Segundo a sócia da clínica, ele realizava estágio supervisionado. “Quem realizava os processos era eu, que sou dentista formada. Ele apenas me auxiliava. Depois da inauguração da clínica, foi gerada uma repercussão muito grande, mas a gente não pode controlar o que as pessoas postam sobre nossa clínica nas redes sociais”, defende-se.

Procurado pelo Metrópoles, o Conselho Regional de Odontologia não se manifestou até a última atualização da matéria.


Fonte: Metrópoles

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